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domingo, 3 de maio de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 4, Miami (Corrida)


Quatro semanas sem Formula 1, graças a fatores externos à competição - ironicamente, o recomeço iria ser na América - e o pessoal dentro tinha os seus próprios problemas. Eles tinham saído de Suzuka a discutir o que aconteceu entre Ollie Bearman e Franco Colapinto, e cacharam que era a altura de mexer nos carros, para evitar tanto o "lift and coast", soluções provisórias para aquilo que muitos consideram como um erro sério nos novos regulamentos.

Contudo, com o resto do mundo preocupado com outras coisas, o regresso da Formula 1 ao calendário parecia que iria ser algo para dar uma ideia de normalidade. Mas... nos dias anteriores à corrida, começaram a se preocupar com o tempo. É que estava uma tempestade prevista na hora da partida... e as chances de cancelamento eram bem grandes, porque se havia trovoada, segundo os regulamentos locais, todas as atividades desportivas teriam de ser paradas. E mais uma corrida não realizada seria muito má para a Formula 1. 

Ao longo do fim de semana, os organizadores e a FOM falaram uns com os outros para tentarem encontrar uma solução, numa competição onde a agenda era bem carregada - tinha corrida sprint no sábado - até que na noite de sábado para domingo, na Europa, decidem adiantar a partida em três: das 16 para as 13 horas, ou 18 horas, no fuso horário de Londres e Lisboa. 

Assim sendo, no dia da corrida, o tempo estava encoberto, mas as ameaças de chuva eram bem menores que os previstos, e todos esperavam que, depois da qualificação, onde Andrea Kimi Antonelli conseguiu mais uma pole-position, a corrida fosse suficientemente bom para esquecer as polémicas mais antigas e mais recentes.  


Quando as luzes se apagaram, Antonelli, o poleman, manteve a liderança nos primeiros metros, antes de Max ter sido mais rápido e ficado na frente... por alguns metros. Porque perdeu o controlo do carro e fez um pião, felizmente, sem que ninguém tocasse, para manter o controlo. Com isso, caiu para oitavo e o beneficiado era Charles Leclerc, com Antonelli atrás e os McLaren. Lewis Hamilton perdeu também algumas posições, para sexto, na frente do Alpine de Franco Colapinto.

Quem também perdeu algum tempo foi o Audi de Nico Hulkenberg, que tinha a asa danificada e ia para as boxes. 

George Russell passou Oscar Piastri para ser quarto na volta dois, e indo atrás de Lando Norris, que fazia volta mais rápida uma atrás da outra, para tentar apanhar Antonelli. Este apanhava Leclerc e na quinta volta, o italiano tentou apanhar o monegasco, sem sucesso. Contudo, algumas curvas mais tarde, o piloto da Mercedes levou a melhor, ficando com o comando. Mas pouco depois, o piloto da Ferrari reagiu e regressou à liderança.


Na sexta volta, enquanto estas coisas aconteciam, Isack Hadjar e Pierre Gasly bateram um com o outro, um francês eliminando outro, com liam Lawson também a ser envolvido no incidente. Hadjar, que tentava recuperar lugares do fundo da grelha, estava furioso com o fim prematuro da corrida, enquanto Gasly arrastava-se até ao final do pelotão. Com isto, o Safety Car entrava na pista pela primeira vez.

Max aproveitava a ocasião para ir às boxes e trocar de pneus, para duros. Gasly e Liam Lawson levaram os seus carros para as boxes, e de lá não mais saíram. Pouco depois, Nico Hulkenberg também parava de vez, aumentando as desistências para quatro. 

A corrida recomeçou na volta 12, com o tempo ainda a aguentar-se, e com Leclerc na frente de Norris, Antonelli, Piastri e Russell. Este tentou passar o australiano da McLaren, e não conseguiu. Na frente. Norris tentava apanhar o piloto da Ferrari, mas este mostrava-se difícil. Contudo, na volta 13, Norris conseguiu passar o monegasco e era o novo líder da corrida. Poucas curvas depois, Antonelli passou também Leclerc e ficou com o segundo posto.

Norris tentava afastar-se de Antonelli, a cerca de 1,5 segundos de diferença entre os dois, com o tempo aparentemente a piorar - previa-se chuva a partir da volta 25 - enquanto Max Verstappen estava a passar carro a carro. No final da volta 18, Max era oitavo, depois de passar o Williams de Carlos Sainz Jr. 

Na volta 21, Russell foi às boxes para trocar de pneus, enquanto Colapinto deixa passar Max para que ele seja sétimo. A seguir, Leclerc foi também às boxes, trocar para duros e a regressar atrás do piloto da Mercedes. 

Na volta 28, Antonelli passou Norris e foi atrás de Max, com pneus mais frescos e não durou muito até ele ficar com o comando do Red Bull do neerlandês. Norris fez a mesma coisa na volta seguinte, para ser segundo. Agora, ambos tinham cerca de um segundo e meio de diferença. Não muito longe deles, e sem ainda ter parado, Franco Colapinto era quarto. O tempo piorava, mas não chovia, o que poderia imaginar que, afinal de contas, esta poderia ser uma corrida seca. O argentino acabvou por mudar de pneus, caindo para oitavo. 

Na frente, era um duelo à distância entre Antonelli e Norris, com uma diferença de segundo e meio entre ambos. Em quinto. lutando um contra o outro, George Russell tinha Oscar Piastri nos seus calcanhares e tentou evitar a ultrapassagem o mais possível, mas na volta 36, o australiano passou-o. Entretanto, Antonelli aguentava as incursões de Norris, que se aproximava e queria ter a sua chance para atacar a liderança, mas estando no ar perturbado da traseira do Mercedes, não era fácil. 

Piastri conseguiu apanhar Max para ser quarto e depois disso, começou a aproximar-se de Leclerc para ver se conseguia ficar no pódio. Contudo, as voltas começavam a acabar para que o australiano pudesse apanhá-lo, e ele não estava suficientemente próximo para tentar alguma ultrapassagem.

Na última volta, enquanto Antonelli ia a caminho da meta para triunfar na frente dos McLarens, havia drama na Ferrari, quando Charles Leclerc sofria um problema no seu carro, causando um pião e perdendo nos metros finais dois lugares para Russell - que tinha danos na asa dianteira! - e Verstappen, para ser sexto, os dois na frente do piloto monegasco, que tinha tentado aguentar os ataques de ambos os carros, pois tinha, aparentemente, danos do seu Ferrari. Hamilton, Colapinto, Sainz e Albon ficaram com os restantes lugares pontuáveis.


E assim acabava a corrida de Miami, com uma corrida que evitou a chuva e em compensação, viram Antonelli, que agora tinha três vitórias seguidas, e cem pontos, parecendo-se mostrar como candidato ao título. Quem diria!

A Formula 1 manter-se-á nas Américas, para a próxima corrida... dentro de duas semanas, em Montreal. 

PS: Os comissários da Formula 1 viram a última volta de Leclerc depois do pião e deram-lhe 20 segundos de penalização, depois dos "corta-matos" que ele fez por causa do carro danificado no toque contra a parede. Por causa disso, Leclerc caiu para oitavo, beneficiando Lewis Hamilton e Franco Colapinto.

Noticias: GP de Miami adiantado em três horas


A FOM e a organização do GP de Miami decidiram esta madrugada que a corrida acontecerá amanhã pelas 13 horas locais, três horas antes do previsto, para evitar as perturbações que o mau tempo poderia causar e que poderia levar ao cancelamento da prova.

"Após discussões entre a FIA, a F1 e a promotora de Miami, foi tomada a decisão de adiar o início do Grande Prémio de Miami deste domingo para as 13h00 locais de Miami, devido à previsão de chuvas mais intensas ao final da tarde, perto da hora originalmente prevista para o início da corrida.", diz a Formula 1 no seu comunicado oficial.

