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terça-feira, 6 de setembro de 2022

Formula E: Lotterer correrá pela Andretti


André Lotterer será piloto da Andretti na Formula E em 2023. O anuncio foi feito esta terça-feira, numa altura em que a marca também disse que irá ter as unidades de potência da Porsche, equipa do qual acabou de sair. O alemão de 40 anos terá a seu lado o britânico Jake Dennis. 

Estou animado por me juntar à Andretti para a temporada 9 da Formula E e começar a era do Gen3. Trabalhar junto com Jake irá ser uma grande combinação para continuar a levar a equipa para a parte da frente do pelotão”, afirmou.

Michael Andretti, o líder da equipa na competição elétrica, deu as boas-vindas ao piloto alemão e falou da sua mais balia para a equipa, especialmente no desenvolvimento do Gen3 do carro.

Estamos sempre construindo para estar na frente em cada categoria em que disputamos”, começou por dizer. “André irá trazer uma grande experiência para a Andretti e [isso] é outro passo para criar uma equipa que corre por vitórias e pelo campeonato. Estamos ansiosos para juntá-lo com Jake para termos uma dupla animadora e competitiva”, concluiu.

Lotterer corre desde 2017-18 na Formula E, e apesar dos seus oito pódios, duas pole-positions e três voltas mais rápidas, nunca ganhou qualquer corrida, quer na sua passagem pela Techeetah, quer pela Porsche. Em 2023 ele será o piloto mais belho a correr na categoria elétrica.

sábado, 25 de junho de 2022

Formula E: Lotterer sai da Porsche no final da temporada


O alemão Andre Lotterer irá sair da Formula E no final da temporada e rumará para a Endurance, mais concretamente o programa LMDh, como foi ontem anunciado na apresentação do modelo 963. 

Segundo Thomas Laudenbach, responsável máximo da Porsche Motorsport, a experiência do piloto de 40 anos será importante no desenvolvimento do programa de Endurance, ele que já triunfou em Le Mans por três vezes (2011-12 e 2014), nos tempos da Audi. "O André não vai fazer a Fórmula E na nossa equipa”, disse Laudenbach ao Motorsport.com. “Mas há uma diferença entre correr e ter algum outro tipo de papel. Tem obviamente muitos anos de experiência na Fórmula E, por isso seria estúpido não usar essa experiência”.

Ainda não se sabe oficialmente quem ficará com o seu lugar na competição elétrica, mas o favorito é o português António Félix da Costa, que está de saída da DS Techeetah, e não só poderá ser piloto da marca na Endurance, como poderá ter à sua espera um lugar na equipa de Endurance para provas como Daytona, Sebring e Le Mans. 

Na Formula E, Lotterer conseguiu duas poles, três voltas mais rápidas e oito pódios, mas nenhuma vitória desde que chegou à competição, em 2017. 

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Formula E: Porsche na pole-position no México

Na sua quarta corrida na sua história na Formula E, André Lotterer coloca um Porsche na pole-position. Na Cidade do México, o piloto alemão bateu o Jaguar de Mitch Evans, a 0.063 segundos, e o Mahindra de Pascal Wehrlein, a 278 centésimos. O português António Félix da Costa, no seu Techeetah, é o décimo, um lugar abaixo de Jean-Eric Vergne, o seu companheiro de equipa.

Numa qualificação onde a igualdade entre equipas está garantida, ou seja, todos tem uma chance, o fim de semana mexicano começou com a tareia que Daniel Abt levou no primeiro treino livre, que acabou no hospital e o impediu de participar nesta qualificação, tudo o resto teria chances para brilhar na altitude desta nova versão do Autódromo Hermanos Rodriguez.

No primeiro grupo estavam os líderes do campeonato: Stoffel Vandoorne, Alexander Sims, Sam Bird, Maximilian Günther, Lucas Di Grassi e Oliver Rowland. Bird e Vandrrone partiram ao ataque e o britânico foi o primeiro a marcar um tempo razoável, com 1.08,394, com o belga da Mercedes logo atrás, a 292 centésimos.

No segundo grupo - que tinha António Félix da Costa, Mitch Evans, André Lotterer, Edoardo Mortara, Nyck de Vries e Pascal Wehrlein - Lotterer primeiro levou a melhor, usando a mesma tática de Bird e Vandoorne, que dispensava a volta de aquecimento para partir ao ataque, mas depois o neozelandês da Jaguar marcou 1.08,174 para ser o melhor. Félix da Costa ficou atrás de Werhrlein e era o sexto, provisoriamente.

No Grupo 3, sem Abt, mas com Robin Frijns, James Calado, Jean-Éric Vergne, Felipe Massa e Jérôme D'Ambrosio, com estratégias mistas, o único a chegar à zona da SuperPole foi o holandês, sexto com 1.08,435. E no Grupo 4, com Brendon Hartley, Oliver Turvey, Sébastien Buemi, Nico Müller, Neel Jani e Ma Qing Hua, foi o suíço da Nissan que aproveitou melhor, ao conseguir o quinto melhor tempo provisório e ir à SuperPole, onde fez companhia a Lotterer, Evans, Wehrlein, Bird e Nick de Vries.

Ali, o primeiro a sair foi Sam Bird, mas a sua volta desiludiu, com 1.08,444. A seguir saiu Sebastien Buemi onde melhorou em cerca de 80 centésimos. Contudo, chegou a vez de Lotterer, que sem erros, fez 1.07,922, caindo pela primeira abaixo do 1.08 e instalando-se confortávelmente no primeiro posto. Nick de Vries tentou, mas não conseguiu, e Mich Evans, que ficou para o fim, conseguiu baixar do 1.08, mas insuficinte para desalojar o piloto alemão da Porsche.

A corrida acontecerá pelas 22 horas, horário de Lisboa. 

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Formula E: Apresentado o novo Porsche 99X

E aí está, o novo Porsche 99X, o carro da marca alemã para a sua temporada de estreia na Formula E foi apresentado. Com Neel Jani e André Lotterer ao volante, o carro esteve a rodar ao longo do verão na sua pista privada, em Weissach, bem como em Calafat e Mallorca, em Espanha, antes dos testes oficiais, em Valencia, durante o mês de outubro.

