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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

WRC: Breen corre na Suécia

O irlandês Craig Breen correrá num dos carros da Hyundai no Rali da Suécia, segunda prova no Mundial. Ele correrá no carro que foi usado por Sebastien Loeb no Rali de Monte Carlo. O piloto de 29 anos correu em apenas duas provas em 2019, na Finlândia e Grã-Bretanha, acabando apenas com dez pontos no campeonato. 

Andrea Adamo, o diretor da Hyundai, justificou esta alteração no alinhamento: ”Queremos ter o alinhamento mais competitivo para esta prova com as melhores opções em termos de posição na estrada."

A escolha do piloto foi “baseada na sua performance na Suécia [na edição de 2018] quando foi segundo, e no potencial que ele mostrou no nosso i20 WRC na temporada passada.

Breen, para além das suas duas proas no WRC, andou toda a temporada de 2019 a participar no Titans RX.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

WRC: Breen alinha pela Hyundai no País de Gales

A Hyundai confirmou esta segunda-feira que Craig Breen será piloto da Hyundai no rali de Gales, alinhando ao lado de Thierry Neuville e Andreas Mikkelsen. A decisão baseia-se nas prestações do piloto irlandês no rali da Finlândia, onde ele foi sétimo classificado a bordo do i20. 

Este vai ser a quarta tripla que a marca coreana irá usar nesta temporada. Com os dois pilotos permanentes - Neuville e Mikkelsen, apesar do norueguês não ter estado em todos os ralis - o terceiro piloto varia conforme a prova do Mundial. Para os ralis de Monte Carlo, Suécia e Chile, correram Neuville, Mikkelsen e o francês Sebastien Loeb, que fará mais um rali em Espanha. Nas provas do México, Argentina, Itália, Sardenha, Alemanha e Turquia, os pilotos escolhidos serão Neuville, Mikkelsen e o espanhol Dani Sordo. Já na Córsega, Portugal e Espanha, os pilotos que alinharam foram Neuville, Sordo e Loeb.

O WRC estará de volta dentro de menos de duas semanas, em paragens turcas.


terça-feira, 25 de junho de 2019

WRC: Breen no Rali da Finlândia

O irlandês Craig Breen correrá pela Hyundai no rali da Finlândia, que decorrerá no principio de agosto. Vai ser um ingresso à equipa de Alzenau, ao lado de Andreas Mikkelsen e Thierry Neuville, depois de uma passagem pela Citroen, entre 2016 e 2018.

"Estou feliz por ter essa chance", começou por dizer o piloto irlandês. "Tem sido uma longa e paciente espera, ter que assistir [enquanto] todos guiam nesta temporada. Estou honrado por ter esta oportunidade única com Paul [Paul Nagle, seu navegador] como meu co-piloto. ”, continuou.

O irlandês conquistou seu primeiro pódio no WRC na Finlândia em 2016, e tem competido lá todos os anos desde 2009, excepto na edição de 2013. Ele terá oportunidades suficientes para se preparar para o evento do WRC. Um ajuste de assento será seguido por um teste pré-rali, antes de sua participação no Rally da Estónia, entre os dias 12 a 14 de julho. Andreas Mikkelsen também se juntará a esse evento como preparação representativa para os rápidos estágios finlandeses.

"A Finlândia é o rally que mais fiz no WRC, então espero trazer algo para a equipa. Estive demasiado tempo na poltrona antes da Finlândia. Vai continuar sendo um desafio, mas estou pronto para agarrar com as duas mãos. Eu vou competir com o número 42, um número com o qual corri desde o meu primeiro ano no kart em 1998, e que sempre teve muita sorte. Vamos esperar que continue assim!", concluiu.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

WRC: Breen fala sobre a temporada difícil na Citroen

Craig Breen não tem lugar na temporada de 2019, pelo menos de forma permanente. O piloto de 28 anos teve uma temporada complicada na Citroen, apesar do segundo lugar no Rali da Suécia. No final da temporada, por causa também do facto de ficarem com menos um carro para a nova temporada, ele e o norueguês Mads Ostberg acabaram por ser dispensados da equipa em favor de Sebastien Ogier, que volta à marca do "double chevron".

Breen afirma que a falta de resultados - Kris Meeke foi despedido após um acidente no Rali de Portugal - e o ambiente agitado no seio da equipa francesa também contribuíram para este desfecho.

"Estou dececionado por ter perdido o meu lugar na Citroen. Se tivermos em conta todas as circunstâncias que passámos, penso que fizemos um bom trabalho, em 2018. Se aprofundarmos as causas, não tivemos resultados suficientes este ano. No entanto, o maior motivo para tudo isso foi não ter tido boa sorte ao longo do ano, foi um ano difícil, com muitas mudanças. O ambiente na equipa também não era fácil por vezes”, disse Breen à RTE, canal televisivo irlandês.

Breen disse depois que tentou a sua sorte na M-Sport, mas eles decidiram manter Teemu Suninen e Elfyn Evans, para além de terem alugado um carro a Pontus Tidemand para os dois primeiros ralis da temporada, o de Monte Carlo e Suécia. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

WRC: Breen pode ser piloto da Hyundai?

O irlandês Craig Breen poderá ir para a Hyundai na temporada de 2019. Sem espaço para correr na Citroen, que em principio só colocará dois carros na estrada, o piloto irlandês parece não ter muitas chances de participar numa equipa oficial.

