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domingo, 21 de julho de 2024

WRC 2024 - Rali da Letónia (Final)


Kalle Rovanpera acabou por levar a melhor sobre Sebastien Ogier, noutro Toyota, e Ott Tanak, no seu Hyundai, naquilo que foi o rali da Letónia. Com a sua terceira vitória da temporada, o finlandês tem agora 86 pontos... e é sexto no campeonato, já que não core a tempo inteiro na temporada. Destaque para Martins Sesks, que sofreu um problema técnico na Power Stage e caiu de um pódio quase certo para o sétimo lugar final.

"Foi na primeira curva, não sabemos se é um grande problema ou algo do género. Entendemos que [o rali] estava acabado. Acho que mostrámos o nosso ritmo e deixámos toda a gente contente.", disse o piloto local no final.

Rowanpera, o vencedor, estava contente com o resultado, num dos ralis que considera "casa".

"Foi um grande fim de semana, de certa forma é muito bom ter o meu terceiro rali em casa. É bom ter a primeira vitória aqui, a Letónia é um lugar importante para mim. Muito obrigado ao Jonne Halttunen [navegador] e à equipa, estivemos um pouco mais forte do que esperávamos. Penso que a Finlândia será um desafio." afirmou.


Com quatro especiais neste domingo, passagens duplas por Krogzemji e Mazilmāja, uma delas o Power Stage, o dia começou com Ogier na frente, ganhando 1,4 segundos a Rovanpera e 2,1 a Tanak, enquanto na primeira passagem por Mazilmāja, Tanak reagiu, triunfando na especial, 1,2 segundos sobre Ogier e dois segundos sobre Rovanpera. 

"Não está a ser tão fácil, temos uma grande diferença, por isso não queres estragar nada para [conseguirmos] a vitória. Este ano o domingo é grande para os pontos da equipa. Esta foi uma etapa complicada, sabemos que é o Wolf Power Stage mais tarde ligado, mas isso foi muito mau."


Tanak ganhou na segunda passagem por Krogzemji, 0,3 segundos na frente de Rovanpera e 0,9 sobre Ogier. Sesks errou num cruzamento e perdeu 8,3 segundos, perdendo vantagem na luta com Tanak pelo terceiro posto. "Perdemos um cruzamento ali. Vamos mantê-lo firme, se o Tänak vier, ele virá. O Tänak é campeão do mundo. Tentamos forçar.", disse.  

Na Power Stage, Tanak foi o melhor, 0,2 segundos sobre Ogier e 0,8 sobre Neuville e Takamoto. 

Mesmo assim, Tanak queixou-se: "Eu próprio efetuei um pião na etapa. Condições muito difíceis. Para o [Martins] Sesks devo louvar o trabalho incrível que fez. Pode conhecer as estradas e andar nelas, mas ninguém lhe pode tirar a sua condução [neste rali] e qualquer que seja o resultado, o pódio na primeira vez teria sido ótimo, mas isso só o torna mais difícil e mais forte, fair play para ele, fez-nos suar, muito bem para ele.

Depois dos três primeiros, quarto foi Adrien Fornaux, noutro Ford, a 1.31,5, na frente de Elfyn Ewans, a 1.42,7. Sexto é Katsuta Takamoto, a 2.07,0, no seu Toyota, na frente de Sesks, a 2.45,4. Thierry Neuwille foi o oitavo, a 2.46,4, e a fechar o "top ten" ficaram o Ford de Gregoiure Munster, a 5.23,1, e o Skoda Fabia Rally2 de Oliver Solberg, a 8.37,9.

O WRC agora regressa dentro de duas semanas, na Finlândia.  

sábado, 20 de julho de 2024

WRC 2024 - Rali da Letónia (Dia 2)


O finlandês Kalle Rovanpera parece ter-se distanciado da concorrência e poderá estar a caminho de uma vitória em terras letãs. O piloto finlandês foi o melhor no seu Toyota, 42,5 segundos na frente de Sebastien Ogier, noutro Toyota, com Martins Sesks em terceiro, a 47,2, não muito longe do Hyundai de Ott Tanak, a 1.08,0 segundos. 

Com oito especiais neste sábado, e com Rovanpera a ter uma vantagem de 15,7 segundos sobre o surpreendente piloto local, Martins Sesks, o dia começou com passagens por Pilskalns, Snēpele, Īvande e a primeira passagem por Vecpils, de manhã, e à tarde, passagens por Podnieki, a segunda passagem por Vecpils, Dinsdurbe, para acabar na especial de Liepāja City Stage.

