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sexta-feira, 23 de maio de 2025

Youtube Motorsport Vídeo: A história e carreira de Dan Wheldon

Agora que vêm aí o fim de semana das 500 Milhas de Indianápolis, o Josh Revell decidiu fazer um vídeo com cerca de 37 minutos sobre o vencedor da edição de 2005, e a história de um piloto britânico que tinha um coração de leão e no final, alcançou a glória na maior corrida da América, maior de Daytona, por exemplo. 

Essa personagem era Dan Wheldon. E a história dele, tenho de ser honesto, vale a pena ver, porque o Josh - acho eu - excedeu-se. Mas francamente, prefiro que sejam vocês a chegarem a essa conclusão. 

sábado, 11 de novembro de 2023

A(s) image(ns) do dia





Nesta segunda parte sobre a (má) relação entre automobilismo e Las Vegas, lembro hoje outra experiência que acabou mal. Esta foi na IndyCar.

Como já disse ontem, a CART correu em 1983 e 84 no Ceasar's Palace, no circuito que foi construído para a Formula 1. Contudo, apesar de também ser a corrida que encerrava o calendário - foi ali que Mário Andretti conseguiu o seu último título, e o primeiro pela Newman-Haas, em 1984 - a competição deixou de ir à cidade no final desse ano e o circuito foi demolido, estando agora no seu lugar alguns edifícios.

Apesar de uma passagem fugaz da ChampCar em 2007, somente em 2011 a IndyCar pensou na "cidade do pecado" para a sua competição. E como das outras vezes, seria a corrida final. E foi tudo feito para que fosse um grande espetáculo.     

Nesse ano, já havia na cidade uma "superspeedway", construída e usada pela NASCAR. Os organizadores fixaram um prémio bem chorudo, e tentaram atrair pilotos de outras categorias para irem lá correr. A ideia era trazer ex-pilotos de Formula 1, por exemplo, mas no final, só conseguiram um piloto: Dan Wheldon. Nesse ano, ele só tinha corrido numa prova, as 500 Milhas de Indianápolis... e ganhou. Numa das vitórias mais dadas da história do automobilismo quando J.R. Hildebrand bateu no muro na última curva da última volta da corrida. Ainda assim, acabou em segundo.

Wheldon regressou, atraído pelo dinheiro, e também porque tinha de se treinar para a temporada seguinte - ia correr pela Andretti - e os organizadores queriam que ele partisse de último, para tentar algo impossível: ganhar a corrida. Se conseguisse, ganharia metade do prémio. Parecia ser improvável, mas ele tentou. E até pintou um capacete especial para o evento, que tinha roleta e catas de poker. Tipicamente Las Vegas. 

Como sabem, acabou mal. Uma carambola na 12ª volta acabou com Wheldon catapultado contra as redes e acabou por sofrer um acidente mortal, aos 33 anos de idade, e meses depois do seu maior triunfo no automobilismo - que tinha ganho pela segunda ocasião. A corrida foi imediatamente  cancelada, e mais tarde, a IndyCar foi depois criticada pelo fato de eles terem corrido ali, numa pista onde um "big one" - uma enorme carambola - onde 15 carros foram envolvidos e terminou na morte do piloto britânico, era inevitável por causa da quantidade de carros que corriam juntos, separados por centímetros, a mais de 320 km/hora. 

Em suma, tinha tudo para acabar mal. Só não se sabia quando. 

Não acho que seja agoirento, e entendo a ideia de atrair gente - mais turismo - para uma das cidades mais visitadas da América e do mundo. E desejo toda a sorte do mundo para eles. Contudo, todas as experiências anteriores resultaram em fracasso. Portanto... é bom que façam as coisas muito bem feitas. Nem que seja para contrariar a má relação entre automobilismo e esta cidade. 

Caso contrário, a aposta sai pela culatra e isto será mais um (mau) episódio. E ainda por cima, já foram investidos algumas dezenas de milhões de dólares, por causa do paddock que foi construído de raiz.   

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Youtube Motorsport Video: Até à Volta Onze

Ontem, como viram, meti um video sobre o acidente mortal de Dan Wheldon, que aconteceu na corrida final da temporada de 2011 da IndyCar Series. O que não sabia era que a mesma pessoa que tem o canal de video do qual eu fui buscar o video de ontem - nascarman History - tinha feito outro video, num outro canal, com o seu próprio nome, Brock Beard, sobre as suas impressões acerca daquela corrida fatidica, com comentários que tinha feito e guardado, para agora, dez anos depois, publicar no Youtube.

A diferença entre um e outro é que, para um, é a contagem para o acidente. Ali, é mais especifico. Mas o resultado é o mesmo: uma corrida que deveria ser emocionante acabou tragicamente mal.  

