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terça-feira, 14 de outubro de 2025

WRC (II): Nasser Al-Attiyah regressa na Arábia Saudita


Dez anos depois do seu último rali no WRC, Nasser Al-Attiyah regressará à competição num Ford Puma Rally1 no rali da Arábia Saudita, a última prova do calendário. Aos 54 anos, o pentacampeão do Rally Dakar fará a sua estreia absoluta com um carro da categoria Rally1, e segundo revelou ao dirtfish.com, a decisão foi tomada recentemente e o acordo com a equipa britânica foi fechado de forma rápida, após contacto direto com Malcolm Wilson, diretor-geral da M-Sport.

 “Vou competir no Rally1 com o Puma. Estava a pensar que queria competir, mas não no Rally2. Tenho boas relações com o Malcolm [Wilson, diretor-geral da M-Sport] e acabei por lhe ligar. Ele disse que sim, que têm um carro disponível, que vai custar esse dinheiro. Eu disse OK, fechámos o acordo e agora vou fazer parte da M-Sport para a última etapa da temporada.”, começou por afirmar.

Vou testar em Inglaterra. Mas penso que talvez possa fazer alguns testes realmente adequados antes da corrida. Se for permitido, tentaremos dar o nosso melhor. Mas acho que, pela minha experiência, não fará grande diferença.”, continuou. “Terei o Cândido Carerra como navegador, esteve comigo este ano no Médio Oriente e venceu o Campeonato de Ralis do Médio Oriente. Gosto de trabalhar com ele.”, concluiu.

Nasser Al Attiyah tem um palmarés notável... apenas no automobilismo. Tem vinte títulos regionais no Médio Oriente, cinco vitórias no Dakar, quatro Taças do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno, o título do Production WRC em 2006, o WRC2 em 2014 e 2015, tudo isto em termos de resultados no WRC, a sua grande temporada foi em 2013, quando conseguiu três quintos lugares a bordo de um Ford Fiesta WRC. Mas o seu melhor resultado foi no ano anterior, quando acabou em quarto lugar no rali de Portugal, também num Ford Fiesta WRC.

Para além dos seus resultados automobilísticos, ele também é um exímio atirador, tendo ganho a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, na classe Skeet, para além de cinco medalhas nos Jogos asiáticos, dois dos quais de ouro.   

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 12 (Haradh-Qiddiya)

O Rali Dakar acabou nesta sexta-feira com os triunfos do espanhol Carlos Sainz nos automóveis e do americano Ricky Brabec nas motos, entre outras categorias. O ex-piloto de ralis, duas vezes campeão do mundo, e navegado por Luís Cruz, conseguiu aqui a sua terceira vitória na geral da sua carreira, depois de triunfos nas edições de 2010 e 2018.

No final, o espanhol agradeceu à Mini e aos que estiveram por trás do projeto, por terem auxiliado nesta vitória, explicando que a consistência foi a chave para este triunfo:

Estou muito contente. Houve muito esforço por detrás desta vitória, muito treino. Começamos a ganhar este Dakar logo no primeiro dia, onde começamos a andar a fundo.”, afirmou.

Sainz bateu no final o qatari Nasser Al Attiyah por 6.21 minutos, conseguindo também superar o francês Stephane Peterhansel. O piloto da Toyota já afirmou que pretende regressar em 2021 com o objetivo de triunfar.

Estou muito feliz. Fizemos um excelente trabalho para terminar na segunda posição, apesar de dois ou três erros no total. Estou feliz por correr aqui e para o ano vou voltar para vencer. Só preciso de mais um pouco de sorte.”, afirmou.

Em termos de etapa propriamente dita, Foi Nasser o grande vencedor, mas apenas ganhou 1.32 minutos sobre o francês Seiadan. O argentino Orlando Terranova foi o terceiro, a 3.16, mais nove segundos que Fernando Alonso, que terminou num digno quarto lugar na etapa, e foi o 13º da geral depois desta sua primeira experiência nas areias do deserto.

No final, o piloto das Asturias afirmou o que pensou desta experiência:

Estou feliz por terminar o Dakar. É um Rally muito difícil. Todos os dias tivemos um desafio novo. Sei que existem pessoas que levam tempo a terminar pela primeira vez. Eu tive a sorte de estar na equipa perfeita para fazê-lo.”, começou por dizer à imprensa espanhola.

A Fórmula 1 e o Dakar são extremamente diferentes. Se aqui consigo ser competitivo e lutar pela vitória em algumas etapas, consigo ser competitivo noutras categorias.

Alonso disse que pretende voltar ao Dakar, porque pretende vencer esta competição. Mas não afirma que estará à partida em 2021.

Agora não quero pensar se vou repetir ou não. Estou feliz com esta primeira experiência. Se voltar no futuro, quero fazê-lo para vencer, para acrescentar mais uma vitória na minha carreira. Tenho de ter a melhor equipa, a melhor preparação e o melhor carro. Acho que ainda não é a altura.

No lado das motos, Ricky Brabec comemorou o título e deu à Honda a sua primeira vitória desde 1989, quando o francês Gilles Lalay o conseguiu, quando a prova ainda era feita em paragens africanas. Curiosamente, a estrutura da Honda no Dakar tem entre eles dois ex-pilotos portugueses, Ruben Faria, que é o diretor-geral, e Hélder Rodrigues, que está ali como conselheiro. Foi graças a eles que Brabec ficou na liderança do Dakar a partir da terceira etapa, para não mais a largar.

Contudo, na etapa, o vencedor foi o chileno Cornejo, noutro Honda, que aproveitou a vitória para subir ao quarto posto da geral, na frente de Brabec, que controlou a todos e confirmou o seu triunfo. Pablo Quintanilla foi o quinto na etapa, mas ficou com o segundo posto da geral, a 3.32 minutos do vencedor, enquanto Toby Price foi o terceiro, dando o pódio à KTM, que depois de 18 anos, vê o seu domínio terminado. 

