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sábado, 15 de novembro de 2025

As imagens do dia





Este é o fim de semana do GP de Macau, e com isto, decidi recordar uma estória com 35 anos: o primeiro duelo entre Mika Hakkinen e Michael Schumacher, e como isso marcou uma década de automobilismo, em termos das coisas que iriam acontecer.

Primeiro, um pouco de história: desde 1954 que as ruas da então possessão portuguesa faziam uma corrida à volta do Farol da Guia, em diversas categorias, quer em motos, quer em automóveis. E desde 1983 que a corrida principal era feita em carros de Formula 3, no qual Ayrton Senna foi o vencedor, num Ralt da equipa Theodore. 

Desde então que, para a corrida de Formula 3, eram convidados equipas das principais categorias mundiais: a britânica, a japonesa, a alemã, a francesa e a italiana. E nessa temporada, estavam presentes carros de equipas como a britânica West Surrey Racing, que tinha como pilotos o finlandês Mika Hakkinen, campeão britânico nesse ano, e o norte-irlandês Eddie Irvine; a italiana Prema, que tinha Roberto Colciago e Giuseppe Bugatti; a RC Motorsport, que tinha Alessandro Zanardi; a Alan Docking Racing, que tinha inscrito o finlandês Mika Salo e o alemão Heinz-Harald Frentzen e a Kawai Steel, com o japonês Naoki Hattori e o alemão Michael Schumacher

A corrida era dividida em duas, com 15 voltas cada uma. Na qualificação, Hakkinen levou a melhor sobre Schumacher e Salo, mas o alemão, que já corria pela Sauber-Mercedes no Mundial de Endurance, ficou com a volta mais rápida. 

Pouco tempo depois, acontecia a segunda corrida, com Hakkinen na pole, mas Schumacher estava logo atrás. E essa corrida, com 15 voltas, estavam todos os olhos postos. Afinal de contas, eram duas esperanças do automobilismo. 

Cedo os dois pilotos se destacaram do pelotão. Schumacher tinha partido melhor e liderava, com Mika logo atrás, mas o finlandês não o largava, porque desejava vencer este Grande Prémio. A três voltas do fim, já colado na traseira de Schumacher, mostrou-se para tentar passar na travagem para a curva do Hotel Lisboa. Com a bandeira de meta próxima de ser mostrada, Mika queria passar Schumacher, ignorando que, e ficasse em segundo, era o provável vencedor. 

No inicio da última volta, sabendo que Schumacher hesitava na parte mais rápida da pista, ele tentou a sua sorte, mas estava demasiado perto da traseira do alemão, e quando tentou, Schumacher também guinou para a direita, e a colisão foi inevitável. O alemão perdeu a asa traseira, enquanto Hakkinen bateu no guard-rail e perdia ali a sua corrida. Ele saiu do carro inconsolável, sabendo da oportunidade perdida. Schumacher aguentou os danos e cruzou a meta como o vencedor, na frente de Mika Salo e Eddie Irvine.  

Diga-se o que disser, aqueles que viram aquela corrida ficaram com uma ideia do que iriam ter no futuro, na década que tinha acabado de começar. Dali a menos de um ano, ambos estariam na Formula 1. 

Como curiosidade, o Reynard no qual Schumacher correu e triunfou em Macau está no Museu do Caramulo.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Noticias: Rui Marques considera cargo de diretor como um teste


Depois de se saber do despedimento - a FIA não afirma oficialmente que foi isso, mas toda a gente afirma que sim - do alemão Niels Wittich, e a sua troca pelo português Rui Marques, no cargo de diretor de corrida da Formula 1, este falou pela primeira vez desde que foi elevado ao cargo. Numa entrevista publicada nesta segunda-feira ao jornal Macau Hoje, onde esteve a fazer o cargo de diretor de corridas no fim de semana do GP de Macau, falou que, por agora, fará o papel até ao final da temporada, e depois verá se continuará para 2025 e adiante.

Neste momento vou fazer as corridas até ao final do ano. Depois logo veremos o futuro”, confirmou o português sobre o tempo em que estará à frente do cargo. 