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Youtube Motorsport Video: A Tempestade Perfeita

Este sábado passaram-se dez anos sobre o acidente mortal de Dan Wheldon na oval de Las Vegas, na corrida final da IndyCar daquele ano. Como sabem, aquela era a corrida onde estavam a dar a um piloto a chance de ganhar cinco milhões de dólares, se chegasse em primeiro lugar.

Este video mostra a história de um desafio, um CEO que tinha sido contratado para apimentar as coisas para uma competição que queria voltar a ser popular dpeois de treze anos em que esteve dividida em duas e deu tudo à NASCAR, quem chegou a pensar fortemente em entrar nela, e o "big one" que resultou na morte do vencedor das 500 Milhas de Indianápolis daquele ano.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Youtube Motorsport Tribute: Indy 500, 2011

Passam hoje quatro anos sobre o trágico desaparecimento de Dan Wheldon, vitima de uma carambola na oval de Las Vegas. O piloto inglês, então com 33 anos, tinha conseguido, meses antes da sua morte, talvez a vitória mais inesperada da história das 500 Milhas de Indianapolis, quando herdou o comando na última curva... da última volta.

E porque não recordar esse momento como melhor tributo ao piloto britânico?

sexta-feira, 22 de março de 2013

O tributo de St. Petersburg a Dan Wheldon

Este final de semana começa a temporada de 2013 da IndyCar Series, no circuito urbano de St. Petersburg. E nos dias em que se antecipam a nova temporada, começam a aparecer vários eventos, um deles a homenagem a Dan Wheldon, o bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis morto em 2011 e que vivia nesta cidade do estado da Florida. Na tarde desta quinta-feira, a IndyCar e a cidade de St. Petersburg, na Florida, decidiram homenageá-lo com o descerramento de um memorial ao piloto.

O monumento, com base em tijolo - para homenagear as duas vitórias do piloto nas 500 Milhas de Indianápolis, em 2005 e 2011 - foi revelado pelo "mayor" da cidade, Bill Foster, pela viúva e pelos filhos do piloto. Emocionada, Susie Wheldon agradeceu a homenagem da cidade: “Gostaria de agradecer ao suporte de todos nos últimos 17 meses. Vocês me levantaram e eu gostaria que soubessem o quão grata eu sou. Ontem eu e meus filhos viemos deixar nossas marcas e é ótimo dividir esses momentos com eles para que eu possa mostrar que grande piloto e campeão Dan foi."

Para além disso, foi também inaugurado um "Hall of Fame" dedicado a todos os vencedores de corridas na pista citadina desde 2005, sendo que o primeiro vencedor foi Dan Wheldon. Todos os outros pilotos presentes - Dario Franchitti, Helio Castro Neves, Graham Rahal, Will Power e Ryan Briscoe - apareceram para a inauguração do monumento.

Para Castro Neves, vencedor no ano passado, este foi uma ocasião especial: “Foi uma honra, no ano passado, ter parado aqui na curva do Dan Wheldon para comemorar a vitória e um dos fiscais apontar para a placa [com o nome do inglês] e dizer ‘por que você não escala lá?’. Para mim, foi especial, nunca vou esquecer aquele momento”, relembrou o brasileiro, vencedor por três vezes em St. Petersburg (2006, 2007 e 2012)

A IndyCar começará neste domingo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Para Dan Wheldon

Caro Dan:

O tempo voa, meu caro. Mal se pode acreditar que passou um ano desde que desapareceste, sem avisar, numa grande carambola do qual muitos dos pilotos no passado acabaram por desaparecer, de súbito, no meio de uma grande bola de fogo, ou debaixo de uma vedação qualquer, ou cortado ao meio por uma árvore que teve o azar de aparecer pelo caminho.

Ao olhar para as fotos daquele dia, e o teu objetivo para aquela corrida, via que era uma hipótese do qual irias arriscar e do qual estavas otimista para o alcançar. Mas a vida, como sabias de antemão, é uma roleta, e a hipótese de tudo acabar muito mal era real. Mas também sabias, por experiência própria, que tudo podia acabar em bem, como aconteceu uns meses antes, em Indianápolis, quando tu, com um carro que tinha sido feito para um "one-off", conseguiu aquela que foi provavelmente a mais inesperada das vitórias da história de Indianápolis, precisamente no ano do seu centenário.

E Dan... como merecias aquela vitória! Num ano sem um lugar para ti, e vendo a lenta decadência da tua mãe, aquela que te carregou durante nove meses e que te criou nos primeiros anos da tua vida, vítima de uma maldita doença com um nome estranho, esquecendo-te de quem tu eras, aquele dia, fruto do Acaso, caído do céu aos trambolhões, do qual nem um mau argumento de um filme de Hollywood faria melhor. Mas aconteceu, e merecias tanto como o J.R. Hildebrand, que teve naquele momento todo o azar do mundo, no pior momento possivel.

