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sábado, 27 de julho de 2024

A imagem do dia



Os Jogos Olímpicos tem milhares de histórias humanas, e cada uma é rica por si, mas entre os mais de 10 mil atletas, estão os 124 da República da Irlanda. E entre eles está Sarah Lavin, uma barreirista de 30 anos que tem como melhor resultado um terceiro lugar nos Jogos Europeus de 2023, na Polónia, e chega a Paris para os seus segundos Jogos Olímpicos da sua carreira, e a carregar a sua bandeira como porta-estandarte, ao lado do golfista Shane Lowry.

Certamente, perguntarão porque trazer uma barreirista para aqui, num blog de automobilismo. A razão é simples: ela era a companheira de Craig Breen, o piloto da Hyundai morto em abril de 2023, quando se preparava para o rali da Croácia.

Claro, questionada sobre isso quando a entrevistaram, em preparação para este evento, ela respondeu:"Estou a correr por muita gente. E espero manter o espírito do Craig perto de mim nos próximos dias, como sempre". 

Lavin, nascida a 28 de maio de 1994, em Lisingary, em Limerick, estudou no City College de Dublin e começou a competir ao mais alto nível em 2012, nos mundiais de juniores, antes de ser vice-campeã europeia, em 2013. A carreira dela teve diversas finais importantes, como nos Europeus de 2022 e 2024, embora não acabasse dentro das medalhas. 

A sua carreira, embora digna de registo, era mais modesta que Breen, quatro anos mais velho que ela e que começou cedo a competir, por causa da paixão familiar. Afinal de contas, o pai era piloto de ralis. Chegou ao WRC em 2009 e antes de ser piloto de fábrica, em 2016, pela Citroen, passou por um enorme drama em 2012, no Targa Florio, quando se acidentou contra um guard-rail e o seu navegador, Gareth Roberts, sofreu ferimentos fatais. Quando quatro anos depois, Breen acabou em terceiro no rali da Finlândia, chorou profusamente ao se lembrar do seu amigo e navegador morto. 

Em 2019, Breen passou para a Hyundai, fazendo campanhas parciais, que acabaram com grandes classificações, nomeadamente segundos lugares na Estónia (2020 e 2021), Bélgica, em 2021, e um terceiro lugar na Finlândia. Em 2022 foi para a Ford, fazer uma temporada a tempo inteiro, mas embora tenha conseguido dois pódios e o sétimo lugar no campeonato, com 76 pontos, em 2023, regressou à Hyundai e conseguiu um segundo lugar na Suécia, antes do seu acidente fatal em terras croatas.

Breen está enterrado em Wateford, na sua terra natal. E entre aqueles que se recordam dele, está uma barreirista que certamente dará o seu melhor, e mais além, para que ele não seja esquecido.      

quarta-feira, 17 de abril de 2024

WRC: Irlanda desistiu da candidatura


A Irlanda desistiu da candidatura para receber de volta o WRC, pelo menos para 2025. Depois de terem anunciado, no final do ano passado, que se iria candidatar a uma vaga no calendário, agora a entidade que tomava conta dessa candidatura, a Motorsport Ireland, anunciou que não conseguirá, por não ter conseguido o financiamento necessário da parte do estado.

Aiden Harper, presidente da Motorsport Ireland, afirmou no comunicado oficial: “Estou triste que tenha chegado a este ponto, mas infelizmente não temos opção.

“Sempre afirmamos que o Campeonato Mundial de Ralis da FIA só poderia chegar à Irlanda com o apoio financeiro do governo, estando sempre conscientes de que o financiamento pode não estar disponível. É uma pena ter de entregar esta grande oportunidade, e o benefício económico que ela traria, a outro país que está à espera."

A Motorsport Ireland explica que os primeiros contactos com o governo central aconteceram em Junho de 2023, com um plano onde pediram uma verba a rondar 15 milhões de euros por ano, durante três temporadas. Existiu uma enorme abertura por parte do executivo, tendo sido submetida uma detalhada candidatura a apoios estatais em Outubro. Ela foi acompanhada da informação do "deadline", o qual foi ultrapassado sem resposta governamental. 

A resposta veio esta semana com a indicação de que o governo necessitava de mais seis meses para analisar a proposta.

Perante este cenário a Motorsport Ireland decidiu que não se candidataria ao WRC de 2025. O seu presidente afirma que, além de lamentar o sucedido, garante que vão continuar a trabalhar para ver se esta candidatura possa acontecer num futuro próximo.

“O trabalho que eles fizeram foi incrível e agradeço-lhes por isso. Gostaria de agradecer ao WRC Promoter GmbH, especialmente a Simon Larkin, por toda a sua assistência ao longo deste processo e espero que estejamos em posição de revisitar esta magnífica oportunidade no futuro. Por enquanto, continuaremos, como sempre, a entregar o nosso calendário de automobilismo aqui na Irlanda, com os mais altos padrões, em todas as nossas disciplinas.”, concluiu.

A Irlanda integrou o WRC em 2007 e 2009, mas a crise financeira que surgiu nessa altura, e da qual a Irlanda foi uma das principais vítimas sendo alvo de um resgate pelo FMI, cortou o financiamento e retirou o rali do calendário. Agora, sem regresso definido.

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

WRC: Rali da Irlanda regressa em 2025


O WRC anunciou esta terça-feira que o rali da Irlanda regressará ao calendário em 2025, depois de 16 anos de ausência. A prova será em asfalto e terá como ponto de partida a cidade de Limerick. 

Na conferência de imprensa de apresentação, que teve lugar em Dublin, o presidente da Motorsport Ireland, Aiden Harper, confirmou que a prova acontecerá nas temporadas de 2025 a 2017, com o Hipódromo de Limerick a receber o parque de assistência, e o investimento custará cerca de 15 milhões de euros.