Em relação à escolha para o cargo, afirma não estar surpreendido. 

Não se trata de ser uma questão de ficar surpreendido. As coisas têm a sua evolução e a experiência que vamos tendo vai-nos trazendo essas possibilidades”, comentou.

Apesar de afirmar estar a par do desafio, ele reconhece que tem exigências diferentes, em áreas diferentes do que uma prova de GT's ou WTCR. Especialmente na parte mediática, por causa da importância da Formula 1: "É mais uma categoria da qual vou ser diretor da corrida. Tem desafios que não há em Macau, sobretudo em termos mediáticos…"

Rui Marques - que também é o diretor de corrida para a Formula 2 e Formula 3 - é o quarto diretor de corrida que a Formula 1 tem desde 2019, altura da morte de Charlie Whiting, nas vésperas do GP da Austrália. Michael Masi substituiu-o até ao final de 2021, altura em que se envolveu na polémica do GP de Abu Dhabi, entre Lewis Hamilton e Max Verstappen. As suas atitudes levaram à sua saída, no inicio de 2022, altura em que foi substituído por Eduardo Freitas por algumas corridas, antes da chegada de Wittich, até ao seu despedimento há umas semanas. 

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Noticias: Florsch teve alta do hospital

A piloto alemã Sophia Florsch teve esta segunda-feira alta do hospital e prepara-se para regressar à Alemanha, uma semana depois do seu acidente durante a prova de formula 3 em Macau. Numa conferência de imprensa realizada esta manhã na Europa - final de tarde em Macau - a piloto de 17 anos agradeceu o apoio médico local e voltou a afirmar que espera recuperar a tempo de regressar na próxima edição. 

Tive muita sorte. Primeiro, em ter os doutores Lau [Wai Lit] e Chan [Hong Mou] como cirurgiões. Fizeram um excelente trabalho no pescoço e na minha anca. Estou muito grata por estar aqui e ter uma boa recuperação. Estou a andar. Tenho que trabalhar nos próximos meses, mas, de certeza, voltarei a competir aqui no próximo ano”, afirmou.

Lau Wai Lit, chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital São Januário, em Macau, afirmou na conferência de imprensa que Floersch está a recuperar bem da operação e vai voltar a competir, se assim o desejar. 

Depois da cirurgia teve uma boa recuperação. Já pode andar por si própria, mas a coluna ainda necessita de tempo para recuperar. Vai demorar alguns meses, mas não vai afectar a forma como andará no futuro”, declarou, reforçada pelas declarações do outro médico, o ortopedista Chan Hong Mou, que disse dentro de um ano, ela poderá voltar a competir.

Necessita tempo para a recuperação. Provavelmente seis meses. Depois de um ano já pode voltar às pistas e proponho que faça terapia para que a coluna recupere melhor.

Entretanto, a organização atualizou a situação clinica dos outros afetados pelo acidente. O comissário de pista acabou por ter alta na sexta-feira passada, enquanto que o fotógrafo chinês, que sofreu uma laceração do fígado, continua internado, mas muito em breve deverá receber alta. Os outros dois feridos, entre eles o japonês Sho Tsuboi, já tiveram alta no dia seguinte à corrida, depois de um período de observação. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Noticias: Florsch já foi operada

Sophia Florsch já foi operada à coluna para reduzir as fraturas sofridas este domingo durante o GP de Macau. A piloto alemã de 17 anos foi operada por duas vezes para reduzir uma fratura na sétima vértebra, e durou mais de sete horas para evitar complicações. Segundo conta também os médicos, Florsch irá permanecer no hospital por duas semanas, para recuperar das cirurgias, mas tudo indica que a espinal medula não foi atingida. Ou seja, poderá fazer uma recuperação completa.

Para além disso, o japonês Sho Tsuboi saiu hoje do hospital esta noite, depois de ter sido observado pelos médicos, após sofrer uma contusão, pois levou o peso do carro da piloto alemã de 17 anos.

Quanto aos dois fotógrafos e um comissário de pistas atingidos pelos destroços do carro da Florsch, um deles, o japonês Hiroyuki Minami, também já saiu do hospital. Outro fotógrafo, o chinês Chan Weng Wang, sofreu lacerações no fígado e ficará pelo menos por dez dias no hospital para recuperação. 

