Mostrar mensagens com a etiqueta Lawson. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lawson. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Noticias: Hadjar não pode correr em Zandvoort, Lawson no seu lugar


O francês Isack Hadjar sofreu uma lesão no pulso e não poderá correr o GP dos Países Baixos, que acontecerá neste final de semana. No seu lugar irá o neozelandês Liam Lawson, que corre pela Racing Bulls, e no seu lugar na equipa secundária irá o japonês Yuki Tsunoda.

Segundo conta hoje o jornal neerlandês "De Telegraaf", Hadjar lesionou-se durante uma sessão de treino no ginásio. Isto acontece durante a pausa de verão dos pilotos, e não é ainda certo se Hadjar vai estar pronto para o GP de Itália, agendado para o dia seis de setembro, mas como falta duas semanas para a corrida, poderá ser suficiente para recuperar da lesão. 

O regresso de Lawson â Red Bull acontece depois de duas corridas no inicio de 2025, antes de ser substituído por Tsunoda, que fez o resto dessa temporada, sem grande sucesso. Em 2026, o japonês é piloto de testes e reserva de ambas as equipas. Mas mais curioso ainda é a relação de Lawson com esta corrida, porque foi em Zandvoort, em 2023, que o piloto fez a sua estreia na Fórmula 1, chamado pela então AlphaTauri para substituir o australiano Daniel Ricciardo, que tinha fracturado a mão num acidente durante os treinos.

Para Tsunoda, esta inesperada chamada para correr num Formula 1 acontece em dias onde o seu nome foi falado para competir na IndyCar americana. A Meyer Shank, que tem motores Honda, surge como uma das possíveis opções caso o sueco Felix Rosenqvist deixe a equipa para regressar à estrutura da McLaren na temporada de 2027.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Mais especulações para os lugares de 2027


Se ontem falei da hipótese de Fernando Alonso saltar fora do barco da Aston Martin, rumo à Alpine, para se juntar a Flávio Briatore, bem como o espanhol a ser substituído por outro espanhol - Carlos Sainz Jr, insatisfeito na Williams - hoje falamos com mais calma sobre duas equipas em particular - e talvez espreitemos uma terceira: Haas F1, Racing Bulls e quem sabe, Cadillac.

Comecemos com a equipa americana. Como se sabe, eles escolheram uma dupla veterana para fazer avançar o carro nesta primeira temporada, que todos sabiam que iria ser difícil, mas também se sabia que, mais cedo ou mais tarde, um ou os dois lugares iriam ser preenchidos por um piloto americano. E isso foi uma das razões que Colton Herta, que correu na IndyCar, se envolveu na Formula 2 e é piloto de desenvolvimento da marca. Contudo, nos últimos tempos, a chance "Herta" poderá ter arrefecido por causa da sua temporada na Formula 2 na Hitech, onde só conseguiu 26 pontos, e nenhum pódio. E isso não ajuda no seu objetivo de conseguir os 40 pontos necessários para a Super-Licença, e correr na Formula 1.

Assim sendo, outros candidatos podem estar a se perfilar no horizonte, e um deles é o brasileiro Rafael Câmara. Ao contrário de Herta, Câmara, que também está na Formula 2, o piloto da Academia Ferrari está a fazer uma temporada competitiva na Fórmula 2 e ocupa a terceira colocação no campeonato, consolidando-se como um dos principais talentos da categoria. E Câmara tem 21 anos, e já obteve cinco pódios, dois deles vitórias, quatro poles e três voltas mais rápidas. E ainda por cima, esta é a sua temporada de estreia na Formula 2, depois de ter sido campeão na Formula 3 em 2025.


Para melhorar as coisas no seu lado a ligação à Academia Ferrari, como já foi referido no parágrafo anterior, poderá ser favorável para a Cadillac, que tem motores da Scuderia até ao final da década. Também, com a Haas a ligar-se cada vez mais à Toyota, esta poderá ser o caminho desejado para entrar na Formula 1, e fazer companhia a Gabriel Bortoleto, que está na Audi.

Claro, isso só poderá acontecer caso Pérez saia rumo à Williams, que vague por causa de Sainz Jr, que vá para a Aston Martin, caso Fernando Alonso rume para a Alpine e queira terminar a sua carreira ao lado de Flávio Briatore. Isto é para ver como é o dominó, digamos assim.

Já falei de raspão da Haas, agora vamos a ela. O que se fala por aí é que Esteban Ocon já foi avisado que não contarão mais com os seus serviços, e claro, ele terá de arranjar algo para ele, caso queira continuar em 2027 na Formula 1. E ele só conseguiu três pontos em 2026, o que é muito pouco em relação a 2025, onde conseguiu 38, mas a Haas este ano anda numa má colocação, sendo sétima no campeonato de Construtores, em onze equipas. E para piorar as coisas, não pontuam desde o Mónaco. Claro, isto é o suficiente para que, por exemplo, Ollie Bearman não possa pensar mais na chance de ir para a Ferrari, apesar do bom arranque nesta temporada. 

Mas se Bearman vai ter de ficar por ali por uns tempos, quem será o seu companheiro de equipa? Rafael Câmara é uma hipótese, por causa das suas ligações com a Ferrari, mas como já disse acima, a Haas está cada vez mais a se envolver com a Toyota, há sempre a chance de se arranjar alguém como Ryo Hirakawa, um protegido da marca japonesa, mas tem a idade contra si, pois tem 31 anos.


Mas se formos para a Racing Bulls, há um piloto interessante que poderá ser aproveitado: Ayumu Iwasa. Com 20 anos - fará 21 no próximo dia 22 de setembro - teve boas temporadas na Formula 2 e é o campeão de 2025 da SuperFormula japonesa. Mas a ir para a Racing Bulls, terá a concorrência de outro piloto muito interessante: o búlgaro Nikola Tsolov. O atual líder da Formula 2 é um fenómeno, porque o piloto de 19 anos ganhou tudo onde correu: Formula 4 espanhola em 2022, vice-campeão da Formula 3 em 2025, batido por Rafael Câmara, e esta temporada, seis vitórias na Formula 2.

E claro, todos se deliciam com este talento, especialmente a Red Bull, de onde é piloto da formação.

Caso vá para a Racing Bulls em 2027, o piloto em perigo seria Liam Lawson. Apesar de ter sido rebaixado da Red Bull no inicio da temporada de 2025, o piloto neozelandês de 24 anos - nasceu a 11 de fevereiro de 2002 - deu-se bem em 2026, pontuando regularmente e agora é nono, com 43 pontos, a sua melhor temporada de sempre. Mas com Isack Hadjar na equipa principal, Lawson não tem muito por onde ir, embora admita que as conversações deverão intensificar-se durante a pausa de Verão.

