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sábado, 6 de julho de 2019

W Series: Garcia vence em Norisrging

A espanhola Marta Garcia tornou-se na vencedora mais jovem da W Series, ao vencer a corrida desta tarde no circuito de Norisring. A piloto de 18 anos tee um fim de semana de sonho ao fazer a pole-position e a liderar a corrida do principio ao fim, diante da holandesa Beitske Visser e da britânica Jamie Chadwick, que sai desta pista com o comando, mas ameaçada pela piloto holandesa. 

Depois de uma qualificação onde a espanhola Marta Garcia conseguiu ser a melhor, na frente da britânica Jamie Chadwick e Fabienne Wohlhend, do Liechtenstein, a corrida iria ser complicada naquele circuito citadino. A partida correu bem para Garcia, enquanto Chadwick perdia um lugar para Betiske Visser. 

Nas voltas seguintes, a espanhola afastava-se do pelotão, com a polaca Rdest a ter a asa dianteira danificada e manter o sexto posto. Os organizadores decidiram-lhe mostrar a bandeira preta e laranja, assinalando um carro inseguro, e foi às boxes trocar de asa. Contudo, ela foi lá com excesso de velocidade, acabando por cumprir uma penalização.

Com a passagem das voltas, os três primeiros começam a rolar separadas umas das outras, Garcia na frente de Visser e Chadwick, com Wohlwend no quarto posto, assediada pela finlandesa Emma Kimialainen. Atrás, Alice Powell , que largara de último, chegou aos pontos e passava a sul-africana Tasmin Pepper para ser oitava. Ia atrás da japonesa Miki Koyama na luta pela sétima posição quando teve problemas mecânicos e foi obrigada a desistir. E a mesma coisa acontecia à sua compatriota Jessica Hawkins.

No final, Chadwick aproximou-se de Visser, mas não foi o suficiente para a passar. Na frente, Garcia comemorava a sua primeira vitória na competição.

No campeonato, Chadwick continuava a liderar, agora com 83 pontos, contra os 72 de Visser e os 60 de Garcia. A próxima prova da competição acontecerá dentro de duas semanas, em Assen, na Holanda. 

domingo, 13 de julho de 2014

Youtube Motorsport Classic: Quando Fangio guiou com Schumacher


Daqui a umas horas teremos uma final Argentina-Alemanha, a terceira desse género num Mundial de futebol, depois de 1986 e 1990, com uma vitória cada uma. Hoje será um desempate, e ver quem é o melhor: Lionel Messi ou a "Mannschaft". Mas muitos mais "petrolheads" se lembram hoje que é saber quem e melhor: Michael Schumacher ou Juan Manuel Fangio? Juntos, têm doze títulos mundiais, é certo, e têm a coincidência de terem guiado para a Mercedes, em algum momento das suas carreiras.

Mas existe uma coisa mais interessante: em 1992, ambos estiveram juntos, numa demonstração dos "Flechas de Prata" numa prova do DTM em Norisring, onde eles guiaram os carros de diferentes décadas: Schumacher num W125 de 1939, Fangio num dos W196 que lhe deu o título mundial em 1955, depois de ele ter dado umas voltas em Hockenheim.

Eis o vídeo desse encontro único.

sábado, 16 de julho de 2011

Lembrar Pedro Rodriguez, 40 anos dpeois

Com a azáfama dos dias, passou-me totalmente de lado que na passada segunda-feira comemoraram-se os 40 anos sobre o acidente fatal de Pedro Rodriguez na pista alemã de Norisring, em Nuremberga. Bom, como mais vale tarde do que nunca, aí vai.

Para quem nunca o viu correr ao vivo, digo-vos que era rápido e bom naquilo que fazia. Em qualquer carro. Ele nunca soube, mas nós sabemos agora, que partilha a sua data de nascimento com Gilles Villeneuve - os dois nasceram com exatamente dez anos de diferença - e especialmente à chuva, Rodriguez era um piloto que se dava como peixe na água. Talvez seja por isso que adorava Spa-Francochamps, pois é uma pista cujo microclima é variável e frequentemente era palco de fortes chuvadas...

Nós, os mais novos, não sabemos, mas quando os irmãos Rodriguez - ele e o irmão Ricardo - apareceram, foram logo chamados de "meninos prodigio", pois nos anos 50, eram meros adolescentes quando tomaram de assalto as pistas americanas, o palco ideal para demonstrar o seu talento nos automóveis. Eram tão bons que os donos de equipa lhes concederam carros potentes quando tinham recém-completado a maioridade. Ou nem por isso, no caso de Ricardo. Só para terem uma ideia: quando correram na Nassau Speed Week, mas Bahamas, em 1957, Pedro tinha 17 anos e guiava um Ferrari, enquanto que Ricardo tinha apenas... 15 anos e andava num Porsche. E mostraram ser tão bons naquilo que faziam, pois nessa corrida, Ricardo ganhou na clase de 1.5 litros.

Ricardo provou ser um piloto muito bom, mas a sua carreira foi permatura. Chegou à formula 1, conseguiu um pódio em Le Mans, mas morreu aos 20 anos ao volante de um Lotus da Rab Walker Racing durante os treinos do GP do México, na temida Curva Peraltada. Ricardo pensou sériamente em abandonar a competição, mas continuou a correr. Estava mais interessado em correr na Endurance, onde fez história como um "all-rounder" onde era bom em qualquer máquina, seja na Can-Am ou NASCAR. Até me meteu nas corridas de gelo, sendo campeão americano em 1970.