Tudo isto tem a ver com as movimentações que existe no mercado de pilotos neste momento. Com a Hyundai a confirmar por estes dias um programa alargado com Dani Sordo no terceiro carro da marca - os outros dos vão para Thierry Neuville e Andreas Mikkelsen - o neozelandês Hayden Paddon ficou com o espaço fechado na marca coreana, logo, terá de arranjar outra maneira de fazer uma temporada decente no WRC. E parece que pretende ir para a M-Sport, onde poderá ter um bom lugar ao lado de Elfyn Evans e provavelmente, Teemu Suninen.

Contudo, alguma imprensa diz que o segundo carro poderá ser dividido entre Mikkelsen e um outro piloto. Com o norueguês a fazer uma temporada abaixo das expectativas da marca, o piloto que poderá ficar com o lugar até poderá ter mais do que quatro provas - as que sobraram de Sordo - para percorrer, logo, não se fique admirado se o norueguês fazer tantos ralis quantos os que o espanhol fará. Logo, isso poderá dar oito provas para um eventual terceiro piloto, no mínimo. E aí é que poderá entrar o irlandês, que aos 28 anos, até já fez temporadas razoáveis ao serviço da marca do "double "chevron", mas nunca teve muitas chances de vitória.

Em suma, ainda poderá haver muitas mudanças no pelotão, a mês e meio do Rali de Monte Carlo de 2019.


sábado, 17 de novembro de 2018

WRC 2018 - Rali da Austrália (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Austrália mostrou Ott Tanak na frente da prova e um Sebastien Ogier cada vez mais perto do campeonato. No final da 18ª especial, que encerrou o segundo dia do rali, o estónio da Toyota tem um avanço de 21,9 segundos sobre Jari-Matti Latvala e 26,9 segundos sobre o Hyundai de Hayden Paddon. Sebastien Ogier é sexto, a um minuto 44,8 segundos da liderança, mas está cada vez mais à vontade, pois Thierry Neuville é oitavo, quase um minuto atrás dele.

Este sábado começou com Latvala ao ataque, apesar de na primeira passagem por Argents Hill Reverse, o vencedor ter sido Hayden Paddon, que bateu o finlandês da Toyota por 0,4 segundos, enquanto Ostberg perdia 2,1 segundos. Ogier era apenas oitavo, perdendo 9,1 segundos e Neuville estava dois lugares mais abaixo, quer na especial, quer no rali.

Na primeira passagem por Welshs Creek Reverse, Tanak conseguiu ser mais veloz, batendo Latvala por 3,8 segundos e Paddon por 4,5. Ostberg perdeu 7,7 segundos e viu o finlandês a aproximar-se rapidamente, enquanto na luta pelo título, Ogier foi apenas oitavo, perdendo 21 segundos e Neuville ficou atrás, a 28,6. Na 11ª especial, a primeira passagem por Urunga, Tanak voltou a vencer, com Latvala logo atrás, a 1,7 segundos, mas o mais importante foi Ostberg, sexto na especial e a perder 13,5 segundos, suficientes para ceder o comando para os Toyota.

"É muito difícil andar ao ritmo dos Toyotas. O carro é mais rápido na especial, parece que todos os três Toyotas estão indo bem lá. [Tenho] muito menor aderência. Eu tenho alguns pneus novos, que podem ajudar esta tarde", disse Ostberg, justificando a perda do comando do rali.

A manhã acabou com a primeira passagem pela pequena especial de Raleigh, com Tanak a empatar o melhor tempo com Elfyn Evans, com Craig Breen a chegar tarde e a receber uma penalização de três minutos e 50 segundos, caindo para o décimo posto.

Na parte da tarde, com as segundas passagens pelas da manhã, Paddon começa a ganhar a 13ª especial, enquanto Tanak se aproximava de Latvala. Era um duelo a quatro, é certo, mas parecia que os Toyota tinham a mó de cima. E isso se confirmou quando Tanak venceu a 14ª especial, a segunda passagem por Welshs Creek Reverse, ganhando quatro segundos exatos a Latvala e a ficar com o comando do rali por meros 0,8 segundos. Ostberg resistia a Paddon, e Ogier, com o oitavo lugar na especial, consolidava o sexto posto na geral.

"Faço o meu melhor. Faço tudo que posso. Não são condições fáceis, mas pelo menos é consistente. Divertido, mas ao mesmo tempo dando o meu melhor. O título dos fabricantes é a prioridade, então definitivamente precisamos garantir isso", afirmou Tanak, no final desta especial.

Na segunda passagem por Urunga, Lappi foi o melhor, mas o segundo posto de Tanak e o quinto de Latvala na especial fizeram com que a vantagem se alargasse para 7,4 segundos. O estónio depois venceu na curta especial de Raleigh, antes da dupla passagem por Destination NSW, onde não houve alteração na geral.

Depois dos três primeiros, Mads Ostberg é quarto, no seu Citroen, a 44,6 segundos, e assediado por Esapekka Lappi, o quinto. Muito longe está Sebastien Ogier, o sexto, a quase um minuto do quinto, enquanto Elfyn Evans era sétimo, controlando o avanço para Thierry Neuville, que agora aposta mais no azar os outros que na sua performance. E a fechar o "top ten" estão o ford de Teemu Sunninen e o Citroen de Craig Breen.

O rali da Austrália termina amanhã, com a realização das últimas quatro especiais.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

WRC 2018 - Rali da Sardenha (Dia 1)

Sebastien Ogier lidera o Rali da Sardenha, cumpridas que estão as primeiras nove especiais da prova. O piloto da Ford tem uma vantagem de 18,9 sobre Thierry Neuville, num duelo que é também pela liderança do campeonato, enquanto o terceiro posto é ocupado pelo finlandês Jari-Matti Latvala, a 37,2 segundos do primeiro.

