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terça-feira, 7 de abril de 2026

WRC: Hyundai usará uma decoração em tributo a Craig Breen


A Hyundai anunciou esta terça-feira que usará uma decoração em tributo a Craig Breen no rali da Croácia, que acontecerá neste final de semana. O piloto irlandês, morto a 13 de abril de 2023 enquanto preparava para a prova, será alvo de homenagem da equipa que guiava quando sofreu o seu acidente fatal.

Na homenagem, Cyril Abitboul revela que "o sentimento continua a ser o mesmo na equipa: Queremos continuar a recordar Craig Breen não apenas pelo piloto que era nos troços, mas também pelo homem que era fora deles.". 

Isto acontece numa altura em que a marca coreana está num momento delicado, quando a equipa não tem conseguido resultados e debate-se com imensas dificuldades em tornar o seu i20 Rally1 minimamente competitivo perante os Toyota GR Yaris, que tem dominado os ralis no inicio desta temporada.

A marca coreana alinha com Thierry Neuville, Adrien Formaux e Esapekka Lappi. 

sábado, 27 de julho de 2024

A imagem do dia



Os Jogos Olímpicos tem milhares de histórias humanas, e cada uma é rica por si, mas entre os mais de 10 mil atletas, estão os 124 da República da Irlanda. E entre eles está Sarah Lavin, uma barreirista de 30 anos que tem como melhor resultado um terceiro lugar nos Jogos Europeus de 2023, na Polónia, e chega a Paris para os seus segundos Jogos Olímpicos da sua carreira, e a carregar a sua bandeira como porta-estandarte, ao lado do golfista Shane Lowry.

Certamente, perguntarão porque trazer uma barreirista para aqui, num blog de automobilismo. A razão é simples: ela era a companheira de Craig Breen, o piloto da Hyundai morto em abril de 2023, quando se preparava para o rali da Croácia.

Claro, questionada sobre isso quando a entrevistaram, em preparação para este evento, ela respondeu:"Estou a correr por muita gente. E espero manter o espírito do Craig perto de mim nos próximos dias, como sempre". 

Lavin, nascida a 28 de maio de 1994, em Lisingary, em Limerick, estudou no City College de Dublin e começou a competir ao mais alto nível em 2012, nos mundiais de juniores, antes de ser vice-campeã europeia, em 2013. A carreira dela teve diversas finais importantes, como nos Europeus de 2022 e 2024, embora não acabasse dentro das medalhas. 

A sua carreira, embora digna de registo, era mais modesta que Breen, quatro anos mais velho que ela e que começou cedo a competir, por causa da paixão familiar. Afinal de contas, o pai era piloto de ralis. Chegou ao WRC em 2009 e antes de ser piloto de fábrica, em 2016, pela Citroen, passou por um enorme drama em 2012, no Targa Florio, quando se acidentou contra um guard-rail e o seu navegador, Gareth Roberts, sofreu ferimentos fatais. Quando quatro anos depois, Breen acabou em terceiro no rali da Finlândia, chorou profusamente ao se lembrar do seu amigo e navegador morto. 

Em 2019, Breen passou para a Hyundai, fazendo campanhas parciais, que acabaram com grandes classificações, nomeadamente segundos lugares na Estónia (2020 e 2021), Bélgica, em 2021, e um terceiro lugar na Finlândia. Em 2022 foi para a Ford, fazer uma temporada a tempo inteiro, mas embora tenha conseguido dois pódios e o sétimo lugar no campeonato, com 76 pontos, em 2023, regressou à Hyundai e conseguiu um segundo lugar na Suécia, antes do seu acidente fatal em terras croatas.

Breen está enterrado em Wateford, na sua terra natal. E entre aqueles que se recordam dele, está uma barreirista que certamente dará o seu melhor, e mais além, para que ele não seja esquecido.      

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Youtube Rally Vídeo: Anatomia de uma tragédia

No próximo dia 13 passará um ano sobre o acidente mortal de Craig Breen, quando treinava para o rali da Croácia, a bordo de um Hyundai i20 Rally1. A causa do acidente foi um despiste, que levou o carro para uma vedação de madeira, e uma das lascas conseguiu entrar no carro do piloto irlandês, acabando por o matar.

O seguinte vídeo tenta explicar o que foi o acidente, as falhas de segurança que levaram ao seu desfecho trágico.   

domingo, 30 de abril de 2023

A imagem do dia


Kris Meeke
confessou que não queria pegar no carro nesta altura, mas depois pensou no seu amigo Craig Breen, logo, aceitou o convite de correr pela Hyundai Portugal a partir do rali Terras D'Aboboreira. Com quatro ralis feitos desde 2019, quando acabou o seu contrato com a Toyota, regressou para cumprir uma missão: a de honrar o seu companheiro irlandês, caído duas semanas antes, quando preparava o rali da Croácia, e depois, de ar uma vitória à Hyundai Portugal, a equipa onde Breen corria enquanto não era chamado pela principal para andar no terceiro carro da marca, partilhado com o espanhol Dani Sordo. 

“Foi um bom rali e saio daqui satisfeito e com boas sensações. Todos sabem o motivo da minha presença neste evento. Sinto-me satisfeito, pois procurei andar sempre depressa e a vitória na Power Stage foi uma boa forma de terminar a prova”, declarou o vencedor.

"As duas últimas semanas tem sido duras para todos, na comunidade automobilística. Inicialmente, queria recusar [o convite], porque era cedo demais, mas... não tinha feito um rali em três anos e meio, mas adorei as especiais, adoro este país, tudo... o carro precisa de algum trabalho, mas corri sem problemas, portanto... agora estou orgulhoso por este resultado, tendo em conta o significado que tem.", disse mais tarde. 

