sábado, 10 de junho de 2017

CNR 2017: Meireles venceu no Vidreiro

Pedro Meireles venceu no Rali do Vidreiro e ampliou ainda mais a sua liderança no campeonato nacional de ralis. A sua vitória sobre João Barros - 23,2 segundos de diferença - faz com que a sua vitória pareça ter sido incontestada, mas na realidade, disputou a vitória ao segundo a Carlos Vieira, mas um despiste do piloto do Citroen DS3 R5 faz com que ele ficasse afastado da luta pela vitória. 

Depois dos dois primeiros estarem separados por meros 0,2 segundos - e os quatro primeiros por seis segundos - as classificativas de sábado prometiam, com duas passagens por duas novas classificativas na zona de Pombal - Fago/Mata Mourisca e Assanhas da Paz - e São Pedro. 

O dia arrancou com Carlos Vieira a ser o mais veloz na primeira passagem por Fago/Mata Mourisca, conseguindo cinco segundos de vantagem sobre Pedro Meireles, enquanto que João Barros foi o terceiro mais rápido, perdendo mais de 14 segundos para Veira. Miguel Barbosa perdeu mais de 28 segundos e agora era o quarto da ‘geral’, a 24 segundos de Meireles. 

Em Assanhas da Paz, Vieira voltava a vencer, com 1,3 segundos de vantagem sobre Pedro Meireles e agora liderava o rali, com uma vantagem de 0,3 segundos sobre o piloto de Guimarães. Miguel Barbosa realizou o terceiro tempo, mas perdia mais de sete segundos para Carlos Vieira. João Barros era o quarto da especial, mas o terceiro da geral, com mais de vinte segundos de desvantagem.

No final da manhã, na primeira passagem por São Pedro, Vieira voltava a ganhar, conseguindo 6,3 segundos de avanço sobre João Barros, enquanto que Pedro Meireles perdia mais 6.6 segundos, vendo aumentar a diferença para o piloto da Skoda em 6,9 segundos, com João Barros a 27,9 da liderança.

A tarde começava pela segunda passagem pelas classificativas da manhã, e Pedro Meireles atacou, conseguindo vencer a segunda passagem por Mata Mourisca, tirando 7,1 segundos a Vieira, colocando a luta pela liderança ao rubro, porque a diferença entre ambos tinha se reduzido para 0,2 segundos... a favor de Meireles.

E foi em Assanha da Paz que aconteceu o momento do rali. Vieira sai de estrada e perde mais de 13 minutos, ficando de fora da luta pela vitória, e deixando Meireles à vontade, porque o segundo classificado, João Barros, estava a 36,1 segundos. Por fim, João Barros foi o vencedor na segunda passagem por São Pedro, na frente de Miguel Barbosa (a 0,3 segundos) e de Adruzilo Lopes, a 4,4 segundos. Meireles levantou o pé e foi quinto, a 12,9 segundos.

Depois do pódio, Joaquin Alves conseguiu levar o seu Ford Fiesta R5 no quarto posto, a um minuto e 53 segundos, na frente do Porsche de Adruzilo Lopes (a quase três minutos), do Mitsubishi Lancer de Carlos Martins, o melhor do Grupo N, do outro Porsche de Vitor Pascoal, a quatro minutos e cinco segundos, do Mitsubishi Lancer de Ricardo Teodósio, a quatro minutos e 45 segundos, e a fechar o "top ten", o Citroen DS3 R3 de Paulo Neto e o Peugeot 208 R2 de Pedro Antunes, este a cinco minutos e 34 segundos do vencedor.

Agora, o Nacional de ralis volta em agosto, com o Rali Vinho da Madeira. 

Formula 1 2017 - Ronda 7, Canadá (Qualificação)

A corrida canadiana é sempre um lugar fora do vulgar. Eu digo sempre há anos que aquele circuito deve pertencer ao espírito de Gilles Villeneuve, porque as coisas que acontecem ali não são normais, tal como não era o piloto canadiano, em termos de pilotagem e atitude na pista. Vimos sempre corridas invulgares, num parque onde esquilos e marmotas aparecem na pista sem problemas e onde gaivotas pousam na pista para poderem ver os carros o mais próximos possível.