Depois de Ogier ter sido o mais veloz na classificativa inicial, em Allegro, o dia começou com Andreas Mikkelsen a ser o melhor, conseguindo um avanço de 9,1 segundos sobre Mads Ostberg, e 9,7 sobre Jari-Matti Latvala. Ogier não era mais que sexto, a 12,7 segundos, e perdia a liderança para o piloto norueguês.

Mikkelsen continuava a distanciar-se da concorrência, vencendo a segunda especial, a primeira passagem por Castelsardo. Ganhou 0,8 segundos sobre Teemu Suninen. Ogier perdeu mais 9,1 segundos, e caía para sexto, a 21,7 segundos, enquanto Esapekka Lappi furou. A seguir, na primeira passagem por Tergu - Osilo, Ott Tanak conseguiu ser superior a Mikkelsen por 1,4 segundos, enquanto Ogier perdia mais 3,9 segundos... mas subia um lugar, às custas de Ostberg, que perdia 7,9 segundos.

Neuville foi o vencedor na primeira passagem por Monte Baranta, com Ogier a ser segundo, a três segundos e Mikkelsen em terceiro, a 4,2. Ott Tanak a ceder 6.4 segundos e o segundo lugar da geral para Thierry Neuville.

A parte da tarde foi diferente. Ogier venceu e subiu para a liderança, a 3,5 segundos de Mikkelsen, com o norueguês a ter problemas na sua caixa de velocidades. Acabou em sexto e perdeu 26,5 segundos. Thierry Neuville também perdeu tempo, com o belga a fazer um pião e perder 17,5.

Foi duro, havia muita água na estrada, tinha muita água nas trajetórias. Fiz um pião, tive que fazer marcha atrás”, disse o piloto belga.

Quanto a Ogier, estava mais tranquilo. "Não erramos, mas não é possível dar mais. É escorregadio. Eu vi a linha de Neuville, parecia que ele tinha atingido um banco, mas não há danos ao seu carro, ao que parece."

Os receios de Mikkelsen confirmaram-se na especial seguinte, onde a caixa cedeu no quilómetro dez e o norueguês acabou por desistir. Teemu Suninen foi o vencedor nesta especial, e Neuville era agora o segundo da geral, a 10,9 segundos de Ogier. Ele venceu na oitava especial, mas Ogier perdeu apenas 0,4 segundos, com Tanak a ser teceiro, a 1,6 segundos. O piloto estónio parecia estar a consolidar o terceiro posto, mas na última especial do dia, saltou mal e quebrou o radiador, comprometendo o seu rali. Jari-Matti Latvala, que tinha sido o vencedor da especial, herdou o terceiro posto.

Quem também saiu de prova foi Teemu Suninen que sofreu um despiste com o seu Ford.

No final do dia, depois dos três primeiros, o quarto posto pertence a Esapekka Lappi, noutro Toyota, a 41,6 segundos, não muito longe de Latvala. Mads Ostberg é o quinto, a 58,3, seguido pelo Hyundai de Hayden Paddon, a um minuto e 1,5 segundos. Craig Breen é o sétimo, noutro Citroen, com Stephane Lefebvre a ser o oitavo e o melhor dos R5, seguido de Jan Kopecky, nono no seu Skoda. Outro francês, Nicolas Ciamin, num Hyundai i20R5, fecha o "top ten".

O Rali da Sardenha prossegue amanhã, com a realização de mais sete especiais. 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Youtube Rally Testing (II): Os testes de Craig Breen em Mondim de Basto


Não é só a Hyundai que anda a testar nas nossas estradas. Também a Citroen anda a fazer passagens em Mondim de Basto, para se preparar para o Rali da Argentina e claro, o Rali de Portugal, que vêm a seguir no calendário, em Maio. 

Neste video em particular, filmado ontem, foi Craig Breen que se preparou para o rali com o seu Citroen C3 WRC.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

WRC 2018 - Rali da Suécia (Dia 2)

Thierry Neuville lidera o Rali da Suécia, cumprido está o segundo dia da prova. O piloto da Hyundai tem uma vantagem de 22,7 segundos sobre o Citroen de Craig Breen e 32 segundos sobre o outro Hyundai de Andreas Mikkelsen, e parece que vai a caminho da sua primeira vitória nesta temporada, provavelmente ocupar a liderança do campeonato. Quanto a Sebastien Ogier, o segundo dia fez com que se chegasse mais de perto dos da frente, mas é apenas o décimo classificado, a mais de quatro minutos e 24 segundos.

Com os Hyundai a monopolizarem os lugares da frente no final do primeiro dia, o segundo começou com uma espécie de reação. Tanak começou o dia ao ataque, vencendo na primeira passagem por Torntorp, batendo Breen por quarto segundos. Este, com o segundo lugar na especial, subiu à terceira posição na geral, passando Paddon, que fora apenas sétimo. Ogier era décimo, perdendo 18,6 segundos.

Tanak continuou a vencer, desta vez na primeira passagem por Hagfors, tirando 4,3 segundos a Jari-Matti Latvala, seu companheiro de equipa, e Esapekka Lappi, num monopólio da Toyota. Neuville foi apenas sétimo, a 9,3 segundos, e via Breen reduzir a vantagem para 4,2 segundos. Já Andreas Mikkelsen foi apenas 11º e perdeu 18,5 segundos, fazendo com que caísse para o quarto posto. Ogier foi nono e trocava de lugar com Elfyn Evans, sendo agora 11º.