O comissário Chan Cha é o que têm os ferimentos mais graves: fratura no maxilar e cortes no corpo, mas tudo indica que sairá do hospital no final da semana.

Recorde-se que Florsch sofreu um aparatoso acidente na travagem para a curva do Hotel Lisboa, depois de bater na traseira do piloto indiano Jehan Daruvala, que abrandava depois de ter visto um comissário que agitava - equivocadamente - bandeiras amarelas. A mais de 275 km/hora e sem poder controlar o seu carro, bareu em cheio no carro de Sho Tsuboi e acabou numa estrutura feita para albergar alguns fotógrafos, ferindo dois deles.

domingo, 18 de novembro de 2018

A imagem do dia (I)




A impressionante imagem de Sophia Florsch, a voar depois de ter batido no carro de Sho Tsuboi, na travagem para a curva do Hotel Lisboa. Esta imagem nem conta metade do acidente, os videos é que mostram tudo, e essa é a parte impressionante. Porque não é todos os dis que vemos um carro a bater contra o primeiro andar de um prédio, e os destroços a voarem na direção dos comissários de fotógrafos que estão em baixo.

A piloto alemã de 17 anos sofreu lesões na coluna, mas está bem, apesar de ser amanhã operada para minorar as fraturas. E já deixou uma mensagem - aparentemente - tranquilizadora no seu Twitter pessoal: 

"Só queria que todos soubessem que estou bem, mas vou entrar em cirurgia amanhã de manhã. Agradeço à @fia e @hwaag_official @MercedesAMGF1 que estão cuidando muito de mim. Obrigado a todos pelas mensagens de apoio. Atualizarei em breve.", contou.

Daquilo que se sabe é que ela sofreu um toque do indiano Jehan Daruvala, que tinha abrandado por causa de uma amostragem de bandeiras amarelas - de forma errada - e por causa disso perdeu o controlo a cerca de 275 km/hora. o carro do japonês Tsuboi ajudou a fazer voar na curva do Hotel Lisboa, acabando no primeiro andar do prédio em frente. Tsuboi, três pessoas, dois fotógrafos e um comissário de pista, também foram hospitalizados, todos feridos, mas nenhum a correr perigo de vida.

De uma certa forma, apesar da gravidade do acidente numa pista tão apertada como Macau, tem-se dar crédito à segurança que estes carros têm. Se fosse um carro feito de alumínio, com menos proteção nas laterais, como era há 20 anos ou talvez menos, é provável que estariamos a lamentar mortes. É nestas ocasiões que lembramos até que ponto o automobilismo é perigoso. 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Formula E: Di Grassi acha que Macau seria um bom palco

Lucas di Grassi afirmou que Macau seria um bom palco para receber a Formula E. O brasileiro, atual campeão da competição elétrica, disse à imprensa local que o circuito, pela sua história, seria o ideal, mesmo havendo uma corrida ao lado, em Hong Kong.

Poderia fazer-se aqui um circuito de Fórmula E duas semanas antes de Hong Kong e poderiam existir as duas provas. A pista já existe e seria só avançar com a prova", sugeriu o campeão da Fórmula E em entrevista dada na passada sexta-feira ao jornal Hoje Macau.

Nessa mesma entrevista, Di Grassi, que participou na Taça do Mundo FIA de GT, disse que Macau “tem uma pista muito longa e que combina tudo, desde as altas velocidades em circuito de rua, à montanha que é muito difícil. É também uma das pistas mais difíceis do mundo e por isso todos os pilotos gostam de passar por aqui.

Não é a primeira vez que foi sugerida uma corrida nas ruas do antigo território português. Em 2013, Jean Todt sugeriu que a pista seria ideal para uma corrida desse tipo, mas as limitações dos carros elétricos seriam um grande obstáculo, já que a pista tem cerca de 6,2 quilómetros de extensão.

