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terça-feira, 25 de junho de 2024

Formula E: Tribual de Apelo mantêm desclassificação de Felix da Costa em Misano


O Tribunal de Apelo da FIA decidiu esta terça-feira que manteria a desclassificação de António Félix da Costa no primeiro ePrix de Misano, em Itália. O piloto da Porsche tinha triunfado nessa prova, no passado dia 13 de abril, mas depois deste ser escrutinado pelos comissários, descobriu-se uma irregularidade na mola de amortecimento do acelerador montada no seu carro, que não estava em conformidade com um dos três itens opcionais. Com isso, os comissários retiraram-lhe a vitória e os 25 pontos conquistados. 

A marca decidiu apelar da decisão, mas hoje, depois de dois meses e meio de análise, a FIA declarou que o recurso era improcedente. Esta decisão não padece de recurso, e com isso, a Porsche terá que pagar todos os custos do processo.

Segundo a decisão do tribunal, este se mantêm, afirmando que o incumprimento dos regulamentos é, só por si, motivo de desqualificação. “De acordo com a jurisprudência de longa data e consistente do ICA, a obrigação de cumprir os regulamentos técnicos e a responsabilidade incorrida em resultado do seu incumprimento são exclusivamente dos concorrentes. O simples facto objetivo de não cumprir esses regulamentos é suficiente para caraterizar tal incumprimento, não tendo a intenção subjetiva do concorrente faltoso qualquer efeito atenuante a este respeito”, começou por afirmar.

Qualquer concorrente numa competição ou num campeonato está, portanto, exposto à sanção resultante do simples incumprimento material de uma regra técnica, independentemente da sua boa-fé ou da dos membros da sua equipa. O Tribunal conclui, neste caso, que a recorrente deve, por conseguinte, ser sancionada.

Em conclusão, o Tribunal considera que a sanção imposta pelos Comissários Desportivos ao recorrente neste caso deve ser mantida como resultado da violação do Regulamento Técnico pelo recorrente, não obstante as conclusões do Tribunal de que o recorrente não violou o Regulamento Desportivo”, concluiu.

Assim sendo, os resultados são mantidos. 

A Formula E continua neste final de semana om uma jornada dupla no circuito de Portland, no Oregon.

terça-feira, 16 de abril de 2024

Youtube Formula E Testing: Os narradores dão umas voltinhas...

A apresentação internacional da Formula E - pelo menos em inglês - está a cargo de Karun Chandhok e David Coulthard, dois ex-pilotos de Formula 1. Já foi mais gente, como Dario Franchitti, mas agora são estes dois. 

E claro, em Misano, eles foram dar uma volta no Gen3, especialmente Couthard, ex-piloto de Williams, Red Bull e sobretudo, McLaren, que ainda não tinha experimentado um destes carros. Claro, foi divertido para ambos, e sobretudo, ficaram a saber que tipo de carro estão a lidar.   

domingo, 14 de abril de 2024

Formula E: Wehrlein triunfa na segunda corrida de Misano


Pascal Wehrlein triunfou na segunda corrida de Misano, que aconteceu neste domingo. O piloto alemão triunfou pela segunda ocasião nesta temporada, e saiu da pista italiana com a liderança do campeonato, empatado com Jake Dennis. Quanto a António Félix da Costa, depois da desclassificação de ontem, tentou conseguir um melhor resultado, mas um toque no carro de um concorrente causou danos na asa dianteira, caindo para a 17ª posição final.

Com Jake Hughes na pole, e Jean-Eric Vergne a seu lado, a partida foi calma, com Wehrlein a ser segundo na primeira curva e a tentar ficar com o comando da corrida. O pelotão rolou compacto, com constantes passagens pela liderança, e depois também, a passar pelo Attack Mode, apenas na sétima volta é que vimos o primeiro grande momento, quando Robin Frijns se despistou, depois de ter sido ensanduichado por Félix da Costa e o McLaren de Sam Bird, e acabou na gravilha, terminando por ali a sua corrida.

Na volta 11, o português, que seguia na nona posição, sofreu um toque na traseira de Sam Bird, quebrando a asa e arrastando-se para as boxes. Apesar da troca, a sua corrida tinha acabado.