Mas não são só os animais que acontecem coisas estranhas: os seres humanos também têm algumas coisas anormais. E ontem, por exemplo, nem foi excepção. Um comissário de pista tropeçou quando estava a empurrar o Red Bull de Max Verstappen, e dois fotógrafos apareceram em área proibida para fazerem o seu trabalho. Os equívocos foram desfeitos e esperava-se que a qualificação fosse... humanamente normal.

Debaixo de sol e temperaturas de verão, a qualificação começou de forma interessante. É que os Ferraris decidiram ir de forma diferente, quando calçaram super-moles, enquanto que o resto andava de ultra-moles. Provavelmente era para ver se poupavam um jogo de pneus, mas Kimi Raikkonen queixou-se da estratégia, porque não só não lhe permitiu marcar um tempo decente, como ele quase terminou a qualificação, quando tocou ligeiramente no muro na curva 6. Felizmente, sem consequências.

O final da Q1 foi antecipado porque Pascal Wehrlein perdeu o controlo do seu Sauber, batendo no muro e fazendo com que a sessão terminasse prematuramente. E os eliminados foram... os Sauber de Marcus Ericsson e Pascal Wehrlein, o Williams de Lance Stroll, o McLaren de Stoffel Vandoorne e o Haas de Kevin Magnussen.

Na Q2, depois dos primeiros milhos para os pardais, Hamilton começou a marcar um tempo, antes de Hamilton marcar 1.12,496. Pouco depois, Sainz saiu de pista, mas conseguiu voltar, sem estragos. Raikkonen conseguiu mais 84 centésimos, com ultra-brandos calçados. Vettel fez o quarto melhor tempo, mas sofreu um ligeiro despiste e passou algum tempo nas boxes. Na segunda parte, com um pouco mais de calor na pista, não houve grandes melhorias, mas no momento final Daniil Kvyat sofreu um furo no pneus traseiro direito, depois de ter tocado no muro na curva 9.

O russo foi um dos que ficaram de fora da Q3, acompanhado pelo seu companheiro de equipa, Carlos Sainz Jr, pelo McLaren de Fernando Alonso, o Haas de Romain Grosjean, e o Renault de Joylon Palmer.

Agora na Q3, a grande incógnita era saber se o tempo de Hamilton para manter ou os Ferrari tinham algo na manga. Contudo, o inglês faz 1.11,791, e bate o recorde de pista de Montreal. Raikkonen tentou contrariar, mas não conseguiu, bem como Vettel. Valtteri Bottas conseguiu um tempo 386 centésimos pior do que o seu companheiro de equipa, mas ficou no segundo posto, arriscando ficar com o monopólio. Os Ferrari tentavam, mas não conseguiam, e o alemão conseguiu um tempo... quatro milésimos mais lento, interferindo entre os Mercedes. Ficou perto, mas não alcançou.

E Hamilton ainda teve tempo para voltar à pista e de melhorar o seu tempo: 1.11,459. Recorde de pista e a 65ª pole da sua carreira, sendo o segundo piloto a alcançar as poles de Ayrton Senna. Dez anos depois de alcançar a sua primeira pole no mesmo local. Vettel larga ao seu lado, com Bottas em terceiro e Raikkonen em quarto. Os Red Bull ficaram com a terceira fila, seguido de Massa, os Force India e Nico Hulkenberg.

E no final, reconhecendo o feito, a organização deu uma prenda inesperada a Hamilton: uma réplica do capacete de Ayrton Senna, semelhante a que usou na temporada de 1987. Claro, o inglês, admirador do brasileiro, ficou comovido pelo gesto. 

Amanhã vai ser uma corrida interessante, num circuito interessante. E com este equilíbrio entre Mercedes e Ferrari, tudo indica que esta corrida vai ser bem interessante de se ver. Isso, e como sabem, a ideia que tenho de que aquele circuito anda com o espirito do Gilles por lá, acho que pode ser mais uma daquelas corridas muito pouco aborrecidas. Mas também, não temos motivos de queixa desta temporada, não é?