"Hoje é um dia importante", começou por dizer Fritz Enzinger, vice-presidente da Porsche e da divisão automobilística da Volkswagen AG. "Com a estreia do Porsche 99X Electric, estamos dando um grande passo em direção à entrada da Porsche na Fórmula E. Estou realmente orgulhoso da nossa equipa, que demonstrou um alto nível de comprometimento com o projeto da Fórmula E. Agora, estou ansioso para ver o carro na pista.

Zurlinden acrescentou: “Hoje, o Porsche 99X Electric se junta à lista de carros históricos da Porsche. A nomeação e o design dão ao carro seu caráter inicial e dão vida a ele. É um dia especial para todos que trabalharam muito no projeto Porsche Fórmula E nos últimos meses.", concluiu.

Já André Lotterer, que esteve nas duas últimas temporadas ao serviço da Techhetah, afirmou que a sua experiência poderá ser muito útil para desenvolver o carro antes da sua temporada de estreia.

"Foi definitivamente bom que eu já tenha dois anos na Fórmula E", começou por dizer Lotterer. "Tenho uma boa experiência e espero poder trazer isso para a equipa e ter uma boa comunicação para estar na primeira corrida a lutar pelo pódio.", concluiu.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Formula E: Andre Lotterer assina pela Porsche

A Porsche anunciou esta quarta-feira a contratação de André Lotterer para a sua equipa de Formula E. O piloto de 37 anos vai correr pela equipa alemã, ao lado do suíço Neel Jani, transferindo-se da Techeetah, e formando assim a primeira dupla de pilotos da marca de Estugarda no Mundial de carros elétricos.

Lotterer irá juntar-se no mês que vêm nos testes de desenvolvimento do chassis para a próxima temporada, antes da apresentação oficial, em outubro, no circuito de Valencia.

A mudança foi vista com agrado pelo piloto, três vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans. "Faço parte da família Porsche desde 2017 e tenho ótimas lembranças dos nossos sucessos conjuntos - principalmente quando trabalhei com o Neel [Jani]”, disse Lotterer.

Estivemos juntos na equipa Porsche LMP1 em 2017 e corremos pela Rebellion Racing no WEC nos últimos dois anos. É ótimo que agora faremos dupla com a equipa Porsche na Formula E.”, concluiu.

Lotterer está na Formula E desde há duas temporadas, sempre pela Techeetah, e acabou ambas na mesma posição: oitavo, no primeiro ano com 64 pontos, e o segundo com 86. Nunca venceu, mas já conseguiu uma pole-position, três voltas mais rápida, e quatro pódios.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Youtube Motorsport Video: O ePrix de Paris, na íntegra

Uma semana depois de uma das provas mais agitadas da história do automobilismo elétrico, o ePrémio de Paris está aqui, na íntegra. Num dos circuitos mais pequenos do calendário, à volta dos Les Invalides, a prova ficou marcada pela chuva e pelos diversos acidentes, dos quais o grande vencedor - ou o que se safou melhor - foi o holandês Robin Frijns, que ficou na frente de André Lotterer, e ambos tornaram-se, respectivamente, no líder e vice-líder do campeonato.

Já o português António Félix da Costa foi sétimo e desceu para o terceiro posto da geral, igualado com Lucas di Grassi.

Para quem não viu ou quer voltar a ver, eis o video.

sábado, 27 de abril de 2019

Formula E: Frijns foi o vencedor em Paris

O holandês Robin Frijns foi o vencedor no ePrix de Paris, numa corrida debaixo de chuva, e bem atribulada devido aos inúmeros despistes. O piloto da Virgin não só se estreava no panteão dos vencedores, como também foi o oitavo vencedor diferente em oito corridas desta temporada. Ele ficou na frente de André Lotterer, da Techeetah, e de Daniel Abt, da Audi. António Félix da Costa terminou a prova na sétima posição, escapando às armadilhas e conseguindo mais alguns pontos no campeonato, mantendo-se na luta pelo título. 

Com Oliver Rowland como poleman - e um monopólio da Nissan - e boa parte dos da frente do meio do pelotão, as coisas estavam mesmo equilibradas, e nos Invalides, tudo seria feito para equilibrar ainda mais, rumo a um eventual oitavo vencedor em oito corridas. Mas isso aconteceu depois dos comissários terem eliminado os tempos da Mahindra, que tinham ficado com os melhores tempos, com Pascal Wehrlein a ser o poleman, e Jerome D'Ambrosio a ser quinto. Assim sendo, os carros indianos largavam da última fila da grelha, beneficiando todos, incluindo António Félix da Costa, que iria largar da 14ª posição.

Num tempo primaveril - e ventoso - os pilotos largaram atrás do Safety Car para correrem na volta seguinte. As posições foram mantidas até que na quarta volta, Rowland bateu no muro, causando bandeiras amarelas na zona. Buemi ficou com a liderança, pressionado por Robin Frijns e Felipe Massa. Max Gunther era quarto, mas Andre Lotterer queria o seu lugar.

Foram Frijns e Massa os primeiros da frente a usar o Attack Mode, e quando o suíço começou a ser atacado pelo holandês, passou pelo Attack Mode na volta seguinte. Isso não impediu o piloto da Virgin a atacar a liderança, enquanto Lotter finalmente era quarto, depois de passar Gunther, quando este foi ativar o Attack Mode. Mais tarde, o alemão da Techeetah passou Massa para ser terceiro. 

Mas depois, Buemi sofreu um furo e teve de passar pelas boxes, dando de bandeja a liderança a Frinjs. E enquanto tudo isso acontecia, o céu fechava-se e começava a chover. E isso foi o suficiente para Frijns e Lotterer a abrir diferença para o resto do pelotão. Abt era o terceiro, e com os minutos a passar, a chua caía com intensidade. E pelos quinze minutos, a direção da corrida decidiu colocar o Full Course Yellow, reduzindo o andamento dos carros em 60 por cento.