A decisão acontece por causa, não tanto pelo estado do tempo em si, mas por causa das leis locais que, em caso de mau tempo - especialmente trovoadas - obrigam a que todos os eventos desportivos sejam interrompidos. E para uma competição que está a ter uma temporada bem agitada, com os cancelamentos das corridas do Bahrein e da Arábia Saudita, ter mais perturbações no calendário seria um pouco demasiado, e também seria má publicidade à Formula 1.

Assim sendo, em vez de ser pelas 21 horas de Lisboa, passa a ser mais cedo, pelas 18 horas, e terá o italiano Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, na pole-position. 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Meteo: O tempo anda complicado em Miami


O regresso da Formula 1 à ação, depois de um mês de ausência, poderá ser atribulado. O GP de Miami, no próximo 3 de maio, domingo, tem, em termos de meteorologia, uma possibilidade alta de tempestade na zona de Miami, que pode colocar a corrida em risco.

Se na sexta-feira e sábado, o tempo estará com céu azul e calor, com temperaturas na ordem dos 28ºC e humidade superior a 80 por cento, para domingo, as coisas estão complicadas. Trovoadas fortes estão previstas a partir do meio dia, e as chances de chuva terão um mínimo de 40 por cento, mas as chances poderão aumentar para 80 por cento na hora da corrida.

A temperatura andará pelos 27ºC.

Com isso, o risco de caos para essa corrida poderá ser grande. Não tanto para a corrida sprint que vai acontecer no sábado, mas para um domingo do qual os carros não estão preparados para um tempo molhado. No ano passado, a chuva caiu no sábado, durante a corrida "sprint", e foi complicado. 

domingo, 4 de maio de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 6, Miami (Corrida)


Domingo chegou a Miami, na Florida, com o tempo baralhado: alertas de tempestade, até de tornados, e todos de olho para o tempo para saber que tipo de corrida iriam ter. Muitos ainda tinham na cabeça o que tinha acontecido no dia anterior, onde tinha sido um "baralha e volta a dar", mas quem conhece mais ou menos os ambientes tropicais, sabe que a chuva tem hora para cair, e demora muito pouco tempo. E nessa altura do ano, apesar de algumas dessas coisas podem ser vistas ao longo do final de semana, com dramatismo, a maneira como a corrida é programada faz com que de chuva... só apareçam as nuvens como espectadoras. 

Mas claro, independentemente das condições meteorológicas, havia outras ideias em mente. Uma delas é saber, com a McLaren já ter mostrado ser capaz de ser melhor a concorrência, principalmente em condições de corrida, seria suficiente para, por exemplo, superar Max Werstappen, que saía da grelha na primeira posição. Tinham o ritmo, mas o neerlandês da Red Bull era o seu maior obstáculo. 



Na partida, Max conseguiu manter o comando, com Antonelli em segundo, conseguindo ficar na frente de Piastri. Norris ficou pior, caindo para oitavo. Mas pior, pior, ficou Jack Doohan, que acabou parado na berma da pista, causando um Safety Car Virtual no final da primeira volta. No final, descobriu-se que ele tinha tocado em Liam Lawson na primeira curva, com o chassis do australiano cedeu alguns metros adiante. 

Max continuou na frente da corrida, com Piastri a conseguir passar Antonelli para ser segundo, numa altura em que surgiu o primeiro alerta de chuva, que poderia acontecer dali a 15 minutos. Os alertas foram dados e ao olhar para os céus, o cinzento estava a ficar progressivamente carregado. Atrás, Norris começou a recuperar lugares, com ele a passar Russell na volta sete, e veio ao ataque de Antonelli, destinado a não deixar escapar nem Piastri, nem Max. Duas voltas depois, enquanto na frente, Piastri está colado a Max, Norris passou Antonelli e chega a terceiro.

Nas voltas seguintes, Piastri atacou fortemente Max, mas o neerlandês conseguia defender-se bem da liderança. Ambos tinham um ritmo tão grande que por alturas da volta 13, já tinham mais de 2.2 segundos sobe Morris, em terceiro, e 4,5 sobre Antonelli, o quarto. No inicio da volta 14, Piastri atacou novamente, e na travagem, Max travou mais tarde e deixou espaço para o australiano passar e ficar com a liderança. Demorou, mas foi.


Mas Max não teve descanso: logo a seguir, apareceu Norris, que começou a atacar forte e feio o neerlandês. O piloto da Red Bull começou a defender-se da forma mais legal possível, Mas na volta 17, o britânico passou o neerlandês, para ficar com o segundo posto... mas Max recuperou o lugar algumas curvas depois. E ao mesmo tempo que esta batalha continua, as nuvens se aproximavam... os pingos começaram a cair na volta 19. Mas por essa atura, houve as primeiras paragens nas boxes, colocando duros em pilotos como Nico Hulkenberg e Lance Stroll.

Norris passou por fim Max na volta 21, para ser segundo, e numa altura em que Piastri já tinha uma vantagem de 9,1 segundos sobre o seu companheiro de equipa. A vantagem diminuiu entre os pilotos da McLaren, mas todos estavam, especialmente, à espera de possíveis chuviscos. Por esta altura, aquilo que a Red Bull queria fazer era tentar parar o mais tarde possível, e na saída, ficar na frente dos Mercedes, que corriam em quarto e quinto. O neerlandês foi às boxes na volta 27, e regressou na sétima posição, dois lugares na frente de Antonelli.

Na volta 28, a segunda desistência da corrida: o motor de Oliver Bearman quebrou e ele abrandou numa berma, suficiente para um Safety Car Virtual. Piastri entrou nas boxes na volta seguinte, durante esse período, seguido por Norris, Russell e Leclerc. Não aconteceram muitas grandes mudanças, mas Antonelli, no regresso à pista, era mais lento que o Williams de Alex Albon para ser quinto, ao mesmo tempo que Carlos Sainz Jr passava Charles Leclerc para ser sétimo. Era uma tarde discreta para os Ferrari, oitavo e nono nesse momento.

Na volta 33, terceira desistência da corrida, com a paragem do Sauber de Gabriel Bortoleto, e com isso, nova entrada do Safety Car Virtual. Tudo regressou ao normal uma volta depois, onde nessa altura, por exemplo, Lewis Hamilton e Charles Lecler passaram Carlos Sainz Jr na luta por essa posição. Mas Hamilton ia quase apanhar o seu companheiro de equipa na tentativa de o passar no final da reta da meta.

Na volta 39, a corrida de Liam Lawson acabou, depois do toque da primeira volta com Doohan. Os estragos não foram suficientes para manter o ritmo em relação ao resto do pelotão. Era a quarta desistência nesta prova.

Depois disso, a ação tinha abrandado bastante, com os pilotos da McLaren a começarem a andar perto um do outro, com 6,3 segundos entre eles por alturas da volta 43. Max começou a atacar Russell para o terceiro posto, porque era essa a única chance para algo significativo, porque Russell estava a mais de 26,4 segundos dos McLaren. Atrás, os Ferrari começaram a trocar de posições entre eles para tentar apanhar Andrea Kimi Antonelli para ser sexto. uma coisa era certa: nenhum deles estava a apanhá-lo, e para... não melhorar as coisas, Sainz Jr, agora em nono, não se afastava de ambos.


Contudo, na frente, apesar de Norris se aproximar do piloto australiano, Piastri parecia ter tudo controlado e ia a caminho daquilo que poderia ser a sua terceira vitória na temporada. Quando aconteceu, mostrava ao mundo que apesar da concorrência, em termos de dupla de pilotos e ritmos de corrida, os carros de Woking são os melhores.