Nós, os adeptos, dizemos sempre que não merecias aquilo que te aconteceu em Vegas. Mas também muitos lamentaram o facto de não teres tido um lugar decente em 2011, depois de uma temporada de 2010 desapontante. Parecia que não havia lugar para ti, mas provaste em Indianápolis que estavam todos errados. E parecia que as coisas estavam a correr bem para ti, pois em 2012 irias correr na Andretti Autosport, no lugar da Danica Patrick. Parecia que a tua carreira iria renascer, e se ganhasses aquela imensa soma de dinheiro que estava reservada em Las Vegas, irias ser provavelmente o homem mais sortudo do automobilismo. 

Mas estava tudo desenhado para que isso não acontecesse. Como disse Graham Hill: "Se algum dia o pior me acontecer, então estou apenas a pagar o preço pela felicidade na vida". E como todos sabíamos, estavas num momento muito feliz, o teu sorriso e a tua atitude nesses dias antes de Vegas expressava isso mesmo.

No final, por tudo que fizeste, serás sempre um campeão. As pessoas, os teus amigos e os teus adversários, te lembrarão de ti dessa forma. Disso... e do teu sorriso Pepsodent, mas não importa. E quando olharem para o mais importante troféu de todos, em todos aqueles finais de maio, te recordarão do facto de teres sido o melhor do "brickyard" por duas vezes, e também que o carro que eles guiam foi aprimorado por ti. Esse deve ser, provavelmente, o teu melhor legado.

Vá em paz, Dan. Fizeste o teu melhor. Um dia, a gente vê-se por aí.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Francois Cevért e os mitos do automobilismo

Era uma vez um rapaz de olhos azuis. Apaixonou-se por um desporto perigoso e tornou-se bom naquilo que fazia. Aos poucos, tornou-se na esperança de uma nação inteira para que este conquistasse o título de campeão. Consciente disso, o melhor piloto de então, e também seu melhor amigo, decidiu ajudá-lo para que tivesse o mesmo sucesso do que ele. 

Quando achava que tinha feito todo o que tinha, decidiu reformar-se e entregar o volante para ele e concretizar o sonho de toda uma nação. Mas na sua última corrida, quando o mestre se prepara para abandonar, vê ao longe um fumo negro. Com medo, aproxima-se e vê o seu pior pesadelo, ao ver o seu discípulo favorito, morto no meio dos destroços do seu carro. Abandona a competição, desgostoso, com esse golpe profundo no coração, e vive o resto dos seus dias a pensar no que poderia ter sido se tivesse sobrevivido a aquele dia.

Quem me segue regularmente, sabe que falo frequentemente de Francois Cevért. Hoje deveria ter sido o seu 68º aniversário natalício, e nos últimos tempos tenho descoberto que cada vez mais e mais "petrolheads", cada vez mais novos, ficam fascinados com ele. Pessoas que não eram nascidas quando ele viveu, pessoas que provavelmente os seus pais ainda eram crianças quando o piloto francês correu e morreu, naquele 6 de outubro de 1973. De uma certa maneira, sempre achei que aqueles olhos azuis eram faiscantes, hipnóticos até, o seu físico atlético, a sua face e corpo de Adónis poderá ter ajudado um pouco no fascínio que as pessoas tinham por ele quer na altura, quer nos dias de hoje.

A psicologia tenta explicar os mitos. O automobilismo, como todos sabem, está cheio deles. Na Formula 1, é só escolher: Alberto Ascari, Wolfgang Von Trips, Jim Clark, Jochen Rindt, Ronnie Peterson, Gilles Villeneuve, Ayrton Senna. Nos ralis, há bem menos, mas existem: Henri Toivonen e Colin McRae. No Brasil, "santificou-se" o piloto brasileiro até ao ponto de saturação, ajudado por uma cadeia nacional que "surfou" no sucesso dele - e de Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi, antes - e que se sente órfão porque era o simbolo do "Deus é brasileiro", ou se perferirem, um ufanismo nacionalista quase levado ao extremo. Na campa de Senna, no Cemitério do Morumbi, em São Paulo, nunca irão faltar flores e muitos mais novos falarão dele com tanta convição do que aqueles que viram toda a sua carreira, como eu, por exemplo.

Num grau tão grande como Senna, fala-se de Villeneuve. Ainda por cima, este ano, comemora-se o 30º aniversário da sua morte, no final de semana de Zolder, na Belgica. E se outro dia vos mostrei a galeria de fotos do belga Carlos Ghys sobre esse dia fatídico de 1982 - a minha segunda memória mais antiga da Formula 1 - direi que esses mitos, agora alimentados pela Internet 2.0, graças a vídeos do Youtube, galerias do Facebook ou blogs e afins, fazem com que surja uma nova geração de pessoas, adolescentes e pré-adolescentes, que ficam fascinadas por personagens de um passado distante, mortos muito antes de nascerem, mas que graças a fãs dedicados e amigos pessoais, não deixam a sua memória desaparecer.