A corrida volta ao normal depois da chuva ter abrandado, mas pouco depois, uma carambola colocava quatro pilotos fora de ritmo, com Sam Bird a falhar a travagem, depois Alexander Sims a fazer um pião depois de um toque com Alex Lynn e Oliver Rowland. Resultado final: novo Full Course Yellow e mais dois abandonos: Sims e Stoffel Vandoorne.

Na frente, Frinjs aguentava Lotterer, com Mortara a cair para fora dos pontos depois de falhar a travagem. Nesta altura, ambos tinham ativado o Attack Mode pela segunda vez, e o holandês voava, enquanto atrás, mais saídas de pista: Mortara batia forte em Alex Lynn e ambos acabavam ali a corrida. Atrás, Massa batia em Turvey e ambos ficavam fora dos pontos. E o Full Course Yellow aparecia pela terceira vez, agora a menos de dez minutos do fim.

Contudo, logo a seguir, entrava em cena o Safety Car, e juntava o pelotão, numa altura em que o sol rompia as nuvens. Este saiu a dois minutos do fim, dando mais uma volta ao pelotão. Frijns manteve a liderança, enquanto atrás, Jerome D'Ambrosio passou Félix da Costa... para travar tarde demais e bater no muro. E com isso, Full Course Yellow pela quarta vez, mas não iria ser assim que acabava a corrida, pois a bandeira verde foi mostrada para os metros finais, sem alterações na classificação.

No campeonato, Frinjs é o novo líder, com 81 pontos, um a mais que André Lotterer, enquanto Félix da Costa é terceiro, com 70, empatado com Lucas di Grassi. 

A Formula E volta à ação dentro de duas semanas, a 11 de maio, nas ruas do Mónaco.   

sábado, 13 de abril de 2019

Formula E: Evans venceu em Roma

O neozelandês Mitch Evans deu à Jaguar a sua primeira vitória na Formula E nas ruas de Roma. Sétimo vencedor diferente em sete corridas, ele conseguiu primeiro pressionar e passar o Techeetah de André Lotterer, e depois aguentar as pressões do piloto alemão na parte final da corrida. Stoffel Vandoorne foi terceiro no seu HWA, com António Félix da Costa a ser nono, mas perdeu a liderança para Jerome D'Ambrosio, por um ponto.

Antes do começo da corrida, soube-se de duas penalizações: Pascal Wehrlein, por causa de excesso de velocidade nas boxes, e Paffett por causa de excesso de energia na sua volta rápida. Ambos acabaram no final da grelha. A pista estava parcialmente molhada no momento do inicio da corrida, mas no momento em que as luzes se apagaram, Lotterer e Evans mantiveram os dois primeiros lugares. Mas atrás, era a confusão: Max Gunther e Alexander Sims batiam e perdiam partes dos carros, e na chicane da "Paragem do Autocarro", José Maria Lopez batia em Sam Bird e causava confusão atrás dele. Vergne acabou na traseira de Paffett, e ninguém passava por ali. A bandeira vermelha acabou por ser mostrada, pela quarta corrida seguida.

Enquanto as reparações eram feitas, metade do pelotão deu uma volta ao circuito para se alinharem atrás dos que tinham passado antes de Lopez e Bird terem batido. Paffett foi o único que não voltou à pista devido aos estragos no seu carro, e com a pista mais seca, Lotterer manteve-se na frente, mas pressionado desde logo por Evans e Vandoorne. Nas voltas seguintes, os Venturi de Mortara e de Massa acabaram por parar devido a avarias nos seus carros. O carro do brasileiro ficou parado numa posição perigosa, e foi colocado um "Full Course Yellow". Foi na altura que Vergne passou Felix da Costa, o que fez com que fosse investigado, bem como Max Gunther, que abrandou fortemente o seu carro.

Quando a corrida voltou ao verde, Evans voltou a atacar Lotterer, ao ponto de, a treze minutos do fim, o neozelandês ter conseguido passar. Vandoorne também se aproximou, mas não conseguiu apanhar o piloto alemão. Apesar de ambos terem ido aos Attack Modes, não conseguiram ultrapassá-los.

Atrás, houve penalizações e as baterias começavam a ficar vazias. No final da corrida, Max Gunther ficou sem energia e ficou para trás, mas isso não afetou os dois primeiros. Vergne acabou por ser penalizado com um "drive through", mas como a penalização aconteceu em cima da meta, foi convertido numa penalização de 30 segundos, caindo para a 14ª posição e perdendo o ponto para a volta mais rápida.

Fora do pódio, Robin Frijns foi o quarto, na frente de Sebastien Buemi. Lucas di Grassi foi sétimo, enquanto Félix da Costa foi nono, atrás de Jerome D'Ambrosio. Com isso, perdeu a liderança do campeonato por um ponto.

No final, a classificação geral deu de novo a liderança ao piloto belga da Mahindra, um ponto na frente do português da BMW Andretti: 65 contra 64 pontos. E ainda por cima, até ao nono lugar, a diferença reduziu-se para treze pontos. Uma coisa é certa: em sete provas, houve sete vencedores diferentes.  

Agora, a competição espera duas semanas até correrem nas ruas de Paris, a 27 de abril.

Formula E: Lotterer o melhor na qualificação romana

André Lotterer vai sair da pole-position no ePrémio de Roma, a qualificação para a sétima prova do campeonato, e a primeira na Europa. O alemão deu mais três pontos para a DS Techeetah, numa qualificação onde houve um pouco de chuva para baralhar as contas. Tanto que teve o "luxo" de ter um problema na travagem para o gancho devido à pista molhada. Contudo, deu para bater o Jaguar de Mitch Evans e o Dragon de José Maria Lopez.

Quanto a António Félix da Costa, o lider do campeonato largava apenas da 13ª posição da grelha, mas estava na frente de boa parte da concorrência: Lucas di Grassi foi 15º, Jean-Eric Vergne era 17º, e Jerome D'Ambrosio largava de penultimo, com o BMW de Alexander Sims a ser pior que ele. 

Com o tempo encoberto nas ruas da capital italiana, os pilotos preparavam-se para uma qualificação incerta. No primeiro grupo, constituído por Lucas di Grassi, Jean-Eric Vergne, António Félix da Costa, Sam Bird e Jerome D'Ambrosio, apesar do brasileiro ter sido bloqueado pelo andamento lento do francês da Techeetah, ele ficou na frente de Vergne. Contudo, foi terceiro, atrás de Sam Bird e António Félix da Costa, o melhor no seu BMW Andretti. 

