As corridas da Indy Lights em Indianápolis são sempre emocionantes - e por vezes são uma amostra do que acontecerá na corrida maior, no domingo. Foi o que aconteceu esta tarde, quando os britânicos Dean Stoneman e Ed Jones lutaram na última volta pela vitória. E acabaram por pouco mais de... dois milésimos de segundo entre eles. Com vantagem para Stoneman.
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sexta-feira, 27 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de março de 2015
A foto do dia
Esta imagem espectacular aconteceu esta tarde no circuito de Jerez. O carro que não se consegue identificar nesta foto é o DAMS do britânico Dean Stoneman, ue sofreu um forte acidente na curva 7 do circuito andaluz, depois de perder o controlo do seu carro da World Series by Renault (WSR). O golpe de vento fez com que batesse fortemente num dos muros de proteção, mas o ricochete foi de tal forma violento que ainda bateu no outro lado da pista, antes de parar.
Stoneman foi para o centro médico do circuito, por precaução, mas já se encontra bem. E a equipa até afirma que o carro é recuperável para correr amanhã, caso queiram.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Uma vitória com significado
Dean Stoneman venceu este domingo a segunda corrida da GP3 em Barcelona. Para quem ouviu este nome só agora, pode não significar nada, mas quem conhece este piloto há muito mais tempo, sabe que este britânico de 23 anos deve ter comemorado ontem uma das vitórias mais saborosas da sua carreira. É que este piloto, campeão da Formula 2 em 2010, esteve fora das pistas por dois anos para curar um cancro testicular, algo que trinta e cinco anos antes, matou outro automobilista, o sueco Gunnar Nilsson.
No inicio de 2011, depois de Stoneman ter vencido a competição e ter ganho o direito a testar um Williams de Formula 1, com bons resultados, detectaram-lhe um cancro, que "congelou" a sua carreira. Na altura, todos confiavam que o tratamento que iria efetuar o colocaria bom e o regresso às pistas seria breve. "Os especialistas fizeram o diagnostico precoce e estamos confiantes de que ele vai fazer uma recuperação completa, com tratamennto programado para começar de imediato", começava por dizer na altura o comunicado oficial no sitio do piloto.
"Dean está determinado a vencer a doença e já está se inspirando em heróis desportivos como Lance Armstrong, para voltar às pistas o mais rápido possível", concluiu.
Na altura, Stoneman estava escalado para correr na Lotus Junior Team da World Series by Renault, ao lado de Daniel Ricciardo, mas esses planos foram deitados fora em detrimento da sua saúde. A batalha durou cerca de dois anos, até que os médicos pudessem dar "luz verde". Em 2013, ele regressou aos monolugares, primeiro ao volante de um Porsche, no Carrera Cup britânico, vencendo cinco corridas, e no final do ano, na GP3 da Koiranen Bros, conseguindo um segundo lugar em Abu Dhabi.
Na altura, escrevi isto: "Resta saber se ainda vai a tempo de vos mais altos, como a Formula 1. Mas é bom saber que superou aquela que foi a mais difícil competição da sua vida. Certamente que regressará com mais força e confiança." Pois bem, parece que está realmente de volta. A vitória na segunda corrida de Barcelona, depois de um sétimo posto na primeira corrida, demonstra que a sua vida deu um circulo completo. E provavelmente deverá ter sido das mais saborosas de todas. Mas acho que seria ainda mais ótimo se voltasse a trilhar o caminho para a Formula 1.
Acho que seria uma excelente recompensa por tudo o que passou.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
O regresso de Dean Stoneman
Stoneman, atualmente com 23 anos - nasceu a 24 de julho de 1990 em Croydon - teve uma carreira interessante, especialmente na Formula Renault britânica, onde foi vice-campeão em 2007. Em 2010, passou para a Formula 2, onde conseguiu vencer seis corridas e conseguir mais sete pódios, terminando a temporada com 284 pontos, vencendo com alguma folga. No final daquele ano, como recompensa pela vitória, deu algumas voltas ao volante de um Williams de Formula 1, fazendo tempos interessantes.
Se ele pensava no (ainda) herói do ciclismo americano, outros recordavam do caso do piloto sueco Gunnar Nilsson, que 33 anos antes, no final de 1977, tinham-lhe dado um diagnóstico semelhante. Mas na altura, as hipóteses de sobrevivência eram relativamente escassas e após um ano de tratamentos, Nilsson sucumbiria à doença a 20 de outubro de 1978, com 30 anos de idade. Por causa disso, a sua família instituiu uma fundação com o seu nome, e os fundos ajudaram a fazer com que a mortalidade deste tipo de cancro baixasse para niveis mínimos. Hoje em dia, um cancro testicular é curável.
