Mostrar mensagens com a etiqueta Las Vegas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Las Vegas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

As imagens do dia






Passaram-se 15 anos sobre esse dia, e ainda me lembro muitos momentos. Lembro-me das noticias, das promessas de terem uma constelação de estrelas, que aos poucos eram riscados do mapa porque. ou não tinham carro para correr, ou porque achavam que não valia a pena, ou porque - e nisso certaram - era muito perigoso correr aqueles carros naquela pista, uma "superspeedway" de uma milha e meia, nais estreita que o Texas ou Michigan. 

Depois, a excitação de terem alguém como Dan Wheldon, o vencedor inesperado das 500 Milhas de Indianápolis, que não corria naquela temporada, excepto a Indy 500, e viu ganhar da maneira mais inesperada possível, uma vitória quase caída do céu. E depois, a aposta: se partir de último e ganhar, ficaria com cinco milhões de dólares. Até o capacete refletia o espírito de Las Vegas: uma roleta. 

O que não sabíamos era que tinha apostado com a sua vida. E perdeu. 

E depois, lembrei-me do que fazia nessa noite, depois do acidente. A angustia. Passar a madrugada, à frente do meu computador, a fazer “refresh” para saber algo sobre a sua condição, especialmente no Twitter - ele tinha conta, a propósito, e tinha deixado uma mensagem minutos antes de entrar no cockpit pela última vez - e aos poucos, aprendia que no automobilismo, há uma máxima do jornalismo que deve ser dita ao contrário: “in motorsport, no news is bad news”. Porque quando se trata do pior, há prioridades. E quando se trata de falar as palavras mais difíceis do automobilismo, aquelas que ficarão na história, tem de ser bem cuidadoso, bem direto, sem artifícios. 

Decidi, neste dia, que isto merecia um artigo no meu mais novo brinquedo, o Substack. Não pensava que iria ser tão longo e exaustivo, porque ainda por cima, tinha escrito outro artigo neste dias. Podia ter dividido em dois, mas com tanto trabalho, pensava que iria despachar em um. É longo, mas está rico em detalhes, como todos merecem. Mas tinha de ser: queria que fosse completo. Afinal de contas, tinha a ver com as circunstancias do acidente mortal de Dan Wheldon, faz precisamente 15 anos.

E ele merece isso. Após este tempo todo, o "Lionheart" ainda faz falta.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Noticias: Las Vegas renovado até 2037


A Liberty Media anunciou esta quinta-feira que renovou com a pista de Las Vegas até 2037, após a assinatura de uma extensão contratual de uma década com as autoridades locais. A corrida, que está no calendário desde 2023, conseguiu algo que procurava desde há algum tempo, que era de um compromisso de longo prazo para afirmar a corrida como um dos seus eventos de referência.

O acordo foi firmado entre as autoridades do Condado de Clark, onde se situa a cidade de Las Vegas, e a Las Vegas Convention and Visitors Authority (LVCVA), garantindo a continuidade da prova até á temporada de 2037. 

“Estamos entusiasmados por a Fórmula 1 continuar a correr em Las Vegas durante muitos anos. Desde a sua estreia em 2023, o evento tem sido extraordinário, estabelecendo-se rapidamente como um destino de excelência para corridas de grande nível, entretenimento de classe mundial, líderes empresariais globais, celebridades e influenciadores. Teve um impacto forte e duradouro na economia local e na comunidade.", começou por afirmar Stefano Domenicalli, CEO da formula 1. 

"Sempre acreditámos que Las Vegas se tornaria um pilar da nossa presença nos Estados Unidos, e esta extensão, juntamente com o sucesso dos últimos anos, reforça o nosso compromisso a longo prazo com este mercado importante. Gostaria de agradecer ao Grande Prémio de Las Vegas, ao Condado de Clark e à LVCVA pelo seu apoio contínuo, paixão e visão. O futuro é extremamente entusiasmante e esperamos levar este evento a patamares ainda mais elevados.”, concluiu.

Do outro lado, Steve Hill, Presidente e CEO da LVCVA, declarou, no comunicado oficial da marca, que o evento se tornou numa referência e espera que a parceria continue a ser dinâmica para a próxima década.

“Alargar a nossa parceria com a Fórmula 1 para a próxima década é um momento marcante tanto para Las Vegas como para o Grande Prémio. Em apenas três anos, a corrida tornou-se um evento global de referência, colocando Las Vegas no centro da cultura, competição e entretenimento durante a semana da corrida. À medida que os olhares do mundo se voltam para Las Vegas, o evento continua a reforçar a nossa evolução como destino de excelência para desporto e entretenimento. Concebida para o espetáculo e preparada para acolher os maiores momentos do mundo, Las Vegas orgulha-se de continuar esta parceria dinâmica com a Fórmula 1 na próxima década e além.” declarou.

De acordo com dados oficiais, em 2025, a corrida gerou 43 milhões de dólares em receitas fiscais estaduais e locais, dos quais 15 milhões foram destinados a iniciativas educativas. No total, o impacto económico acumulado do Grande Prémio na região do sul do Nevada foi estimado em 3,2 mil milhões de dólares.

O GP de Las Vegas acontecerá no próximo dia 21 de novembro, e será uma das duas corridas que acontecerá num sábado à noite.  

domingo, 23 de novembro de 2025

Formula 1: McLaren desclassificadas de Las Vegas


Os McLaren de Lando Norris e Oscar Piastri foram desclassificados esta manhã dos seus lugares do GP de Las Vegas depois da FIA ter anunciado a descoberta de excesso de desgaste nos seus assoalhos. O delegado da FIA Jo Bauer afirmou que ambos os carros tinham um desgaste abaixo dos 9 milímetros regulamentares, causando a sua desclassificação. 

No comunicado oficial da FIA, lê-se:

“Os Comissários ouviram o Chefe de Equipa, o Diretor Desportivo e o Diretor Técnico da Equipa McLaren Formula 1, o Diretor de Monolugares da FIA, o Diretor Técnico de Monolugares da FIA e o Delegado Técnico da FIA.

As proteções traseiras do carro 81 [Oscar Piastri] foram medidas e verificou-se que estavam abaixo da espessura mínima de 9 mm especificada no Artigo 3.5.9 do Regulamento Técnico. As medidas relevantes foram: Lado Direito Dianteiro 8,88 mm, Lado Direito Traseiro 8,93 mm. O instrumento de medição foi um micrómetro Mitutoyo adquirido em maio de 2025 e, de acordo com as especificações do fabricante, preciso dentro de 0,001 mm.

As proteções traseiras foram novamente medidas na presença dos Comissários e dos três representantes da McLaren, e estas medições confirmaram que as proteções não estavam em conformidade com o regulamento. As medidas relevantes foram ainda menores do que as medidas originalmente pelo Delegado Técnico. Consequentemente, os Comissários determinam que ocorreu uma violação do Regulamento Técnico.", começa por afirmar o comunicado.