Agora, o Dakar regressa em 2021, nas areias sauditas.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 11 (Shubaytah - Haradh)

Stephane Peterhansel venceu a etapa de hoje, e alcançou em termos de carreira a sua 80ª vitória em especiais. Mas em termos de geral, com a vantagem de 10.17 minutos para o segundo classificado, Carlos Sainz tem tudo para vencer este Dakar, que termina amanhã, nos arredores de Riyadh, a capital do país. Contudo, a disputa pelo segundo lugar é ao segundo: entre Nasser Al Attiyah e Stephane Peterhansel... seis segundos separam um do outro. E tudo pode acontecer, pois hoje, o francês venceu a tirada com dez segundos de avanço para o homem da Toyota.

É muito difícil ganhar minutos em circunstâncias normais! Por outro lado, os erros de navegação levaram a grandes margens. Lutámos muito, forçámos o andamento o dia todo e ganhámos algum tempo, mas não o suficiente. Agora, se o Carlos [Sainz] conseguir levar o carro para casa, será ótimo para a equipa”, disse o piloto francês, navegado pelo português Paulo Fiúza.

Pagámos caro pelo nosso erro de ontem. Agora vamos lutar com o Stéphane pelo segundo lugar. Chegar tão longe já é ótimo, há uma etapa a percorrer e veremos como corre.”, comentou Nasser Al Attiyah, provavelmente confirmado pelo facto do seu adversário ter a vitória na mão e ter de lutar para não perder o segundo posto para o francês.

Nas motos, O chileno Pablo Quintanilla foi o melhor, conseguindo nove segundos de vantagem sobre Matthias Walkner. O argentino Luciano Benavides foi o terceiro, enquanto Ricky Brabec foi décimo, perdendo 10.48 minutos e metade da vantagem que tem sobre Quintanilla. Mas muitos acreditam que isso será mais do que suficiente para que o americano vença a competição sem grandes problemas, pois tem 13.56 minutos de vantagem sobre o piloto chileno. Toby Price é o terceiro, a 22.34 minutos.

O Dakar termina amanhã com a etapa entre Haradh e Quiddiya, num total de 374 quilómetros.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 10 (Haradh - Shubaytah)

A décima etapa do Rali Dakar ficou hoje encurtada devido à ventania que se fez sentir na zona entre Haradh e Shubaytah. Após 345 quilómetros de uma etapa-maratona, a organização decidiu que os carros, motos e camiões rumassem para o "paddock" de ligação, esperando para que os ventos se acalmassem.

No final, o vencedor foi declarado e este foi Carlos Sainz, que conseguiu uma vantagem de 18.10 minutos de avanço para Nasser Al-Attiyah, no seu Toyota, com Stéphane Peterhansel a ficar 16 segundos mais atrás do piloto qatari. Parece que a margem ficou suficientemente enorme para que o piloto espanhol possa sonhar com a vitória, mas Attiyah já avisou que não vai baixar os braços.

"Perdemos 18 ou 19 minutos para o Carlos (Sainz), mas a corrida é assim e amanhã é um longo dia. O Carlos vai ter que abrir a pista amanhã e eu vou começar de 17º e por isso temos de fazer uma boa etapa. É muito difícil fazer pressão, mas primeiro que isso temos de fazer uma boa etapa. Ainda nada acabou. Ainda há um longo caminho amanhã com 80 km de dunas. As coisas vão ser difíceis para todos. O Carlos vai abrir e não vai ser fácil. Mas hoje, estou um pouco decepcionado." reconheceu.

A etapa também ficou marcada pelo capotamento de Fernando Alonso, numa duna. Os estragos no seu Toyota foram grandes e o piloto espanhol perdeu uma hora, mas prosseguiu na etapa maratona. 

No lado das motos, o espanhol Joan Barreda Bort foi o melhor, numa etapa dominada pelos pilotos da Honda. Ricky Brabec aproveitou a "boleia" e ficou em segundo, a pouco mais de um minuto do vencedor. Kevin Benavides foi o terceiro, a cerca de dois minutos e meio do vencedor. 

Em termos de geral, Brabec mantêm a liderança, cada vez mais alargada para Quintanilla, que agora tem 25.44 minutos de atraso e agora é ameaçado por Barreda Bort, que está a 27.09. Toby Price é quarto, a 28.33. 

Amanhã, o Dakar sai de Shubaytah e regressa a Haradh, no total de 379 quilómetros.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 5 (Al Ula - Ha'il)

A quinta etapa do Dakar este ano viu de novo Carlos Sainz como vencedor e, em consequência, reforçar a sua liderança na prova. O veterano espanhol, bicampeão do mundo de ralis, terminou esta etapa com um avanço de quase três minutos sobre Nasser Al Attiyah, e agora tem um avanço de quase seis (5.59 minutos) sobre o piloto qatari. O francês Stephane Peterhansel foi o terceiro, a seis minutos, e manteve o mesmo posto na geral, agora a 17.53 minutos.

Fernando Alonso foi sétimo na etapa, a 12 minutos e 23 segundos do vencedor, e está na 18ª posição da geral, enquanto Ricardo Porém pode ter capotado com o seu Borgward e acabado por ser rebocado.

Nas motos, o dia ficou marcado pela queda de Sam Sunderland, que o obrigou a abandonar a prova. Em termos de corrida, o grande vencedor foi Toby Price, que a bordo do seu KTM, ficou a 1.12 minutos do chileno Pablo Quintanilla. o americano Andrew Short foi o terceiro, a 2.31 minutos, enquanto Paulo Gonçalves teve outro bom dia, ao ser décimo, a 13.15 minutos do vencedor.

Em termos de geral, Ricky Brabec - que ficou de fora do "top ten" - continua a liderar, agora com Price a aproximar-se, tendo nove minutos e seis segundos de atraso para o comando da prova. Kevin Benavides é terceiro, a 11.32 minutos, na frente de Pablo Quintanilla, a 16.11.

Amanhã, véspera do dia de descanso, os concorrentes farão o percurso entre Ha'il e Riyadh, num total de 477 quilómetros cronometrados.  