A manhã acabava com Neuville a reagir e a vencer em Vargasen, batendo Tanak por 0,9 segundos, enquanto que Sebastien Ogier era terceiro, a 1,2. Breen perdia 1,7 segundos e via a diferença aumentar para 5,9. Mas o irlandês reagiu e foi o vencedor na segunda passagem por Torntorp, batendo Neuville por 1,3 segundos. A luta pelos dois primeiros lugares estava ao rubro, com Mikkelsen a ser o quarto na especial, perdendo 3,9 segundos, e estando a 20,2 do piloto belga, na terceira posição.

Neuville venceu a seguir, em Hagfors 2, na mesma especial onde Kris Meeke acabaria por se retirar... devido a um problema no seu turbo. tudo isto depois de... colidir com o Toyota de Tanak durante a especial. O belga foi melhor do que Mikkelsen em 6,6 segundos, enquanto que Breen foi terceiro, a 9,4 segundos, alargando a sua diferença para 14 segundos. Neuville voltou a ganhar na especial seguinte, alargando para 18,8 segundos a vantagem para o segundo classificado. 

O final do dia acabou com a passagem pela super-especial de Karlstad e a Torsby Sprint. Na primeira, Tanak foi o melhor, batendo Ostberg por 0,3 segundos, enquanto que na segunda, Neuville foi melhor do que Lappi em 0,5 segundos.

No final do segundo dia, depois do pódio, Hayden Paddon é o quarto, a 48,6 segundos, enquanto que Ostberg é quinto, a 56,8 segundos. Esapekka Lappi é o sexto e o melhor dos Toyota, a um minuto e cinco segundos, quase um minuto na frente de Jari-Matti Latvala. Teemu Suninen é o oitavo, a dois minutos e vinte segundos, e é o melhor Ford, enquanto que a fecvhar o "top ten" estão Ott Tanak, a três minutos e 41 segundos, e Sebastien Ogier, a quatro minutos e 24.

O Rali da Suécia termina amanhã coma a realização das três últimas especiais. 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

CNR: Breen foi o vencedor, Vieira o melhor português no Rali de Mortágua

Craig Breen foi o grande vencedor do Rali de Mortágua. O piloto irlandês, que está a substituir José Pedro Fontes até ao final da temporada, venceu todas as especiais (menos a de abertura) do Rali de Mortágua, demonstrando a sua superioridade face à concorrência dos pilotos nacionais. Carlos Vieira, que estreava aqui o um Skoda Fabia R5, acabou por ser o melhor português, batendo o outro Skoda Fabia de Pedro Meireles. A diferença de Breen sobre Vieira foi de 27,9 segundos, enquanto que Meireles ficou a 13 segundos de Vieira, e a 40 segundos do vencedor.  

O rali começou na sexta-feira à noite, quando Miguel Barbosa foi o melhor, no seu Skoda, batendo Pedro Meireles por 0,1 segundos, com Craig Breen a ser terceiro, a 2,9 segundos. Depois, soube-se que o irlandês foi penalizado em 50 segundos quando entrou fora de tempo na especial. Salvi era quarto, a 3,3 segundos, e João Barros perdia três minutos e dez segundos devido a problemas na sua bomba de gasolina do seu Ford, acabando o seu rali.

No dia seguinte, Breen passou ao ataque, e foi o mais rápido na primeira passagem por Mortágua-Calvos. O piloto irlandês conseguiu 7,1 segundos de vantagem sobre Carlos Vieira, o melhor português, no seu Skoda Fabia R5. Pedro Meireles foi o terceiro mais rápido, seguido por Miguel Barbosa, que caiu para o terceiro posto da geral. Breen voltou a ganhar na terceira especial, conseguindo 12,1 segundos sobre Vieira, e recuperando a diferença para 22,6 segundos. Pedro Meireles tinha sido o terceiro na especial, mas era o segundo na especial a 7,7 segundos de Vieira.

Breen acabou a manhã a vencer nova especial, 19,8 segundos mais veloz do que Vieira, com Meireles a ser o terceiro, a 7,9 segundos do líder. 

No final da manhã, o piloto do Skoda afirmou: “Perdi ontem dez segundos na super especial porque deixei carro ir abaixo devido ao lauch control. Adaptei-me bem desde de inicio do rali e o carro anda muito bem em pisos de terra, o DS3 também é bom e já sabia que ia ser rápido. O objetivo para a parte da tarde é manter a posição de melhor português”.

Já Pedro Meireles tinha os seus objetivos: “Ainda quero lutar por melhor português, quero ficar à frente do Carlos Vieira [7.9s separam os dois pilotos, naquele momento]. Fiz meio pião e perdi 2/3 segundos no primeiro troço”.

Breen apanhou Vieira na quinta especial, a primeira da tarde, ao ser 4,6 segundos mais veloz do que Carlos Vieira, que por sua vez, ganhou 1,5 segundos a Pedro Meireles. O irlandês aumentou a vantagem na especial seguinte, ganhando mais 13 segundos sobre Vieira, enquanto que Meireles ganhava 5,1 segundos na especial, mas este mantinha controlado o segundo posto. Miguel Barbosa era um quarto classificado cada vez mais distante.

Até ao final, Breen tinha tudo controlado, acabando com uma vantagem confortável, e claro, passeando a sua classe. Vieira conseguiu o segundo posto e tornou-se, no melhor português batendo Pedro Meireles, o atual líder do campeonato. 

Foi uma experiência muito positiva! Divertimos-nos imenso, mas tivemos que andar forte para chegar à frente do rali, só mais tarde pude reduzir o ritmo, para aí para os 50 ou 60%. Foi difícil depois da super-especial, o que tornou o dia de hoje mais interessante. Depois, fui muito cuidadoso, mantive sempre o carro no meio da estrada para não estragar nada.  Estamos todos muito satisfeitos, quero agradecer a oportunidade de disputar o rali, agradecer ao José Pedro Fontes e a toda a sua equipa pela oportunidade. Foi um ótimo fim de semana, num rali interessante, com especiais diferentes do que vemos no Norte e do que víamos no Algarve”, contou Breen, no final do rali.