"A Equipa [McLaren] argumentou que existiam circunstâncias atenuantes, dado que houve oscilações adicionais e inesperadas na pista neste evento, oportunidade limitada para testes devido ao clima no primeiro dia e sessões de treino reduzidas. Além disso, a Equipa alegou que a gravidade da infração foi inferior às infrações anteriores a este regulamento em 2025.

A FIA argumentou que, infelizmente, não havia qualquer previsão nos regulamentos ou em precedentes para qualquer penalização para além da penalização habitual [ou seja, desclassificação]. A FIA observou que mantinha firmemente a opinião de que a infração foi não intencional e que não houve qualquer tentativa deliberada de contornar os regulamentos.", continuou.

"Os Comissários observaram também as várias decisões do Tribunal Internacional de Recurso da FIA que limitam a possibilidade de evitar a desqualificação por infrações técnicas. Não obstante a alegação da Equipa de que houve danos potencialmente acidentais que podem ter levado ao movimento do fundo, que poderiam ter causado um desgaste adicional, os Comissários não consideram que tal seja suficiente para atenuar a penalização. Os comissários determinaram que o artigo 3.5.9 do Regulamento Técnico da FIA para a Fórmula 1 foi violado e, portanto, deve ser aplicada a penalização padrão de desclassificação para tal infração”, concluiu.

Aparentemente, a desclassificação aconteceu por causa dos "skid blocks", feitos de titânio. Aplicados às pranchas na zona onde os pontos de medição se encontram para proteger a prancha, são eles que provocam as faíscas no fundo do carro quando este raspa contra o asfalto. São também um sinal visual claro que, quando um carro está mais perto do solo, a criação de faíscas é, evidentemente, maior.

Aparentemente, a McLaren poderá ter avaliado mal o desgaste desses "skid blocks" ao longo do fim de semana. Com três sessões de treinos pouco representativas, a equipa pode ter julgado mal o desgaste e comprometido os resultados deste fim de semana.


A McLaren acatou a decisão e pediu desculpa aos pilotos pelo sucedido.

"Pedimos desculpa a Lando e Oscar pela perda de pontos hoje, num momento crucial na sua luta pelo campeonato, após duas grandes exibições durante todo o fim de semana. Como equipa, pedimos também desculpa aos nossos parceiros e adeptos, cujo apoio significa muito para nós. Embora este resultado seja extremamente decepcionante, continuamos totalmente focados nas duas últimas corridas da temporada”, afirmou a equipa de Woking no seu comunicado oficial.

E os seus pilotos não esconderam a sua frustração: "É frustrante perder tantos pontos. Como equipa, estamos sempre à procura do máximo desempenho possível e, claramente, não conseguimos encontrar esse equilíbrio hoje. Nada do que eu possa fazer vai mudar isso agora. Em vez disso, todo o meu foco se vira para o Qatar, onde procuraremos o melhor desempenho possível em todas as sessões.”, disse Lando Norris. 

Apesar de tudo, o piloto britânico continua a liderar o campeonato com 390 pontos, seguido por Max Verstappen e Oscar Piastri, ambos com 366. São 24 pontos de diferença, a duas corridas do final do campeonato.  

Formula 1 2025 - Ronda 22, Las Vegas (Corrida)


A temporada aproxima-se do final, e o campeonato, de uma maneira ou outra, terá de ser decidido agora. Ainda não está no ponto onde a disputa será decidida entre os pilotos da McLaren, mas com Lando Norris em melhor forma que Oscar Piastti, parece que o britânico irá levar a melhor. Mas Max Verstappen não baixou os braços - aliás, vem de uma sequência de sete pódios seguidos - quer levar as coisas até à matemática, e se conseguir que o título seja decidido em Abu Dhabi, ao menos, poderá afirmar que se esforçou até ao limite.

Contudo, correr em Vegas, a cidade das luzes, do Pecado, do Jogo - se corressem por ali 70 anos antes, talvez teriam visto ao longe e ao vivo a explosão das bombas atómicas a iluminar a noite... - por estes dias, talvez não seja o ideal. É verdade que é uma aposta forte da Liberty Media, mas uma corrida estas em novembro, à noite, com temperaturas perto do zero, onde os pilotos se queixam da falta de aderência, ou é por puro masoquismo, ou ali estão na data ou no tempo errado. E da maneira como estão as coisas, passada a novidade, Vegas poderá arriscar a ter o mesmo destino quando apareceram pela primeira vez, há quase 45 anos. 

A noite se pôs, com nuvens no céu, e o frio de novembro a fazer doer os ossos a aqueles corajosos que assistiam nas bancadas. Antes da corrida, os pilotos da frente decidiram colocar pneus médios, muito provavelmente para trocar para duros pouco antes da metade da corrida. 


A partida começa com um Norris muito agressivo, para intimidar Max Verstappen, mas na travagem, ele exagerou e o neerlandês da Red Bull aproveitou para passar. Ambos ainda tocaram nos pneus um do outro, mas Max levou a melhor. Norris até iria perder o segundo posto para George Russell. Atrás, mais confusão: Gabriel Bortoleto acelerou para tentar passar algumas posições, mas na curva, toca em Lance Stroll, e a sua corrida acaba ali. Ainda levou o carro às boxes, mas o dano era grande demais para continuar. Stroll acabou por abandonar pouco depois.

Atrás, alguns pilotos arrancaram, quase imperceptivelmente, tentando enganar o semáforo, como Andrea Kimi Antonelli, que acabou com cinco segundos de penalização.

Pouco depois, faíscas soltavam-se do carro de Liam Lawson, que acabou por abrandar, e deixar ser passado pelo pelotão. Danos no seu carro fizeram com que se arrastasse até às boxes, e regressar em último.

A partir daqui, aconteciam mais algumas ultrapassagens, com o de Leclerc a Piastri, para ser sexto - depois, o monegasco passaria o Racing Bulls de Isack Hadjar, para ser quinto - mas em termos de emoção, as coisas andavam morninhas.    

Na volta 14, Alex Albon tentava passar Lewis Hamilton, mas calculou mal e a sua frente tocou na traseira do Ferrari. Corrida estragada do anglo-tailandês da Williams, e os destroços foram notados. Eram grandes suficientes para na volta 16, o Safety Car Virtual acabar por ser acionado. Este acabou uma volta depois, com Piastri ao ataque, para passar Hadjar e ser sexto. A seguir, Russell foi para as boxes para colocar duros, voltando em sétimo, na frente de Hulkenberg. Max e Norris tinham uma diferença de quase três segundos entre eles, com Norris a aproximar-se. Hadjar foi trocar de pneus na volta 21, numa altura em que Hamilton já estava nos pontos, depois de passar Esteban Ocon para ser nono.

Piastri trocou de pneus na volta 22, caindo para décimo, uma volta antes de Lando Norris e Carlos Sainz Jr. Todos voltaram para a pista com duros, com Piastri a passar o piloto da Williams, para ser (então), nono. A vez de Leclerc foi na volta 25, metade da corrida, uma volta antes de Max, com ele com 21 segundos de vantagem sobre George Russell. Ele regressou, mantendo a liderança, com cerca de 1,1 segundos na frente do piloto da Mercedes. Nesta altura, apenas Esteban Ocon tinha médios, todos de duros. E gente como Nico Hulkenberg, que partira de duros, ainda não tinha ido às boxes e era quarto.  

