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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 9 (Pisco-Pisco)

O Dakar está a chegar ao fim, mas nem tudo está decidido, pelo menos à partida da penúltima etapa da prova, em terras peruanas. E Nasser Al Attiyah define-se cada vez mais como o vencedor, graças à sua consistência e os azares da concorrência. Como hoje, quando Sebastien Loeb perdeu tempo ao ficar parado numa das dunas peruanas. O piloto francês de Peugeot perdeu uma hora e 15 minutos para o vencedor do dia, Nasser Al-Attiyah.

No final do dia, o piloto qatari foi o vencedor, com quase cinco minutos de avanço sobre Nani Roma, o segundo classificado, e Giniel de Villiers, noutro Toyota, a ser o terceiro, a sete minutos e 15 segundos.

Agora, somente uma catástrofe tirará Al Attiyah da sua terceira vitória nesta mitica do Todo o Terreno, depois das vitórias de 2011 e 2015. E vai ser o terceiro com três carros diferentes. O primeiro com a Volkswagen e o segundo com o Mini All Racing. O piloto têm um avanço de 51 minutos e 27 segundos sobre Nani Roma, enquanto Sebastien Loeb é o terceiro, agora a uma hora e 15 minutos.

Nas motos, houve uma estreia. Michael Metge venceu pela primeira vez uma tirada do Dakar e ofereceu à Sherco o primeiro triunfo na prova deste ano. O antigo piloto da Honda bateu por dois minutos o colombiano Daniel Nosiglia, em Honda. Quem vai ter um Dakar amargo será  Adrien Van Beveren, que viu o motor da sua Yamaha ceder a 16 quilómetros do final do troço e foi forçado a abandonar. Tinha partido de Pisco no quarto posto da geral, mas pela segunda vez seguida, não irá chegar à meta, em Lima.

Na geral, Toby Price tem um minuto e dois segundos de vantagem sobre Pablo Quintanilla, e seis minutos e 35 segundos sobre Panlo Quintanilla. E ao contrário dos automóveis, o vencedor nas motos está um pouco indefinido.

Amanhã termina o Dakar, com o percurso entre Pisco e Lima, a capital peruana.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 8 (San Juan de Marcona - Pisco)

A etapa de hoje entre San Juan de Marcona e Pisco, nas areias peruanas, foi feita debaixo de imenso calor e ficou marcada pelos feitos de Carlos Sainz. Na primeira parte, assumiu a liderança e parecia deslocar-se no pelotão, mas dpeois ficou parado nas areias peruanas e demorou mais de uma hora para sair.

Com isso, quem venceu a etapa foi Sebastien Loeb, que conseguiu 15 minutos e 15 segundos dew avanço sobre o polaco Kuba Przygonski, no seu Mini. Giniel de Villers foi o terceiro, e o melhor dos Toyota, a 15 minutos e 55 segundos.

Mas quem se consolidou na liderança foi Nasser Al Attiyah, com o seu Toyota. Quarto na especial, só com um problema grave é que o qatari perde este Dakar, pois tem um avanço de 46 minutos e 29 segundos de avanço sobre Staphane Peterhansel, que hoje perdeu mais de meia hora e a duas etapas do fim, praticamente atirou a toalha ao chão. Sebastien Loeb é o terceiro da geral, a 46 minutos e 45 segundos, capaz perfeitamente de assaltar o segundo posto.

Nas motos, a grande novidade foi o abandono de Ricky Brabec, que saiu do Dakar com o motor partido. O piloto americano, que tinha recuperado a liderança, não vai chegar ao fim, e entregou o comando agora a Toby Price.

Em termos de etapa, os KTM dominaram. Matthias Walkner foi o melhor, conseguindo superar no final da etapa as motos de Pablo Quintanilla, a 45 segundos do vencedor, e de Toby Price, que provavelmente abrandou para ver se amanhã não abria a etapa. Foi terceiro, a um minuto e 13 segundos.  Adrien Van Beveren, outro candidato ao título, perdeu mais de 11 minutos para a frente da corrida e caiu para o quinto posto.

Amanhã, o Dakar parte para a penultima etapa, à volta de Pisco, no total de 313 quilómetros cronometrados, mais 96 de ligação.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 6 (Arequipa-San Juan de Marcona)

Depois do dia de descanso em Arequipa, o Dakar prossegue hoje com uma etapa-maratona entre Arequipa de San Juan de Marcona, no total de 502 quilómetros, 336 dos quais em troço cronometrado.

Nos automóveis, foi mais um dia de Sebastien Loeb. o piloto francês venceu a sua terceira etapa em 2019, batendo Nasser Al Attiyah por dois minutos e 17 segundos. Carlos Sainz é o terceiro da etapa, a seis minutos e 56 segundos. Nani Roma acabou em quinto, perdendo treze minutos e oito segundos para Loeb.

Stéphane Peterhansel teve um dia difícil. O francês ainda recuperou algum tempo com o erro dos dois primeiros, mas, no final, acabou por perder 18 minutos e 49 segundos.

Na geral, Al-Attiyah aumentou a sua vantagem para 37 minutos e 43 segundos, para Loeb, que, agora, é o segundo classificado do Dakar. Peterhansel caiu para terceiro, a 41 minutos e 14 segundos. Nani Roma é agora quarto, a 45 minutos e 24 segundos.

Nas motos, Pablo Quintanilla foi o melhor, e com isso, ficou com o comando da prova.  O piloto chileno da Husqvarna terminou com um minuto e 52 segundos de vantagem para Kevin Benavides enquanto o austríaco Matthias Walkner, da KTM, fechou o pódio da etapa. Ricky Brabec, que até então era o líder da prova, terminou o dia como quinto mais rápido, a sete minutos e meio de Quintanilla.

Com a vitória na etapa e com o atraso de Brabec, Quintanilla assumiu a liderança do Dakar, estando agora com quatro minutos e 38 segundos de vantagem para o piloto norte-americano. Toby Price é terceiro, a cinco minutos e 17 segundos do comando.