“Foi uma honra para mim e para o júri ver o empenho dos nossos clubes e voluntários nas três regiões, reunindo candidaturas tão fortes para potencialmente acolher o WRC Rally Ireland a partir de 2025. Em Kerry, Limerick e no Sudeste, temos um trio de locais de classe mundial que serão centros ideais para o evento.", começou por afirmar. 

"O anúncio de hoje baseia-se obviamente na obtenção de financiamento governamental e este é um processo que está em andamento. Nossa candidatura está atualmente sob consideração pela alta administração da Unidade de Grandes Eventos Esportivos do Departamento de Turismo, Cultura, Artes, Gaeltacht, Desporto e Mídia. Um acordo de três anos exigirá um investimento de 15 milhões de euros, mas isso renderá um retorno de 300 milhões de euros ao longo desses três anos e beneficiará enormemente as economias locais no Sul Regiões Oeste, Centro-Oeste e Sudeste.”, concluiu.

O representante da WRC Promoter GmbH afirmou: “A Irlanda é um país incrível e desde a última edição do Rally da Irlanda em 2009, as equipas mundiais têm desejado regressar. Esperamos continuar a trabalhar com o Motorsport Ireland e a FIA para trabalhar nas medidas necessárias. para garantir uma vaga no calendário para a candidatura da Irlanda.”


Rali essencialmente em asfalto, ele aconteceu entre 2005 e 2009, com uma ausência em 2008. Em 2007 e 2009, ambos os ralis foram ganhos por Sebastien Loeb, na altura num Citroen C4 WRC. Um facto interessante era que o percurso nesse tempo acontecia em ambos os lados da fronteira, e era financiado por ambos os governos, quer o de Dublin, quer o de Belfast, dando como exemplo de cooperação transfronteiriça. O rali acabou depois da edição de 2009 devido à crise da divida soberana que afetou o país por causa do rebentamento da bolha imobiliária. 

terça-feira, 5 de setembro de 2023

Noticias: Irlanda quer regressar ao WRC


As ilhas britânicas têm visto o WRC de muito longe, já que eles não vem mais ao País de Gales, pelo menos desde 2019. Assim sendo, outros lados tem estado ativos em receber o Mundial de ralis no calendário, e um deles é a Irlanda, que pretende o regresso ao WEC, onde esteve pela última vez em 2009.

Segundo conta o site o Dirtfish.com, citando o jornal The Irish Examiner, a Motorsport Ireland tem mantido negociações com o governo local no sentido de assegurar financiamento para este projeto. Nas últimas semanas, o organismo tem alado com os clubes locais para saber quais são as que tem melhores condições para receber toda a logistica do WRC. O site afirma que as cidades de Donnegal e Killarney são as mais capazes.

Entretanto, o organismo local está a trabalhar para o Raven's Rock Rally de 2024 seja uma prova para homenagear Craig Breen, que morreu em abril num acidente de testes na Croácia, e do qual alguns dos atuais pilotos do pelotão já manifestaram a sua presença, como Thierry Neuville. 

O Rally Ireland, rali em asfalto, esteve no calendário entre 2007 e 2009, quando a crise financeira atingiu fortemente o país, acabando por sair do calendário devido ao corte do financiamento por parte do governo irlandês. 

terça-feira, 18 de abril de 2023

A(s) image(ns) do dia (II)



Hoje, o mundo se despediu de Craig Breen, na sua terra natal, na Irlanda. Centenas de pessoas entre familiares, amigos e gente dos ralis, que acompanharam o féretro até à sua última morada. Ao mesmo tempo, a Hyundai metia uma decoração especial para os carros de Thierry Neuville e Esapekka Lappi para o rali da Croácia. 

De muitas maneiras, ele não será esquecido. 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

The End: Martin Birrane (1935-2018)

Martin Birrane, o irlandês que tomou conta da Lola entre 1995 e 2012, morreu este sábado aos 82 anos. Empresário imobiliário, com uma fortuna avaliada em 85 milhões de libras, tornou-se piloto nos anos 70 e 80 e depois proprietário de equipas na NASCAR para depois se concentrar na Lola, foi também proprietário do circuito de Mondello Park.

Nascido a 19 de agosto de 1935 em Ballina, no oeste irlandês, Birrane fez fortuna no imobiliário, enquanto corria nas horas vagas. Começou a sua carreira em 1967, a bordo de um Ford Anglia, e depois continuou a competir nos Turismos britânicos (o BTCC) na Formula 5000, antes de em 1977 experimentar as 24 Horas de Le Mans, a bordo de um Lola-Ford, na classe de dois litros, onde não se classificou.

O grande ano de Birrane em La Sarthe foi em 1985, onde a bordo de um BMW M1, venceu na classe B, tendo como companheiros de volante o alemão Edgar Doren e o belga Jean-Paul Libert. No ano seguinte, comprou o circuito de Mondello Park, em Dublin, e fez obras de expansão no sentido de o tornar numa pista internacional, com os padrões da FIA. Pouco depois, o BTCC e a Endurance correram no seu circuito.

