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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

A imagem do dia


Os tempos de Sebastian Vettel na Toro Rosso foram pequenos - uma temporada e meia - mas depois do feito de Monza, onde ele alcançou uma pole e uma vitória inédita, e claro, a chegada à Red Bull na temporada seguinte. Mas antes da sua transferência para a "irmã mais velha", ainda teve mais uma corrida onde deu nas vistas na temporada de 2008. 

O GP do Brasil, última corrida do campeonato.

Foi uma temporada dura, um duelo entre Ferrari e McLaren, entre Lewis Hamilton e Felipe Massa, com erros e acertos de um lado e outro, e quando a Formula 1 chegou a São Paulo, havia uma vantagem de sete pontos a favor de Hamilton, depois da sua vitória na corrida anterior, em Xangai. 

Vettel teve uma boa qualificação, entrando na Q3 e acabando em sétimo a grelha, e parecia que iria tentar uma boa pontuação, depois de em Xangai ter ficado a porta, em nono. E tirando o triunfo em Itália - ultra-celebrado, a propósito - o alemão tinha conseguido três quintos lugares, no Mónaco, Bélgica e Singapura.

Esperava-se chuva e alguma trovoada na corrida. Choveu antes da corrida, levando ao adiamento da partida, e muitos colocaram pneus intermédios. A partida foi atribulada (na foto), David Coulthard, que fazia ali a sua última corrida, evolveu-se numa colisão e acabou cedo (demais) a sua despedida na Formula 1.

Na frente, Felipe Massa fazia a sua corrida. Era líder e ficaria até ao fim. E até corria em casa. A Hamilton, precisava de um quinto posto para ser campeão. E Vettel, que fazia a sua corrida, tentava ficar o mais à frente possível.

Mas a corrida aconteceu quase sempre em seco. Parecia que tudo estava calmo, até que a poucas voltas do final... voltou a chover. E tal "que veio da represa". Os carros passaram pelas boxes, trocando para intermédios. Com exceções. 

E no meio disto tudo, Vettel conseguiu passar Hamilton. Estava a duas voltas do fim e parecia que Hamilton iria perder de novo o título mundial. Era sexto e isso não interessava. As bancadas entraram em delírio com o que passava na pista e pensaram que iria ser assim até à meta, quando Massa passou em primeiro - curiosamente, a sua última vitória na Formula 1.

E depois surgiu Timo Glock.

Piloto da Toyota, arriscou ficar na pista com os slicks, tentando subir o mais possível e esperar que as condições não se degradassem. Era quarto, na entrada da última volta, e ambos os carros pareciam estar longe dele. Mas as coisas pioravam e era complicado arranjar tração na pista, degradando-se casa vez mais. 

E na última curva, Vettel e Hamilton apanharam-no, passando-o facilmente. O alemão iria ser quarto e Hamilton, mais importante, o quinto. E tudo numa altura em que todos comemoravam, pensando que Massa era campeão do mundo. Até que foi... por 30 segundos. Mas eles tinham de também passar pela meta, e aquela ultrapassagem foi bem dramática: na última curva, da última volta, da última prova do mundial!  Mais do que suficiente para saltar da cadeira.

E foi o que aconteceu. E o alemão teve um pequeno papel nesse desfecho.

sábado, 12 de setembro de 2015

DTM: Glock ganha em Oscherschleben, AFC terceiro

Este sábado tivermos um pódio cem por cento BMW na primeira corrida do DTM em Oscherschleben. E se Timo Glock estreou-se na lista de vencedores nesta temporada, António Félix da Costa (AFC) voltou ao pódio, desta vez no terceiro lugar, depois de ter andado algum tempo na segunda posição.

O piloto de Cascais afirmou que esta tarde foi "um dia muito bom para a BMW e para mim. Sabíamos que tínhamos uma boa oportunidade aqui em Oschersleben e conseguimos materializar isso em resultados. Este pódio é dedicado ao Justin Wilson, um piloto que sem dúvida deixou a sua marca e não será esquecido", referiu. Entre Glock é Félix da Costa, o canadiano Bruno Spengler ficou com o segundo lugar.

A corrida não teve grande história, com AFC a largar do quarto posto da grelha para conseguir saltar para o segundo lugar após a primeira curva, fruto de um excelente arranque. A seguir, manteve o lugar até à entrada do Safety Car, que o fez perder a vantagem que tinha para o terceiro posto, e no arranque, foi superado por Spengler, não sofrendo modificações até à meta.

