Assim sendo, este é mais um dos projetos do qual o que poderia ter sido... mas não foi.
Vi isto no Potenza Blog, o sitio do João Pedro Quesado.



Segunda-feira de Carnaval é uma chatice, não tenham dúvidas. Está tudo a meio gás e ainda estamos a meio da festa, digamos assim. Neste pequeno retângulo à beira-mar plantado ainda se absorve as ondas de choque da vitória dos Homens da Luta, que ironicamente, reavivaram um festival há muito moribundo, e a Formula 1 se prepara para a última sessão de testes da pré-temporada, em Barcelona.
O circuito vai ser desenhado por - adivinharam! - Hermann Tilke e vai ser construido ao lado da autoestrada A2, que liga Zagreb para a fronteira eslovena e para a Austria. O circuito, que faz lembrar Austin em ponto pequeno, tem à volta de 4,5 quilómetros de extensão e faz parte dos planos de Gulic e o governo croata para impulsionar o turismo num pais que se prepara para entrar na União Europeia, o mais tardar em 2012 ou 2013. A pista teria entre 70 mil e 150 mil lugares, mais 25 mil lugares para parques de estacionamento, e se tudo correr bem, o circuito estaria pronto em 2014.
Este foi um dia onde só vimos ou falamos de carros. Vimos e discutimos o Force India e espreitamos os quilómetros iniciais do primeiro Lotus de Formula 1 em 15 anos. Mas estamos a poucas horas de saber qual vai ser a nova "engenhoca" de Adrian Newey, o Red Bull RB6. Todos vão estar de olho no carro, para saber que, ou como, ele vai ser mais eficiente do que os outros, e se vai ser algo que os outros irão seguir ao longo do ano, caso este chassis confirme a tendência do ano passado, onde deu à equipa quatro vitórias e os vice-campeonatos de Pilotos e Construtores.
Aos 51 anos (26 de Dezembro de 1958), Newey provou que é um génio a desenhar carros. Desde os tempos da March que ele sabe descobrir como ninguém a melhor maneira de tornar qualquer carro numa máquina eficiente em termos aerodinâmicos, e caso essa máquina tenha um motor a condizer, em algo dominador em pista. Foi assim com o Williams FW14 em 1991 e 92, com o McLaren MP4/13 em 1998. Desde 2006 na Red Bull, ao custo de dez milhões de dólares por ano (um pouco menos do que Lewis Hamilton, por exemplo), ele tem vindo a apresentar bons chassis a cada ano que passa. O Red Bull RB5 não foi o carro vencedor, num ano de dominio da Brawn BGP001, mas conseguiu influenciar todo um pelotão, o que é muito raro num carro que não conseguiu títulos. Mas como estamos a falar de Adrian Newey, creio que se pode abrir uma excepção.
Esta semana, o Luis Iriarte anda a escrever no seu Formula 1 A Lo Camba uma biografia de Newey e dos seus feitos técnicos. Quando se olha para ele, é um pouco dificil ver que ainda é relativamente jovem, mas já tem assegurado o seu lugar na história da Formula 1, pelo facto de ter assinado tantos e tão bons chassis, desde há mais de vinte anos a esta parte. E o facto de apresentar o seu chassis mais tarde do que os outros? Tipico dele.
Quando no final de 1990, a tabaqueira Camel retirou o seu apoio, depois de uma péssima temporada, esta ficou sem nada: motores, e patrocinio. No final desse ano, a própria equipa era dada como acabada (só para terem um exeplo, o piloto português Pedro Chaves era uma hipótese para correr lá, mas a indefinição que se vivia nessa altura fez com que se virasse para a malfadada Coloni), mas no inicio de 1991, Peter Collins e Peter Wright decidiram comprar a equipa, salvando-a de uma extinção quase certa. foram buscar um jovem rapaz da Formula 3 britânica chamado Mika Hakkinen e o inglês Julian Bailey, e aproveitaram o chassis 107, do ano anterior, para continuar a correr em 1991.
