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sábado, 1 de dezembro de 2018

Formula E: Rosenqvist volta na Arábia Saudita

Felix Rosenqvist vai em 2019 para terras americanas, mas antes disso, irá correr na ronda saudita da Formula E pela Mahindra, em substituição de Pascal Wehrlein. O piloto sueco de 27 anos, sexto classificado na temporada passada, com duas vitórias e três pole-positions, vai correr pela Chip Ganassi em 2019, mas antes ajudará a equipa onde correu nas suas duas temporadas na competição elétrica.

"Estou feliz por estar de volta com a Mahindra Racing em Riade”, começou por dizer Rosenqvist.

Será uma ocasião especial, marcando o início de uma nova era para a Fórmula E, com o começo da quinta temporada. Apesar de não ter assistido ao teste oficial da pré-temporada em Valência, fiz muitos testes no novo carro durante as fases de desenvolvimento, e devo estar preparado"

Estou ansioso para voltar a trabalhar com a equipa mais uma vez e farei o meu melhor para ajudar e começar a nova temporada com sucesso”, concluiu.

Não se sabe a razão pelo qual Wehrlein não irá participar nesta prova, mas o que se fala é que tem a ver com questões de conflito de contratos. Espera-se que o alemão se estreie pela equipa na próxima prova, no circuito marroquino de Marrakesh. 

sábado, 14 de abril de 2018

Formula E: Bird vence em Roma

Sam Bird aguentou as investidas finais de Lucas di Grassi para ser o vencedor do ePrémio de Roma, com André Lotterer ter conseguido mais um pódio para a Techeetah, batendo o seu companheiro de equipa, Jean-Eric Vergne, que foi o quinto classificado, alargando a sua liderança, já que  o poleman, Felix Rosenqvist, não terminou a corrida. Já António Félix da costa, depois de uma recuperação sensacional do último posto, acabou à porta dos pontos, no 11º lugar... pela terceira vez na temporada.

Na primeira corrida em solo europeu deste campeonato da Formula E - e a primeira da segunda parte do campeonato - a concorrência tentava diminuir a vantagem que Jean-Eric Vergne já tinha, trinta pontos sobre o segundo classificado, e algumas marcas tentavam também deter a hegemonia que a Techeetah começava a ter sobre as restantes equipas.

Diante de 45 mil espectadores (e outros tantos "portoghese" = borlistas), Felix Rosenqvist tentava partir bem da grelha, pois sabia que Vergne iria partir apenas da oitava posição. Contudo, esta pista "travada" nas ruas da zona EUR de Roma, tudo poderia ser possível mas 33 voltas que iriam acontecer na pista italiana.

Na partida, Rosenqvist aguentou Bird, enquanto que Vergne perdia um lugar para Di Grassi. Atrás, Félix da costa passava Lopez e D'Ambrosio e deixava de ser último. No final da primeira volta, passava Mortara e era 16º. Ao mesmo tempo, Alex Lynn tinha o bico quebrado e arrastava-se até à terceira volta, quando foi às boxes.

Na frente, Rosenqvist mantinha a distância sobre Bird, com Evans a ser o terceiro no seu Jaguar. Os cinco primeiros andavam juntos mas não ameaçavam uns aos outros, enquanto que pilotos como Félix da Costa e José Maria Lopez tentavam recuperar lugares. Na nona volta, o português da Andretti estava na frente neste duelo, sendo 11º, depois de passar Nelson Piquet Jr. e Maro Engel.

A partir daqui, as coisas acalmaram - exceptuando Buemi que passou Turvey para ser quinto na volta 14 - até à troca de carros, por alturas da 16ª volta. Aí, o primeiro a parar foi Felix da Costa, seguido pelo resto do pelotão, precisamente numa altura de uma carambola entre pilotos como Nick Heidfeld, Luca Filippi. As bandeiras amarelas foram mostradas na zona, enquanto que os pilotos trocavam de carro. E nem todos tiveram uma boa troca: Nelson Piquet Jr ficou parado nas boxes.

A seguir, Alex Lynn bateu forte no final da curva e a organização não teve outra alternativa senão colocar o "Full Course Yellow". Na frente, Rosenqvist tinha 2,6 segundos de vantagem sobre Sam Bird, e o pelotão estava muito distante, com Félix da Costa a entrar nos pontos, no décimo posto. 

A corrida retomou à vigésima volta com o sueco da Mahindra ainda na frente, assediado por Bird, enquanto Buemi era terceiro, passando Evans, com este a ser assediado por Di Grassi. Contudo, o neozelandês respondeu e voltou ao terceiro posto no seu Jaguar.

E na volta 23, o golpe de teatro: Rosenqvist fica parado na pista, devido a um toque, deixando Bird na liderança. Atrás, Buemi e Di Grassi lutavam pelo lugar mais baixo do pódio, com o brasileiro a colocar o seu carro ao lado do Renault do suíço, sem passar. Na volta 25, Di Grassi conseguiu passá-lo, e Buemi era assediado por Lotterer. Mas tudo isto ficou congelado por uma volta por causa do segundo Full Course Yellow, para poderem tirar o carro de Rosenqvist.

Na frente, Evans tentava apanhar Bird para ver se ficava na liderança, enquanto Vergne era sétimo, mas colado... ao quarto classificado. Buemi começava a perder posição para Lotterer e defendeu-se dos ataques de Vergne. E quem perdia posições era Félix da Costa, que caia para fora dos pontos. 

Na volta 29, Evans, Bird e Di Grassi estavam juntos na luta pela liderança, com Lotterer um pouco atrás. O britânico defendia-se dos ataques, e conseguia afastar-se dos seus perseguidores, que competiam entre si. E foi mais do que suficiente para garantir a vitória. Atrás, na volta 31, Di Grassi passou Evans e Lotterer tentou fazer o mesmo, enquanto atrás, José Maria Lopez batia no muro e ficava na berma.

No final, Evans perdia lugares para Lotterer e Abt para ser quinto... e o neozelandês arrastava-se, sem energia, para a meta, acabando no nono posto. O alemão da Techeetah ficava com o lugar mais baixo do pódio, e Vergne, o líder, acabou na quinta posição, conseguindo mais alguns pontos na liderança do campeonato.