A Formula E arranca daqui a duas semanas nas ruas da antiga colónia britânica, com uma jornada dupla.

domingo, 19 de novembro de 2017

Youtube Motorsport Crash: A última volta do GP de Macau de Formula 3

Toda a gente no automobilismo sabe que as corridas só acabam na bandeira de xadrez. E o que não falta por aí são exemplos de corridas que no inicio da última volta acabaram por ser diferentes do que no final dessa ultima. Lembram-se do Nigel Mansell no GP do Canadá de 1991 e do J.R. Hildebrand na última curva da última volta das 500 Milhas de Indianápolis, vinte anos depois?

Pois bem, foi o que aconteceu no GP de Macau de Formula 3, esta manhã. O austríaco Ferdinand Habsburg e o brasileiro Sergio Sette Câmara lutaram pela liderança da corrida na última volta, até ao último metro, com um resultado imprevisível: ambos despistaram-se e deram a vitória a Dan Ticktum, que parecia que iria para o lugar mais baixo do pódio...

A narração está em francês.

domingo, 20 de novembro de 2016

A(s) image(ns) do dia



Desde meados do século XVI até 1999, Macau era território português. Resistiu a séculos de agitações na China, à cobiça das potências mundiais pelo território chinês, a guerras civis e outras agitações sociais, até que foi devolvido, no final do século. Foi a última pérola de um império colonial que existiu, e hoje em dia, os vestígios dessa presença ainda são existentes, apesar de estar totalmente modificado por causa da acelerada construção civil naquele território, e dos inúmeros casinos que lá existem.

Ao longo da história do GP de Macau, não houve muitos portugueses vencedores na corrida principal, a Formula 3. Ironicamente, foi depois de sairmos de lá que vimos o primeiro vencedor, com André Couto, e passaram-se mais doze anos até que António Félix da Costa subiu ao lugar mais alto do pódio na corrida macaense. Nessa altura, ele era uma esperança para a Formula 1, depois de ter feito uma grande temporada na World Series by Renault, e era piloto da Red Bull, depois de ter feito uma grande temporada. 

Esperava-se que em 2013, por fim, o piloto português pudesse alcançar aquilo que estava destinado: a Formula 1, e se calhar tudo aquilo que o seu talento prometia. Não aconteceu: Helmut Marko preferiu o russo Daniil Kvyat, e depois dele, ainda apareceu o talento que eles tanto queriam, na figura de Max Verstappen. Ironicamente, o holandês, para chegar à Red Bull, deu um chuto no rabo do piloto russo...

Mas António Félix da Costa foi à sua vida. Fechou o capitulo da Formula 1, foi para a Formula E, andou na DTM, sempre a vencer corridas e mostrando o seu talento. Agora aos 25 anos, ele voltou à Formula 3 para disputar a corrida macaense, e demonstrou que não tinha perdido o jeito à coisa, ao dominar a corrida e subir ai lugar mais alto do pódio, batendo o sueco Felix Rosenqvist e o brasileiro Sergio Sette Câmara, este último, piloto da Red Bull Jumior Team.

E para melhorar as coisas, a corrida da TCR (Touring Car Series), que teve ali a sua ronda de encerramento, teve também como vencedor um português: Tiago Monteiro. O piloto do WTCC fez uma perninha na Honda, ao serviço da West Coast Racing, e depois de um terceuro lugar na primeira corrida, foi o melhor na segunda, mostrando todo o seu talento, apesar de ele ter sido apenas um mero convidado neste campeonato. Mas deu a primeira vitória de um piloto português nesta nova competição.

É bem interessante ver a bandeira portuguesa no lugar mais alto do pódio e o hino a ser tocado num sitio onde um dia, os portugueses tiveram a sua presença. E o Grande Prémio, quer queiramos, quer não, também é um legado da presença portuguesa naquelas bandas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

TCR: Corrida de Macau será feita com os carros do CTCC

A corrida de Macau, prova de encerramento do TCR, terá também a presença dos carros do China Touring Car Championship (CTCC) na lista de inscritos. Os carros de ambas as categorias não andarão numa categoria à parte porque têm motores semelhantes, de dois litros aspirados.