Com este resultado, Félix da Costa tem agora 59 pontos e subiu para o nono lugar. Amanhã decorrerá a qualificação e a segunda corrida do fim de semana, onde espera que repita o resultado. "Amanhã quero lutar por mais um pódio, seria fechar em beleza o fim-de-semana. Para isso a qualificação é fundamental atacar ao máximo para partir na frente e estar em posição de lutar pelo pódio e quem sabe a vitória".

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A goleada não têm limites (II)

Bom, ao menos o Augusto Farfus entrou no espirito da brincadeira... mais uma que vi no Rodrigo Mattar.

A goleada não têm limites

Fim de semana de DTM, em Moscovo, e os alemães andam eufóricos com a sua equipa na final do campeonato do mundo, depois de darem 7-1 ao Brasil, nem "rolo compressor" que até arrepia. E foi isso que fez Timo Glock, que anda com o numero 17 no seu carro, colocando as bandeiras brasileira e alemã em cada um dos lados. 

Sou um homem de sorte por ter o carro #17″, provocou Timo Glock nas redes sociais. De facto, "Die zueira keine grenzen" (A zueira não têm limites) e os alemães estão a aproveitar o momento.

Esta vi no Rodrigo Mattar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Noticias: Timo Glock confirmado na BMW

A ideia já estava no ar desde o momento em que o teste tinha sido anunciado, e hoje foi confirmado: o alemão Timo Glock é piloto da BMW para a temporada de 2013 da DTM, preenchendo assim a vaga que faltava. Depois de um dia de testes em Valencia, e dos responsáveis da marca terem ficado satisfeitos com a sua performance, a assinatura do contrato foi uma mera formalidade.

É muito emocionante pilotar pela BMW depois de todos esses anos e ainda em um campeonato de alto nível como o DTM”, começou por declarar o alemão. “Eu tive momentos fantásticos na Fórmula 1, mas agora estou ansioso para lutar por vitórias novamente com os meus velhos amigos da BMW”, acrescentou.

Glock, de 30 anos, ficou sem lugar na Marussia no final da semana passada, após três temporadas no conjunto, sem conseguir qualquer ponto. Antes disso, tinha estado na Toyota, onde tinha conseguido três pódios, mas sem qualquer vitória. Assim sendo, Glock junta-se a uma equipa que tem, entre outros, o brasileiro Augusto Farfus, o canadiano Bruno Spengler, o americano Joey Hand, o britanico Andy Prilaux e os alemães Dirk Muller, Martin Tomxzyk e Marco Wittman.

Noticias: Kubica testou... e deu-se bem

Robert Kubica esteve esta quinta-feira em Valencia, testando com o seu Mercedes de DTM. E pelos vistos, o piloto polaco de 28 anos, que se encontra a recuperar de um pavoroso acidente há quase dois anos, no Rali Ronda di Andora, em Itália, adaptou-se bem ao carro e mostrou que a sua velocidade continua intacta.

"Senti-me muito confortável no carro, mesmo depois de uma longa ausência, a unica dificuldade que tive foi de me ajustar ao alto "downforce" produzido por um carro altamente tecnológico como o do DTM. Estou muito satisfeito com a minha performance e... não tive quaisquer problemas em guiar no carro", contou Kubica.

Kubica fez 114 voltas no circuito espanhol, fazendo ao todo cerca de 456 quilómetros. E segundo o jornalista britânico Andrew Benson, da BBC, o melhor tempo de Kubica nas condições difíceis de Valencia (chuva e depois um asfalto a secar) foi de 0,8 segundos mais veloz do que o britânico Gary Paffet, o que poderá ter agradado os responsáveis da marca presentes no circuito Ricardo Tormo, entre os quais Christian "Toto" Wolff.

Quem também esteve a testar, mas com um carro da BMW, foi Timo Glock, e também se manifestou o seu contentamento em testar um carro daqueles, dias depois de ter saido da Marussia e ter arrumado a sua carreira na Formula 1.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O desabafo de Timo Glock

"Timo Glock foi-se embora da Marussia e tão cedo não voltará à Formula 1. Mas ao ir embora, foi felicitado por todos os seus colegas, que não deixaram de colocar mensagens no Twitter, dizendo até que ponto a sua falta será sentida no paddock, pela sua velocidade e simpatia. A uma das mensagens, de Mark Webber, Glock respondeu em jeito de desabafo: "Obrigado pela tua mensagem, é importante para mim. É assim que funciona a Fórmula 1 agora. Espero que isso mude em breve, pois assim não tem nada a ver com desporto!

(...)