No campeonato, Vergne tem 119, 18 pontos de avanço sobre o novo segundo classificado, Sam Bird, com 101. Felix Rosenqvist a cair para o terceiro lugar, agora com 85 pontos. A próxima prova do campeonato será em Paris, dentro de duas semanas.

sábado, 3 de março de 2018

Formula E: Abt estreia-se como vencedor no México

Daniel Abt foi o vencedor no ePrix do México, que decorreu este sábado no Autódromo Hermanos Rodriguez. O piloto da Audi-Abt foi melhor do que o Nio de Oliver Turvey e o Renault e-dams de Sebastien Buemi, enquanto que António Félix da Costa terminou na sétima posição, com o seu Andretti-BMW.  

Quanto a Felix Rosenqvist, o piloto da Mahindra e poleman na prova mexicana, problemas no seu carro fizeram com que abandonasse a luta pela vitória antes do meio da corrida. Aliás, a corrida mexicana foi uma catástrofe para os carros da marca indiana, pois Nick Heidfeld também não terminou a corrida. 

Quanto a Lucas di Grassi, foi nono e fez a volta mais rápida, conseguindo assim os seus primeiros pontos do ano. 

Depois da qualificação, onde Felix Rosenqvist conseguiu fazer a pole-position, batendo o Andretti de António Félix da Costa - antes de ser penalizado por ter peso a menos - o piloto da Mahindra partia de uma posição privilegiada, pois o seu maior rival, Jean-Eric Vergne, ficou de fora da Superpole, conseguindo apenas a sexta posição da grelha com o seu Techeetah. E com os pontos extra da pole, a diferença entre ambos os pilotos ficava reduzida a dois.

Na partida para as 47 voltas da corrida, Rosenqvist manteve o comando, com Turvey em segundo, Buemi em terceiro e Félix da Costa a cair um posto em troca com Daniel Abt. Lucas di Grassi ganhou duas posições no final da primeira volta, tentando subir no pelotão. Nas voltas seguintes, a grande novidade foi a queda de Félix da Costa para o sétimo posto, ultrapassado por Vergne e Piquet Jr. 

Atrás, Di Grassi subia para a 16ª posição, depois de passar Luca Fillipi.

Nas voltas seguintes, os pilotos andaram uns perto dos outros, mas sem oportunidades de ultrapassagem. Contudo, pouco depois, o piloto sueco da Mahindra começou a ter problemas com o nariz e caiu para o fundo do pelotão, dando a liderança a Oliver Turvey. Na volta 17, Evans passou Félix da Costa para ser sexto, ao mesmo tempo que Rosenqvist voltava a parar, perdendo uma volta para os líderes.

Quando acabou por mudar de carro na volta 21, ele já tinha perdido uma volta para os líderes, e ia tentar levar o bólido até à meta. Atrás, Lucas di Grassi subia para a 13ª posição, tentando chegar aos pontos. 

Na volta 23, Buemi cometeu um erro no final da reta da meta e foi passado por Daniel Abt para ser segundo classificado, um pouco antes da troca de carros. Pouco depois, o mesmo aconteceu a Félix da Costa, que perdeu o sétimo posto para André Lotterer.

Na volta 24, o pelotão parava para trocar de carros, com os únicos a não parar a serem os brasileiros Piquet Jr. e Di Grassi. Estes pararam na volta seguinte, sem grandes progressões para o piloto da Jaguar. No regresso à corrida, o novo líder era Daniel Abt, passando Oliver Turvey, acabando por ganhar... seis segundos nas boxes, pois o piloto alemão tinha três segundos de vantagem sobre o britânico da DS Virgin.

Atrás, na volta 28, Vergne perdeu o terceiro posto para Buemi, com este a andar ao ataque, tentando apanhar Turvey para ser segundo classificado. Na volta 35, Piquet Jr. passou Vergne e acabou na quarta posição, aumentando o ritmo para tentar alcançar o pódio. Atrás, Di Grassi era agora 12º, depois de passar Jerome D'Ambrosio.

Na parte final da corrida, com André Lotterer a ser penalizado devido a problemas durante a troca de carros - o "unsafe release" - Piquet partiu ao ataque do terceiro posto de Buemi, que por sua vez, atacava Oliver Turvey, para tentar ser segundo. Mas não deu em nada, pois Turvey conseguiu resistir aos ataques do piloto suíço e foi segundo, com Piquet Jr. a ficar mais uma vez à beira do pódio.

No campeonato, Vergne continua na liderança, com 81 pontos, com Rosenqvist a ser segundo, com 69, Sam Bird, com 61 e Sebastien Buemi o quarto, com 52. A Formula E continua dentro de duas semanas, em Punta del Este, no Uruguai.

Formula E: Rosenqvist pole no México, AFC na segunda linha

Felix Rosenqvist foi o "poleman" na qualificação na Cidade do México, a bordo do seu Mahindra. Ele conseguiu um tempo superior a António Félix da Costa, que conseguiu o segundo posto com o seu Andretti. Contudo, na secretária, descobriu-se que o carro estava abaixo do peso mínimo e o tempo foi anulado, relegando-o para o quarto posto.

Havia algumas novidades à partida desta corrida. Uma delas era que Lucas di Grassi iria ser penalizado em dez posições porque iria mexer no seu carro para resolver os seus problemas. Sam Bird também iria penalizar dez lugares, pois trocara de caixa de velocidades. E foi por causa disso que ambos acabaram por fazer prestações modestas, acabando na última fila da grelha, pois o inglês apenas foi nono e Di Grassi foi 12º

No primeiro grupo, com Di Grassi, Maro Engel, Tom Blomqvist, Jerome D'Ambrosio e Luca Fillipi, nenhum deles conseguiu fazer um tempo digno de entrar na "SuperPole", porque no segundo grupo, que tinha Felix Rosenqvist, Jean-Éric Vergne, Nelson Piquet Jr, Sam Bird e Sébastien Buemi, o sueco da Mahindra "explodiu" e fez o melhor tempo, 0,4 segundos melhor do que o Brasileiro da Audi. Logo depois, Sebastien Buemi superou o piloto da Mahindra em 8 milésimos de segundo e também assegurou um lugar na Superpole.