Duas voltas depois, novo incidente com Norman Nato, que também sofreu um toque e destruiu a sua asa dianteira, acabando também a sua corrida.

Na frente, quatro carros destacavam-se: o Porsche de Wehrlein, o Nissan de Rowland, o Andretti de Dennis e o carro de Nico Muiller, um Abt. Os quatro carros andaram juntos até à entrada da última volta, com o piloto da Nissan na liderança. Contudo, algumas curvas depois, Rowland ficou sem energia, acabando a arrastar o carro até à meta, no fundo do pelotão. Wehrlein ficou com a liderança, agora pressionado por Dennis, enquanto Nick Cassidy, da Jaguar, pressionava Nico Muller para ser terceiro. 

No final, Cassidy ganhou o último posto do pódio na linha de meta, relegando Muller para quarto.        


No campeonato, Wehrlein e Dennis partilham a liderança com 89 pontos, mas o alemão tem mais vitórias. Oliver Rowland é o terceiro, com 80 e Nick Cassidy o quarto, com 76. A Formula E regressa dentro de duas semanas, nas ruas de Monte Carlo. 

sábado, 13 de abril de 2024

Noticias: Félix da Costa desclassificado


O piloto da Porsche, António Félix da Costa, foi desclassificado do ePrix de Misano, corrida que ganhou esta tarde, devido a uma inconformidade com a mola do acelerador do seu carro. A Formula E afirma que foram usados molas dos aceleradores que nesta temporada, deixaram de ser legais, logo, o carro não está em conformidade e o piloto foi retirado a sua vitória, para ser entregue a Oliver Rowland, da Nissan. 

A Porsche já disse que irá apelar da decisão. 

No comunicado da Formula E sobre a desclassificação, afirma-se o seguinte:

Nas verificações [técnicas] pós-corrida, a mola amortecedora do acelerador montada no carro 13 durante a corrida não estava em conformidade com um dos três itens opcionais declarados no catálogo GEN3 Spark. O chefe da equipa e o representante do fabricante explicaram que desde o início da 9ª temporada eles não mudaram a mola do amortecedor do acelerador."

O dirigente da equipa aceitou que a peça lacrada, conforme consta no anexo do Relatório Técnico 13, foi montada no carro 13 e foi lacrada na presença do mecânico-chefe da equipe. O chefe da equipa afirmou também que na lista do Spark [pedais] a parte selada não está listada. Ele explicou que normalmente as alterações do catálogo do Spark são destacadas para que todos possam ver as alterações, mas não as remoções.", continuou.

O Delegado Técnico da FIA confirmou este procedimento."

Os representantes da Spark confirmaram que esta peça estava listada na lista de peças dos carros Gen2, mas não no atual carro Gen3. Também confirmaram que a retirada de peças desse catálogo não está destacada nem cancelada.”, concluiu.

Reagindo no Instagram, Felix da Costa questionou:

"A mola amortecedora do acelerador era uma peça original do Spark que foi usada durante todo o ano passado e foi removida do livro de regras sem notificação às equipas... quantos outros carros existem com estas molas?"

Amanhã será a segunda corrida da competição elétrica no circuito de Misano.

Formula E: Félix da Costa triunfa em Misano


António Félix da Costa foi o grande triunfador da primeira corrida de Misano, que aconteceu na tarde deste sábado. O piloto da Porsche foi o melhor e conseguiu a sua primeira vitória no campeonato, especialmente quando veio de 14º da grelha de partida para acabar no lugar mais alto do pódio. A acompanhá-lo estavam os britânicos Oliver Rowland, da Nissan, e Jake Dennis, da Andretti. 

Com Mitch Evans na pole-position e o piloto português apenas na 14ª posição, parecia que ele não teria muitas chances de ficar muito alto na classificação, por causa da igualdade entre os carros. Logo, o melhor tinha de ser alguém com a melhor estratégia.