Hamilton, um dos que largou com duros, parou na volta 30, regressando com duros e na décima posição. Hulkenberg foi na volta seguinte, regressando na pista em nono, com médios. E com isto, todos foram às boxes. Virtualmente, Kimi Antonelli, que ainda tinha de cumprir uma penalização, era quarto e só tinha parado na segunda volta. 

Na frente, Max tinha quatro segundos de vantagem sobre Russell, que era assediado por Norris. De uma certa forma, o britânico da Mercedes estava a dar uma chance de vitória ao neerlandês, porque o piloto da McLaren era o mais rápido naquele momento. Na volta 34, Norris tinha mais velocidade que Russell e passou para segundo no final da Las Vegas Boulevard.

Na volta 37, Alex Albon parou nas boxes pela última vez e acabaria a sua corrida. A sua quinta corrida fora dos pontos, numa parte final absolutamente horrível para ele.

Nessa altura, Piastri estava na traseira de Kimi Antonelli, com Leclerc não muito longe, e na primeira tentativa, perdeu tempo para o italiano e colocou Leclerc a pressioná-lo. E esta era o único motivo para ver a corrida, porque na frente, com cinco segundos entre Max e Norris, a dez voltas do fim, parecia que já tínhamos vencedor.

A parte final dera saber se Piastri iria passar Antonelli ou não. A ideia era de passá-lo, não para ficar com o quarto posto - ele tinha uma penalização - mas para poder atacar Russell para tentar o pódio. Sem conseguir isso, o seu companheiro de equipa iria conseguir o pódio e impedir Piastri.

Na última volta, Norris abrandou para poupar combustível, com Russell a aproximar-se, mas nada mudou: Max ganha, com Norris a Russell a acompanhá-lo. Antonelli, mesmo com a penalização, era quinto - aumentou o ritmo na parte final - e Leclerc era sexto. 

A tabela de pontos dos três primeiros, depois de Vegas: Norris - 408 pontos, Piastri - 376, Max - 366.


Com três a lutarem pelo título a duas corridas do final da temporada, há um motivo bem válido para seguir estas corridas com muita atenção. E Las Vegas... fez a sua parte. Vai ser um final quentinho. Ainda por cima, com mais uma corrida Sprint, em Losail, para baralhar as contas. Como a Liberty Media tanto gosta.        

sábado, 22 de novembro de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 22, Las Vegas (Qualificação)


A temporada está a chegar ao fim, e o frio já chegou apo hemisfério norte. Mas nos bastidores, a temporada aquece, e está a aquecer mais, por causa da McLaren e de Max Verstappen. Se Lando Norris aparenta passar tranquilidade, especialmente depois dos resultados modestos de Oscar Piastri em Interlagos, e de Max, que ficou pior que eles, as atenções por estes dias foram para a Ferrari, que no Brasil ficaram com um DNF duplo, suficiente para John Elkann, o presidente da Ferrari, abrir a boca e desencadear uma tempestade, comparando a Formula 1 com o que conseguiram na Endurance, onde ganharam o campeonato e as 24 Horas de Le Mans. 

Os pilotos acusaram o toque - recorde-se, Lewis Hamilton poderá arriscar a não conseguir qualquer pódio em 2025, que seria inédito na sua carreira - e Charles Leclerc também não ficou contente com o que disse Elkann, mas não afirmou nas redes sociais. Eel quer ganhar o título na Scuderia, e esforça-se para isso, mas deve ter achado que a sua presença, por melhores intenções que tivesse - sempre disse que a critica era construtiva - foi mais prejudicial que benéfica. 

Claro que agora, neste final de semana, eles quererão mostrar alguma coisa, mas neste momento, são quartos nos Construtrores, quatro pontos atrás de uma Red Bull que é um autêntico "one-man" show: todos os pontos, menos 19, foram obtidos pelo Max Verstappen.

Las Vegas andou neste fim de semana com alguns problemas recorrentes ameaças de chuva, tampas de esgoto a saltar - mas aparentemente, estes estão resolvidos. Mas o mal-estar mantêm-se sobre a pista: quase ninguém está nas bancadas - com o preço dos bilhetes, aguentam-se para a corrida - e claro, alguns perguntam se vale a pena. Acho, pessoalmente, que mudar a hora do dia e a altura do ano, não seria uma má ideia. Quem aguenta estar lá fora, com menos de 10ºC, para ver carros a passar? 


Com o cair da noite, e as luzes de neon a serem vistas em todo o seu esplendor - tanta luz impede de ver as estrelas - chegava a hora da qualificação. E o treino livre dava alguns avisos: a demora em aquecer os pneus, combinado com a sujidade da pista, dava em algumas escorregadelas no asfalto e travagens no limite. E para melhorar as coisas, há hora em que as luzes verdes se acenderam... tinha chovido. Se os pilotos tinham dificuldades no seco... imaginem no molhado? 

A realidade é que os pilotos meteram os pneus azuis, de chuva intensa, que de certa forma... são inúteis. Mas lá tinha de ser. A temperatura do asfalto também estava baixa - menos de 13ºC - e isso pouco ou nada iria ajudar. Oscar Piastri meteu esses pneus, como os Aston Martin de Fernando Alonso e Lance Stroll. Os outros pensaram melhor e usaram os intermédios, mesmo com a temperatura baixa. Independentemente do resultado, era o mesmo: a aderência era muito baixa, e marcar um tempo era uma vitória. 

Os primeiros tempos foram na casa dos 2:04, mais lentos que Formula 4... em seco, mas depois, caiu para abaixo dos dois minutos, e com a pista a melhorar, os protagonistas começaram a aparecer. A cinco minutos do final, o melhor era Carlos Sainz Jr, com 1.55,659, numa altura em que a chuva diminuía. Pouco depois, Max Verstappen melhora, mas nos momentos finais, na pressa de marcarem tempos, alguns pilotos erram. Ollie Bearman erra, mas pior aconteceu a Alex Albon, que bateu no muro no último instante, causando a interrupção da qualificação.

No final, Albon fez companhia a Kimi Antonelli, Gabriel Bortoleto... o Ferrari de Lewis Hamilton e o segundo Red Bull de Yuki Tsunoda. 

Com a chuva a passar e com os estragos a serem reparados, a Q2 começou um pouco mais tarde, com os pilotos a regressarem à pista com os intermédios calçados. Passaram mais alguns minutos até ser marcado o primeiro tempo, por Lando Norris (1.50,302), antes de George Russell e Lance Stroll, que conseguiu um tempo melhor. 