Em 1997, cinco anos depois de brevemente ter uma equipa na NASCAR, adquiriu a Lola, salvando-a da falência. Rebatizou-a de Lola Cars International e construiu chassis para a Endurance e para a A1GP, em 2005. Para além disso, diversificou o negócio para a engenharia automóvel e aeroespecial. Ficou na Lola até 2012, quando se reformou, e ao mesmo tempo que encerrou as suas atividades no setor automóvel, vivendo o seu nome noutras áreas.  

terça-feira, 28 de julho de 2015

Dailymotion Notorsport Show: Idris Elba, Sem Limites


Idris Elba: No Limits season 1 E1 VO por ipsum24

O ator britânico Idris Elba, conhecido pela série de televisão "Luther", é também DJ e um notório "petrolhead", e agora está a fazer um conjunto de programas sobre automobilismo, mais concretamente sobre a sua capacidade de pilotar carros diferentes, como por exemplo, um rali. E esse conjunto de programas deu na série "Sem Limites", que foi produzido pela BBC e que está a passar agora (nã Grã-Bretanha, estão no quarto episódio)

Aqui coloco o primeiro, onde Elba vai andar num carro de Rali numa das provas mais dificeis existentes nas ilhas britânicas, que é o Circuit of Ireland, que contou para o ERC. Elba tirou umas lições com Jimmy McRae, pai do Colin McRae, por exemplo. São 45 minutos bem interessantes, onde vemos como é que ele se preparou e como é que ele se vai safar a bordo de um Ford Fiesta R1. Vão buscar as pipocas que vale a pena. 

domingo, 26 de abril de 2015

Youtube Motorsport Tribute: Uma homenagem a Kramsky e McKinley




Como sabem, este sábado foi negro para os campeonatos de montanha um pouco por toda a Europa. As mortes do checo Otakar Kramsky e do irlandês Simon McKinley deixaram de luto todos os amantes da modalidade, e achei por bem homenageá-los colocando os videos das suas provas, onde aceleravam pelas curvas e contracurvas de estradas de montanha um pouco por toda a Europa, dando o seu melhor.

O primeiro dos videos é de uma subida na Alemanha em 2012, enquanto que o segundo é mais antigo, de 2005, altura em que McKinley era famoso pelas suas habilidades com um Ford Escort MKII nas rampas um pouco por toda a Irlanda, antes de passar para o monolugar Lant RT4 que acabou por o matar, este sábado poucas horas depois de Kramsky. 


Apesar de encontrar por aqui o video do acidente fatal do piloto checo, por exemplo, acho por bem que é melhor celebrar os feitos deles, de dois pilotos que venceram e tiveram uma longa carreira com um enorme palmarés, e do qual pagaram o preço mais alto por fazerem aquilo que mais gostavam. E é essa a minha homenagem.

Noticias: Piloto de rampas morre na Irlanda

Este sábado foi de luto nas rampas europeias. Depois do piloto checo Otakar Kramsky ter morrido quando treinava numa rampa na Austria, soube-se no final do dia que Simon McKinley, tetracampeão irlandês de montanha, tinha morrido quando participava em Scalp Hill, no County Clare irlandês.

De acordo com a imprensa local, McKinley, que era conhecido pelas suas habilidades com um Ford Escort MkII, perdeu o controlo do seu carro, um monolugar Lant RT4, numa zona de curvas rápidas, tendo saido de esrada e capotado várias vezes. O evento, que contava para a primeira etapa do campeonato irlandês de montanha, acabou por ser cancelado.

As autoridades locais já disseram que um inquérito já foi aberto para apurar as causas do acidente. 

NcKinley, que era o atual campeão irlandês de montanha, deixa mulher e um filho com um ano de idade.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Os Pioneiros: Capitulo 17, Gordon Bennett em terras irlandesas

(continuação do episódio anterior)


A TAÇA GORDON BENNETT EM TERRAS BRITÂNICAS


Os sucessos de Selwyn Edge e de Charles Jarrot no ano anterior, em provas europeias, fizeram com que os britânicos tivessem o direito de organizar a Taça Gordon Bennett desse ano. Contudo, eles tinham muitos obstáculos pela frente nesse campo, porque havia leis na Grã-Bretanha a impedir a realização de provas automobilísticas nas suas estradas. Assim sendo, a RAC, o Royal Automobile Club, andou à procura do sitio ideal para a competição, e a encontrou nas pouco povoadas estradas irlandesas, mais concretamente em Athy, no County Kildaire.

Com a ajuda dos deputados irlandeses da Câmara dos Comuns, uma petição foi apresentada a 14 de março e foi aprovada, com a prova a ser marcada para o dia 2 de julho, num circuito fechado, seguindo o modelo belga. O RAC, em reconhecimento dos feitos dos irlandeses em acolher a sua prova, decidiu pintar os seus carros de "sharmrock green", a cor que veio depois a ser o famoso "british racing green".

A pista tinha 83 quilómetros na sua extensão maior, e decidiu-se que os concorrentes fariam sete voltas a ela, mas havia um atalho do qual os concorrentes faziam nas voltas pares, enquanto faziam a maior distância nas voltas pares, com a volta final a ser feito no percurso mais longo.

Quatro nações acolheram o desafio. A Grã-Bretanha colocou o vencedor do ano anterior, Selwyn Edge e Charles Jarrot, o campeão da Corrida das Ardenas, ambos em Napier, enquanto que o terceiro piloto encontrou-se numa corrida de qualificação. O vencedor acabou por ser J.W. Stocks, que também correu num Napier.

No lado francês, a equipa era composta por René de Knyff, e Henri Farman, ambos em Panhard, e Fernand Gabriel, num Mors. Do lado americano, os pilotos eram Alexander Winton e Percy Owens, ambos num Winton, e Louis Mooers, num Peerless.

Já o lado alemão foi mais profissional, mas houve polémica à mistura. Inicialmente, a Mercedes apresentou-se com três carros, dois deles guiados por profissionais: Otto Hyeronimus e Christian Werner. Contudo, os regulamentos determinavam que os pilotos tinham de ser membros do automóvel clube do seu país, e ambos eram meros empregados da marca. Num pais aristocrático como o alemão, ambos foram recusados, mas Emil Jellinek, o financiador da marca, entrou num duelo com as autoridades alemãs para inscrever os seus pilotos. Por fim, cederam, mas apenas em metade: Hieronymus foi aceite, mas Werner não.