O resultado é verdade: é secundário, mas o facto de conseguir bater pilotos que costumam ir ao Rally2 no Munidial WRC, e estavam a preparar-se para o rali de Portugal, fica-se a pensar no que fará, caso participe no Mundial pela Hyundai Portugal, porque é provável que possa tentar a sua sorte, e quem sabe, algo mais na estrutura da marca internacional. 

Mas isso ainda é cedo para se pensar. Até prova em contrário, será Sordo que ficará com o carro até ao final da temporada. Contudo, a vitória de Meeke é uma bela homenagem à memória do irlandês e o agarrar de um testemunho, o continuar de uma missão de Breen tinha aceite no inicio do ano. 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

A(s) image(ns) do dia





Nas vésperas do Rali Terras D'Aboboreira, foram apresentadas as homenagens a Craig Breen, que morreu faz agora duas semanas. Quer os Hyundai, equipa onde Breen correu nas duas provas do Campeonato de Portugal de Ralis, quer o carro "0", onde as cores irlandesas estão presentes. 

E certamente, o público aplaudirá e será fortemente lembrado nesta final de semana.   

quinta-feira, 20 de abril de 2023

WRC: Divulgadas as causas da morte de Chris Breen


Nas vésperas do Rali da Croácia, a Hyundai divulgou em comunicado oficial as causas do acidente mortal do piloto irlandês, que aconteceu há precisamente uma semana. Como se suspeitava na altura, uma estaca de uma vedação entrou no cockpit do seu carro, do lado do condutor, que causou a morte imediata a Chris Breen.

"O asfalto estava escorregadio e o carro deslizou para fora da estrada a uma velocidade relativamente baixa e embateu numa vedação de madeira. Um poste dessa vedação entrou pelo cockpit pela janela do lado do condutor", disse a marca coreana, em comunicado oficial.

O seu navegador não sofreu ferimentos.

Isto acontece quando a Toyota decidiu tirar o carro de Elfyn Evans do campeonato de Construtores, em sinal de fair-play à Hyundai, que alinhará apenas com dois carros, um para o belga Thierry Neuville e outro para o finlandês Esapekka Lappi, e ambos terão uma decoração especial com as cores da bandeira irlandesa, em tributo ao malogrado piloto.

Breen, entretanto, foi ontem a enterrar na sua terra natal, em Wateford, num cortejo fúnebre acompanhado por centenas de pessoas. 

terça-feira, 18 de abril de 2023

A(s) image(ns) do dia (II)



Hoje, o mundo se despediu de Craig Breen, na sua terra natal, na Irlanda. Centenas de pessoas entre familiares, amigos e gente dos ralis, que acompanharam o féretro até à sua última morada. Ao mesmo tempo, a Hyundai metia uma decoração especial para os carros de Thierry Neuville e Esapekka Lappi para o rali da Croácia. 

De muitas maneiras, ele não será esquecido. 

segunda-feira, 17 de abril de 2023

WRC: FIA e WRC decidem retirar número de Craig Breen


Na semana do Rali da Croácia, a FIA e o WRC decidiram nesta segunda-feira que o número 42 não será mais usado, em tributo ao seu piloto, Craig Breen, que morreu na quinta-feira passada, quando se preparava para a prova a bordo do seu Hyundai i20 Rally1. 

O numero era usado pelo piloto irlandês desde 2019, e a decisão foi tomada depois de consultas aos familiares do malogrado piloto, ao navegador, James Fulton, e à equipa. Isto foi feito quatro meses depois de semelhante gesto ter sido feito ao americano Ken Block, conhecido pelas suas "Ghynkhanas" e que morreu num acidente de mota de neve na sua fazenda no estado do Utah, pouco depois do Ano Novo. 

A Hyundai já anunciou que o seu lugar não será preenchido e terá uma decoração especial nos carros de Thierry Neuville e Esapekka Lappi, na prova. Quando ao irlandês, as suas exéquias fúnebres acontecerão amanhã pelas 13 horas, no The Sacred Heart Church, em Ferrybank, e será transmitido em "streaming". 

quinta-feira, 13 de abril de 2023

A imagem do dia


Só sinto choque e tristeza com esta noticia. Ainda por cima, não só pela brutalidade do acidente, como, quem conhece o palmarés dele, sabe que mais de uma década antes, passou por algo semelhante, onde viu o seu navegador morrer com um guard-rail a empalá-lo, e ele sair ileso do acidente. Aconteceu em 2012, no Targa Florio Rally, na Sicila, a contar para o Intercontinental Rally Challenge de ralis, quando guiava um Peugeot 207 S2000. Breen, então com 22 anos, sentiu o choque de assistir o seu navegador, Gareth Roberts, morrer a seu lado e saber que mais meio metro e poderia ter sido ele. O que é um pouco irónico, dadas as circunstâncias do seu acidente mortal desta quinta-feira 13.

Quatro anos depois, na Finlândia, quando ele era piloto da Citroen, conseguiu o seu primeiro pódio no WRC com um terceiro lugar. Emocionado, dedicou aquele resultado a Roberts, mostrando que ainda se lembrava dele após aquele tempo todo. 

Existiam certas coisas que faltava para ter "o estofo de campeão" como tem o Sebastien Ogier, o Thierry Neuville, o Ott Tanak e o Kalle Rovanpera, mas conseguia trabalhar para a equipa. Conseguia bons resultados - o seu segundo lugar no Rali da Suécia, há quase dois meses, comprova isso - mas numa Hyundai onde tem Neuville e Esapekka Lappi, partilhar o terceiro carro com o espanhol Dani Sordo implicava que tivesse aceite o desafio da Hyundai Portugal de guiar um i20 Rally2 no Campeonato de Portugal de Ralis, ao ponto de se perguntar se era legal ele guiar ali e ser campeão nacional. Mas aceitou o desafio e correu duas probas, ganhando em Fafe e desistindo no Algarve, com um despiste enquanto perseguia o seu companheiro de equipa, Ricardo Teodósio.