Agora a Formula 1 parte para a Europa, onde andarão por lá até setembro, com uma pequena ida ao Canadá no mês que vêm.         

sábado, 3 de maio de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 6, Miami (Qualificação)


Depois de duas semanas de ausência, a Formula 1 chegava a paragens americanas, a sua primeira estadia - as outras duas acontecerão mais tarde no calendário - mas a chegada da competição ao parque de estacionamento do estádio do Miami Dolphins acontecia numa altura em que o competição está ao rubro, com os McLaren a darem o seu melhor, com Max Verstappen também a dar o seu melhor com o Red Bull, ainda por cima na semana em que nasceu a sua filha. Interessantemente, ela nasceu - ou foi mostrada ao mundo - num dia 1º de maio... 

E antes das atividades começarem, duas grandes novidades: a apresentação das cores da Caddilac, aproveitando as cores clássicas americanas - branco com riscas azuis escuras - e o anuncio que a Formula 1 ficará em Miami até... 2041. Mais 15 anos! Pelos vistos, começamos a ver o calendário para... não o meio do século, mas sim para o inicio do século XXII... caso exista, claro. 

Com um tempo chuvoso na altura da Sprint Race, onde muitas coisas interessantes aconteceram. A começar pela pole-position de Kimi Antonelli e a confusão debaixo de chuva, com os McLaren a levar a melhor e Lewis Hamilton a ser bom nas  orridas de Sprint, com outro pódio, em contraste com o despiste de Charles Leclerc na volta de aquecimento... 

Mas depois dessa corrida, e da chuva passar, era a altura de algo mais interessante: a qualificação para a corrida principal. E claro, o programa tinha de continuar. Pode ter sido no final do dia, mas isso não impediu que as pessoas ficassem nas bancadas, mesmo vendo outras coisas como a F1 Academy, a corrida das garotas.

Com ameaças de chuva para essa hora, apensar da pista seca, a qualificação começou com calor e asfalto quente. As grandes dúvidas eram saber se Charles Leclerc e Fernando Alonso teriam os carros reparados depois dos acidentes na corrida Sprint, mas os mecânicos fizeram os seus esforços para conseguirem tal coisa. a tempo das luxes verdes, embora Alonso acabou por ter uma nova caixa de velocidades. 

Os pilotos andaram as primeiras voltas com pneus usados, antes de irem novamente com moles novos. O primeiro destaque foi Kimi Antonelli, ainda no hype do dia anterior, mas Max Verstappen foi o primeiro a entrar no segundo 26. Piastri aproximou-se do tempo do piloto da Red Bull enquanto Lando Norris ficou longe na sua primeira tentativa. 

A segunda parte desta Q1 acabou com Max a manter a posição na grelha, com 1.26,870, seguido do McLaren de Piastri, antes de Lando Norris melhorar com 1.26,955 e George Russell em quarto, com Hamilton a andar no limite, antes do oitavo posto e de ter ficado safo do pior, tal como Yuki Tsunoda, que conseguiu aqui o nono melhor tempo. Assim sendo, na parte da "fava" calhou o Sauber de Nico Hulkenberg, os Aston Martin de Fernando Alonso e Lance Stroll, o carro de Pierre Gasly e o Haas de Oliver Bearman.

Poucos minutos depois, passou-se para a Q2. A temperatura continuava alta, mas isso não impediu que os pilotos fossem logo para a pista, com Max Verstappen a fazer a primeira volta lançada, começando a sua participação nesta sessão no segundo 26, seguido dos Williams de Alex Albon e Carlos Sainz. Oscar Piastri, Lando Norris e Kimi Antonelli suplantaram os tempos de Max Verstappen e as referências iam se aproximando do segundo 25, com o australiano a conseguir 1.26,269, na frente do seu companheiro de equipa. 

Na parte final, com Piastri nas boxes, descansado da vida - e a poupar um jogo de pneus - Norris foi para a pista para marcar um tempo melhor. Na parte final, Russell foi o primeiro a marcar um tempo, que acabou por ficar 306 centésimos de Piastri, e ninguém melhorou o seu tempo suficiente para o tirar dali. Em contraste, Lewis Hamilton conseguiu apenas o 12º tempo, ficando de fora da Q3, na companhia dos Racing Bulls de Isack Hadjar e Liam Lawson, do Sauber de Gabriel Bortoleto e do Alpine de Jack Doohan.

E claro, estamos na Q3, a fase final da qualificação.

Esta começou com os pilotos a irem para a pista pouco depois do seu começo, para marcar os seus tempos. Os primeiros a marcarem em tempo foram Esteban Ocon, e depois, Yuki Tsunoda. A cerca de oito minutos do final, Max marcou 1.26,492 e foi para o topo da tabela, na frente de Piastri, que conseguiu um tempo 16 centésimos inferior, e depois Norris, que consegue... 1.26,495. Mais três milésimos!

Os Williams ficaram atrás deles, em quarto e quinto, antes da Mercedes marcar tempos, com Antonelli a conseguir 1.26,735. Russell fez 1.27,173.


Na parte final, a situação foi a seguinte: Max foi mais agressivo e consegue 1.26,204, Piastri não melhorou e Norris consegue um tempo 65 centésimos mais lento, ficando com o segundo posto, batendo Piastri. Antonelli consegue o terceiro melhor tempo, batendo o australiano e os Williams, com Alex Albon na frente de Carlos Sainz Jr. Russell depois melhorou, conseguindo o quinto melhor tempo. 

Pequeno detalhe: de primeiro para Charles Leclerc, o oitavo, a diferença foi de 550 centésimos. 

E foi assim a primeira qualificação em terras americanas. Resta saber como será amanhã, na tropicália floridiana: se a chuva será algo a ter em conta ou... nem por isso.  

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Formula E: Félix da Costa quer brilhar em Miami


Depois de dois meses de ausência, a Formula E regressa à competição neste final de semana com a realização da ronda americana, no circuito oval de Homestead, na Florida. Na Porsche, depois do mau resultado na ronda anterior, em Jeddah, António Félix da Costa espera que agora, na ronda americana, uma década depois de ter corrido na mesma cidade, que sete fim de semana, as condições sejam as ideais para brilhar e continuar a lutar pela liderança do campeonato. 

"Finalmente estamos de volta depois de uma pausa de dois meses.", começou por falar. "Obviamente neste período trabalhámos muito no simulador, com a equipa, de forma a melhorar a nossa performance. Eu gosto muito de correr nos Estados Unidos, onde a paixão pelo desporto automóvel é sempre especial, portanto sinto-me com muito motivação para este fim-de-semana.", continuou. 

"É um regresso da Fórmula E a Miami, mas agora no Homestead Speedway, uma pista que eu não conheço, mas todos nós pilotos, estamos com muita vontade de correr neste lendário circuito. Vamos procurar ser agressivos e fortes desde a qualificação, para estarmos em posição na corrida de trazer um pódio para casa, este é o nosso objectivo!", concluiu.

A Fórmula E utilizará uma versão do traçado de Homestead, com 3551 metros, a ser corrido no sentido oposto ao relógio. Esta pista combinará o circuito interno com partes do oval externo. O traçado contará com quinze curvas e o "attack mode" está posicionado na curva 4, anterior a uma reta, que será certamente um dos pontos privilegiados de ultrapassagem na corrida.

O programa começará na sexta-feira com os treinos livres, e no sábado, logo pela manhã, com nova sessão de treinos livres, seguida da qualificação, que determinará a grelha de partida. A corrida tem lugar no final de Sábado, com a transmissão em direto a partir das 18:50, horário de Lisboa, tanto no Eurosport 2, como na Dazn 5.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

A(s) image(ns) do dia




A cada quatro anos, a eleição presidencial americana é a mais seguida do mundo. Dois partidos, o Democrata e o Republicano, escolhe o seu candidato e a campanha acontece ao longo do ano para na primeira terça-feira de novembro, mais de 300 milhões de eleitores cumpram o seu dever, para escolher, não o seu presidente, mas... os delegados para um Colégio Eleitoral de 538 votos, onde ali, quem tiver uma maioria de 270, será eleito presidente. E a ansiedade de oito mil milhões de pessoas está nos píncaros, porque o destino do mundo está dependente... desta democracia. A cada quatro anos. 