Para piorar as coisas, os carros de 90 cavalos, especialmente preparados para a corrida, perderam-se todos num incêndio na fábrica e como recurso, foram buscar carros menos potentes, de 60 cavalos. E em termos de pilotos, a escolha foi mais pragmática: dois belgas, o Barão Pierre de Caters e Camile Jenatzy, e o americano James Foxhall Keane, um desportista nato, há muito radicado na Europa.

O primeiro a partir foi Edge, mas pouco depois, recebeu assistência fora da estrada e acabou por ser desclassificado. O último a partir foi o Mercedes de Keane, mas demonstrou que mesmo com opções de recurso, eram os mais rápidos, com ele a fazer a volta mais rápida. No final da segunda volta, se dúvidas existia, Jenatzy dissolveu-as, ao tomar o comando da corrida.

Na terceira volta, Jarrot sofre um despiste devido à quebra da coluna da direção e fratura a clavicula. O primeiro a parar para o ver foi o Barão Pierre de Caters, que quando viu que ele não corria perigo de vida, continuou, para logo a seguir parar numa bancada montada para o efeito e anunciar aos presentes sobre o estado de Jarrot. A multidão aplaudiu o gesto de desportivismo, mas isso não adiantou muito na classificação geral, pois desistiu quando o seu eixo traseiro cedeu. Pouco depois, o mesmo aconteceu a Keane.

Restava Jenatzy, que mantinha-se na frente, seguido fortemente pelos carros franceses. O piloto belga mantinha o ritmo, apesar das pressões de René de Knyff, e no final acabou por ser o vencedor, conseguindo dar à Mercedes a sua primeira grande vitória internacional, com um avanço de onze minutos e 40 segundos sobre De Knyff. Henri Farman completou o pódio, e todos souberam assim que a Taça Gordon Bennett de 1904 iria ser disputado em paragens alemãs.

(continua no próximo episódio)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Noticias: Dois espectadores morrem num rali na Irlanda

As coisas não andam fáceis nos ralis. Duas semanas depois de dois acidentes, um em França, e outro na Belgica, terem causado quatro mortos, neste final de semana, outro acidente na Irlanda, num rali local, causou a morte de dois espectadores e ferimentos em mais sete pessoas, incluindo o piloto e o navegador.

O acidente ocorreu no Cavan Car Rally, uma prova do campeonato nacional, quando um Ford Escort Mark II perdeu o controle após um salto, indo de encontro para um grupo de pessoas que estava á sua direita, atropelando-os. Os mortos acabaram por ser um homem de 50 anos, fotógrafo, e uma mulher de 29, navegadora de ralis, mas que não participava nesta competição.

“Não sei se algo se quebrou dentro do carro ou perdeu pura e simplesmente o controle", começou por dizer uma das testemunhas, Mathhew McMahon, à RTE Radio. "Depois do acidente, ouvi pessoas a gritarem 'bandeira vermelha, bandeira vermelha, parem a corrida'. As pessoas choravam ou estavam pálidas, petrificadas com o que tinha acontecido. Depois alguém gritou 'está morto' e descobrimos até que ponto é que o acidente tinha sido sério", concluiu. 

A policia local e a Motorsport Ireland, entidade que regula o automobilismo no país, está a investigar as circunstâncias deste acidente.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Youtube Stucking Moment: Os embaraços da besta... perdão, limusine presidencial



Contado, ninguém acredita. Mas as câmaras captaram o momento mais embaraçoso da visita de Barack Obama à Irlanda, menos de uma semana depois da visita - essa sim, histórica - da Rainha Isabel II ao mesmo pais, a primeira de um monarca em cem anos, e a primeira a uma Irlanda independente.

Mas vamos aos factos: a limusine presidencial à prova de bala, bomba atómica e o raio que o parta - alcunhado de "A Besta" - parece ter uma vulnerabilidade em particular: não pode passar por rampas com determinada inclinação, ou caso contrário, fica preso. Em apenas trinta segundos, eis um momento bem humorado de uma visita como esta e como é que a passagem do presidente americano a qualquer sitio causa mais problemas do que outra coisa...

E pelos vistos, não foi a primeira vez que "A Besta" esteve envolvida em mais uma situação embaraçosa. A BBC mostra um filme onde o carro presidencial teve uma enorme dificuldade em conseguir manobrar no famoso numero dez de Downing Street, a residência oficial do Primeiro Ministro. Aparentemente, a sua grandeza tipicamente americana já começa a ser demasiado pequena para os padrões europeus...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Grand Prix (numero 59 - o terceiro golpe)

Dublin, 26 de Junho de 1970

Enquanto que no Brasil ainda se festejava o tricampeonato do Mundo, ganho pela equipa de Pelé, Rivelino, Carlos Alberto e companhia, em Dublin, longas filas de irlandeses se faziam à porta do Castelo de Dublin, onde se seguia para o St. Patrick's Hall, onde o corpo de John O'Hara estava colocado.

Desde o momento em que se soube do acidente até ao seu desfecho fatal, na manhã de segunda-feira, toda uma Irlanda esteve a suster a respiração, rezando para que o inevitável não acontecesse. Nas horas a seguir à sua morte, uma delegação governamental foi à O'Hara House onde afirmaram que o governo e o veterano presidente Eamonn de Valera tinham concedido em conceder um funeral de estado ao seu filho, sabendo da sua importância para o país. Como o avô de John tinha ajudado os Irish Volunteers e tinha sido senador após 1922, e mesmo que Shioban não fosse muito fã dele, pois a sua familia tinha sido pró-tratado (ele foi contra) e era amiga de Michael Collins (que os seus alcólitos o mataram na Guerra Civil), aceitaram a oferta.