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 4 (Neom-Al Ula)

A quarta etapa do Dakar de 2020 teve Stephane Peterhansel como vencedor, depois de uma luta com Nasser Al Attiyah e Carlos Sainz. O piloto da Peugeot teve uma vantagem de dois minutos e 26 segundos sobre o piloto qatari, mas o líder continua a ser Sainz, que apesar de ter cedido 7.52 minutos, tem um avanço de três minutos e três segundos sobre Al Attiyah. Terceiro é agora Peterhansel, a 11.42 minutos da frente, enquanto Orlando Terranova caiu para quinto.

Fernando Alonso perdeu 26.21 minutos para Peterhansel e terminou na 13ª posição na etapa, enquanto Ricardo Porém ainda não cruzou a meta por alturas deste post, por estar a ajudar Nani Roma, seu companheiro no Borgward, que estava a ter um dia complicado. Estava a perder 42 minutos para os da frente.

No caso das motos, o vencedor do dia era para ser Sam Sunderland, mas uma penalização de cinco minutos o fez atirar para o oitavo posto da etapa, dando a vitória ao chileno Cornejo. Sunderland tinha batido Cornejo por meros onze segundos. Assim sendo, Kevin Benavides foi o segundo, a 35 segundos, e Ross Branch o terceiro, a 55. Paulo Gonçalves foi o quarto no seu Hero, a 2.11 minutos, fazendo a melhor performance da marca indiana no Dakar.

Em termos de geral, Ricky Brabec - quinto na etapa, a 2.48 minutos do vencedor - continua na frente a 2.30 minutos de Benavides. Cornejo é terceiro, a 8.31 minutos, e Toby Price é quarto, a 12.09 minutos.

Amanhã, o Daklar sai de Al Ula e vai para Ha'il, num total de 353 quilómetros cronometrados, mais 211 de ligação. 

domingo, 8 de dezembro de 2019

WRC: As possíveis segundas equipas para 2020

A retirada da Citroen do Mundial de Ralis fez algumas modificações para 2020, especialmente para as equipas de fábrica. Apesar da chance de a Citroen alugar ou vender alguns dos seus carros, a FIA está mais a lidar com a chance das equipas que ainda estão no campeonato, como a Hyundai, Toyota e Ford, poderem inscrever uma equipa B. Tudo isto para manter o número de WRC's na estrada na temporada que aí vêm.

Segundo se conta, estes carros terão de ser inscritos por um mínimo de sete ralis,v e o piloto deste quarto carro não poderá estar na equipa A. Por exemplo, a Toyota, que tem Sébastien Ogier, Elfyn Evans e Kalle Rovanperä não pode "despromover" ou trocar pilotos entre as suas duas equipas.

Assim sendo, e enquanto não se decide sobre o destino dos Citroen, a Hyundai poderá ceder um quarto carro para Andreas Mikkelsen, enquanto na Toyota, essa equipa B poderia ser constituída por Takamoto Katsuka, o qatari Nasser Al Attiyah e Jari-Matti Latvala, que já disse estar a completar um programa com um mínimo de seis ralis na temporada. No campo da Ford, não há ainda grandes novidades, dado que procuram-se patrocinadores para Teemu Suninen e Esapekka Lappi, que depois de sair da Citroen, poderá ir para a M-Sport e correr na temporada de 2020.

Assim sendo, a nova temporada promete ser agitada, pois o Rali de Monte Carlo está a cerca de mês e meio da sua realização.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa final (Pisco - Lima)

Acabou esta quinta-feira o Dakar em terras peruanas, e Nasser Al Attiyah foi o grande vencedor, no seu Toyota, enquanto nas motos, a coroa de louros foi para Toby Price, que no último dia de competição, conseguiu superar Pablo Quintanilla e Mathias Walkner.

Estes onze dias nas areias do deserto peruano mostraram o melhor e o pior dos pilotos, e ganhou quem foi o mais regular e o mais eficaz. Foi o que aconteceu ao piloto qatari, mais habituado às areias do deserto, que conseguiu nunca perder de vista os primeiros lugares. E ainda por cima, ele conseguiu dar à Toyota a sua primeira vitória no rali-raid mais importante do mundo, algo do qual ambicionavam há algum tempo. 

E claro, ele estava radiante: “Esta foi uma das minhas melhores vitórias. Não cometemos um erro, e este foi um Dakar muito difícil. Assumimos a liderança no terceiro dia, e desde aí viemos a consolidar regularmente a nossa liderança. Estou feliz por oferecer à Toyota a sua primeira vitória no Dakar. Todos querem ganhar este rali e eu respeito muito os nossos adversários. Se eles cometeram erros, foi porque tinham que atacar, e às vezes isso não funciona bem nesta prova. Era um rali 100% peruano, com areia e dunas, e eu sempre disse que queria fazer algo de bom aqui”, disse o piloto qatari na meta, em Lima.

No caso de Nani Roma, o segundo lugar foi o melhor que conseguiu com o seu Mini. O piloto espanhol deu o seu melhor e por algumas vezes, chegou à liderança, mas os maus dias que teve nas dunas deitaram isso a perder a favor do piloto da Toyota. No final, em Lima, ele reconheceu a superioridade do seu adversário, e o facto do percurso ter sido desenhado à medida dele.

"O Nasser fez uma corrida perfeita, não cometeu erros, e merece inteiramente a sua vitória, inegavelmente, parabéns para ele. Mas esta edição, com muitas dunas, areia e fora de pista, foi feita à sua medida…”, comentou.

Já Sebastien Loeb, o lugar mais baixo do pódio a bordo do seu Peugeot 3008 DKR foi uma espécie de prémio de consolação num rali cheio de altos e baixos para ele e para o seu fiel navegador, Daniel Elena. É o segundo pódio para o piloto francês, e ele disse que apesar dos problemas, foi o pódio possivel.

Perdemos muito tempo três vezes. Os dois pilotos que ficaram à nossa frente, são precisamente os que não tiveram quaisquer problemas durante toda a corrida. No geral, sempre fomos os mais rápidos no terreno, o que é encorajador, é simpático, fizemos grandes etapas. Não foi uma vitória, mas um pódio, com todas as preocupações que tivemos, é um bom resultado. Estávamos num terreno que não nos era favorável, e com um carro privado a lutar contra grandes equipas oficiais. Não é mau, mas poderíamos ter feito melhor...”, comentou.

