Mostrar mensagens com a etiqueta Armstrong. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Armstrong. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

WRC: M-Sport apresenta a sua equipa para 2026


A M-Sport apresentou esta segunda-feira a sua equipa para a nova temporada do WRC, com uma aposta clara no futuro e na juventude, com os irlandeses Josh McErlean e Jon Armstrong. Com esta dupla de pilotos - e respectivos navegadores - a formação liderada por Richard Millener prepara-se para enfrentar o exigente Rali de Monte Carlo com ambição e o objetivo de provar que a juventude é o motor ideal para o sucesso no palco mundial.

A M-Sport tem sido reconhecida por trazer jovens talentos para o pináculo do WRC e tenho a certeza de que estes rapazes que reunimos este ano seguirão esses passos. E é ótimo ter dois pilotos jovens, dois co-pilotos jovens, ter o Josh e o Owen [Tracy, o navegador] de volta na equipa e o Jon e o Shane [Byrne, também o navegador] a subir da categoria Rally 2. Vai ser muito emocionante”, começou por dizer Millener, na apresentação. 

Mais adiante, ele falou um pouco como é liderar a M-Sport: 

Costumo dizer que não sei se é mais difícil cuidar dos meus próprios filhos ou destes rapazes. Depende do rali, acho eu. Mas eu não lhes posso dizer como pilotar. Eles são melhores pilotos do que eu, nós estamos aqui para tentar dar-lhes o melhor carro e a melhor equipa à volta deles para os ajudar a fazer o que precisam de fazer, e dar-lhes o apoio ao longo de toda a temporada. Este é apenas o início de um ano muito longo. Portanto, queremos sair daqui com um resultado sólido para nos pôr a andar.


Para Jon Armstrong, que se estreia num Rally1 em Monte Carlo, e com uma carreira feita no Rally2 e até... nos simuladores, estes dias serão de grande desafio, num ambiente totalmente novo.

É definitivamente um sonho tornado realidade. Mas vai ser um grande desafio. Sabíamos disso ao vir para aqui e temos apenas de tentar desfrutar de cada passo do caminho e tentar ganhar o máximo de quilometragem possível. Mas claro, estamos no auge do desporto e a competição à nossa volta é muito, muito boa. São os melhores do mundo.",. começou por afirmar o piloto irlandês. 

"Por isso sim, espero que sejamos aprendizes rápidos e no final do Monte Carlo teremos uma boa ideia de onde estamos e isso prepara-nos para o resto do ano. Por isso sim, somos rapazes cheios de sorte e é graças à M-Sport e à Motorsport Ireland Rally Academy. Todos os que nos apoiam para estarmos aqui e vamos aproveitar ao máximo”, continuou.

É um evento muito exigente. Na verdade, é a minha primeira vez que faço o Rali de Monte Carlo. Portanto sim, fazê-lo num Rally 1 é um grande desafio e apenas temos de focarmos-nos realmente no que podes controlar, como fazer bons reconhecimentos, tirar boas notas e vamos ver que tempo faz, e tentar fazer boas escolhas de pneus. Veremos como corre. Mas é muito difícil saber no que nos focarmo-nos até estarmos no meio da ação. E as primeiras especiais na noite de quinta-feira nas montanhas serão exigentes, mas dar-nos-ão uma boa ideia.”, concluiu Armstrong.

Na sua segunda temporada de Rally 1, Josh McErlean espera fazer desta temporada de 2026 uma que aplique aquilo que aprendeu na temporada passada, para obter melhores resultados: “Acho que fazer 14 rondas do Campeonato do Mundo de Rali faz-te crescer muito depressa. Obviamente, no ano passado a começar a temporada foi uma experiência e tanto. Por isso, estar de volta para uma segunda temporada completa com a equipa é incrível e sinto-me muito honrado por estar nesta posição. Portanto, espero que possamos colocar toda a aprendizagem do ano passado em boas performances este ano e ter uma boa temporada”, disse.


O WRC começa no final da semana em Monte Carlo, debaixo de neve e gelo, nas estradas alpinas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Youtube Rally Video: Os testes de Jon Armstrong para Monte Carlo

O irlandês Jon Armstrong é o mais novo recruta da M-Sport para a temporada de 2026. Ao lado de Josh McErlean, ele irá guiar o Ford Puma Rally1 ao longo desta temporada, a começar pelo rali de Monte Carlo, e já se prepara nas estradas dos Alpes para o primeiro embate entre os carros de Rally1.