Nas duas temporadas seguintes, as coisas até correram relativamente bem, para uma equipa sem muito dinheiro: conseguiram 25 pontos nas duas temporadas seguintes, e no final de 1993, tinham conseguido um acordo com a Mugen-Honda para o fornecimento de motores a partir da temporada de 1994. Mas o dinheiro era pouco, as dividas acumulavam-se, e para piorar as coisas, o motor era pesado demais para aquele chassis. Os pilotos sucediam-se no alinhamento, que por causa de acidentes (Pedro Lamy) ou por causa vil metal (Philippe Adams). No dia a seguir ao GP de Itália, Collins e Wright pediram uma moratória para proteger a empresa dos credores, mas era como se estivessem falidos.
Por essa altura, estava a ser desenhado o chassis 112. Desenhado por Chris Murphy, é interessante ver que o carro não seguia o padrão que já começava a ser habitual, que era o dos narizes levantados. Pelo contrário, até o nariz era baixo e mais afilado do que o habitual. Contudo, o esquema da sua suspensão dianteira iria ser fora do padrão habitual... A ideia era de usar os motores Mugen-Honda, e os pilotos que o iriam guiar seriam os que tinham terminado a temporada anterior: Mika Salo e Alex Zanardi.
Mas a 17 de Janeiro de 1995, David Hunt, um homem de negócios e irmão mais novo de James Hunt (que cruiosamente, nunca guiou na Lotus) decidiu que não conseguia pagar as dívidas e fechou a equipa. O Lotus 112 nunca viu a luz do dia, excepto em modelo, e 35 anos de história chegavam ao fim. Agora, aparentemente aparece a reencarnação malaia...
Numa altura em que toda a gente decidiu anunciar a sua inscrição no campeonato de Formula 1 na temporada de 2010 (só faltam a Lotus e a Tyrrell para completar o ramalhete...), o Luiz Alberto Pandini colocou, no seu mais recente "Mosca Blanca", um conjunto de desenhos mandados pelo projectista Ricardo Divila, sobre um Formula 1 português. Isto veio avivar-me a memória, pois ouvi muito sobre esse projecto, em 2006.
NOVIDADE: UM FORMULA 1 PORTUGUÊSAquando do Grande Prémio de Monza conheci o Bravo Marinho. Sorrindo, mas com ar reservado, acedeu facilmente a nos falar do seu projecto.
- Quando é que este projecto surgiu?
- Existia em Portugal uma equipa dois litros, a B.I.P. (Banco Intercontinental Português). Essa equipa obteve uma vitória em Spa-Francorchamps, em 1974, com um Lola 2l. Deveríamos ter construído este F1 em 1975, mas o banco foi nacionalizado na sequência dos acontecimentos em Portugal. Este ano tornamos a pegar nos desenhos do carro e adaptámo-los às regras actuais.
- Como é composta a vossa equipa?
- A equipa é composta por três elementos: o engenheiro José Megre e o técnico João Pereira ocupam-se da parte mecânica. Pela minha parte sou responsável pelo desenho e estudo da forma do carro.
- O formato do carro não é inovador?
- Sim. Nos F1 actuais a sua forma não permite que o ar que se encontra debaixo do carro de escapar, provocando perturbações. Após os nossos estudos, concluímos que uma forma arredondada melhorava este efeito na parte debaixo do carro. O que origina mais “downforce”, aumentando a pressão sobre as suspensões.
- Falando de suspensões, a sua disposição não é invulgar?
- Sim, os amortecedores foram colocados em V. A explicação é simples. Uma pressão vertical é exercida sobre as rodas. Esta reparte-se sobre os amortecedores, juntando-se à pressão de que falei anteriormente. Resumindo, obtêm-se a convergência de todas estas forças nos dois pontos A e B (ver esquema) assegurando desta forma uma melhor estabilidade do carro.
- Que motor estão a pensar utilizar?
- Muito provavelmente um Ford Cosworth. Já efectuamos ensaios a diversos motores. Este permite-nos de desenhar uma culassa de design revolucionário, que permite aumentar a potência de 480 HP para cerca de 650 a 700 HP. Como compreende, não posso dar mais pormenores.
- Esse aumento de potência não vos vai colocar problemas ao nível da refrigeração e da travagem?
- No que diz respeito ao circuito de refrigeração, não temos grandes problemas após a colocação lateral dos radiadores de óleo e água. Para a travagem temos uma inovação: o carro estará equipado com oito discos de travão de pequena dimensão. Quatro serão acoplados às rodas e os outros quatro estarão junto ao chassis.