Sam Sunderland, devido à má etapa que teve, caiu de segundo para sétimo, estando agora a 21 minutos e seis segundos da liderança do Dakar.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 5 (Moquegua - Arequipa)

Na véspera do dia de descanso, em Arequipa, Sebastien Loeb foi o melhor pela segunda vez neste rali, apesar de algumas queixas por causa da falta de tratamento por parte da organização.

Entre Maquegua e Arequipa, Loeb tomou a dianteira, depois de Stephane Peterhansel se ter atrasado, tendo perdido 28 minutos para o piloto francês. O nove vezes campeão do mundo de ralis bateu Nasser Al-Attiyah por mais de nove minutos, mas quem lidera o campeonato é Peterhansel, com 26 minutos e 28 segundos de avanço sobre o qatari da Toyota.

Nani Roma é terceiro na geral, a 34 minutos e 33 segundos, seguido pelo polaco Kuba Przygonski, a 38 minutos e 12 segundos. Loeb passa a quinto, a quarenta minutos exatos.

Nas motos, Sam Sunderland foi o melhor, em vários aspectos. Não só venceu a etapa como ainda ajudou Paulo Gonçalves, cuja prova terminou hoje da pior forma, com uma queda que causou um ligeiro traumatismo craniano e uma fratura na mão esquerda. E lá se foi a maior esperança de um "top ten" português neste Dakar. 

Os quase onze minutos que perdeu a ajudar o piloto da Honda foram depois compensados pela organização, e acabou por subir ao segundo lugar da geral, agora a 59 segundos do americano Ricky Brabec.

Amanhã é dia de descanso no Dakar, com a caravana a pernoitar em Arequipa.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 4 (Arequipa - Moquegua)

Nasser al Attiyah ampliou a sua liderança no Rali Dakar após a realização da quarta etapa, entre Arequipa e Moquegua, nas areias peruanas. O piloto do Qatar, a bordo do seu Toyota, venceu a etapa-maratona e distanciou-se da concorrência. Apesar de tudo, foi uma etapa aguerrida, acabando com uma distância de quase nove minutos entre ele e o segundo classificado, Stephane Peterhansel.

Yazeed al-Rahji perdeu hoje um quarto de hora e caiu para o quinto lugar da geral.  Giniel de Villiers e Bernhard Ten Brinke sofreram muito, com o holandês a sofrer danos no carro e o sul-africano a ajudar a reparar o bolido do seu companheiro de equipa. Já Sebastien Loeb foi apenas quinto na etapa e é sexto da geral, a 50 minutos dos da frente.

Nas motos, Ricky Brabec foi o grande vencedor, dando à Honda a sua segunda vitória à geral, com Matthias Walkner em segundo, no seu KTM, ficando a seis minutos e 19 segundos. A vitória de Brabec eu a liderança à geral, pois Pablo Quintanilla abriu a etapa e perdeu muito tempo, caindo na geral, a dois minutos e 19 segundos do comando.

Já Paulo Gonçalves realizou mais uma jornada muito sólida e sem excessos, acabando num positivo sexto lugar. Agora, é oitavo da geral, a vinte minutos e 45 segundos de Brabec.

Hoje foi o primeiro dia de etapa maratona, uma especial com 400 quilómetros, cambiou muito o cenário dos três primeiros, tivemos apenas 3 ou 4 quilómetros de dunas, o resto foram pistas rápidas com muito fesh-fesh e muita pedra. A minha prioridade era chegar ao fim deste primeiro dia de maratona sem problemas, não ter trabalho na mecânica e também conservar o físico. Amanhã o objetivo é terminar também sem problemas para que possamos chegar ao dia de descanso e poder recuperar o físico”, comentou o piloto da Honda.

Amanhã o pelotão retoma a Arequipa, onde terá a última especial cronometrada antes do dia de descanso. No total, serão 345 quilómetros cronometrados.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 3 (San Juan de Marconda - Arequipa)

A terceira etapa do Dakar foi péssima para as cores espanholas. Entre San Juan de Marconda e Arequipa, houve mudanças quer na liderança das motos, quer na liderança dos carros. Nasser Al Attiyah voltou à liderança e Carlos Sainz perdeu várias horas no rali, depois de problemas no seu Mini.  

Outros que também ficaram parados devido a problemas mecânicos foram o sul-africano Giniel de Villers, que teve problemas no seu Toyota, e Sebastien Loeb, que teve problemas para passar nas duas a bordo do seu Peugeot. No final do dia, Stephane Peterhansel foi o vencedor, três minutos e 26 segundos na frente de Nasser Al Attiyah. Desta forma, a classificação geral levou uma grande volta, agora com Al-Attiyah a reassumir a liderança da prova, com seis minutos e 48 segundos de avanço para o Mini do saudita Yazeed Al-Rahji. Stephane Peterhansel é terceiro, a sete minutos e três minutos de distância do primeiro.

Nani Roma foi quarto na etapa, perdendo 18 minutos para Attiyah e uma posição na geral, caindo para o quarto posto. Já Sebastien Loeb perdeu 42 minutos e 55 segundos para o seu compatriota da Mini, caindo do quinto para o oitavo lugar.

Nas motos, foi outro dia de loucos: Barreda Bort desistiu, Matthias Walkner atrasou-se, tal como Ricky Brabec. O grande vencedor foi Xavier de Soultrait. O piloto francês realizou uma jornada sem sobressaltos ao nível da navegação e colheu os frutos disso mesmo ao ser o mais rápido, oferecendo assim a primeira vitória neste Dakar à Yamaha. Pablo Quintanilla foi segundo, a meros 15 segundos, e ele é o novo líder da categoria.