No segundo grupo, com André Lotterer, Pascal Wehrlein, Robin Frijns, Daniel Abt e Edoardo Mortara, os pilotos começaram a aplicar-se, e os tempos eram mais velozes dos do primeiro grupo. O suíço da Venturi foi o primeiro, mas Frijns, Mortara e Lotterer começavam a andar bem melhor, com o alemão da Techeetah a cair de 1.30, com 1.29,761. Wehrlein deu uns toques, que o impediram de fazer um tempo melhor. Logo no segundo grupo, a diferença estava estabelecida: um segundo entre Lotterer e Felix da Costa.

No terceiro grupo, com os Nissan de Sebastien Buemi e Oliver Rowland, o BMW de Alexander Sims, a Jaguar de Mitch Evans, o Venturi de Felipe Massa, e o NIO de Oliver Turvey. Na volta para tomar tempos, Sims desenvolveu problemas e teve de o levar para as boxes, não fazendo marca. Mitche Evans faz o segundo melhor tempo, mesmo no momento em que eram agitadas as bandeiras vermelhas. 

Tirado o carro do britânico, os outros voltaram à pista para fazer uma volta rápida. Massa foi o primeiro a fazer um tempo, sendo sexto provisório, mas Evans melhorou, sendo segundo. Oliver Rowland teve um toque no muro durante a sua volta veloz, mas foi oitavo, na frente do piloto português.

No último grupo, veio o resto: o Jaguar de Alex Lynn, os Dragon de José Maria Lopez e Max Gunther - regressado à competição por causa de compromissos de Felipe Nasr em Long Beach - e os HWA de Gary Paffett e Stoffel Vandoorne. Com mais ameaças de chuva, os pilotos avançavam na mesma, e Vandoorne faz provisoriamente o terceiro melhor tempo, com Max Gunther a seguir, sendo quarto, batido por Lopez. 

No final, para a SuperPole foram Lotterer, Evans, Lopez, Gunther, Vandoorne e Buemi. Três pilotos do último grupo entravam na fase final da qualificação, enquanto do primeiro... não ia ninguém. Aliás, nenhum deles estava no "top ten", o que mostrava o equilíbrio deste pelotão.

Por essa altura, chovia mais na pista, e logo na primeira passagem pela pista, Sebastian Buemi falhou a travagem pelo gancho. Na volta, o tempo foi seis segundos mais lento do que na primeira fase, onde se mostrava que do gancho até à meta, a pista estava a ficar encharcada. A seguir, Max Gunther fez a mesma coisa no mesmo lugar, para testar os seus limites, e na sua volta, melhorou em seis centésimos de segundo em relação ao suíço.

Depois, veio Vandoorne, e aproveitando uma pista que secava rapidamente, tirou dois segundos à concorrência, ficando melhor e sendo o candidato numero um à pole. Mas José Maria Lopez faz 1.32,906, batendo o piloto belga e tirando as chances dele de repetir a pole-position. Depois, Mitch Evans. O neozelandês da Jaguar entrou na pista decidido a melhorar o seu tempo e conseguiu: 1.32,483, quatro décimos melhor que o piloto argentino.

E foi com a pista mais seca de André Lotterer fez a sua tentativa de volta veloz. Contudo, na travagem para o gancho, ele exagerou, e logo de imediato, a Jaguar já comemorava. Mas o alemão não desistiu e conseguiu 1.32,123, três centésimos melhor que Evans. Assim, o piloto da Techeetah conseguiu a pole-position... mesmo com aquele erro.

terça-feira, 19 de março de 2019

Endurance: Neel Jani muda-se para a Formula E no final da temporada

Neel Jani é um dos pilotos de fábrica da Porsche, logo, com imenso palmarés na Endurance. Vencedor das 24 Horas de Le Mans em 2016 e campeão do mundo da modalidade no mesmo ano, Jani esta agora na Rebellion Racing, enquanto prepara o carro de Formula E da Porsche para a sua entrada na competição, no final deste ano. Contudo, a indecisão na Endurance fez com que este se tenha tornado algo secundário nas suas prioridades. E depois das 24 Horas de Le Mans, em junho, vai largar o WEC. 

Depois de Le Mans, paro. O meu foco muda para a Fórmula E. Eu tenho que definir minhas prioridades. Quando uma marca como a Porsche dá a oportunidade de pilotar os seus carros, temos que ter um compromisso total", começou por dizer Jani, de 35 anos.

Aqui [no WEC] não temos hipótese”, disse Jani. “Estamos aqui apenas para que os outros [Toyota] não vençam sozinhos. Esse não é meu objectivo para as corridas. Eu gosto do campeonato, gosto das corridas, gosto do paddock. Não é uma decisão fácil. Mas é assim que acontece às vezes. Isso não significa que eu nunca mais vou voltar. Eu não estou feliz com isso, mas também não estou infeliz. Com certeza não é a mesma emoção que eu tive nos últimos quatro anos [com a Porsche nos LMP1]“

Jani entendeu a decisão de André Lotterer, que é piloto da Techeetah, da Porsche e da Rebellion nos seus tempos da Endurance, de não participar em Sebring:

André tem que definir as suas prioridades e, olhando para o futuro a longo prazo, eu concordo com ele. Foi a decisão correta para ele. E ele não perdeu nada, porque tivemos um problema na caixa depois de oito minutos”, concluiu.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Youtube Electric Racing: O ePrix de Hong Kong na íntegra

Uma semana depois da corrida, e a poucos dias da prova de Sanya, que se estreará no calendário no próximo fim de semana, coloco aqui na íntegra o que foi o ePrix de Hong Kong, que provavelmente poderá rter sido a última vez que foi realizado, já que se fala da sua substituição pela prova de Seul, a capital sul-coreana, que se estreará na Formula E em 2020.