O campeonato tem modelos de carros só vistos em paragens chinesas como o Volkswagen Lamando GTS, do qual Rudolfo Ávila andou a guiar esta temporada em duas rondas desse campeonato. Numa entrevista ao jornal Hoje Macau que "é difícil dizer exactamente quem será mais rapido, pois dependerá de muitos factores, como os pneus, afinações, qualidade dos pilotos, etc".

Ávila, vice-campeão do TCR Asia Series em 2015, fez duas corridas esta temporada no CTCC a bordo do Volkswagen, lembrou que "no circuito de Zhuhai, por exemplo, os carros do CTCC são mais rápidos. Mas por outro lado os carros do TCR são mais fiáveis e as equipas muito mais experientes e conhecedoras do Circuito da Guia". 

Para além disso, haverá liberdade para usar pneus. No campeonato chinês, eles usam os Khumo, enquanto que no TCR, os pneus são essencialmente Michelin. E como eles dizem, os pneus podem ser um fator decisivo para a corrida macaense. A organização irá pronunciar sobre este assunto nas próximas semanas.

domingo, 14 de agosto de 2016

As ideias que não aconteceram para a Formula E em Macau

A terceira temporada da Formula E vai arrancar a 9 de outubro nas ruas de Hong Kong, o que para quem conhece a história do automobilismo naquela parte do mundo, não tem muita lógica, já que ao lado há Macau, que não só tem os casinos, tem também a experiência de organizar um Grande Prémio, que acontece ininterruptamente desde 1954, para várias categorias, a mais famosa sendo a Formula 3.

A organização da Formula E chegou a falar em 2014 com a comissão do Grande Prémio, chefiado pelo seu presidente, João Manuel Costa Antunes, mas esbarrou com o desinteresse do governo da zona especial de Macau. Assim sendo, viraram-se para Hong Kong, que respondeu positivamente, e irá arrancar ali, na substituição de Pequim.

"Eles expressaram interesse em correr em Macau e eu acredito que este campeonato tem um enorme futuro pela frente", disse na altura o então coordenador da prova ao jornal Business Daily, de Macau, referindo também que a competição "precisa de tempo para amadurecer. É muito cedo ainda para medir a sua importância e visibilidade. Queremos ver o que irá acontecer com este campeonato antes de realizarmos uma prova em Macau.", concluiu. 

Rodrigo Nunes, arquitecto e criador do traçado que acolheu a Fórmula E nos dois primeiros anos em Pequim, afirmou que o circuito da Guia, no seu traçado atual, não conseguiria acolher a Formula E devido à extensão do seu traçado, com mais de seis quilómetros. Mas acredita que num futuro mais ou menos próximo, com o desenvolvimento da tecnologia, tal virá a acontecer.

Para um campeonato como a Fórmula E, e na sua configuração actual, não é o circuito do momento dada a sua extensão total e às suas longas rectas”, começou por dizer ao jornal Hoje Macau o arquitecto português, que realçou também que “este campeonato tem uma margem de progressão enorme e quem sabe se num futuro próximo (o Circuito da Guia) não poderá ser uma opção”.

Felizmente já tive a oportunidade de visitar o Circuito da Guia por duas vezes. É um circuito muito interessante no meu ponto de vista, dado que conjuga zonas muito rápidas e largas com zonas muito estreitas e técnicas. Claro que ultrapassar não é uma tarefa fácil para os pilotos mas para quem como eu aprecia circuitos puros, este é sem dúvida um dos circuitos mais interessantes da actualidade”, concluiu.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A imagem do dia

Uma imagem da clínica de Macau onde está o piloto português Francisco Mora, que recupera do acidente que teve na primeira das corridas da TCR International Series que aconteceu no fim de semana que passou na antiga colónia portuguesa. Pelos vistos, ele poderá estar a sair do hospital a qualquer momento e ele repousará por alguns dias até regressar a Portugal, para preparar para mais uma temporada na TCR Series, restando saber se será na portuguesa ou noutra qualquer...

domingo, 22 de novembro de 2015

Youtube Motorsport Crash (II): O acidente de Francisco Mora na primeira corrida de Macau

Até parece que uma corrida em Macau sem acidentes não é corrida, mas foi o que aconteceu este domingo de manhã por aquelas bandas. A primeira corrida da TCR International Series também foi agitada, com o acidente que envolveu o português Francisco Mora, que bateu forte na parede na zona veloz do circuito, perto do Hotel Lisboa. Se a corrida dele ficou-se por ali, felizmente, as consequências não foram graves, porque ainda sofreu uma colisão de outro piloto.