Já Meireles disse de sua justiça: “Quero dar os parabéns ao Carlos Vieira pelo seu ritmo, esteve muito bem. Agora vamos discutir o título no Algarve. São ralis assim de que gostamos. De manhã fui muito conservador, levei dois pneus na mala, o que fez alguma diferença, penso eu. Não arrisquei tudo mas queria ganhar. Da parte da tarde andamos os dois muito bem. Temos tempo para fazer as contas e saber com o que contar no Algarve. Vou para lá sem estar obcecado com o título, mas a querer ganhar, como óbvio”.

Na liderança, Meireles têm agora 122,60 pontos contra os 114,29 pontos de Carlos Vieira, e Miguel Barbosa não pode pontuar mais, pois já alcançou os oito ralis necessários para pontuar, e o terceiro posto já é praticamente seu, ficando com 109,53 pontos.

Agora, máquinas e pilotos esperam pelo Rali do Algarve, que acontecerá entre os dias 4 e 5 de novembro.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

CNR: Craig Breen no Rali de Mortágua

Com José Pedro Fontes de fora do seu carro até ao final da temporada, o que ele anda a fazer agora é convidar pilotos conceituados para que andem no seu Citroen DS3 R5 nos ralis nacionais. E depois de convidar Stephane Lefebvre para correr na Nadeira, agora o convidado é o irlandês Craig Breen, que vai correr o Rali de Mortágua, que vai acontecer no final do mês.

Estou, naturalmente, muito satisfeito e orgulhoso pela crescente confiança que os responsáveis da Citroën Racing têm tido para com o nosso projeto e para com o trabalho da Sports & You. Foi muito bom termos podido contar com o Stephane Lefébvre e o Gabin Moreau na Madeira. Esperamos agora em Mortágua, entregar ao Craig Breen uma viatura que lhe permita lutar pelos lugares da frente e alcançar uma vitória. Estou certo de que ele irá dar um grande contributo para o espetáculo e para a notoriedade do CNR além-fronteiras”, disse Fontes.

A ideia, claro, é prestigiar tudo: a sua equipa, a Sports & You, o seu carro e claro, os ralis nacionais. Para o piloto irlandês, atual sétimo classificado do mundial, será a segunda passagem pelos ralis nacionais, pois fez parte da equipa oficial da marca francesa no Rali de Portugal, terminando na quinta posição.

domingo, 9 de abril de 2017

WRC 2017 - Volta à Corsega (Final)

Thierry Neuville deu ao mundial de WRC a quarta vitória diferente, em quatro marcas. E na Volta`a Corsega, o piloto belga compensou os erros nas duas primeiras provas da temporada, subindo ao lugar mais alto do pódio, depois de no México, ter subido ao lugar mais baixo. Sebastien Ogier foi o segundo, e com quatro pódios seguidos, é o líder do campeonato com o seu Ford. Dani Sordo foi o terceiro e conseguiu o seu primeiro pódio do ano.

O último dia tinha duas classificativas quilométricas: Antisanti – Poggio di Nazza e Porto Vecchio – Palombaggia, que servia como "Power Stage". Na primeira, os Hyundais "voaram", com Thierry Neuville a ser 0,1 segundos melhor do que Dani Sordo, enquanto que Sebastien Ogier perdia 21,4 segundos, com problemas elétricos, e entregava o seu segundo lugar ao espanhol da Hyundai. Craig Breen era terceiro na especial, a 1,8 segundos - e passava para o quarto lugar - enquanto que Jari-Matti Latvala andava no quarto posto, a 6,6 segundos.

Na Power Stage, Latvala foi o melhor, conseguindo ficar a 0,8 segundos de Sebastien Ogier, e 2,1 de Craig Breen. Sordo foi o quarto, a 4,6 segundos, e perdeu o segundo lugar para o piloto da Ford. Latvala, o grande vencedor, conseguiu ficar com o quarto lugar da geral, também passando Craig Breen, mas Neuville, o quinto classificado, tinha uma distância bem grande para a concorrência, e deu à equipa coreana a sua primeira vitória na temporada.

No final, com o pódio dividido entre Neuville, Ogier e Sordo, Latvala tornou-se no quarto classificado, que superou por 0,1 segundos o Citroen de Craig Breen, e ficou a mais de um minuto de Hayden Paddon, no terceiro Hyundai. Andreas Mikkelsen foi o sétimo e o melhor dos WRC2, na frente de Teemu Suninen, num Ford, e os franceses Stephane Sarrazin e Yohan Rossel.

Na classificação geral, Ogier é o líder, com 88 pontos, seguido agora por Latvala, com 75, e Neuville, com 54. A próxima prova do WRC acontecerá no final do mês, entre os dias 28 e 30 de abril, em paragens argentinas.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Youtube Rally Testing (II): Os preparativos da Citroen para o Rali da Córsega


Depois de termos visto a Ford a preparar-se para a quarta prova do campeonato do mundo de ralis, com Sebastien Ogier ao volante, também coloco aqui os preparativos da Citroen para o mesmo rali, com o recente vencedor do Rali do México, Kris Meeke, e o seu companheiro de equipa, Craig Breen, ambos a prepararem-se para este sinuosa prova em asfalto, ambos a bordo do seu C3 WRC.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

WRC: Citroen mantêm tripla para 2017

A Citroen anunciou esta quarta-feira que manterá a sua tripla de pilotos para a temporada de 2017, com o britânico Kris Meeke, o francês Sebastien Lefebvre e o irlandês Craig Breen. Os pilotos, que andarão no novo modelo C3, se juntarão a Khaled Al Qassimi, quando eles acabarem de construir um quarto modelo do carro.