O video dos testes é do Passats de Canto. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

WRC: M-Sport confirma irlandeses McErlean e Armstrong para 2026



A M-Sport, que produz os Puma Rally1 do WRC, confirmou que terá uma dupla irlandesa para 2026. Josh McErlean e Jon Armstrong serão os pilotos para a próxima temporada, que correrá a tempo inteiro. Armstrong substituirá o luxemburguês Gregoire Munster, enquanto Armstrong vem do ERC, onde foi vice-campeão em 2025.

"Poder competir em mais uma temporada neste nível significa muito para mim. Estou com uma mentalidade completamente diferente em comparação com o ano passado; me sinto mais forte, mais focado e pronto para enfrentar o desafio que tenho pela frente", disse McErlean após o anúncio oficial. 

"Obviamente, estou muito grato por ter a oportunidade de pilotar na categoria Rally1. É algo para o qual venho trabalhando desde muito jovem, então poder competir no mais alto nível do rali é realmente um sonho realizado", afirmou Armstrong, na apresentação.

Falta saber sobre o destino de Munster e sobretudo, o letão Martins Sesks. A M-Sport afirma que falarão sobre eles em breve, mas fala-se que Munster, pelo menos, estará no Monte Carlo de 2026, apesar de ir participar no Dakar ao lado de Jourdan Serderidis. Já Sesks, que correu em cinco ralis em 2025, é provável que esteja a juntar apoios na sua Letónia natal para poder correr a tempo parcial na M-Sport. 

Quanto a Armstrong, triunfou nos dois últimos ralis da temporada no Europeu deste ano, um feito para alguém que começou a correr ainda adolescente na sua Irlanda natal. Vencedor do ERC3 em 2023, no ano a seguir, passou para a M-Sport, num Ford Fiesta Rally2. Para além disso, é consultor na Codemastars e foi campeão virtual de ralis em 2018.  

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Neil Armstrong e a Formula 1

Que Neil Armstrong, morto este sábado aos 82 anos, foi um herói para todos nós, isso é claro. De uma certa forma, é o melhor exemplo de um "nerd" bem sucedido, pois somente um entendido em engenharia é que poderia compreender e manobrar uma máquina tão frágil como o Módulo de Comando, que colocou a ele e a Edwin "Buzz" Aldrin na Lua, naquele já distante 20 de julho de 1969. O feito da Missão Apollo deve ser um dos - senão o mais bem conseguido - feito de engenharia do século XX.

Contudo, desconhecia o tamanho do impacto de Neil Armstrong, especialmente numa engenharia do qual nunca colocou os pés: no automobilismo, especialmente na Formula 1. Claro, colocar um homem no Espaço e noutro corpo celestial não tem nada a ver com a ciência de "conseguir leveza e  depois acrescentar velocidade", nas palavras de Colin Chapman. Mas tem um principio em comum: o de superar obstáculos que aparentemente parecem ser impossiveis. E muitos do que hoje em dia trabalham no automobilismo começaram a interessar-se pela engenharia devido à missão Apollo. Como Ron Dennis, que em 1969 tinha 22 anos e era um aprendiz de mecânico na Brabham, e que fez um tributo ao astronauta americano:

Fiquei triste por saber da morte de Neil Armstrong, o primeiro homem a chegar à Lua", começou por dizer Dennis, de 64 anos. "O feito de Armstrong e os seus colegas continua a ser o maior triunfo de engenharia que o mundo viu, contra todas as probabilidades. Foi - e continua a ser - inspirador para toda uma geração. É um feito que me inspirou. Em 1969, quando Armstrong disse as icónicas palavras 'um pequeno passo para o Homem, um grande salto para a Humanidade', tinha 22 anos e trabalhava como técnico na industria automobilistica. Armstrong mostrou-me, tal como muitos outros, de que à nossa maneira, temos de nos 'atrever a tentar' - e esse atrever a tentar que permanece um mantra na McLaren até aos nossos dias.", concluiu.

De uma certa forma, todos os que trabalham nas engenharias foram inspirados pelo programa Apollo e pela corrida espacial dos anos 60 e 70, entre americanos e soviéticos. E mesmo que nem todos os engenheiros formados tenham ido parar à industria aeroespacial, muitos acabaram na industria automotiva, também competitiva e também de ponta, com objectivos e feitos que à partida eram classificados como "impossiveis".