Nas motos, Pablo Quitanilla esteve perto da vitória, mas uma queda fez entregar o triunfo a Toby Price e à KTM. O homem da Husqvarna não evitou uma queda à passagem do quilómetro dez, incidente que deixou o chileno com um pé magoado. Apesar de tudo, Quintanilla já retomou a corrida, onde agora o objetivo é chegar ao fim sem percalços de modo a garantir o segundo posto. Mas nem isso conseguiu, pois Walkner conseguiu o segundo posto, dando uma dobradinha para a KTM. 

Quanto a Price, só precisou de levar a moto até ao fim em segurança para selar a conquista do seu segundo título no Dakar, depois do conquistado em 2016.

O australiano realizou uma corrida muito regular e sem erros de relevo para levar de vencida a muita areia que marcou o percurso do exercício organizado pela Amaury Sport Organisation. Uma vitória muito saborosa, pois Price realizou toda a corrida magoado do pulso direito, numa lesão que contraiu um mês antes do arranque do evento. E para fechar com chave de ouro, o ‘aussie’ venceu a tirada de hoje, tendo imprimido um ritmo diabólico mesmo sabendo que só tinha de cumprir calendário, após o sucedido com Pablo Quintanilla.

Acabou o Dakar de 2019, agora vem aí o de 2020.

domingo, 17 de junho de 2018

ERC: Galatariotis venceu no Chipre, Magalhães no pódio

O local Simos Galatariotis foi o grande vencedor do Rali do Chipre, com Bruno Magalhães a ser segundo, a meros... 0,6 segundos, mas a sair da ilha do Mediterrâneo com o comando do campeonato. Norbert Herczig ficou com o lugar mais baixo do pódio, a um minuto e 21 segundos.

Contudo, tudo parecia que Nasser Al Attiyah, o piloto da Ford, iria vencer, conseguindo resolver os seus furos e partido ao ataque no dia final para chegar à vitória. Estava na frente ao inicio da última especial, na frente de Glatariotis e de Magalhães, mas problemas na última especial fizeram-no ficar fora do pódio, acabando no quarto lugar, a dois minutos e 27 segundos do vencedor.

Foi um segundo lugar com sabor a vitória. Uma prova muito exigente e traiçoeira que exigiu bastante de nós e do carro. Felizmente conseguimos ultrapassar todos os obstáculos que fomos encontrando e foi por muito pouco que não conseguimos a vitória. Mas tivemos de optar entre correr riscos ou garantir a liderança no Campeonato. Acho que fizemos a escolha mais acertada”, começou por dizer o piloto português.

"E esperamos conseguir apoios para nos mantermos na luta pelo título que nos escapou o ano passado. Mas por agora é tempo de agradecer aos actuais patrocinadores e à equipa que faz, rali após rali, um trabalho notável. Este resultado, depois da vitória na Grécia é para eles que acreditam e apoiam-nos incondicionalmente. Estes dois últimos resultados são uma motivação enorme para continuarmos em frente”, concluiu, depois do rali.

O dia de hoje começou com Nasser ao ataque, tentando recuperar a liderança perdida por causa dos furos que sofreu. Venceu na primeira passagem, na primeira passagem por Cyta Yeri, conseguindo 6,9 segundos a Juuso Nordgen e 14,6 a Bruno Magalhães, o quinto na especial. Na super-especial de Nicosia, Al Attiyah foi o terceiro melhor, superado apenas por Galatariotis e pelo húngaro David Botka, com Bruno Magalhães a ser de novo quinto, 1,1 atrás do vencedor.

Saído da capital, Attiyah passou ao ataque, vencendo na primeira passagem por Lageia, batendo Magalhães por 2,2 segundos, enquanto Nordgen perdia quase um minuto devido a um despiste.

"[Um] erro estúpido, sinto muito por toda a equipa. Eu não tenho nenhuma explicação como isso aconteceu. A primeira curva foi muito escorregadia, eu fui demasiado largo, que foi um erro de amador com pneus frios. Vamos tentar continuar", disse o piloto finlandês no final da especial.

No final da manhã, Attiyah voltou a vencer e diminuía a desvantagem para a concorrência. Ganhou 7,6 segundos para Galatariotis e 17 para Magalhães, acabando a manhã perto dos dois primeiros, a 18,7 segundos da liderança.

A tarde começou com o cancelamento da 11ª especial, a segunda passagem por Cyta Yeri, para a seguir ir para a Golden Stage, onde Attiyah atacou fortemente, vencendo-a, com um avanço de 12,9 sobre o local Alexandros Tsouloftas e 17 segundos sobre Bruno Magalhães. Galatariotis perdeu 20,6 segundos, e com isso, o piloto qatari pulou para o primeiro posto.

Mas o esforço foi inglório. Na Golden Stage 2, a última especial do dia, Nasser perdeu três minutos por causa de um furo. Um esforço inglório, onde Galatariotis acabou por ser beneficiado... em menos de um segundo, pois Magalhães ficou na frente, sendo quarto numa especial ganha de novo por Tsouloftas.

Com os quatro primeiros definidos, Orhan Avicioglu foi o quinto, diante do checo Vojtech Stajf, também num Skoda, a três minutos e 25 segundos do vencedor. David Botka foi o sétimo, na frente de Albert von Thurn und Taxis, e a fechar o "top ten", os locais Christos Demosthenous e Petros Panteli, ambos num Mitsubishi Lancer Evo X.

O próximo rali do Europeu acontecerá em Itália, quando entre os dias 20 e 22 de julho decorrer o Rali Roma Capitale. 

sábado, 16 de junho de 2018

ERC: Nordgen lidera o rali do Chipre, Magalhães terceiro

O finlandês Juuso Nordgen lidera o rali do Chipre, na frente do cipriota Galatariotis e de Bruno Magalhães, num rali onde Nasser al Attiyah andou bem, liderando antes de furar na última especial e ter perdido mais de dois minutos, caindo para a quarta posição. Quanto a Alexey Lukyanuk, o líder do campeonato desistiu na quarta especial, depois de um acidente.