Com este anuncio, termina a especulação de que Thierry Neuville poderia ir para a marca do "double chevron" na próxima temporada, pois ele acabou por renovar por mais duas temporadas, até ao final de 2018.

Meeke, de 37 anos, venceu este ano os Ralis de Portugal e Finlândia, apesar de ter tido uma temporada em "part-time", enquanto que Breen, de 26 anos, conseguiu um terceiro lugar em terras finlandesas. Lefebvre, apesar de ser uma promessa, está neste momento a recuperar das feridas sofridas no Rali da Alemanha, no final de agosto.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

WRC: As impressões dos pilotos da Citroen antes do Volta à Coresega

No fim de semana em que o WRC está de volta com a Volta à Córsega, também estão de volta os pilotos da citroen, que estão a fazer uma temporada em part-time em 2016, com Kris Meeke a conseguir, mesmo assim, duas vitórias - em Portugal e na Finlândia - com Craig Breen a conseguir o lugar mais baixo do pódio no rali finlandês.

Ao falar sobre o Rali, Meeke recordou as condições do ano anterior, onde uma tempestade causou estragos numa parte da ilha e levou ao cancelamento de algumas classificativas devido aos estragos nas estradas locais.

"Quando penso no Tour de Corse, são as terríveis condições de 2015 que me vêm à memória: as violentas tempestades, as inundações, as Especiais encurtadas ou anuladas… Estávamos à procura de pontos para o Campeonato dos Construtores e o meu quarto lugar permitiu-nos atingir este objetivo. Este ano, espero que as condições sejam mais clementes. Este rali é verdadeiramente fantástico quando as estradas estão totalmente secas!", começou por dizer Meeke. 

Contudo, mesmo que o tempo esteja bom no fim de semana corso, Meeke afirma que o rali vai ser bem complicado por causa das longas classificativas. "Em todo o caso, espera-me um fim de semana complicado de gerir. Na sexta-feira de manhã iremos partir para a PEC 1 de 50 km sem tempos intermédios… Nada mais podendo fazer, é preciso encontrarmos de imediato um bom ritmo, sob pena de perdermos demasiado tempo. Felizmente, a sessão de testes deste domingo permitiu-nos efetuar alguns acertos para a prova", continuou. 

"No que diz respeito aos meus objetivos, é difícil de dizer. Evidentemente, ganhei em Portugal e na Finlândia, mas aí estava em terrenos em que sempre fui rápido. Já na Córsega penso que será mais uma etapa que terei que ultrapassar. O objetivo é fazer todos os quilómetros para progredir e estar apto para 2017. Ficarei muito feliz se acabar no pódio, mas este não é um objetivo em si", concluiu Kris Meeke.

Já Craig Breen afirma que o rali corso lhe faz lembrar um pouco a Volta à Irlanda, pelas estradas sinuosas, e que o facto de fazer o seu primeiro rali WRC em asfalto não o intimida a fazer um bom trabalho.

"Gosto muito deste rali, pelo seu traçado ondulado e estreito, as estradas da Corsega fazem-me lembrar as da Irlanda, podendo ser por isso que me sinto aqui tão à-vontade. O formato da prova é diferente daquilo que conhecemos habitualmente no WRC, há aqui uma maior dose de resistência, com a primeira etapa sem assistência e com grande quilometragem", começou por dizer. 

"É preciso adaptarmos-nos depressa a este ritmo, para podermos acalmar nas longas ligações, antes de reencontrar o ‘fighting spirit’ no arranque para cada Especial! Depois, conhecemos bem os outros componentes deste rali, com a meteorologia que complica as escolhas de pneus, a gestão do uso dos travões, a necessidade de manter a concentração nas especiais sinuosas e com 50 km…", continuou. 

"Será difícil logo a partir dos reconhecimentos, mas não penso que haja melhor local para disputar o meu primeiro rali em asfalto ao volante de um WRC. Mesmo se vou partir quase do zero, sei que a minha equipa tudo fará para me dar confiança. Será ilusório procurar repetir o pódio da Finlândia, um lugar no 'top six' já me deixaria feliz", concluiu.

domingo, 31 de julho de 2016

A imagem do dia

Para Craig Breen, este terceiro posto no Rali da Finlândia tem um significado especial. Não só é o seu primeiro pódio no WRC, mas também fez lembrar de tudo o que passou até chegar aqui. Aos 26 anos de idade, tornou-se no primeiro irlandês a alcançá-lo, mas a emoção de ter alcançado o seu primeiro pódio, captada pelo fotógrafo português André Lavadinho, mostra mais coisas. 

Mas para lá chegar, houve drama pelo meio. Filho de Ray Breen, campeão irlandês de ralis, Craig nasceu a 2 de fevereiro de 1990, e depois de dez anos de karting, passou para os ralis em 2007, aos 17 anos de idade. Vencedor do troféu Fiesta em 2009, a bordo de um Fiesta R2, passou depois para os S2000 no ano seguinte. Venceu o WRC Academy em 2011, e o SWRC no ano seguinte. 