No Grupo 3, com Oliver Turvey, António Félix da Costa, Alex Lynn, José María López e Nicolas Prost, o piloto português da Andretti brilhou e fez o terceiro melhor tempo até então, atrás de Blomqvist e Buemi. Turvey e Lynn ficaram a seguir e eram candidatos à parte final da qualificação. No grupo final, com Edoardo Mortara, Andre Lotterer, Mitch Evans, Nick Heidfeld e Daniel Abt, houve luta, mas o melhor de todos, Abt, foi mais lento em 0,05 segundos do que o britânico da DS Virgin. E nenhum dos outros pilotos conseguiu melhorar.

Assim sendo, para a SuperPole passavam Rosenqvist, Buemi, Félix da Costa, Lynn e Turvey.

O primeiro a sair foi Lynn, que tentou dar o seu melhor, mas errou e perdeu tempo, provavelmente a ficar com o quinto posto da grelha. A seguir foi Felix da Costa, que conseguiu uma volta lima, sem incidentes, e a conseguir 1.01,852, para ser o poleman provisório. Mas a seguir, veio o piloto da Mahindra e conseguiu ser melhor, fazendo 1.01,645, 207 centésimos melhor do que o piloto português. 

Para finalizar, Sebastien Buemi fez a sua volta, mas perdeu demasiado tempo, com uma travagem queimada na primeira curva, acabando com um tempo oito décimos superior, sendo quinto classificado na grelha.

Assim sendo, Rosenqvist celebrava a pole-position, e parecia que iria ter Felix da Costa ao seu lado, na melhor posição de sempre do piloto português na grelha de partifda. Contudo, no final da qualificação, Alex Lynn e António Félix da Costa acabaram por ser penalizados por razões técnicas, com o carro do piloto português a infringir o limite de peso mínimo... em cerca de 900 gramas. Assim sendo, Sam Bird ficou com o segundo posto e Sebastien Buemi passava a partir do terceiro lugar da grelha. 

O ePrix do México acontecerá pelas 22 horas de Lisboa. 

sábado, 13 de janeiro de 2018

Formula E: Rosenqvist foi o vencedor em Marrakesh

Felix Rosenqvist foi o vencedor da terceira prova da temporada da Formula E. O piloto sueco da Mahindra foi o melhor corrida marroquina, batendo Sebastien Buemi depois de o passar a seis voltas do fim da corrida. Sam Bird ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Quando a António Félix da Costa, depois de ter partido no fundo do pelotão, devido ao seu acidente na qualificação, esteve ao ataque, chegando aos pontos, mas depois foi prejudicado na sua paragem nas boxes - aconteceu durante um "full course yellow" - e ficou na 14ª posição, apesar de ser um dos mais velozes na pista. Para piorar as coisas, ainda teve uma penalização de cinco segundos, acrescentado ao tempo final.

Na partida, Buemi ficou na frente de Bird e Lopez, sem grandes incidentes no pelotão nas primeiras curvas da corrida. O inglês da Virgin estava em cima dele, mas atrás, o seu companheiro Alex Lynn levou um toque de Daniel Abt e fez um pião na curva 1, caindo para o final do pelotão. Di Grassi conseguiu passar Lopez no final da segunda volta para ser quarto. O argentino respondeu, mas um excesso fez com que caísse para o sétimo posto. Atrás, outro toque estragou a corrida de Nicolas Prost, fazendo-o cair para o fundo do pelotão.

Na frente, Di Grassi pressionava Rosenqvist para ser terceiro classificado, enquanto que Buemi andava relativamente longe de Sam Bird. Atrás, António Félix da Costa apanhava Nick Heidfeld para fazer a volta mais rápida, por enquanto.

Na oitava volta, Di Grassi pára no meio da pista, com problemas para fazer arrancar o carro. Ele acabou por chegar às boxes, mas o final do pelotão era inevitável. Atrás, Felix da Costa andaram ao ataque, chegando na volta 15 aos pontos.

Na volta 17, começaram as paragens nas boxes, numa altura em que a corrida tinha entrado em "full course yellow" (FCY), devido ao carro de André Lotterer parado na escapatória. Os primeiros a parar foram Félix da Costa, Evans e Abt, que ficaram prejudicados com este FCY, apesar de terem parado uma volta antes do resto do pelotão.

Na frente, Buemi agora tinha de aguentar os ataques de Felix Rosenqvist, que tinha passado Sam Bird imediatamente antes da sua paragem nas boxes. Piquet era quarto, seguido por Vergne e Lopez. O sueco andou a pressionar Buemi para ver se ele cometia um erro, mas o piloto suíço aguentava bem. Já Sam Bird também aguentava os ataques de Piquet Jr.

Na volta 29, Rosenqvist foi ao ataque e conseguiu passar Buemi para liderar a corrida. O suíço tentou retaliar, mas não conseguiu. Depois disso, o sueco da Mahindra foi-se embora, conseguindo uma vantagem decisiva. 

A dias voltas do fim, Mortara e Heidfeld sofreram um toque, que ainda por cima prejudicou a corrida de ambos. O alemão ficou sem uma parte do carro e Mortara foi para as boxes de vez.

Contudo, tudo isto não prejudicou Rosenqvist, que conseguiu a sua segunda vitória do ano, com Buemi e Bird a acompanhá-lo no pódio. Nelson Piquet Jr foi o quarto e ainda fez a volta mais rápida, na frente de Jean-Eric Vergne e José Maria Lopez.

No campeonato, Blomqvist é o líder, com 54 pontos, contra os 50 Bird. A Formula E vai agora para a América do Sul, para correr a 3 de fevereiro nas ruas de Santiago do Chile. 

domingo, 3 de dezembro de 2017

Formula E: Abt desclassificado, Rosenqvist vencedor

A segunda corrida da Formula E em Hong Kong terminou em polémica. Na pista, Daniel Abt terminou como vencedor da segunda corrida em Hong Kong, mas nas verificações técnicas, os comissários técnicos afirmam que houve mexidas no seu carro em área proibida e logo, foi desclassificado. Com isso, o sueco Felix Rosenqvist, da Mahindra, acabou declarado como o vencedor, com Edoardo Mortara, da Venturi, e Mitch Evans, da Jaguar, a acompanhá-lo no pódio.