A corrida foi vencida inicialmente por Sam Bird, depois de um duelo com André Lotterer, mas uma ultrapassagem controversa na penúltima volta da corrida, pois causou um furo no Techeetah do piloto alemão. Com isso, foi penalizado em cinco segundos e isso fez com que caisse ao colo do Venturi de Edoardo Mortara, numa dupla estreia do piloto italo-suíço e da equipa com sede no Mónaco.

domingo, 10 de março de 2019

Formula E: Bird venceu mais foi penalizado, Mortara herda vitória

A corrida numero 50 da história da Formula E foi um duelo entre Sam Bird e Andre Lotterer cujo climax foi alcançado na volta final, e onde acabou... mal. O piloto da Virgin acabou como vencedor, com o alemão da Techeetah a arrastar-se com um furo, e por causa disso, o britânico foi penalizado em cinco segundos, perdendo a vitória para o Venturi do italo-suíço Edoardo Mortara, que assim se tornou no primeiro vencedor da equipa monegasca. 

Quanto a António Félix da Costa, apesar de ter partido do fundo da grelha, recuperou o suficiente para chegar ao décimo lugar, o último pontuável, numa corrida onde se minoraram os prejuízos.

Depois de Stoffel Vandoorne ter surpreendido todos ao ser o "poleman", a corrida prometia ser interessante, num asfalto que tinha secado na sua maioria, e não haver chuva prevista para os 45 minutos que iria durar a corrida.

No momento da largada, Oliver Rowland superou o HWA de Stoffel Vandoorne, enquanto Sam Bird, que arrancou de sétimo, chegou rapidamente a segundo, para depois alcançar o comando depois do britanico da Nissan ter pressionado acidentalmente o botão de Full Course Yellow, começando a rodar lentamente. 

Atrás, a primeira situação de bandeiras vermelhas quando Felipe Nasr falhou a travagem para uma das curvas, arrastando os Mahindra de Pascal Wehrlein e Jerome D'Ambrosio. Todos acabaram por abandonar e o pelotão recolheu-se às boxes, enquanto se limpava a pista. No regresso à corrida, Lotterer atacou Bird para ficar com o primeiro posto, mas assim que o ultrapassou, o britânico assediou o alemão da Techeetah no sentido de recuperar o lugar.

Atrás, havia pilotos que ficavam pelo caminho devido a acidentes ou a problemas, com Sebastien Buemi ou Alexander Sims, da BMW. Este último devido a uma batida no muro de proteção, suficiente para uma das três entradas do Safety Car na prova.

Na parte final da prova, Bird tinha mais 4 por cento de energia que Lotterer, e o britânico andou ao ataque, até que no inicio da última volta, ambos tocaram, com o piloto alemão a sofrer um furo, e o britânico da Virgin a ficar com a liderança. No final, ele cortou a meta no primeiro posto, mas de imediato a manobra foi investigada pelos comissários, que acabaram por penalizar o piloto britânico com mais cinco segundos, que o fez cair para a sexta posição.

No final, Mortara deu à Venturi e a ele mesmo a sua primeira vitória na Formula E, com Di Grassi em segundo e o holandês Robin Frijns em terceiro, no seu Virgin. Daniel Abt foi quarto, na frente de Felipe Massa, também em Venturi.

Com este resultado, e apesar da penalização, Bird lidera o campeonato com 54 pontos, mais um que Jerome D'Ambrosio e mais dois que Lucas di Grassi e Edoardo Mortara. A Formula E prossegue dentro de duas semanas, na estância chinesa de Sanya. 

domingo, 15 de julho de 2018

Formula E: Buemi o melhor na segunda qualificação nova-iorquina

Sebastien Buemi foi o último poleman desta temporada em Nova Iorque, batendo os Techeetah de André Lotterer e Jean-Eric Vergne, o novo campeão do mundo de Formula E. Esta tarde, numa qualificação chuvosa, Sam Bird ficou no meio da tabela e António Félix da Costa não marcou qualquer tempo, acabando por largar do último lugar da grelha. 

Com tudo decidido em termos de campeonato, a grande dúvida era saber se Lucas di Grassi poderia alcançar o segundo lugar, desalojando Sam Bird dessa posição. Como foi fito em cima, a qualificação ficou marcada pela chuva. Era a primeira vez na história da competição que os pilotos encaravam uma sessão de treinos com pista molhada. 

E foi com isso em vista que começou a qualificação. No primeiro grupo, estavam Stephane Sarrazin, Tom Dillmann, Luca Fillipi, Ma Qinghua e Nicolas Prost. Sarrazin foi o melhor, com 1.19,017 o piloto chinês da NIO - que substituía o lesionado Oliver Turvey - a bater no muro e a perder sete segundos no tempo final. Por esta altura, a chuva tinha acabadoe a pista começava a secar.

No segundo grupo, alinhavam Daniel Abt, Sebastien Buemi, Nick Heidfeld, o campeão Jean-Eric Vergne e Sam Bird. Buemi não fez um grande tempo na sua primeira volta, mas Vergne faz 1.19,315 e sobe para o segundo posto provisório. O suíço melhorou, fazendo o melhor tempo provisório, com 1.17,867. Vergne fez apenas o quarto melhor tempo, atrás de Daniel Abt e Lucas di Grassi. Sam Bird era quinto, e era provável que não ficasse para a Superpole.

No terceiro grupo estava Maro Engel, António Félix da Costa, José Maria Lopez, Alex Lynn e Jerome D'Ambrosio. Engel não fez grande tempo, Félix da Costa não marcou tempo - irá largar de último - e o único que fez algo interessante foi José Maria Lopez, que fez o sétimo melhor tempo provisório.

No último grupo estavam André Lotterer, Nelson Piquet Jr, Mitch Evans, Felix Rosenqvist e . Lotterer foi terceiro, tirando Bird da SuperPole, e o resto praticamente desistiu de marcar tempo por causa das condições da pista. Assim sendo, dois Audi, dois Techeetah e o Renault de Sebastien Buemi iam fazer a última parte da qualificação.