Este tributo de Ron Dennis é de facto dos mais inesperados. Mas vindo de quem vêm, não me surpreende.

sábado, 25 de agosto de 2012

The End: Neil Armstrong (1930-2012)

Qualquer pessoa que faz algo pela primeira vez, que realiza um sonho da Humanidade, torna-se automaticamente o nosso herói. Mesmo que depois faça coisas infames, ou depois se torne numa pessoa reclusiva, como foi o caso de Neil Armstrong. O primeiro homem a pisar a superfície de outro corpo celestial, no já distante ano de 1969, mais concretamente a 20 de julho, morreu esta noite aos 82 anos. Estava doente há algum tempo, tendo sido operado no inicio do mês para um "bypass" coronário.

Neil Alden Armstrong nasceu a 5 de agosto de 1930 num sitio chamado Wapakoneta, no estado do Ohio. Apaixonado pela aviação, voou na Guerra da Coreia e depois se tornou piloto de testes,  nomeadamente o X-15, o primeiro avião a passar a atmosfera. Em 1958, é criada a NASA, como reação ao lançamento do primeiro foguetão para o Espaço por parte dos soviéticos, o Sputnik. Curiosamente, Armstrong não foi um dos sete primeiros astronautas escolhidos para o programa Mercury e Gemini, retratados anos depois por Tom Wolf no livro "The Right Stuff", que depois virou filme: Alan Shepard, John Glen, Scott Carpenter, Walter Schirra, Gus Grissom, Gordon Cooper e Deke Slayton. Destes, apenas Glen - fez agora 91 anos - e Carpenter estão atualmente vivos. 

Entrou no programa na segunda leva, em 1962. A sua primeira missão foi o Gemini 8, em 1966, e aos poucos participou no passo seguinte, que foi a missão Apollo, que consistia em colocar um ser humano noutro corpo celestial, a Lua. Logo em 1967 soube que iria comandar a missão Apollo 11, desconhecendo-se ainda se esse seria a tal que pousaria na Lua.

Nessa altura, houve um episódio que marcou a sua aptidão para a liderança: em 1966, durante os testes de ensaio para a aterragem e descolagem do módulo lunar, houve uma avaria a poucos metros do solo. Armstrong, na sua calma, tentou controlar o módulo até quase ao último momento, antes de se ejectar, deixando o módulo estatelar-se e explodir no solo. Isso foi um dos motivos pelo qual ele foi escolhido para ser o comandante de missão: pela sua calma e sangue frio.

Em abril de 1969, a NASA anunciou a Apollo 11 e o resto do mundo ficou a saber que aquela iria ser a tripulação que iria fazer a primeira aterragem na Lua: Neil Arnstrong, o comandante, "Buzz" Aldrin, o piloto, e Michael Collins, que ficaria no Módulo de Comando e iria orbitar à volta da Lua. Tudo iria começar dali a três meses, a 16 de julho e se tudo corresse bem, iriam pousar no dia 20.

Para a história, tudo correu bem, mas quando se ouve da boca dos astronautas, parece que foi mais um milagre. Quando se ouve que Armstrong esteve a menos de dez segundos de ficar sem gasolina no momento da aterragem do "Eagle" na Lua, antes de poder dizer "A Águia alunou". Aliás, a resposta a essa frase foi: "Rapazes, algum do pessoal aqui em Houston já começava a ficar azul de tanto suster a respiração". Para terem uma ideia de que até que ponto estiveram perto do desastre.

O resto é história. Ninguém se esquecerá das palavras dele: "Um pequeno passo para o Homem, um salto de gigante para a Humanidade". Aliás, será sempre recordado por essa frase, e pelo facto de ter feito sonhar gerações inteiras. Afinal de contas, ele é o homem que realizou um dos mais velhos sonhos da Humanidade: pisar outro corpo celestial.

Mas o que ele não esperava era a reação que isso iria causar. Multidões estavam à espera deles quando chegaram à Terra. Tiveram um acolhimento de heróis, algo do qual não estavam muito preparados para isso. Foram recebidos um pouco por todo o mundo durante 45 dias, deram milhares de autógrafos, numa tourneé digna das grandes estrelas "rock". Isso foi demais para o calmo e timido Armstrong. De facto, podia ser calmo e frio em situação de limite, mas era tímido e reclusivo no dia-a-dia. Reformou-se da NASA em 1971 e tornou-se professor de Engenharia Aeroespacial na Universidade de Cincinati, na sua Ohio natal durante oito anos.