E com a pequena diferença entre os dois primeiros classificados, Rovanpera achou que a melhor defesa é o ataque. Ganhou em Pilskans, ganhando 5,4 segundos sobre Ogier, 5,5 sobre Tanak, 8,1 sobre Takamoto e Sesks. "Não foi mau. Ainda estou a encontrar um pouco de ritmo quando está um pouco mais solto. Estava a tentar estar bastante limpo, mas em alguns lugares ainda fui um pouco cauteloso. Vamos apenas conduzir, não temos muita experiência para lutar com tipos como o Ogier e Rovanperä.", reconheceu Sesks, no final da etapa.

Foi uma etapa muito boa, a aderência foi muito maior. Não usei a aderência tanto quanto pude, mas espero que ela esteja assim [nas especiais] de hoje. Vamos ver se a estratégia resulta, vão ver no final do dia de hoje se resulta.”, falou Rovanpera na mesma especial.

Rovanpera foi melhor na segunda especial do dia, em Snēpele, ganhando mais dois segundos sobre Tanak, 3,8 sobre Evans e 4,5 sobre Takamoto. Tanak reagiu e triunfou em Īvande, 2,7 sobre Takamoto Katsuta, 2,8 sobre Kalle Rovanpera e 3,5 sobre Sebastien Ogier. Sesks foi sétimo, perdendo 7,2 segundos. Mas no final da manhã, Rovanpera acabou por triunfar novamente, na primeora passagem por Vecpils, 1,4 segundos sobre Ogier, 1,5 sobre Tanak e 1,8 sobre Sesks.

"Isso foi incrível, rimos muito durante a etapa também. Gostámos, esta é uma das etapas mais lendárias com esta última parte rápida. Está a ser incrível conduzir este carro. Agora, foi nessa altura que vimos aqui muitas, muitas pessoas.", disse Sesks, no final desta especial.

Foi uma etapa muito interessante, acho que já a fiz em 2014 ou algo do género, [tenho] boas recordações. Tive duas dificuldades na frente, não consegui pô-los a funcionar no início da etapa, perdi muito tempo na primeira parte, mas correu bem. E a minha estratégia de pneus poderia ter sido muito melhor, basicamente carregamos o peso extra para nada, mas conseguimos ser bastante rápidos, por isso está tudo bem.”, respondeu Rovanpera no final desta especial da manhã. 


A tarde começava com a passagem por Podnieki, onde Rovanpera triunfou mais uma vez, 2,6 segundos na frente de Ogier e 2,8 sobre Sesks. O finlandês continuou a triunfar, na especial seguinte, na segunda passagem por Vecpils, onde abriu uma vantagem de 2,7 sobre Tanak e 3,9 sobre Ogier. A especial ficou marcada por uma paragem relativamente curta de Tanak por causa de Evans, que estava parado na sua frente... com um painel de publicidade em cima do seu carro, ocultando a sua visão. 

No final, Tanak estava furioso: “Acho que isto descreve exatamente como estamos em boas mãos em termos de controlo de corrida, provavelmente estavam a ter uma boa refeição e um bom vinho quando nas câmaras se podia ver que a estrada estava bloqueada e havia um carro a chegar. Nós estamos bem, mas caramba, pode ver-se que a estrada estava bloqueada e o controlo da corrida manteve-a a funcionar.", queixou-se o piloto estónio.

No final do dia, Ogier triunfou em Dinsdurbe, 0,3 segundos sobre Rovanpera, 0,5 sobre Katsuta e um segundo sobre Tanak. Depois, na pista desenhada em Liepaja, Rovanpera conseguiu ser o melhor, 0,1 segundos sobre Takamoto e 0,2 sobre Neuville e Evans. 

"Está tudo bem, apenas nos mantivemos um pouco firmes. Não [estamos] muito longe de Séb [Ogier], o que é bom para amanhã. É muito difícil começar porque se ouve os aplausos através da porta. Planos para amanhã? Conduzir, conduzir e conduzir todas as quatro etapas.", disse Sesks, no final da especial.

É um cenário muito interessante ao pé da praia, foi muito bom ver tantos fãs no palco. Fiquei bastante surpreso com o tempo. A especial está a ficar cada vez mais suja”, respondeu Rovanpera.