Não faço absolutamente ideia do que vai acontecer ao meu futuro.”, começou por afirmar, em declarações feitas no fim de semana húngaro. “Penso que este tipo de conversas acontece normalmente durante a pausa de Verão. Tenho a certeza de que o assunto será discutido nessa altura.”, concluiu.

É certo que pode estar a andar bem, e a conseguir segurar o seu companheiro de equipa, o britânico Arvid Lindblad, mas ele está na sua segunda temporada na Racing Bulls, mas os seus argumentos tem de ser melhores perante gente talentosa que a Red Bull tem conseguido angariar. Até podem ficar à espera em 2027, mas isso poderá implicar pressão adicional aos titulares, especialmente Lawson. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Apresentações 2026 - 2 - O Racing Bulls


Ao mesmo tempo que era apresentado o Red Bull RB22, o Racing Bulls - ou o Visa Cash App Racing Bulls, por motivos de patrocínio - também se mostrava ao mundo, de Detroit, sede da Ford, pois tal como a Red Bull, a Racing Bulls tem uma unidade motriz própria desenvolvida em parceria com a Ford. Esta estreia do Red Bull Ford Powertrains representa um marco histórico para o grupo, que pela primeira vez assume total independência técnica face a fornecedores externos.

Com uma nova dupla de pilotos, composta pelo neozelandês Liam Lawson e o britânico Arvid Lindblad, a equipa espera que os resultados sejam consistentes em relação a 2025, altura em que, por exemplo, assinou cinco posições nos dez primeiros na segunda metade de 2025, e Isack Hadjar, agora na Red Bull, conseguiu um pódio no GP dos Países Baixos.

Alan Permane, diretor de equipa, destacou a relevância estratégica da colaboração com a Ford:

“[A temporada de ] 2026 representa uma das maiores mudanças técnicas da Fórmula 1, e a parceria com a Ford no início desta viagem é muito significativa para nós. O projecto Red Bull Ford Powertrains reúne engenharia de classe mundial, inovação e ADN de corridas, colocando-nos numa posição forte à entrada desta nova era do desporto”, afirmou.

Já o seu CEO, Peter Bayer, enfatizou a evolução da identidade da Racing Bulls:

Este lançamento reflete a nossa evolução como marca e equipa de corridas. Desde Detroit como pano de fundo da parceria com a Ford, até aos criadores, fãs e comunidades envolvidos, tudo espelha a nossa ambição de sermos uma equipa orientada pela cultura”, comentou.


Quanto aos pilotos, Liam Lawson, de 23 anos, afirmou: “Adoro o branco. Temos mais azul e, obviamente, a Ford na traseira, o que fica mesmo muito bem. Estou ansioso. Será uma época muito diferente, com novas oportunidades. Primeiro precisamos de ver quão rápido está o carro. Parece rápido, por isso espero que o seja na pista”.

Já Arvid Lindblad, que com 18 anos, será o piloto mais jovem e único estreante da grelha de Fórmula 1 em 2026, afirma estar entusiasmado com a sua estreia na categoria máxima do automobilismo. “Estou mesmo entusiasmado. Chegar à Fórmula 1 foi sempre o meu objectivo e ver esse sonho realizado é algo pelo qual tenho trabalhado toda a vida. Mal posso esperar para começar”, declarou o jovem piloto.

Agora o carro seguirá para os primeiros testes da pré-temporada, que acontecerão atrás de portas, no circuito da Catalunha, nos próximos dias.   

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Noticias: Hadjar na Red Bull, Lindblad na Racing Bulls


A Red Bull confirmou os seus pilotos para 2026, e como seria de esperar, sai Yuki Tsunoda e entra Isack Hadjar, que depois de uma boa temporada de estreia na Formula 1 na Racing Bulls, irá subir para a equipa principal. Para o seu lugar irá o britânico Arvid Lindblad, enquanto Liam Lawson permanece por mais uma temporada na Racing Bulls. 

As decisões da equipa de Milton Keynes refletem duas ideias claras: premiar o mérito desportivo de Isack Hadjar e acelerar a integração da nova geração de talentos antes da grande mudança regulamentar de 2026. Eles consideram que Isack Hadjar é o talento mais completo a sair da sua academia desde Max Verstappen, e se a subida já no segundo ano é de risco, o pensamento é para o médio prazo, com Hadjar a ser preparado desde já para crescer ao lado de um campeão consagrado.

"Estou muito grato à Red Bull por me ter dado a oportunidade e a confiança para correr ao mais alto nível da Fórmula 1. Depois de todo o trabalho árduo que dediquei desde que entrei para a equipa júnior, é uma recompensa incrível. Passei por muitos altos e baixos ao longo da minha carreira, e eles continuaram a acreditar em mim e a incentivar-me.", começou por falar Hadjar, no comunicado oficial da equipa.

"Esta temporada com a Racing Bulls foi absolutamente incrível, aprendi muito e conquistei o meu primeiro pódio. Sinto que sou um piloto e uma pessoa muito melhor, graças ao apoio e preparação da equipa. Sinto-me pronto para ir para a Red Bull e estou feliz e orgulhoso por eles sentirem o mesmo. É uma mudança fantástica, trabalhar com os melhores e aprender com o Max é algo que mal posso esperar.", concluiu.


Se a manutenção de Lawson é visto como uma recompensa pela sua regularidade e também pela recuperação da sua autoestima depois da sua despromoção da Red Bull, no inicio do ano, já a chegada de Lindblad, de 18 anos - nasceu a 8 de agosto de 2007 - é uma de risco. Vindo de uma temporada de Fórmula 2 que foi marcada por algum brilhantismo, intercalado com inconsistência, o britânico está longe de ser um produto acabado. Contudo, o seu desempenho em alguns testes fizeram com que a equipa confiasse nele para subir ao escalão principal em 2026, para poder ser lapidado nos próximos tempos.

"Gostaria de agradecer a todos na VCARB pela oportunidade. Desde que comecei esta jornada aos cinco anos, sempre foi o meu objetivo estar na Fórmula 1, por isso é um momento de orgulho dar este passo", começou por afirmar Lindblad, que participou em duas sessões de treinos livres este ano pela Red Bull.

"Estou extremamente grato ao Programa Júnior da Red Bull e à minha equipa pessoal pela orientação, mentoria e confiança; nada disto teria sido possível sem o seu apoio." 2026 será um grande desafio e sei que há muito a aprender, mas estou pronto para trabalhar em estreita colaboração com a equipa e estar à altura. Mal posso esperar para começar, será um ano emocionante", concluiu.

O responsável da Red Bull, Laurent Mekies, que trabalhou anteriormente como chefe de equipa da Racing Bulls, acrescentou, em relação a Hadjar: "Para Isack, na sua primeira temporada na Formula 1, demonstrou grande maturidade e provou ser um aprendiz rápido. Mais importante ainda, demonstrou a velocidade pura que é o requisito número um neste desporto."