Com o passar dos minutos, o asfalto melhorava, e os tempos baixavam rapidamente. Ao ponto de, na fase final, já andavam na casa dos 1.50 minutos, depois de Max ter feito o melhor tempo, antes de ser desalojado pelo Williams de Sainz Jr. Na parte final, George Russell conseguiu 1.50,903, na frente de Isack Hadjar, a 135 centésimos, e de Carlos Sainz Jr, a 209. Norris foi o quarto melhor, na frente de Max Verstappen.

Se eles levaram a melhor, quem ficou com a "fava" foi gente como o Sauber de Nico Hulkenberg, o Alpine de Franco Colapinto, o Aston Martin de Lance Stroll e os Haas de Ollie Bearman e Esteban Ocon. Em contraste, Liam Lawson, no seu Racing Bulls, conseguiu o sexto melhor tempo.


E agora, chegamos à Q3.

O asfalto demorava a secar, logo, os pilotos regressaram à pista com os mesmos intermédios. Os primeiros tempos começaram com Charles Leclerc, e depois com Isack Hadjar, mas cedo surgiram os dos costume. Primeiro, Oscar Piastri, com 1.49,136, depois, Sainz, a 120 centésimos, antes de Max meter o carro entre eles. Leclerc tentou marcar um tempo na sua segunda passagem, mas cometeu um erro e perdeu tempo.

A dois minutos do fim, era esta a situação. Depois, Norris aplicou-se e fez 1.48,384, ficando com a pole provisória, aproveitando bem as linhas no asfalto que começavam a ficar definidas. Max melhorava o seu tempo, mas era incapaz de apanhar os McLaren, e no momento final, Carlos Sainz Jr saca 1.48,296 e era o poleman provisório, no seu Williams. Max melhora logo a seguir - 1.48,257 - mas os McLaren ainda estavam na pista, a marcar um tempo. No final, Piastri não conseguiu mais que o quinto tempo, mas Norris... sim, Norris! conseguiu 1.47,934 e ficou com a pole.


No final, os pilotos queixaram-se do asfalto de manteiga, apesar de terem sobrevivido a aquela hora de qualificação. Max, pelo menos estava queixoso, apesar de ser fã de andar na chuva. 

“Estava muito, muito escorregadio lá fora. Já é escorregadio no seco e no molhado não é nada divertido. Gosto de pilotar à chuva. Isto parecia mais pilotar no gelo. Demorou muito tempo até os pneus começarem a funcionar. Sinto que fomos mais competitivos com o pneu extremo, mas a pista estava a melhorar, por isso tivemos de passar para o intermédio. Tivemos dificuldades em conseguir qualquer tipo de aderência.", começou por afirmar, antes de dizer estar esperançado para domingo:

"Estou entusiasmado para amanhã. Espero que a parte interior da pista esteja boa em termos de aderência, mas vamos ver.”

Para isso, basta estarmos acordados mais uma vez, como aconteceu hoje. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Noticias: Tampa de esgoto afeta sessões de treinos em Las Vegas


O fim de semana de Las Vegas já começou, e claro, correr num circuito urbano tem os seus problemas. A sujidade na pista é o menor dos problemas, mas o mais sério foram as tampas de esgoto, que causaram problemas na segunda sessão de tempos livres. Não foi tão sério como em 2023, mas mesmo assim, foram mostradas bandeiras vermelhas. 

A segunda sessão de treinos livres do Grande Prémio de Las Vegas ficou marcada por duas bandeiras vermelhas, originadas por problemas com uma tampa de esgoto solta, que interromperam a ação e dificultaram a avaliação do verdadeiro potencial das equipas para o restante fim de semana.

A primeira interrupção surgiu quando foi reportada uma tampa de esgoto solta na zona do último setor, obrigando a uma paragem de 16 minutos e inspeção da pista pelas autoridades. A ação foi retomada pouco depois, mas uma segunda bandeira vermelha foi rapidamente mostrada, com os responsáveis a jogarem pelo seguro.

A FIA declarou então: “Alguns membros da equipa do race control permaneceram no local quando a sessão foi reiniciada. Relataram que a tampa do esgoto se estava a mexer à medida que os carros passavam por cima, o que levou ao encerramento da sessão com bandeira vermelha. Inspeções adicionais estão em curso.”


Claro, alguns pilotos já disserem de sua justiça em relação à pista. E não foi nada favorável, como desabafou Oliver Bearman, piloto britânico da Haas, que considera o circuito menos divertido onde andou, em comparação com Jeddah e Baku, por exemplo.

“Fiquei chocado com o baixo nível de aderência, foi uma sessão desafiante com chuva, tráfego e interrupções, mas aprendemos muito. É, claramente, o circuito citadino menos divertido onde já competi, pela combinação de pouca aderência e paredes próximas. O traçado em si tem carisma, mas não há muito mais de positivo a apontar.”, comentou.

Las Vegas, como se sabe, é uma grande aposta da Liberty Media, demora a convencer, junto de fãs e pilotos. Até agora, mostrou pouco gosto pelo desafio da pista, que por ser citadina, apresenta habitualmente baixos níveis de aderência, quer pela especificidade do asfalto, quer pelas baixas temperaturas que dificultam a chegada dos pneus à janela ideal. É verdade que querem fazer disto a pista ideal num cenário cheio de luzes como a Strip de Las Vegas, mas se calhar uma mudança de horários ou de altura do ano não seria uma má ideia, porque desta maneira, é preciso ter muita paciência para ver o investimento compensar.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Meteo: Las Vegas com alerta de ventos fortes


Esperava-se algo sobre o frio previsto no fim de semana de Las Vegas, mas desde a manhã desta quarta-feira que o condado de Clark, onde se situa a maior cidade do estado do Nevada, está sob altera de mau tempo, com chuva intensa, inundações e sobretudo, ventos fortes, com rajadas de 80 km/hora.

O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu hoje um aviso de vento forte para a região, incluindo o condado de Clark, e as rajadas podem começar a impactar a partir da tarde de sexta-feira e continuando até a noite de sábado. Nesse alerta, destaca-se que esses ventos fortes têm o potencial de derrubar ramos de árvores e em consequência, causar cortes de energia.

Além disso, a condução de veículos, especialmente os de grande porte, poderá ser complicado. Para a Fórmula 1, essa condição climática representa um desafio considerável, pois ventos fortes e rajadas podem afetar drasticamente a aerodinâmica e o equilíbrio dos carros, tornando a pilotagem extremamente complicada no circuito de rua parcialmente desenhado no Sunset Strip.

A programação do evento pode sofrer alterações devido ao clima. A qualificação está marcada para as 22 horas de sexta-feira, no horário local, e a corrida para as 22 horas de sábado, cinco da manhã no horário de Lisboa, ambos períodos em que se espera ventos fortes. Esta possibilidade adiciona uma camada de imprevisibilidade e tensão ao fim de semana de corrida em Las Vegas, antepenúltima prova do calendário, com todos os envolvidos monitorizando de perto as condições para tomar as decisões necessárias.