Isto é um pequeno resumo de algo mais complicado. Para muitos, é o destino do mundo que está nas mãos deles. Esta eleição termina nesta terça-feira, mas se calhar... a contagem de votos poderá não acabar na quarta-feira, até poderá arrastar para o resto da semana, aumentando o nervosismo dos americanos... e do mundo.

Mas então, o que a Formula 1 tem a ver com isto? Como tudo na vida, todos são tocados por ela, direta ou indiretamente. Um exemplo? Kamala Harris, a atual vice-presidente e a candidata do Partido Democrata, anunciou que gosta de ver Formula 1 quando pode.   

Numa entrevista feita no inicio de outubro ao programa de Howard Stern, na rádio Sirius XM, a candidata do Partido Democrata admitiu que adora Formula 1: "é fantástica - nós adoramos, toda a família adora". 

Questionada se o seu entusiasmo pela Fórmula 1 era uma "coisa de campanha", ela respondeu: "Oh, Deus não! Mais recentemente, não tenho podido assistir porque estou em campanha. Além disso, depende também onde são as corridas, o momento do dia”. Com ela a referir que Lewis Hamilton é o seu piloto favorito, ela mostrou-se estar dentro da atual situação do marcado de pilotos, e ainda deu um conselho ao radialista: "Ele vai deixar a Mercedes. Deveria ver [a Formula 1], pode ficar viciado, é fantástico".

Não é a primeira vez que presidentes e ex-presidentes aparecem nos circuitos. No infame GP de Dallas de 1984, marcado pelo enorme calor que se fez sentir naquele fim de semana, para além do asfalto destruído à volta do circuito de Fair Park, há a história de, no dia da corrida, Stirling Moss se apresentou a um dos espectadores VIP, o ex-presidente Jimmy Carter, ao que ele mesmo ficou surpreso por não saber quem ele era, como era admirador das suas façanhas como piloto!

Este ano já tivemos Donald Trump em Miami, nas boxes da McLaren, a convite de Zak Brown, onde foi cumprimentado pelos pilotos da equipa, numa movimentação que dividiu opiniões, como costuma acontecer no caso dele. 

Fazendo parte da Liberty Media, uma companhia americana, com três Grandes Prémios no calendário, o único país que tem tantas corridas, e com todo o "hype" por causa do "reality show" da Netflix "Drive to Survive", seria inevitável que a Formula 1 seria um assunto que até candidatos presidenciais fariam a sua aparição. Foi assim em 2024, e se calhar no futuro, aparecerão mais ocasiões onde da Formula 1 entrará no discurso de quaisquer candidatos, não importa o partido. É apenas um oportnidade para aparecer... ou são os gostos das pessoas. Até os politicos as têm.

terça-feira, 11 de junho de 2024

Noticias: Anunciado o calendário para 2025


A Formula E anunciou o seu calendário para a temporada 2024-25, e este será o maior de sempre. Depois das 16 corridas nesta temporada, agora terão 17, com os regressos de Jacarta, na Indonésia, um novo traçado em Miami, na Florida - regressam pela primeira vez numa década - e a ronda do Mónaco é dupla. E pela primeira vez em três temporadas, a competição arranca em dezembro, na cidade de São Paulo, antes de rumarem para a Cidade do México. 

Para além disso, há uma vaga por preencher, a 8 de março - o rumor poderá ser uma pista urbana na Tailândia - a ronda de Tóquio acontecerá mais tarde, em maio, mas estará junta com as rondas de Xangai e Jacarta, e a competição terminará em Londres, a 26 e 27 de julho. Miami substituirá Portland como a corrida americana, e acontecerá no circuito de Homestead, numa pista que poderá usar parte da oval.

Achamos que é um circuito muito bom, adequado ao nosso estilo de corrida”, disse o CEO da Fórmula E, Jeff Dodds, em declarações à Autosport britânica.

O nome Miami que vem com ele, para uma audiência televisiva global, o nome Miami é um grande atrativo, talvez um atrativo maior do que cidades como Portland.”, concluiu.

A próxima temporada da Formula E terá o novo carro de corrida Gen3 Evo, que será testado em público, sendo 36 por cento mais rápido do que o atual Gen3. O calendário definitiwo será mostrado no outono, na reunião do Conselho Mundial da FIA.

domingo, 5 de maio de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 6, Miami (Corrida)



A Formula 1 chega à primeira de cinco paragens nas Américas, e a primeira de três nos Estados Unidos. E ao contrário do que já conseguiu fazer como na Ásia, colocando as corridas num grupo - a exceção é Singapura, ainda em setembro - a Formula 1 ainda irá a aquele lugar em junho, outubro e novembro, não poupando as viagens a aqueles lugares. 

Miami é caloroso, húmido e... desinteressante. Ainda por cima, com a Sprint Race, com a ideia dos organizadores de encher o fim de semana, por muito que publicitem que é tudo emocionante, e que o encham de celebridades, é um pouco o espelho dos nossos tempos: muito aborrecido, porque estamos numa altura de domínio de Max Verstappen. Mesmo que soubemos a noticia da saída de Adrian Newey, o homem que desenhou os carros da Red Bull desde 2006 e ajudou nos títulos de Sebastian Vettel, entre 2010 e 2013.


Max, como sempre, era o poleman. Mas os Ferraris de Charles Leclerc e Carlos Sainz Jr. estão a seu lado, dispostos a aproveitar se ele cometer algum erro, ou se a máquina o deixe ficar mal. Quanto às paragens: uma a duas, com médios a começar, antes de trocarem para duros, e levá-los até ao final. Bottas era o único que partia de moles. 

E no meio de tantos famosos, o mais interessante - e polémico - foi Donald Trump, o ex-presidente e candidato republicano à presidência nas eleições deste ano. Entre sessões de tribunal, tirou um domingo para ir de Mar-el-Lago para as boxes da McLaren, onde falou com Zak Brown os manda-chuvas da FOM e da FIA. A exigir a entrada da Andretti? A exigir o regresso das grid-girls? Que dêm a Super-Licença a Kimi Antonelli? A exigir que a Formula 1 seja uma prova "all-american"? Em suma, é a Florida no seu melhor.

   

Na partida, Max largou bem e foi-se embora, mas Leclerc largou mal e Sainz Jr. ficou com o lugar. Checo queimou a travagem e quase ia bater em... Verstappen! O monesgasco recuperou e ficou com o segundo posto, com o espanhol a perder o lugar para Oscar Piastri. Em quatro voltas, o neerlandês conseguiu quase dois segundos de vantagem para a concorrência. E se calhar, no quesito "liderança", parece ser um assunto resolvido. Porque atrás, Oscar Piastri ameaçava o segundo posto de Leclerc e conseguiu passá-lo. Atrás, Lewis Hamilton lutava pelo sétimo posto com o Haas de Nico Hulkenberg. Ele passou na sétima volta, mas pouco depois, falhou a travagem e perdeu o lugar para o alemão. Demorou algum tempo, mas o britânico voltou ao lugar. 

Depois, começou-se a falar na hipótese de falsa partida da parte de "Checo", o que poderá ser interessante para a classificação. Mas nada tinha sido decidido na volta 11, quando Alex Albon foi às boxes, o primeiro a ir. Stroll e Sargent foram os pilotos a seguir, mudando de médios para duros. Hulkenberg e Gasly na volta 13, também para trocar de médios para duros. 