Youtube Motorsport Crash: O acidente da segunda corrida do TCR em Macau


Macau é sempre uma pista difícil e propensa a acidentes. E a segunda corrida da TCR International Series foi propensa a isso, após o toque entre Jordi Gené e Rob Huff metros depois do inicio da corrida, com os dois primeiros classificados a baterem na parede e que fez com que provocasse uma carambola que eliminou pelo menos dez carros.

domingo, 16 de novembro de 2014

Youtube Motorsport Crash: o acidente no GP de Macau de Formula 3

Correr em Macau é desafiante e nada fácil. Em certas partes, a pista é veloz e larga, mas depois tem partes estreitas e sinuosas, e a possibilidade de acidentes é bem real, especialmente na primeira volta, em que todos lutam pelo melhor posto.

E foi o que aconteceu este ano, num acidente com moldes do que aconteceu 19 anos antes, no mesmo local. Os primeiros passaram sem problemas, mas a partir do meio do pelotão, um toque fez com que a maior parte dos carros acabasse no muro. Um deles até subiu para as redes de proteção! Entre os eliminados nessa curva foram outro sueco, Tom Blomqvist, e o italiano Esteban Ocon, que está na academia da Ferrari.

Naturalmente a corrida foi interrompida, e no final, o vencedor foi o sueco Felix Rosenqvist, seguido pelo austríaco Lucas Auer (sobrinho do Gerhard Berger) e o britânico Nick Cassidy. Max Verstappen foi apenas sétimo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Youtube Touring Video: o velho hábito de Sebastien Löeb...

Velhos hábitos não morrem. Que o diga Sebastien Löeb esta madrugada em Macau...

Esta vi no WTF1.co.uk

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Rumor do dia: Formula E em Macau?

A Formula E poderá estar a cerca de nove meses do seu inicio, e sabe-se de um calendário de dez corridas que foi divulgado há algumas semanas, mas esta segunda feira, surgiu uma entrevista de Jean Todt na Autosport britânica, onde ele considera a hipótese de abrir mais uma vaga para Macau, inserido no fim de semana do Circuito da Guia, a meio de novembro.

Na revista, Jean Todt referiu que “faria sentido ir a Macau porque é numa cidade e é algo que vamos considerar”. Sobre a competição em si, o presidente da FIA afirmou que “acredito em carros elétricos nas cidades, e é por isso que este campeonato irá especificamente desenrolar-se em 10 importantes cidades do mundo”. 

Para além disso revela-se otimista na receção da Fórmula E ao vários agentes envolvidos, pois “todos têm que aprender: os participantes, a FIA, os promotores, os parceiros comerciais. Os nomes das equipas confirmadas irão definitivamente ajudar a criar interesse”, concluiu Todt.

A Fornula E vai ser uma competição que vai arrancar a partir de setembro de 2014, e terminar em junho de 2015, passando por cidades na Ásia (Beijing, Putrajaya), na América do Sul (Rio de Janeiro, Buenos Aires), na América do Norte (Los Angeles, Miami) e na Europa (Mónaco, Berlim e Londres)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Youtube Racing Crash: um acidente... com o reboque

Macau - mais concretamente o Circuito da Guia - é uma pista muito atreita a acidentes. Nos mais de sessenta anos de existência do circuito e as centenas de acidentes que há existiram por ali - com a Curva do Hotel Lisboa a ter a sua quota-parte - certamente nenhuma delas envolveu um reboque...

Esta vi no Twitter do Matthias Mannizer.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Youtube Jumping: O salto de Félix da Costa


No fim de semana de Macau, o pessoal da Formula 3 fez algumas coisas engraçadas para entretenimento. Como o português António Félix da Costa, que foi à Macau Tower, o sitio mais alto da cidade-estado (dentro da China) e experimentou as sensações do "bungee jumping"...