Depois dos quatro primeiros, Adrien Formaux é o quinto, a 1.16,4, na frente de Elfyn Evans, a 1.34,3, no seu Toyota. Sétimo é Takamoto Katsuta, a 1.46,0, na frente de Thierry Neuville, a 2.33,9. E a fechar o "top ten" está o Hyundai de Esapekka Lappi, a 3.11,1, e o Ford de Gregoire Munster, a 3.40,9.

O rali da Letónia acaba amanhã, com a realização das últimas quatro etapas.   

sexta-feira, 19 de julho de 2024

WRC 2024 - Rali da Letónia (Dia 1)


Está a ser um rali bem competitivo na Letónia, com Kalle Rovanpera a levar a melhor sobre o local Martins Sesks. O piloto da Toyota leva a melhor, com uma diferença de 15,2 segundos sobre o letão da Ford. Sebastien Ogier é o terceiro, a 21,6 segundos, algo distante do quarto, Takamoto Katsuta, a 33,2.

Com oito especiais a serem realizadas nesta sexta-feira, passagens duplas sobre Milzkalne e Tukums, para além de especiais em Andumi, Strazde e Talsi, o dia começou na quinta-feira à noite, com uma passagem sobre a especial de Biķernieki, em Lieplaja. Ali, o melhor foi Rovanpera, 2,4 segundos sobre Neuville e Ogier, que fizeram o mesmo tempo.

As etapas de hoje começaram logo pela manhã, quando Rovanpera partiu para o ataque, ganhando na primeira passagem por Milzkalne, com 1,3 segundos sobre Ogier e 1,7 sobre Takamoto Katsuta. Teemu Suninen tinha problemas com a direção assistida do seu carro e atrasava-se. A seguir, na primeira passagem por Tukums, Martins Sesks fazia valer o seu conhecimento dos troços caseiros e triunfava no seu Ford Puma Rally1, 1,6 segundos na frente de Rovanpera e 3,5 sobre Tanak. 


"Esta etapa, etapa de Tukums! No ano passado ganhámos por 16 segundos, temos agora a nossa primeira vitória na etapa. É incrível. Perdi um pouco [o controlo] na saída do asfalto. Só precisamos mesmo de nos concentrar agora.", disse Sesks, rejubilante com a sua primeira vitória em especiais no WRC. 

Sesks repetiu a "gracinha" em Andumi, 0,1 segundos na frente de Rovanpera e 0,6 sobre Formaux, com ambos os pilotos separados por 3,2 segundos.

A tarde começou com Ogier a triunfar na segunda passagem por Milzkalne, 0,1 segundos na frente de Takamoto, 0,2 sobre Rovanpera e 0,5 sobre Formaux, com Lappi a sofrer um furo e perder três segundos, acabando em décimo na especial. Rovanpera acabou por triunfar na segunda passagem por Tukums, dando uma maior vantagem sobre Sesks, que ficou em segundo, a 3,5 segundos, e de Ogier, a 3,6.

No final, Rovanpera queixava-se da aderência: "A aderência não é tão elevada, mas a etapa é bastante difícil para os pneus. Talvez não seja o mais fácil de conduzir assim, apenas tentei ter cuidado.", afirmou o campeão finlandês.

"Parece a mesma coisa! Acho que foi o primeiro momento da nossa vida [que andamos] perto da berma. Fui cuidando dos pneus, ficando cada vez mais quente. Conduzimos parte do próximo no circuito anterior, e o outro conduzi uma parte, mas também há peças novas [no carro].", disse Sesks.

Rowanpera continuou a ganhar, agora na especial de Strazde, com 1,7 segundos sobre Sesks e três segundos sobre Ogier, e no final do dia, em Talsi, o finlandês foi novamente o melhor, 3,5 segundos sobre Takamoto e 5,6 sobre Gregoire Munster. Martins Sesks foi o quarto, a 6,8, pois se queixava dos pneus.

"Este foi um pesadelo, já não tínhamos pneus, acho que acabaram! Foi muito difícil gerir tudo. Os adeptos são incríveis, é tão emocionante hoje e ontem. Acho que os próximos dois dias também serão.", disse o piloto letão, que corre em casa. 

Depois dos quarto primeiros, Adrien Formaux é o quinto, a 38,5 segundos, no seu Ford Puma Rally1, na frente de Ott Tanak, que se atrasou e caiu duas posições. Ele agora está com um atraso de 38,8 segundos. Elfyn Ewans é o sétimo, a 52,7, na frente de Gregoire Munster, a 1.10,2, noutro Ford Puma Rally1. Thierry Neuville é nono, a 1.23,3, e a fechar o "top ten" está Esapekka Lappi, a 1.27,4.