"Acreditamos que o Isack pode prosperar ao lado do Max e fazer magia na pista! 2026 será um grande desafio para a equipa e para a Red Bull Ford Powertrains. São tempos entusiasmantes e estou ansioso por ver o que podemos fazer juntos.", concluiu.

Alan Permane, agora diretor desportivo da Racing Bulls, deu os parabéns a Hadjar, pela sua promoção e acolheu Lidnblad pela sua chegada. "Em primeiro lugar, parabéns ao Isack. Teve uma temporada verdadeiramente excecional, demonstrando capacidades de corrida e consistência muito além da sua experiência. Mereceu totalmente a promoção para a Red Bull Racing e desejamos-lhe tudo de bom nesta nova e entusiasmante jornada na sua carreira – estamos orgulhosos de ter feito parte deste percurso.", começou por afirmar.

"Liam demonstrou um desempenho e profissionalismo impressionantes ao longo deste ano, destacando-se mesmo nas condições mais difíceis, e esperamos que continue a evoluir em 2026. Já a rápida progressão de Arvid destaca-o como um dos jovens talentos mais promissores da modalidade. Juntos, formam uma dupla forte e dinâmica, que personifica a ambição e o espírito jovem da VCARB, à medida que entramos numa nova era transformadora para a Fórmula 1.", concluiu.

terça-feira, 1 de abril de 2025

A imagem do dia






A Red Bull está na Formula 1 desde 2005 - ou seja, está a fazer vinte anos - mas o seu envolvimento tem, pelo menos mais uma década, desde que começou a patrocinar a Sauber, em 1995, com Heinz-Harald Frentzen e Jean-Christophe Bouillon. As pessoas que estão por trás do sucesso da marca são gente que estão ali há uma geração: Christian Horner, o diretor desportivo, e Helmut Marko, o conselheiro, que seleciona os pilotos com talento e os jovens com ambição para ganhar corridas e campeonatos. Haveria também um terceiro elemento, que é Adrian Newey, o projetista, mas ele foi para a Aston Martin a meio de 2024, para preparar os seus carros para os novos regulamentos, que entrarão em vigor em 2026. 

Marko, um ex-piloto que ganhou as 24 Horas de Le Mans em 1971 e que teve uma pequena carreira na Formula 1 em 1972, pela BRM, ganhou fama de ser impiedoso com os seus jovens pilotos, pressionando-os até ao limite, quebrando-os. Com duas exceções: o alemão Sebastian Vettel e o neerlandês Max Verstappen, filho de Jos Verstappen. E foram essas exceções que lhe deram oito títulos de pilotos nos últimos 15 anos. 

Para que os seus pilotos pudessem tentar a sua sorte, no final de 2005 compraram a Minardi para os transformar numa "equipa B". Assim nasceu a Toro Rosso, agora Racing Bulls. E por ali passaram pilotos como Vitantonio Liuzzi, Scott Speed, Sebastien Bourdais, Jaime Alguerssuari, Sebastien Buemi, Carlos Sainz Jr, Daniel Ricciardo, Jean-Eric Vergne, Daniil Kvyat, Alex Albon, Pierre Gasly, Nyck de Vries, entre muitos outros. Para não falar dos campeões, Vettel e Verstappen. Aliás, foi o alemão que deu a sua primeira vitória, em Monza, em 2008, ainda antes do triunfo da equipa principal! 

Este ano começamos com o japonês Yuki Tsunoda e o francês Isack Hadjar. E digo "começamos" porque, entretanto, houve uma troca: sai Tsunoda, que vai para a equipa principal, recebendo de volta o neozelandês Liam Lawson, que já tinha corrido dez provas por eles em 2023 e 2024. Muitos afirmam que é o corrigir de um erro, causado por Marko quando o promoveu, em vez do japonês. E o motivo dessa "não-promoção" tinha a ver com o facto de Tsunoda ser um piloto Honda, numa altura em que eles vão para a Aston Martin em 2026. Pelo menos, é o que se fala. Mas há outros que não acreditam isso e a razão que eles dão é que existe um piloto melhor, Ayao Iwasa, atualmente na Formula 2. 

Mas também quero falar de outra coisa: Helmut Marko. Ele ganhou fama de implacável, como já disse. Se coloca alguém na equipa principal, tem de entregar resultados o mais rapidamente possível. Ele acredita na ideia de, encostando-os à parede, tirará o seu melhor. Contudo, o que acontece é que alguns se quebram. Há casos extremos, como Alguersuari, que abandonou o automobilismo pouco depois de ter saído da Toro Rosso e feito uma temporada na Formula E. E ele tinha na altura... 24 anos.

Outros tiveram melhores carreiras. Sainz Jr esteve na Ferrari e agora é piloto da Williams, ao lado de outro ex-Red Bull, Alexander Albon, Sebastien Buemi, Jean-Eric Vergne e o português António Félix da Costa (um Red Bull Junior em 2012 que viu a sua prometida ida para a Toro Rosso cortada por Kvyat) tornaram-se pilotos de ponta na Endurance e Formula E, vencendo títulos em ambas as categorias, e nem falo de Bourdais, que teve uma longa carreira na IndyCar Series e ganhou na IMSA.

Quem acompanha a Formula 1 sabe que Marko não despromove assim tão cedo no campeonato. É verdade que não se esperava ver por muito tempo, mas isto é um indicador que ele cometeu um erro e procura uma correção - e outras coisas mais. Mas há outros sinais de alarme que tem de ser considerados. Um deles é o chassis: é mau. Mesmo Max, o único que sabe que ele está regulado para o seu estilo de condução, precisa de ter um segundo piloto capaz de não andar muito atrás dele, como era o Sérgio Pérez.

Mas desde o meio do ano passado que a equipa perdeu Newey, o "mago" da equipa, e a "decadência" está à vista. Max disfarça, mas o o resto não se pode. E pior: o novo motor, que é da Ford, mas na realidade tem muito do "imput" de dentro da equipa, não está a ser um excelente motor, bem pelo contrário. Ou seja, em 2026, o pesadelo será ainda maior, e não tem meio de resolver. E se isso acontecer, Max, provavelmente, irá embora. Se querem saber a razão porque o "manda-chuva" da McLaren, mr. Brown, anda a dizer que o neerlandês fará as malas para rumar à Mercedes... já em 2026 (não acredito, mas nunca se sabe), é porque a Red Bull está em decadência. E se é isso que acontecerá, então... poderemos assistir ao final de uma era. 

E depois disso? Não creio que a Red Bull irá abandonar, mas andará anos numa travessia do deserto, com uma nova tática, trazendo génios que tenham a paciência para a reconstruir e colocar de volta no topo. Todas as equipas passam por essa fase, de uma maneira ou outra. Afinal de contas, a McLaren esteve na mó de baixo e agora... (e nem falo da Williams neste começo de 2025).