"Estou muito desapontado. Eu comecei muito bem, sentindo forte, atacando e alcançando os pilotos à minha frente. Eu cheguei em um pico onde estava realmente nublado. Não houve visibilidade e eu [acabei por] descer. Estava muito escorregadio, era impossível para mim voltar [a subir], procurei uma solução no fundo, mas não encontrei nenhuma, não havia saída", contou Barreda, depois de ser evacuado de helicóptero.

Quanto a Paulo Gonçalves, fez uma boa operação, limpinha sem problemas, tendo conseguido ficar no sexto lugar na etapa e assim subir á nona posição da geral. A sua abordagem cautelosa parece estar a dar dividendos, num percurso onde, de um momento para o outro, se pode perder tudo o que se ganhou nos dias anteriores.

Na geral das motos, o piloto chileno lidera com 11 minutos e 23 segundos de avanço sobre Kevin Benavides, que agora é o cabeça de série da Honda. O britânico Sam Sunderland, no seu KTM, é terceiro da geral, a doze minutos e doze segundos do primeiro posto.

Amanhã, o Dakar vai de Arequipa até Monegua, no total de 405 quilómetros, 106 dos quais são cronometrados.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Dia 2 (Pisco-San Juan de Marconda)

A segunda etapa do Dakar, entre Pisco e San Juan de Marconda, mostrou um Sebastien Loeb em recuperação, acabando por vencer a etapa, depois de um duelo com Bernhard ter Brinke e Nani Roma. O italiano acabou por ser o segundo na etapa, perdendo oito segundos para o piloto francês. ten Binke foi o terceiro, a um minuto e vinte segundos do primeiro.

Giniel de Villers foi o quarto e o melhor dos Toyota, já que Nasser Al Attiyah perdeu tempo e foi apenas 11º, a sete minutos e 37 segundos de Loeb. Stéphane Peterhansel ficou ainda pior, terminando  apenas em 17º e perdeu 15 minutos e nove segundos para o francês.

Na geral, o novo líder é Giniel de Villers, no seu Toyota, que têm uma vantagem de 28 segundos sobre ten Brinke, enquanto o terceiro é agora Nani Roma, a 42 segundos do sul-africano da Toyota. Sebastien Loeb é agora o quinto da geral, enquanto Nasser al Attiyah caiu para a oitava posição.

Nas motos, foi um duelo entre Ricky Brabec e Matthias Walkner, com o resultado a ser favorável ao piloto austríaco. No final, foram 22 os segundos que separaram ambos os pilotos. Barreda Bort foi o terceiro na especial, pagando o preço por ter aberto a especial, cedendo um minuto e 41 segundos para o vencedor. Continua a liderar, mas agora a diferença é de um minuto e 31 segundos para Walkner.

Paulo Gonçalves foi o melhor dos portugueses, sendo 11º, a 14 minutos e 12 segundos, e mantendo a mesma posição na geral.

Amanhã, o Daka ligará San Juan de Marconda e Arequipa, num total de 467 quilómetros, 331 dos quais em especial cronometrada. 

sábado, 20 de janeiro de 2018

Dakar 2018 - Última etapa, Córdoba-Córdoba

E acabou o Dakar 2018. Nos caminhos à volta de Córdoba, máquinas e pilotos preocuparam-se mais em chegar à meta, depois de duas semanas bem exaustivas nos desertos de Peru, Bolivia e Argentina, até receberem a devida recompensa.

Carlos Sainz foi o melhor neste rali, levando a maias uma vitória da Peugeot, no ano em que, provavelmente, irão abandonar os "rally-raids". Para o piloto espanhol, repetiu a vitória que tinha alcançado em 2010, e claro, no final estava feliz com o evento. E curiosamente, lembrou-se da sua carreira no WRC por causa de uma coincidência: foi em Córdoba que venceu ali pela última vez.

Estou muito feliz, é uma recompensa merecida. Que alegria tão grande. Como coincidência, venci aqui o meu último rali do WRC, nestes mesmos caminhos, em 2004. Córdoba e a Argentina deram-me mais uma grande alegria. Tenho abandonado o Dakar nestes últimos anos, mas dei sempre o meu máximo. Este ano, o Dakar foi duríssimo. Agora vou desfrutar da vitória e só depois penso no futuro. A Peugeot vai sair e eu vou ver o que decido com a família”, disse o espanhol.

Nasser al Attiyah, segundo classificado na edição deste ano, afirmou estar mais aliviado com o facto de ter chegado ao fim, a 43 aminutos do vencedor, mas afirmou que este foi um Dakar bem duro. E falou disso no final:

Este Dakar foi uma loucura, mas é assim que gostamos, quando os resultados mudam todos os dias. Estou muito contente por terminar. Durante muito tempo pensámos que íamos terminar fora do pódio, por isso, terminar em segundo não está mal, ainda para mais com todos os problemas que tivemos durante a primeira semana. Vou-me esforçar ao máximo para no ano que vem podermos ganhar”.
 
Para esta última etapa, os organizadores decidiram mandar para a pista os concorrentes na ordem inversa da etapa anterior, e o vencedor foi o Toyota do sul-africano Giniel de Villiers, a sua primeira desde 2014. O piloto da Toyota bateu Stephane Peterhansel por 40 segundos, Nasser Al-Attiyah por 41 e deixou o local Lucio Álvarez a 43.

Com Sainz como vencedor e Nasser no segundo posto, a vitória do piloto sul africano com Córdoba assegura também o lugar mais baixo do pódio para ele, o seu oitavo no Dakar, ele que é o vencedor da edição de 2009, nessa vez com a Volkswagen. Stephane Petersonsel acabou nob quarto posto da geral, numa edição que não foi muito boa apra ele, devido aos seus imensos problemas com o seu Peugeot.

Nas motos, Kevin Benavides deu o seu melhor para apanhar Matthias Walkner, mas apesar de ter vencido a etapa, com 54 segundos de avanço sobree Toby Price e dois minutos e 49 sobre Antoine Méo, o piloto austríaco da KTM acabou por ser o grande vencedor, batendo-o na geral por cinco minutos e 38 segundos.