O rali da Letónia continua amanhã, com mais oito especiais.  

quarta-feira, 3 de julho de 2024

WRC: Lappi regressa aos ralis na Letónia e Finlândia


Depois de ter ganho o rali da Suécia, em Fevereiro, Esapeka Lappi regressará aos ralis neste mês de julho para participar de três provas: a primeira, na Lituânia, a contar para o Europeu, depois o rali da Letónia, que este ano se estreia no calendário do WRC. No inicio de agosto continuará, nas estradas finlandesas, para ajudar a Hyundai a alcançar um bom resultado.  

Há muito tempo que não nos víamos! Mas agora de volta à paixão! Depois de uma longa pausa, vamos participar no rali nacional da Lituânia, a 12 e 13 de julho, antes de irmos para o WRC Rali da Letónia”, começou por escrever Lappi nos seus canais nas redes sociais. “Esta é uma grande oportunidade para nos habituarmos novamente às estradas muito rápidas do Báltico e talvez encontrar algumas novas configurações para nos ajudar a nós e à Hyundai Motorsport nos próximos ralis.”, concluiu.

Lappi, de 33 anos, ganhou este ano o rali da Suécia e correu no rali Safari, no Quénia, no final de março.

terça-feira, 25 de junho de 2024

WRC: Estreia de Sami Pajari foi adiada


A estreia do finlandês Sami Pajari tem de acontecer noutra altura. O piloto finlandês era para entrar no seu primeiro rali em Rally1 na Letónia, mas este foi adiado para a Finlândia por causa da situação de Sebastien Ogier. A Toyota quer que o piloto comece a entrar em mais ralis para que tenha a chance de um nono título mundial, por causa das vitórias que tem alcançado na sua temporada. 

Com o francês a ser inscrito para o rali letão, que acontecerá em julho, e a Toyota a limitar-se a quatro carros, eles decidiram dá-lo para Kalle Rovanpera, para se preparar para o rali finlandês. No rali caseiro, será inscrito no quinto carro que a Toyota Gazoo Racing WRT irá disponibilizar para a prova. 

Correndo nata temporada no Rally2, Pajari, de 22 anos, é 13º no campeonato, com 12 pontos, e tem como melhor resultado dois sextos lugares na Suécia e na Sardenha.    

quinta-feira, 6 de junho de 2024

WRC: Sami Pajari correrá de Rally1 no rali da Letónia


A grande novidade do rali da Letónia, que se estreará no mundial de ralis no mês de julho, substituindo o rali da Estónia, é que o finlandês Sami Pajari se estreará ao volante de um Toyota GR Yaris Rally1. O piloto de 22 anos - nascido a 1 de dezembro de 2001 - é o campeão do World Junior Rally de 2021 e atualmente corre num Toyota GR Yaris Rally2, já tendo conseguido dois sextos lugares na Suécia e na Sardenha, tendo agora 12 pontos no campeonato. Ele é navegado pela finlandesa Enni Malkonen

 “É uma sensação fantástica ter esta oportunidade com a Toyota Gazoo Racing. É algo para que tenho vindo a trabalhar há muitos anos, mas não é assim tão frequente haver um lugar disponível num carro de Rally1.", começou por afirmar. "Vai ser um enorme desafio porque há muitas coisas novas para aprender e o ritmo ao mais alto nível é também muito elevado. Mas vou tentar não me concentrar demasiado no resultado ou sentir qualquer pressão nesse sentido, e apenas tentar desfrutar e ganhar toda a experiência possível para o futuro.", continuou. 

"Pelo menos na Letónia, as etapas são, na sua maioria, rápidas e fluidas, algo a que estou bastante habituado desde a Finlândia, e é também, basicamente, uma prova nova para todos, pelo que, neste sentido, estamos mais ou menos a partir do mesmo lugar que os pilotos de topo. Espero que, se nos sairmos bem, talvez haja uma hipótese de fazer algo de bom no futuro, mas isso é algo em que só poderei pensar muito mais tarde. Por agora, vou concentrar-me apenas neste rali e desfrutar dele.”, concluiu.