Este ano, após dois anos de tratamentos, Stoneman regressou ao ativo, guiando no Porsche Carrera Cup Great Britain, onde acabou por vencer cinco corridas e terminar no quinto lugar do campeonato. Mas essa não foi a competição do qual fez o seu regresso: na realidade, ele o fez... nos barcos! O pai de Stoneman foi piloto de barcos no Reino Unido, e ele fez recuperação ativa. No final do ano, um teste com um Porsche, ao lado de Tim Harvey, fez com que optasse pela competição britânica, antes de passar para a GP3.
Nos dias a seguir à corrida, fez um teste com o carro e conseguiu ficar com o melhor tempo na primeira sessão de testes, demonstrando que estava totalmente recuperado da sua enfermidade, e não tinha perdido a velocidade que o colocou entre os melhores pilotos da sua geração.
Resta saber se ainda vai a tempo de vos mais altos, como a Formula 1. Mas é bom saber que superou aquela que foi a mais difícil competição da sua vida. Certamente que regressará com mais força e confiança.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
A estrela cadente do automobilismo: Gunnar Nilsson
Quando falei na semana passada sobre a doença de Dean Stoneman, o campeão da Formula 2 de 2010, recordo-me do comunicado oficial no seu site, afirmando que iria recorrer à inspiração de atletas de eleição como Lance Armstrong, que conseguiu se salvar após ter sofrido em 1996 de uma maleita semelhante, este mais grave e do qual tinha cerca de quarenta por cento de hipóteses de sobrevivência. Como é sabido, ele não só viveu para contar a história como pelo meio venceu sete vezes seguidas a Volta à França, numa carreira longa - apesar de uma interrupção entre 2006 e 2009 - que terminou no final da semana passada na Austrália, aos 39 anos de idade.Um cancro deste tipo, que normalmente afeta homens vindos da Escandidávia - o bisavô de Armstrong nasceu na Noruega - é muito mais raro em africanos, e hoje em dia, caso o tratamento comece cedo, tem uma hipótese de sobrevivência muito perto dos cem por cento. Ou seja, é um cancro curável e sem grandes sequelas. Aliás, dependendo do tratamento, muitos dos que sofrem a doença normalmente voltam a ter filhos.
Contudo, há pouco mais de trinta anos, não era assim. Tanto mais que quem conhece a história do automobilismo se recordará de Gunnar Nilsson, um excelente piloto sueco que teve apenas dois anos na Formula 1 para mostrar o que valia até que um cancro testicular o fez definhar e acabar por o matar um ano após a sua deteção. E é a sua carreira e o seu legado que falo hoje no Pódium GP, bastando que sigam este link.sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
A nova corrida de Dean Stoneman
Já ouvi falar de Dean Stoneman no ano passado, quando corria na Formula 2. O talento dele foi mais do que suficiente para vencer o campeonato de 2010, com seis vitórias, e ter a chance de testar o chassis da Williams de Formula 1, onde ficou no olho dos dirigentes da equipa para o cargo de terceiro piloto.Pois bem, o piloto de vinte anos (nasceu a 24 de Julho de 1990) vai ser forçado a fazer uma pausa em 2011. A razão? Foi-lhe diagnosticado um cancro nos testículos.
"Os especialistas fizeram o diagnostico precoce e estamos confiantes de que ele vai fazer uma recuperação completa, com tratamennto programado para começar de imediato", começa por dizer o comunicado no sitio oficial do piloto.
"Dean está determinado a vencer a doença e já está se inspirando em heróis desportivos como Lance Armstrong, para voltar às pistas o mais rápido possível", concluiu. Stoneman iria correr na World Series by Renault 3.5, depois de uma primeira experiência na Junior Lotus Team, nas duas últimas corridas do ano, em Barcelona.
A história de Stoneman faz-me lembrar de imediato a de Gunnar Nilsson, mais de trinta anos antes. Mas segundos os médicos, a probabilidade do final ser diferente da do infeliz piloto sueco é grande. Caso o tumor seja detetado de forma precoce, a percentagem de cura ronda os noventa por cento, e claro, isso não é impeditivo de ter filhos, caso queira tê-los algum dia.
Só podemos torcer pelo melhor, e esperar que retome a sua carreira.
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