Na SuperPole, Vergne conseguiu fazer 1.18,031, antes de Lotterer o bater com 1.18.013. Abt fez um tempo 132 centésimos mais lento, e depois foi a vez de Buemi, que bateu a todos, fazendo 1.17,973, esperando todos pelo último carro, o de Lucas di Grassi. Mas na sua volta lançada, tocou na parede com alguma violência e danificou o carro, deitando por terra a sua chance de ficar com a pole-position. Assim sendo, Buemi fez a sua 11º pole-position da sua carreira, com os Techeetah atrás dele.

A corrida acontecerá pelas oito da noite, horário de Lisboa, e com um tempo instável à vista, promete ser emocionante.

sábado, 28 de abril de 2018

Forumla E: Vergne é o vencedor no ePrix parisiense

Jean-Eric Vergne foi o vencedor no ePrix de Paris, oitava prova do campeonato de Formula E. O piloto da  conseguiu ser o melhor que o seu companheiro de equipa, André Lotterer, que fica sem energia nas curvas finais, deixando escapar o segundo lugar para Lucas di Grassi. Quanto a António Félix da Costa, acabou por abandonar com problemas no seu carro.

Com Jean-Eric Vergne a liderar o campeonato e com mais três pontos pela conquista da pole-position, colocando os Techeetah na ribalta - André Lotterer vai largar de terceiro - o piloto francês corrida em casa mais preocupado com Sam Bird, que largava ao seu lado. Lucas di Grassi era o sexto da grelha, atrás de António Félix da Costa, e o brasileiro da Audi estava numa fase de recuperação depois do péssimo inicio de temporada. 

Mas pior estavam os Jaguar, que monopolizavam a última fila da grelha, com Piquet a nãso sair das boxes por causa de problemas no seu carro, enquanto Mitch Evans foi 14º e teve de trocar de caixa de velocidades e largaria de último.

Tudo isto numa prova de 49 voltas às voltas ao Les Invalides, debaixo de frio primaveril.

Na partida, Vergne aguentou os ataques de Bird, especialmente de Lotterer, enquanto Di Grassi estava na quinta posição, depois de ter passado Félix da Costa. Atrás, Ma Qinhua ficava parado na pista, depois de ter problemas no seu carro, fazendo a organização colocar o Full Course Yellow. Nas boxes estava Tom Blomqvist, a mudar de nariz por causa de danos causados pela colisão com Nicolas Prost e Mitch Evans.

A corrida recomeçou na volta dois, com Vergne a ir embora, deixando Bird e Lotterer para trás, enquanto Félix da Costa falhava a travagem, caindo para o fundo do pelotão. Acabaria por abandonar a prova. 

Havia lutas por posições, mas nenhuma ultrapassagem de relevo. Na sétima volta, Daniel Abt conseguiu passar Felix Rosenqvist para ser décimo. Di Grassi bem tentava apanhar Maro Engel, mas não conseguia apanhar o carro da Venturi. Atrásm na volta 14, Prost acabou por ir à boxes para trocar de asa, danificada por causa dos eventos da primeira volta.

Bird tentava aproximar-se de Vergne para ver se conseguia passar o piloto francês, mas era complicado, os três andaram assim até à paragem obrigatória nas boxes. Os três entraram ao mesmo tempo e o francês conseguiu ficar na frente, com Bird atrás e Lotterer a fazer uma paragem pior, ficando mais atrás dos dois primeiros. Atrás, Di Grassi conseguiu passar Engel na saída das boxes, mas o alemão da Venturi tentou recuperar a posição, sem sucesso.

No regresso à pista, Vergne tinha um avanço de 2,3 segundos sobre Bird, ficando mais confortável, enquanto Lotterer tentava apanhar o piloto da Virgin. Na quinta posição, Engel aguentava os ataques de Buemi e Abt.

Na volta 36, Lotterer atreveu-se e conseguiu passar Bird. Ambos os pilotos tocaram-se mas continuaram, tudo isto aproveitado por Di Grassi para se aproximar e passar Bird, ficando com o terceiro posto. No meio disto tudo, Vergne afastava-se e tinha agora mais de três segundos de vantagem sobre, agora, o seu companheiro de equipa.

Na volta 44, Buemi cede o seu sexto posto a favor de Abt, numa travagem ousada. Depois, apanhou Engel para tentar ficar com o quarto posto, ao mesmo tempo que Di Grassi atacava Lotterer, mas o alemão defendeu-se bem, com momentos musculados. O brasileiro voltou de novo a atacar, com toques, mas o alemão aguentou até à ultima curva, quando passou para o segundo lugar, e Lotterer leva com um toque de Sam Bird, mas são terceiro e quinto classificados, com Maro Engel a ser quarto.

Mas no final, Vergne vencia, dominando a corrida do principio até ao fim, sem ser fortemente incomodado. Uma corrida perfeita, num ambiente perfeito.

Com isto, a vantagem de Vergne sobre para 31 pontos sobre Sam Bird, 147 contra 116. A próxima prova acontece dentro de duas semanas, nas ruas de Berlim.

Formula E: Vergne é pole em Paris

Jean-Eric Vergne conseguiu ser o poleman pela quarta vez nesta temporada a bordo do seu Techeetah. O piloto francês conseguiu a melhor posição da grelha de partida na sua corrida caseira, fazendo 1.01,144, batendo Sam Bird e Andre Lotterer. Quanto a António Félix da Costa, vai largar de quinto, atrás do Venturi de Maro Engel, e depois de ter chegado à SuperPole pela segunda vez nesta temporada. Tudo isto numa qualificação relativamente atribulada, com alguns encontros com os muros.

Duas semanas depois de terem corrido em Roma, a Formula E estava a correr à volta dos Les Invalides, no centro da Cidade Luz, para a oitava prova do campeonato dos carros elétricos. Numa qualificação debaixo de céu nublado e temperatura baixa, esperava-se para saber quem seria o melhor.

Com os líderes agrupados no primeiro bando - Jean-Éric Vergne, Sam Bird, Felix Rosenqvist, Sébastien Buemi e Daniel Abt - aqui, a qualificação foi dramática, de uma certa forma. Bird e Vergne passaram sem problemas, com o francês a fazer 1.01,508, mas o inglês veio a seguir, com 1.01,7.