É completamente louco. Meu objectivo era alcançar um lugar no pódio, mas vencer é um sonho tonado realidade. A luta pela vitória foi sempre muito apertada ao longo de toda a prova e a 10ª etapa acabou por ser decisiva Foi muito apertado, e o 10º estágio foi chave neste rali. É preciso ter sorte, umas vezes temos e outras não . Desta vez a sorte esteve do meu lado”, afirmou.

Walkner também teve a sorte no seu lado: sempre constante, nuinca teve grandes avarias mecânicas e sempre fez as coisas bem feitas, aliado à sorte que muitos acabaram por não ter, especialmente na primeira semana.

Acabou o Dakar de 2018, ano que vêm haverá mais.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 13, San Juan - Cordoba

O Dakar está a chegar ao fim, depois de duas semanas exaustivas em terras peruanas, bolivianas e argentinas, correndo entre dunas, ribeiros e o planalto de sal de Uyuni. 

Nesta penúltima etapa, esta ficou marcada pelo acidente de Stephane Peterhansel, à volta do quilómetro 80, deixando o seu carro severamente danificado e a necessitar de ajuda para continuar na prova. Acabou por cair para o quinto posto, e agora, Nasser Al Attiyah tornou-se no segundo classificado, e estava a quase uma hora (57 minutos e 35 segundos), na frente do seu companheiro de equipa, Bernhard ten Brinke. Contudo, o piloto holandês teve um problema mecânico no seu Toyota e acabou por abandonar a prova.

Nas motos, Toby Price voltou a vencer, com Kevin Banavides no segundo lugar, a dois minutos e três segundos, enquanto que Antoine Meo chegou ao lugar mais baixo do pódio, as dois minutos e 44 segundos. Nesta etapa, já em gestão, Matthias Walkner, perdeu 11 minutos e 32 segundos para o vencedor, tudo para chegar ao fim no primeiro lugar.

A uma etapa do fim, Walkner é o líder da classificação com uma vantagem de pouco mais de 20 minutos para o argentino Kevin Benavides.

Amanhã, o Dakar termina com uma etapa à volta de Córdoba, com 284 quilómetros, 119 dos quais em troço cronometrado.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 12, Chilecito - San Juan

A etapa de hoje do Dakar, que liga Chilecito a San Juan e tinha em agenda 375 quilómetros cronometrados mais 348 de ligação o que perfaz um total de 723, mostra que o Dakar já está a chegar ao fim, à medida que se aproximam de Córdoba, a chegada da edição deste ano.

Contudo, a etapa começava "manca", quando se soube na véspera de que esta tinha sido cancelada para as motos e "quads", com a organização a alegar "razões de segurança" pelo seu cancelamento, não explicadas. 

Nos automóveis, o grande vencedor de hoje foi Nasser Al Attiyah, no seu Toyota. Foi a sua terceira vitória nesta edição do Dakar, batendo Stephane Peterhensel por dois minutos e três segundos. Carlos Sainz perdeu dezoito minutos nesta etapa, mas com uma hora de avanço para Peterhansel, e sabendo que o seu colega de equipa não o vai atacar, tem agora 44 minutos e 41 segundos para gerir até sábado, em Córdoba, estando por isso cada vez mais perto do seu segundo triunfo no Dakar, depois de o ter conseguido em 2010.

Al Attiyah consolidou o seu terceiro posto, pois acabou na frente de Giniel de Villiers e Bernard ten Brinke, seus companheiros na Toyota. O sul-africano tem doze minutos de atraso e o holandês, vinte e um.

Amanhã, o Dakar prossegue em terras argentinas, entre San Juan e Cordoba, no total de 904 quilómetros, 423 dos quais em troço cronometrado. 

Youtube Dakar Video: O susto de Gabiela Novotna

O video que se segue trata-se de um exemplo de um susto enorme, e depois de um exemplo de desportivismo do qual o Dakar é sempre norteado, devido à sua dificuldade. 

O caso conta-se neste parágrafo: a checa Gabriela Novotna, de 29 anos, concorre este ano numa moto Husqvarna, e numa zona de dunas, sofreu uma queda. Contudo, quanto iria pegar na sua moto para continuar, apareceu o buggy de Patrick Sireyjol, que quase a atropelou. Sireyjol, antigo "motard", e o seu navegador, Francois Xavier Beguin, a ofereceram para ajudar a reparar a sua moto, caso ela tivesse sido danificada pela passagem do carro em cima dela.

Como é óbvio, ninguém ficou magoado e ambos continuam, a ver se cruzam a meta em Córdoba.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 10, Salta-Belén

Com o cancelamento da etapa de ontem, entre Tupiza e Salta, na Argentina, máquinas e pilotos moveram a caravana para evitar as inundações que estão a afetar a região. Contudo, o dia de ontem não passou sem uma polémica que afetou os pilotos da frente.

Aparentemente, durante a etapa de domingo, o holandês Kees Koolen, piloto de quads, fez queixa de que tinha sido tocado por um carro, tendo ficado atolado. Carlos Sainz e Stephane Peterhansel, pilotos da Peugeot, passaram pelo local, bem como o Mini de Yazid Al-Rahji, e não prestaram auxilio ao piloto que estava em apuros.

Sainz disse que ele se desviou para não prejudicar o Peugeot, negando qualquer toque da sua parte. Contudo, ambos foram chamados pela organização e no final, Sainz foi penalizado em dez minutos devido ao seu incidente. Com isso, agora tem pouco menos de uma hora de avanço para o qatari Nasser Al-Attiyah, o segundo da geral. A Peugeot ja disse que iria apelar da decisão à FIA, em Paris.