Na partida, Evans conseguiu aguentar a carga do pelotão atrás dele, para as 28 voltas que teria, à partida, este ePrix. Alguns metros mais tarde, Edoardo Mortara acabou na berma, vitima de um toque. Nas voltas seguintes, os pilotos começaram a organizar as suas táticas, especialmente no Attack Mode, mas na quinta passagem pela meta, novo toque, desta vex entre Jean-Eric Vergne e Nick Cassidy, com o piloto da Jaguar e ficar com o carro danificado. Nesta altura, Félix da Costa liderava, com Pascal Wehrlein, seu companheiro de equipa, a ir à boxe por causa de danos na asa frontal, também, depois de ter subido na traseira de Vergne.  

As trocas de liderança eram rápidas, com os pilotos a ficaram pouco tempo no primeiro lugar, preferindo, por um lado, preservar energia, por outro, estar no melhor lugar possível quando for o momento certo, ou seja, nos metros finais. 

E foi isso que aconteceu na volta 26, quando Félix da Costa passou Oliver Rowland. Ambos distanciaram-se de Vergne, que se defendia dos ataques de Dennis pelo terceiro lugar. No final, o piloto do Porsche aproveitou uma maior carga residual para aumentar a sua vantagem sobre o rival da Nissan, criando assim uma margem de meio segundo que se revelou decisiva até à meta, e claro, conseguiu a primeira vitória de 2024, a segunda da Porsche no campeonato. 


Feliz da vida, comentou depois a sua vitória:

"Recuperamos treze lugares na corrida e vencemos, não podia estar mais contente. A nossa estratégia de gestão de energia foi perfeita e isso foi a chave da vitória. Consegui estar em posição de ter mais energia que os meus adversários na luta da vitória e nas últimas voltas fiz uso disso para passar para 1º, mantendo bem protegida essa posição. Tem sido um início de época complicado, mas já tínhamos feito boas corridas no Brasil e São Paulo e hoje foi um dia perfeito, mostrámos que estamos vivos e fortes e prontos para lutar até ao fim! Amanhã é um novo dia, com mais uma corrida e queremos mais, vamos trabalhar para voltar a estar fortes e lutar para trazer bons pontos para Portugal”.

No campeonato, Rowland lidera com 73 pontos, mais cinco que Jake Dennis, enquanto Pascal Wehrlein é o terceiro, com 63. Com esta vitória, Félix da Costa subiu para o sétimo posto, tendo agora 45 pontos. 

A Formula E continua no domingo, para a segunda corrida na pista de Misano.

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Formula E: Félix da Costa quer lutar pelo pódio em Misano


Depois de duas boas corridas para António Félix da Costa, onde acabou por pontuar, a Formula E está na Europa, mais concretamente no circuito italiano de Misano, para a jornada dupla da competição elétrica, e a segunda num circuito permanente, depois da Cidade do México. 

O piloto de Cascais parte ao ataque, com vontade de lutar pelo pódio em ambas as corridas de Misano, numa temporada onde há houve cinco vencedores diferentes em cinco corridas, e espera que a Porsche tenha sorte no final de semana italiano, e claro, ele saia beneficiado desse desejo de ter boas corridas.

"Estamos num bom momento, vimos de duas boas corridas, onde mostrámos bom andamento. Este fim-de-semana será bastante intenso, com duas corridas, num circuito novo para todos, portanto uma boa oportunidade para trazer bons pontos para casa. O nível das equipas da Fórmula E está muito alto, mas o objectivo nesta fase é olhar corrida a corrida, lutar em cada prova pelos lugares do pódio, mostrando agressividade em pista, sem olhar para as contas do campeonato. Estou motivado e com vontade de correr em Misano, vamos com tudo!"

A corrida terá lugar numa versão mais curta do traçado de Misano World Circuit Marco Simoncelli, com 14 curvas e 3381 metros de perímetro. O programa do fim-de-semana inicia-se na sexta-feira com uma sessão de treinos livres, e no sábado, de manhã, pelas 9:20 horas, (hora de Lisboa) é a qualificação, para a partir das 13:45, começar a corrida. O mesmo programa acontece no domingo, e ambas as corridas da competição elétrica terão transmissão nas telas portuguesas nos canais Eleven e na Eurosport. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Formula E: Misano no lugar de Roma


A FIA anunciou esta quarta-feira que o circuito de Misano correrá no lugar de Roma na jornada dupla que está prevista para os dias 13 e 14 de abril de 2024. A pista, usada pela MotoGP, será a terceira estreia, a par das pistas citadinas de Tóquio e Xangai. É a primeira vez que a Fórmula E terá 17 corridas, o calendário mais longo de uma competição que se estreou há quase 10 anos.