Mas em junho de 2012, no Rally Targa Florio, prova então a contar para o Intercontinental Rally Challenge, Breen sofre um grave acidente, que acaba com a vida do seu navegador, o britânico Gareth Roberts. Na altura, o seu Ford Fiesta S2000 não faz bem uma curva e embate contra o guard-rail, tornando-se num ariete contra o pobre navegador, tendo morte imediata. Apesar do infortúnio, Breen prosseguiu, deixando largar as suas emoções quando no final do ano, venceu o campeonato SWRC.

Correndo no ERC nos anos seguintes, a bordo do Peugeot 208 Ti16, e com Paul Nagle ao seu lado, foi terceiro em 2013 e 2014, sendo depois vice-campeão em 2015. Teve passagens mais esporádicas pelo WRC, mas o seu melhor resultado até hoje tinha sido um sexto posto no Rali da Catalunha de 2012.

Depois, com Scott Martin como navegador - Nagle foi navegar Kris Meeke - Breen passou para a Citroen, em 2016, mas pelo meio venceu por duas vezes o Rali da Irlanda, o seu rali natal. E no seu terceiro rali desta temporada, alcançou o seu primeiro resultado de relevo no WRC, o que indica que tem um grande futuro pela frente, agora que é piloto de fábrica. 

WRC 2016 - Rali da Finlândia (Final)

Kris Meeke está a fazer uma temporada de 2016 "a meio gás", mas das suas quatro presenças até agora nesta temporada, em duas terminou como vencedor. E logo duas clássicas, que são Portugal e Finlândia. O piloto da Citroen foi o grande vencedor deste ali, conseguindo uma vantagem de 29 segundos sobre Jari-Matti Latvala, com o seu companheiro de equipa, Craig Breen, a ser terceiro e a conseguir o seu primeiro pódio da sua carreira, depois de bater Thierry Neuville, da Hyundai. 

Foi uma pequena loucura, para ser honesto. Esta é a casa dos ralis e Ouninpohja é o santo graal das especiais. Vencer como o fizemos é incrível. Aproveitei como se fosse uma criança. Briguei e diverti-me. Sempre soubemos que o DS3 é bom aqui. Foi um esforço de equipa no carro, o Paul (Nagle) fez um trabalho incrível. Que grande resultado. Acho que mereço uma cerveja esta noite”, afirmou Kris Meeke, no final do rali.

Com quatro especiais para completar este domingo, o dia começou com Ott Tanak ao ataque na primeira passagem por Lempaa, para chegar ao pódio do rali, que estava ao seu alcance. Venceu a primeira especial, pressionando Breen, que agora ficava a 4,8 segundos ao seu alcance. Meeke foi apenas o nono na especial, controlando Latvala, o terceiro, ganhando assim 4,7 segundos e encurtando a distância para o inglês.

Contudo, a seguir, na primeira passagem por Oitilla (a segunda passagem iria servir para o Power Stage), revelou grandes mudanças. Thierry Neuville venceu a especial, mas a grande novidade foi o acidente de Tanak, que acabou por desistir, deixando Breen a respirar um pouco... mas não tanto, pois agora era Neuville que o perseguia. “Dei o máximo mas em algumas zonas as notas estão lentas, principalmente nas zonas rápidas”, disse Neuville.

O irlandês reagiu na segunda passagem por Lempaa, vencendo a especial, e consolidando o terceiro posto, pois deixou Neuville 1,3 segundos atrás dele. E o sucesso estava cada vez mais perto para ele e para a Citroen. Na Power Stage, o melhor foi Neuville, que deixou 1,1 segundos de diferença para Hayden Paddon e 1,5 segundos para Jari-Matti Latvala, ficando eles com os pontos extra.

No final, a Citroen celebrou, com Meeke a conseguir a sua segunda vitória do ano e Breen a celebrar emocionado um inédito pódio. Pelo meio, Jari-Matti Latvala, que conseguiu reduzir a diferença para 21,9 segundos, mas o unico que ficou dentro da margem do um minuto, pois Breen ficou a um minuto e 41 do seu companheiro, mas com quatro segundos de diferença sobre Neuville, o quarto classificado e o melhor dos Hyundai.

Hayden Paddon foi o quinto, não muito longe do terceiro lugar, mas não deu para mais, numa excelente temporada para o jovem neozelandês. Mads Ostberg foi o sexto, o melhor dos Ford, na frente de Anders Mikkelsen, que sendo sétimo, com intenções de vitória, sabe a amarga desilusão. Esapekka Lappi foi o melhor dos WRC2, no oitavo posto, na frente de Kevin Abbring - conseguindo aqui os seus primeiros pontos no campeonato - e Teemu Suninen fechou o "top ten" em terras finlandesas.

Agora, o WRC volta à estrada dentro de três semanas, entre os dias 19 e 21 de agosto, na Alemanha.   

sábado, 30 de julho de 2016

WRC 2016 - Rali da Finlândia (Dia 2)

O segundo dia do rali da Finlândia ficou marcado pelo contínuo domínio de Kris Meeke, que conseguiu aguentar as investidas do Volkswagen de Jari-Matti Latvala e do Hyundai de Thierry Neuville para manter a liderança deste rali. O segundo dia foi também marcado pelos incidentes que deixaram mais alguns pilotos pelo caminho, como o francês Eric Camili e o italiano Lorenzo Bertelli. No final do dia, Meeke tem um avanço de 41 segundos sobre Latvala e vai a caminho da sua segunda vitória no campeonato, numa temporada que está a fazer... a meio gás.

"O dia foi excepcional", disse o inglês de 37 anos.