Breen nunca ganhou ralis no WRC, mas conseguiu oito pódios e 30 vitórias em especiais, conseguindo 372 pontos. Este ano, participara no rali da Suécia, onde foi segundo classificado, mostrando ter talento para ombrear com aquele gente que falei umas linhas acima. E mesmo quando, por exemplo, não conseguiu aproveitar a oportunidade de ser o primeiro piloto da Ford, com o Puma Rally1 - a única vitória do carro foi em Monte Carlo com... Sebastien Loeb! - conseguiu dois pódios e 84 pontos, a temporada mais lucrativa de sempre, superior ao de 2021, onde em apenas cinco ralis pela Hyundai, acabou com três pódios.  

Os que amam este desporto deveriam saber que este tipo de desfecho pode acontecer, pois andam muito depressa em lugares muito estreitos. Mas confiamos na rigidez das máquinas e... na sorte. Até ao dia em que, infelizmente, acaba. Recordo na minha memória o acidente de Esapekka Lappi no México onde, depois de um primeiro dia de sonho, acabando por liderar o rali, se despistou, saiu de estrada e embateu de traseira contra um poste. Apenas o "roll cage" o impediu de aquele despiste ter tido consequência sérias. E ao contarem-me das circunstâncias do acidente desta quinta-feira... só lembro de Lappi no México e o Gareth Roberts, em 2012, na sorte e no azar, a diferença entre a vida e a morte.      

E com idade que tenho, das coisas que já presenciei nos quase 40 anos que sigo este desporto, depois do choque, aparecerá a tristeza. Até surgir, muito mais tarde, a nostalgia. Sentimos o desaparecimento precoce e brutal desta gente como se fosse uma perda familiar. Mas é porque amamos este desporto, simples.

Caro Craig, foi bom ver-te a correr e ombrear-te com os campeões. Tenho pena de não te ter visto ganhar um rali do WRC, porque tinhas velocidade e carro para tal. Hoje é mais um dia muito triste no automobilismo, iremos sentir a tua falta. Ars aeterna.

The End: Craig Breen (1990-2023)


O mundo dos ralis está em choque esta quinta-feira com a noticia do acidente mortal de Craig Breen. O piloto irlandês de 33 anos morreu esta manhã na Croácia, quando se preparava para o rali de asfalto, que acontecerá no final do mês. O seu navegador, James Fulton, sofreu ferimentos sem gravidade.

O acidente aconteceu às 12:40 locais (menos uma hora em Lisboa), entre as localidades de Stari Golubovac e Lobora, quando o Hyundai i20 Rally1 despistou-se e chocou contra um poste de eletricidade, caindo sobre o piloto. Os bombeiros chegaram ao local pouco depois e tentaram socorrer o piloto irlandês, mas o óbito foi confirmado pouco depois. 

“A Hyundai Motorsport confirma com profunda tristeza que o piloto Craig Breen perdeu a vida hoje após um acidente durante o teste pré-evento para o Rali da Croácia. O co-piloto James Fulton saiu ileso do incidente que ocorreu logo após o meio-dia, horário local."

“A Hyundai Motorsport envia suas mais sinceras condolências à família de Craig, amigos e seus muitos fãs. Neste momento, não fará mais comentários.”


Nascido a 2 de fevereiro de 1990 em Wateford, na República da Irlanda, Breen era filho de Ray Breen, campeão irlandês de ralis. Começou na modalidade em 2007, depois de uma passagem pelo karting, guiando um Ford Fiesta R2, acabando em 2009 a correr nos campeonatos irlandês e britânico, entrando assim nas primeiras provas do WRC. Em 2010 ganha o seu primeiro rali relevante, o Ulster Rally, a contar para o britânico, e suficiente para estar na mira da M-Sport, indo para o WRC Academy, guiando um Fiesta R2. 

Em 2012, participa no SWRC, acabando por ganhar, e conseguindo os seus primeiros pontos no rali da Catalunha, ao ser sexto classificado. Porém, pelo meio, sofre uma tragédia quando, ao guiar um Peugeot 207 S2000 no Targa Florio Rally, sofreu um acidente e viu morrer o seu navegador Gareth Roberts. No ano seguinte, participa no Peugeot Rally Academy, no European Rally Championship, onde consegue dois terceiros lugares em 2013 e 2014, e o vice-campeonato em 2015, perdendo para o polaco Kajetan Kajetanowicz.

Em 2016, tem um programa parcial na Citroen, conseguindo o seu primeiro pódio ao ser terceiro classificado no Rali da Finlândia. Um resultado emocional para ele, pois chorou ao chegar à meta, lembrando o seu navegador falecido, quatro anos antes. 

Piloto a tempo inteiro da Citroen em 2017 e 2018, não conseguiu melhor que um segundo lugar no Rali da Suécia de 2018, não conseguindo mais que 67 pontos nessa temporada. Em 2019 ficou sem lugar devido à saída da equipa francesa do WRC. Foi para a Hyundai, onde até 2021 conseguiu apenas programas parciais na marca, onde conseguiu quatro pódios, três deles na temporada de 2021, conseguindo um oitavo lugar nessa temporada, com 74 pontos. 

Em 2022, passou para a Ford, onde guiou o Puma Rally1 como piloto oficial e a tempo inteiro. Contudo, apesar de pódios em Monte Carlo e na Sardenha, e de ter conseguido 84 pontos, a melhor pontuação de sempre, a Ford preferiu dispensar os seus serviços a favor de Ott Tanak. Para além disso, o seu navegador, o seu compatriota Paul Nagle, decidiu retirar-se no final do rali da Catalunha, sendo o seu lugar preenchido por Fulton.