Do lado da marca, Jari-Matti Latvala, diretor desportivo da Toyota Gazoo Racing WRC, espera que se adapte rápido e melhore consistentemente a sua pilotagem, de modo a aprender sobre aerodinâmica e o que é pilotar um Rally1.

Para além do nosso programa de jovens pilotos o Toyota Gazoo Racing WRC Challenge, temos vindo a treinar jovens pilotos japoneses, também estamos atentos aos jovens pilotos mais talentosos que competem nas categorias de apoio do WRC.", começou por afirmar.

"Este ano vimos que Sami Pajari está a conduzir muito bem com o nosso GR Yaris Rally2 e gostaríamos de ver o seu potencial no nosso carro de Rally1. O Sami tem vindo a dar grandes passos e a obter melhores resultados, com um fim de semana magnífico na Sardenha. Não só está a mostrar grande velocidade, como também está a dar aos nossos engenheiros o feedback que nos ajuda a fazer um carro cada vez melhor para todos os nossos clientes.", continuou. 

"O Rali da Letónia é uma prova rápida e fluida, tal como o Rali da Finlândia, e o Sami também gosta das estradas da região do Báltico, que lhe assentam bem e devem ajudá-lo a sentir-se mais em casa. É também em estradas rápidas como estas que se pode realmente sentir e compreender como funciona a aerodinâmica de um carro de Rally1. Por isso, esperamos que o Sami e o Enni possam ganhar uma boa experiência e aprender sobre o carro e sobre a transição do Rally2.”, concluiu.

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

WRC: Polónia e Letónia no calendário de 2024?


O calendário do Mundial de ralis será modificado em 2024, com a saída dos ralis de México e Estónia, para entrarem no seu lugar as provas da Letónia e da Polónia... ou Argentina. Numa altura em que os construtores acordaram que o campeonato não pode ter mais que 13 ralis - para terem quatro carros em cada uma das três equipas oficiais - projetos como os dos Estados Unidos, Arábia Saudita ou Argentina ficarão por agora guardados, por causa dos problemas de logistica das equipas, mas com garantias de entrarem em 2025. 

Contudo, fontes afirmam que existirá um rali saudita em 2024, para o calendário do Médio Oriente, como evento de teste para 2025, altura em que entrará no calendário, acompanhado pelo rali portenho. 

Entretanto, em declarações para a revista italiana Autosprint, Simon Larkin, o responsável do promotor, revelou que o rascunho para 2024 foi enviado na semana do rali da Acrópole. "Deverá ser votado por voto eletrónico e esperamos revelá-lo em breve. Espero que isso aconteça a 6 de Outubro, caso contrário temos de esperar pelo Conselho Mundial da FIA a 19.", afirmou.

"O que posso dizer é que a dúvida é entre a Polónia e a Argentina, veremos o que é decidido quanto a isso.", concluiu.

Larkin afirmou que o ideal será ter 14 ralis no calendário, e quanto mais global, melhor, mas com a Europa como base.

"A Europa será sempre a base. Somando à entrada da América do Norte [EUA ou Canadá] poderemos redescobrir a Oceânia com a Nova Zelândia, um país com um mercado pequeno mas com um rali com grande tradição e onde esperamos regressar em breve."

Contudo, o calendário está mais ou menos confirmado: o Mundial começará em Monte Carlo, entre os dias 24 e 24 de janeiro, seguido pelo rali da Suécia, que acontecerá entre os dias 16 e 18 de fevereiro, para depois seguirem os ralis da Croácia, Portugal, Sardenha, Quénia, Finlândia, Grécia/Acrópole e a Europa Central, pra depois acabarem com Chile e Japão, este em meados de novembro. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

WRC: Letónia junta-se ao calendário em 2024


O WRC anunciou esta sexta-feira que em 2024 o campeonato passará pela Letónia, num acordo feito com os organizadores. A prova, em gravilha, é considerada como das mais desafiantes do Europeu de ralis e este "upgrade" para o estatuto mundial irá colocá-los no mapa dos ralis. 

Por agora, nada se sabe sobre a sua data e se irá substituir alguma prova do calendário, ou se este será alargado. 

Sempre foi nosso objetivo manter pelo menos um lugar no calendário do WRC disponível para permitir que um evento pudesse mudar do ERC para o WRC”, disse Peter Thul, representante do Promotor do WRC à Autosport britânica.

Tet Rally Latvia torna-se no primeiro a receber esta vaga, e é um claro reconhecimento da sua excelência esportiva e promocional e o compromisso do governo letão com os ralis." continuou. 