O calendário tinha sido apresentado em julho, mas tinha algumas datas por preencher, entre elas a pista citadina de Hyderabad, do qual existiam algumas dúvidas quanto à sua realização por causa dos organizadores, do qual aconteceu uma mudança. Os pilotos também discutiram a continuidade do traçado de Roma, especialmente depois da carambola da corrida do ano passado. Agora, a competição passa para uma pista permanente, acompanhando Portland, nos Estados Unidos, e a Cidade do México, onde o Autódromo Hermanos Rodriguez é usado de forma parcial. 

Inaugurada em 1972, e renomeada Marco Simoncelli em 2012, o circuito tem agora 4226 metros, com 16 curvas. Recebe normalmente o MotoGP para a corrida de San Marino, e é a segunda corrida da competição em solo italiano, depois de Mugello. 

O campeonato da Formula E arranca na Cidade do México no sábado, 13 de janeiro de 2024, com rondas duplas em Ad Diriyah, Misano e nas quatro rondas finais: Berlim, Xangai, Portland e Londres.

sábado, 8 de junho de 2019

W Series: Chadwick foi a vencedora em Misano

A britanica Jamie Chadwick foi a vencedora na terceira prova da W Series, que aconteceu este sábado no circuito de Misano. A piloto britânica conseguiu superiorizar-se à holandesa Beitske Visser e Fabienne Wohlwend, do Lichtenstein, que ficou com o lugar mais baixo do pódio. 

Com Wohlwend na pole, a partida foi atribulada. Primeiro, a piloto do Lichtenstein perdeu o primeiro posto para Chadwick, e depois sofreu um toque de Alice Powell, que acabou na gravilha, com danos na suspensão, acabando a corrida por ali. O Safety Car acabou por sair para a pista, no sentido de tirar o carro da britânica da posição perigosa em que estava.

Duas voltas depois, a corrida voltou à ação, com os três primeiros a manterem-se nas posições que tinham na primeira curva, com a italiana Vicky Piria a ser pressionada pela japonesa Miki Koyama, que tinha passado Marta Garcia na partida.

No meio da corrida, Koyama atacou e ficou com o quarto posto de Piria, e a partir daqui, a corrida ficou remetida por um duelo a três entre Chadwick, Visser e Wohlwend. As três pilotos tinham uma diferença de quase seis segundos sobe a japonesa Miki Koyama, que tinha atrás de si a local Vicky Piria. Até ao final da corrida, a holandesa esteve sempre a pressionar a britânica, mas as chances de vitória sempre estiveram ao lado de Chadwick, que aguentou os ataques de Visser, sob a observação de Wohlwend. No final, tudo ficou na mesma, com Koyama em quarto, Piria em quinto e a espanhola Marta Garcia em sexto.

No campeonato, Chadwick tem agora 68 pontos, contra os 55 de Visser e os 36 da espanhola Marta Garcia.

A próxima prova da W Series acontece dentro de quatro semanas, a 6 de julho, em Norisring, na Alemanha.

terça-feira, 29 de maio de 2018

DTM: Zanardi vai correr em Misano

Eis uma noticia interessante: Alex Zanardi vai correr na rodada dupla de Misano a bordo de BMW Série 4 DTM, num "one-off" providenciado pela marca. O piloto de 51 anos, que perdeu ambas as pernas num acidente na CART em 2001, na Alemanha, irá fazer um regresso num carro adaptado para ele. Para ele, será a sua primeira corrida desde 2016, quando participou em duas corridas do italiano de GT... e venceu.

Sinto-me como uma criança numa loja de doces e estou muito ansioso para andar com o BMW do DTM em Misano”, começou por dizer. “Como fã de automobilismo, já estava planeando viajar até Misano para acompanhar a primeira corrida noturna da história do DTM. Estar no cockpit agora e disputar eu mesmo a corrida noturna é fantástico”, seguiu.