Formula E: Buemi excluido da primeira corrida de Berlim

O suíço Sebastien Buemi foi excluído da primeira corrida em Berlim devido a irregularidades na pressão dos pneus no seu e.dams, anunciou esta tarde a organização. Tudo isto aconteceu poucas horas depois do piloto ter cortado a meta na quinta posição. A organização afirmou que o motivo da exclusão teve a ver com a pressão dos pneus, que não estavam de acordo com os regulamentados, que é de 1.60 bar.

A exclusão de Buemi faz com que todos os pilotos que estiveram à sua frente ganhem mais um lugar, fazendo com que Oliver Turvey ficasse com o último lugar pontuável.

Em termos de classificação geral, Lucas di Grassi reduziu a sua diferença a Buemi para 22 pontos, e sabendo que o piloto suíço irá se ausentar da ronda dupla de Nova Iorque, a 15 de julho, as chances de título para o piloto brasileiro da Audi-Abt aumentaram bastante.

Amanhã acontecerá o segundo ePrix de Berlim, e Buemi está agora cada vez mais "sob brasas" para tentar diminuir a diferença para o piloto brasileiro da Abt.

Noticias: Richard Hammond sofre acidente na Suíça

Richard Hammond "safou-se de boa" este sábado. O apresentador do The Grand Tour sofreu fratura num joelho depois de ter sofrido um acidente numa rampa na Suíça, quando guiava um Rimac Concept One. Ele estava na rampa de Hemburg quando perdeu o controlo do seu carro, após ter completado a sua parte. O carro sofreu graves danos e ficou parcialmente queimado, mas o apresentador saiu sem grandes ferimentos. Depois de ter sido socorrido e descoberto uma possivel fratura num dos joelhos, ele foi levado para o hospital de St. Gallen a bordo de uma ambulância aérea.

Os seus companheiros de apresentação, Jeremy Clarkson e James May já foram ao Twitter para expressar o seu alivio por saber que Hamilton já está bem.

Hammond, de 47 anos (nasceu a 19 de dezembro de 1969), já sofreu dois acidentes relativamente graves ao longo do tempo em que esteve com ambos os seus companheiros, primeiro no Top Gear, e agora no The Grand Tour. Em fevereiro, Hammond sofreu uma queda quando filmava em Moçambique, tendo sofrido uma fratura numa das mãos. Contudo, dez anos antes, em 2006, o apresentador teve um acidente mais grave, quando ia de dragster para tentar bater um recorde de velocidade. Ele sofreu lesões na cabeça, que o deixaram em coma por dez dias, mas conseguiu recuperar totalmente das lesões.

A segunda temporada do Te Grand Tour irá regressar em outubro no canal de subscrição Amazon Prime.

Formula E: Felix Rosenqvist vence a primeira corrida de Berlim

O sueco Felix Rosenqvist foi o vencedor da primeira corrida da formula E em Berlim. O piloto sueco deu à Mahindra a sua primeira vitória na categoria, ficando na frente de Lucas di Grassi e do alemão Nick Heidfeld. Sebastien Buemi foi o quinto, enquanto que o português António Felix da Costa não conseguiu mais do que a 17ª posição, num fim de semana em que a sua equipa está a ser a pior do pelotão, ficando com a última fila da grelha.

Depois de na qualificação, Lucas di Grassi ter conquistado a pole position pela mais curta das margens - um milésimo de segundo - sobre o Virgin de José Maria Lopez, com os Mahindra na segunda linha, Sebastien Buemi de 14º e António Félix da Costa a largar da última posição, máquinas e pilotos prepararam-se para a primeira de duas corridas no antigo aeroporto de Tempelhof, em Berlim.

Na partida, Di Grassi manteve a liderança, defendendo-se de Lopez, enquanto que Buemi, no meio do pelotão, sofria um toque que danificava a sua asa dianteira. O argentino perderia depois o segundo lugar para os Mahindra, com Bird atrás. Na volta 4 acontecia a primeira desistência, com o Jaguar de Mitch Evans. 

Na volta 13, Tom Dillmann acabou por ser penalizado por ter excedido o limite de energia, num altura em que Di Grassi aumentava a distância para a concorrência... menos a Felix Rosenqvist, o segundo classificado, que nunca chegava a mais de dois segundos. Atrás, Buemi tentava subir posições, mas ainda estava fora dos pontos. Apenas na volta 16, quando passou Oliver Turvey, é que alcançou a décima posição.