O desabafo de Glock pode ser verdadeiro, mas sempre foi assim ao longo da história deste desporto. O que muda agora é que os lugares são poucos, o acesso é dificil, e os candidatos são mais do que muitos. É cada vez mais raro ter um piloto a entrar apenas pelo seu talento, a não ser que tenham um grande padrinho, como aconteceu com Lewis Hamilton, cuja carreira foi construida pela McLaren, ou Sebastian Vettel, cuja carreira está indissociada à Red Bull. Sem muito talento, resume-se ao dinheiro, se quiser ter uma longa carreira na categoria máxima do automobilismo." (...)

É cruel, mas verdadeiro: rescindir um contrato pelo simples facto de que a equipa precisa de dinheiro para poder completar o seu orçamento, foi o que fez a Marussia. Mas isso é algo que se faz há muitos anos, principalmente desde os anos 70. Não é nada de novo, mas isso andava algo desaparecido desde há algum tempo. Mas que doi ver um talento ser dispensado porque a equipa precisa de mais alguns milhões para completar a temorada, é verdade. E é sobre esse desabafo que falo hoje na minha 5ª Coluna desta semana. Basta seguir este link para ler o resto do artigo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Noticias: Timo Glock sai da Marussia

Timo Glock não é mais seu piloto da Marussia. O piloto alemão e a equipa de origem russa chegaram a um acordo de rescisão, após três temporadas. Em entrevista este domingo ao jornal Sport Bild, confirmou a rescisão do contrato: “Tive três grandes anos na Marussia e rompemos como amigos, mas agora quero me comprometer com novos desafios e continuar na minha jornada no automobilismo”, teria dito o piloto de 30 anos, campeão da GP2 em 2007.

Segundo o mesmo jornal, Glock poderá estar muito perto de um lugar no DTM, ao serviço da BMW e estará esta terça-feira em Valencia, nos testes coletivos da categoria, para testar o carro.

Com este anuncio, mais um lugar estará vago, mas apesar do brasileiro Luiz Razia ser uma hipótese, é muito provável que o lugar seja destinado para Vitaly Petrov. A equipa é russa e irá haver no ano que vêm o GP da Russia, em Sochi. Caso seja ele o favorito, significa que na Caterham, a equipa onde Petrov esteve em 2012, ele já não tenha espaço dentro da equipa e que poderá ter uma chance para o holandês Gierdo van der Garde ou para os brasileiros Luiz Razia ou Bruno Senna.

Timo Glock, de 30 anos, correu pela primeira vez na Formula 1 em 2004, ao serviço da Jordan, antes de passar pela CART em 2005, onde fez bons resultados. Depois disso, passou para a GP2, onde venceu em 2007. Após isso, voltou para a Formula 1 pela Toyota, onde teve como melhores resultados três pódios e 51 pontos. A sua permanência na equipa japonesa aconteceu até 2009, com a saída da marca japonesa na Formula 1. A partir de 2010, o piloto alemão estará na Marussia, que começou por ser Virgin, onde não conseguiu mais do que o 12º posto no GP de Singapura de 2012, sem alcançar qualquer ponto.

quarta-feira, 30 de março de 2011

É muito cedo para cantar derrota, parte dois

Ontem dizia que era muito cedo para as pessoas começaram a cantar o que quer que seja. Derrotas ou vitórias. Da mesma maneira que ainda não acredito que a Red Bull vá dominar a temporada, apesar do sinais latentes, também não acredito que a concorrência esteja derrotada em toda a linha logo após Melbourne. Digo isto depois de ler as preocupações sobre o projeto da Virgin e depois de ler as declarações de Flávio Briatore sobre a Ferrari:

"Pode parecer absurdo, mas a Ferrari deveria concentrar-se no monolugar de 2012. A equipa tem os meios e os recursos necessários, mas meio segundo de diferença para os Red Bull é uma eternidade", afirmou o ex-diretor da Renault em declarações ao diário finlandês Turun Sanomat.

Sobre a Virgin, Timo Glock não esconde o seu desânimo à Autosport portuguesa: "Porque esperávamos muito deste projeto e a verdade é que não progredimos nada e os nossos adversários diretos, a Lotus, deram um claro passo em frente".

Por isso, o alemão só espera que "as modificações que vamos levar para a Turquia surtam efeito, mas a diferença é muito grande e será difícil atingir os objetivos a que nos tínhamos proposto no início deste ano".

Vamos lá fazer de advogado do Diabo: primeiro que tudo, continuo a dizer que é prematuro dizer algo sobre os carros e sobre a época em si. Ninguém tem bolas de cristal para adivinhar o futuro e o que temos são tendências, nada mais. Segundo: Flávio Briatore nunca foi e nunca será um especialista. É um "alien" que nunca se interessou verdadeiramente sobre os aspectos técnicos da Formula 1, que certo dia, ainda na Renault, considerava como "demasiado chatos para serem entendidos". Nesse aspeto, é como Bernie Ecclestone: sempre que abre a boca, sai asneira. Portanto, tudo aquilo que diz é quase um insulto aos especialistas.