Por esta altura, o grande interesse era a luta entre Lando Norris e Sérgio Pérez, tudo pelo quinto posto. As coisas resolveram-se na volta 18 quando o mexicano foi para as boxes, trocando para duros. Duas voltas depois, foi Leclerc, terceiro, a ir às boxes, para a troca de pneus para duros. O monegasco regressou entre os Mercedes, na sexta posição.

E de repente, objetos na pista foram vistos onde não deviam e o Safety Car Virtual foi chamado. Demorou o mínimo possível, e quando regressou, Max aproveitou e foi para as boxes, trocar para duros. Regressou em quarto e dispôs-se a apanhá-los, antes que eles fossem às boxes. 

Mais algumas voltas e...  um conhecido nosso apareceu nas bocas do mundo: Logan Sargent. A batida no Tec-Pro, nas primeira curvas da volta foi suficiente para que o Safety Car entrasse, com Norris na frente de Max, com Piastri nas boxes a trocar de pneus e regressar na quarta posição. Quando regressou a corrida, Norris aguentou Max e manteve a liderança, sem mudanças nos lugares seguintes. O neerlandês ficou um pouco para trás, pressionado pelos Ferrari. Piastri pressionou Sainz Jr. e ficou em quarto.

Contudo, o mais interessante é que com o passar das voltas, Norris começava a ser mais rápido - no limite, mas mais rápido - e o piloto da McLaren conseguia afastar-se de Max. Com 38 voltas completadas, o britânico já tinha dois segundos de avanço.    

A luta é agora entre Oscar Piastri e Carlos Sainz Jr, um McLaren contra Ferrari, os velhos tempos da Formula 1. As coisas chegaram ao ponto de na volta 40, o espanhol passou o australiano ao ponto de a asa do McLaren ficou danificada, e as chances de pontuar iam pelo ralo abaixo. 

À medida que as voltas se aproximavam do final, todos viam que não só Norris aguentava, como se afastava do piloto da Red Bull. Quatro segundos na volta 44, a 13 do final, e cinco segundos na 50, parecia que a McLaren estava a ter o seu dia na Florida. E nas boxes, claro, todos estão nervosos.


No final, foram 7,6 segundos a diferença entre o piloto da McLaren e o da Red Bull, e pela primeira vez, Norris comemorava uma vitória. E claro, mais uma vitória para a McLaren, a primeira desde... 2021. É muito tempo. Bem-vindo ao circulo dos vencedores, Lando Norris! Uma das vitórias mais populares dos últimos tempos numa Formula 1 cheia de domínios.

E agora, rumo à Europa para um resto de primavera e verão naquelas paragens.        

sábado, 4 de maio de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 6, Miami (Qualificação)


A Formula 1 chega à primeira das cinco paragens norte-americanas, e a primeira de três paragens nos Estados Unidos, com um paradoxo: uma Red Bull dominadora no número de vitórias e com Max Verstappen, dominador, se calhar a caminho de mais um título mundial, o quarto consecutivo. Mas uma equipa que está m processo de desintegração, com o anuncio nesta semana da saída de Adrian Newey, o projetista que desde 2006 está a desenhar os melhores carros do pelotão, que em dois períodos diferentes, conseguiu pelo menos sete títulos de pilotos e outro tanto de Construtores, primeiro com Sebastian Vettel, e agora, com Max Verstappen.

E claro, com ele fora, começou uma espécie de leilão, do qual se calhar, já tem vencedor: a Ferrari. Mas é ver para crer. 


E mesmo que esta tarde, Max tenha ganho com toda a calma do mundo a Sprint Race, o seu estado de espírito é o de cautela: 

Não foi totalmente perfeito [a vitória], ainda temos algum trabalho a fazer e, pelo menos, com o novo formato, ainda podemos afinar um pouco o carro para a qualificação. Mas uma vitória é boa – há algumas coisas a melhorar”, disse o neerlandês da Red Bull.

Depois de uma corrida de sprint onde houve mais do mesmo... e mais alguns toques e polémicas - o Aston Martin de Lance Stroll estava ainda em reparações na hora de começo da Qualificação - os pilotos prepararam-se para a a Q1 debaixo de um calor tropical. O primeiro a sair foi Logan Sargent - rumores insistentes falam que esta pode ser a sua última corrida... - mas os primeiros a marcarem tempo foram os Ferrari de Carlos Sainz Jr. e Charles Leclerc, com o espanhol a ser o melhor, 1.28,159, 14 centésimos mais rápido que o monegasco.

Mas logo a seguir, Max Verstappen foi para a pista e marcou um tempo de referência para os outros: 1.28,023. Não demorou muito até que Sainz Jr alcançar marca melhor, com 1.27,937. Mas pouco depois, Sérgio Pérez fez ainda melhor, marcando 1.27,772. Estava a ser interessante... 

Nos minutos finais, Logan Sargeant, Pierre Gasly, Kevin Magnussen, Zhou Guanyu e Alexander Albon estavam sob pressão, uma vez que eram os pilotos que ocupavam as posições de eliminação. Ali, Max conseguiu 1.27,689, enquanto Daniel Ricciardo - que tinha feito um excelente qualificação na Sprint - não conseguiu bater o tempo de Logan Sargeant na sua última tentativa, sendo eliminado, assim como o piloto norte-americano da Williams. A acompanharem os dois estavam os Sauber de Valtteri Bottas - eliminado por... 10 centésimos - Zhou Guanyu e Kevin Magnussen, no seu Haas.

Poucos minutos depois, começou a Q2, e provavelmente era a parte mais interessante da qualificação. Max foi dos primeiros a marcar um tempo, com pneus médios usados. Se o tempo o colocou na frente da tabela de tempos, mais tarde os Ferrari, especialmente o de Charles Leclerc, fez um tempo melhor, com a marca de 1.27,533, seguido pouco depois dos McLaren de Oscar Piastri e Lando Norris.

Na parte final, com a última tentativa dos pilotos, ninguém rodou mais rápido do que Leclerc, com 1.27,533, mas Lewis Hamilton saltou para o segundo posto, ficando a 164 centésimos do monegasco que será seu companheiro de equipa em 2025. Logo depois, o tempo foi batido por Max Verstappen, que manteve uma margem de 33 centésimos para o piloto da Ferrari.

Atrás, no "corte", Lance Stroll ficou para trás, mas de modo surpreendente, o outro Aston Martin, de Fernando Alonso, também ficou de fora, e ambos fizeram companhia a Alex Albon, Pierre Gasly e Esteban Ocon. Em constraste, Yuki Tsunoda e Nico Hulkenberg foram à Q3. 

E chegamos à parte final desta qualificação. 

Esta classificação começou com Lewis Hamilton a ser o primeiro piloto a completar a volta rápida no circuito, mas perdeu muito tempo durante a sua tentativa. Isso deu uma chance a Max Verstappen a ser o mais rápido na primeira volta rápida, com a marca de 1.27,241, com uma vantagem de 141 centésimos para Charles Leclerc e 214 centésimos para Carlos Sainz, que pareciam estar na luta pela pole position.

Nos McLaren, com pneus médios montados no carro de Lando Norris, Oscar Piastri foi o piloto mais rápido, ocupando o quarto posto no final das primeiras tentativas, seguindo-se Sergio Pérez e Norris. George Russell era sétimo. 

Na parte final, Charles Leclerc não melhorou na última volta rápida, mantendo-se as quatro primeiras posições inalteradas nesta última tentativa. Isto significou que Max voltava a ser o poleman, aliás, o único piloto que alcançou a pole nesta temporada, até agora.


Agora, espera-se pelo dia da corrida, que provavelmente não será muito emocionante. A não ser que a Red Bull tenha um mau dia...

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Meteo: Tempo tropical para Miami


É semana de Grande Prémio, e o tempo previsto para Miami poderá ser bem tropical, com sol, calor... e chuva.