Nas seis primeiras especiais do Rali cipriota, a prova começou com Alexey Lukyanuk ao ataque, vencendo a primeira especial, a primeira passagem por Kellia, conseguindo uma vantagem de 8,5 segundos. Bruno Magalhães perdeu 24,5 segundos e era quarto na especial.

Na segunda especial, Nasser partiu ao ataque, vencendo na primeira passagem por Analiontas, mas a diferença para Lukyanuk era de menos de um segundo, o que mantinha o russo na frente. Attyah continuou ao ataque, vencendo na terceira especial e aproximando-se do russo em 2,6 segundos. A pressão resultou na quarta especial, quando o russo sofreu um acidente e acabou por desistir. Nasser venceu na frente de Galatariotis (a 2,6) e de Bruno Magalhães (a 3,9). Nordgen perdeu 32,5 segundos e manteve o terceiro lugar, numa luta a quatro pelo segundo posto.  

Na segunda passagem por George Kyprianou Analiontas, Nordgen foi o vencedor, enquanto Nasser perdia 37,5 segundos devido a um furo, baixando vantagem na liderança para 11,5 segundos e vendo os quatro pilotos (Galatariotis, Nordgen, o local Tsolouftas e Magalhães) a aproximarem-se. Todos a menos de vinte segundos entre eles.

Na última especial do dia, Nasser, sem sobressalentes, perdeu um minuto na especial, caindo para o quarto posto, a 48,1 segundos da liderança, agora ocupada por Juuso Nordgen. 

"Na verdade, está tudo bem, tomamos nossa posição. Tentamos continuar. Vamos tentar bombear um pouco de ar no pneu para ver o quanto está ruim, pois não temos mais pneus sobressalentes", lamentou o piloto qatari.

No final do dia, o piloto português parecia estar contente com o decorrer do rali, apesar das dificuldades no "setup" do seu Skoda Fabia R5.

Não tínhamos o ‘set-up’ ideal e sofremos um bocadinho. Perdemos bastante tempo. Mas mudámos as afinações para as últimas três passagens e resultou bastante melhor. O andamento e a confiança regressaram e estamos muito satisfeitos com o terceiro lugar, com a diferença para o primeiro lugar e com os pontos que já conseguimos nesta etapa”, começou por explicar à Autosport portuguesa.

O objetivo para o derradeiro dia é de melhorar para atacar a liderança. “Que vamos conseguir manter ou melhorar o andamento e estar na luta pelo objectivo que traçámos para esta prova: terminar nos três primeiros. O rali é duro, os troços muito particulares que exigem trabalho redobrado. Temos de evitar problemas e chegar ao final e conseguir o maior número de pontos. Neste momento está tudo em aberto para o dia de amanhã”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, Norbert Hercig é o quinto, agora a um minuto e um segundo, a quase meio minuto do local Demosthenous, no seu Mitsubishi Lancer Evo X. David Botka é o sétimo, em luta com o turco Orhan Avicoglu. Vojtech Stajf é o nono, a dois minutos e 15 segundos, na frente do alemão Albert von Thurn und Taxis, no seu Skoda Fabia, a dois minuitos e 20,3 segundos

O rali do Chipre termina amanhã, depois de disputadas as restantes sete especiais.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O alinhamento dos privados no WRC

A partir desta temporada, os pilotos privados poderão ter a hipótese de fazer alguns ralis no WRC a bordo dos carros da categoria principal. Não que fizessem anteriormente, mas as suas chances eram bem menores, e o próprio WRC também não ajudava. 

Nesta temporada de 2018, já há um piloto que afirmou que vai correr, e outro que pretende participar com o seu carro. No primeiro caso, o veterano Jourdan Serderidis (54 anos!) vai estar com a M-Sport (seu carro na foto) nos ralis da Alemanha e Austrália, da mesma forma que Bryan Bouffier fez a mesma coisa nos ralis de Monte Carlo e Córsega. Serderidis, que venceu o WRC Trophy em 2017, ficou feliz com a decisão.

Estou muito feliz por regressar com a M-Sport, ainda por cima por ser com a última versão do Ford Fiesta WRC, que é o melhor carro de ralis de hoje em dia. Sei a grande possibilidade que tenho e vou fazer os esforços necessários e a melhor preparação possível para aproveitar ao máximo esta oportunidade. Quero terminar nos 15 primeiros na Alemanha e entre os 10 primeiros na Austrália”, disse o piloto grego.

Um pouco mais novo do que Serderidis (apenas... 47 anos!), Nasser Al Attiyah dispensa apresentações, mesmo no WRC. Al Attiyah poderá estar mais ocupado com o Dakar, onde foi segundo classificado este ano, mas desde há algum tempo que anda a convencer Tommi Makkinen para que ele lhe alugue um Yaris WRC para alguns ralis, a começar já no México. Fala-se que o acordo seria por cinco ralis - incluindo Portugal - mas por agora, tudo está a ser negociado.

Contudo, como o piloto qatari tem dinheiro e Makkinen já entregou três chassis totalmente novos para os pilotos oficiais da Toyota - Jari-Matti Latvala, Ott Tanak e Esapekka Lappi - um quarto chassis, quer seja em 2017, quer até ser outro totalmente novo - não seria obstáculo para alguém que tem como melhor resultado um quarto lugar no rali de Portugal de 2012, num Citroen DS3 WRC...

Em suma, será uma questão de tempo até que Nasser tenha o seu chassis e fazer uma aparição parcial no WRC de 2018. E provavelmente, outros privados aparecerão também a participar com os carros de fábrica...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 12, Chilecito - San Juan

A etapa de hoje do Dakar, que liga Chilecito a San Juan e tinha em agenda 375 quilómetros cronometrados mais 348 de ligação o que perfaz um total de 723, mostra que o Dakar já está a chegar ao fim, à medida que se aproximam de Córdoba, a chegada da edição deste ano.

Contudo, a etapa começava "manca", quando se soube na véspera de que esta tinha sido cancelada para as motos e "quads", com a organização a alegar "razões de segurança" pelo seu cancelamento, não explicadas. 