Claro, podemos dizer que tudo isto poder servir para o seu plano de regresso à Formula 1, cujo objetivo seria o ingresso na estrutura dirigente da Ferrari. Se ele for inteligente, a ideia pode ser essa. Mas mesmo assim, tais declarações continuam a ser prematuras e descontextualizadas. O fato da Ferrari ter sido a terceira equipa em Melbourne, atrás da Red Bull e da Ferrari, e que, por exemplo, o sétimo lugar de Felipe Massa se deve à desclassificação dos Sauber, não quer dizer absolutamente nada, pelo menos neste inicio da época. O ano passado, os Ferrari eram pouco considerados até meio da época, e depois recuperaram ao ponto de quase alcançarem o título. Lembram-se?

Portanto... Briatore perdeu uma boa oportunidade para estar calado. Tivesse um pouco mais de paciência e talvez dentro de algumas corridas poderia ter razão no que dizia.

Sobre a Virgin, diremos que estão a pagar o preço de usarem uma estratégia diferente. Desenhar carros por computador pode ser uma boa ideia no papel mais precisa ainda de tempo para dar certo. E parece que neste ano dois da agora Marrussia Virgin nas pistas, pelo menos na Austrália andaram muito perto do limite dos 107 por cento, o que é perigoso para Timo Glock e Jerôme D'Ambrosio. Ver escapar a Team Lotus pode ser frustrante, e para piorar as coisas, há rumores de que a pífia Hispania poderá ter um bom chassis, quando conseguirem afiná-lo.

Quem conta essa é o James Allen: o fato de Vitantonio Liuzzi ter ficado 1,7 segundos atrás da pior das Virgin significa que mesmo com todas as trapalhadas dentro daquela equipa, alguém poderá ter feito o trabalho de casa e combinado o que de melhor se fez da Williams (a caixa de velocidades) com o motor Cosworth. Se aquilo que o Colin Kolles anda a arrotar para fora for verdade, então temo que haja muita gente a engolir sapos vivos a meio do ano...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Youtube Motorsport Classic: Robert Kubica, Norisring 2003



Enquanto dava o meu habitual passeio pela blgosfera, dei por mim a ver o Luiz Fernando Ramos, o Ico, e um dos posts que meteu hoje foi muito interessante: a primeira prova de Robert Kubica na Formula 3 Euroseries. E essa prova tem uma história antes e depois dela.

Estamos em 2003. Robert Kubica era um jovem e promissor piloto polaco que no ano anterior tinha se mostrado na Formula Renault. Sendo assim, a equipa italiana Prema Powerteam assina com ele para a temporada. Mas antes dela começar, Kubica e um seu amigo sofrem um acidente de estrada quando o carro onde seguiam colidiu com outro cujo condutor estava alcoolizado. O carro onde seguiam caiu num barranco e o polcao fraturou o seu braço direito, o mesmo que agora, oito anos mais tarde, foi afetado no acidente que teve agora.

Por causa disso, Kubica falha o inicio da temporada da Formula 3 Euroseries, e somente volta a correr na sétima ronda do campeonato, no circuito alemão de Norisring, em Nuremberga. É provavelmente um dos circuitos mais populares do automobilismo alemão, cheio de história. Num plantel cheio de nomes agora consagrados em várias categorias - Ryan Brisoce, Timo Glock, Christian Klien, Nico Rosberg, Alexandre Premat, Olivier Pla, e até o brasileiro Lucas di Grassi e os portugueses Alvaro Parente e César Campaniço - Kubica entra na competição em andamento, e ainda com pinos de titânio no seu braço para consolidar os seus ossos, demonstra toda a sua classe ao longo do fim de semana. Terceiro na grelha, luta pela vitória desde a primeira curva, com forte determinação, que afinal de contas faz parte do seu jeito de ser.

O video demonstra isso mesmo: um homem determinado. E deve ser esse o seu objetivo, voltar o mais rápido possivel a um Formula 1, para demonstrar que não se abate facilmente. E foi isso que disse na sexta-feira, na entrevista ao Gazzetta dello Sport: “Quero voltar mais forte do que nunca. Foi assim em 2007, depois da batida no Canadá: fiquei de fora por uma corrida e voltei melhor. Pilotar não é só virar o volante e acelerar, é mais que isso. Há uma diferença entre pilotar a 80 por cento e a 95 por cento. O que pode trazer nesses 15 por cento extra é a sua habilidade e sua motivação. Desde aquele episódio sou mais forte psicologicamente. E será o mesmo quando eu estiver fisicamente recuperado. Eu tenho de voltar neste ano”, afirmou.