O grupo 2 começava "coxo", com Nelsoin Piquet Jr a nem sequer sair das boxes por causa dos problemas sofridos nos treinos livres, onde bateu por duas vezes. Isso não incomodou nem André Lotterer, nem Lucas do Grassi, que foram para a pista e colocaram tempos. O alemão, com 1.01,818, e o brasileiro da Audi, um pouco atrás, provavelmente com o seu lugar na SuperPole em perigo.

No Grupo 3, que tinha Nick Heidfeld (Mahindra), Edoardo Mortara (Venturi), José María López (Dragon), Alex Lynn (DS Virgin) e António Félix da Costa (Andretti), foi o piloto português que tirou um coelho da cartola e fez um tempo que colocou a 0,05 segundos do piloto francês e com passagem garantida para a SuperPole, graças ao segundo melhor tempo até então. 

No Grupo 4, já com Maro Engel, Jérôme D'Ambrosio, Nicolas Prost, Tom Blomqvist e o chinês Ma Qing Hua - que substituia Luca Filippi - o belga D'Ambrosio conseguiu marcar o equivalente ao sexto tempo na grelha, mas foi Maro Engel que conseguiu fazer o melhor tempo do grupo e entrar na SuprPole, com 1.01,756.

Assim, a SuperPole teria Vergne, Bird, Lotterer, Felix da Costa e Engel.

O primeiro a sair foi Lotterer, que até começou bem, mas não marcou um grande tempo: 1.01,487. Sam Bird veio a seguir, e fez melhor, com 1.01,421. O terceiro foi Engel, mas sendo correto, teve um tempo mais modesto, e pior fez Félix da Costa que tev e uma parte final péssima quando poderia estar a caminho de um bom tempo. E no final, foi Vergne que ficou com o melhor tempo, 1.01.144, ficando com a pole-position pela quarta vez na temporada.

A corrida acontecerá pelas 15 horas de Lisboa.

sábado, 14 de abril de 2018

Formula E: Bird vence em Roma

Sam Bird aguentou as investidas finais de Lucas di Grassi para ser o vencedor do ePrémio de Roma, com André Lotterer ter conseguido mais um pódio para a Techeetah, batendo o seu companheiro de equipa, Jean-Eric Vergne, que foi o quinto classificado, alargando a sua liderança, já que  o poleman, Felix Rosenqvist, não terminou a corrida. Já António Félix da costa, depois de uma recuperação sensacional do último posto, acabou à porta dos pontos, no 11º lugar... pela terceira vez na temporada.

Na primeira corrida em solo europeu deste campeonato da Formula E - e a primeira da segunda parte do campeonato - a concorrência tentava diminuir a vantagem que Jean-Eric Vergne já tinha, trinta pontos sobre o segundo classificado, e algumas marcas tentavam também deter a hegemonia que a Techeetah começava a ter sobre as restantes equipas.

Diante de 45 mil espectadores (e outros tantos "portoghese" = borlistas), Felix Rosenqvist tentava partir bem da grelha, pois sabia que Vergne iria partir apenas da oitava posição. Contudo, esta pista "travada" nas ruas da zona EUR de Roma, tudo poderia ser possível mas 33 voltas que iriam acontecer na pista italiana.

Na partida, Rosenqvist aguentou Bird, enquanto que Vergne perdia um lugar para Di Grassi. Atrás, Félix da costa passava Lopez e D'Ambrosio e deixava de ser último. No final da primeira volta, passava Mortara e era 16º. Ao mesmo tempo, Alex Lynn tinha o bico quebrado e arrastava-se até à terceira volta, quando foi às boxes.

Na frente, Rosenqvist mantinha a distância sobre Bird, com Evans a ser o terceiro no seu Jaguar. Os cinco primeiros andavam juntos mas não ameaçavam uns aos outros, enquanto que pilotos como Félix da Costa e José Maria Lopez tentavam recuperar lugares. Na nona volta, o português da Andretti estava na frente neste duelo, sendo 11º, depois de passar Nelson Piquet Jr. e Maro Engel.

A partir daqui, as coisas acalmaram - exceptuando Buemi que passou Turvey para ser quinto na volta 14 - até à troca de carros, por alturas da 16ª volta. Aí, o primeiro a parar foi Felix da Costa, seguido pelo resto do pelotão, precisamente numa altura de uma carambola entre pilotos como Nick Heidfeld, Luca Filippi. As bandeiras amarelas foram mostradas na zona, enquanto que os pilotos trocavam de carro. E nem todos tiveram uma boa troca: Nelson Piquet Jr ficou parado nas boxes.

A seguir, Alex Lynn bateu forte no final da curva e a organização não teve outra alternativa senão colocar o "Full Course Yellow". Na frente, Rosenqvist tinha 2,6 segundos de vantagem sobre Sam Bird, e o pelotão estava muito distante, com Félix da Costa a entrar nos pontos, no décimo posto. 

A corrida retomou à vigésima volta com o sueco da Mahindra ainda na frente, assediado por Bird, enquanto Buemi era terceiro, passando Evans, com este a ser assediado por Di Grassi. Contudo, o neozelandês respondeu e voltou ao terceiro posto no seu Jaguar.

E na volta 23, o golpe de teatro: Rosenqvist fica parado na pista, devido a um toque, deixando Bird na liderança. Atrás, Buemi e Di Grassi lutavam pelo lugar mais baixo do pódio, com o brasileiro a colocar o seu carro ao lado do Renault do suíço, sem passar. Na volta 25, Di Grassi conseguiu passá-lo, e Buemi era assediado por Lotterer. Mas tudo isto ficou congelado por uma volta por causa do segundo Full Course Yellow, para poderem tirar o carro de Rosenqvist.

Na frente, Evans tentava apanhar Bird para ver se ficava na liderança, enquanto Vergne era sétimo, mas colado... ao quarto classificado. Buemi começava a perder posição para Lotterer e defendeu-se dos ataques de Vergne. E quem perdia posições era Félix da Costa, que caia para fora dos pontos. 

Na volta 29, Evans, Bird e Di Grassi estavam juntos na luta pela liderança, com Lotterer um pouco atrás. O britânico defendia-se dos ataques, e conseguia afastar-se dos seus perseguidores, que competiam entre si. E foi mais do que suficiente para garantir a vitória. Atrás, na volta 31, Di Grassi passou Evans e Lotterer tentou fazer o mesmo, enquanto atrás, José Maria Lopez batia no muro e ficava na berma.