Nos automóveis, o grande vencedor de hoje foi Nasser Al Attiyah, no seu Toyota. Foi a sua terceira vitória nesta edição do Dakar, batendo Stephane Peterhensel por dois minutos e três segundos. Carlos Sainz perdeu dezoito minutos nesta etapa, mas com uma hora de avanço para Peterhansel, e sabendo que o seu colega de equipa não o vai atacar, tem agora 44 minutos e 41 segundos para gerir até sábado, em Córdoba, estando por isso cada vez mais perto do seu segundo triunfo no Dakar, depois de o ter conseguido em 2010.

Al Attiyah consolidou o seu terceiro posto, pois acabou na frente de Giniel de Villiers e Bernard ten Brinke, seus companheiros na Toyota. O sul-africano tem doze minutos de atraso e o holandês, vinte e um.

Amanhã, o Dakar prossegue em terras argentinas, entre San Juan e Cordoba, no total de 904 quilómetros, 423 dos quais em troço cronometrado. 

domingo, 7 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 1, Lima-Pisco

A primeira etapa do Rally Dakar, entre as cidades de Lima e Pisco, parecia ser curta em termos de especiais de classificação, mas era imensamente dura, pois acontecia entre dunas e a navegação assistida era muito pouca, arriscando penalizações para quem não as cumprisse. Se nos carros, Nasser Al Attiyah era o melhor na etapa, já Sébastien Loeb e Carlos Sousa perderam mais de cinco muntos e 30 segundos para o vencedor da tirada. Loeb teve problemas com os travões do seu Peugeot, após... três quilómetros de especial, ficando só com travão de mão. E para piorar as coisas, Sousa penalizou mais de duas horas e meia, caindo para o final da classificação, e praticamente viu vaporizadas as suas chances de alcançar o "top ten".

Os Toyota deram um ar da sua graça, com o holandês Bernard Ten Brinke a ser segundo, enquanto que Nicholas Fuchs foi um surpreendente terceiro, ao "jogar em casa" com o seu Borgward. O melhor Mini é o de Bryce Menzies, no quarto posto à frente de Nani Roma. Os Peugeot, por agora, estiveram todos mal, fora do "top ten", com Stephane Peterhansel a perder dois minutos, Cyril Després é o 15º na etapa, na frente de Carlos Sainz.

Nas motos, Sam Sunderland tornou-se no primeiro líder do Dakar, numa prova marcada pelo acidente de Joaquim Rodrigues Jr, no seu Hero Speedbrain, onde foi levado ao hospital e sofreu um ligeiro traumatismo craniano, acabando por ali o seu rali. Snuderland bateu o francês Adrian van Beveren por 32 segundos, enquanto que Pablo Quintanilla foi o terceiro, a 55 segundos, um segundo na frente de Joan Barreda Bort.

Amanhã, o rali Dakar vê mais dunas à volta de Pisco, ida e volta na mesma cidade, num percurso de 278 quilómetros, 267 dos quais em especial de classificação.

domingo, 18 de junho de 2017

ERC 2017 - Rali do Chipre (Final)

Como seria de esperar, Nasser Al Attiyah foi o grande vencedor do Rali do Chipre, o melhor dos sobreviventes de um rali tão duro que o segundo classificado ficou a seis minutos e 12 segundos... e  num Mistubishi Lancer R4, antigo Grupo N! Apesar de tudo, o português Bruno Magalhães vai sair do Chipre como líder do campeonato, quando este chega a meio.

O último dia do Rali do Chipre viu Kajetan Kajetanowicz de volta à estrada para conseguir o máximo possível para fazer diminuir a diferença para o piloto português. E foi o que fez o polaco, ao vencer três das seis especiais deste dia, contra dois de Nicolay Gryazin e um de Nasser Al Attiyah. Contudo, como ambos estavam muito longe para o ameaçar, o piloto do Qatar controlou tudo ao longo do rali.

No final, no "top ten", tirando Nasser, o vencedor, e o quinto classificado, o Skoda Fabia R5 de Albert von Thurn und Taxis, todas as classificações foram ocupadas por pilotos locais. O mais importantes deles todos, Alexandros Tsouloufas, quarto na Acropole, acabou o rali no nono posto, depois de ter perdido oito minutos na décima especial.

O próximo rali será entre os dias 3 e 5 de agosto, em terras polacas.

sábado, 17 de junho de 2017

ERC 2017 - Rali do Chipre (Dia 1)

O rali do Chipre tem fama de ser durissimo, e esta ano confirmou isso. No final do primeiro dia, todos os candidatos estão fora de prova: o polaco Kajetan Kajetanowicz e o português Bruno Magalhães já sairam do rali (sairam no mesmo lugar e tudo!), que é liderado por Nasser Al Attiyah.

Depois da ordem de partida na sexta-feira, o rali começou hoje em passagens de terra (quase de areia!) o rali começou com a primeira passagem por Kalo Chiorio, onde Nikolay Gryazin conseguiu ser o melhor, 0,1 segundos na frente de Nasser Al Attiyah. Kajetan Kajetanowicz foi o terceiro mais rápido perdendo 10,1 segundos, enquanto que Bruno Magalhães foi o sexto, a 38,1 segundos. Mas no final, ele disse que foi prejudicado pelo carro de Murat Bostanci.

“[O piso] estava muito escorregadio, os pneus não são os melhores. O tempo não é minha culpa. Tentei manter a concentração quando estava na poeira do Murat Bostanci [por causa de um furo] nos últimos 10 quilómetros”, comentou, no final da especial.

O segundo troço acabou por ser neutralizado a partir do tempo de Bruno Magalhães, por causa da caixa de velocidades quebrada de Deniz Denner. O piloto tinha feito o terceiro melhor tempo na especial, ficando atrás do local Rauf Dektas e do alemão Albert Von Thurn und Taxis.

Magalhães perdeu mais tempo na terceira especial, ao ser sexto na etapa, atrás de todos os seus adversários. Tinha perdido cerca de um minuto e 13 segundos, e acabou a manhã no quarto lugar, na super-especial de Asfalistiki. E no final da manhã, o piloto da Skoda esperava ter o tempo recuperado, para poder lutar melhor pela vitória. E era por causa disso que estava confuso.