Não vi Cevért correr. Nem Jim Clark, nem Ronnie Peterson. Apanhei Gilles Villeneuve no dia em que morreu. Mas vi a ascenção, auge e final trágico de Ayrton Senna. e no tempo em que vivi, entendi a razão porque esta gente ainda vive muito depois de terem morrido. O que fizeram, a sua maneira de estar na vida, a adrenalina da velocidade, o "do or die", o "viver depressa e morrer jovem", é tudo demasiado bom para deitar fora. Alimenta o mito, qualquer mito, seja automobilístico, motociclismo ou não. Olhem agora para os exemplos de Amy Winehouse e Whitney Houston, mortas na flor da idade, e uma delas a alimentar o mito do rockeiro "Clube dos 27", do qual o automobilismo contribui dois membros: o galês Tom Pryce e o alemão Stefan Bellof

Mas aos que nunca viram uma morte em direto, quero dizer-vos que estes cadáveres não ficaram bonitos. Nunca vimos os cadáveres de Senna e Cevért, por exemplo, e o cadáver de Pryce, no seu Shadow destruído, em Kyalami, ainda hoje impressiona, quase 35 anos depois. E quem conseguiu ver a última imagem de Dan Wheldon vivo, em Las Vegas, no passado mês de outubro, a ser levado para o helicóptero, sabe que tinha uma toalha em cima da cabeça, para que não fotografassem as horríveis lesões cerebrais que tinha sofrido quando a sua cabeça bateu vezes sem conta nas redes de proteção daquela oval americana. 

sábado, 17 de dezembro de 2011

Dan Wheldon, o meu Piloto do Ano

Não gosto de votações. Acho que elas, de uma certa maneira, são como o sexo dos anjos: cada um tem a sua opinião e as discussões para o justificar porque A é melhor do que B fazem mais mal do que bem. Contudo, para mim, ao ver esta fotografia, escolhi "de caras" quem é o meu "Piloto do Ano" no automobilismo. Para o mal e para o bem.

Ele não vai ter mais essa chance para este lugar, porque está morto há dois meses. Vimos ele a correr, a máxima velocidade, a caminho de um improvável prémio de cinco milhões de dólares, numa oval demasiado veloz para tantos carros, como Las Vegas. "Viajamos" no seu carro até quase aos últimos três segundos da sua vida, quando o realizador, por instinto, fez um plano geral para que pudessemos ver, de uma forma voyeuristicamente macabra, a tragédia a acontecer à frente dos nossos olhos. Alguns milhões de pessoas, nos Estados Unidos e no resto do mundo, viram a vida de Dan Wheldon acabar aos 33 anos de idade.

Qualquer piloto que pague o preço mais alto a fazer que gosto ganha automáticamente uma aura de santidade em nós, "petrolheads". Todos os seus defeitos são eliminados, e as suas dificuldades são consideradas como uma espécie de "medalha de honra" para os momentos gloriosos que essa pessoa teve. E no caso de Wheldon, o ano de 2011 foi também aquele em que conseguiu o maior dos prémios: vencer as 500 Milhas de Indianápolis.

As circunstâncias dessa vitória serão relatas nos anos, décadas e séculos que aí vem, como uma das maiores de sempre, por ser tão incrivel. É o melhor exemplo daquela velha frase "para vencer, primeiro cortas a meta". Ninguém esperava que J.R. Hildebrand batesse com o seu carro no muro, na última curva, da última volta da prova mais importante do automobilismo americano. Nesse aspecto, foi uma vitória caída do Céu para o Dan Wheldon.

E caramba... como ele comemorou essa vitória! Havia uma boa razão para isso: Wheldon não tinha conseguido um lugar no pelotão da Indy para a temporada de 2011. Para alguém que tinha vencido em 2005 o título da Indy, era de uma tremenda injustiça ver os outros a correr, enquanto que ele ficava nas boxes ou na bancada. Teve a chance da Indy, e depois disso, foi testar o carro da categoria para 2012, com esperança de alcançar um lugar no pelotão. Ia alcançar esse objetivo, pois a Andretti iria contratá-lo para o lugar de Danica Patrick, que vai para a NASCAR. A IndyCar e a Dallara não o esqueceram e ele será homenageado com as suas iniciais no bólido.

Quando ele partiu para correr a prova de Las Vegas, sabiamos que aquela era uma prova condenada ao fracasso desde o inicio. Era uma disputa louca por cinco milhões de dólares ao piloto vindo do exterior, que fosse capaz de bater os pilotos establecidos. Convidaram pessoas desde Kimi Raikkonen e Petter Solberg, passando pelo Alex Zanardi e Jacques Villeneuve. todos recusaram, uns por desinteresse, outros porque acharam aquilo uma loucura. Villeneuve filho criticou - antes e depois da corrida - que aquilo era tudo uma loucura. Parecia que tinha razão, porque afinal de contas, o unico que aceitou, e foi aceite pela organização, foi o britânico. A carambola e as suas consequências trágicas foi apenas uma arrepiante cereja em cima do bolo de algo que tinha começado errado.