A reportagem é da TDM de Macau.

domingo, 17 de novembro de 2013

Youtube Touring Crash: O acidente da segunda corrida em Macau


O circuito da Guia têm fama de ser uma das pistas mais velozes, desafiadoras e... propensas ao desastre existente em todo o mundo. Mas em Macau, o Grande Prémio é uma das mais importantes realizações automobilísticas da Ásia e talvez do mundo, e toda a gente deseja competir ali, incluindo o WTCC, que desde há muitos anos que faz desta pista a sua ronda de encerramento.

E ma segunda corrida da competição, as coisas começaram bem mal quando nos metros iniciais da corrida, o húngaro Norbert Mischelisz perdeu o controle do seu Honda Civic e deu um toque no muro, iniciando o caos no pelotão do meio e obrigando a corrida a ser interrompida.

Quando a corrida foi retomada - sem seis carros que não foram recuperados a tempo - houve mais batidas, uma delas com o britânico Tom Chilton, que viu as suas chances para o vice-campeonato perdidas a favor do veterano italiano Gabriele Tarquini. E na sexta volta, nova carambola fez com que a organização declarasse a corrida prematuramente terminada. 

Eis o video da confusão.

WTCC 2013 - Macau (Corridas)

A ronda final do Mundial de Turismos, em Macau, contou com a habitual confusão, mas com vencedores diferentes nas duas corridas do fim de semana. Yvan Muller, atual campeão do mundo, venceu pela última vez ao serviço da Chevrolet - antes de se transferir para a Citroen - enquanto que Rob Huff levou a melhor sobre Tom Coronel na segunda corrida, marcada por um aparatoso acidente na partida.

A primeira corrida começou com Muller a partir melhor do que o Honda oficial de Tiago Monteiro, e manteve-se no comando até à bandeira de xadrez. O piloto português ficou com o segundo posto, aguentando os ataques do inglês Rob Huff ao longo da corrida e conseguindo subir ao pódio, já que Gabriele Tarquini teve problemas de motor e acabou por não largar para esta prova.

No final da corrida, o piloto português estava feliz com o pódio: "Apesar do esforço não foi possível. Ataquei o mais que pude mas o Chevrolet estava mais rápido. Mantive o segundo lugar e defendi a minha posição até ao final. Conseguimos mais um pódio e esta foi sem dúvida a melhor forma de terminar a época. Esta recta final foi extremamente positiva para mim pessoalmente, mas também para a Honda que mostrou todo o seu potencial", comentou.

Se a primeira corrida foi tranquila - para os padrões macaenses - a segunda prova foi marcada pelo caos. Na largada, o húngaro Norbert Mischelisz perdeu o controlo do seu Honda e bateu na parede, ricocheteando para o meio da pista e causando o caos, com oito carros a terminar com danos. Com isso, a organização não teve outra hipótese senão mostrar a bandeira vermelha.

Desses acidentados, cinco acabaram por não voltar à corrida. Quando recomeçou, Huff foi para a frente enquanto que a meio, Tiago Monteiro e Yvan Muller colidiram na curva San Francisco e o português acabou por abandonar. Mas mais adiante, nova carambola com mais alguns carros acidentados acabou com que a organização decidisse terminar a corrida de forma antecipada.

"O arranque foi excepcional e após a primeira volta já estava na quarta posição mas infelizmente a corrida foi interrompida e tivemos novo arranque. E aí as coisas não correram tão bem. Estava a lutar por ganhar posições e o Muller deu-me um toque danificando a roda traseira esquerda. Fui obrigado a desistir. Não era esta a forma que gostava de terminar o ano, mas em Macau é mesmo assim. São corridas de gladiadores. A primeira correu-me bem a segunda não. Aperar de tudo foi um fim-de-semana excelente.", concluiu.

Assim sendo, o melhor foi Rob Huff, na frente do espanhol Pepe Oriola e do holandês Tom Coronel. Muller chegou ao fim no sexto posto, enquanto que Tarquini foi o oitavo, conseguindo o vice-campeonato.