Assim sendo, regressou à Hyundai nesta temporada, onde o seu lugar seria partilhado pelo espanhol Dani Sordo. Para ter mais ralis, decidiu aceitar o desafio da Hyundai Portugal em ter um piloto competitivo para o CPR, o Campeonato de Portugal de Ralis, correndo ao lado de Ricardo Teodósio.

Breen conseguiu começar bem o ano, ao ser segundo classificado no Rali da Suécia, e no mês seguinte, triunfar no Serras de Fafe, antes de desistir no Rali do Algarve, vítima de despiste, quando perseguia o seu companheiro de equipa. Ele iria voltar ao volante do seu Hyundai na Croácia e pegaria no i20 Rally2 em Portugal, porque o seu lugar iria ser preenchido por Sordo. 

Ao todo, Breen nunca ganhou no WRC, mas obteve oito pódios, 30 vitórias em especiais e 372 pontos em 81 ralis entre 2009 e 2023.    

quinta-feira, 9 de março de 2023

A imagem do dia


O campeonato de Portugal de ralis terá em 2023 uma figura invulgar: um estrangeiro. E não é um qualquer. Trata-se de um irlandês, que corre numa equipa oficial, em part-time, e para preencher os "buracos", aceitou o desafio da filial portuguesa para ir correr neste campeonato, com um calendário onde metade dos ralis são em terra e a outra metade é em asfalto, e fará longas distâncias para correr por lá, nomeadamente Madeira e Açores - normalmente, porque nos últimos tempos, com a retirada do Europeu ao arquipélago açoriano, os pilotos do Continente estão dispensados de lá irem.

Craig Breen é uma aposta da Hyundai Portugal para alcançar o título, algo que não tem conseguido com gente como Bruno Magalhães e Ricardo Teodósio. O primeiro tem "pedigree" porque foi vice-campeão europeu da categoria, correndo em máquinas capazes como o Peugeot 207 e 208 S2000 e R5, antes de experimentar o Skoda e ir para a Hyundai. E não tem conseguido porque o veterano Armindo Araújo, agora com 45 anos, e depois de muito tempo parado depois da sua experiência no WRC - entre 2007 e 2012 foi campeão mundial de Produção e andou duas temporadas num Mini WRC oficial - decidiu regressar aos ralis e no seu Skoda Fabia, alcançou títulos consecutivos no panorama nacional, algo que nem ele, nem outros como José Pedro Fontes conseguiram alcançar. 

Breen poderá ser superior à concorrência, mas esta conhece as classificativas, logo, terá de se adaptar e encontrará dificuldades a principio. Ainda por cima, o Serras de Fafe, primeiro rali do campeonato, fará parte do Europeu, logo, atrairá excelentes pilotos. Mas creio que a partir do meio do ano, se calhar antes do rali da Madeira, andará depressa e triunfará. Eu direi mais: é o favorito à conquista do título, de longe. E ele reconhece todas essas dificuldades, como se evidencia na entrevista que deu à Autosport portuguesa. 

Mas depois pergunta-se: se ganhar, será campeão nacional? É um estatuto... cinzento. As regras não são categóricas nesse campo, ou seja, não é certo que, mesmo alcançando o primeiro lugar da classificação, seja automaticamente coroado campeão nacional. À partida sim, mas ele não é português e há quem ache que deveria ter um estatuto especial, ou seja, receberia as vitórias, mas não os pontos e o segundo classificado seria o campeão. 

Mas não creio que nem Breen, nem a Hyundai Portugal, tenham feito esta viagem só para aquecer, pelo amor ao automobilismo. É algo do qual a FPAK, Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, deveria tratar, e mesmo o ACP, Automóvel Clube de Portugal, que organiza o Rali de Portugal, em maio, tem de resolver esta situação, porque senão teremos pilotos e equipas a reclamarem, especialmente se ele começar a ganhar ralis atrás de ralis, porque creio que a concorrência está alinhada por baixo. Poucos - ou quase nenhuns - são os pilotos profissionais, são endinheirados e empresários, na casa dos 35 a 50 anos, e a esmagadora maioria dos carros são inscritos por equipas criadas pelos pilotos, ou seja, privados. A Hyundai Portugal é a única marca oficial a marcar presença, apesar do parque automóvel nacional estar repleto de R5 e Rally2, sejam Hyundais, Skodas, Citroens e um ocasional Ford, porque a Toyota ainda não começou a vender os seus Yaris Rally2.

Em suma, o Campeonato de Portugal de Ralis tem algo que o enriquecerá em 2023. Contudo, haverá um problema do qual chutaram para a frente, como se fosse uma lata, e mais cedo ou mais tarde, todos tropeçarão nela. E se calhar quando acontecer, irão pensar porque não resolveram na sua devida altura. Até lá, sentemos a assistamos aos ralis, que prometem ser muito competitivos.          

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

WRC 2023 - Rali da Suécia (Final)


Ott Tanak conseguiu o que queria: triunfar pela Ford. Conseguiu bater Craig Breen e Thierry Neuville, os pilotos da Hyundai, e Kalle Rovanpera, o melhor dos Toyota, que não foi além do quarto posto e perdeu a liderança do campeonato. Apesar de tudo, os quatro primeiros ficaram separados por uma curta margem: 25,7 segundos.

“Significa obviamente muito para mim, entrar num carro novo e entregar à M-Sport esta vitória”, começou por dizer Tänak, depois de cortar a meta. “É um grande esforço para eles, lutarem contra fabricantes tão grandes. Tenho a certeza de que estão a receber um pouco de pressão vindo de mim, mas enquanto estiver a conseguir resultados, então estamos todos a ganhar. É ótimo fazer parte desta equipa”, concluiu.