E agora, por causa disto, as ovais serão muito poucas em 2012. Tirando Indianápolis, só ficam Texas, Fontana e Iowa. Não ficaria admirado se num futuro mais próximo, a Brickyard seja a ultima resistente, qual "aldeia gaulesa" que resiste sempre ao invasor romano. Mas nisso, Dan Wheldon não tem culpa nenhuma. Ele apenas queria correr porque isso fazia parte do seu sangue.  

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

5ª Coluna: Quando o pior acontece, ouvem-se asneiras

Não vi o acidente de Dan Wheldon em direto porque não tinha intenções de seguir a corrida. Contudo, quando mal soube da coisa, via Twitter, cerca de vinte minutos depois de o acontecer já estava atento aos acontecimentos que vinham de Las Vegas. E á medida que os minutos passavam e se ouvia aquele silencio ensurdecedor, o teu íntimo começava a consciencializar de que o pior tinha acontecido. E muito antes do anuncio oficial, eu e muitos outros já sentiamos que Dan Wheldon, que cinco meses antes tinha inesperadamente vencido das 500 Milhas de Indianápolis, estava morto na corrida que queria ganhar para voltar a casa mais rico em cinco milhões de dólares.

Hoje em dia, quando olho para esta foto em que aponta para publicitar o evento de Las Vegas, não deixo de olhar para ela num misto de arrepiante prenomonição e de uma profunda tristeza pelo talento que foi perdido e pelo excelente marido e pai que foi.

Contudo, à medida que os dias passam e se continua a falar sobre a IndyCar, a pista de Las Vegas e a carambola em si, sinto o típico ambiente de "caça às bruxas" que se instalou na opinião pública, que tipicamente acontece após algum acidente grave. É certo que existem aspectos censuráveis, como o fato da IndyCar, na pessoa de Randy Bernard e Brian Barnhardt, previlegiarem o espectáculo do que a segurança, de estarem 34 carros numa pista curta demais, com os carros a alcançarem os 360 km/hora, logo, as hipóteses de acidente grave serem expoencialmente maiores Aí, acho que as criticas são pertinentes.

Mas em todo o resto, é pura idiotice. Nesse aspeto, direi que se perde uma enorme oportunidade para ficarem calados, porque não sabem do que falam, logo, espaço para o disparate. Mas compreendo esta histeria: é do instinto das pessoas dizer que "isto não pode voltar a acontecer", porque foi algo que milhões viram na televisão em direto foi-lhes chocante ver algo que pensavam ser puro entretenimento transformar-se num cenário do "Extreminador Implacável", como disse Ryan Briscoe, um dos concorrentes.

O meu motivo porque eu chamo aos que criticam por criticar de "idiotas" é porque esses chamaram aos pilotos de "suicidas" ou que tenham "desejo de morrer". Não é assim, porque demonstram o seu enorme desconhecimento pelo fato da segurança do automobilisimo ter evoluido bastante nos últimos anos. Já não há mortes na Formula 1 desde 1994, e mesmo assim a FIA não descansou em cima da bananeira, continuando a apresentar caracteristicas de segurança aos carros e a pilotos. Exemplos recentes disso são o HANS, o suporte extra que os pilotos têm para evitar fraturas na base do crânio, e agora, uma proteção extra nas suas viseiras, para evitar que os pilotos fiquem feridos por peças soltas, como aconteceu a Felipe Massa em 2009.

Contudo, não quero abrir a boca só para dizer que lamento a perda de um enorme talento do automobilismo. A ironia no caso de Dan Wheldon é que ele andou a experimentar o carro para 2012, que tem caracteristicas de segurança que permitem - no papel - impedir que rodas voem soltas após um choque e matem outros pilotos, por exemplo. Mas acho que a IndyCar Series devia aproveitar esta ocasião para melhorar a sua organização e mudar um pouco a sua mentalidade. Não no sentido de abolir as ovais do calendário, porque isso vai contra a sua natureza, mas que oiçam mais os pilotos.

A carambola de Las Vegas foi o culminar de vários pequenos incidentes ao longo da temporada, onde os pilotos criticaram duramente as decisões da organização, especialmente o incidente da oval de New Hampshire, onde os organizadores decidiram lançar a bandeira verde numa oval, mesmo com chuva miudinha, causando uma carambola nos primeiros metros. Em jeito de conclusão, fico com a sensação é que aquele acidente não foi culpa do carro ou do circuito. Fico com a sensação de que a organização da IndyCar deixa imenso a desejar. E numa organização que deve ser 120 por cento profissional, foi um enorme tiro no pé, só que com consequências nefastas.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Noticias: Dallara vai batizar o seu novo chassis em sua honra

Comecei por ler isto ontem à noite no Facebook: uma página feita por um fã em que se pedia à Dallara para que o chassis da Indy em 2012 se chamasse "DW01", em honra a Dan Wheldon, que tinha passado grande parte deste ano a desenvolvê-lo. Como fogo em palha seca, em pouco mais de 24 horas, teve quase duas mil adesões na rede social - eu fui o numero 301 - e como reação imediata, o fundador e proprietário da marca, Gianpaollo Dallara, já disse que o chassis que se estreará no ano que vêm será batizado em sua honra.