Shioban tinha conseguido ver o seu filho antes deste morrer. Estava a seu lado quando exalou o último suspiro, e vira a extensão das suas horriveis feridas pelo seu corpo. O Tio Arthur e a inconsolável Sinead estavam a seu lado, e foi ela que lhe deu forças para que mantivesse digna durante aquela altura muito dificil. No dia do seu funeral, no St. Patrick's Cathedral, a familia estava na primeira fila, com todos os pilotos na segunda. Bruce Jordan, Mike Weir e Pete Aaron estavam lá, bem como muitos pilotos e ex-pilotos, desde Stirling Moss a Dan Gurney. Até Tim Randolph, o seu companheiro na Cooper, estava no funeral.

O cortejo seguiu até ao cemitério de Glasnevin, onde à sua porta, e até ao jazigo familiar, foi levado por oito pessoas: o tio Arthur, Pete e outros quatro companheiros: Philippe de Beaufort, Teddy Solana, Bob Turner e Patrick Van Diemen. A sua irmã levava nas suas mãos o seu capacete branco com o Trevo de quarto folhas verde nos lados. Com uma guarda de honra e milhares de pessoas nas ruas, tinha sido a maior manifestação desde o funeral de Douglas Hyde, vinte anos antes.

Depois das cerimónas funebres, Pete não conseguiu ir ao escritório durante alguns dias. Estava tudo em dúvida: a continuidade do projecto, já que boa parte dele estava dependente do dinheiro proveniente do whisky O'Hara. Pete sentia-se abatido, e se nas vezes anteriores, conseguia continuar, desta vez era diferente, porque primeiro já não era piloto, e como chefe de equipa, as responsabilidades eram outras. E porque era grande amigo de John e da sua irmã Sinead.

Quando decidiu ir à sede pela primeira vez desde o funeral, fora sozinho, a altas horas da noite. Entrou pela porta da frente e acendeu algumas luzes. Foi para a oficina, puxou de uma cadeira que estava a um canto e observou. Viu os carros, montados e por montar, viu o que restava do Eagle destruido no acidente da véspera num canto e olhou para ele. Era o carro que John tinha usado na sua primeira vitória, na Cidade do México, cerca de nove meses antes. Ao vê-lo destruido, pensou que tinha chegado de uma certa maneira, ao final da linha. Naquele momento, apetecia desistir do projecto e voltar para a América. E foi com esse pensamento que foi para casa naquela noite.

No dia seguinte, acordou com um telefonema. A mulher Pam recebeu-o e constatou que do outro lado da linha estava Shioban O'Hara. Pete atendeu, prevendo o pior.

- Mr. Aaron, bom dia.
- Bom dia. Como vai?
- A vida continua, Sr. Aaron.
- Bem vejo, Sra. O'Hara. Creio que me telefonou por uma razão.
- Sim, caro Pete. Quando é volta a correr?
- Tenciono voltar em Brands Hatch, Sra. O'Hara.
- Trate-me por Shioban, Pete.
- Desculpe. E a Sinead?
- Está destroçada, a coitadinha. Adorava o irmão, sabe.
- Bem sei disso.
- Antes de correr em Brands Hatch tenciono tê-lo aqui para uma conversa, mas digo já uma coisa por telefone: não se preocupe com o contrato, que tenciono cumpri-lo. Sou uma mulher de palavra, Pete.
- Muito obrigado, Shioban.
- E já agora, Pete... se trouxer a sua amável mulher Pam, seria otimo. Sabe, eu não precisei de ser convencida para voltar quando o meu marido morreu. Tive o Arthur, que me ajudou a manter o negócio, e fez aprender uma lição: ir embora de algo quando aquele que amamos morre, é sinal de derrota. E fui educada a não tolerar insultos.
- Concordo plenamente, Shioban.
- E também lhe telefonei para lhe dizer isso: a sua equipa tem de continuar. Sou dona de um terço dela.
- De facto, é verdade, Shioban.
- Otimo. Compreendo que não apareça em França, e isso respeito. Mas em Brands, um de nós estará lá. Eu não, mas o Arthur quer conhecer a empresa. Receba-o bem, Pete.
- Assim seja.
- Uma pergunta final: já pensou no substituto do meu filho?
- Tenho um nome em mente.
- Otimo. Espero que honre as nossas cores.
- Assim seja.

--- XXX ---

Rouen, no dia seguinte.

A corrida de Formula 2 era certamente das mais concorridas do ano, onde para além dos pilotos que nela participavam no campeonato, estavam também a fina flor do automobilismo francês e alguns dos nomes consagrados da Formula 1. Para terem uma ideia, a Matra tinha... seis carros inscritos: dois para Beaufort e Carpentier, outros dois para Pierre Brasseur e Jean Picard, e outros dois para dois pilotos que faziam a Formula 3 local, mas que tinham mostrado potencial: Charles Dupont e o suiço Jean-Luc Dumas.

A Tecno tinha quatro carros: os dois oficiais, para Alexandre de Monforte e Alvaro Ortega, e outros dois carros para o italiano Michele Guarini, que instatisfeito com a Jordan, comprou um chassis Tecno e era assistido pela equipa oficial, e o jovem austriaco chamado Andreas Schubert.

A Jordan tinha a equipa em peso: Pedro Medeiros, Antti Kalhola, Bob Bedford, Brian Hocking e Pieter Reinhardt. Sem a Ferrari por perto na Formula 2, Patrick Van Diemen ajudava um construtor de chassis local, a Alpine, que tinha assistência financeira da Renault. Com ele estava o austriaco Manfred Linzmayer, e tinha dois jovens pilotos promissores: um francês de origem polaca, Marc Trochowski, e um holandês, Jan Koene. No final, estavam mais de quarenta pilotos, e até havia... uma equipa soviética.