Ainda antes da paragem nas boxes, na volta 22, Rosenqvist se aproximou de Di Grassi e conseguiu passá-lo, para ficar com o comando. Logo depois, os pilotos trocaram de carros e tudo ficou na mesma, com Rosenqvist a manter o comando, perante Di Grassi, e com menos de um segundo entre eles. Heidfeld era o terceiro e Buemi mantinha-se no nono posto.

Entretanto, Buemi continuava a recuperar posições. Na volta 28, o suíço passava Daniel Abt e era oitavo e tentava ir buscar Sam Bird, que conseguiu fazê-lo na volta 34. Logo a seguir, Prost o deixou passar, numa altura em que Di Grassi não conseguia apanhar Rosenqvist para ficar com o comando da corrida. O suíço depois ficou atrás de Jean-Eric Vergne, numa altura em que o francês da Techeetah era penalizado em cinco segundos por causa de ter voltado à pista de modo perigoso, fazendo com que caísse para o décimo lugar, naquela altura.

No final, Rosenqvist conseguiu a sua primeira vitória na Formula E, com Di Grassi atrás e Heidfeld a fechar o pódio. E claro, a Mahindra festejava também a sua primeira vitória na competição. Buemi acabou na quinta posição, minorando os prejuízos, ficando na frente de Prost, Daniel Abt, Sam Bird, Jean-Eric Vergne e Maro Engel.

Amanhã é a segunda corrida da ronda dupla da Formula E em terras alemãs.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

WRC 2017: Rali da Sardenha (Dia 1)

O neozelandês Hayden Paddon lidera o Rali da Sardenha, passado está o primeiro dia da prova italiana. O piloto da Hyundai lidera com 8,2 segundos de vantagem sobre o belga Thierry Neuville, seu companheiro de equipa, realizados estão as primeiras nove especiais deste rali. O estónio Ott Tanak é o terceiro classificado, a 9,5 segundos da liderança.

Depois de Thierry Neuville ter ganho a primeira especial do dia, no final do dia de onten, máquinas e pilotos partiram para a estrada, determinados a baterem-se uns aos outros. E começou com Kris Meeke ao ataque, vencendo a segunda especial e batendo Juho Hanninen por meio segundo. O neozelandês Hayden Paddon, da Hyundai, foi terceiro, três décimos mais atrás e mostrando que quem abre a estrada, sai prejudicado (Paddon sai na frente de Meeke na ordem de partida).

A seguir, na primeira passagem por Monte Olia, foi a vez de Juho Hanninen passar ao ataque, vencendo a especial com 3,2 segundos de vantagem sobre Meeke, 4,6 sobre Ostberg e 6,9 sobre Paddon, fazendo com que o piloto finlandês liderasse o rali com 0,2 segundos de vantagem sobre o inglês da Citroen. Mas na especial seguinte, a primeira passagem por Tula, Meeke voltou à liderança, apesar do vencedor ter sido Dani Sordo. Meeke foi sexto, a 7,6 segundos, mas Hanninen foi nono na especial, a 11,9 segundos do vencedor, caindo para terceiro, a 4,1 segundos da liderança, pois Hayden Paddon tinha sido quarto e agora era segundo na geral, a meros 0,8 segundos de Meeke.

A manhã acabava com o momento do dia: Kris Meeke capotou fortemente - como aconteceu na Argentina, por exemplo - e o seu roll-bar ficou danificado, acabando por desistir. Paddon aproveitou para ascender a liderança, mas foi Hanninen a vencer a especial (a primeira passagem por Osilo), com 3,3 segundos de vantagem sobre Mads Ostberg, e 3,7 sobre Paddon.

Pela tarde, nas segundas passagens pelas classificativas da manhã, ela começou com Esapekka Lappi a ser o vencedor, 1,2 segundos na frente de Paddon, e 1,7 segundos na frente de Ott Tanak. Lappi repetiu a graça na sétima, ganhando 1,3 segundos sobre Thierry Neuville e Jari-Matti Latvala, mostrando que ali, os Toyota se sentem à vontade. Paddon foi quinto, a quatro segundos do vencedor, mas liderava com alguma calma, 4,5 segundos na frente de Hanninen. Dani Sordo perdeu sete minutos e 16 segundos por problemas no seu Turbo, que afetaram o seu desempenho, fazendo cair onze posições.