Dan viverá na memória de toda a gente na Dallara", começou por afirmar em declarações à indycar.com. "Foi um verdadeiro campeão; não só por causa das inumeras vitórias que conseguiu na pista, mas acima de tudo por ser uma personalidade verdadeira, que marcou a todos que trabalharam com ele. Toda a gente na Dallara teve prazer em trabalhar com ele, quer aqui, quer nos Estados Unidos."

"Assim sendo, para honrar a sua memória nos próximos anos, o Dallara Indycar 2012 será batizado em seu nome. Ele merece tal honra", concluiu.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

As histerias do costume e o fracasso de Las Vegas

Ainda Dan Wheldon estava a arrefecer na morgue do hospital de Las Vegas e começaram a aparecer as discussões do costume sobre a segurança dos habitáculos, da segurança dos circuitos e sobre a capacidade daquele circuito de receber tantos carros a uma velocidade tão alta como andam aqueles carros da IndyCar Series. Há os exaltados do costume que gritam algo parecido com "cockpits cobertos agora!" ou há quem diga que a Indy deveria abandonar de vez as ovais - excepto Indianápolis - e ser uma alternativa americana à Formula 1.

E ainda há quem peça aos seus filhos para que abandone a competição, como fez hoje Jody Scheckter à BBC, pedindo para que o seu filho Thomas se dedique a outro tipo de competições. Sabendo que Scheckter sofreu muito no seu tempo - Francois Cevért, Ronnie Peterson, Gilles Villeneuve - compreenda-se que esteja preocupado pela saúde do seu filho, mas acho que acima de tudo deveria haver bom senso e não se ceder à histeria. Como ouvi do Ron Groo, a melhor resposta deverá ser o silêncio.

Este é um tipo de conversa que ouvi bastante quando foi do acidente de Felipe Massa, no Hungaroring, há dois anos. De fato, sei que a FIA anda a fazer experiências nessa área, com a ideia de colocar essas proteções nos carros de Formula 1 e outros monolugares. E a tendência na Endurance é de fazer chassis cobertos e com a inestética "barbatana de tubarão", mas sabendo que ela existe para evitar que o carro voe a alta velocidade, como aconteceu a Mark Webber nas 24 Horas de Le Mans de 1999.

Primeiro que tudo: vamos aos aspectos criticáveis no circuito e na organização da Indy, como o fato de terem tantos carros a correrem ao mesmo tempo numa oval de alta velocidade, da organização não ter ouvido os receios dos pilotos em relação a um "big one", ou seja, uma carambola com mais de dez carros. E quando aconteceu o acidente da tarde de ontem, e que matou Dan Wheldon e mandou mais três pilotos para o hospital - o australiano Will Power, a britânica Pippa Mann e o americano J.R. Hildebrand - certamente que na cabeça dos que estiveram envolvidos lhes passou o pensamento de que "eles foram avisados".

Agora, com o cadáver nas mãos e as imagens do acidente a passar dos canais de desporto para os telejornais 24 horas por dia, todos agora aparecem a criticar a postura da atual IZOD IndyCar Series, mais concretamente o seu presidente Randy Bernard, pelo fato de quererem privilegiar o espectáculo em vez de aspectos como a segurança, como forma de bater em termos de audiências a agora poderosa NASCAR. Podem ter razões para isso, porque afinal de contas, os pilotos americanos e alguns mais do resto do mundo querem correr ali em vez de ir para a Indy, mas não creio que esse "espectáculo" tenha de ser feito à custa do sacrifício de vidas humanas. E Bernard, que tem vindo a ser criticado ao longo dos últimos meses por posições controversas - Baltimore, por exemplo - tem aqui mais um motivo para isso.

Ontem à noite, o Renan do Couto falava no seu blog "Por Fora dos Boxes" do fato que a morte de Wheldon foi o definitivo "prego no caixão" - é irónico mas é verdade - da sequência de fracassos que foi esta prova de Las Vegas, a "corrida dos cinco milhões", que a organização tinha lançado para atrair pilotos de outras categorias, com o objetivo de os bater e ficar com essa recompensa. Pensava-se que com essa mala cheia de dinheiro, iriam ter pilotos da NASCAR a fazer fila por ali, pensava-se que pilotos de outras categorias como Kimi Raikkonen e Petter Solberg aparecessem por lá, mas no final, só foi Wheldon, que não tinha equipa para correr em 2011 e vencera as 500 Milhas de Indianápolis da maneira mais inesperada possível. Já se sabia do fracasso financeiro, mas a carambola e as suas nefastas consequências, acentuaram um sentimento fúnebre à ocasião.