Para Gerhard Berger, ex-piloto e agora promotor do DTM, ter alguém como Zanardi é uma grande honra: 

Estamos muito honrados por ter a hipótese de receber um convidado tão famoso no DTM. Alex Zanardi é extremamente popular, e não somente na Itália. A performance extraordinariamente impressionante dele como atleta, o otimismo insuperável e humanidade se destacam além do desporto e inspiram milhões um pouco por todo o mundo”, afirmou.

De facto, a DTM vai fazer a sua primeira corrida notirna da sua história no fim de semana de 25 e 26 de agosto no circuito italiano, sendo a sétima prova do campeonato.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Youtube Formula 1 Classic: Pierluigi Martini, Minardi-Subaru, 1989


Pierluigi Martini foi um dos pilotos que ajudou a construir a mítica Minardi, a pequena equipa que todos aprenderam a amar, e que tem um enorme numero de seguidores, especialmente em Itália. Sobrinho de Giancarlo Martini, que andou num carro da Ferrari em algumas corridas extra-campeonato, em 1976, Martini correu com eles entre 1985 e 1995, com interrupções em 1986-87, voltando a correr em 1988, e ficando lá até 1991, altura em que foi correr para a Dallara, antes de voltar em 1993, ficando até meados de 1995, retirando-se para dar lugar a Pedro Lamy.

Estas imagens são interessantes. É um teste em Misano, onde Martini testou o Minardi-Subaru, basicamente um motor flat-12 de 3.5 litros construído por Carlo Chiti e com o dinheiro da marca japonesa, que queria entrar na Formula 1.

Pode-se ouvir o carro a circular pela pista italiana... e o cantar do motor é parecido com um daqueles aviões a hélice da II Guerra Mundial, e com uma "tosse" que quase nos faz pensar se ele não se "engasgará" a qualquer momento. Talvez seja por isso que a Minardi ter preferido andar um um mero Ford Cosworth na temporada de 1989... 

domingo, 5 de setembro de 2010

Sobre o motociclismo e o acidente mortal de Shoya Tomizawa

Pessoalmente, o motociclismo atrai-me pouco. Como é óbvio, tenho consciência do impacto de Valentino Rossi na Moto GP, como é obvio, e sei perfeitamente que há um GP de Portugal todos os anos, no velhinho Autódromo do Estoril, no qual aparecem sempre cerca de 50 ou 60 mil pessoas para o ver correr.

Pessoalmente, também, nunca gostei muito de motas. Só conduzi umas duas ou três vezes na vida, e nunca em competição ou algo assim. Sei que são muito mais frágeis do que os automóveis, e como desde cedo me apaixonei pelas competições em quatro rodas, a minha relação com as motas foi menorizada. E também sei que é porque os que conduzem dicam numa situação mais frágil que os que escolhem as quatro rodas como meio de deslocação do ponto A para o B.

Sei que os pilotos do motociclismo estão numa posição mais frágil do que o automobilismo. Quando vejo o Dakar, por exemplo, sei que estão protegidos por um capacete, umas protacções nas pernas, nos braços e nada mais. Ao cair, podem fraturar pernas, pescoços, pés e sabe-se lá o quê. Grande parte das mortes e dos acidentes graves no Dakar devem-se aos motociclistas. Mas nas pistas é algo que acontece pouco, felizmente. A última morte no Moto GP foi em 2003, com o Daijiro Katoh, um excelente piloto, vencedor na categoria de 250 cc e que morreu no inicio da temporada, em Suzuka.

Às vezes, nas outras categorias, como as Superbikes, vejo outros acidentes graves. Ainda recordo bem do acidente mortal do Craig Jones em Brands Hatch, em 2008, atropelado por outro motociclista quando caiu na pista. Essa é a pior parte para um piloto: cair na pista imediatamente antes de outro piloto. O atropelamento subsequente é das cenas mais horiveis que se pode assitir. É semelhante a um piloto se despistar e ficar na trajectória de outro carro e este não poder fazer nada para evitar o embate. O impacto é horrivel e até nós encolhemos, institivamente, porque sentimos à distância, as dores do outro.