Agora, veremos como será Max e Yuki daqui por adiante. Se travarão ou domarão a decadência ou não.

segunda-feira, 31 de março de 2025

Formula 1: Montoya afirma que a Red Bull está centrada em Verstappen


O colombiano Juan Pablo Montoya afirma que a Red Bull está toda adaptada a Max Verstappen e  sugere que Lawson foi pressionado a conduzir como Verstappen em vez de ter o carro ajustado às suas necessidades. O ex-piloto da Williams de McLaren, duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, refere que a maneira como a Red Bull ordenou que Liam Lawson mudasse o seu estilo de condução, aliado à falta de testes de pré-temporada, prejudicou o seu desempenho. E fala que a "despromoção" do neozelandês para a Racing Bulls poderá ser uma maneira para salvar o que resta da sua carreira na Formula 1.   

A Red Bull pode estar a salvar a carreira do Liam ao levá-lo para o Racing Bulls, porque ele já lá esteve, tem-se saído bem. Ele tem sido competitivo, tem estado a par do Yuki, venceu-o em algumas corridas, ficou atrás de outros, mas tem-se saído bem. Vai ter a oportunidade de voltar a entrar num carro e dizer: ‘Oh, isto parece normal’", começou por afirmar.

"Sei que toda a Red Bull está adaptada ao Max. Tudo foi feito para que Max se sinta confortável, para o que Max quer. O Max quer que o carro vire. Se for instável, ele não se importa. Se virar, é o que ele mais quer, e é perfeito. O problema é que do outro lado da garagem também há engenheiros. Não estive lá para saber qual é a filosofia, mas tenho quase a certeza que falaram muito sobre isso [na Red Bull]. ‘Ele está a conduzir mal, está a travar mal. Vê como o Max trava. Vê como o Max solta o travão, vê como o Max mexe as mãos'”, continuou.


Com base na sua própria experiência na Williams, o colombiano de 49 anos salienta a importância dos engenheiros adaptarem o carro ao piloto em vez de forçarem um estilo de condução específico. Ele conclui que Yuki Tsunoda se encaixa melhor na visão da Red Bull, tornando-o a escolha ideal para se desenvolver ao lado de Verstappen.

E é disto que a Red Bull precisa. A Red Bull precisa de contratar alguém e construir o outro lado da garagem com essa pessoa, e têm de ter tempo para o fazer. Para eles, Yuki é a pessoa perfeita”, concluiu.

A Formula 1 regressa à ação neste final de semana no GP do Japão, em Suzuka.

sexta-feira, 28 de março de 2025

A Red Bull neste momento


Horas depois de ter sido substituído pelo japonês Yuki Tsunoda, Liam Lawson exprimiu nas redes sociais a sua frustração pela troca. Apesar disso, o jovem neozelandês de 23 anos também expressou gratidão nas redes sociais, afirmando que o seu sonho era correr pela Red Bull.

Ser um piloto da Red Bull Racing tem sido o meu sonho desde que eu era criança, foi para isso que trabalhei para toda a minha vida”, começou por escrever sobre a situação nas redes sociais. “É duro, mas estou grato por tudo o que me trouxe até aqui. Para cada um de vocês que esteve ao meu lado, obrigado por todo o apoio que significa o mundo. Obrigado à Racing Bulls pela calorosa receção, estou entusiasmado e pronto para ir trabalhar num dos meus lugares favoritos [Japão].”

Ao mesmo tempo que ele reagia por escrito, em Milton Keyes, sede da marca dos taurinos, ocorria uma reunião de emergência para abordar as dificuldades do RB21 face à McLaren, Mercedes e Ferrari. Ali esteve Christian Horner, Max Verstappen... mas não Helmut Marko. Pelo menos, fisicamente.

Segundo conta o site GPBlog, aparentemente, o piloto neerlandês está frustrado com toda esta situação, e está a pressionar a equipa para fazer melhorias urgentes no chassis. Ele quer passos de desenvolvimento significativos para o manter na luta pelas vitórias e garantir que a Red Bull continua a ser um concorrente de topo, tanto na temporada de 2025, como no seu futuro a longo prazo com a equipa.


Ainda antes da reunião, Marko falou ao jornal neerlandês De Telegraaf sobre o que se passa, e especialmente sobre as reações de Max ao carro e à troca de pilotos, no qual defende a decisão tomada. 

Sabemos que o Max não está contente”, revelou Marko. “Mas precisamos de dois carros na frente. Não só para o campeonato de construtores, mas também para ajudar o Max a conquistar o seu quinto título mundial. Depois, estrategicamente, podemos conseguir mais nas corridas. Podemos usar a experiência e a forma do Yuki agora. É isso que conta. No final do dia, isso é uma vantagem para a equipa. E isso será também a favor do Max”.

O Liam teve azar”, continuou. “Durante os dias de testes no Bahrein perdeu muito tempo devido a problemas mecânicos. E também durante o terceiro treino livre na Austrália perdeu um tempo importante. Depois começaram os problemas. A pressão sobre ele tornou-se cada vez maior. Ele perdeu a confiança, começou a forçar cada vez mais, mas acabou por cometer mais erros. Na China foi de mal a pior. Além disso, o nosso carro é muito difícil de conduzir e não é o mais rápido.

Também não foi uma decisão fácil”, insistiu. “Mas o Liam era como um pugilista ferido. E não o estamos a expulsar da Fórmula 1. Ele continua ativo na Red Bull e o Racing Bulls é um bom carro. Também tivemos de tomar decisões semelhantes no passado com Pierre Gasly e Alex Albon. Eles recuperaram e são pilotos de Fórmula 1 muito conceituados. Estamos numa posição única de poder fazer isto. Noutra equipa, ele teria deixado a Fórmula 1 imediatamente”, concluiu.


Apesar de Max não sofrer muito com o carro, dado que ele está adaptado ao estilo de condução do neerlandês, a equipa de Milton Keynes sabe que sofre com o fato de ser uma equipa de um só piloto, em contraste com a Ferrari, Mercedes e especialmente, McLaren, que ganhou as duas primeiras corridas do ano, um para cada um dos seus pilotos. Apesar de Max ter 36 pontos e ser segundo na classificação geral, estes são os únicos pontos que a Red Bull tem no Mundial de Construtores, que o relegam para a terceira posição, menos de metade do líder, a McLaren, que tem 78 pontos. 

A Formula 1 regressa dentro de uma semana, para o GP do Japão, em Suzuka, e será ali que veremos como é que Tsunoda reagirá a este presente... envenenado, ou não. 

quinta-feira, 27 de março de 2025

Youtube Formula 1 Vídeo: Que Diabo Aconteceu a Liam Lawson?