Pedro marcou a sua posição como grande piloto, especialmente à chuva. Foi um dos que ganhou com o Ford GT40 em Le Mans, em 1968, ao lado do belga Lucien Bianchi, e foi um dos que deu nome aos Porsche 917. Piloto da Wyer competition, no famoso Porsche 917K com as cores da Gulf, Rodriguez travou uma rivalidade e companheirismo com o suiço Jo Siffert. As suas vitórias nos 1000 km de Brands Hatch e nos 1000 km de Spa-Francochamps, em 1970 e 71, demonstraram que era um dos melhores do seu tempo. E adorava o velho Spa-Francochamps, pois foi dos poucos a vencer ali quer na Endurance, quer na Formula 1. Nem mesmo Jacky Ickx conseguiu tal proeza!

Na Formula 1, a sua participação tinha sido esporádica, até que certo dia, em 1967, decidiu correr uma temporada pela Cooper. E na sua primeira corrida, em Kyalami, Rodriguez conseguiu sobreviver ao inferno caloroso do Verão austral, naquele dia de Ano Novo, para ser o primeiro - e até agora unico - mexicano a vencder uma corrida. A partir dali, ficou na categoria máxima do automobilismo de forma permanente, na Cooper, BRM e Ferrari, antes de regressar à BRM... e ao lado de Jo Siffert, seu companheiro na Wyer.

Em julho de 1971, Pedro Rodriguez, no alto dos seus 31 anos, estava a ter uma boa temporada. Tinha sido coroado campeão do mundo de endurance com o seu Wyer-Porsche - embora o título era oficioso e não oficial - e na Formula 1, estava a ter uma boa temporada com o seu BRM. Tinha feito uma grande corrida em Zandvoort, semanas antes, onde lutou pela vitíoria com o Ferrari de Jacky Ickx no GP da Holanda. O belga levou a melhor, mas ele não estava lá quando Rodriguez foi correr as 200 Milhas de Norisring. Não tinha necessidade de lá ir, mas o seu amigo Herbert Muller o convidou para correr com ele, num Ferrari 512.

Era a máquina mais potente do pelotão, e cedo se viu na liderança com o carro. Na volta onze, passava o retardatário Kurt Hild quando de repente, perdeu o controlo do seu carro - aparentemente devido a um furo - batendo a mais de 220 km/hora na ponte. O impacto foi tão forte que foi parar do outro lado da pista, onde o seu carro pegou fogo. Os bombeiros demoraram dois minutos para o tirar, mas ele já estava mortalmente ferido, com uma fratura cranio-encefálica e queimaduras graves no seu corpo.

O legado é grande: há o mais notório, com o Autódromo mexicano a ser batizado com o seu nome e do seu irmão. Ambos estão enterrados lado a lado no maior cemitério da cidade, no Panteón Español, e a primeira curva do circuito de Daytona foi dado em seu nome, pois ele venceu aí por quatro vezes, a última das quais no inicio de 1971, com o seu Porsche. Hoje em dia, o México está de novo na Formula 1 graças a Sérgio Perez. Mas certamente há muita gente, especialmente os mais velhos, se lembra dos manos Rodriguez quando o vê correr.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Youtube Motorsport Classic: Robert Kubica, Norisring 2003



Enquanto dava o meu habitual passeio pela blgosfera, dei por mim a ver o Luiz Fernando Ramos, o Ico, e um dos posts que meteu hoje foi muito interessante: a primeira prova de Robert Kubica na Formula 3 Euroseries. E essa prova tem uma história antes e depois dela.

Estamos em 2003. Robert Kubica era um jovem e promissor piloto polaco que no ano anterior tinha se mostrado na Formula Renault. Sendo assim, a equipa italiana Prema Powerteam assina com ele para a temporada. Mas antes dela começar, Kubica e um seu amigo sofrem um acidente de estrada quando o carro onde seguiam colidiu com outro cujo condutor estava alcoolizado. O carro onde seguiam caiu num barranco e o polcao fraturou o seu braço direito, o mesmo que agora, oito anos mais tarde, foi afetado no acidente que teve agora.

Por causa disso, Kubica falha o inicio da temporada da Formula 3 Euroseries, e somente volta a correr na sétima ronda do campeonato, no circuito alemão de Norisring, em Nuremberga. É provavelmente um dos circuitos mais populares do automobilismo alemão, cheio de história. Num plantel cheio de nomes agora consagrados em várias categorias - Ryan Brisoce, Timo Glock, Christian Klien, Nico Rosberg, Alexandre Premat, Olivier Pla, e até o brasileiro Lucas di Grassi e os portugueses Alvaro Parente e César Campaniço - Kubica entra na competição em andamento, e ainda com pinos de titânio no seu braço para consolidar os seus ossos, demonstra toda a sua classe ao longo do fim de semana. Terceiro na grelha, luta pela vitória desde a primeira curva, com forte determinação, que afinal de contas faz parte do seu jeito de ser.

O video demonstra isso mesmo: um homem determinado. E deve ser esse o seu objetivo, voltar o mais rápido possivel a um Formula 1, para demonstrar que não se abate facilmente. E foi isso que disse na sexta-feira, na entrevista ao Gazzetta dello Sport: “Quero voltar mais forte do que nunca. Foi assim em 2007, depois da batida no Canadá: fiquei de fora por uma corrida e voltei melhor. Pilotar não é só virar o volante e acelerar, é mais que isso. Há uma diferença entre pilotar a 80 por cento e a 95 por cento. O que pode trazer nesses 15 por cento extra é a sua habilidade e sua motivação. Desde aquele episódio sou mais forte psicologicamente. E será o mesmo quando eu estiver fisicamente recuperado. Eu tenho de voltar neste ano”, afirmou.

Pela minha parte, vou torcer para que isso aconteça.