"Esta decisão destaca a importância estratégica das regiões bálticas para o WRC. Temos um relacionamento de longa data com o parceiro de transmissão TV3 e esperamos expandir a colaboração com eles para o evento de 2024. Isso, assim como nossa rede cada vez maior de mais de 50 emissoras em mais de 150 países, torna o WRC um dos campeonatos de automobilismo mais vistos do planeta.”, concluiu Thul.

Do lado do organizador, a satisfação era mais que evidente. 

Este é um sonho tornado realidade. Nosso trabalho, que começou há muitos anos, finalmente foi concluído com um caminho claro para a Letônia sediar um evento do WRC em 2024”, afirmou Raimonds Strokss, diretor do Tet Rally Latvia.

"Para a RA Events como organizadora de eventos, este é um marco tremendo que carrega consigo uma enorme responsabilidade. Mas temos parceiros tão confiáveis no governo da Letônia, nossa cidade de rally Liepaja, nossa capital Riga e nosso patrocinador geral Tet - além de muitos mais. Atrás disto tudo existe uma equipa ainda maior de entusiastas, com quem podemos fazer isso e estamos prontos para enfrentar todos os desafios que temos pela frente.”, concluiu.

A chegada do rali da Letónia ao calendário apresenta novos desafios. Agora, o WRC têm 13 provas, nove dos quais na Europa - as exceções, em 2023 são o Safari, no Quénia, o México e Chile, na América do Sul, e o Japão, na Ásia - e sabe-se que a organização do WRC quer ralis nos Estados Unidos e Arábia Saudita, bem como se fala no regresso da Grã-Bretanha ao calendário, caso o organizador arranje financiamento para a corrida. 

Com a relutância das marcas em ter um calendário alargado, porque isso significaria "stress" para os seus orçamentos, resta saber se existirá um alargamento ou que ralis é que sairão para entrar a Letónia e outros ralis. 

quarta-feira, 3 de março de 2021

WRC: Letónia quer receber uma prova do Mundial


Os países bálticos tem tradição de ralis, especialmente a Estónia e a Letónia, que de uma certa maneira, tem a influência finlandesa, mas não a tradição do automobilismo finlandês, este bem maior do que estes dois países, que só recentemente tiveram pilotos como Ott Tanak e em 2020, o Rali da Estónia fez a sua estreia no Mundial.

Mas a Letónia, que recebe ralis no Europeu, não quer ficar atrás. Os organizadores do rali letão afirmam que têm a ambição de receber a caravana do WRC num futuro próximo, depois de terem tentado em 2020, mas sem conseguirem. Agora, num podcast, Raimonds Strokšs, admite que a situação mudou e que existe a possibilidade bem real do Mundial de Ralis passar por Riga.

Não posso dizer que tenho encontros regulares, mas ultimamente tenho tido reuniões regulares com eles [organizadores mundiais RX e WRC]. Temos uma boa comunicação e estou muito bem informado. Não apenas sobre o RX, mas também sobre o WRC. Ainda sonhamos com o WRC. Eu direi que há uma chance muito grande de que possa coincidir e recebermos esta oferta [organizar uma prova do WRC na Letónia], mas de momento não posso ter todas as cartas na mesa, porque assinei muitos acordos de não divulgação, mas o que posso dizer é que o assunto, WRC na Letónia, está em aberto. Na verdade, talvez ainda mais real do que nunca”, disse. 

Segundo dos rumores, o Rali Safari ainda continua bem tremido no calendário, e a chance do Lieplaja ser o seu substituto é bem real. Oficialmente está no Europeu, entre os dias 1 e 3 de julho, e poderá encaixar bem no calendário, porque neste momento, o Rally da Estónia está previsto para entre os dias 15 e 18 de julho e o Rali da Finlândia de 29 de julho a 1 de agosto.

domingo, 8 de outubro de 2017

ERC 2017 - Rali Liepaja (Final)

No final do Rali Liepaja, o russo Nikolay Gryazin, de 20 anos, acabou por ser o vencedor do último rali do ano deste Europeu de ralis, vencida por Kajetan Kajetanowicz. Contudo, o rali ficou marcado pela queda de um helicóptero onde seguia o seu principal patrocinador e que obrigou ao cancelamento da 11ª especial. Segundo os serviços de emergência, o helicóptero caiu próximo do começo da especial, quando tocou em cabos de alta tensão.