Agora que aquilo que esperávamos aconteceu - e é surpreendente, mesmo para quem está habituado às maluquices do Helmut Marko - o Liam Lawson foi substituído pelo Yuki Tsunoda, com efeito imediato, e a partir do GP do Japão. 

Há quem fale que isto é desespero - tem cada disso - o Max Verstappen está, alegadamente, zangado com esta decisão, mas no meio destas coisas todas, será interessante ouvir a reação de um compatriota seu sobre tudo isto: Josh Revell. E a abertura é... marcante.  

Noticias: Tsunoda na Red Bull, Lawson na Racing Bulls


A Red Bull anunciou esta manhã que o japonês Yuki Tsunoda substituirá Liam Lawson a partir do GP do Japão, com efeito imediato. O neozelandês será rebaixado para a Raging Bulls e correrá ao lado do franco-argelino Isack Hadjar

Os rumores corriam fortes desde o inicio da temporada, especialmente depois das desastrosas performances de Lawson na qualificação das duas primeiras corridas do ano, na Austrália e na China. Em Xangai, ele partiu de último na grelha, enquanto os Red Bulls foram sempre um carro na Q3, especialmente o de Tsunoda. De uma certa forma, também é uma admissão de culpa por parte de Christian Horner e Helmut Marko em terem preterido o piloto japonês, que foi colocado pela Honda na equipa porque são eles que deram os motores à equipa. 

Curiosamente, em termos de resultados, se o japonês se dá muito bem nas qualificações, nas corridas, só tem um sexto posto na Sprint Race de Xangai, conseguindo três pontos na ocasião.   

Christian Horner, diretor e CEP da Red Bull, afirmou: “Tem sido difícil ver o Liam ter dificuldades com o RB21 nas duas primeiras corridas e, como resultado, tomámos coletivamente a decisão de fazer uma troca antecipada. Entrámos na época de 2025 com duas ambições, manter o Campeonato do Mundo de Pilotos e recuperar o título Mundial de Construtores e esta é uma decisão puramente desportiva."

"Reconhecemos que há muito trabalho a fazer com o RB21 e a experiência do Yuki será muito benéfica para ajudar a desenvolver o carro atual. Damos-lhe as boas-vindas à equipa e estamos ansiosos por o ver ao volante do RB21.", continuou.

"Temos o dever de proteger e desenvolver o Liam e, juntos, vemos que depois de um início tão difícil, faz sentido agir rapidamente para que o Liam possa ganhar experiência, enquanto continua a sua carreira na Formula 1 com a Visa Cash App Racing Bulls, um ambiente e uma equipa que ele conhece muito bem.”, concluiu.

Isso é a declaração oficial, mas nos bastidores, segundo a imprensa neerlandesa, Max Verstappen está muito zangado com a decisão. Ele considera que Lawson é mais uma vitima que réu, e o ex-piloto Giedo van der Garde, nas redes sociais, criticou fortemente a Red Bull, descrevendo a decisão como uma “jogada de pânico” e comparando-a ao bullying, argumentando que Lawson teve muito pouco tempo para provar o seu valor. E quem deu "gosto" a esta declaração foi... Verstappen. 

Agora é ver como será isto daqui a diante. A primeira experiência será no fim de semana de 4 a 6 de abril, com o GP do Japão. 

quarta-feira, 26 de março de 2025

Noticias: Horner afirma ainda não ter baixado os braços no campeonato


Com a troca iminente na Red Bull, entre Yuki Tsunoda e Liam Lawson, Chistian Horner veio a público afirmar sobe a situação da equipa, e porque é que precisa de ter um piloto que traga resultados, algo do qual Liam Lawson não estava a conseguir, pelo menos nestas duas corridas desta temporada. Ao contrário da Mercedes e da McLaren, que tem duas duplas consistentes, a Red Bull parece ser uma equipa centrada em Max Verstappen, que parece ser o único que sabe andar naquele carro. 

Apesar dos gestos e das conversas poderem querer passar a ideia de que podem ter perdido o título de 2025, ou ter um "handicap" impossível de alcançar, Horner fez questão de sublinhar que o título ainda não está fora de alcance, após os dois primeiros fins-de-semana dececionantes de Lawson com a equipa: “Nunca se diz nunca,” começou por afirmar Horner depois de ser questionado se as honras da equipa já estavam fora de alcance.

Acho que uma coisa que a McLaren provou a toda a gente no ano passado é que se pode ter um início de ano atribulado e ainda assim ser muito competitivo. Estamos a oito pontos de distância no Campeonato de Pilotos.", começou a afirmar.

O Campeonato [de Equipas] é uma tarefa muito difícil e temos de fazer progressos significativos com o carro para podermos lutar por ele. É preciso ter dois carros a pontuar, o que obviamente nos prejudicou muito no ano passado. Temos de ter dois carros a pontuar e, mesmo para competir pelo Campeonato de Pilotos, temos de ter outro carro em jogo. É de importância vital para a equipa garantir que temos os dois pilotos a correr o mais perto possível da frente.” continuou.

No final, há 400 engenheiros na nossa equipa que estão todos a analisar os 600 sensores que estão no carro, por isso há muita informação que temos”, concluiu.

Liam Lawson ainda não pontuou no campeonato, comparado com os três que Tsunoda já tem, resultado de um sexto posto na "corrida sprint" do GP da China. 

domingo, 23 de março de 2025

Noticias: Lawson afirma não ter tempo para se adaptar ao carro


O inicio da temporada de Liam Lawson está a ser um inferno para o piloto neozelandês. Más qualificações - na China fez o pior tempo! - que levaram a partir das boxes em ambas as ocasiões e claro, no final, a ficar sempre fora dos pontos. Os críticos já afirmam que ele tem na mão o bilhete da porta de saída - há quem fale que Yuki Tsunoda estará no carro na próxima corrida, no Japão! - mas o neozelandês afirma que  não tem tido o tempo necessário para se adaptar corretamente ao chassis Red Bull RB21.

Sabíamos que ia ser difícil e começámos a partir das boxes para tentar algo com o carro e, infelizmente, não funcionou como queríamos”, começa por afirmar Lawson. “O que era realmente um fim de semana difícil, hoje foi um pouco mais difícil. Infelizmente, não tenho tempo para me habituar ao carro, mas tenho de o resolver rapidamente. Não tenho tempo para testar o carro e habituar-me a ele, mas já estamos na época, por isso a cada corrida estamos a perder pontos. É mais ou menos isso que quero dizer quando digo que não tenho tempo. Mas também não sou estúpido e sei que, obviamente, estou aqui para ter um bom desempenho – e se não o fizer, não vou estar por cá. Estou apenas concentrado em habituar-me ao carro o mais rapidamente possível.”, concluiu.