Mas apesar dos alertas, é muito provável que a corrida seguirá como planeado.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Meteo: O frio pode incomodar em Vegas


A única preocupação no fim de semana de Las Vegas irá ser... o frio. Para sexta e sábado, as temperaturas andarão entre os 8ºC e os 18ºC, com poucas chances de chuva. Se na sexta-feira, com céu nublado ao longo do dia, as temperaturas andarão entre os 8 e os 15 graus, com pouco vento e menos de 25 por cento de chances de chuva.

Para sábado, as temperaturas andarão um pouco mais altas, com menos nuvens no céu, e as temperaturas um pouco mais altas, na ordem dos 18ºC. Mas à noite, perto das 22 horas, altura do começo do Grande Prémio, a temperatura baixará para os 12ºC, que será mais complicado para aquecer os pneus.

Curiosamente, por estes dias, o que se prevê é chuva intensa...

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Noticias: Wolff avisa sobre calendário... que poderá aumentar


Com o calendário a bater recordes de longevidade - 24 corridas em 2024 - Toto Wolff, o diretor desportivo da Mercedes, começa a entrar no coro de queixas sobre o facto da Formula 1 ter um calendário demasiado grande, no qual os membros das equipas começam a queixar-se que está a ser custoso para eles. Gente como Christian Horner e Helmut Marko já se queixaram sobre o calendário, agora é Wolff que faz o mesmo, dando ênfase para Las Vegas, uma corrida que aconteceu à noite, mas na América, com um fuso horário bem diferente do habitual.    

“Está a ultrapassar o limite”, disse Wolff. “Os mecânicos que montam e desmontam s boxes voam em económica. Agora vê-se na cara das pessoas: já não é possível. Las Vegas foi brutal. Só se vê a luz do dia durante algumas horas, vai-se para a cama, não se sabe se se deve comer ou não. Depois acorda-se ao meio-dia, ou de manhã muito cedo, éramos todos diferentes. E o ritmo tira-nos tanto que dificilmente conseguimos recuperar.”

Só que há um pequeno problema: amanhã será mostrado o plano para que a África do Sul volte a ter Formula 1 a partir de 2026, e se nenhuma corrida cair no calendário, a Formula 1 poderá ter 25 corridas: um recorde. 

domingo, 24 de novembro de 2024

As imagens do dia





Bom... aconteceu. Foi um domingo de campeões. Max Verstappen viu nesta fim de semana de Las Vegas a sua chance, o primeiro "match point" da temporada, e aproveitou-o. Bastou ficar na frente de Lando Norris e coisas foram resolvidas, sem discussão. Curiosamente, o filho de Jos Verstappen conseguiu cruzar a meta no quinto lugar, na mesma cidade... e na mesma posição que Nelson Piquet (o pai da sua namorada Kelly) e Keke Rosberg alcançaram os seus títulos, em 1981 e 82. 

Este seu tetra consecutivo colocou-o em igualdade com Juan Manuel Fangio (1954-57), Sebastian Vettel (2010-13) e Lewis Hamilton (2017-20), apenas superado pelos cinco títulos seguidos de Michael Schumacher (2000-04). Mas se calhar, este deve ser o título mais custoso ao neerlandês, que se valeu do que tinha conseguido acumular no inicio da temporada. Um desafio que superou quando foi colocado em jogo. 

No final da corrida, questionado sobre se em algum momento, duvidou do título, ele falou que entre Zandvoort e Monza, chegou a duvidar que iria conseguir segurar em Lando Norris em ascendência na classificação. Mas no final, conseguiu controlar as coisas a aproveitar bem o avanço que conseguiu nas primeiras corridas, e a partir de Miami, as coisas começaram a dar a volta.

Curiosamente, foi em Miami que a Red Bull anunciou que Adrien Newey e a equipa de Milton Keynes tinham decidido seguir os seus caminhos. Não foi por causa disso que a Red Bull se afastou da luta pelo título de Construtores - isso são outros motivos... - mas é muito provável que estejamos a assistir ao principio de uma travessia do deserto por parte da equipa dos energéticos. Se forem wer a história da passagem de Newey por Williams e McLaren, elas acabam por viver uma travessia do deserto em termos de títulos depois da sua saída. E para piorar as coisas, ao longo da última primavera e verão, aconteceu uma debandada por parte dos principais elementos da equipa de Milton Keynes...

E já falei por aqui: para 2026, não se afigura nada de bom para eles. 

Em suma, o que interessa hoje é que, na noite americana, entre neons, "blackjack" e coristas, Max comemore o seu tetracampeonato. Bem o merece.  

--- XXX --- 

Horas antes de Max comemorar o seu título pela quarta vez, no Japão, o belga Thierry Neuville comemorou para a Hyundai o título que tanto merecia. E teve perto, muito perto de o perder. 

Explica-se: no primeiro dia do rali, na sexta-feira, teve um problema no Turbo que o impediu de atacar o lugar que queria para ser campeão. Acabou esse dia na 14ª posição, fora dos pontos. No sábado, recuperou até ao sétimo posto, mas foi no domingo de manhã, logo na primeira especial, que recebeu a noticia que tanto queria, quando o seu rival pelo título - e companheiro de equipa, o estónio Ott Tanak - se despistou e acabou por desistir. 

Para Neuville, mais do que este título ganho de forma merecida - todos os campeões do mundo merecem os títulos que ganhem, por muito que alguns afirmem o contrário - a altura para ganhar era agora. Aos 36 anos, e depois de mais de uma década a lutar por ela. A sua primeira chance foi em 2013, mas Sebastien Loeb não o deixou. Depois, houve mais chances, mas primeiro, Sebastien Ogier, e mais tarde, Ott Tanak e Kalle Rovanpera, tiraram as chances de ser campeão, mesmo depois de ter entrado na Hyundai.

2024 era a sua grande chance. Rovanpera, que está acima de tudo e todos, como acontecera com Loeb e Ogier, nas duas décadas que passaram, decidiu tirar um "time-off", fazendo uma temporada parcial, dando chance à concorrência. Tinha Tanak como rival, mas na Toyota, tinham Elfyn Evans e... Sebastien Ogier, que a meio da temporada, decidiu ajudar a sua equipa num "debacle" inesperado, mas na parte final, três desistências consecutivas estragaram tudo.

Aos 36 anos de idade, Neuville já merecia um campeonato. Pela sua longa carreira, pela sua dedicação à Hyundai, pelos seus feitos em ralis - especialmente em asfalto - o seu nome merece ser lembrado ao lado de lendas como Markku Alen, Bjorn Waldegaard, Hannu Mikkkola, Didier Auriol, Colin McRae, Petter Solberg ou Richard Burns, todos com um título no palmarés.

Agora é disfrutar, porque para o ano há mais... e claro, Kalle Rovanpera estará de volta a tempo inteiro. Monte Carlo 2025 é daqui a dois meses!

Formula 1 2024 - Ronda 22, Las Vegas (Corrida)


Las Vegas. Luzes, Jogo, um exército de Elvis em cada esquina, o sítio onde o resto da América vem expiar os seus pecados. Mas para o país que refinou o "show" para os níveis que conhecemos agora, não admirem se a Liberty Media aposte a sério nesta paragem. O circuito pode ser horrível, mas por causa dos neons, estão dispostos a largar do seu próprio bolso para poderem afirmar que fecham a Sunset Strip para ver carros velozes a passar. E Vegas no seu melhor. E é melhor que seja assim: 60 anos antes, outras luzes apareciam no horizonte, do tipo cogumelo atómico... 