O acidente mortal do jovem piloto japonês Shoya Tomizawa, de apenas dezanove anos, acontece numa altura complicada. Uma semana antes acontecera, numa das provas laterais do GP dos Estados Unidos, em Indianápolis, o acidente mortal de um rapazinho de 13 anos, Peter Lenz de seu nome, atropelado por outro piloto em pista após uma queda. Semelhante a de Jones. Semelhante, agora, a de Tomizawa, esta manhã, quando caiu na pista e ficou na trajectória dos seus concorrentes, o sanmarinense Alex de Angelis e o britânico Scott Redding. Os seus multiplos ferimentos a nivel toráxico, craniano e abdominal foram, infelizmente, fatais.

Ainda por cima, Tomizawa corria na Moto2, a categoria que substituiu este ano as 250 cc, e do qual foi o primeiro vencedor, no Qatar. Neste ano, o segundo a tempo inteiro na categoria, tinha conseguido um começo incrivel, com dois pódios e duas pole-positions, sendo uma das maiores esperanças da categoria, vinda de um país que deu imensos talentos ao motociclismo de pista. Infelizmente, tudo terminou hoje.

O calendário tem destas coisas: faz hoje dezassete anos que Wayne Rainey teve o seu acidente que fez terminar abruptamente a sua carreira. E no mesmo sitio: Misano. O seu apelido nas pistas não podia ser contrastante: Mr. Clean, por ter um estilo de condução tão certinho que não cometia erros. E foi por isso que venceu três títulos mundiais, entre 1990 e 1992, e poderia estar a caminho de um quarto título, caso não tivesse tido o seu acidente. E agora, dezassete anos depois, uma fatalidade.

Certamente, os amantes da modalidade deverão odiar este dia.

domingo, 26 de julho de 2009

Formula Renault: Arnaut foi oitavo nas duas corridas de Misano

O fim de semana de Bernardo Arnaut no circuito italiano de Misano não foi fantástico, pois não conseguiu alcançar o objectivo de subir ao pódio. Mas o facto de ter pontuado nas duas corridas, em sexto no sábado e oitavo na corrida de hoje, faz com que se mantenha numa boa posição no campeonato da Formula Renault Italia 2.0, naquele que é o seu primeiro ano de monolugares.


Na corrida de Sábado, um mau resultado nos treinos, em que ficou na décima posição, fez com que o objectivo do pódio se esmorecesse um pouco, mas isso não impediu de tentar fazer uma corrida ao ataque para recuperar algumas posições. No final da primeira corrida, o sexto lugar até era um bom resultado.


"A qualificação não correu bem. O carro estava a fugir bastante. A sair do 10º lugar sabia que não me esperavam facilidades mas procurei dar o meu melhor. Fiz um mau arranque e perdi duas posições, daí em diante foi sempre a recuperar e a fazer ultrapassagens. Como as corridas são curtas não consegui melhor que o sexto lugar, pese embora estivesse com um óptimo andamento", disse no Sábado.

A corrida de Sábado foi ganha por Daniel Manchinelli, seguido pelo seu compatriota Giovanni Venturini e pelo chileno Martin Scuncio.


Na corrida do dia seguinte, Arnaut partia da nona posição e manteve-o no arranque. Procurou fazer a mesma tática que tinha realizado no dia anterior, mas os seus adversários não lhe facilitaram a vida, como explicou no final da corrida:

"Demorei demasiado tempo a conseguir ultrapassar os meus adversários apesar de estar com um andamento muito forte e similar aos pilotos na frente da corrida. Com esta perda de tempo acabei por ficar mais afastado dos líderes", afirmou o piloto português de 16 anos.

Quando finalmente estava em posição de dar início ao ataque, um acidente forçou a entrada do 'safety-car' que se manteve até ao final: "Com o 'safety-car' em pista até ao final foi impossível fazer o que quer que seja. Lamento que assim tenha sido mas corridas são corridas e temos de saber lidar com as adversidades. No final fico satisfeito por ter evoluído ao longo do fim-de-semana e de ter estado nesta corrida a rodar no mesmo tempo dos pilotos vencedores", concluiu.

A vitória na corrida de hoje foi para o italiano Giovanni Venturini, com o espanhol Olive Genis e o chileno Martin Scuncio a completar o pódio. No campeonato, A próxima ronda realiza-se no circuito de Mugello, no fim de semana de 12 e 13 de Setembro.