António Félix da Costa teve uma paragem nas boxes para esquecer, quando ia a caminho de um eventual pódio. A troca de carros foi um desastre e acabou fora dos pontos, no 11ª posto.

A corrida começou atrás do Safety Car na primeira volta, para depois ter recolhido para que este pudesse começar. Rosenqvist ficou na frente até à travagem para a primeira curva... onde perdeu o controle do seu carro e despistou-se, perdendo a liderança para Mortara. Ainda bateu no carro de Nelson Piquet para voltar à pista, no sétimo posto. O sueco começou a recuperar posições, passando Fillipi de forma musculada para ser sexto.

Na sua frente, Félix da Costa passou Alex Lynn para ser quarto classificado no final da volta quatro, enquanto que Mortara tentava afastar-se de Abt. As coisas andaram assim calmas na frente até à altura em que trocaram de carros. Ali, as coisas correram bem aos da frente... excepto Félix da Costa, cuja paragm tinha sido um desastre, caindo de quarto para 14º. Nessa altura, Di Grassi ficava parado no meio da pista por causa de problemas com o seu carro.

No regresso, Mortara estava a ser pressionado por Rosenqvist, que tinha feito uma boa paragem e já era segundo. Abt era o terceiro, mas o alemão conseguiu passá-lo para segundo, e quando o fez, o italiano já tinha uma vantagem considerável. Ele pensava que seria o vencedor, mas a três voltas do fim, perdeu o controle da sua traseira e entregou a vitória de bandeja para Abt, que assim iria para a sua primeira vitória na Formula E, que iria alcançar depois de 35 Grandes Prémios de Formula E.

Contudo, apesar de comemorar a vitória ao lado de Rosenqvist e Mortara, depois, nas verificações técnicas, descobriu-se que as partes seladas pela FIA tinham sido removidas (dizendo melhor, teriam diferentes códigos de barras) e os comissários acabaram por desqualificá-lo. Contudo, a Audi decidiu apelar da decisão, logo, este resultado está suspenso. 

Na geral, Bird é o líder do campeonato, com 35 pontos, seguido por Vergne, com 33 e Rosenqvist, com 29. A Formula E volta à competição no mês que vêm, a 13 de janeiro, em paragens marroquinas.

Formula E: Rosenqvist faz a pole para a segunda corrida em Hong Kong

O sueco Felix Rosenqvist, da Mahindra, foi o piloto mais veloz na sessão de qualificação da segunda corrida de Hong Kong, superando o neozelandês Mitch Evans, da Jaguar, e o italiano Edoardo Mortara, da Venturi. Quanto a António Félix da Costa, o piloto português da Andretti mostrou consistência e terminou no sétimo posto da grelha de partida, que será sexto com a penalização de Sam Bird em dez posições devido aos eventos da corrida anterior, aquando do incidente nas boxes.

No Grupo 1, Com André Lotterer, Oliver Turvey, Lucas di Grassi, Jerome D'Ambrosio e Neel Jani, o primeiro tempo foi marcado por Jani, mas depois, Turvey faz 1.03,092, com Di Grassi a seguir, com 1.03,346. Lotterer era o terceiro, com 1.03,845.

A seguir, veio o grupo constituido por Sebastien Buemi, o Jaguar de Mitch Evans, o Venturi de Maro Engel, o Mahindra de Felix Rosenqvist e o Andretti de Kamui Kobayashi. Rosenqvist fez um tempo que atormentou toda a gente, baicando do um minuto e três segundos (1.02,878), antes de Mitch Evans fazer melhor, com 1.02,577, praticamente deixando todos do grupo anterior sem hipóteses para a Superpole. Buemi tentou fazer um tempo decente, mas não conseguiu, ficando a mais 2,6 segundos do melhor tempo. E quando tentou de novo... tocou no muro. E claro, também ficou de fora da luta pela Superpole.

Depois veio a vez do Grupo 3, com o segundo Andretti de António Félix da Costa, o outro Venturi de Edoardo Mortara, o DS Virgin de Alex Lynn, o e.dams de Nicolas Prost e Luca Filippi, da NIO. Prost é o primeiro a marcar um tempo relevante, com 1.03,418, o que lhe dava o sexto tempo provisório, mas Fillipi e Lynn fizeram melhor, com o piloto da DS Virgin a fazer 1.02,929, terceiro tempo provisório. Félix da Costa ficou logo atrás, com 1.02,979. Nos instantes finais, Mortara conseguiu 1.02,870, para ser segundo classificado em termos provisórios.

No último grupo da primeira fase da qualificação, estavam Sam Bird, o vencedor da primeira corrida, o Techhtah de Jean-Eric Vergne, o Mahindra de Nick Heidfeld, o Jaguar de Nelson Piquet Jr e Daniel Abt, no seu Audi. Os cinco primeiros da corrida anterior.

Sendo o grupo teoricamente mais forte, era provável que ficassem com os lugares da frente. Abt faz 1.02,703 para ser o segundo, enquanto que Bird fazia 1.02,897, para ser o quinto, e ainda entrar na Superpole, ao lado do já citado Abt, de Mortara, Evans e Rosenqvist.

Com os pilotos prontos para a Superpole, a ordem de saída era decrescente em relação aos tempos feitos na primeira parte da qualificação. Bird foi o primeiro a partir para a pista, seguido por Rosenqvist. O inglês fez 1.03,109, e o sueco marcou depois 1.02,836. Mortara conseguiu apenas 1.03,108, um milésimo de segundo na frente de Bird, e Abt fez pior: 1.03,715.E Evans andou perto, mas não foi o suficiente, quando fez 1.02,890. Mas dez o suficiente para o largar ao lado de Rosenqvist na grelha de partida para a segunda corrida do fim de semana em terras asiáticas.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Formula E: vence em Montreal, Di Grassi é campeão

Lucas di Grassi sagrou-se esta noite campeão da Formula E. O piloto da Audi-Abt foi apenas sexto classificado na segunda corrida de Montreal, mas foi mais do que suficiente para vencer o campeonato, já que Sebastien Buemi, que tinha sido desclassificado da primeira corrida, nesta segunda sofreu um toque o obrigou a cair para a última posição, e nunca mais recuperou, acabando na 11ª posição, à porta dos pontos. 