No final, Evans perdia lugares para Lotterer e Abt para ser quinto... e o neozelandês arrastava-se, sem energia, para a meta, acabando no nono posto. O alemão da Techeetah ficava com o lugar mais baixo do pódio, e Vergne, o líder, acabou na quinta posição, conseguindo mais alguns pontos na liderança do campeonato.

No campeonato, Vergne tem 119, 18 pontos de avanço sobre o novo segundo classificado, Sam Bird, com 101. Felix Rosenqvist a cair para o terceiro lugar, agora com 85 pontos. A próxima prova do campeonato será em Paris, dentro de duas semanas.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Lotterer e as suas opiniões sobre a Formula E

Três vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans, e piloto de longa data da Audi, o alemão Andre Lotterer, de 34 anos, deu uma opinião sobre a Formula E numa longa entrevista, afirmando que por agora, a competição de carros elétricos é mais uma filosofia e tem mais de politico do que competitivo, afirmando também que apesar de estar presente nos centros das cidades um pouco por todo o mundo, não tem muita divulgação. E deu como exemplo a sua visita a Londres, onde assistiu à ultima corrida da temporada passada, a convite da sua marca.

Não foi muito impressionante ver os carros a passar por nós, mas já sabia disso. Já as disputas entre os pilotos nas corridas não foram assim tão más, honestamente. Era uma pista apertada e houve muitos incidentes. Mas fiquei surpreendido por ter decorrido em Londres e não ter visto publicidade sobre a corrida. Os dois condutores da Uber que me levaram até lá não sabiam o que se estava a passar. Fiquei surpreendido. Pensava que haveria mais entusiasmo. E não vi muitos espectadores”, começou por contar, em declarações captadas pela Autosport portuguesa.

Lotterer contou também que não se mostra entusiasmado com a competição, que acha ser mais uma filosofia do que uma competição pura e dura, mas que reconhecia que na próxima década, iria crescer mais do que está agora, devido à maior procura - e oferta - por carros elétricos mo mercado.

Se olhares para o futuro, penso que os fabricantes de automóveis vão necessitar de uma competição assim – infelizmente, já que eu prefiro conduzir híbridos no WEC, que nos permitem o melhor de dois mundos. Mas acredito que um dia os construtores terão de fazer essa aposta para justificar os seus orçamentos no desporto motorizado. A Fórmula E ganhou o meu interesse, mais do ponto de vista político do que desportivo, e se as coisas melhorarem talvez gostasse de fazer parte dela no futuro. Mas é um pouco cedo.

E conduzir um desses carros? Lotterer revela pouco entusiasmo. "O problema não é a condução, é mais fazeres parte das corridas do futuro. Não penso que os carros sejam entusiasmantes. Não é um desporto – antes algo político, e se queres estar envolvido nesse sentido. Não podes comparar o campeonato com outras formas de corrida. É uma filosofia”.

domingo, 16 de novembro de 2014

Noticias: Kobayashi confirma que vai correr em Abu Dhabi pela Caterham

A Caterham - que este domingo confirmou o despedimento de 230 dos seus trabalhadores - anunciou que o japonês Kamui Kobayashi será um dos seus pilotos na última corrida do ano, em Abu Dhabi. A equipa de Leafield, que esteve ausente nas duas últimas corridas do ano, e arranjou cerca de dois milhões de libras em modo de "crowdfunding" para poder correr na última corrida do ano, confirmou que o piloto japonês será um dos seus pilotos.

Kobayashi reagiu da seguinte forma na sua conta de Facebook:

"Estou feliz por competir com a equipa em Abu Dhabi. Não foram fáceis estas últimas semanas, por isso vai ser bom estar de volta no carro e trabalhar em conjunto com os membros da equipa Caterham F1. Gostaria de agradecer aos fãs pelo apoio à equipa como eles têm dado. Esta equipa está trabalhando no duro e não desiste nunca. Nós merecemos estar a correr em Abu Dhabi e estou muito feliz por poder correr novamente, graças ao projeto de crowdfunding. Agora é a nossa vez de mostrar o que podemos fazer - vamos todos tentar dar o nosso melhor durante o fim de semana que temos pela frente e espero que possamos terminar a temporada com um resultado positivo para o futuro desta equipa", comentou.

Com esta confirmação, resta saber quem ficará com o lugar deixado vago pelo sueco Marcus Ericsson. O alemão Andre Lotterer confirmou este fim de semana que foi abordado pela equipa para ficar com o lugar, enquanto que o espanhol Roberto Merhi é outra hipótese para poder correr no segundo chassis da equipa.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Rumor do Dia: Lotterer poderá ser piloto da Caterham em Monza

Afinal de contas, a passagem de Andre Lotterer pela Caterham poderá ser mais prolongada. É que em Monza, a equipa queria colocar o espanhol Roberto Merhi no seu lugar, mas a falta de rodagem o impede de ter Super-Licença, e logo, de receber cerca de 300 mil euros, que é isso que iriam receber por corrida.

Lotterer admite essa hipótese: “Ainda estamos em contacto e penso que há oportunidade de fazer mais corridas. Tenho que olhar para a minha agenda e ver se há mais um capítulo para mim ou se faz sentido fazer mais”, comentou à revista americana Racer.

Contudo, ainda há a hipótese Carlos Sainz Jr, do qual se sabe que a Red Bull quer colocá-lo num Formula 1 para poder ter rodagem, e do qual a marca de energéticos poderá ajudar nos patrocínios. Mas até agora, o seu nome não parece estar nas cogitações, o que poderá indicar que o seu interesse poderá ter arrefecido.

Veremos como vai ser nos próximos dias.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Formula 1 em Cartoons - O regresso à ação (Cire Box)

Depois de um mês de ausência, a Formula 1 regeressa à ação, desta vez em Spa-Francochamps. E o "Cire Box" imaginou como seria a chegada de André Lotterer, que este fim de semana vai guiar o Caterham a uma turma como é os dos pilotos da categoria máxima do automobilismo...