Com temperaturas a rondar os 28 graus ao longo do final de semana, e com humidade à volta dos 65 por cento, a chuva poderá aparecer na sexta-feira, durante a tarde, enquanto no sábado, não está prevista a sua aparição. Quando ao dia de domingo, as chances de chuva são baixas, na ordem dos 30 por cento, mas a cinco dias do Grande Prémio, é um cenário que ainda não está plenamente confirmado.

Em suma, é um tempo tipicamente tropical, aquele que os pilotos esperam neste final de semana.   

terça-feira, 23 de abril de 2024

A imagem do dia



A Ferrari anunciou esta terça-feira que no GP de Miami, no fim de semana de 5 de maio, andará com uma pintura especial para assinalar os 75 anos da sua presença nos Estados Unidos. E a pintura será azul e branca, as cores usadas pelos carros americanos até 1968, altura em que a FIA liberalizou as pinturas nos carros, abandonando as cores nacionais. 

Calha também que em 2024 passam 60 anos sobre o título conquistado por John Surtees, alcançado no México, e cujos carros - ele e o seu companheiro, Lorenzo Bandini - usaram nas duas últimas corridas dessa temporada. 

Segundo conta a Scuderia no comunicado oficial, ela descreve estas cores como "fazendo referência à rica herança da Ferrari e que se mantém na memória dos fãs".

Não foi a única vez que a Ferari participou na Formula 1 sob outras cores. Equipas-cliente de outros países correram com máquinas de Maranello. Um bom exemplo foi a Ecurie Francochamps, que pintou os seus carros de amarelo - as cores belgas - para pilotos como Paul Frére, Williy Mairesse ou Olivier Gendebien (na primeira foto, durante o GP da Bélgica de 1961)   

O que poucos sabem é que estas cores existiram por causa de uma birra de Enzo Ferrari.

A história é simples: quando a FIA decidiu não homologar o seu modelo de Le Mans, o 250 LM, como um GT, o Commendatore decidiu que iria deixar de correr com o vermelho, símbolo de Itália, e iria correr com as cores americanas, através do seu importador, a NART, do seu ex-piloto e importador para os Estados Unidos, Luigi Chinetti. Isso porque a CSAI, a entidade automobilística italiana, não o apoiou nas suas pretensões de homologação do 250 LM.

A ameaça foi cumprida depois do GP de Itália, em setembro, onde John Surtees acabou por vencer, com os carros a serem pintados com as cores americanas nas corridas finais. Ali, o britânico conseguiu dois segundos lugares, garantido o título na ronda final, na pista mexicana. Pouco depois, Ferrari conseguiu o que queria e foi buscar a sua licença italiana para continuar a competir, pintando os seus carros de vermelho em 1965... e adiante.  

terça-feira, 9 de maio de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: As comunicações de Miami

O primeiro fim de semana americano foi algo aborrecido, existiram expectativas não cumpridas e Max Verstappen acabou com todas as dúvidas existentes sobre se tinha algum problema com ele ou com o seu carro, especialmente com aquele "stint" de duros que praticamente funcionou por três quartos de corrida e o fez chegar de nono para primeiro, sem ser incomodado.

Assim sendo, eis uma seleção de comunicações ao longo do fim de semana da parte deles em Miami.  

domingo, 7 de maio de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 5, Miami (Corrida)


Chegados ao domingo, com o "paddock" cheio de pessoas e a pista de famosos que se passeiam pelos carros com as câmara atrás deles só para serem "mostrados"  embora alguns gostem mesmo disto - Miami preparava-se para tudo, desde pilotos imprevisíveis ao tempo imprevisível. Choveu forte durante a noite e isso foi o suficiente para tirar a camada de borracha que havia na pista, logo, a aderência tinha ficado reduzida a... pouco mais de nada. 

Logo, mais uma dificuldade para pilotos e máquinas.

Mas quem estava a ter um bom momento era Sérgio Pérez. Partindo da pole, parecia que estava a correr em casa, com o apoio "local" - a enorme comunidade hispânica na Florida, não só os mexicanos - mas também porque aproveitou muito bem os maus momentos de Max Verstappen e Charles Leclerc, que estão muito atrás dele, e parecia que colocava a sua "lança em África", pelo menos, no campo de quem estava a ser o melhor na luta interna na Red Bull. 

Contudo, tinha a seu lado um veteraníssimo, Fernando Alonso, que repetia pela segunda vez o segundo lugar na grelha e claro, queria mostrar que estava a guiar um carro tão bom como o Ferrari e melhor que o Mercedes, por exemplo. E Carlos Sainz Jr, o terceiro, também tinha ambições no lugar mais alto do pódio. 

À medida que a hora se aproximava, olhava-se para o céu para saber se a chuva iria ou não marcar presença na pista. Mas os radares indicavam que provavelmente... não.


A partida foi calma, com Pérez a afastar-se de Alonso, enquanto Max tentava chegar-se à frente o mais depressa possível, passando Leclerc e sendo sexto. Ainda mais atrás, Nyck de Bries e Logan Sargent envolviam-se numa colisão, com ambos a ficarem com as duas últimas posições, e o americano, o último posto e uma passagem pelas boxes para contabilizar os estragos. 

Ao fim de 10 voltas, o neerlandês já era quarto, passando Russell e Gasly, e parecendo imparável com a sua condução, pois queria chegar aos primeiros postos o mais depressa possível, fazendo constantemente a volta mais rápida. Curiosidade: ele rodava de pneus duros...


Atrás, Charles Leclerc tinha um problema: era oitavo e não conseguia passar... o Haas de Kevin Magnussen! Bem tentava, mas o dinamarquês reagia bem e mantinha o lugar com unhas e dentes. E enquanto acontecia isso, na volta 14, Max já tinha passado Sainz Jr e era terceiro, com Alonso na sua frente. Já tinha dito que ele andava de duros, certo? Certo. 

E logo depois, o neerlandês passava o asturiano e o segundo posto era dele. Agora, sabia que o mexicano... não iria ceder. Tinha de o ir buscar pelo seus próprios meios. E por esta altura, as primeiras paragens, com Russell e Leclerc os primeiros a parar. Na bolta 21, foi a vez de Checo a parar, ele que tinha médios, deixando o comando a Max. E Sainz Jr saiu das boxes com tanta pressa para chegar à pista que... excedeu a velocidade. E claro, teve alguns segundos de penalização, numa altura que tinha passado Hulkenberg e tentava desembaraçar-se de Hamilton. Quando a Alonso, apenas na bolta 24 tinha ido às boxes e Max... ainda não.

A partir deste momento, o interesse deixou de ser tanto. De facto, aconteciam lutas entre pilotos, mas com Max na frente e a aproveitar o mais que podia dos duros, parecia que iria parar apenas uma ocasião, o mais tarde que puder, para colocar médios... ou moles. E na volta 30, Alonso já era terceiro, aproveitando a ida às boxes de Gasly e a ultrapassagem ao seu compatriota madrileno, que já tinha perdido o quarto posto para o francês da Alpine. Mas suas voltas depois, Sainz Jr já voltava ao quarto lugar... para depois perder para Gasly. Parecia ser interessante! 

No meio disto tudo, Leclerc era um pálido 13º, incapaz de se safar do enredo - ou inferno - do meio do pelotão.


Max parou nas boxes na volta 45, a 13 do fim, deixando o comando para Checo, e parecia que iriamos saber em que volta o neerlandês recuperaria a liderança. Meteu médios e partiu para o ataque, o piloto numero 1. E demorou duas voltas, primeiro para recuperar o comando e depois, ir embora e resolver o assunto de vez. Até à meta. 

Até lá, o que se pode afirmar é que os Mercedes, com Hamilton a conseguir uma corrida de recuperação, chegando a sexto, duas posições abaixo de Russell, que acabou em quarto. Enquanto isso, Alonso está mais uma vez no pódio, o quarto em cinco ocasiões, e consolida o seu terceiro lugar no geral. 