Pela minha parte, vou torcer para que isso aconteça.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Apresentações 2011: o Virgin MVR-02

Passa um ano e a Virgin agora é Marrussia, correndo sob licença do pais russo. E como aocnteceu no ano passado, o carro deste ano é desenhado por computador, através da tecnologia CFD, num departamento liderado por Nick Wirth. Aparentemente, o carro é uma evolução do modelo do ano anterior, mas a traseira é mais estreita do que no modelo do ano passado.

Há outras mudanças, mas são mais visuais, pois o branco agora faz parte. O bico é branco e grande parte do macacão dos pilotos também é branco. E há uma mudança da dupla: sai o brasileiro Lucas di Grassi e entra o belga Jerome D'Ambrosio, que fará parceria com o alemão Timo Glock.

"Queremos marcar pontos nas primeiras corridas e depois trabalhar dali em diante. Somos uma equipe muito mais estruturada, mais resolvida. Temos um ano de experiência, então devemos estar em um bom caminho", começou por comentar Timo Glock, que, apesar dos planos, é realista: "Estávamos de três a quatro segundos mais lentos no ano passado, sendo que você nunca consegue recuperar esse tempo durante o inverno. Portanto, temos que fazer algumas melhoras e, então, ir adiante.", concluiu.

O MVR-02 irá rolar pela primeira vez esta quinta-feira em Jerez, e os objectivos nesta segunda temporada na Formula 1 será talvez fazer melhor do que na primeira. Pontuar será o objetivo supremo, provavelmente.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rumor do dia: Virgin vai ser vendida para um construtor russo

Caso se confirme, será um anuncio no mínimo bombástico. Mas é certo que das três estreantes, a Virgin era a equipa mais discreta e a que teve menos noticias sobre a sua situação na temporada de 2010. Mas esta tarde, o jornalista brasileiro Victor Martins afirma no seu blog que a Virgin anunciará amanhã num conferência de imprensa em Abu Dhabi a venda da sua equipa para o fabricante russo de supercarros Marussia, que está neste momento como uma das patrocinadoras principais da Virgin.

O estranho desta noticia é que a equipa, que tem um ano, vai ser vendida para um fabricante de carros que tem, imagine-se, dois anos de vida. E a pessoa por detras desta companhia tão novata chama-se Nikolai Vladimirovich Fomenko, um homem de 48 anos muito famoso no seu país como musico, apresentador - chegou a produzir a versão local do "Top Gear" e depois homem de negócios. E claro, com algum curriculo no automobilismo, como piloto, que conta com duas participações nas 24 Horas de Le Mans, em 2004 e 2005. Os modelos da Marrussia são equipados com, curiosamente, motores V6 Cosworth de 3.5 litros. Logo, até pode haver sinergias entre os dois lados.

Quanto a pilotos? Muito provavelmente Timo Glock e Lucas di Grassi podem ver os seus lugares em perigo. Di Grassi tem o seu lugar ameaçado pelos milhões que o holandês Gierdo Van der Garde trará consigo, e Fomenko gostaria de ter um russo na sua equipa. Se Vitaly Petrov for colocado fora da Renault para dar o lugar a Bruno Senna, a Virgin-Marrussia seria o destino ideal. Caso contrário, sempre se pode pensar em Mikhail Aleshin, que esteve este ano na World Series by Renault.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Apresentações: o Virgin VR-01

Por fim, uma apresentação de uma das quatro novas equipas de Formula 1. A Virgin Racing mostrou esta manhã o seu novo chassis, o VR-01, e foi apresentado online em Londres. Os pilotos Timo Glock e Lucas di Grassi estiveram ao lado do carro, desenhado por computador, e sem recorrer ao túnel de vento, por Nick Wirth.

"Hoje é um grande dia para todos na Virgin Racing, e hoje o carro é a 'estrela'. Quero agradecer ao todos na Wirth Research, que merecem todo o crédito por este VR-01," começou por referir Wirth. "Depois de ver que todas as restantes equipas optaram pelos métodos convencionais, não é com surpresa que testemunho o cepticismo relativo à nossa abordagem via CFD, mas estamos num desporto que passa por grandes mudanças, e tendo em conta que a necessidade é a mãe de todas as invenções, digo-vos que acredito piamente no desenho digital, sendo que esta é uma oportunidade de mostrar a validade do CFD ao mais alto nível. Demonstrar que este pode ser um caminho para o futuro da Formula 1 é excitante.", concluiu.