Anos depois, voltou a estar na ribalta quando fez parte da comissão de inquérito para o desastre do Challenger, em 1986, liderada pelo antigo secretário de estado William P. Rogers sobre os motivos do desastre, ocorrido a 28 de janeiro daquele ano. Ele, Rogers, Chuck Yeager (o primeiro homem a passar a barreira do som e nunca foi astronauta), Sally Ride, que em 1983 se tinha tornado na primeira mulher astronauta (e que morreu no mês passado, aos 61 anos) e o professor Richard Feynman descobriram que o Challenger explodiu devido às deficiências no sistema de foguetões que propulsionava o vaivém especial, algo que tinha havido avisos, logo, poderia ter sido evitado.

Depois disso, desapareceu de cena. Não dava autógrafos desde 1994, as suas aparições eram raras e as suas declarações também. Aparecia sempre que a NASA comemorava qualquer aniversário da Apollo 11, como foi em 2009, quando chegaram aos 40 anos da alunagem. E no ano seguinte, quando o Space Shuttle se retirou de vez depois de quase 30 anos de bons serviços, criticou a administração Obama pelo facto da NASA não ter quaisquer objetivos para alcançar nos próximos anos ou décadas, como o regresso à Lua ou a ida a Marte. 

Agora, aos 82 anos de idade, partiu definitivamente para as estrelas, provavelmente para provavelmente o lugar onde queria estar. O homem foi-se, fica a humanidade. Ars lunga, vita brevis

terça-feira, 28 de junho de 2011

Youtube Music Weirdness: Metal Blues



Só este final de semana é que conheci os videos de Andy Rehfeldt, um musico americano que se dedica a fazer versões estranhas - e bem hilariantes - de várias das musicas que deram nas vistas na segunda metade do século que passou. E digo estranhas porque... já imaginaram ver, por exemplo, Frank Sinatra e Louis Armstrong a cantarem em Death Metal? Ou então, vamos imaginar... Iron Maiden a cantar "The Trooper" em Bossanova, ou Lady Gaga a cantar "Poker Face" em... Polka Metal? Pois é, esta personagem conseguiu isso tudo. E até nem fica muito mal, na verdade.

Pelo menos, é um bom motivo de risada neste final de dia.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A estrela cadente do automobilismo: Gunnar Nilsson

Quando falei na semana passada sobre a doença de Dean Stoneman, o campeão da Formula 2 de 2010, recordo-me do comunicado oficial no seu site, afirmando que iria recorrer à inspiração de atletas de eleição como Lance Armstrong, que conseguiu se salvar após ter sofrido em 1996 de uma maleita semelhante, este mais grave e do qual tinha cerca de quarenta por cento de hipóteses de sobrevivência. Como é sabido, ele não só viveu para contar a história como pelo meio venceu sete vezes seguidas a Volta à França, numa carreira longa - apesar de uma interrupção entre 2006 e 2009 - que terminou no final da semana passada na Austrália, aos 39 anos de idade.

Um cancro deste tipo, que normalmente afeta homens vindos da Escandidávia - o bisavô de Armstrong nasceu na Noruega - é muito mais raro em africanos, e hoje em dia, caso o tratamento comece cedo, tem uma hipótese de sobrevivência muito perto dos cem por cento. Ou seja, é um cancro curável e sem grandes sequelas. Aliás, dependendo do tratamento, muitos dos que sofrem a doença normalmente voltam a ter filhos.

Contudo, há pouco mais de trinta anos, não era assim. Tanto mais que quem conhece a história do automobilismo se recordará de Gunnar Nilsson, um excelente piloto sueco que teve apenas dois anos na Formula 1 para mostrar o que valia até que um cancro testicular o fez definhar e acabar por o matar um ano após a sua deteção. E é a sua carreira e o seu legado que falo hoje no Pódium GP, bastando que sigam este link.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Extra-Campeonato: Olha só quem vai voltar?

Ah pois! Lance Armstrong, ciclista americano, sete vezes vencedor da Volta a França, anunciou ontem, algo inesperadamente, que voltará à competição em 2009, para tentar ganhar uma oitava vez o Tour.
Armstrong, agora com 36 anos, retirou-se da competição em 2005, depois da sua sétima vitória no Tour. Exemplo do ciclista perfeito, com uma inabalável vontade de ganhar, sofreu um cancro grave nos testículos em 1996, que se tinha espalhado pelo cérebro e pelos pulmões, e no qual os médicos lhe deram 50 por cento de sobrevivência. Contrariando todas as expectativas, não só ficou curado do cancro, como voltou mais forte do que nunca, vencendo a prova velocipédica mais importante do Mundo por sete vezes, de 1999 a 2005.

Se ele conseguir um oitavo Tour, vai ser certamente uma das maiores "comebacks" desde dos tempos do Michael Jordan. Tem alma!