Quanto ao espanhol, bicampeão do mundo de WRC, afirmou a sua inocência: “Era uma zona de muita lama, acionei o sentinel, vejo que ele me vê, ele sai da pista, e nesse momento acelero, quando ele sai da pista perde o controlo, volta para a pista e eu não lhe acerto por milagre. Mas não lhe toquei. O meu carro não tem qualquer impacto e se lhe acertasse desintegrava-o, tinha sido muito pior” disse.

Agora, em terras argentinas, entre Salta e Belén, os concorrentes iriam enfrentar um duro setor cronometrado de 373 quilómetros, onde as altas temperaturas (em contraste com a chuva e frio da Bolívia) e o regresso da areia colocaram à prova os resistentes desta longa maratona.

Nos automóveis, Peterhansel venceu novamente, diminuindo a sua desvantagem em relação a Carlos Sainz. Quanto a Nasser Al Attiyah, ele teve um dia dificil quando um braço da suspensão do seu Toyota partiu-se. As reparações foram feitas e acabou a mais de 29 minutos do vencedor. Giniel de Villiers, noutro Toyota, foi o segundo na etapa, a oito minutos e 46 segundos de Peterhansel.

Nas motos, foi um dia de loucos. Teve um pouco de tudo, primeiro, com Kevin Benavides a liderar, antes de cometer um erro de navegação, que os fez desviar em dez quilómetros do percurso designado. Adrian Van Beveren aproveitou, partiu para o ataque e ficou com a liderança. Mas o piloto francês sofreu uma queda a três quilómetros da meta e acabou por abandonar. Os médicos vieram que ele tinha fraturado a clavícula direita e mais alguns traumatismos no torax.

E no final, acabou por ser Mathias Walkner a ser o triunfador nesta etapa, onde os erros de navegação acabaram por ser decisivos. Benavides e Price perderam quase 50 minutos, Meo uma hora, tal como Ricky Brabec Stevan Svitko.

Pablo Quintanilla foi o segundo, a 11 minutos e 35 segundos, enquanto que Gerard Ferrés Guell foi o terceiro, a 16 minutos e 21 segundos. Barreda Bort foi apenas 13º, perdendo 38 minutos e 15 segundos.

Na geral, Walkner agora lidera no seu KTM com Barreda a ser segundo, a 39 minutos e 42 segundos.

Amanhã, máquinas e pilotos andarão entre Belén e Fiambalá/Chilecito, no toral de 484 quilómetros, 280 dos quais em troços cronometrados.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Peterhansel foi o melhor na Bolívia

Stephane Peterhansel pode não ter mais chances de vitória depois do que aconteceu ontem, mas hoje, na (agora única) etapa em terras bolivianas, entre Uyuni e Tupiza. O piloto francês conseguiu ser mais veloz do Cyril Després, em 49 segundos, e Nasser al Attiyah, em dois minutos e 12 segundos. Foi uma tirada bem equilibrada, marcada pela desistência de Carlos Sousa, vitima de um radiador furado no seu Renault Duster.

Mesmo assim, Peterhansel afirma que, apesar de ter sido um bom dia, as suas chances vitórias são escassas: “Foi longo, com secções complicadas em altitude, portanto já foi difícil. Mas pelo menos não tivemos problemas, o que é bom. Não estou de volta à discussão porque estamos a falar de horas de diferença e só recuperámos alguns minutos. Ganhar dois minutos ao Nasser Al-Attiyah não nos recoloca na discussão”, começou por dizer.

O piloto da Peugeot comentou ainda o cancelamento da nona etapa: “É uma pena que a etapa de amanhã tenha sido cancelada porque precisávamos de todas as oportunidades que tivéssemos nas mãos para recuperar tempo”.

Na geral, Carlos Sainz mantém a liderança, agora com uma hora, seis minutos e 37 segundos de avanço para Nasser Al-Attiyah. Hoje recuperou um pouco, enquanro que Peterhansel é terceiro, mas a uma hora, 13 minutos e 42 segundos de Sainz. A dez minutos do homem da Peugeot está o holandês Ten Brinke, no seu Toyota, com o sul-africano De Villiers agora a ser o quinto, a uma hora, 37 minutos e nove segundos.

Nas motos, Antoine Meo foi o melhor em terras bolivianas. O piloto da KTM foi melhor do que o Honda de Ricky Brabec em um minuto e oito segundos, enquanto que o terceiro melhor tempo ficou nas mãos de Toby Price, que terminou a dois minutos e 45 segundos do seu companheiro de equipa, na frente de Kevin Benavides. O piloto argentino perdeu cinco minutos e 52 segundos na etapa deste domingo.

A estratégia era atacar ao máximo e andei no limite. Mas depois parei para ajudar o Quintanilla que tinha caído e estava com um problema na moto e quando retomei a corrida perdi algum ritmo e acabei por cair também perto do quilómetro 400, mas a moto está bem. Agora com o cancelamento da etapa de amanhã as minhas chances de atacar a liderança ficam, mais reduzidas, mas vou dar tudo a caminho de Fiambalá. Está tudo em aberto quando à vitória na prova”, comentou Meo.

Joan Barreda Bort, ainda a recuperar da queda de ontem que o feriu num joelho, este domingo perdeu 12 minutos, tendo também pago a fatura por abrir a pista. Mas resiste a todos os obstáculos. Adrian Van Beveren, o líder da geral, terminou a etapa a oito minutos e 44 segundos do vencedor, e a diferença para Benavides diminuiu para meros... 22 segundos.

Com esta diferença tão curta, vai ser mesmo até ao fim até que saberemos quem será o vencedor nesta categoria. Matthias Walkner, o terceiro da geral, não está longe: oito minutos e 44 segundos.

Com a etapa de amanhã cancelada, máquinas e pilotos retomarão ao Dakar na terça-feira, numa etapa entre Salta e Belén, em terras argentinas, no total de 795 quilómetros, 392 dos quais em troço cronometrado.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Sainz é o novo líder

Depois de um dia de descanso, máquinas e pilotos voltaram hoje à estrada, em terras bolivianas, entre La Paz e Uyuni, numa etapa-maratona, sem assistência externa, com os pilotos a repararem os seus próprios carros. Foi uma etapa onde Stephane Peterhansel perdeu muito tempo (uma hora e 45 minutos) devido a um problema na suspensão do seu carro, que o obrigou a várias reparações no seu Peugeot.