Na corrida propriamente dita, o grande vencedor foi Jean-Eric Vergne, que depois de algumas "bolas ao poste", por fim venceu a sua primeira corrida na Formula E, batendo Felix Rosenqvist e José Maria Lopez. Já António Félix da Costa não passou da 15ª posição, terminando assim a sua pior temporada desde que começou a participar na Formula E, em 2014.   

Depois de se saber que Buemi seria o 13º da grelha, contra o quinto lugar de Di Grassi, a tarefa do piloto suíço estava cada vez mais dificultada, num fim de semana de pesadelo para ele, após a desclassificação de ontem. E isso piorou na partida, onde enquanto que Rosenqvist aguentava os ataques de Sam Bird e Jean-Eric Vergne, atrás, Buemi sofria danos na sua asa por parte do Andretti de Félix da Costa, depois de se tentar desviar do carro de Stephane Sarrazin, que tinha feito um pião, e isso o obrigou a ir para as boxes para substituir a parte danificada, fazendo com que caisse para a última posição, sem chance de recuperação.

Na frente, Vergne conseguia passar Bird e no final da primeira volta era segundo classificado, na mesma altura em que Buemi foi às boxes para fazer a troca, acabando no último lugar. A partir dali começou a recuperação, mas esta demorou um bocado até ter frutos. 

Nas voltas seguintes, o piloto da Techeetah pressionava o da Mahindra para ver se ficava com o primeiro lugar, mas o sueco resistia aos ataques. Atrás, José Maria Lopez pressionava Nick Heidfeld para ficar com o quarto posto, algo que conseguiu na volta 14.

Na troca dos carros, as coisas ficaram mais ou menos na mesma, mas Rosenqvist fê-la uma volta mais cedo que Vergne, e isso iria ter consequências na segunda parte da corrida. O francês passou ao ataque na volta 30 e conseguiu passar o sueco porque a energia do seu carro começava a ficar cada vez mais escassa. Pouco depois, Lopez decidiu passar Bird, num disputa interna pelo terceiro lugar a favor do argentino tricampeão do WTCC. 

Na parte final, Daniel Abt ficou com o sexto lugar de Lucas di Grassi, agora que sabia que Sebastien Buemi iria ficar fora dos pontos. E assim, sem grandes resultados neste final de semana, o piloto brasileiro tornou-se no terceiro campeão da Formula E e o segundo brasileiro na categoria, depois de Nelson Piquet Jr., e ficou com 183 pontos, contra os 157 do piloto suíço. Felix Rosenqvist foi o terceiro, com 124, mais dois do que Sam Bird.

Acabada a terceira temporada, agora é esperar até ao final do ano para a primeira jornada dupla da nova temporada, em dezembro, nas ruas de Hong Kong.

domingo, 30 de julho de 2017

Formula E: Felix Rosenqvist foi o poleman em Montreal

O sueco Felix Rosenqvist foi o melhor na qualificação para a segunda corrida de Montreal, a última prova da Formula E nesta temporada. O piloto da Mahindra bateu o Virgin de Sam Bird e o Techeetah de Jean-Eric Vergne, enquanto que Lucas di Grassi foi quinto classificado e Sebastien Buemi apenas 14º, na frente dos Andrertti de António Félix da Costa e Robin Frijns

Mas ainda antes disto, mais algumas angustias na garagem da e.dams, quando se soube que Nicolas Prost iria sofrer uma penalização de vinte lugares devido a mudanças na bateria do seu carro. Mesmo que fizesse um bom tempo, o último lugar iria ser mesmo para ele. 

Em mais um dia de sol na cidade canadiana, a qualificação começou com o Grupo 1, onde cabiam José Maria Lopez, Loic Duval, Sebastien Buemi, Adam Carrol e Maro Engel. Lopez foi o melhor, e onde Buemi acabou apenas a fazer o terceiro melhor tempo, tendo à sua frente Duval. Era provável que, com três grupos a faltar sair para a pista, que as suas chances de SuperPole tinham ficado para trás. Mas mesmo que os milagres acontecessem, parecia que o fim de semana do piloto suíço ia de pesadelo em pesadelo.

E claro, isso confirmou-se no grupo seguinte. Felix Rosenqvist fez um tempo melhor do que Buemi, cerca de um segundo e meio melhor, acompanhado por Jean-Eric Vergne, e ambos ficaram com os dois melhores lugares na qualificação. Tom Dillmann e Jerome D'Ambrosio acompanharam-os, e basicamente não deram qualquer chance aos pilotos do Grupo 1.

No terceiro grupo, com Nelson Piquet Jr, António Félix da Costa, Robin Frijns e Oliver Turvey, entre outros, o piloto brasileiro da NextEV conseguiu ser o melhor e intrometer-se na luta pela SuperPole, mas conseguindo o quarto tempo na geral. 

No grupo final, com Lucas de Grassi, Sam Bird, Daniel Abt, Nico Prost e Nick Heidfeld - e já sabendo que Prost iria ser pesadamente penalizado - Bird conseguiu marcar o melhor tempo, seguido do alemão da Mahindra e o brasileiro da Abt, que sabia que bastaria estar na frente de Buemi para ter tudo controlado. 

E foi assim: com os quatro grupos a terem a sua chance, Bird, Rosenqvist, Di Grassi, Vergne e Heidfeld iam tentar a sua sorte na SuperPole. O piloto brasileiro não teve uma grande volta, ficando logo com o potencial pior tempo, de 1.23,557, prontamente batido por Nick Heidfeld. Vergne melhorou para 1.22,769 e ficou com o melhor tempo provisório, mas foi Rosenqvist que fez ainda melhor, tirando quatro décimos de segundo ao seu melhor tempo, com 1.22,344. Bird não fez mais do que 1.22,559 e ficou ao lado de Rosenqvist na primeira fila de grelha.