Craig Breen, mesmo sem triunfar, e com uma penalização na parte final, encarou este resultado como um alivio. "Honestamente precisava disto para o meu próprio equilíbrio," começou por referir na conferência de imprensa final. "Foram meses muitos duros, praticamente um ano. Não digo que perdi a confiança em mim, mas foi difícil manter a ideia de que ainda era competitivo.", concluiu.

Com três especiais para terminar neste domingo, uma passagem dupla por Västervik, antes a Power Stage em Umea, começou com Kalle Rovanpera a triunfar, 1,5 segundos na frente de Ott Tanak e 2,7 sobre Thierry Neuville. Craig Breen perdia 4,5 segundos e via Neuville bem perto de si. O belga carregou e triunfou na segunda passagem pela mesma especial, 3,8 segundos na frente de Breen, e seis segundos sobre Rovanpera, que tentava chegar ao pódio. Tanak perdia 6,9, mas parecia que o irlandês seria penalizado em 10 segundos, o que fazia Neuville subir para a segunda posição.

No final, na Power Stage de Umea, Esapeka Lappi triunfou, ficando com os pontos extra, 0,6 segundos na frente de Elfyn Evans, e Ott Tanak era terceiro, a 0,7. Breen ficou na frente de Neuville, suficiente para recuperar o segundo posto. 

Depois dos quatro primeiros, Elfyn Evans aparece num distante quinto, a 1.24,0, muito distante de Pierre-Louis Loubet, sexto a 5.59,0. Esapekka Lappi foi o sétimo, a 7.42,4, na frente de Oliver Solberg, o melhor dos Rally2, a 7.48,1. Ole Christian Veiby foi o nono, a 8.30,4, na frente de Sami Pajari, que fechou o "top ten" a 9.03,2. 

Na geral, Tanak lidera com 41 pontos, mais três que Kalle Rovanpera e mais nove que Thierry Neuville. O próximo rali acontecerá no México, entre os dias 16 e 19 de março.    

domingo, 12 de fevereiro de 2023

WRC 2023 - Rali da Suécia (Dia 2)


Ott Tanak acabou o segundo dia do Rali da Suécia na liderança, depois de um duelo com Craig Breen. O piloto da Ford conseguiu uma vantagem de 8,6 segundos sobre o piloto irlandês da Hyundai, enquanto Thierry Neuville está um pouco mais distante, a 23,7 segundos, depois de conseguir passar na última classificativa do dia o Toyota de Kalle Rovanpera, que está a 27,5. 

Com sete especiais a serem disputadas ao longo deste sábado, o primeiro a atacar foi Neuville, que triunfou na primeira passagem por Norrby, 1,1 segundos na frente de Rovanpera, 1,4 sobre Breen e 2,9 sobre Evans. Breen reagiu na primeira passagem por Floda, triunfando, 0,8 na frente do finlandês da Toyota e um segundo sobre o belga, companheiro de equipa na Hyundai. Robanpera acabou por triunfar na última especial da manhã, a primeira passagem por Sävar, enquanto Breen perdia 4,1 segundos e Tanak aproveitava, chegando-se a três segundos do irlandês. 

"Infelizmente, é um daqueles casos em que nunca consegui fazer esta etapa no ano passado e esta foi a primeira vez que ando a descobrir. Houve lugares em que fui um pouco cauteloso e hesitante, mas está tudo bem. O carro funcionou bem na segunda passagem ontem, então estou absolutamente cheio de confiança.", disse Breen, no final desta especial.

A tarde começou com Rovanpera ao ataque, ganhando na segunda passagem por Norrby, 0,2 segundos na frente de Tanak e um segundos sobre Lappi e Neuville. Breen perde 1,5 segundos e a sua liderança fica por um fio.

Elfyn Evans sofre um pião e perde 19,4 segundos, caindo para sexto, em troca com Neuville. 

O belga acelera na segunda passagem por Floda, ganhando 2,9 segundos sobre Tanak, 3,4 sobre Rovanpera e 4,1 sobre Craig Breen. Mas foi uma especial complicada para muita gente: Breen sofreu um furo, Esapeka Lappi perdeu mais de sete minutos porque colocou o seu carro num banco de neve, e Rovanpera sofreu um pião.  

Neubille continuou ao ataque e tornou-se no melhor na segunda passagem por Sävar, 0,2 segundos sobre Lappi, mas mais 0,8 sobre Tanak e 3,6 sobre Breen. Foi o suficiente para Tanak passar para a frente do rali, 2,3 segundos sobre o irlandês da Hyundai. Neuville chegou ao terceiro posto da geral, empatado com Rovanpera. 

No final do dia, máquinas e pilotos passaram por Umea, para a super-especial do final do dia. Neubille foi o melhor, três segundos sobre Lappi e 3,6 sobre Katsuta Takamoto. Tanak perdeu quatro segundos e Breen 10,3.

No final, Tanak lamentou o que aconteceu, afirmando que tebe de andar com um slick para poder competir, por causa da limitação de pneus. "Foi uma pena o que aconteceu. Tinha planeado estas duas etapas e perdemos um pneu cheio na anterior, por isso tivemos um slick completo para esta. Não foi fácil.", comentou.

 Breen falou do que foi a sua tarde:

“Na segunda especial da tarde perdemos o sistema híbrido, depois foi uma questão de limitação de danos. Foi desapontante, mas é o que é. Agora, vamos ver, nunca digas nunca. A margem é relativamente grande, mas vamos manter um olho na vitória. Como um todo, tem sido um bom fim de semana. Vamos ver como acaba.", finalizou o irlandês. 