Sobre as especulações entre ele e Yuki Tsunoda, que afirmou estar pronto para correr quando quiser, o neozelandês não está intimidado: "Corri com ele durante anos, corri com ele nas categorias juniores e venci-o – e também o fiz na Formula 1, por isso ele pode dizer o que quiser”, afirmou.

Do outro lado das boxes, e comentando sobre o assunto, Christian Horner afirmou: 

Tomámos a decisão de o tirar da grelha para tentar algumas mudanças radicais na afinação, porque estamos muito limitados nos testes com estes carros, por isso fazia sentido dizer ‘vamos começar lá atrás, vamos tentar aprender alguma coisa’. Temos 56 voltas de informação com uma afinação radicalmente diferente no carro. Isso dá-nos uma enorme informação para a fábrica e para o sistema, à medida que procuramos melhorar o nosso desempenho”.

O Liam é um ótimo piloto. Ele dá o máximo, mas neste momento está a com dificuldades para encontrar o limite deste carro e tirar o máximo partido dele. Como equipa, estamos a tentar apoiá-lo da melhor forma possível. Procuramos sempre o máximo desempenho. Os carros rápidos nunca são fáceis de conduzir, mas sabemos que há um desempenho que temos de encontrar. Precisamos de ambos os pilotos lá em cima se quisermos ter alguma hipótese de lutar pelo Campeonato de Construtores e, no mínimo, pelo Campeonato de Pilotos, é preciso ter um segundo carro em jogo. Não se pode fazer isso com uma perna só”.

A Formula 1 regressa dentro de duas semanas, em Suzuka, e ele terá mais um desafio para se adaptar com o novo carro.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Noticias: Horner justificou a escolha de Lawson sobre Tsunoda


Pouco depois do anuncio de Liam Lawson como piloto da Red Bull, Christian Horner explicou a decisão da equipa de promover o piloto neozelandês, com apenas 11 corridas na Formula 1, em vez do japonês Yuki Tsunoda, que vai para a sua quinta temporada na Racing Bulls, para substituir o mexicano Sérgio Perez na época de 2025. 

Foi muito, muito renhido entre os dois”, começou por falar Horner, para justificar a sua escolha. “Yuki é um piloto muito rápido. Ele já tem três ou quatro temporadas de experiência. Ele fez um trabalho muito bom no teste de pneus para nós em Abu Dhabi, onde os engenheiros ficaram impressionados com o seu desempenho. Mas sentimos que, com o Liam, quando olhamos para a análise da corrida dele, o ritmo foi ligeiramente melhor nas corridas que ele fez”, continuou.

O seu ritmo de qualificação foi muito próximo do de Yuki, e temos de assumir que o potencial de Liam, que só disputou 11 Grandes Prémios, é que ele só vai melhorar e ficar mais forte. Ele demonstrou uma verdadeira resistência mental e tenacidade. Os engenheiros gostaram de trabalhar com ele durante as corridas que fez este ano. Ele também tem uma boa ética de trabalho. É ótimo ter também o Yuki ainda envolvido na cena da Racing Bull no próximo ano. E, claro, ele está à disposição caso seja necessário.” 

Apesar dos elogios - Horner classificou Lawson como "um verdadeiro piloto" - ele reconheceu que o jovem neozelandês enfrenta uma “tarefa assustadora” ao tornar-se colega de equipa de Max Verstappen em 2025

Os desempenhos do Liam ao longo das suas duas passagens pela Racing Bulls demonstraram que ele não só é capaz de obter fortes resultados, mas que também é um verdadeiro piloto, sem medo de lutar com os melhores e sair por cima”, começou por afirmar. “Não há dúvida de que correr ao lado de Max, um tetracampeão e, sem dúvida, um dos maiores pilotos já vistos na Formula 1, é uma tarefa assustadora, mas tenho certeza de que Liam pode enfrentar esse desafio e apresentar alguns resultados excelentes para nós no próximo ano”, concluiu.

Noticias: Lawson confirmado na Red Bull para 2025


Rei morto, rei posto: depois da saída de Sérgio Pérez da Red Bull, a Red Bull não demorou nada para decidir quem ficaria com o lugar, e o escolhido foi o neozelandês Liam Lawson, depois de ter a concorrência do japonês Yuki Tsunoda, preterido por ser essencialmente um piloto da Honda, apesar de Christian Horner ter dito que ele era ligeiramente mais rápido que o piloto japonês. Será que considerou a saída da marca japonesa no final de 2025 como fornecedora de motores? 

Ser anunciado como piloto da Red Bull Racing é um sonho de toda a vida para mim, é algo que quero e para o qual tenho trabalhado desde os meus oito anos de idade. Tem sido uma viagem incrível até agora. Estou muito entusiasmado por trabalhar ao lado do Max e aprender com um campeão do mundo, não tenho dúvidas de que vou aprender com a sua experiência. Mal posso esperar para começar.”, disse Lawson.

Já Christian Horner declarou: “Não há dúvida de que correr ao lado do Max, um tetracampeão e, sem dúvida, um dos maiores pilotos de sempre da Formula 1, é uma tarefa assustadora, mas tenho a certeza de que o Liam pode estar à altura desse desafio e apresentar-nos alguns resultados extraordinários no próximo ano.

Pequeno detalhe: segundo algumas fontes, o neozelandês irá ganhar entre cinco e seis milhões de euros em 2025 como piloto da Red Bull, numa negociação do qual, segundo falam, nem foi muito difícil, levando a pensar que a equipa está totalmente focada em Max Verstappen como seu melhor ativo - e se calhar, único.

Nascido a 11 de fevereiro de 2002, em Hastings, Nova Zelândia, Lawson é membro da Red Bull Junior Team desde 2019, e desde então, tem subido constantemente na hierarquia dos desportos motorizados e demonstrou o seu talento em várias ocasiões. Antes disso, foi campeão da Formula Ford em 2017, aos 15 anos, o mais jovem de sempre, e campeão da Toyota Racing Series, na Nova Zelândia, em 2019. 

Para além disso, foi segundo classificado em competições como a Formula 4 australiana (2017), a Formula 4 alemã (2018), a Euroformula Open (2019), o DTM (2021) e a SuperFormula japonesa, em 2023. 

Apesar de somente em 2025 ter a sua primeira temporada completa, ele já competiu em 11 Grandes Prémios, cinco em 2023 e seis em 2024, sempre a substituir Daniel Ricciardo, tendo conseguido até agora seis pontos, com três nonos lugares como melhor posição.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Noticias: Pérez dispensado da Red Bull


O mexicano Sérgio Pérez foi dispensado da Red Bull, depois dos maus resultados nesta temporada. O anuncio foi feito nesta quarta-feira, primeiro no comunicado oficial do piloto, depois através de Christian Horner, patrão da Red Bull, que afirmou que o piloto mexicano irá tirar "um tempo". 