Dois chassis, batizados de Mirny, estavam iscritos, e tinha como pilotos um veterano e um jovem promissor: Vladimir Samarin, de Moscovo, e Anton Korjus, de Tallin, na Republica da Estónia. Pouco ou nada se sabia desta dupla, apenas as suas idades: o russo tinha 34 anos, Korjus 21. E todos começavam a olhar com alguma curiosidade os seus carros e a sua performance. Seria um "one-off", ou era para ficar? Como passaram pelas verificações técnicas, estava tudo legal...

O ambiente estava um pouco sombrio pelos eventos em Zandvoort. Alexandre tinha vido directamente de Dublin, e a sua mente parecia não estar ali, mas sim noutros sitios. O seu tempo tinha sido péssimo para aquilo que costumava fazer, e não dava mais do que o meio da tabela. Deu para qualificar para a primeira meia-final da corrida, e tinha de ser décimo para entrar na final, no Sábado. Ele e o seu director tinham discutido e no final do dia estava chateado com tudo o que se passara. E foi assim que o encontraram os seus amigos piltotos à hora do jantar.

- Estás com uma cara, Alex... afirmou Michele Guarini.
- Estou a passar por um mau bocado, Michele. Não sei o que irei fazer à minha vida. Tenho dúvidas se deveria correr ou não. Ando zangado com toda a gente...
- Ainda pensas em Zandvoort?
- Ainda. E na conversa que tive com o John, a última.
- Vê-se mesmo que não queres comer...
- Sei lá... acho que preciso de uns dias para voltar ao normal.

Entretanto, Alvaro Ortega aparecia acompanhado por dois dos pilotos da Matra, Brasseur e Dupont. Charles tinha 25 anos e não era alto, mas muito louro e com olhos azuis, mais parecia ser nordico do que francês. Era jovial e estava a conhecer boa parte daqueles pilotos pela primeira vez.

- Prazer. Estás nervoso?
- Eu? Porquê?
- Ora... tens o Bob Turner do outro lado da sala, por exemplo. Tans aqui a fina flor da Formula 1 que veio fazer uma perninha para Rouen porque, mesmo que os nossos morram, ainda somos suficientemente malucos para guiar estes frágeis carros...
- Não te assustes. É o seu humor negro, afirmou Brasseur.
- Obrigado por disfarçares o meu estado de espírito, respondeu Alex. Mas não te assustes, és dos nossos, tenta é não exagerar na pista. Já sabes: um erro e... psscht! A morte do artista.
- Tás mesmo horrivel, Alex, afirmou Alvaro. Alex simplesmente sorriu.
- Boa sorte para amanhã, Charles.
- Obrigado.

Os dois foram embora, mas Alvaro fica na mesa, enquanto que os dois continuam a comer.

- Estás a assustá-lo...
- Se calhar não devia?
- Não agora, neste fim de semana...
- Ó Alvaro... deixa-te dizer o que foi a minha vida no último mês: vi dois pilotos que muito admirava morrerem em duas semanas e meia, na véspera da morte do John levo uma cambalhota de todo o tamanho que fico com as marcas da raspagem no meu capacete, e ainda por cima fodi o carro que conduzia, impedindo-me de correr na Holanda. E vim directo de Dublin, onde vi prá aí umas cem mil pessoas a chorar pelo herói morto. Eu vi a familia dele destroçada pela sua perda, e antes disso, vi o seu corpo queimado, a agonizar numa cama de hospital holandesa. A vida continua, mas tenho de te ser honesto: é um sapo dificil de engolir! exclamou.

Saiu abruptamente da mesa e foi para fora dali. Foi para o bar e pediu um Martini, ficando isolado de tudo e todos. Pouco depois, surge Bob Turner, o veterano dos pilotos presentes, que pede um Porto para digerir o jantar.

(continua)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Extra-Campeonato: o caso Thierry Henry

Os jogos dos "playoffs" da noite passada ficou marcada pela polémica no jogo França-Irlanda, que terminou com um empate a um golo, após 120 minutos de jogo, mas que os franceses marcaram o golo que lhes deu o passaporte para a Africa do Sul de forma ilegal: Thierry Henry recebeu a bola com o braço na grande área irlandesa, que passou para Gallas, cabeceando para o fundo das redes do guarda-redes irlandês.


O jornal "L'Equipe" coloca na sua primeira página de hoje o lance da polémica, acompanhada da seguinte frase: "La Main de Dieu", usando a mesma expressão que foi cunhado quando Diego Maradona marcou com a mão no Mundial de 1986, contra a Inglaterra. Quanto a isto, respondo com uma frase de Sir Bobby Robson:


"Não foi a Mão de Deus, foi a mão de um pulha. Deus nada tem a ver com isto. Naquele dia, a minha consideração por Maradona ficou diminuida para sempre"



No final, a Irlanda paga o preço de uma FIFA demasiado conservadora, ao não permitir que os arbitros possam ver as jogadas polémicas por video, ou que coloquem chips nas bolas para ver se estas entram na baliza ou não. Rugby e basquetebol, por exemplo, colocaram ajudas electrónicas para ajudar os arbitros nas jogadas mais polémicas, e a qualidade do jogo não diminuiu.

Para mim, a França não merece estar no Mundial. E para o resto da sua vida, esta vai ser uma marca que Thierry Henry não se livrará jamais.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Historieta da Formula 1: como os irlandeses...

... adoravam gozar com a cara de Bernie Ecclestone no Grande Prémio de Inglaterra!