Novidades antes da corrida: Franco Colapinto foi autorizado a participar, depois do seu acidente na Q2. Ele sofreu um impacto de 50G's, e para além disso, os mecânicos conseguiram reconstruir o seu carro. Contudo, apesar de ter conseguido um lugar no meio da grelha, irá largar das boxes, por causa de tudo o que passou: ele e o carro.  

Sol posto, noite fria, os pneus iriam representar uma componente importante. Afinal de contas, aquecê-los naquelas condições será importante para o desempenho dos pilotos na corrida. E claro, em termos de grelha, será também interessante saber até que ponto Max Verstappen continuará a conter Lando Norris na sua defesa da liderança, embora ele seja o primeiro a admitir que muito dificilmente, o título será seu neste final de semana na Cidade do Pecado.


Na partida, Russell aguentou bem e ficou com o comando da corrida, perante os ataques da concorrência. Gasly perdeu um posto, e Max conseguiu ficar na frente de Norris, o seu primeiro objetivo da noite. A partir dali, Hamilton começou a encetar a sua primeira recuperação, tentando alcançar o lugar mais alto possível antes das primeiras trocas de pneus, que aconteceriam a seguir - todos estavam a largar com médios. Atrás, os comissários da FIA descobriram que Oscar Piastri tinha largado do lugar errado e iriam penalizá-lo em cinco segundos quando ele fosse às boxes para trocar de pneus. 

Nas primeiras voltas, Leclerc parecia ser segundo, apesar de ter atacado Russell para conseguir a liderança, mas em pouco tempo, perdeu esse lugar para Sainz Jr... e Max. Hamilton continuava a sua recuperação, e sabia que tinha de ficar um pouco mais na pista para aproveitar a ocasião.   

A partir da volta 11 os pilotos foram às boxes, trocar médios para duros, com Sainz Jr e Leclerc a fazerem isso na volta 12, e Max logo a seguir. Na volta 15, quase todos tinham trocado de pneumáticos, com a grande exceção a ser Checo Pérez, que com isso, era segundo, na frente de Max. Mas claro, era sol de pouca dura. 


Na volta seguinte, a primeira desistência do dia, com Pierre Gasly, cujo motor tinha rebentado. Com o terceiro posto da grelha na véspera, a chance de um bom resultado tinha ido pelo cano abaixo. Por essa altura, Hamilton aproximava-se de Leclerc, e desejava o seu lugar.  

Na volta 30, mais paragens nas boxes, para colocarem duros. Max e Leclerc foram às boxes nessa altura, e Russell, o líder, na 32ª passagem pela meta. Max aguentava-se, apesar de ter sido passado nessa altura por Hamilton, quando lutaram por um lugar no pódio. Ou seja, os médios aguentaram... metade da corrida. Só para verem a dificuldade de aqueceram na noite de Nevada. Atrás, Norris é sexto, na frente de Piastri. Pelo menos, em termos de Construtores, tudo corre bem para a McLaren.

Na frente, os Mercedes afastam-se de Max Verstappen, que está a ver os Ferrari aproximarem-se, com Sainz Jr na frente de Leclerc. A dez voltas do final, virtualmente, Max era campeão do mundo, mas os carros de Maranello começavam a ameaçar nos seus espelhos. O espanhol passou-o na volta 42, e Max defendeu-se o mais que pode de Leclerc, até que o monegasco o passou na volta 47. Com o quinto posto, Max era o campeão na mesma. 

Mas na frente, os Mercedes estavam inalcançáveis. Russell era o melhor, e Hamilton, apesar de ter tentado, não conseguira apanhá-lo. Claro, há quem pergunte o que teria feito o veterano Hamilton se não tivesse cometido o erro da qualificação. E na meta, a Mercedes comemorava a sua dobradinha, Sainz o seu pódio, e Max, o seu campeonato. Curiosamente... no mesmo local e na mesma posição onde Nelson Piquet e Keke Rosberg alcançaram os seus primeiros títulos.


E foi assim a noite fria em Las Vegas.     

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

O erro da Red Bull


A Red Bull está numa corrida contra o tempo neste final de semana em Las Vegas. Por uma razão forte. É que erraram na asa traseira e com a configuração em que está, eles perdem em média... seis décimos de segundo. Foi por isso que acabaram na traseira do pelotão nestes treinos livres de sexta-feira. 

A equipa de Milton Keynes trouxe para a corrida americana uma asa traseira de baixo arrasto, muito prejudicial numa pista destas, e mesmo que tragam uma para sábado, não poderá chegar a tempo para a qualificação. Acabaram por remover o "Gurney flap", um dispositivo que ajuda na "downforce" do carro, mas foi insuficientes. 

Helmut Marko tem consciência dos obstáculos, mas também aponta que a degradação dos pneus poderá não ajudar muito na performance dos carros neste fim de semana. Contudo, ele espera melhorias, apontando que a Red Bull recupera frequentemente após sessões de treinos difíceis como este:

“Não temos outra asa traseira, uma asa traseira mais pequena, como vemos nos nossos concorrentes. Seria mais útil, de certeza” começou por afirmar Marko. “Nas voltas de qualificação não saímos com pneus macios, e os stints longos foram apenas parcialmente bons. Algumas voltas foram competitivas, mas depois os pneus traseiros estavam a desaparecer. Houve momentos de velocidade. Só precisamos de ganhar consistência. Precisamos de mais equilíbrio”, continuou.

“Numa única volta podemos melhorar. Mas, nos stints longos, o desgaste dos pneus é um problema neste momento. Amanhã é um dia diferente. Talvez tenhamos visto isso muitas vezes. As pessoas são as mais rápidas na sexta ou na quinta-feira, mas isso não significa que sejam rápidas na corrida… Vamos, de certeza, dar um passo razoável.”, concluiu.

É, então, esperar para ver se isto é algo do momento ou acontecerá ao longo do fim de semana. 

Noticias: Diretores de equipa estranham troca de diretor a três corridas do fim


A chegada de Rui Marques ao cargo de diretor de corrida da Formula 1, apesar de ter - por agora - para as corridas finais da temporada, foi encarada pelos diretores de equipa como... uma cautela. Algo relutantemente, afirmam que isso é algo do departamento da FIA e do seu presidente.. Mohamed ben Sulayem, mas consideram que a situação é algo ingrata para o português, que será o quarto diretor de corrida da competição desde 2019. 

Questionado em Las Vegas, na conferência de imprensa coletiva que acontece entes de cada corrida, Fred Vasseur, o diretor de equipa da Ferrari, afirmou que esta mudança é estranha, por acontecer no final do campeonato.   