No final, venceu Carlos Sainz, com onze minutos e 21 segundos de avanço para os Toyotas de Giniel de Villiers, enquanto que Nasser Al-Attiyah (Toyota) terminou na terceira posição a 13 minutos e 51 segundos. Com isto, o piloto espanhol é o líder do Dakar, com uma hora e onze segundos sobre Nasser Al Attiyah e uma hora e vinte sobre Giniel de Villiers, desconhecendo-se se Peterhansel irá ou não continuar. O piloto francês acabou por fazer, mas a liderança está perdida.

Nas motos, Juan Barreda Bort esteve imparável e venceu a etapa. Mas... mesmo ganhando quase três minutos à concorrência, Barreda sofreu uma queda e feriu-se no joelho, desconhecendo-se está capaz de continuar o rali.

Decidi andar forte logo no inicio da etapa e até ao quilometro 300 andei a um ritmo muito alto, no entanto sofri uma queda forte numa saída de pista num riacho e a moto caiu-me em cima  e aleijou-me o joelho o que fez com que tivesse alguma dificuldade em colocar o pé no chão, sobretudo nas curvas para a esquerda. A partir desse momento decidi reduzir o ritmo por causa das dores e agora vamos ver o que podemos fazer, mas parece muito complicado continuar em prova”, afirmou no final da etapa o piloto espanhol.

Atrás de Barreda, ficou Adrian ven Beveren, que com os quase três minutos de desvantagem sobre o piloto espanhol, ficou com a liderança do Dakar, pois Kevin Benavides acabou a oito minutos e dois segundos sobre Barreda, e o piloto francês da KTM é agora o novo líder, com 3 minutos e 14 segundos sobre o argentino. Barreda Bort é o terceiro, a quatro minutos e 45 segundos do líder.

Amanhã, a caravana do Dakar sairá de Uyuni e chegará e Tupiza, cumprindo um total de 584 quilómetros, dos quais 498 serão cronometrados. Vai ser a última etapa totalmente feita em solo boliviano, antes de entrarem na Argentina.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 5, San Juan de Marconda-Arequipa

A etapa de hoje, entre San Juan de Marconda e Arequipa, num total de 770 quilómetros, dos quais 264 são cronometrados, marcou a despedida da caravana do Dakar ao Peru e à chegada à altitude dos Andes, pois a cidade se situa a mais de 2400 metros, com a Bolivia à vista. 

Como sempre a etapa continuou a acontecer junto ao mar, com as dunas de areia a fazerem os seus estragos - especialmente as de Tanaca - e foi esta a etapa onde aconteceu outra baixa de vulto: Sebastien Loeb, o nove vezes campeão do WRC e que pretendia vencer também o Dakar, abandonou depois de um acidente que deixou magoado o seu navegador e amigo, Daniel Elena. Mais uma baixa de peso na caravana da Peugeot, na sua luta contra a Toyota neste Dakar.

Rodamos a cerca de 30 km/hora, e assim não vejo como podemos continuar”, disse Loeb. Elena ficou magoado no esterno, e também não está bem do cóccix, e não planeia retomar a corrida: “Sou  duro, mas isto assim não dá. Se eu tivesse algo no braço ou se fosse apenas o esterno, talvez? Mas assim… ”, afirmou um magoado Elena.

Aliás, não foi só Loeb que teve dificuldades. Dos Peugeot, somente Peterhansel é que se safou das dunas peruanas, enquanto que Sainz demorou mais tempo, perdendo 18 minutos à geral.

Nas motos, Joan Barreda Bort arrasou, mostrando a imprevisibilidade que está a ser esta Dakar nesta categoria. O piloto espanhol começou a tirada ao ataque tal como tinha acontecido ontem, e acabou com uma vantagem de quase 10 minutos e meio sobre o austríaco Matthias Walkner, da KTM. Adrien van Beveren não esteve muito bem na etapa e viu reduzida a sua vantagem para um minuto sobre o argentino Kevin Benavides.

O chileno Pablo Quintanilla teve também para esquecer. Segundo da classificação geral no início da jornada, o homem da Husqvarna cedeu 28 minutos e 52 segundos para Barreda Bort, depois de não ter evitado uma queda. Assim, ele caiu para nono na geral e está a 16 minutos e 12 segundos de Adrien Van Beveren.

Amanhã, o Dakar sai de Arequipa, no Peru e acaba em La Paz, a capital da Bolivia, numa etapa que terá 758 quilómetros, 313 dos quais em especial cronometrada, e que levará os concorrentes às altitudes dos Andes.

Dakar 2018: Etapa 4, San Juan de Marconda-San Juan de Marconda

A paisagem pode ter sido bela - à beira do Oceano Pacifico - mas os concorrentes que andaram à volta de San Juan de Marconda, palco da quarta etapa, não tiveram mãos a medir por causa das dunas à volta daquela localidade peruana. E que deu cabo das mentes e dos corpos de muita gente, deste Dakar que está a ser bem duro para todos.

Nos automóveis, foi um grande dia para a Peugeot. Sebastien Loeb foi o grande vencedor, conseguindo uma vantagem de um minuto e 35 segundos sobre Carlos Sainz. Stephane Peterhansel foi o terceiro, a três minutos e 16 segundos para o seu companheiro de equipa. Mas nem tudo foram maravilhas para a Peugeot: Cyril Després acabou por abandonar a competição, fruto de um embate numa pedra que danificou gravemente a zona traseira direita do seu 3008 DKR Maxi.