Nas duas últimas especiais do dia (segundas passagens por Tula e Osilo), Dani Sordo foi o melhor. Em Tula, deu 8,2 segundos a Jari-Matti Latvala, enquanto que em Osilo, a vantagem foi mais curta (3,2 segundos) sobre outro Toyota, o de Esapekka Lappi.

Na geral, os cinco primeiros estão separados por 14,7 segundos. Paddon lidera sobre Neuville por  8,2 segundos, com Tanak em terceiro, a 9,5, enquanto que Latvala é quarto, a 9,8. Ostberg, no seu Ford, é quinto, a 14,7, e todos estão algo distantes de Juho Hanninem, o sexto a 38 segundos. Ogier é o sétimo e tem 41 segundos de atraso, mas já distante de Lappi, a um minuto e cinco. Andreas Mikkelsen é o nono, a um minuto e 57 segundos, com Eric Camili a fechar o "top ten" a quatro minutos e 8 segundos.

O rali da Sardenha prossegue amanhã, com mais seis especiais. 

CNR 2017 - Rali Vidreiro (Dia 1)

Pedro Meireles lidera o Rali Vidreiro, feitas as primeiras três especiais de classificação, nesta sexta-feira à noite. O piloto do Skoda Fabia R5 tem uma vantagem de 0,2 segundos sobre Miguel Barbosa, neste primeiro dia. João Barros é o terceiro, a 3,2 segundos, tudo à espera de um segundo dia que promete bastante nas estradas da zona da Marinha Grande, Leiria e Pombal.

O rali começou no final da tarde, em São Pedro de Muel, com as duas passagens pela classificativa do Farol. Ali, Meireles conseguiu ser mais veloz do que João Barros, vencendo a especial por 3,2 segundos. Miguel Barbosa era o terceiro, a 3,9 segundos, enquanto que Carlos Vieira foi o quarto, a 4,3. Adruzilo Lopes era o quinto, no seu Porsche, enquanto que Carlos Martins era o melhor dos Grupo N, sendo sétimo na especial.

Na segunda passagem pelo Farol, Barbosa respondeu, vencendo a especial com 3,1 segundos de vantagem sobre Meireles e 4,4 sobre João Barros. Carlos Vieira era o quarto, a 5,7 segundos. Isso fez com que Barbosa se aproximasse de Meireles, reduzindo a diferença para 0,8 segundos, com João Barros a ser terceiro, a 4,5.

Ao cair da noite, máquinas e pilotos estavam no centro da Marinha Grande para fazer a especial, onde o melhor foi João Barros, que conseguiu ser 0,4 segundos mais veloz do que Carlos Vieira, com Miguel Barbosa a ser terceiro, a 0,7. Pedro Meireles foi o quarto, a 1,3 segundos, e via a sua liderança na geral diminuída para quase o mínimo. 

Depois dos três primeiros, Carlos Vieira é o quarto, a seis segundos, mais de vinte na frente de Adruzilo Lopes, a 26,2. Joaquim Alves é o sexto, a 29,2, enquanto que Vitor Pascoal é o sétimo, a 52,3 segundos. Carlos Martins é o oitavo, a 57 segundos e a fechar o "top ten" estão Ricardo Teodósio, noutro Mitsubishi Lancer Evo X, e Paulo Neto, num Citroen DS3 R3.

Amanhã, o rali Vidreiro continua, com a realização das restantes seis especiais de classificação. 

Formula 1 em Cartoons: Regressos... (Cire Box)

Esta semana, ficamos todos felizes por ver Robert Kubica de regresso a um carro de Formula 1, depois de seis anos e meio de ausência. Contudo, o "Cire Box" também fala de outro que poderia regressar a Formula 1 para saber se está devidamente em forma...

Motociclismo: Max Biaggi sofre acidente

O italiano Max Biaggi, de 45 anos, sofreu hoje uma queda na pista de Saggitário, perto de Roma, quando se preparava para uma prova de Supermoto. O tetracampeão do mundo de 250cc, entre 1994 e 1997, e bicampeão da Superbike, em 2010 e 2012, sofreu um traumatismo toráxico e espinal, e está internado em estado grave.