Históricamente, irlandeses e escoceses nunca se deram muito bom com os ingleses, pois eles são vistos como o "invasor" das suas terras, e os que lhes tiraram a sua independência. A Irlanda moderna nasceu em 1922, mas só após alguns anos de guerra civil. Quanto à Escócia, apesar de fazer parte do Reino Unido e de ter autonomia politica face à Inglaterra, há independentistas que não desistem do sonho. Especialmente agora que são Governo...

Mas esta historieta é contada por Dave Kennedy, ex-piloto de Formula 1... irlandês nos anos 80, e actual comentador de televisão no canal Setanta Sports: "Em meados dos anos 80, eu corrida em Inglaterra, com o Michael Roe, o Bernard Devaney e outros, enquanto que Eddie Jordan e os seus amigos tinham uma equipa de Formula 3. Claro que queriamos todos ir a Silverstone por alturas do Grande Prémio, mas estava fora de questão pagar para entrar, pois isso era dar dinheiro aos ingleses. Forjar um passe para o carro, uma Ford Transit, e conseguir que alguém emprestasse outro ao Eddie, só para ele entrar no circuito, não era difícil, mas o que os guardas não sabiam é que na traseira do Transit, debaixo de uma carpete enorme, estavam deitados sete ou oito irlandeses, todos a entrar sem pagar. Depois espalhavamo-nos no paddock e o Bernie nunca percebia o milagre da multiplicação dos irlandeses..."

Tudo isto ocorreu durante anos a fio, mesmo nas barbas do Tio Bernie, até que... "quando começaram os passes electrónicos, acabou-se a brincadeira e agora temos de trabalhar cá dentro para termos passes. Mas ao menos não pagamos nada para entrar em Silverstone!" Tudo acaba sempre bem para os irlandeses...

domingo, 3 de maio de 2009

A1GP - Ronda 7, Brands Hatch (Corridas)

A Irlanda, graças a Adam Carrol, tornou-se na campeã de 2008/09 da A1GP, após ter ganho as duas corridas do fim de semana britânico, ocorrido no circuito de Brands Hatch. Filipe Albuquerque, que lutou até ao fim pelo título na categoria, não foi além da quinta posição ekm ambas as corridas e classificou-se na terceira posição do campeonato, com 92 pontos, menos 20 que a Irlanda, a campeã. Pelo meio ficou Neel Jani, que este fim de semana foi oitavo na Sprint Race e terceiro na Feature.


No final do fim de semana inglês, Albuquerque mostrava-se algo desiludido com os resultados:


"Este não era o desfecho que esperava mas foi o desfecho possível. Sofri durante todo o fim-de-semana com problemas de andamento e o mesmo acabou por se verificar durante as corridas por mais que me tivesse esforçado para tentar impor um ritmo forte. Não fui além do quinto lugar em ambas as corridas o que me deixa um pouco frustrado até porque na 'feature race' cheguei a estar muito perto da Suíça, mas neste circuito as ultrapassagens são praticamente impossíveis", explicou.


Os resultados de hoje remeteram o jovem piloto de Coimbra para o terceiro lugar final no Campeonato 2008/09: "Tínhamos hipótese de fazer melhor, mas a antecipação do final do Campeonato para esta jornada também não ajudou. Enfim, foi o resultado possível. Ter estado até à última corrida na luta pelo título mostra bem o potencial de toda a equipa. E posso considerar este resultado de satisfatório até porque foi a minha primeira época completa no A1GP", concluiu.

Terminou este campeonato, o próximo ocorrerá no inicio de Outubro, com o seu começo em Surfers Paradise, na Australia.

sábado, 2 de maio de 2009

A1GP: Albuquerque não teve muita sorte em Brands Hatch

As sessões de qualificação desta tarde no circuito inglês de Brands Hatch deram á Irlanda a "pole-position" em ambas as sessões, fazendo com que Adam Carrol desse um passo de gigante rumo ao título na categoria, pois os seus maiores rivais, Suiça e Portugal, tiveram sortes diferentes. Filipe Albuquerque foi quinto e nono, respectivamente na Sprint e Feature Race, enquanto que Neel Jani foi oitavo e quarto.

No final dos treinos o piloto de Coimbra justificava os resultados com: "Falta de andamento. A Irlanda e a Holanda estão num nível acima. Completamente impossível acompanhar o ritmo deles. No que diz respeito à Holanda, estamos mais descansados pois não é candidato ao título, contudo a Irlanda é um dos mais directos adversários, por isso tenho que estar preocupado com esta situação e em manter a cabeça fria para superar esta situação", disse. “A Suíça, actual líder do Campeonato está ao mesmo nível que nós, por isso há que manter a esperança e acreditar que as corridas são longas e que tudo pode acontecer", continuou.


Apesar deste aparente mau resultado em Brands Hatch, Albuquerque ainda não dá o campeonato como perdido. Aliás, afirma que amanhã vai à luta: “Nunca, em circunstância alguma, dou um Campeonato perdido antes que chegue ao fim. Ainda não deitei a toalha ao chão", concluiu.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

WRC - Rali da Irlanda (Final)

Como seria de esperar, Sebastien Löeb e o seu Citroen C4 WRC foram os vencedores incontestados do primeiro rali do ano, e parte como favorito para a conquista do sexto campeonato consecutivo de pilotos. Atrás de si, na segunda posição, terminou o catalão Dani Sordo, que voltou a provar que mesmo no asfalto molhado, como foi o caso desta prova irlandesa, o trinómio Loeb/Sordo/Citroen C4 WRC não tem adversários à altura.

Contudo, o piloto francês não deixou de dizer que isto foi uma jornada difícil: "Foi um rali muito difícil, pelo que estou muito contente com o facto de alcançar os dez pontos! É importante para mim vencer no asfalto, ainda mais numa rali destes, com muitas zonas traiçoeiras.", afirmou em declarações captadas pelo jornal português Autosport.