No final, o nove vezes campeão do mundo de ralis estava contente: “Foi um dia divertido: uma especial longa com muitas dunas e uma partida diferente, lado-a-lado, na praia. O terreno era traiçoeiro, pelo que o mais importante era não ficar atolado e penso que alguns concorrentes perderam algum tempo com isso. Mas, felizmente, passamos bem por todo lado e acabámos por vencer. O mais incrível é a diferença ter sido de apenas um minuto, ou seja, andamos todos muito perto uns dos outros, sem grandes vantagens entre nós. Hoje seremos os primeiros na estrada e a navegação não vai ser fácil. Por isso, vai ser importante ter os nossos colegas de equipa por perto”, disse.

Nasser Al Attiyah teve alguns problemas, perdendo 54 minutos para Loeb, mas acabou no quarto lugar da etapa, ficando no mesmo posto em termos da geral, apesar de ter já perdido mais de uma hora para o líder. Outro que perdeu muito tempo foi Gininel de Villiers, que se atrasou em mais de uma hora, e provavelmente deve ter perdido todas as suas chances de vitória. “Mesmo assim, ainda sentimos que estamos na luta”, disse Attiyah: “Esta corrida está longe de terminar e continuaremos a insistir”, continuou o piloto qatari.

Quem teve um bom dia foi Carlos Sousa, que foi 13º na etapa, e com os atrasos e as desistências, subiu ao 15º posto da geral, mas a mais de duas horas dos líderes. Apesar de estar contente, Sousa diz que foi uma etapa muito dura.

Este foi o dia mais duro desde que partimos de Lima. Uma especial muito dura e difícil, tal como aprecio. Com muitas dunas, com muito ‘fesh-fesh’ e algumas travessias de rios com muitas pedras. O Duster resistiu a tudo e o Pascal (Maimon) fez um excelente trabalho ao nível da navegação”, contou.

Ao quilómetro 40 partiu-se o coletor de escape e, por causa disso, o motor perdeu alguma potência. Por estarmos no deserto, optámos por baixar ainda mais a pressão dos pneus e a opção revelou-se bastante acertada, pois ultrapassámos as dunas com uma extraordinária eficácia", concluiu.

Quem já desistiu desde Dakar foi o mediático André Villas-Boas, que caiu mal depois de uma passagem numa duna, acabando por ser evacuado para o hospital para avaliação médica.

Nas motos, o dia foi marcado pela desistência de Sam Sunderland, vitima de queda, e do dominio de Adrian van Beveren, que com a vitória, ascendeu ao primeiro posto da geral. Juan Barreda Bort aproveitou para recuperar algum fôlego, depois da etapa desastrosa do dia anterior. Aliás, foi "o dia da vingança" da Yamaha, depois do mau dia anterior. No terceiro posto ficou Matthias Walkner, que foi o melhor representante da KTM num dia duro para eles, por causa do abandono de Sunderland.

Na geral, Van Beveren assumiu o comando da corrida. O piloto da Yamaha tem agora um minuto e 55 segundos de vantagem sobre o chileno Pablo Quintanilla, piloto que tem vindo a fazer uma corrida discreta, mas que agora é segundo classificado e com potencial para vencer. Barreda Bort, ponta de lança da Honda, é apenas o 13º a 22 minutos do comando.

Esta quarta-feira, máquinas e pilotos preparam-se para fazer a etapa entre San Juan de Marconda e Arequipa, num total de 770 quilómetros, dos quais 264 são cronometrados.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 3, Pisco-San Juan de Marconda

Nasser Al-Attiyah foi o grande vencedor na etapa de hoje, nas dunas peruanas entre Pisco e San Juan de Marconda, mas em termos de geral, a Peugeot é que manda, com Stephane Peterhansel a ser o líder da etapa.

O piloto do Toyota passou para a frente depois do primeiro "waypoint", acabando com mais de quatro minutos de avanço sobre Peterhansel. Com este resultado, ascende ao terceiro lugar da classificação geral, a sete minutos e 43 segundos do novo líder. Cyril Després não foi além do quarto lugar na etapa, perdendo sete minutos e 43 segundos para o piloto qatari, mas é o segundo da geral, a três minutos e onze segundos da liderança.

Segundo na etapa foi Carlos Sainz, enquanto que Sebastien Loeb não foi além de sexto. A etapa também ficou marcada pelo acidente de Nani Roma, que capotou o seu jipe. Acabou a etapa, mas é provável que abandonem, pois ambos - piloto e navegador - apresentam traumas no corpo. O que mostra que este ano, este Dakar está a ser muito duro.

Nas motos, Sam Sunderland decidiu atacar e conseguiu vencer a etapa, beneficiado do erro de Joan Barreda Bort que se perdeu na etapa e cortou a linha de chegada com um atraso de 27 minutos face a Sunderland, caindo para a 15ª posição da geral, podendo ter dito adeus ao Dakar. 

Não vi o que se passou com Joan Barreda, contudo no  Dakar temos que manter a regularidade todos os dias. A verdade é que me senti revoltado depois da queda que sofri no inicio da etapa, mas hoje tínhamos decidido atacar e às vezes estas coisas acontecem”, disse Sunderland, na meta.

"Senti-me bem, contudo esta foi uma etapa muito difícil e sofri uma queda logo no inicio da etapa. Ao passar uma duna, calculei mal e acabei por cair. Foi um susto, mas nada de grave”, sublinhou.

O segundo classificado é agora Kevin Benavides, a quatro minutos e 38 segundos, enquanto que o chileno Pablo Quintanilla é o terceiro, a cinco minutos. O francês Adrien Van Beveren desceu de segundo para sétimo e está agora a dez minutos e 37 segundos de Sunderland.

O Dakar continua amanhã, entre as dunas peruanas, numa etapa que começa e acaba em San Juan de Marconda, num total de 444, 330 dos quais em troços cronometrados. 

domingo, 7 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 2, Pisco-Pisco

A segunda etapa, que levou os concorrentes à volta das dunas de Pisco, no Peru, e depois de um dia onde os Peugeot estiveram discretos, hoje dominaram, com Stephane Peterhansel e Cyril Després a ficarem com os três primeiros lugares, com Sebastien Loeb a ficar com o lugar mais baixo do pódio, a três minutos do vencedor.