Já Lucas Di Grassi, piloto da equipa, confessa a emoção de finalmente ver o carro pronto: "A gente só tinha visto o carro no computador, porque fizemos o desenvolvimento no simulador. Ver carro na frente, montado mesmo, é a primeira vez agora. Foi bem legal, acho que agora começa a ficar mais perto da estreia." afirmou, numa entrevista ao site Tazio.

"Eu vou andar no carro nos próximos dias para fazer o shakedown. Estamos querendo colocá-lo na pista e ver a performance dele. É difícil saber como vai ser porque a gente ainda não andou com ele, mas sabemos que não vamos estar tão competitivos quanto as de ponta." continuou.

"Acho que tem muito que evoluir, o carro ainda tem muito que melhorar durante o ano e é isso que a gente vai buscar, tentar chegar o mais perto possível das outras equipes. Devo andar na sexta-feira agora. O primeiro é Jerez, já na semana que vem junto com as outras equipes. O mais importante agora é testar a durabilidade do carro e de alguns componentes. Como o carro é inteirinho novo a gente precisa testar isso. Vamos ter uma ideia geral do balanço do carro, dos componentes que estão ali e depois ficar preocupado em performance e melhorar o carro." concluiu.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Noticias: Virgin anuncia a sua dupla para 2010

A Virgin anunciou esta manhã que Timo Glock e Lucas di Grassi Serão os pilotos da marca para a sua temporada de estreia em 2010, com mais dois pilotos de testes e reserva: o português Alvaro Parente e o brasileiro Luiz Razia. A cerimónia de apresentação, que contou também com a apresentação do novo logotipo, decorreu esta manhã em notting Hill, no Norte de Londres, com a presença do seu "chairman", Richard Branson.

Com um orçamento anual a rondar os 45 milhões de euros, será um dos menores orçamentos do actual pelotão, mas para Branson, isso não será impeditivo para fazer uma boa temporada de estreia. "Nossa estreia na Formula 1 [com a Brawn GP] foi excelente para a marca Virgin, então por que não tentar de novo com uma nova equipa?", afirmou.

Lucas Di Grassi, que torna-se no quarto piloto brasileiro na Formula 1 em 2010, estava contente com esta confirmação como piloto titular, depois de alguns anos como piloto de reserva da Renault. "É uma óptima sensação estar aqui, é um sonho que se tornou realidade após dois anos como piloto de testes. Com essa experiência, e com a GP2, sinto que estou pronto e confiante com relação a esta equipa", declarou Lucas, concluindo com uma palavra de convicção e confiança: "Estamos aqui para correr. Não pela política ou pelas confusões, mas somente para correr."

Quanto a Alvaro Parente, apesar de ser terceiro piloto da equipa, o plano é mais vasto, pois passa por uma colocação numa das equipas de topo, falando-se na Racing Engeneering, que acolheu Lucas di Grassi no ano passado. "O projecto para 2010 é positivo e é mais um passo em frente. Nós continuaremos a dar o nosso melhor, como sempre!", referiu Parente, no seu site oficial.

Em relação ao monolugar, que está a ser desenhado por Nick Wirth e tem como novidade ser somente desenhado por CFD (Computer Fluid Dynamics, sem passar por túnel de vento), só será apresentado em Fevereiro. "A nossa filosofia passa por desenvolver tecnologias inovadoras.", referiu o mesmo desenhador dos carros Acura LMP1 e LMP2 da American Le Mans Series.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Noticias: Timo Glock correrá na Manor em 2010

A Manor, que em breve será rebatizada de Virgin Grand Prix, anunciou esta manhã que contratou o alemão Timo Glock para a temporada de 2010. O piloto alemão de 27 anos, campeão da GP2 em 2007 e correu nas últimas duas temporadas pela Toyota, decidiu chegar a acordo com uma das novas equipas de Formula 1, depois de ter sido muito falado para a segunda vaga da Renault, ao lado de Robert Kubica.


"Tinha várias opções, algumas com equipas já estabelecidas. Todos os pilotos querem um dia vencer o Mundial de Formula 1, mas para aí chegar, por vezes há que fazer parte do processo de construir uma equipa e ajudá-la a crescer. É por isso que esta oportunidade com a Manor Grand Prix é tão boa para mim.", referiu.