Ilze Bukha, porta-voz do Serviço Médico de Emergência NMPD, afirmou à imprensa local que como resultado do acidente, uma pessoa morreu e houve mais três feridos, dois deles em estado grave. "Dois deles estão inconscientes, mas outro está ferido", disse.

Como resultado, Kajetanowicz acabou por abandonar voluntariamente o rali. 

No final, Gryazin levou a melhor sobre o finlandês Kalle Rovanpera, sendo basicamente um duelo entre jovens: se o russo tem vinte anos, já o filho de Harri Rovanpera completou 17 na semana passada. O polaco Lukasz Habaj ficou no terceiro posto.

"Estou muito feliz com o resultado. Estou triste com o acidente do helicóptero. Agradeço aos organizadores do rali, à nossa equipa e amigos. Na temporada, tivemos alguns acidentes e problemas com o carro, mas agora estou aqui a vencer, então estou feliz", disse no final.

Depois de na véspera se ter comemorado o título de Kajetanowicz, devido aos acidentes de Bruno Magalhães e Alexey Lukyanuk, o dia de hoje parecia que iria ser a continudade do duelo entre Gryazin e Ronvanpera. Kalle venceu na primeira especial do dia, em Priekule, conseguindo uma vantagem de 8,1 segundos sobre Gryazin e 26,3 sobre Kajetanowicz. Rovanpera continuou e vencer na especial seguinte, em Podnieki, mas conseguiu apenas 0,1 segundos de vantagem sobre o piloto russo.

Contudo, em Vecpils, Gryazin atacou a venceu a especial, conseguindo 7,1 segundos de vantagem sofre o finlandês, alargando a sua liderança. Kajetanowicz, já mais descontraído com a vitória no campeonato, seguia-os, mas muito distante: por esta altura já tinha um minuto e meio de atraso, mas o seu compatriota Habaj já tinha dois minutos e 19 de diferença.

Com a 11ª especial cancelada por causa da queda do helicóptero, na 12ª especial, já sem Kajetanowicz, e com um atraso de dez minutos em relação ao horário inicial, Gryazin voltou a vencer, ganhando mais 2,5 segundos sobre Rovanpera, mas deixando a concorrência a "calendários" de distância. O espanhol Suarez, no seu Peugeot, tentava apanhar Habaj, mas parecia que não iria conseguir.

Por fim, na segunda passagem por Vecsplis, Rovanpera venceu a especial, mas apenas conseguiu 1,2 segundos a Gryazin, insuficiente para vencer o rali. No final, a diferença ficou-se pelos 18,5 segundos com o jovem finlandês a ter um excelente resultado nesta sua estreia no Europeu.

"Progredimos muito com o carro e a minha condução, melhorou o tempo todo. Nas seções lentas e técnicas, o carro era realmente bom, em partes rápidas, era algo diferente, mas vou me acostumar com isso", disse, no final do rali.

Agora, rumo a 2018, onde o rali começa em março, de novo em paragens açorianas.

sábado, 7 de outubro de 2017

ERC 2017 - Rali Liepaja (Dia 1)

Independentemente de chegar até ao fim, o polaco Kajetan Kajetanowicz já pode comemorar o título de campeão europeu de ralis, Para além dos 30 pontos de vantagem que já trazia antes do Rali Liepaja, ainda viu o seu maior rival, o português Bruno Magalhães, a bater contra uma árvore na sexta especial, acabando por abandonar a prova. As coisas já estavam favoráveis ao polaco, pois estava na frente do piloto da Skoda (era quarto contra o oitavo posto de Magalhães), mas isto praticamente encerrou as contas do título.

As coisas não eram fáceis para Magalhães. Tinha 30 pontos de diferença para Kajetanowicz, e o rali letão não era fácil para o piloto português. Para além disso, na lista de inscritos está aquele que para muitos é um prodígio dos ralis, o finlandês Kalle Rovanpera, a bordo de um Ford.

E o rali começou com o russo Nicolay Gryazin a vencer, conseguindo um avanço de 0,3 segundos sobre Rovanpera, enquanto que Kajetanowicz tinha sido quinto, a 11,6 segundos e Magalhães o sétimo, a 16,3 segundos. Depois, Lukyanuk tomou conta do rali, ao vencer a segunda especial, batendo Rovanpera por 3,2 segundos e a ficar com a liderança, passando Gryazin. Kajetanowicz era o quinto na especial, e Bruno Magalhães o nono, caindo para a mesma posição na geral.