A corrida acontecerá pelas nove da noite, hora de Lisboa. 

domingo, 11 de junho de 2017

Formula E: Buemi vence segunda corrida em Berlim

Sebastien Buemi venceu a segunda corrida em Berlim, beneficiando a penalização de Felix Rosenqvist, que cortou a meta em primeiro lugar, mas foi penalizado devido a uma confusão nas boxes quando trocava de carro. Lucas di Grassi foi o terceiro classificado e controlou as perdas no campeonato. Já António Félix da Costa ficou à porta dos pontos, na 11ª posição.

A partida foi confusa. Se Buemi ficou na frente, passando o poleman Rosenqvist, e Lopez aproveitou a ocasião para atacar também a liderança - sem resultado - atrás, Maro Engel e Loic Duval tovcaram-se, com o alemão a ir às boxes para trocar de carro e ter a corrida terminada de modo precoce. 

As coisas ficaram calmas até à volta 16, o insólito: os pilotos da Virgin, José Maria Lopez e Sam Bird colidem, com o lado pior a ficar para o piloto inglês, que cai de quarto para sétimo, beneficiando Di Grassi, que subiu mais um lugar, para quarto. Vergne aproveitou a situação e ficou com o terceiro posto do argentino, que depois caiu mais dois lugares, passado por Abt e Prost.

Entretanto, Heidfeld cometeu um erro e caiu para 12º, ficando na frente de António Félix da Costa, mas depois tratou de recuperar o ritmo, para ver se chegava de novo nos pontos. Contudo, perdeu um lugar para o piloto português. Na frente, Buemi estava em cima de Rosenqvist, enquanto que Di Grassi atacava Vergne. 

Mas não houve nada até que os carros foram às boxes, na volta 22, onde trocaram de bólido. Ali, a Mahindra roçou o desastre, quando Heidfeld chegou às boxes a tempo de... prejudicar a saída de Rosenqvist, que poderia ter perdido a liderança para Buemi. Mas não aconteceu. Pelo contrário: Heidfeld foi prejudicado, perdendo pelo menos mais dez segundos.

Na frente, tudo ficou na mesma, com o sueco a aguentar os ataques de Buemi, e ambos com uma vantagem de oito segundos sobre Vergne. A aproximação entre ambos era evidente, mas mesmo com o suíço a usar o Fanboost, não conseguiu passar o piloto sueco. Atrás, Di Grassi apanhava Vergne e era terceiro classificado. E imediatamente depois, a organização afirma que Rosenqvist seria penalizado em dez segundos, dando praticamente a vitória a Buemi.

Na parte final da corrida, apesar de Rosenqvist se ter tentado afastar-se do suíço, ambos ficaram com uma diferença de 1,7 segundos, insuficiente para anular a penalização. Di Grassi ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Agora, a competição voltará à ação no fim de semana de 14 e 15 de julho, nas ruas de Nova Iorque.

sábado, 10 de junho de 2017

Formula E: Felix Rosenqvist vence a primeira corrida de Berlim

O sueco Felix Rosenqvist foi o vencedor da primeira corrida da formula E em Berlim. O piloto sueco deu à Mahindra a sua primeira vitória na categoria, ficando na frente de Lucas di Grassi e do alemão Nick Heidfeld. Sebastien Buemi foi o quinto, enquanto que o português António Felix da Costa não conseguiu mais do que a 17ª posição, num fim de semana em que a sua equipa está a ser a pior do pelotão, ficando com a última fila da grelha.

Depois de na qualificação, Lucas di Grassi ter conquistado a pole position pela mais curta das margens - um milésimo de segundo - sobre o Virgin de José Maria Lopez, com os Mahindra na segunda linha, Sebastien Buemi de 14º e António Félix da Costa a largar da última posição, máquinas e pilotos prepararam-se para a primeira de duas corridas no antigo aeroporto de Tempelhof, em Berlim.

Na partida, Di Grassi manteve a liderança, defendendo-se de Lopez, enquanto que Buemi, no meio do pelotão, sofria um toque que danificava a sua asa dianteira. O argentino perderia depois o segundo lugar para os Mahindra, com Bird atrás. Na volta 4 acontecia a primeira desistência, com o Jaguar de Mitch Evans

Na volta 13, Tom Dillmann acabou por ser penalizado por ter excedido o limite de energia, num altura em que Di Grassi aumentava a distância para a concorrência... menos a Felix Rosenqvist, o segundo classificado, que nunca chegava a mais de dois segundos. Atrás, Buemi tentava subir posições, mas ainda estava fora dos pontos. Apenas na volta 16, quando passou Oliver Turvey, é que alcançou a décima posição.

Ainda antes da paragem nas boxes, na volta 22, Rosenqvist se aproximou de Di Grassi e conseguiu passá-lo, para ficar com o comando. Logo depois, os pilotos trocaram de carros e tudo ficou na mesma, com Rosenqvist a manter o comando, perante Di Grassi, e com menos de um segundo entre eles. Heidfeld era o terceiro e Buemi mantinha-se no nono posto.

Entretanto, Buemi continuava a recuperar posições. Na volta 28, o suíço passava Daniel Abt e era oitavo e tentava ir buscar Sam Bird, que conseguiu fazê-lo na volta 34. Logo a seguir, Prost o deixou passar, numa altura em que Di Grassi não conseguia apanhar Rosenqvist para ficar com o comando da corrida. O suíço depois ficou atrás de Jean-Eric Vergne, numa altura em que o francês da Techeetah era penalizado em cinco segundos por causa de ter voltado à pista de modo perigoso, fazendo com que caísse para o décimo lugar, naquela altura.

No final, Rosenqvist conseguiu a sua primeira vitória na Formula E, com Di Grassi atrás e Heidfeld a fechar o pódio. E claro, a Mahindra festejava também a sua primeira vitória na competição. Buemi acabou na quinta posição, minorando os prejuízos, ficando na frente de Prost, Daniel Abt, Sam Bird, Jean-Eric Vergne e Maro Engel.