No comunicado oficial do piloto mexicano, o piloto de 34 anos afirmou que a rescisão foi de mútuo acordo e agradeceu pelos anos que esteve na equipa:

"Estou incrivelmente agradecido pelos quatro anos na Red Bull Racing e pela incrível oportunidade para correr dentro de uma equipa fabulosa. Pilotar pela equipa foi uma experiência inesquecível, e sempre acarinharei os sucessos que alcançamos juntos. Batemos recordes, conseguimos feitos e tive a chance de conhecer e trabalhar com gente fantástica.", começou por afirmar.

Quero agradecer imenso a todas as pessoas, desde os dirigentes, passando pelos engenheiros e mecânicos, catering, hospitalidades, a cozinha, o pessoal do marketing e comunicação, para além de toda a gente na sede de Milton Keynes. Desejo-vos o melhor para o futuro. 

Também foi uma honra trabalhar ao longo este tempo com Max e partilhar os sucessos que alcançou. Por fim, quero agradecer a todos os meus fãs um pouco por todo o mundo, especialmente os meus fãs mexicanos, pelo vosso apoio diário e incondicional, iremos ver-nos em breve.", concluiu.

Christian Horner respondeu depois em comunicado que o piloto mexicano decidiu tirar uma licença sabática depois da temporada decepcionante que teve em 2024. 

Ele tem sido um membro fantástico desta equipa”, disse Horner sobre Pérez. “Foi um ano difícil para ele, mas é uma ótima pessoa e, claro, desempenhou um papel fundamental no campeonato de pilotos de 2021 e nos títulos de construtores de 2022 e 2023. Foi segundo no campeonato de pilotos do ano passado e ganhou cinco Grandes Prémios com os nossos carros.

Mas ele refletiu depois da temporada. Sentámo-nos e discutimos na semana passada sobre os próximos passos e ele decidiu que vai tirar algum tempo, essencialmente tirar uma licença sabática da Fórmula 1. Por isso, estamos tristes por vê-lo deixar a equipa, mas é óbvio que é altura de ele se dedicar à sua jovem família e ao que quer fazer no futuro.”, concluiu.

Ainda não se sabe quem o substituirá, mas tudo indica que irá ser substituído pelo neozelandês Liam Lawson, que ganhou a corrida ao lugar para o japonês Yuki Tsunoda. Para o seu lugar na Racing Bulls virá o franco-argelino Isack Hadjar, que em 2024 esteve na Formula 2. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Noticias: Marko deseja ter um jovem piloto ao lado de Max


Helmut Marko disse que o desempenho dos pilotos da Racing Bulls em 2025 - ou VCARB, para efeitos publicitários - será determinante para saber quem será o companheiro de equipa de Max Verstappen a partir de 2026. Com Liam Lawson a ser o piloto da equipa até ao final da temporada, no lugar de Daniel Ricciardo, a ideia é saber se ele será melhor que Yuki Tsunoda, que está na equipa desde 2021, para ambos poderem disputar o segundo lugar na Red Bull, que poderá focar vago no final de 2025, com os rumores de retirada da Sérgio Pérez a aparecerem nas últimas semanas. 

“[Max estará] idealmente com alguém do nosso programa júnior [ao lado dele]. A juventude é novamente moda. O que costumávamos fazer, agora está a ser feito pela Mercedes com Antonelli, Haas com Bearman, e também espero que [Franco] Colapinto acabe em algum lugar. Ele foi atirado para a pista [pela Williams] e fez três grandes corridas.”, disse Marko.

Pérez já afirmou várias vezes que pretende ficar na Formula 1 por mais algum tempo e que tem contrato com a Red Bull para além de 2025, mas se mantiver as prestações que tem tido, será difícil manter a posição, especialmente se Liam Lawson voltar a ser competitivo nas últimas corridas do ano.

Caso um dos dois pilotos "suba de divisão", Maro considera pelo menos dois juniores, o franco-argelino Isack Hadjar, que está na Formula 2, ou outro japonês, Ayumu Iwasa, que este ano corre na Super Formula japonesa.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Youtube Formula 1 Vídeo: Será que Liam Lawson é a escolha certa?

Todos já sabemos que Liam Lawson conseguiu aterrar o seu rabo no assento da Racing Bulls (ou VCARB) depois de substituir Daniel Ricciardo. após o GP de Singapura. Contudo, apesar de ser algo que já se esperava há algum tempo, será que a escolha é a indicada? Ele será bem sucedido onde outros falharam? E se tiver toda a temporada de 2025 para mostrar o seu valor, será suficiente para "dar o pulo" para a Red Bull, agora que se fala na possibilidade de Sérgio Pérez estar a pensar em se reformar do automobilismo?

Tudo isto e muito mais neste mais recente vídeo de alguém que poderíamos pensar ser um pouco inclinado, em termos de nacionalidade, mas no final, coloca questões bem legitimas. 

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Noticias: Horner explica decisão sobre Ricciardo


A troca de Daniel Ricciardo por Liam Lawson era esperada, mas há quem questione o timing dela, especialmente quando falta seis corridas para o final desta temporada. Contudo, Christian Horner, diretor da Red Bull, fala que a razão pela substituição do piloto australiano da Racing Bulls/VCARB é mais abrangente, apesar de ter performances semelhantes ao piloto japonês. E tem a ver com a equipa principal.

Em declarações prestadas ao podcast F1 Nation esta semana, Horner começou por explicar:

"Num mundo perfeito, tê-lo-íamos feito [deixar Ricciardo terminar temporada]. Mas, numa perspetiva mais ampla, precisamos de respostas para o plano geral em termos de pilotos. É a oportunidade perfeita para colocar o Liam ao lado do Yuki [Tsunoda], para ver como ele se sai nos seis Grandes Prémios restantes.", disse.

Ele também afirmou que isto vai para além da Racing Bulls/VCARB: também tem a ver com a Red Bull, especialmente na temporada de 2025, com o mexicano Sérgio Pérez.

"Isto vai além da VCARB [RB], abrange também a Red Bull Racing. Obviamente, temos um contrato com Sergio válido para o próximo ano, mas temos de estar sempre de olho no futuro. Será com o Liam? Ou precisamos olhar para fora do nosso programa? Ou um dos outros juniores pode subir, seja o Isack Hadjar ou o Arvid Lindblad?", questionou.