Giniel de Villiers foi o quarto e o melhor dos Toyota, a sete minutos e 26 segundos, na frente do Mini de Orlando Terranova, o quinto e o melhor dos Mini. Nasser Al Attiyah, o anterior líder do rali, acabou apenas na oitava posição, perdendo quase 15 minutos por causa da doença do seu navegador, Matthieu Baumel.

A etapa ficou marcada pelo aparatoso acidente do americano Bryce Menzies, no seu Buggy Mini X-Raid, deixando o seu carro em muito mau estado, mas os pilotos sairam ilesos. 

Na geral, Peterhansel passa para a frente da prova com 14 segundos de avanço para Després, com Sébastien Loeb agora a quatro minutos e dois segundos da frente, um pouco melhor do que estava ontem, apesar do tempo perdido.

Giniel de Villiers é agora o quarto classificado e o melhor dos Toyota, a cinco minutos e seis segundos do líder. Carlos Sainz encerra o top 5, onde estão os quatro Peugeot. O melhor dos Mini, Orlando Terranova, surge na sexta posição, a quase seis minutos da frente, com Al Attiyah estando agora a seis minutos e 43 segundos, mas numa boa posição para atacar amanhã, ao contrário do que sucedeu hoje, onde foi o primeiro a entrar na estrada.

Nas motos, o melhor foi Johan Barreda Bort, da Honda, que ficou de novo na frente de Adrien Van Beveren, na sua Yamaha, com dois minutos e 54 segundos entre os dois, enquanto que Sam Sunderland, da KTM, perdeu cerca de cinco minutos e 17 segundos para o vencedor, e teve de entregar a sua liderança para Barreda.

No final, o espanhol andava satisfeito, mas ainda se queixou de... velhos problemas físicos.

Era uma etapa complicada e na primeira parte com as Dunas, num salto ressenti-me da lesão na mão, algo que já prevíamos e algo que vamos ter de melhorar para ver se amanhã estou em condições. A partir dai não foi fácil, encontramos alguns sítios mais complicados, bastante confusos e onde podíamos cometer um erro de navegação, mas tudo correu bem. Já  na segunda parte da etapa mantive um bom ritmo e pude recuperar o tempo que tinha perdido no início da etapa e por isso estou muito feliz por esta vitória porque sabíamos que estes primeiros dias de Dakar não vão ser fáceis”, afirmou.

Mathias Walkner foi o terceiro na etapa, enquanto que Pablo Quintanilla foi apenas o sexto, a cinco minutos e 45 segundos do vencedor.

A terceira etapa acontecerá amanhã entre Pisco e Sean Juan de Marcona, no Peru, uma especial com 501 quilómetros, 295 dos quais em especiais de classificação.

Dakar 2018: Etapa 1, Lima-Pisco

A primeira etapa do Rally Dakar, entre as cidades de Lima e Pisco, parecia ser curta em termos de especiais de classificação, mas era imensamente dura, pois acontecia entre dunas e a navegação assistida era muito pouca, arriscando penalizações para quem não as cumprisse. Se nos carros, Nasser Al Attiyah era o melhor na etapa, já Sébastien Loeb e Carlos Sousa perderam mais de cinco muntos e 30 segundos para o vencedor da tirada. Loeb teve problemas com os travões do seu Peugeot, após... três quilómetros de especial, ficando só com travão de mão. E para piorar as coisas, Sousa penalizou mais de duas horas e meia, caindo para o final da classificação, e praticamente viu vaporizadas as suas chances de alcançar o "top ten".

Os Toyota deram um ar da sua graça, com o holandês Bernard Ten Brinke a ser segundo, enquanto que Nicholas Fuchs foi um surpreendente terceiro, ao "jogar em casa" com o seu Borgward. O melhor Mini é o de Bryce Menzies, no quarto posto à frente de Nani Roma. Os Peugeot, por agora, estiveram todos mal, fora do "top ten", com Stephane Peterhansel a perder dois minutos, Cyril Després é o 15º na etapa, na frente de Carlos Sainz.

Nas motos, Sam Sunderland tornou-se no primeiro líder do Dakar, numa prova marcada pelo acidente de Joaquim Rodrigues Jr, no seu Hero Speedbrain, onde foi levado ao hospital e sofreu um ligeiro traumatismo craniano, acabando por ali o seu rali. Snuderland bateu o francês Adrian van Beveren por 32 segundos, enquanto que Pablo Quintanilla foi o terceiro, a 55 segundos, um segundo na frente de Joan Barreda Bort.

Amanhã, o rali Dakar vê mais dunas à volta de Pisco, ida e volta na mesma cidade, num percurso de 278 quilómetros, 267 dos quais em especial de classificação.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Youtube Rally Crash: O acidente de Joaquim Rodrigues Jr.


O Dakar deste ano não está de feição para os pilotos portugueses. Depois de Paulo Gonçalves ter desistido a poucos dias do rali devido a um acidente que sofrera em novembro, e que não conseguiu recuperar a tempo, e de Mário Patrão ter sido operado no final do ano passado devido a uma apendicite, Joaquim Rodrigues Jr. parecia ser uma grande esperança, pois era piloto oficial da indiana Hero.

Contudo, não foi longe: na primeira etapa, nos arredores de Pisco, no Peru, Rodrigues Jr. saltou demais numa duna e caiu muito mal. Um espectador filmou tudo e parecia que as coisas tinham sido graves, pois foi evacuado de helicóptero para o hospital de campanha. Contudo, as primeiras informações falam que ele não teve feridas assim tão graves, mas espera-se por maior clarificação mais tarde.

Mas para este ano, o Dakar parece ser aziago para os motards portugueses, e ainda mal começou...