Amanhã é a segunda corrida da ronda dupla da Formula E em terras alemãs.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Formula E: Buemi volta a vencer em Marrakesh

Sebastien Buemi voltou a vencer na Formula E e consolidou a sua liderança. Nas ruas de Marrakesh, em Marrocos, o piloto suíço da e.dams conseguiu superar o DS Virgin de Sam Bird e o poleman Felix Rosenqvist, da Mahindra, numa corrida dominadora. Já António Félix da Costa foi vitima da falta de fiabilidade do seu carro e acabou por desistir a doze voltas do fim.

Mas a corrida de Buemi, antes de começar, teve um imprevisto: o carro estava abaixo do peso mínimo e foi penalizado com cinco lugares na grelha de partida, acabando por largar no sétimo posto. Na partida, Rosenqvist, o "poleman", teve uma partida-canhão e ficou com a liderança, seguido por Sam Bird e Nelson Piquet Jr, que tentou atacar a liderança, mas ia perdendo o lugar para Jean-Eric Vergne.

Atrás, Di Grassi aproximava-se dos da frente, mas tinha alguns problemas, especialmente os Andretti de Robin Frinjs e de António Félix da Costa. O piloto português era o nono e tentava apanhar os pilotos que iam na sua frente, e não era fácil, pois era acossado por Di Grassi.

Nos primeiros lugares, Rosenqvist mantinha-se no comando, com Bird, Vergne a aguentar Piquet Jr, enquanto que Buemi começava a aproximar-se rapidamente destes quatro pilotos. Tinha passado primeiro Nicolas Prost e depois Daniel Abt, para ficar com o quarto posto. Pouco depois, Vergne passava Piquet e era o terceiro classificado e na volta 15, o piloto da Techeetah passava Bird e era o segundo classificado.

Atrás, na luta pelo nono posto, Félix da Costa aguentava os ataques de Di Grassi, mas pouco depois, o carro ficou parado na pista, sem razão aparente. Lá conseguiu largar, para trocar de carro, mas quando lá chegou... o carro não arrancava. Perdeu três voltas e a sua corrida estava arruinada.

Na volta 17, trocavam-se os carros. Se entre os dois da frente - Rosenqvist e Vergne - não houve problemas, já Piquet teve problemas e caiu para o fundo do pelotão. Buemi foi mais veloz do que Bird nas boxes e passou para o terceiro posto, agora em perseguição de Vergne e Rosenqvist.

As coisas pareciam assim até que na volta 20, os comissários começaram a investigar Vergne por um possível excesso de velocidade nas boxes. Pouco depois, ele teve de ir às boxes para cumprir um "drive through", entregando o segundo posto para Buemi, que estava a apanhar Rosenqvist. Na volta 28, a ultrapassagem tinha sido feita e havia novo líder na corrida.

Nas cinco voltas finais, Bird apanhou Rosenqvist para o segundo posto e lá ficou até ao fim. Lucas di Grassi terminou no quinto posto, apenas atrás de Nicolas Prost, mas manteve o segundo lugar do campeonato. Daniel Abt foi o sexto, seguido por Oliver Turvey e Jean-Eric Vergne, que recuperou até aquela posição. Nick Heidfeld, no segundo Mahindra, e José Maria Lopez, no segundo DS Virgin, fecharam os pontos.  

Na classificação, Buemi lidera com 50 pontos, seguido por Lucas di Grassi, com 28, e Nicolas Prost, com 24. A próxima corrida acontecerá nas ruas de Buenos Aires, a 18 de fevereiro do ano que vêm.

sábado, 12 de novembro de 2016

Formula E: Rosenqvist é o "poleman" em Marrakesh

O sueco Felix Rosenqvist deu à Mahindra a sua primeira pole-position na Formula E, ao ser o melhor na qualificação no ePrix de Marrocos, conseguindo bater Sebastien Buemi e Sam Bird na SuperPole. O português António Félix da Costa largará da décima posição da grelha, um lugar atrás de Robin Frinjs.

O piloto sueco andou sempre forte ao longo da qualificação, conseguindo até bater um dos favoritos ao campeonato, o suíço Sebastien Buemi, e Nelson Piquet Jr, que confirmou aqui que o seu carro da NextEV está bem melhor do que na temporada passada. Não foi o "poleman", mas o quarto posto mostrou que eles tem de ser vistos em conta.

A qualificação começou debaixo de calor, nas ruas da cidade marroquina, o que fazia com que os pneus não funcionassem muito bem. No primeiro grupo, onde tinha Nicolas Prost, António Félix da Costa, Ma Qinghua, José Maria Lopez e Jerome D'Ambrosio, Prost foi o melhor, com Félix da costa logo a seguir, enquanto que "Pechito" Lopez estava a adaptar-se à Formula E, ficando bem mais para trás. Contudo, pior ficou D'Ambrosio, pois o piloto belga fez 1.22,681 e acabou por ficar com o 16º posto da grelha.

No segundo grupo, com Buemi, Stephane Sarrazin, Mitch Evans, Oliver Turvey e Nick Heidfeld, o suíço, campeão do mundo, mostrou ao que vinha e conseguiu fazer 1.21,350, com Turvey a dar o seu melhor, mas a conseguir apenas 1.21,853. Heidfeld lutou contra um carro algo desequilibrado, enquanto que Evans e Sarrazin tiveram tempos mais modestos.

Já no terceiro grupo, com Abt e Di Grassi, bem como Maro Engel, Jean-Eric Vergne e Loic Duval, o piloto da Techeetah "voou na pista e fez 1.20,993 e deixou Di Grassi em maus lençois, pois o seu companheiro de equipa fez 1.21,725 e colocou Di Grassi fora da "SuperPole", pois fez apenas 1.22,081.

Para finalizar, no quarto grupo, com Nelson Piquet Jr, Sam Bird, Felix Rosenqvist, Adam Carrol e Robin Frinjs, estes se tornaram nos mais rápidos. Rosenqvist mostrou toda a sua velocidade, conseguindo uma entrada fácil para a "SuperPole", com Piquet Jr a seguir e o piloto da DS Virgin a ser o terceiro melhor. Carrol fez um tempo desastroso e Frinjs até foi melhor, conseguindo depois o nono tempo e ficando na frente de Félix da Costa.