A única coisa que se pode afirmar como "jogada de mestre" da parte do neerlandês, que andou quase 40 voltas com o mesmo jogo de pneus e saiu do fundo para chegar ao primeiro posto. E é com jogadas dessas que se fazem campeões. E Max é um deles. Simples. 

Semana que bem, em Imola, provavelmente veremos a mesma coisa.         

Formula 1 2023 - Ronda 5, Miami (Qualificação)


Miami é daqueles locais onde a paisagem é famosa, e do qual existe gente que gosta de ter automóveis em círculos. O tempo é abafado, mas quente, as pessoas são acolhedoras e o mar está ali à esquina. E para quem cresceu a ver "Miami Vice", há 40 anos, sabe que existe uma tradição automóvel por lá. Logo, quando o dono de uma das equipas de futebol da cidade - não, não foi o David Beckham - decidiu ceder o seu parque de estacionamento para lá construir um circuito, a Formula 1 aproveitou muito bem a oportunidade. E claro, até elaboraram um cenário para o efeito. Com iates e água... a fingir. 

Contudo, o cenário para o fim de semana poderia ser o de água... a sério, com chuva a cair a potes no momento da corrida. E da última ocasião em que aconteceu há umas semanas, houve... inundações. Ou seja, água a sério no lugar da água a fingir. Sim, a ironia está espalhada na cara de toda a gente.

Com o tempo seco, mas com calor, a qualificação começou com Alexander Albon a ser o primeiro piloto em pista, mas foi Nico Hülkenberg quem arriscou mais. O piloto alemão saiu de uma das curvas com a traseira do Haas mais ‘solta’ e a falhar o muro por centímetros. Mas o carro ficou inteiro e continuou.

Max Verstappen abriu as hostilidades com o registo de 1.28,306, e a concorrência reagiu e o neerlandês teve de se aplicar novamente, acabando com 1.27,363. Pelo caminho, mais alguns incidentes, como um onde Lewis Hamilton se envolveu, ao ter de tomar uma manobra evasiva que o levou quase a bater no muro, porque encontrou o Haas de Kevin Magnussen quase parado na última curva do traçado quando preparava a volta rápida. A direção de corrida fez saber que o incidente foi anotado por possível impedimento (mas depois nada fez em termos de penalizações). 

Mas nenhum dos dois ficou para trás na Q2. Os que "ficaram com a fava" foram os McLaren de Oscar Piastri e de Lando Norris - primeiras surpresas! - o Alpha Tauri de Yuki Tsunoda, o Aston Martin de Lance Stroll - segunda surpresa - e o Williams de Logan Sargeant.

Passado à Q2, a qualificação continuava com os mesmos na frente. Max começava a fazer o seu caminho, mas a menos de dois minutos do final da Q2, Charles Leclerc passou para a frente da tabela de tempos, com 1.26,964, com resposta imediata de Max Verstappen, fazendo 1.26,814. Nessa altura, os Mercedes também tentaram a sua sorte... e tinham razão para isso. George Russell melhorou o seu anterior registo, passando à Q3 no 10º posto, enquanto Lewis Hamilton foi apenas o 13º e ficava para trás. Fazendo companhia ao Williams de Alexander Albon, o Haas de Nico Hülkenberg, o Alfa Romeo de Zhou Guanyu e o Alpha Tauri de Nyck de Vries.


E chegados à Q3, era a parte mais interessante desta qualificação. Isso se sabia, mas o que aconteceu... superou expectativas. 

Primeiro, as voltas rápidas abortadas por Max Verstappen e depois, o erro de Charles Leclerc que perdeu o controlo do Ferrari e bateu nas proteções do traçado obrigando à suspensão da Q3 e final antecipado. Na primeira tentativa abortada, o neerlandês quase perdeu o controlo da traseira do seu RB19, e teve de largar o pé do acelerador, para evitar consequências desagradáveis. Quem também desperdiçou a primeira volta, falhando o ponto de travagem numa das curvas do traçado de Miami, fora Charles Leclerc, não marcando tempo. Assim, Pérez estava na frente, seguido de... Fernando Alonso. 

E com todos sobre brasas, os últimos dois minutos eram os de "vai ou racha". E para o monegasco... rachou. Lelcerc perdeu o controlo do SF-23, bateu nas barreiras TecPro e a direção de corrida decidiu pelo final antecipado. E Max - acompanhado por Bottas - sem marcar tempo, era apenas nono. E Pérez comemorava a pole, a sua primeira do ano. Sainx Jr era o terceiro, e tinha a seu lado... o Haas de Kevin Magnussen, que tinha a sua melhor posição na grelha de sempre, na frente de Pierre Gasly e George Russell.


Agora, neste domingo, iremos saber como será esta corrida, neste "baralhar a voltar a dar". E como será, com as tais previsões de chuva? Irá ser decisivo ou não? Se calhar não, mas nunca se sabe... 

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: As (atribuladas) origens de Miami

Este fim de semana a Formula 1 faz a primeira das três visitas aos Estados Unidos - se formos ver o continente americano, no geral, serão seis - e Miami será o primeiro local onde os carros de Formula 1 rodarão por lá.

Contudo, o local tem tradição automobilística, mas chegar até aquele momento não foi fácil. Existiu projetos anteriores que não deram certo, e quando se deu luz verde para a corrida, existiram "lobbies" para evitar que a corrida se realizasse, alegando custos e o ruído. E o Josh Revell, que agora anda a fazer dois vídeos por semana - pelo menos - para alimentar o seu canal do Youtube, decidiu contar a história sobre o "como chegamos até aqui", do qual vale a pena ver.  

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Noticias: O tempo em Miami poderá ser tempestuoso


O final de semana de Miami poderá ser de tempestade. Segundo o boletim meteorológico previsto, haverá calor... mas muita chuva. E naquele local, há algumas semanas, uma chuva forte chegou ao ponto de inundação.    

Para sexta-feira, tudo normal: 29ºC de temperatura, menos de 10 por cento de chances de chuva. Mas será no sábado e domingo que as coisas podem complicar-se, porque aí, as chances aumentam. Por agora, é de 20 por cento, mas estamos ainda a meio da semana. Apesar de isto não ser suficiente para por todos em alerta, a chance de chuva repentina é bem grande naquele lugar.  

E não sei se tem a ver com a previsão do tempo - não creio - mas informações atualizadas da organização falam que há muitos lugares a preencher e por causa disso, os bilhetes estão a ser vendidos com 40 por cento de desconto... 

terça-feira, 10 de maio de 2022

Youtube Formula 1 Video: Os onboards de Miami

Numa corrida que foi aguardada com enorme "hype", eis os "onboards" mais interessantes que aconteceram no primeiro fim de semana americano, em Miami, onde Max Verstappen triunfou e aproximou-se de Charles Leclerc no campeonato.

domingo, 8 de maio de 2022

Formula 1 2022 - Ronda 5, Miami (Corrida)


E por fim, a Formula 1 estava em Miami. Pela primeira vez desde 1984, a America tinha duas corridas em seu solo, e prepara-se para ter mais em 2023, graças a Las Vegas, provavelmente numa corrida noturna, apara aproveitar os neons de Las Vegas - o que significará que a corrida poderá acontecer na madrugada de... segunda-feira! - e logo, o pessoal da Liberty Media decidiu montar um espetáculo tipicamente americano, onde a substância pode ir para o espaço em nome do espalhafato. Se alguém alguma vez pensar porque as cores favoritas daquele espaço são o magenta e o cyan, já sabem o porquê. Aliás, isso está no equipamento do seu clube de futebol... "soccer" na América, porque eles correm à volta do estádio de "fottball", aquele que é jogado com as mãos.