Atual oitavo classificado no campeonato, com 144 pontos, e o pior piloto entre os das quatro melhores equipas do pelotão, rumores sobre a sua continuidade correram no fim de semana de Singapura, ao ponto de ele poder abandonar a competição no final desta temporada. Rumores que "Checo" correu a desmentir nas redes sociais. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Noticias: Lawson confirmado na Racing Bulls


A Racing Bulls, ou VCARB, por motivos publicitários, anunciou esta quinta-feira que Daniel Ricciardo foi dispensado dos seus serviços e no seu lugar, virá Liam Lawson. O piloto neozelandês de 22 anos, que já participou em quatro corridas em 2023, correrá nas restantes seis provas da temporada de 2024, ao lado do japonês Yuki Tsunoda

O Diretor de Equipa da Racing Bulls, Laurent Mekies, agradeceu a Ricciardo as suas contribuições e deu as boas-vindas a Lawson, salientando a sua transição suave e o seu jovem talento promissor.

Todos na VCARB gostariam de agradecer ao Daniel pelo seu trabalho árduo ao longo das duas últimas épocas connosco. Ele trouxe muita experiência e talento para a equipa, com uma atitude fantástica, que ajudou todos a desenvolver e a fomentar um espírito de equipa muito forte. O Daniel foi um verdadeiro cavalheiro dentro e fora da pista e nunca deixou de sorrir. Sentiremos a sua falta, mas ele ocupará sempre um lugar especial na família Red Bull.", começou por afirmar.

"Gostaria também de aproveitar esta oportunidade para dar as boas-vindas ao Liam. Ele já conhece bem a equipa. Conduziu para nós na época passada e lidou bem com as circunstâncias difíceis, por isso será uma transição natural. É ótimo ver jovens talentos de dentro da família Red Bull darem o próximo passo. Estamos ansiosos por baixar a cabeça e concentrarmo-nos no resto da época juntos”.

Ricciardo, que correu desde 2011, passando por Hispania, Toro Rosso, Red Bull, Renault, McLaren, Alpha Tauri e agora Racing Bulls, num total de 257 GP, 8 vitórias, 3 pole-positions, 17 voltas mais rápidas (a última das quais neste domingo, em Singapura) e 32 pódios. Os seus melhores resultados foram dois terceiros lugares, em 2014 e 2016. 

Quanto a Lawson, já tem um nono posto, conseguido no GP de Singapura do ano passado, e espera-se que possa conseguir melhores resultados, que sejam condizentes com as expectativas existentes sobre ele. 

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Rumor do Dia: A última corrida de Daniel Ricciardo?


Os rumores de Daniel Ricciardo ser substituído por Liam Lawson tem corrido ao longo do verão, mas aparentemente, o GP de Singapura, no próximo domingo, poderá ser mesmo o último para o piloto australiano de 35 anos. Aparentemente, a Red Bull está a ser confrontado com contrato onde obriga a companhia de bebidas energéticas a assegurar-lhe um lugar numa equipa de Fórmula 1 em 2025 até ao final de Setembro. E até quem afirme que existe uma clausula nesse contrato que exige a presença de Lawson em cinco Grandes Prémios de 2024.

Caso se confirme esta condição, Lawson teria de começar a competir, o mais tardar, no Grande Prémio do México, mas entre a prova de Singapura, que se realiza no próximo fim-de-semana, e a dos Estados Unidos da América, a seguinte, medeiam quatro semanas, sendo o momento certo para mudar pilotos, caso exista esse desejo.

Se formos para os factos, as prestações de Ricciardo na Racing Bulls - ex-Alpha Tauri, ex-Toro Rosso - não tem sido convincentes. Yuki Tsunoda, seu companheiro de equipa, tem superado nos treinos nesta temporada, e em termos de resultados e pontos, (22 contra 12 do australiano), e o japonês já foi confirmado como piloto para a temporada de 2025. Apesar de se ter falado que um dos pilotos da Racing Bulls poder subir para um lugar na equipa principal, no lugar de Sérgio Pérez, essa hipótese já foi descartada.   

Por outro lado, se Ricciardo ficar sem lugar, ele tentará o segundo assento da Sauber-Audi. Mas ali terá concorrência: o finlandês Valtteri Bottas, o brasileiro Gabriel Bortoleto e agora o argentino Franco Colapinto - que ficará na Williams apenas até ao final da temporada, porque o seu lugar em 2025 pertence a Carlos Sainz Jr - são os nomes mais referidos da atualidade.

Uma coisa é certa: Helmut Marko já tinha afirmado que o fim de semana do GP de Singapura deveria ser o escolhido para anunciar o segundo piloto da RB. Resta saber se é para a temporada de 2025... ou se será com efeito imediato.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Formula 1: Marko afirma que Lawson regressa em 2025, "o mais tardar"


Helmut Marko reconhece potencial vencedor em Liam Lawson, mas entende um pouco a sua desilusão quando soube do alinhamento para a temporada de 2024 da Formula 1, ao não conseguir um lugar como piloto titular na Alpha Tauri, que será preenchido por Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo. O austríaco elogia-o, mas afirma que trabalhos como os de piloto reserva e de simulador são tão importantes dentro da estrutura como os de titular.

Lawson tem definitivamente potencial para vencer corridas. Completou todas as tarefas até agora com mestria e nas condições mais difíceis”, disse Helmut Marko à publicação Kleine Zeitung. “É um piloto duro e um dos mais fortes de sempre em duelos. Tem uma grande tarefa na função de piloto de reserva no próximo ano e já está num carro de Fórmula 1, mas estará [na grelha] o mais tardar em 2025”, acrescentou o austríaco.

Tudo isto numa altura em que Lawson irá fazer a sua última corrida do campeonato no Alpha Tauri, pois Daniel Ricciardo ainda está em recuperação e já afirmou estar em forma para correr dentro de duas semanas, em Austin.

Já no Qatar, na conferência de imprensa de antevisão do Grande Prémio - que dará amanhã o tricampeonato a Max Verstappen - Lawson explicou que ainda não sabe se terá mais funções além de piloto de reserva e desenvolvimento da Red Bull e AlphaTauri. “Neste momento, acho que está mais ou menos a ser discutido e planeado, mas para mim, nesta fase, é ser reserva, por isso vou continuar a ir a todas as corridas de Fórmula 1, mas, fora isso, será o trabalho normal de simulador”, disse o piloto neozelandês. 

Contudo, ele está envolvido na luta pelo título na Super Formula, cuja ronda final acontecerá em Suxuka, no fim de semana americano, e sobre isso, Lawson afirma estar concentrado na chance que tem pela frente. 

"No momento, ainda tenho a oportunidade de continuar a mostrar o meu valor, e vou tentar aproveitar ao máximo. Vou-me concentrar nisto, enquanto posso, e quando me afastar da Formula 1, será foco total na preparação para a ronda final da Super Fórmula, em Suzuka, no fim de semana do GP do México. Será muito difícil voltar a ajustar-me ao carro, mas certamente foi útil ter dado tantas voltas em Suzuka ao longo do fim de semana do Grande Prémio", admitiu.