Quanto ao finlandês Mikko Hirvonnen, que foi um distante terceiro classificado, no seu Ford Focus, também não deixou de realçar as dificuldades que sentiu no rali irlandês: "Tivemos alguns problemas e também escolhas erradas de pneus, pelo que estou feliz com os seis pontos. Esperava lutar com o Sordo, mas a Noruega será certamente um história muito diferente. Agora vamos começar verdadeiramente a lutar pelo título.", afirmou.

O último dia ficou marcado pelo duelo entre Henning Solberg e Chris Atkinson. Como no inicio do dia, ambos estavam separados por 4,7 segundos, o australiano ex-Subaru aproveitou para atacar o piloto da Ford Stobart, conseguiu momentâneamente ficar no quarto lugar, mas um problema de travões na penúltima especial, que o levou a sair de estrada, o fez relegar para o quinto lugar, a mais de um minuto de Atkinson: "Cometi um erro perto do final, mas de qualquer forma com os pneus escolhidos não me parece que fosse possível suster o ataque do Solberg. É a vida, e acho que temos de estar contentes com a quinta posição", concluiu o piloto australiano. A próxima etapa do campeonato será nas paragens frias da Noruega.

sábado, 31 de janeiro de 2009

WRC - Rali da Irlanda (Dia 2)

Sebastien Löeb continua a dominar a bel prazer nas chuvosas (e estreitas) estradas irlandesas. O segundo dia de rali foi marcado por vitórias do piloto francês nas duas últimas classificativas do dia, aumentando a vantagem sobre o seu companheiro, Daniel Sordo, para a casa do 1 minuto de 19 segundos, garantindo praticamente a vitória no primeiro rali do ano, salvo qualquer azar de última hora.

Contudo, não foi um dia isento de erros para o pentacampeão do mundo, pois na 12ª especial, sofreu uma ligeira saída de pista, que o fez perder alguns segundos para Daniel Sordo, e fez com que Mikko Hirvonen vencesse essa especial, uma das poucas que não foram ganhas pelo Citroen C4 do piloto francês.


Assim, Hirvonen mantém-se num isolado terceiro posto, a 2 minutos e meio de Löeb, encontrando-se, também, já bastante distante do quarto classificado, que é o norueguês Henning Solberg, com este a 3 minutos e meio de distância do primeiro piloto da Ford, quase seis minutos sobre o piloto francês.

O quinto é agora Chris Atkinson, que está a adaptar-se bem ao C4, estando agora bastante próximo de Solberg, (4,7 segundos separam os dois), e se nada acontecer amanhã, pode ser que o australiano consiga os seus intentos. O francês Sebastien Oiger é agora o sexto na geral. As últimas classificativas deste rali serão corridas amanhã.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

WRC - Rali da Irlanda (Dia 1)

Começou esta manhã, nas estreitas estradas irlandesas, o Mundial de Ralies. E num cenário de chuvas torrenciais, que obrigaram à anulação das etapas nocturnas, devido a inundações, Sebastien Löeb e o seu Citroen C4 já se instalaram confortavelmente na liderança, depois de nas primeiras etapas, o lider ter sido o jovem estonio Urmo Aava.



O tempo que se faz sentir neste momento na "ilha verde" foi, de fac to determinante no primeiro dia da prova. Tanto mais que logo na primeira classificativa, Mikko Hirvonnen teve os farois suplementares "arrancados" depois de um salto. Teve que os desligar, perdendo assim muito tempo. O grande beneficiado foi o seu companheiro Jari-Mari Latvala, que venceu a especial, logo, passou para a liderança.


Contudo, logo a seguir, cometeu um erro, algo imperdoável nas estreitas estradas irlandesas: uma saída de estrada fez arrancar a suspensão do carro, abandonando na hora. O grande beneficiado foi o Stobart-Ford do jovem estónio Urmo Aava, que ficou assim até à quarta classificativa, altura em que perdeu a traseira numa saída de estrada, e caiu numa vala cheia de água. Apesar de não ter sofrido grandes danos, optou por desistir, voltando à estrada amanhã, graças à opção "Super-Rally".




E assim calmamente e sem erros, Sebastien Löeb chega à liderança, com Hirvonnen logo atrás. Mas o finlandês da Ford cometeu um erro e caiu para o terceiro posto, beneficiando assim o catalão Daniel Sordo, que coloca o seu Citroen C4 no segundo lugar. Contudo, por esta altura, o tempo tinha piorado, e as duas últimas classificativas do dia, que decorriam à noite, tiveram de ser anuladas, devido a inundações em certos pontos. Para Hirvonnen, por exemplo esta noticia serviu para dizer que "talvez desse tempo para beber uma Guiness"...


Atrás de Hirvonnen está o norueguês Henning Solberg, no seu Stobart-Ford, mas já a mais de 3 minutos do líder. Contudo, o norueguês, irmão de Petter Solberg, também tem uma distância considerável de dois pilotos da equipa B da Citroen, o zimbabueano Conrad Rautenbach e o francês Sebastien Oiger, o recente vencedor do Rali de Monte Carlo, ambos a fazerem provas muito cautelosas.


O australiano Chris Atkinson é o sétimo, depois de ter passado um dia atribulado: primeiro, o seu capot arrancou-se e atingiu o para-brisas, partindo-o. Com a chuva a cair, isso dificultou-lhe a condução. Na quinta especial, um excesso fê-lo fazer um pião e arrancar um poste de electricidade! Não foi mais do que um susto, pois os estragos não eram impeditivos para que pudesse prosseguir na prova. Está agora a 4 minutos e 51 segundos de Löeb. O rali prossegue amanhã.