Em suma: já ouvi esta conversa antes. E sei que serão tomadas medidas para melhorar a segurança. Mas não podem ser feitas "em cima do joelho" e nem para acalmar os ânimos. Mas talvez não seria mau de todo se a IndyCar Series ouvisse mais vezes os seus pilotos e não tentasse seguir a NASCAR. Simplesmente porque eles são carros diferentes e a organização é diferente. Arriscar a vida de pilotos por um pedaço de publicidade quase nos faz comparar as pessoas que estão a dirigir o circo com os imperadores romanos, que tinham o poder de vida ou de morte apenas com o seu polegar.

P.S: No meio de tantas coisas que li e ouvi sobre a corrida de Las Vegas e do acidente mortal de Dan Wheldon, ainda não ouvi a resposta à seguite pergunta: o que é que a organização vai fazer aos 5 milhões do prémio, 2,5 milhões a Wheldon, caso alcançasse o impossivel? Na minha modesta opinião, acho que deveriam dar esse valor à familia ou a uma fundação em sua honra.

Youtube IndyCar: O tributo da IndyCar Series a Dan Wheldon



Quando o anunciaram esta homenagem ao britânico Dan Wheldon, duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, e campeão da Indy em 2005, e morto esta tarde aos 33 anos, disse na altura que não tinha sido muito fã deste tipo de tributo, porque depois de uma carambola que mais parecia um massacre, colocar pilotos de volta a um carro seria algo parecido com uma crueldade. Ainda por cima, com pilotos como Tony Kanaan ou Dario Franchitti a chorar baba e ranho pela perda de um concorrente nas pistas, mas de um amigo fora delas.

Mas depois de os ver a dar aquelas voltas finais como tributo a um dos seus que pagou o preço supremo pelo seu amor ao automobilismo, mudei de opinião. Especialmente quando vi os mecânicos, engenheiros e outros membros das equipas, muitos deles também a chorar copiosamente, entende-se a homenagem. É um elemento cuja perda será sentida fortemente naquele pequeno universo da IndyCar Racing.

domingo, 16 de outubro de 2011

The End: Dan Wheldon (1978-2011)

"Se um homem não conseguir olhar para o perigo e enfrentá-lo, deixa de viver. Se o pior acontecer, é porque o chamaram para pagar o preço da felicidade em vida".

Graham Hill, 1929-75.

Desde que comecei este blog, foram raros os acidentes fatais que assisti, mas vi muitos sustos e falei deles. Mas quando acontecem, a minha sensação é, para além da amargura e tristeza subjacentes, o enorme vazio que sentes quando ouves a noticia oficial, de que apesar de teres o melhor carro do mundo, que te protege contra grandes choques, e de teres as equipas médicas mais bem apretechadas para este tipo de emergências, não se pode fazer nada por esse piloto.
E sabes o pior muito antes deste ter acontecido, quando tu ouves aquele silêncio ensurdecedor das autoridades oficiais, do qual não abrem a boca por nada deste mundo. Isso é porque primeiro vão avisar os familiares próximos, e depois os amigos mais chegados, como é a Indy, que muitos deles se comportam como uma familia. E pelo que vi na transmissão da ABC, muitos deles já estavam a chorar copiosamente ainda antes do anuncio oficial. E juntando dois mais dois, pensas que o pior aconteceu: um piloto pagou o sacrificio supremo pelo seu amor ao automobilismo.

E para piorar as coisas, quando vês o video que coloco no post mais abaixo, notas que aquelas imagens "onboard" são provavelmente são os seus últimos momentos de vida. E depois, quando vi aquela entrada de ar arrancada e uma marca preta no seu capacete, lembrei-me imediatamente dos eventos de Brands Hatch, em julho de 2009, quando Henry Surtees, por um azar tremendo, leva com o pneu de Jack Clarke e teve morte imediata numa corrida de Formula 2. E o irónico é que ele, o filho de John Surtees, tenha sido vítima, quando o seu pai foi um dos sobreviventes de uma era mortal, onde até grandes pilotos como Jim Clark e Jochen Rindt, pagaram o preço mais alto.

Dan Wheldon tinha 33 anos, deixa mulher e dois filhos, e ele estava a correr em Las Vegas para ver se ganhava o prémio de cinco milhões de dólares. Sim, era um dos que corria ali em part-time nesta temporada, depois de ter ganho inesperadamente as 500 Milhas de Indianápolis deste ano, após J.R. Hildebrand ter batido no muro na última curva da última volta da corrida. Ainda por cima, o acidente aconteceu precisamente seis anos depois da sua conquista do título da então IRL. E era também o piloto de testes do carro de 2012, que iriam substituir estes carros.