“Não sei se a pergunta era sobre o Diretor de Corrida ou o que quer que seja, mas, sem dúvida, a dinâmica desta decisão é um tema um pouco estranho para mim, porque agora que estamos no final do campeonato, são provavelmente as três corridas mais difíceis de gerir. Vegas, se nos lembrarmos do ano passado, Qatar e Abu Dhabi, a última do campeonato. O momento é estranho para isto, para mim. Mas não estou a par da discussão com a FIA, o que significa que não quero tomar qualquer posição sobre o assunto, mas a dinâmica é estranha”.

Oliver Oakes, da Alpine, também teceu comentários sobre a troca de diretor de corrida:

“A única coisa que eu diria é que não é fácil para alguém como o Rui estar nesta situação a três corridas do fim. Penso que, tal como estes rapazes [Vasseur e Wolff] referiram, é uma tarefa importante, tendo em conta a luta pelo campeonato que está a decorrer. Conheço-o dos tempos das categorias júnior, obviamente. Acho que é um pouco diferente quando se está no centro das atenções da Formula 1, mas acho que ele está obviamente bem preparado. Acho que ele tem de lidar com as críticas destes dois também, mas acho que ele vai sair-se bem. Penso que, no final do dia, se lhe deram a oportunidade, é porque toda a gente pensa que ele está pronto para assumir essa posição”, comentou.

Noticias: GM a caminho da Formula 1


A General Motors (GM) está a negociar com a entrada na Formula 1, o mais tardar, em 2026. De acordo com as noticias saídas hoje no meio especializado, a ideia seria ficar com os bens da Andretti e entrar como equipa independente, enquanto constrói as suas próprias unidades de potência para poder competir, o mais tardar, em 2028 com os seus próprios motores. Esse foi o compromisso entre os proprietários das equipas para que aceitassem a 11ª equipa no pelotão da Formula 1.

Dan Towriss, o CEO do Group 1001, que ficou no lugar de Michael Andretti, tem sido fundamental para o avanço das conversações e está presente no Grande Prémio de Las Vegas para promover as negociações com a FOM e a Liberty Media. E os proprietários das equipas já deram o "sinal verde" para a operação. 

“Se uma equipa pode contribuir para o campeonato, especialmente se a GM decidir entrar como proprietária de uma equipa, isso é uma história diferente. Desde que seja criativo e aumente a popularidade e as receitas do desporto, nenhuma equipa se oporá”, disse Toto Wolff, em Las Vegas.

Caso seja aprovado, há obstáculos para superar. O primeiro é ter de encontrar e fechar contrato com um fornecedor de motores para as épocas de 2026 e 2027 e navegar na logística da preparação de um carro competitivo num prazo apertado. É por isso que se fala da GM ficar com a infraestrutura do projeto de Formula 1 da Andretti, que está em Silverstone, já realizou testes em túnel de vento e contratou pessoal experiente, incluindo o veterano Pat Symonds.

Isto será ótimo para atrair o interesse americano na Formula 1. A Liberty está a ajudar muito nisso, desde os três Grandes Prémios em solo americano, que ajudou a ter uma base de fãs incomparavelmente maior e claro, um interesse crescente, ajudado pela série "Drive to Survive", da Netflix, bem como os shows que cada corrida proporciona, especialmente quando toca solo americano.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

As primeiras contas para o "tetra" de Max Verstappen


A três corridas para o fim e com mais uma "sprint race", num total de 147 pontos em disputa, os 62 pontos de diferença para Lando Norris, neste momento, Max Verstappen tem uma chance - muito pequena, é um facto - mas começa a ter o seu primeiro "match point" para resolver as contas do título de 2024. já em Las Vegas. 

Para que acontecesse, tinha de haver uma "debacle" por parte de Ferrari e McLaren, bem como Sérgio Pérez voltar a ter a forma que teve no inicio da temporada, conseguindo um pódio e ficando na frente dos pilotos, quer da McLaren, quer da Ferrari, no fim de semana americano. Se Lando Norris for nono, por exemplo, Max será campeão na madrugada deste domingo na "Sin City", independentemente da posição. 

Caso contrário, se Norris acabar como vencedor em Vegas, com Max em terceiro, por exemplo, perderia apenas 10 pontos, ficando com 53 quando correr no Qatar (onde acontecerá a última "sprint race" da temporada), logo, basta ganhar essa "sprint race e nenhum dos seus rivais ficar acima do quarto lugar para ele ser campeão ainda antes dessa corrida qatari. Mesmo que perca - mera suposição, obviamente - um ou dois pontos nessa "sprint race", basta Max ganhar e Norris ficar em segundo para ele ser já campeão em Losail, porque seriam sete pontos de diferença, e se ficar com 51 e ganhar mais sete, seriam 58, logo, ficaria fora do alcance da concorrência.

Mas são contas complicadas, e essa possibilidade de vitória já em Vegas é se acontecer uma catástrofe na McLaren e na Ferrari. Muito provavelmente, as coisas se decidirão em Abu Dhabi, a 8 de dezembro. 

Mas também, depois desta corrida, as contas voltarão a ser feitas, e aí haverá mais certezas.   

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Meteo: Baixas temperaturas serão um problema em Vegas


O fim de semana do GP de Las Vegas, neste (quase) Natal, é marcado pelo frio que há à noite no deserto do Nevada, onde se situa a cidade. E se não há chances de chuva, e o vento é baixo, essa é a maior preocupação.   

A localização no deserto e a data de novembro significam que as temperaturas do ar e da pista na capital do jogo na América rondarão os 10° Celsius, afetando significativamente o aquecimento e a aderência dos pneus. Por causa disso, a Pirelli irá trazer para a corrida americana os seus compostos de pneus mais macios (C3-C5), com os desafios do aquecimento a tornarem a gestão e a estratégia dos pneus fundamentais na noite da prova - que, recorde-se, será ao sábado, às 22 horas locais.

Para sexta-feira, data da qualificação, apesar do céu limpo, no inicio da noite, a temperatura no ar será de 12 graus, que baixará para os 11 à medida que a noite avança. No sábado, estará mais quente, por volta dos 15 graus, condições semelhantes aos da corrida do ano anterior. 

sábado, 16 de novembro de 2024

A imagem do dia





"O que posso dizer é que novidades e mudanças estão a chegar, e o meu total apoio vai para o meu filho por todas as decisões e escolhas que ele fez durante este período". 

Isto foi o que Mário Andretti afirmou nesta semana, numa entrevista à "Gazzetta dello Sport". Ele não quis falar muito sobre o assunto, porque saberia de algo mais.

E esse algo mais poderá raiar o escândalo. Do género... FBI a querer ter uma conversinha com os donos das equipas, como Christian Horner ou Toto Wolff. Segundo contou na sexta-feira a publicação germânica F1-Insider, o FBI teve acesso a um grupo de Whatsapp onde Wolff, Horner e Lawrence Stroll, entre outros, pressionaram Stefano Domenicali a não aceitar a Andretti, o que pode ser considerado como para lá da legalidade. E no próximo final de semana, o FBI irá interrogar diversas personalidades em nome do Congresso e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América.