Depois dos quatro primeiros, Elfyn Evans é o quinto, a 57,7 segundos, na frente de Pierre-Louis Loubet, já bem distante, a 2.28,1 minutos, no seu Ford. Oliver Solberg é o sétimo, a 5.55,0 e o melhor dos Rally2, algo distante de Ole Christian Veiby, oitavo a 6.46,6. Sami Pajari é o nono, a 7.08,9, na frente do russo Nikolay Gryazin, a 7.20,0.

O rali da Suécia termina nesta domingo, com a realização das últimas três especiais. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

WRC 2023 - Rali da Suécia (Dia 1)


Craig Breen é o líder do rali da Suécia, após as oito especiais do primeiro dia. O piloto da Hyundai tem uma vantagem de 2,6 segundos sobre o Ford de Ott Tanak e 11,2 segundos sobre o outro Hyundai de Esapekka Lappi, que está na frente de Elfyn Evans, o melhor dos Toyota. O galês é quarto e está a 26,5 segundos atrás da liderança, com Kalle Rovanpera não muito longe, a 31,1. 

Depois de Rovanpera ter ganho no "shakedown", 1,6 segundos na frente de Ott Tanak, o dia começou com Craig Breen ao ataque, triunfando na primeira passagem por Brattby, 3,8 segundos na frente de Tanak, com Rovanpera a perder 12,5 segundos. No final, o finlandês queixou-se da muita neve na estrada: "Há muita neve na estrada, que está muito escorregadia para nós. Tentei ser limpo e rápido, mas não consigo fazer muito mais.", declarou no final da especial.

Rovanpera recuperou na terceira especial, a primeira passagem por Sarsjöliden, um segundo na frente de Esapekka Lappi, e 1,7 sobre Katsuta Takamoto. O japonês triunfou na quarta especial, a primeira passagem por Botsmark, conseguindo uma vantagem de 0,3 segundos sobre Rovanpera e 0,5 sobre Tanak. 

Naturalmente, o japonês estava feliz com as condições: 

"Estamos muito velozes e sinto-me confortável no carro. É um pouco difícil manter o carro na linha, mas tudo bem. Não forcei nada e apenas tentei ser suave.", afirmou.


A tarde começou com Breen ao ataque, triunfando na segunda passagem por Brattby, e conseguindo 7,8 segundos de vantagem sobre o Ford de Pierre-Louis Loubet. Rovanpera perdera 21,3 segundos e Takamoto 48,4, porque tinha capotado. O piloto da Toyota acabaria por abandonar, regressando amanhã pelo método Rally2.

O finlandês depois explicou o que se passou: 

"Pouco antes da especial, recebi uma mensagem de que a tração havia desaparecido! Não havia muito que eu pudesse fazer - quase não sobrevivi, foi muito complicado. Definitivamente, será uma grande, grande perda de tempo para nós."

Breen ganhou de novo na segunda passagem por Sarsjöliden, 2,6 segundos na frente de Elfyn Evans. Takamoto parou na especial, enquanto Lappi perdeu tempo devido a um pião e Bertelli saiu de estrada. 

Tanak foi o melhor na sétima especial, a segunda passagem por Botsmark, batendo Lappi por 0,9 segundos e Breen por 4,1. Rovanpera perdeu 11,3 segundos e via os seus adversários distanciaram-se. 

"Não está a ser tão fácil. Muito cascalho na estrada, basicamente cascalho cheio no começo. Acho que estava usando muito os pneus dianteiros - tentei ser bastante macio com eles, mas acho que não resultou.", comentou o finlandês no final da especial.


Mas o finlandês levou a melhor na especial no centro de Umea, a especial que encerrava o dia, meio segundo na frente de Tanak e 1,4 segundos sobre Lappi. Breen era sexto, a 6,3, mas estava sólido na liderança.

"Definitivamente um dos meus dias mais fortes. No ano passado, eu geralmente estava de cabeça para baixo ou preso em alguma sebe em algum lugar, então é música para meus ouvidos estar na liderança esta noite. [Hoje] é a festa do chá do Chapeleiro Maluco e estão todos convidados - mal posso esperar!", falou o irlandês, muito feliz com o dia de sonho que teve. 

Depois dos cinco primeiros, Thierry Neuville é o sexto, a 36,8, já distante do Ford de Pierre-Louis Loubet, sétimo a 1.16,2. Oliver Solberg é o oitavo, e o melhor dos Rally2, a 2.56,8, e a fechar o "top ten" os finlandeses Sami Pajari, no seu Skoda Rally2, a 3.09,8, e o seu compatriota Jari Huttunen, a 3.31,9

O rali da Suécia prossegue este sábado, com a realização de sete especiais.  

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

CPR: Craig Breen é anunciado como piloto da Hyundai Portugal


A suspeita existia desde há umas semanas, e hoje aconteceu o anuncio oficial: o irlandês Craig Breen, que tem um contrato parcial pela Hyundai oficial, correrá pela mesma marca no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) de 2022 pela Hyundai Portugal, ao lado de Ricardo Teodósio. Ambos correrão num i20 Rally2.

“Estou muito entusiasmado com este projeto, vai ser muito desafiante competir em simultâneo nos dois campeonatos, e sinto-me muito motivado por correr em Portugal com o Team Hyundai Portugal. Vou arrancar a época do WRC na Suécia, mas já não vejo a hora de estar em Fafe convosco.”, referiu o piloto irlandês na cerimónia de apresentação da equipa para 2023. 

“É um orgulho fazer equipa com o Breen, a quem dou as boas-vindas. Para mim, é um privilégio continuar no Team Hyundai Portugal, e encaro 2023 com uma responsabilidade acrescida para lutar pelo título. Vai ser certamente uma época emocionante e desafiante.”, declarou Ricardo Teodósio, também na apresentação da equipa oficial.