Para a parte final da qualificação, a "SuperPole", os cinco escolhidos - Piquet Jr, Rosenqvist, Bird, Buemi e Vergne - tinham a chance de conseguir a pole-position para esta corrida. Primeiro foi Piqet, que fez uma boa volta, de 1.21,879, julgando que seria mais do que suficiente para ser o "poleman", depois de Hong Kong. Mas Buemi melhorou, fazendo 1.21,546, e passou para a frente, com Bird a fazer um pouco pior, mas superando o piloto brasileiro. O último a sair foi Jean-Eric Vergne, mas um problema no seu carro fez com que ficasse parado na saída das boxes, dando por terminado o treino por ali e fazendo com que a Mahindra comemorasse a sua primeira pole-position da sua história.

A corrida vai acontecer pelas quatro da tarde, hora de Lisboa. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Formula E: Felix Rosenqvist é piloto da Mahindra

O sueco Felix Rosenqvist será piloto da Mahindra na próxima temporada, em substituição de Bruno Senna. O anuncio foi feito esta segunda-feira, depois do piloto ter estado a testar o novo carro nos testes privados da equipa na Catalunha, em julho.

Nas declarações que fez para a imprensa, Rosenqvist afirmou que “estou entusiasmado por entrar para a Mahindra e vai ser uma experiência completamente nova para mim. É um passo para o desconhecido, mas já testei o carro e quero começar a preparar-me para os testes da pré-temporada em Donington. Adoro novos desafios e sei que vai haver um tempo de adaptação, tenho que contar a ser mais rápido mas preciso de ser mais esperto a usar a energia de forma eficiente”.

Rosenqvist, de 24 anos (nasceu a 7 de novembro de 1991 em Varnamo), é o atual campeão europeu de Formula 3, e este ano tem andado entre o DTM, a Indy Lights e as corridas de GT. Começou a sua carreira nos monolugares em 2008, vencendo a Formula Renault 2.0 Asia, para no ano seguinte ganhar a Formula Renault 2.0 Sweden e a categoria NEC, passando em 2010 pela Formula 3 alemã, onde foi quinto classificado.

Em 2011, ganhou o Masters de Formula 3 em Zandvoort, pela Mucke Motorsport (repetindo o feito em 2013), enquanto que em 2012 foi terceiro classificado na Formula 3 europeia, e segundo classificado no GP de Macau. Vice-campeão da Formula 3 europeia em 2013, venceu o GP de Macau em 2014, antes de alcançar o campeonato europeu de Formula 3 no ano seguinte e repetir a vitória em Macau.

Em 2016 está na Indy Lights, onde já venceu três corridas, enquanto que já se estreou no DTM, no lugar de Esteban Ocon em Moscovo, onde já alcançou um ponto na sua primeira corrida. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Noticias: Ocon vai substituir Haryanto na Manor

O francês Esteban Ocon foi hoje anunciado como substituto do indonésio Rio Haryanto na Manor. O piloto de 19 anos irá correr a partir do GP da Bélgica, até pelo menos ao final da temporada. Quanto a Haryanto, que sai da equipa por falta de patrocínios, está a considerar a chance de ficar na Manor como piloto de reserva.

"Estamos muito contentes em anunciar Esteban para a Manor Racing para o resto da temporada", começou por dizer Dave Ryan, o chefe de equipa.

"Temos feito progressos significativos em 2016, incluindo terminar nos pontos pela primeira vez no GP da Áustria, no mês passado. Precisamos manter o nosso ritmo de desenvolvimento a fim de alcançar nossas ambições, não só para esta temporada, mas também para o longo prazo, de modo que o calibre de uma substituição como esta é fundamental.

"Estamos confiantes de que, quando Esteban fizer a sua estréia na corrida de Spa, teremos uma dupla muito potente que dará luta aos nossos concorrentes mais próximos para o resto da temporada", concluiu.

Ocon, que foi campeão da Formula 3 europeia em 2014 e da GP3 em 2015, atualmente corria no DTM, a bordo de um Mercedes, vai ser substituído pelo sueco Felix Rosenqvist.

"Estou muito feliz [por saber] que vou fazer a minha estréia nos Grandes Prémios com a Manor Racing no final deste mês, e em Spa, que de todos os circuitos, que é um dos meus favoritos", começou por dizer Ocon.

"Eu estou pronto para este passo excitante, graças à experiência que eu ganhei como piloto de reserva Fórmula 1 nesta temporada. Eu gostaria de agradecer a Renault Sport F1 Team e Mercedes-Benz por terem trabalhado em conjunto para fazer isto acontecer, e à Manor Racing por esta oportunidade, que vou agarrar com as duas mãos", concluiu.

A ida do piloto francês para a Manor está a ser vista como uma oportunidade do piloto francês ganhar experiência, já que ele é visto como uma grande chance de ser piloto titular na Renault em 2017, em substituição de um dos titulares da equipa, pois ele é piloto de reserva desde 2014, tendo já experimentado o carro em algumas sessões de treinos livres.

domingo, 16 de novembro de 2014

Youtube Motorsport Crash: o acidente no GP de Macau de Formula 3

Correr em Macau é desafiante e nada fácil. Em certas partes, a pista é veloz e larga, mas depois tem partes estreitas e sinuosas, e a possibilidade de acidentes é bem real, especialmente na primeira volta, em que todos lutam pelo melhor posto.

E foi o que aconteceu este ano, num acidente com moldes do que aconteceu 19 anos antes, no mesmo local. Os primeiros passaram sem problemas, mas a partir do meio do pelotão, um toque fez com que a maior parte dos carros acabasse no muro. Um deles até subiu para as redes de proteção! Entre os eliminados nessa curva foram outro sueco, Tom Blomqvist, e o italiano Esteban Ocon, que está na academia da Ferrari.

Naturalmente a corrida foi interrompida, e no final, o vencedor foi o sueco Felix Rosenqvist, seguido pelo austríaco Lucas Auer (sobrinho do Gerhard Berger) e o britânico Nick Cassidy. Max Verstappen foi apenas sétimo.