- Já estabeleceram contactos com patrocinadores?
- Sim, já temos acordos de patrocínio com a Magneti Marelli e a Speedline. No entanto procuramos um patrocinador português (Vinho do Porto) que nos permita criar uma equipa portuguesa, à imagem da Ligier em França.
- Quando prevê que esteja pronto o vosso carro?
- Se os contactos com os patrocinadores se concretizarem rapidamente, pensamos estar prontos para o Grande Prémio da Espanha ou da Bélgica. (de 1977)
Testemunho recolhido por:
Fabrice ROUVEYROL.
CARACTERISTICAS:
CONSTRUÇÃO
- Chassis tubular.
- Via dianteira: 2500 mm.
- Via traseira: 1370/1470 mm.
- Travões: 8 de concepção especial e diâmetro reduzido (4 nas rodas e 4 no chassis).
- Suspensões: dianteira e traseira em V com amortecedores na projecção das forças convergentes.
MOTOR
Ford Cosworth DFV V8, 2.995 cc.
- 85,6 x 64,8.
- Potência/RPM: 480HP/11000.
- Radiadores de óleo e água em posição lateral. Culassas especiais permitirão obter cerca de 650 a 700 HP de potência.
Nesta edição zero, o jornal terá 40 páginas. Foi engraçado fazer isto, apesar das dores de cabeça, do "stress", das noites mal dormidas e dos erros de palmatória. Nesta primeira edição tenho três reportagens: duas de futebol (uma delas tem como título "Selecção Cilindra Leiria" (deram 7-0 aos leirienses) e uma de... tumbling. É uma disciplina não olimpica da ginástica, que difere dos trampolins pelo facto de efectuar os exercícios ao longo de um tapete com 25 metros de comprimento. Cada série têm uma duração de 4 e 5 segundos, com os ginastas a realizarem alguns elementos técnicos, como mortais e piruetas a 4 e 5 metros de altura. Apesar da escassa duração e da sua espectacularidade, são manobras que requerem muita concentração e muitos anos de treino, para que sejam bem sucedidas.
E então, perguntam-me vocês, não fizeste nada de automobilismo? Pois, eu fui contratado para cuidar dessa área. Mas nem sempre foi assim, fiz muitas crónicas de futebol nos meus tempos de estudante universitário. E neste jornal temos dois jornalistas nessa área. E o outro é um velho colega meu de Liceu, o Adélio Amaro, outro maluco por carros, como eu. E ele tem melhores contactos a nivel local, algo que não tenho tanto assim. Eu é mais nacional... e internacional. Assim sendo, para ser útil, faço futebol, entre outras coisas, como o tumbling...
Já há algum tempo não faço este tipo de post, mas acho que é altura, pois todos os dias ou aparecem, ou descobrimos por nós mesmos novos blogues, com novos motivos de interesse...Pois é, apresento-vos o blog Lada Lotus, o projecto de dois "loucos": Fernando Bueno e Adriano Ricciardi, com a assistência técnica de Alexandre Garcia. Podem acompanhar a evolução deste projecto no blog deles, e quanto a mim, eu lhes tiro o chapéu por querem fazer esta loucura. Deste lado do Atlântico, desejo-vos sorte, e já têm um fã!
De facto, sem Formula 1, isto não tem tanto sabor. Tirando as noticias de "silly-season", onde se tenta adivinhar para que lado cai Fernando Alonso, os vários blogueiros da nossa praça tentam animar um pouco, arranjando projectos que atiçam o nosso interesse...
Entretanto, Ivan Capelli decidiu criar o Super Triunfo Campeões da Formula 1, um jogo de cartas cujo beralho é constituido por... pilotos de Formula 1. Desde Domingo que ele coloca duas cartas por dia, no total de 32. 29 delas serão de pilotos Campeões do Mundo, enquanto que os restantes três serão de "campeões sem coroa", que entrarão por mérito. Suspeito que esses três serão Ronnie Peterson, Gilles Villeneuve e Striling Moss... pelo menos, eram esses que escolhia. Ao menos, podemos imprimir o baralho todo, para jogarmos com os amigos, não é?