Do lado da Hyundai Portugal, Sérgio Ribeiro, o seu CEO, recordou o objetivo da marca no CPR. 

“O nosso objetivo sempre foi trazer mais emoção e inovação a este desporto tão popular, com um projeto diferenciador no panorama nacional. Estamos muito entusiasmados por trazer um piloto do WRC para o CPR, temos a certeza que será em benefício da modalidade, atraindo mais público e aumentando a visibilidade do nosso Campeonato, de todos os pilotos envolvidos e respetivos patrocinadores. Gostaria de agradecer a colaboração demonstrada pela Hyundai Motorsport que desde o início apoiou a ideia e o projeto."

"Por fim, quero dar as boas-vindas ao Craig Breen e James Fulton, que se juntam ao Team Hyundai Portugal e ao Ricardo e José que continuam connosco. É um orgulho contar sempre com grandes nomes nesta equipa.”, acrescentou.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

WRC: Sordo será piloto no México


Dani Sordo será piloto no rali do México pela Hyundai. O espanhol de 39 anos correrá ao lado de Esapekka Lappi e Thierry Neuville, naquele que será a segunda prova do espanhol na temporada depois do rali de Monte Carlo, já que na Suécia, o seu lugar será preenchido pelo irlandês Craig Breen.

O rali México, cuja sede é em Leon, no estado de Guanajuato, regressa ao calendário entre os dias 16 e 19 de março depois de duas temporadas de ausência por causa da pandemia de Covid-19, e será um de dois regressos à América Latina, com o segundo a ser o Rali do Chile, que acontecerá no final de setembro. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

WRC: Breen e M-Sport rescindem por mútuo acordo


O irlandês Craig Breen saiu da M-Sport, a preparadora dos Ford no Mundial de ralis. A rescisão foi de mútuo acordo, um ano antes do final, e fala-se que o piloto irlandês de 32 anos já esteja a caminho da Hyundai para ficar com o lugar deixado livre por Ott Tanak.

Richard Millener, o diretor da M-Sport, afirmou no comunicado oficial que "infelizmente por vezes as coisas não fizeram 'click', e esta é a realidade da situação em que nos encontramos." Assim sendo, ambas as partes decidiram por este desfecho. 

Os entendidos afirmam que a não-adaptação de Breen ao Ford Puma Rally1, que levou a uma temporada bem complicada - diversos despistes - foi a grande razão. Apesar do seu melhor resultado ter sido um segundo lugar no Rali da Sardenha, só conseguiu mais um pódio, em Monte Carlo, e apenas 84 pontos, que o colocaram na sétima posição num campeonato ganho por Kalle Rovanpera.

Agora, Breen poderá rumar para a marca coreana, onde provavelmente fará equipa com Esapekka Lappi, Dani Sordo e Thierry Neuville. Quanto à M-Sport, não só verá partir Breen, como também poderá dispensar os serviços de Adrien Formaux, que teve uma temporada desastrosa com o Puma Rally1, conseguindo apenas 13 pontos, muito menos que, por exemplo, o seu compatriota Pierre-Louis Loubet, que com um programa parcial, conseguiu 31, entre eles, dois quartos lugares na Itália e na Grécia. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

WRC 2022 - Rali da Nova Zelândia (Dia 1)


Ott Tanak deu um pulo para a frente, no final do primeiro dia do Rali da Nova Zelândia, concluídas que estão as sete primeiras especiais. O estónio da Hyundai conseguiu passar Elfyn Evans e Sebastien Ogier na última especial, e agora tem uma vantagem pouco mais do que mínima: 0,2 segundos. Kalle Rovanpera é o quarto, a 7,2 segundos, e claro, está na luta pela liderança do rali.

Com o rali a começar na quinta-feira de manhã, hora local, nos arredores de Auckland, com o triunfo de Ott Tanak, ganhando com uma vantagem de 0,9 segundos sobre Craig Breen, o primeiro dia começou com passagens duplas sobre Whaanga Coast, Te Akau South e Te Akau North, começou primeiro com uma inesperada vitória de Gus Greensmith, mas quem aproveitou tudo isto foi Breen, que passou para a frente, com Tanak a perder 5,8 segundos e cair para quarto na geral. Em contraste, Sebastien Ogier subia para terceiro, a 2,4 segundos do líder.

Evans triunfou na terceira especial baralhando mais um pouco as coisas, mas não na liderança, pois aí, era de Breen, que tinha sido terceiro, a 1,3 segundos do galês da Toyota. Takamoto despistou-se e perdeu 33 segundos, mais do dobro que Neuville, também vitima de despiste.

Tanak foi o melhor na primeira passagem por Te Akau North, 0,7 segundos mais rápido que Kalle  Rovanpera, e com isso, subia para a liderança, aproveitando os problemas que Breen teve, despistando-se e perdendo quase seis segundos, suficientes para ser desalojado do primeiro lugar.  

Neuville teve novo despiste e caiu ainda mais na classificação ficando agora a 40,9 segundos da liderança. "Duas classificativas, dois piões. Muito difícil manter o carro na linha, não sei se são os amortecedores ou a suspensão, mas não tenho certeza do que podemos fazer agora. Continuamos perdendo tempo.", disse, desiludido por ver a concorrência fugir-lhe.


Na segunda passagem em Whaanga Coast, Ogier mostrou-se e triunfou na especial, 8,4 segundos na frente de Elfyn Evans e 14,2 sobre Gus Grrensmith, enquanto Craig Breen acabou fora de estrada, e do rali por hoje. Curiosamente, no mesmo local onde em 2002, Colin McRae acabou o seu rali! Com isso, Ogier ficou com a liderança, mas Evans está a 1,3 segundos e Tanak a 7,5. Logo... nada decidido, bem longe disso.