Lukyanuk repetiu o mesmo feito na especial seguinte, abrindo a vantagem para 5,2 segundos e já a deixar Kajetanowicz a 44,6 segundos e Magalhães a um minuto e oito segundos.

Nas segundas passagens pelas classificativas da manhã, Gryazin reagiu, vencendo na quarta especial, mas apenas tinha ganho 4,9 segundos, reduzindo a diferença para meros três décimos. Gryazin partiu ao ataque na quinta especial, voltando a vencer e mais: Lukyanuk tinha problemas que o fez cair para a décima posição, com Magalhães a ser oitavo com este problema do piloto russo.

A sexta especial era feita no meio da cidade de Lieplaja, e foi aí que se viu os acidentes que sofreram Magalhães e Lukyanuk, ambos vitimas de acquaplanning, ao passar por cima das poças de água e batendo nas árvores da cidade. Ambos sairam ilesos, mas os seus ralis acabaram ali.

O grande vencedor foi de novo Gryazin, que conseguiu bater Kajetanowicz por 0,2 segundos. e alargava a liderança para Rovanpera por 18,3. Na segunda passagem, o meohor foi o Peugeot de Pepe Lopez, batendo Kajetanowicz por 1,9 segundos.

No final do dia, Gryazin liderava com 18,9 segundos de vantagem sobre Rovanpera, e 59,3 sobre Kajetanowicz. Outro polaco, Lukasz Habaj, era o quarto, a um minuto e 18 segundos, seguido pelos espanhóis Pepe Lopez e Juan Suarez. Janis Vorobojs é o sétimo, a um minuto e 32 segundos, seguido pelo Skoda de Albert von Thurn und Taxis, e a fechar o "top ten" estão o letão Reinis Nitssis e o russo Serguey Remennik, no seu Mitsubishi Evo X.

Amanhã, o rali Liepaja cumprirá as últimas seis especiais do dia.  

Youtube Rally Crash: O acidente de Magalhães no Lieplaja

As aspirações de Bruno Magalhães, já pequenas, terminaram esta tarde quando o piloto português chocou contra uma árvore na sexta especial do dia do rali Lieplaja, na Letónia. O piloto do Skoda Fabia era oitavo classificado no inicio desta especial quando ele passou por cima de uma poça de água, importante para ficar com aderência, que acabou por ter as consequências previstas.

Fica o bom trabalho do piloto português nesta temporada, com a vitória nos Açores e pódios em mais três ralis. E parabéns a Kajetan Kajetanowicz, que revalidou o seu título europeu.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ERC: Magalhães persegue título na Letónia

Neste fim de semana, em paragens letãs, Bruno Magalhães e Kajetan Kajetenowicz vão lutar pelo títlo europeu de ralis, Com trinta pontos entre eles, o piloto português da Skoda vai tentar a sua sorte para alcançar um bom resultado.  E seja qual for o desfecho, está pronto para o enfrentar. 

Quer seja o título de campeão ou vice-campeão. Quando fiz a primeira prova da época, nos Açores, estava longe de imaginar este maravilhoso percurso que temos vindo a fazer. Ter a oportunidade de fazer a época completa e de ter conseguido deixar para o último rali a decisão do título é, simplesmente, espectacular”, começou por dizer o piloto da ARC Sport.

Mesmo que termine em segundo lugar do campeonato, Magalhães já se dá por satisfeito pelo resultado desta temporada. “O título de vice-campeão já tem sabor a vitória e já é um enorme orgulho dadas as condições em que fizemos toda a época. Por isso, a pressão não está do nosso lado, vamos fazer o nosso trabalho e esperar para ver”.

Quanto ao rali em si, Magalhães espera uma prova de grau de dificuldade elevado, sobretudo tendo em conta as previsões de chuva.

"Desportivamente a prova avizinha-se exigente. Troços muito rápidos e com condições atmosféricas adversas. Espera-se chuva. Para além disso, os pilotos locais são sempre os favoritos neste rali. Mas, tudo pode acontecer. Se não estivéssemos aqui nunca saberíamos o que poderia acontecer. Por isso, é seguir em frente e no final juntarmo-nos à grande festa de encerramento do campeonato”, concluiu.

O rali Lieplaja vai decorrer em treze etapas entre sábado e domingo, nas estradas de terra letãs.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Youtube Racing Crash: os acidentes do fim de semana passado

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