Quanto ao segundo piloto, nada ainda foi dito, mas uma das melhores hipóteses será com o brasileiro Lucas Di Grassi, que já admitiu estar a negociar com a equipa: "Eles estão a considerar uma série de pilotos e eu sou um deles", acrescentou, em declarações à agências de noticias Xinhua. De facto, existem outros pilotos na liça, e um deles é o português Alvaro Parente, que na última época esteve na equipa Ocean de GP2.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Noticias: Glock não corre em Abu Dhabi

Confirmaram-se as suspeitas de ontem: o alemão Timo Glock não correrá pela Toyota em Abu Dhabi, palco da última prova do campeonato do mundo de Formula 1, sendo substituido pelo japonês Kamui Koboyashi.


"Após analisarmos os conselhos médicos com Timo e seu agente, a equipa decidiu não correr riscos e colocar Kamui [Koboyashi] no carro. Ele teve uma boa performance no Brasil em circunstâncias muito difíceis, então estamos felizes que ele corra novamente.", afirmou John Howlett, patrão da Toyota.


O piloto japonês de 23 anos teve uma boa estreia na equipa em Interlagos, terminando a corrida na nona posição, mas a sua corrida combativa foi elogiada pelo principal chefe da Toyota, que considerou sua estreia como "impressionante".


"Acho que ele fez um trabalho muito bom. Ele ultrapassou Fisichella de forma arrojada e teve um desempenho realmente bom para se defender de Button, retomando a posição várias vezes. Impressionante para uma estreia", elogiou. "Temos que avaliar, mas diante deste desempenho, tenho que dizer que consideramos seriamente a hipótese de contratá-lo para 2010", completou o dirigente.


Já Glock não escondia a desilusão em não correr na prova final do campeonato de 2009: "Não foi uma decisão fácil, mas a cabeça falou mais alto que o coração. Há alguns momentos em que o piloto precisa compreender", lamentou. Glock vai a Abu Dhabi na mesma, mas no sentido de encontrar colocação para 2010. McLaren, Sauber ou uma das novas equipas são boas hipóteses para o piloto alemão de 27 anos, campeão da GP2 em 2007.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Rumor do dia: Koboyashi pode correr em Abu Dhabi

Timo Glock pode ter feito a sua despedida da Toyota em Suzuka. Esta afirmação pode ser confirmada amanhã, caso os médicos não dêem ao piloto alemão o OK para correr em Abu Dhabi, no próximo Domingo. Neste caso, o japonês Kamui Koboyashi pode ter mais uma chance para correr em 2009, depois de se ter estreado em Interlagos.


Em Suzuka, Glock teve um acidente na qualificação, sofrendo um corte na perna, mas alguns dias depois foi-lhe detectada uma fissura numa das vertebras, impedindo a sua participação na corrida brasileira. contudo, esperava-se que regressasse à pista ainda a tempo da prova de encerramento do campeonato, em Abu Dhabi. Mas aparentemente, os médicos continuam a colocar isso em dúvida, e vão submetê-lo a mais uma bateria de exames médicos para darem ou não o "OK" para correr na última prova de 2009, no próximo Domingo. Caso a setença seja contrária, Koboyashi tem uma nova oportunidade para correr na categoria máxima do automobilismo.

domingo, 11 de outubro de 2009

Noticias: Williams confirma Barrichello e Hulkenberg; Koboyashi corre de Toyota em Interlagos

A Toyota anunciou hoje que Timo Glock vai estar de fora do GP do Brasil, em Interlagos, devido a uma fractura numa das vértebras, detectada num exame de rotina após o seu acidente na qualificação do GP do Japão, que o impediu de alinhar em Suzuka, no dia seguinte. O seu substituto vai ser o japonês Kamui Kobayashi, piloto de testes da marca, e que corre actualmente na GP2.


"Obviamente, todos na equipa estão muito desapontados e sentem imenso por Timo. Nós lhe desejamos uma recuperação muito rápida", afirmou John Howett, presidente da Toyota, lamentando o sucedido. "Ele permanecerá na Alemanha em processo de recuperação. Nós esperamos que possa se recuperar a tempo da prova em Abu Dhabi, embora neste momento a situação não esteja clara.", concluiu.

Quanto ao seu substituto, Howett confia nas suas capacidades:"Kamui foi a escolha natural para substituí-lo e ele provou em Suzuka que é capaz de manter o ritmo", disse, citado pelo site brasileiro Tazio. "É uma tarefa difícil para ele, mas ele sabe que a equipe lhe dará total apoio e nós sabemos que ele está motivado para fazer valer esta oportunidade inesperada.", concluiu.