Mas a confusão estava já "resolvida" na quinta especial, a segunda passagem por Kalo Chorio. Bruno Magalhães tinha sido o terceiro na especial e subira ao terceiro lugar da especial, aproveitando a desistência de Nikolay Gryazin, que ficou parado na especial depois de ter danificado o radiador do seu Skoda Fabia R5: “Tenho o para choques danificado devido a uma pedra na estrada, que está cada vez mais saliente à passagem dos concorrentes” comentou Bruno Magalhães.

A sexta especial foi a marcante: Kajetanowicz, Magalhães e Bostanci acabaram no mesmo local, marcando totalmente este rali. Al Attiyah foi o grande beneficiado, vencendo com 9,7 segundos sobre o local Alexandros Tsouloftas e o russo Nikolay Gryazin. E até ao final do dia, Attiyah controlou o seu andamento, pois ficou com mais de três minutos e 19 segundos sobre Tsoulofas. Outro local, Panikos Polycarpou, é o terceiro, num Mistubishi Lancer Evo IX.

Amanhã termina o Rali do Chipre, com a realização de mais oito especiais.  

sábado, 3 de junho de 2017

ERC 2017 - Rali da Acropole (Dia 1)

O qatari Nasser Al Attiyah lidera o rali da Acropole de 2017, no final das seus primeiras classificativas do primeiro dia deste rali grego. O qatari, que anda num Ford Fiesta R5, herdou a liderança após ter visto o russo Nikolay Gryazin dominar grande parte do rali, até que o seu Skoda Fabia R5 pegou fogo entre ligações, terminando o rali por ali. O português Bruno Magalhães é o segundo classificado, a 9,4 segundos da liderança, mas controlando o polaco Kajetan Kajetanowicz, que é terceiro classificado, a 29,5 segundos.

Depois de ontem, os pilotos terem feito um "shakedown", hoje foram para a estrada no sentido de realizarem seis especiais de classificação. Na primeira passagem por Gravia, Gryazin foi o melhor, conseguindo 11,8 segundos sobre Nasser Al Attiyah, e 18,9 sobre o local Sokratis Tsokalidis. Bruno Magalhães fazia o quarto melhor tempo, a 19,8 segundos. Já Kajetan Kajetanowicz era o sexto, a 43,2 segundos do russo da Skoda. Mas isso aconteceu depois de ele ter furado na especial.

Em Amfissa, Kajetanowicz atacou e venceu a especial, conseguindo 4,7 segundos de vantagem sobre Magalhães e 5,4 sobre Gryazin. Al Attiyah era quarto, a 8,8 segundos, na frente de Tsokalidis (a 10,4). Com o resultado, Magalhães subia para o terceiro posto, agora a 19,1 segundos da liderança. Kajetanowicz tentou recuperar o tempo perdido, conseguindo vencer na terceira especial, a de Paelohori, conseguindo 3,6 segundos sobre Gryazin e seis segundos sobre Al Attiyah. Magalhães era quarto, a 11,9 segundos, mas mantinha o terceiro posto, agora a 27,4 segundos.

Na parte da tarde, o piloto português partiu ao ataque, mas perdeu a segunda passagem por Gravia por meros 0,4 segundos a favor de Attiyah. Gryazin foi o terceiro, a 15,2 segundos, e Kajetanowicz perdeu 15,6 segundos para os primeiros, fazendo com que o piloto português consolidasse a terceira posição. Mas na quinta especial, o piloto português foi o melhor, conseguindo uma vantagem de 1,5 segundos sobre Attiyah e 2,9 sobre Gryazin. Kajetanowicz era o quarto nessa especial, a 5,2 segundos.

E foi entre Amafissa e Paleohori que o Skoda de Gryazin pegou fogo, fazendo com que a liderança do rali mudasse de forma dramática. Ali, Kajetanowicz - que sofrera novo furo - partiu de novo ao ataque e venceu a especial, com Magalhães a 6,1 segundos, e Nasser Al Attiyah a 6,4.

"Hoje foi um grande dia pra nós, num rali muito difícil, tanto por ter troços muito específicos como também pelo piso dos mesmos. Estamos num excelente segundo lugar, tendo amealhado mais alguns importantes pontos para o Campeonato. Amanhã vamos tentar manter o ritmo que tivemos hoje da parte da tarde!", comentou Bruno Magalhães na sua página de Facebook,

No final do dia, com Gryazin fora de combate, Nasser é o lider, com 8,4 segundos de vantagem sobre Bruno Magalhães, enquanto que Kajetanowicz é o terceiro, a 29,5 segundos. Tsokalidis é o quarto, a um minuto e dois segundos, na frente do turco Murat Bostanci, a dois minutos e 16 segundos, e o polaco Grzergorz Grzyb, a dois minutos e 45 segundos. O grego Phillipides é o sétimo, a dois minutos e 48 segundos, na frente do cipriota Tsouloftas, do alemão Albert Thurn von Taxis e do grego Elfthios Halkias.

O Rali da Acropole termina amanhã.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Dakar em Cartoons - Nasser Al-Attiyah (Cire Box)

Os Cesares são o equivalente francês aos Oscares, e a estátua é basicamente uma espécie de compactação abstrata feita pelo escultor Cesar Balcaddini (1921-98), e no cartoon feito pelo "Cire Box", basicamente estão a dar como prémio "pelo melhor abandono precoce" aquilo que parece ser o seu carro...

Claro, Nasser Al-Attiyah não diz que está emocionado, afirma apenas que tem "poeira nos seus olhos"...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A(s) image(ns) do dia



Pobre Nasser. Que tem talento e velocidade, tem, mas um pouco mais de sorte poderia ter, especialmente quando este ano vai ter de lidar contra a armada da Peugeot, com os seus 3008 DKR, e com três pilotos capazes, nas figuras de Sebastien Loeb, Carlos Sainz e Stephane Peterhansel. A eventual perda do piloto qatari - mesmo que acabe a etapa e continue, já perdeu duas horas - é um golpe duro aos que esperavam forte concorrência às máquinas francesas, que muitos vêm como prováveis vencedores deste Dakar.