As oito classificativas deste sábado tinham entre eles passagens duplas pela temível Ouninpohja, onde quem a faz sem erros é considerado excepcional. E na primeira passagem, Meeke... arrasou. Um avanço de 13,4 segundos sobre Latvala o fez ganhar a classificativa - iria ganhar também na segunda passagem, pela tarde - mas de manhã, aumentou o avanço para 31,5 segundos. Nessa altura, Lorenzo Bertelli teve um acidewnte que fez neutralizar a especial, para que os meios de socorro pudessem entrar e verificar o estado do piloto e do seu navegador, que estavam ilesos.

Ott Tanak venceu na primeira passagem por Paijala, mas a diferença para Meeke foi minima - 0,4 segundos. Contudo, foi o suficiente para que o estónio da Ford subisse ao quinto posto, e ao alcance de Hayden Paddon e de Craig Breen, que era agora o terceiro da geral. O troço foi marcado também por outro acidente, que o neutralizou. Desta vez, o infeliz foi Eric Camili, que danificou bastante o seu Ford, mas também saiu dali sem ferimentos. Quem também teve problemas foi Sebastien Ogier, que penalizou por causa de um tubo no sistema de travagem, que o obrigou a parar no meio da classificativa.

Meeke venceu de novo, na primeira passagem por Pihlajakoski, com 2,4 segundos de vantagem sobre Latvala, que foi terceiro (Ogier fez o segundo melhor tempo), e o inglês da Citroen afastou-se ainda mais do piloto da Volkswagen. Aqui, Ott Tanak furou de novo e perdeu 15 segundos. afastando-se da luta pelo terceiro posto. Craig Breen foi quarto na especial e afastou-se de Hayden Paddon, que agora estava a 13,2 segundos do irlandês.

Ogier ganhou na curta passagem por Saalahti, para depois Meeke vencer na segunda passagem por Ouninpohja, desta vez, com uma vantagem de 5,8 segundos. Voltou a vencer em Paijala, com uma vantagem mínima sobre Latvala, e depois, Ogier foi o vencedor dos dois últimos especiais do dia, no primeiro com 0,2 segundos de vantagem sobre Tanak, que recuperou e subiu ao quarto posto, e depois, com uma vantagem de 1,1 segundos sobe Thierry Neuville.

No final do dia, Meeke tem agora 41 segundos sobre Latvala e um minuto e 43 segundos sobre Craig Breen, que vê Ott Tanak aproximar-se, com o seu Ford. Os Hyundai de Thierry Neuville e Hayden Paddon também não andam longe, mas já estão a dois minutos de Meeke. Mads Ostberg é o sétimo, acossado por Anders Mikkelsen, e a fechar o "top ten" estão os Skoda de Esapekka Lappi e Teemu Suninen, os melhores dos WRC2.

Amanhã, é o dia final do Rali da Finlândia.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Youtube Rally Crash: Um raro despiste de Sebastien Ogier

Afinal, nevou no primeiro dia do Rali da Suécia, o que salvou um pouco esta prova. Mas um dos pontos altos deste primeiro dia de rali aconteceu na oitava especial do dia, quando num cruzamento em particular, alguns pilotos falharam-no e foram em frente. Um deles foi... Sebastien Ogier.

Outro dos que falhou também foi Craig Breen, mas tanto num como no outro caso, não houve mais consequências do que a perda de alguns segundos.

sábado, 6 de junho de 2015

Rali dos Açores - Final

Craig Breen foi o grande vencedor do Rali dos Açores, na frente de Kajetan Kajetanovicz e de Ricardo Moura. O piloto da Peugeot conseguiu um avanço de um minuto e um segundo sobre o polaco Kajetan Kajetanovicz, no seu Ford Fiesta R5. Ricardo Moura ficou com o lugar mais baixo do pódio, a dois minutos e 18 segundos do vencedor, e foi o melhor português. Com este resultado, o piloto irlandês reforçou a sua liderança no campeonato, pois venceu pela terceira vez nessa temporada.

O último dia do Rali dos Açores começou com um novo ataque de Kajetanovicz à liderança, conseguindo ganhar 2,8 segundos a Breen, mas não foi o suficiente para o apanhar no comando, que o segurava por 0,5 segundos. Ricardo Moura mantinha o terceiro lugar, mas a partir dali, o irlandês reagiu e começou a distanciar-se, quase de modo definitivo em relação ao resultado final do rali. Numa das classificativas, a Tronqueira, o irlandês conseguiu um avanço de 16,3 segundos sobre o seu rival.


No final do dia, Breen foi o grande vencedor e consolidou a sua liderança no campeonato deste ano, com Kajetanovicz a gerir o avanço no sentido de ter mais pontos no classificação, apesar de não ter sido o piloto que venceu mais classificativas. Ricardo Moura foi o terceiro, mas tornou-se no novo lider do campeonato nacional, na frente de Bruno Magalhães, o quarto da geral e segundo melhor português.

Sobre este resultado, o piloto da Peugeot classifica-o como bom, no seu primeiro rali da temporada, com o seu Peugeot 208 Ti16, apesar dos problemas com o seu turbo no primeiro dia. "Gostávamos de ter ficado no pódio mas o primeiro dia de competição retirou-nos essa oportunidade. Contudo, estou muito contente na mesma. Foi um rali excelente, demos o nosso melhor depois de tantos meses sem competir. É sempre um prazer fazer este rali que proporciona momentos únicos de pilotagem", começou por referir.


"Depois deste rali estamos certamente mais preparados e com um melhor ritmo competitivo. O Peuget 208 T16 teve um excelente desempenho nestes últimos dois dias e tenho a certeza que assim se vai manter. Parece que está tudo no lugar certo para continuarmos a fazer boas provas", rematou.

Depois dos Açores, o Europeu de Ralis continua no final do mês, com o Rali de Ypres, na Bélgica.