Rovanpera ataca na segunda passagem por Te Akau South, triunfando na especial com uma vantagem de 5,6 segundos sobre Ott Tanak e 6,5 sobre Sebastien Ogier. E no final do dia, Tanak conseguiu ser melhor, triunfando na especial com 1,2 segundos sobre Evans e 2.1 sobre Rovanpera. O estónio ficou com o primeiro lugar, mas praticamente está ao lado do piloto galês da Toyota.

Para Rovanpera, o quarto, foi um dia tranquilo:

"Tem sido muito bom até agora. Não cometemos erros e fizemos tudo o que podíamos. Acho que podemos ficar muito felizes com o que fizemos, mas aqui acho que vamos perder algum tempo. Os pneus estavam tão acabados e não houve margem para nós."

Abaixo do finlandês na geral, Gus Greensmith é o quinto, a 43,8 segundos, seguido por Thierry Neuville, a 45,6, ou seja, capaz de apanhar o quinto posto, mas longe da liderança. Oliver Solberg é o sétimo, a 1.28,3, não muito longe de Katsuta Takamoto, o oitavo, a 1.42,0. A fechar o "top ten" está o local Hayden Paddon, num Hyundai i20 Rally2, e Lorenzo Bertelli, num Ford Puma Rally1, a 5.41,4.

O rali prossegue nesta sexta-feira, com a realização de mais seis especiais.

sábado, 20 de agosto de 2022

Youtube Rally Crash: O acidente de Craig Breen no Rali Ypres

Na Bélgica, naquelas estradas estreitas, um erro e significa acabares meio metro mais abaixo, na valeta. Foi o que aconteceu a Craig Breen esta manhã, quando perdeu o controle do seu Ford Puma Rally1 e acabou virado, com as rodas no ar. Carros parados, classificativa parcialmente neutralizada e mais um momento dos ralis neste sábado.

domingo, 24 de abril de 2022

WRC 2022 - Rali da Croácia (Final)


E no final, Kalle Rovanpera aguentou os ataques de Ott Tanak e triunfou em terras croatas. O piloto finlandês da Toyota triunfou na Power Stage, e a diferença foi pouco mais do que a mínima: 4,2 segundos. Thierry Neuville ficou com o lugar mais baixo do pódio, noutro Hyundai, mas a mais de dois minutos e 21 segundos do piloto triunfador.

Com quatro especiais até ao final do rali, este dia foi inesperadamente especial. Com Rovanpera a ter pedido algum tempo no dia anterior, o estónio da Hyundai decidiu aproveitar este dia para um ataque decisivo para a liderança do rali. Mas logo de inicio, na primeira passagem pelo troço Trakošćan - Vrbno, Esapekka Lappi foi o melhor, com Rovanpera a 0,8 e Tanak a 12 segundos, vendo escapar o finlandês. 

"Os pneus não estão a funcionar. Está bastante seco. Estávamos muito assustados com a possibilidade de chuva e agora está bastante ensolarado, mas tivemos que arriscar.", disse Tanak no final da especial.

Na primeira passagem por Zagorska Sela - Kumrovec, era Neuville o melhor, 4,8 segundos sobre Tanak, enquanto Rovanpera perdia 7,5 segundos. "Na primeira especial, a escolha de pneus foi boa, mas nesta o [composto] macio seria melhor. Estou feliz por não termos perdido muito tempo para Ott [Tanak], mas tivemos uma corrida limpa em um ritmo bastante bom. É bom."


Mas na 19ª especial, o susto. Uma má escolha de pneus numa especial em que choveu e os pneus que levava eram completamente errados. Foi apenas oitavo, perdeu meio minuto e a liderança! "Eu não sabia de onde veio esta chuva. Não tínhamos ideia de que ia chover e não podemos fazer nada com esses pneus. Os duros não estavam funcionando e não há muito mais que possamos fazer.", disse o finlandês.

Em contraste, Tanak não se mostrava exultante. Pelo contrário, demonstrava admiração por Rovanpera pelo que fazia no rali. "Kalle é um bom piloto e está se esforçando muito. Lá estava mais sujo, então vamos ver. Pelo menos passamos em segurança."

E tudo se resumia à Power Stage. No final, Rovanpera foi o melhor, 5,7 segundos melhor que Ott Tanak, o segundo. E ambos deram muito tempo a Elfyn Evans, 21,9 segundos, e a bater por pouco Craing Breen, quarto, a 22,2. Neuville sofreu um acidente e arrastou-se até ao final, não perdendo o terceiro posto. 

"Eu tinha a certeza de que não poderíamos ser tão rápidos com esses pneus, mas foi incrível. Nós forçamos muito e acho que merecemos este fim de semana. Com certeza, foi a vitória mais difícil da minha carreira.", disse o finlandês no final da Power Stage.

"Não arrisquei, mas Kalle obviamente fez uma boa pilotagem. Estávamos lutando pela vitória, mas apenas por causa de decisões inteligentes e escolhas de pneus.", reconheceu Tanak.

Depois dos três primeiros, Craig Breen conseguiu ficar com o quarto posto, a 3.07,3, não muito longe de Elfyn Evans, a 3.46.0 minutos, no segundo Toyota. Katsuta Takamoto, noutro Toyota, foi o sexto, a 8.08,5, muito distante num rali complicado para os menos experimentados. Yohan Rossel foi o sétimo, a 10 minutos do bencedor (10.01,0), e o melhor dos Rally2, na frente de Kajetan Kajetanowicz, a 11.01,2, no seu Skoda Fabia Rally2, e a fechar o "top ten" ficaram o finlandês Emil Lindeholm (a 11.11.9) e Nikolay Gryazin, a 11.48,5.

Agora o WRC regressa à ação nas estradas portuguesas, entre os dias 19 e 22 de maio, dentro de quatro semanas.