Para piorar as coisas, para Nasser, isto foi duro porque andava a disputar a etapa palmo a palmo com Peterhansel. A coisa poderia ter acabado mal para o outro lado, mas o azar calhou a ele. Arrancar uma roda e arrastar-se até ao final, com as pedras em cima do seu carro para tentar fazer contra-peso, para ver se tinha alguma chance de chegar ao fim e poder trocar todas as peças defeituosas (ou arrancadas) para estar fresco e viçoso para mais uma dura etapa em terras sul-americanas... e ainda por cima, é dos tipos mais simpáticos que se conhece do automobilismo.

Vamos a ver o Dakar não acabou por aqui. Não creio, porque ainda temos os Mini, e agora, o maior opositor aos Peugeot é um velho conhecido do líder, Sebastien Loeb: é o finlandês Mikko Hirvonen.

Dakar 2017 - Etapa 3, Tucuman - Jujuy

A terceira etapa, que ligou hoje as cidades de Tucuman a San Salvador de Jujuy, num total de 780 quilómetros, 364 dos quais em troço cronometrado, acontece numa altura em que motos, carros, camiões e quads começam a subir em altitude, rumo ao planalto do Atacama. As coisas foram de tal forma duras, até em termos de temperatura, que tiveram de suportar até 5ºC a quase cinco mil metros de altitude, o que levou a que existisse a certa altura a neutralização de parte da etapa.

Nos automóveis, o grande vencedor do dia foram os Peugeot, que provavelmente viram hoje o final do rali de um dos seus maiores rivais, o Toyota de Nasser Al Attiyah. O piloto qatari ficou sem uma roda no seu carro no final de uma etapa dura, depois de um duelo com o Peugeot de Stephane Peterhansel pela vitória na etapa. Perdeu mais de duas horas e poderá ter dito adeus ao rali. Por causa disso, houve uma tripla da marca do leão, com o francês a chegar três minutos na frente de Carlos Sainz, enquanto que Sebastien Loeb foi o terceiro, na frente do Mini de Mikko Hirvonen.

Para piorar as coisas, quem também teve um péssimo dia foi Giniel de Villers, pois o piloto sul-africano perdeu mais de 36 minutos devido a problemas mecânicos. Assim sendo, para a Toyota, este foi um péssimo dia.

Na frente. Loeb continua a liderar, mas agora tem 42 segundos de vantagem sobre Carlos Sainz, enquanto que Stephane Peterhansel está a quatro minutos e 18 segundos. Mikko Hirvonen subiu ao quarto posto e está a nove minutos e 18 segundos do comando, e é o melhor dos Mini.

Nas motos, o grande vencedor foi o catalão Joan Barreda Bort, que aproveitou bem para fazer um dos seus melhores desempenhos no Dakar. o piloto da Honda levou a melhor sobre Sam Sunderland, que ficou a 13 minutos e 29 segundos, e sobre o Husqvarna de Pierre-Alexandre Renet, que ficou a 16 minutos e 31 segundos. 

No final da etapa, Barreda Bort referiu que esta era uma “etapa que tinha anotada com especial atenção nos meus planos. Ontem perdi algum tempo, o que foi uma pena, mas hoje tudo correu bem. Controlei os acontecimentos durante o dia e tirei proveito das situações para atacar. A corrida ainda é muito longa pelo que as diferenças que foram estabelecidas ainda não representam muito. Esta estratégia que adotei de controlo e ataque penso que é a ideal”.

Paulo Gonçalves ficou na quinta posição, a 17 minutos e 20 segundos, enquanto que Joaquim Rodrigues Jr foi o segundo melhor português, sendo o 18º na etapa, na frente de Hélder Rodrigues, que é meramente o 24º e já perdeu uma hora para os da frente.

Na geral, Barreda Bort tem agora uma vantagem de onze minutos e 20 segundos sobre Sam Sunderland, enquanto que Paulo Gonçalves manteve o terceiro posto, a 14 minutos e 42 segundos.

Amanhã, o Rali Dakar continua a subir até aos Andes e o Atacama, num troço entre Jujuy e Tupiza, já em terras bolivianas, num troço que terá 521 quilómetros, 416 dos quais em troço cronometrado.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

WRC: Attiyah adia projeto para 2018

A Volkswagen vai voltar a correr no WRC, com o carro que prepararam para 2017... mas não vai ser nesta temporada. Nasser al-Attiyah será a pessoa que dará a cara no projeto apoiado pelo governo do Qatar, do qual se gastará perto de 15 milhões de euros por temporada, mas porque o projeto apareceu muito tarde em termos de calendário, tudo será feito ao longo deste ano para desenvolver o carro, com vista para a próxima temporada, onde competirá com Ford, Toyota, Hyundai e Citroen. 

Existiram conversas, mas o tempo para arranjar tudo era pouco e isso não ajudou nada. Vamos trabalhar neste projeto nos primeiros meses de 2017, de modo a que possa ser uma realidade em 2018” começou por dizer al-Attiyah em Assuncion, onde está a correr o Dakar.

Para além disso, o piloto também disse que estão interessados num dos pilotos que estiveram no projeto da Volkswagen, Sebastien Ogier e Anders Mikkelsen, já que Jari-Matti Latvala está no projeto da Toyota Gazoo. “A ideia foi muito bem acolhida no Qatar, mas não foi possível manter o Ogier a bordo por muito tempo”, concluiu.

Contudo, a ideia de Ogier de volta a guiar o carro da Volkswagen é bem possivel, porque o contrato do piloto francês com a Ford é apenas de uma temporada, logo, regressar ao projeto agora apoiado pelo governo qatari é uma possibilidade bem grande, dado o conhecimento do carro. Quanto ao norueguês, ele vai andar toda a temporada com um Skoda Fabia R5, logo, de uma certa forma, não perde o vínculo com a Volkswagen, que precisará sempre de um piloto de desenvolvimento, caso venha a existir a possibilidade de desenvolver o Polo R 2017....