Aliás, as coisas começaram nesta semana com a demissão de Greg Maffei, com efeito imediato. Todos consideraram a noticia "inesperada", mas foi logo depois de Andretti ter feito estas declarações. E a publicação fala ainda que existem pressões no mesmo sentido para Stefano Domenicalli, por ter aceite as ordens da Liberty Media. Mas quem conhece a história, sabe que foi em Miami que Maffei foi ter com Mário Andretti e disse que enquanto tivesse aquela posição na Liberty Media, a equipa não entraria na Formula 1.

Como o Congresso e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América estão a investigar uma empresa americana, a Liberty, que fez cartel para impedir a entrada de outra empresa americana, a Andretti, muito provavelmente haverá pano para mangas, com consequências ainda não imaginadas. O desmantelamento da Liberty Media ou eles a serem obrigados a vender a FOM, são duas possibilidades - embora da segunda já veja quem a poderá comprar... 

E mesmo que haja gente com esperança que a nova administração mude tudo, quero afirmar que o líder da comissão de inquérito é um congressista do Ohio, Jim Jordan, que é republicano e trumpista. Logo, não creio que haja grande salvação no próximo presidente. 

Portanto, semana que vêm, poderemos ver gente com algemas no "paddock" a querer ter uma conversinha com algumas pessoas, do qual farão perguntas difíceis. E claro, os Andrettis estarão radiantes por ver certas coisas a acontecer. E isto, um ano depois do pessoal reclamar de coisas como o asfalto e das baixas temperaturas, porque a Liberty Media acha graça ver carros a correr na Strip, a meio da noite. "Never a dull moment, Vegas!"

terça-feira, 5 de março de 2024

Rumor do Dia: FIA dificultou homologação do circuito de Las Vegas


Como se um rumor não vem só... surgiu hoje outro envolvendo o presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem. Depois de ontem, o primeiro rumor ter a ver com a tentativa de alterar uma penalização a Fernando Alonso no GP da Arábia Saudita de 2023, desta vez tem a ver com o circuito de Las Vegas. Segundo conta hoje Andrew Benson, jornalista da BBC, que terá tido acesso ao relatório do Compliance Officer’ da FIA – que supervisiona e controla o cumprimento das normas éticas daquela entidade federativa – apresentados ao comité de ética, e descobriu que ele, alegadamente, deu instruções aos funcionários da FIA para não homologarem o circuito de Las Vegas para a sua corrida do ano passado.

À BBC, um porta-voz da FIA negou qualquer irregularidade na certificação do circuito de Las Vegas para a sua corrida no ano passado, na sequência destas acusações contra o presidente da FIA. Esse mesmo porta-voz afirmou que a aprovação do circuito cumpriu o protocolo em termos de inspeção e certificação, apesar de na altura, ter havido um atraso devido às obras de construção em curso. 

Curiosamente, o circuito de Las Vegas foi uma aposta pessoal da Liberty Media, que pagou a conta das obras feitas para fazer o "paddock" para acolher as equipas - ao todo, mais de 500 milhões de euros - logo, quer as receitas, quer as despesas, pertencem à competição. E claro, a ideia era de promover a competição nos Estados Unidos. 

Na sua primeira corrida, existiram problemas no primeiro dia de treinos livres quando uma das tampas de esgoto saiu do seu lugar na passagem do carro de Carlos Sainz Jr, que o destruiu. s tampas foram coladas com cimento, e eles aguentaram o resto do fim de semana.  

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: As comunicações de Las Vegas

Apesar dos receios iniciais, por causa de coisas como as tampas de esgoto mal coladas, a corrida de Las Vegas foi bem movimentada e teve emoção até quase à última curva, quando Charles Leclerc fez uma ultrapassagem a Sérgio Pérez para evitar uma dobradinha da Red Bull. 

Assim sendo, e pela penúltima vez nesta temporada, eis a coleção de radio onboards ao longo do fim de semana na Cidade do Jogo.  

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

As reclamações dos pilotos sobre Las Vegas


A corrida de Las Vegas apareceu e desapareceu, e apesar dos receios no inicio do final de semana, ela acabou com expectativas altas, melhor que o inicialmente esperado. A critica foi unânime nos elogios da corrida, e também no excesso de "lantejoulas". E os pilotos afirmam que, para ficar no calendário, querem algumas alterações, como os horários e até data do evento.

Charles Leclerc, por exemplo, achou que o horário do treino livre é demasiado tardio. “O que gostaria de ver mudado? Penso que o facto de estarmos a pilotar tão tarde. Percebo a razão, com o público na Europa. Não sei se é esse o objetivo ou porque é que corremos tão tarde, mas senti que estava um pouco no limite. E também no que diz respeito às temperaturas, foi muito, muito complicado; por isso, é definitivamente uma coisa que eu gostaria de mudar para o próximo ano. Por outro lado, como já disse, desde o início do fim de semana que gostei muito. Portanto, não há muito mais a mudar para além do horário”, afirmou o piloto da Ferrari, no final da corrida.

Outros pilotos falam que a aderência do asfalto é algo que deve ser corrigido. Gente como Fernando Alonso e Daniel Ricciardo dão como exemplo a pista da Jeddah, na Arábia Saudita, que tem uma aderência do qual eles gostam muito, e é também uma pista citadina. 

“Acho que a superfície é uma coisa que nós, pilotos, não gostamos muito”, disse o piloto da Alpha Tauri. “É difícil, obviamente, é uma pista de rua, são estradas públicas. Eles têm máquinas que poderiam usar para tornar o asfalto um pouco mais abrasivo. Na nossa lista de desejos, gostaríamos de ter um nível de aderência um pouco mais próximo da Arábia Saudita, porque isso é ótimo para um circuito de rua.”

Max Verstappen, que andou todo o fim de semana a criticar a corrida da capital do jogo, já estava mais brando, afirmando que o melhor seria mudar os horários, indo na mesma ideia de Leclerc, no final da corrida. E Sérgio Pérez até pediu que trocassem Abu Dhabi por Vegas, como local da última corrida do ano. 

"Mas acho que a outra coisa, que poderia ser revista para o próximo ano, talvez não seja possível, mas seria arranjar melhor forma de viajar para Abu Dhabi, porque neste momento é uma mudança tão grande que, especialmente no final da época, quando toda a gente já está um pouco cansada, acho que é um pouco demais. Por isso, talvez fosse ideal encontrar uma data diferente. Penso que as mudanças de fuso horário de 12 horas e os horários completamente diferentes para as corridas também são… Acho isso um pouco exagerado”, afirmou o neerlandês.

“Para mim, penso que foi uma excelente primeira prova, mas mudaria, como diz o Max, a… só de pensar que temos de ir agora para Abu Dhabi, provavelmente a maior distância que temos de percorrer durante todo o ano. Por isso, sim, provavelmente, fazer de Las Vegas a última corrida”, acrescentou o mexicano.

A temporada de Formula 1 encerra no próximo domingo em Abu Dhabi.