Agora, os pilotos da Indy, a chorar baba e ranho, vão dar cinco voltas em bandeiras amarelas em sua honra. Pode ser um bonito gesto, mas para mim era desnecessário e criticável. Pode até ter partido deles, mas se fosse piloto, não entrava mais. E isto é mais um exemplo de que, por muito que se faça em termos de segurança, o automobilismo nunca será cem por cento seguro. E os pilotos, claro, sabem esse risco.

Mas não deixa de ser triste ver uma morte no automobilismo. É um desporto que adoras, e qualquer acidente mortal é uma facada no coração. Ars lunga, vita brevis, Dan.

Ultima Hora: carambola na Indy, Dan Wheldon em estado muito grave



O acidente não tem mais do que vinte minutos, mas só de o ver, arrepia. À 12ª volta da última prova do ano, na oval de Las Vegas - o tal que dava cinco milhões de dólares ao "rookie" que batesse os habituais pilotos - um acidente multiplo à entrada da Curva 2 levou catorze carros para o muro.

E desses pilotos envolvidos - Wade Cunningham, J.R. Hildebrand, Townsend Bell, Jay Howard, Thomas Scheckter, Charlie Kimball, Paul Tracy, Ernesto Viso, Alex Lloyd, Pippa Mann, Will Power e Jay Rice, o mais grave parece ser o britânico Dan Wheldon, o inesperado vencedor das 500 Milhas de Indianápolis deste ano. Os relatórios médicos ainda são escassos, mas fala-se que o seu capacete ficou rachado e o seu estado é grave.

Outros pilotos, como Pippa Mann e J.R. Hildebrand estão a ser observados no centro médico do circuito. Quanto à prova, continua interrompida, sem previsão de regresso.

domingo, 29 de maio de 2011

Youtube Indy 500 Classic: Para venceres uma corrida...



Por motivos de força maior, estive fora boa parte do dia. Logo, não vi nem o final do GP monegasco, nem o inicio das 500 Milhas de Indianápolis. Mas o que digo é duas coisas: aquilo que o Destino me tirou com uma mão, deu para assistir a outra. E confesso que nesses vinte e muitos anos de automobilismo ao qual tive o prazer de assistir, não vi nada parecido com isto.

Aliás, já vi dois parecidos: Ayrton Senna em 1988, no GP de Itália, e Nigel Mansell na meia volta final do GP do Canadá de 1991, e subsequente "vitória orgásmica" de Nelson Piquet. E nestes odis exemplos do passado, o que me ensinou é que para venceres uma corrida, qualquer corrida, tens de acabar em primeiro.

E em relação ao automobilismo e a J.R. Hildebrand o que posso dizer o seguinte: aquilo que o Destino lhe tirou hoje, lhe conceda algures no futuro. Porque pelo que fez, merece vencer esta corrida. E sim, consegui chegar a tempo para assistir um clássico.

domingo, 22 de junho de 2008

IRL - Ronda 9, Iowa Motor Speedway

A Indy Racing League prosseguiu esta noite, com mais uma prova em oval, na Iowa Speedway. Aqui, ganhou de novo um carro da Chip Ganassi, mas o vencedor não foi Scott Dixon (foi quarto), mas sim o seu companheiro de equipa Dan Wheldon.


A corrida foi algo agitada, que decidiu graças à estatégia de Dan Wheldon, que decidiu abdicar da última paragem para poder ter alguma vantagem sobre a concorrência, e isso incluia, claro, o seu companheiro Scott Dixon, que era o "poleman" para esta corrida. Mas quem dominou grandemente esta corrida foram os brasileiros Tony Kanaan (Andretti-Green) e Helio Castroneves (Penske). Até à volta 106, só deu Brasil, altura em que Marco Andretti passou para a liderança, após uma segunda situação de bandeiras amarelas, provocada por... outro brasileiro, Jaime Câmara.



Mas na volta 158, nova situação de bandeiras causada por... outro brasileiro, Mario Moraes, coloca os carros de novo nas boxes, para novo reabastecimento, e aí, Castroneves saltou para a liderança. Mas mais tarde, outro brasileiro, Enrique Bernoldi (definitivamente, os brazucas não gostam de ovais...) bate no muro, e aí é o momento da corrida: todos vão às boxes, para um último reabastecimento. Todos, menos... Dan Wheldon.



No recomeço, Wheldon fica na frente, resistindo aos ataques de Kanaan, que pouco tempo depois bateu no muro. Depois de novo recomeço, Wheldon resistiu aos ataques do japonês Hideki Mutoh, de Andretti e do seu companheiro Dixon. Entretanto, Castroneves levou um toque do venezuelano Ernesto Viso e atrasou-se, terminando no 14º lugar.


No final, Wheldon esta super-satisfeito: "Foi bom não terem me chamado para entrar nos boxes. Mas Chip (Ganassi, dono da equipe) não estava aqui. Se eles tivessem me chamado, eu não entraria de qualquer forma", afirmou, numa altura em que comemora 30 anos de vida...

Quanto às meninas do pelotão, Danica Patrick foi a unica presente, terminando na sexta posição.