Mas naquele domingo de calor, houve momentos onde a chuva fez a sua aparição, parecia que, apesar de todas estas coisas, pouca gente pensava no campeonato. Se a Ferrari iria aguentar Verstappen tempo suficiente para recuperar alguns dos pontos que Leclerc perdeu em Imola.  


Na partida, Leclerc sai bem e mantêm o primeiro lugar, enquanto Max Verstappen pressionou Carlos Sainz Jr e ficou com o segundo posto. Atrás, Lewis Hamilton perdeu o sétimo lugar a favor de Fernando Alonso. Mas pior ficou George Russell, que caía para 15º na classificação. Pouco depois, quando o DRS foi ativado, Hamilton recuperou a posição, e era sexto na segunda volta da prova.

A partir daqui, as coisas andaram calmas, com o monegasco a ir embora de Verstappen, que claro, estava entre os Ferrari. Um pouco atrás, Hamilton, já liberto de Alonso, foi atrás de Bottas, que tinha o quinto posto no seu Alfa Romeo. Em contraste, na sétima volta, Guangyou Zhou foi o primeiro a abandonar quando o seu carro começou a mostrar problemas no seu motor. 


Na nona volta, o neerlandês da Red Bull já estava em cima do Ferrari no monegasco e aproveitou para o passar para a liderança. E na volta 12, as primeiras paragens nas boxes, com Yuki Tsunoda, que  trocava de pneus para duros, para ver se conseguia ou ir até ao fim, ou então, fazer a segunda paragem mais tardar possível. O pessoal do meio do pelotão começou a trocar nas voltas seguintes, com Lando Norris a parar na volta 19, um dos primeiros dos da frente a trocar de pneumáticos.

De repente, na volta 21, Perez começa a queixar-se da potência do motor e ele, que ia atrás de Sainz para o terceiro lugar, via-o fugir. Ele tentou ajudar a potência do carro, e no final, ele lá conseguiu manter o carro a andar, tentando recuperar os metros perdidos para o piloto espanhol da Ferrari. Por esta altura, os seis primeiros ainda não tinham ido às boxes e trocado de pneus. 


Só na volta 25 é que Leclerc foi às boxes para trocar. A paragem foi lenta e perdeu tempo atrás de Verstappen, regressando à pista na quarta posição. Duas voltas depois, foi a vez de Verstappen, que saiu melhor e manteve a posição, na frente de Leclerc. Agora, a diferença entre ambos era de 7.5 segundos e parecia que só se um deles tiver problemas é que isto se alteraria. E na volta 28. Sainz e Perez paravam ao mesmo tempo, com o piloto da Ferrari... a sair pior. Mas não perdeu o terceiro posto.

E a partir daqui, a corrida caiu na modorra. Não caiam misseis como em Jeddah, ou a chuva não iria fazer nova aparição, mas a corrida não era aquela emoção que esperavam. Mas perto da volta 37, tem a informação de que a chuva poderia estar a caminho do local do circuito, logo, estavam atentos ao que vinha por aí.


E não se sabe se tinha a ver com o tal aviso de tempestade, mas na volta 40, Alonso e Gasly tocaram-se, mas sem consequências. E na volta 42, o francês bateu forte em Lando Norris, acabando com o piloto da McLaren fora de pista, e sendo o segundo abandono da prova.  Primeiro, um Virtual Safety Car, depois um Full Safety Car, que juntava toda a gente. Tempo suficiente para Sergio Perez ir às boxes para colocar médios, ao mesmo tempo que a Ferrari ficou na pista, enquanto esta era limpa dos destroços do McLaren.

Atrás, a organização decidiu dar mais cinco segundos a Alonso por ele ser responsável pelo acidente com Gasly, e as coisas pareciam demorar muito - tempo suficiente para os carros que tinham uma volta de atraso se desdobrassem. Na volta 46, a onze do final, o Mercedes vermelho saiu de pista a recolheu-se às boxes, recomeçando a prova.

No recomeço, nova retirada: o Alpha Tauri de Pierre Gasly retirava-se da prova com problemas no seu carro. Na frente, Verstappen aguentou Leclerc na luta pelo primeiro posto enquanto atrás, Perez andava a cheirar a traseira de Carlos Sainz Jr, despertando o interesse na corrida para saber se conseguia ficar com o lugar mais baixo do pódio. Ainda mais atrás, Bottas era pressionado pelos dois Mercedes, e na volta 49, travou mais tarde e viu passar ambos os carros, perdendo o quinto posto. Mas entre os pilotos da Mercedes, Russell era melhor que Hamilton e era quinto.

Entre os da frente, Verstappen aguentava Leclerc e parecia ter tudo controlado. Perez fazia de tudo para passar Sainz e mais trás, Mick Schumacher deu um toque a Sebastian Vettel na sue luta pelo nono posto, beneficiando Esteban Ocon, para ser nono. Ambos os alemães foram às boxes, com Vettel a retirar-se por causa da quebra no radiador do seu Aston Martin. E quem se beneficiava era Alex Albon, décimo na corrida e a conseguir mais um ponto para a Williams. 


Mas na frente, Max conseguia aguentar Leclerc e conseguia a sua segunda vitória consecutiva e a terceira no campeonato, desempatando na luta com Charles Leclerc. O monegasco continuava na frente do campeonato, tudo controlado do seu lado, enquanto Carlos Sainz Jr ficava com o lugar mais baixo do pódio, depois de passar Sergio Perez. Russell e Hamilton eram quinto e sexto, de uma certa forma, respeitando a hierarquia atual. Bottas era o sétimo, os Alpine de Alonso e Ocon eram oitavo e nono, e Alex Albon ficou com o ponto final. 

Agora é Leclerc com 104, contra os 86 de Verstappen. A Ferrari parece ter tudo controlado, mesmo que a Red Bull volte a triunfar em Barcelona, daqui a duas semanas. 

E claro, não choveu a tempo de mexer a corrida. 
  
Como rescaldo, pode-se dizer que Miami não entusiasmou. A expectativas, os "hypes" foram os que foram, mas apesar das batidas, há circuitos que foram bem mais excitantes. Esta, como amostra inicial, não se tornou numa coisa inesquecível. Mas a Formula 1 está na América, e era o que a Liberty Media queria.  

W Series: Chadwick repete a vitória em Miami


Segunda corrida, segunda vitória. Jamie Chadwick triunfou de novo nesta tarde em Miami, ficando na frente da espanhola Nerea Marti e a britânica Alice Powell, e é a líder destacada do campeonato, parecendo que é a favorita para o tricampeonato da W Series.

E se na primeira vez, aguentou todo o um pelotão que queria o seu posto, depois de uma excelente largada onde conseguiu superar Nerea Marti, hoje foi diferente, ao partir de primeira e ir embora da concorrência. Atrás de si, Nerea Marti era segunda, e apesar de todo o esforço para a apanhar, a diferença ficou-se pelos três segundos. Atrás, Emma Kimilainen lutava com Alice Powell pelo terceiro posto ao longo da corrida, e quando conseguiu, tentou ir atrás de Marti, com ambas a trocarem posições ao longo da corrida.  

Na parte final, Powell sofreu um toque da finlandesa, quebrando a asa, enquanto Kimilainen desceu para quinto. Abbi Pulling, apesar de ser sexta, conseguiu a volta mais rápida.  

Nos restantes lugares pontuáveis, a americana Chloe Chambers foi a melhor das estreantes, conseguindo um décimo posto, na frente de Fabienne Wohelwend, que recebera uma penalização por causa de um incidente na primeira prova. Ela acabou na 11ª posição, fora dos pontos.  

No campeonato, Chadwick lidera destacado com 50 pontos, pouco menos do dobro de pontos que tem Nerea Marti, que tem 26, e a neerlandesa Beitske Visser, com 21 pontos.

A W Series prossegue dentro de duas semanas, em Barcelona.