Koboyashi, de 23 anos, estreou-se no karting em 1986, e está na toyota desde 2001, ano em que entrou no programa de desenvolvimento da marca. Em 2003 foi patra a Europa, onde começou a correr na Formula Renault alemã. Em 2005 foi o campeão da Formula Renault Eurocup, ao mesmo tempo que também vencia a série italiana, pela Prema Power Team. Nas duas épocas seguintes corre na Formula 3 Euroseries, onde consegue um quarto lugar na temporada de 2007, com uma vitória.


Em 2008 começa a correr na GP2, pela DAMS, onde vence uma corrida, e na estreante GP2 Asia Series, onde conseguiu duas vitórias e foi sexto no campeonato. Este ano, ainda na DAMS, depois de vencer a segunda temporada da GP2 Asia Series, esteve mais modesto na temporada da GP2, terminando na 16ª posição do campeonato, com um pódio.



Entretanto, esta manhã o site brasileiro Grande Prémio anunciou que a Williams confirmou a sua dupla de pilotos para 2010, e esta vai ter um estreante e o mais velho dos actuais pilotos do pelotão: Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg. A noticia fala que Barrichello assinou por uma temporada pela equipa de Frank Williams, no qual ainda não se saber qual é o valor do contrato, nem com que motores a equipa irá correr na próxima temporada.



Caso este seja o anuncio oficial, Barrichello, actualmente com 37 anos, irá para a sua 18ª temporada na Formula 1, vais ser o quinto brasileiro a correr na equipa de Frank Williams. O primeiro foi José Carlos Pace, em 1972 (com um chassis March), depois foi Nelson Piquet, em 1986 e 87, em que venceu o seu terceiro título mundial, Ayrton Senna em 1994, numa parceria com desfecho trágico, e por fim António Pizzonia, que correu nove GP's em 2004 e 2005.

domingo, 4 de outubro de 2009

Noticias: Glock falha Suzuka

O Grande Prémio do Japão, que acontecerá dentro de algumas horas, não contará com a presença do alemão Timo Glock, que tinha sofrido um acidente durante a acidentada qualificação da madrugada passada.


Glock, que tinha sofrido um corte de cinco centímetros na sua perna esquerda, fora transportado para o centro médico do circuito, onde não foi detectado mais algum ferimento ou contusão, mas quer os médicos, quer os responsáveis da marca aconselharam o piloto alemão a ficar de fora desta prova, de forma a não agravar os ferimentos sofridos.

"Em conjunto com o meu fisioterapeuta, fiz os possiveis para estar em forma para a partida do Grande Prémio do Japão, mas no final isso revelou-se imprativável, logo, não participarei na corrida deste Domingo", afirmou o piloto alemão. "Custa-me imenso falhar a corrida 'caseira' da Toyota, mas espero estar em forma a tempo de correr no Brasil, dentro de duas semanas", concluiu.


A Toyota tentou inscrever o local Kamui Koboyashi, dado que tinha participado nas sessões de Sexta-feira, mas os comissários rejeitaram essa pretensão, dado que os regulamentos impedem a participação na corrida de alguém que não treinou em qualquer sessão no dia de Sábado. Assim sendo, a Toyota alinhará na corrida com um só carro, o de Jarno Trulli.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Noticias: Glock dispensado da Toyota

Depois de duas temporadas na Toyota, Timo Glock foi libertado pela sua equipa para procurar novo poiso na Formula 1. A noticia surgiu primeiro na imprensa alemã, mas depois foi o próprio que o confirmou este fim de semana em Singapura, antes do piloto alemão conseguir igualar o seu melhor resultado de sempre, o segundo lugar no circuito citadino noturno.


"Agora, tenho de procurar alternativas. Tenho várias possibilidades e estou muito confiante. Vamos ver o que acontece esta semana", afirmou Timo Glock.


Esta noticia poderá ser para muitos analistas um sinal de que a Toyota poderá anunciar a sua retirada neste fim de semana, no Japão, para se concentrar de novo em Le Mans, mas ainda nada se sabe sobre o destino de Jarno Trulli, o outro piloto da marca, que está lá desde o final de 2004. Outra hipótese que se fala é que marca nipónica poderá colocar no lugar de Glock um piloto da casa, nomeadamente Kazuki Nakajima, que em principio ficará sem lugar na Williams no final desta temporada, uma vez que esta irá trocar os seus propulsores Toyota a favor de Renault ou Cosworth.


Glock, actualmente com 27 anos, está na sua terceira temporada na Formula 1, depois de uma estreia a meio gás em 2004, ao serviço da Jordan. Correu na CART e na GP2, onde foi campeão da categoria em 2007, para correr na marca nipónica a partir da temporada seguinte. Ao serviço da Toyota conseguiu três pódios, uma volta mais rápida e 56 pontos no total. Esta temporada está na nona posição do campeonato, com 24 pontos.