Segundo conta o jornal "Il Messagero", o piloto estava a treinar quando teve uma queda violenta, batendo o peito contra o chão. Contudo, o piloto italiano esteve sempre consciente e não corre risco de morte.

Não está a ser fácil as coisas no mundo do motociclismo. No passado dia 17 de maio, o norte-americano Nicky Hayden sofreu um acidente de bicicleta na zona de Misano, acabando por morrer cinco dias depois no hospital, vitima dos fortes traumatismos sofridos. Duas semanas depois, Valentino Rossi sofreu uma queda, enquanto praticava motocross, sofrendo ferimentos mais ligeiros, que não o impediram de alinhar no GP de Itália, em Mugello, onde foi quarto classificado.

Biaggi, para além de competir ocasionalmente, é o diretor da Mahindra no mundial de Superbike.


Youtube Motorsport Rally: Rali, a Grande Aventura


Já não ouvíamos nada de Antti Kalhola há algum tempo. E pelos vistos, parece que havia boas razões para tal. O seu mais recente video, divulgado nesta quinta-feira à noite, parece ser totalmente diferente do que fez. É o mais longo dos videos que já fez até ao momento - bate em quase 50 minutos o video que fez sobre Ayrton Senna - e só há sons de ambiente, em vez de ter musicas de banda sonora, como ele costuma fazer.

Nesta hora e meia de video - é praticamente um documentário sem narrador, com sons ambiente. Talvez seja o tipo mais puro e autêntico de documentário. Enfim, convido-os a ver, e claro, tirar tempo para o assistir.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

CNVT: As declarações dos protagonistas (parte 2)

A pouco mais de dois dias da segunda jornada dupla do Campeonato Nacional de Velocidade e de mais uma jornada do TCR Ibérico, alguns dos pilotos portugueses que irão participar nesta prova disseram de sua justiça sobre o que esperam deste fim de semana em Portimão.

No caso de Francisco Abreu, o piloto do Volkswagen da Team Novadriver tem esperanças de um bom resultado, depois de sair do Estoril na segunda posição do campeonato, e cinco pontos do líder, Francisco Mora. Abreu andou por estes dias a fazer testes com vista a melhorar as suas afinações dentro do seu carro, esperando melhores resultados.

“Os testes realizados foram muito proveitosos e depois da boa exibição no Estoril, marcada apenas pelas dificuldades nos arranques, tenho a certeza que vamos estar mais fortes e lutar pelas vitórias rumo ao grande objetivo final que é ganhar mais um título nacional. Respeito muito a concorrência, o campeonato está recheado de bons valores, mas com a ajuda do Team Novadriver e com a qualidade do VW Golf GTI TCR, acredito que será possível regressar aos títulos já este ano”, disse Abreu.

Já Francisco Mora, o atual líder do campeonato, ele tem por objectivo deixar o Algarve nessas mesmas posições, esperando estar muito competitivo neste fim-de-semana, ao volante de um carro que tão bem conhece como é o Seat Leon TCR.

"Costumo dar-me muito bem nesta pista, de que gosto muito e onde normalmente consigo bons resultados. Espero manter a veia vencedora do Estoril e confirmar este bom início de campeonato. Confio que o meu SEAT vai estar muito competitivo para este fim-de-semana, dado ser um carro que já conhecemos e para os quais já temos uma boa afinação”, começou por afirmar.

Por outro lado, Mora espera concorrência de peso no pelotão, considerando que o mais importante é pontuar sempre: “Como já se viu na primeira prova, a competitividade é muito grande e por isso é importante fazer pontos em todas as corridas se queremos lutar pelo título, para já estou à frente e é nessa posição que quero sair de Portimão”.

Quando ao programa das corridas de Portimão, este está dividido entre sábado, dia 10, quando se realizam os treinos livres (entre as 16:00 e as 16:30 e entre as 18:00 e as 18:45), sendo que no domingo está concentrado todo o programa de treinos oficiais (entre as 10:10 e as 10:45) e corridas (entre as 13:10 e as 13:45, e entre as 15:30 e as 15:55).

CNVT: As declarações dos protagonistas (parte 1)

A pouco mais de três dias da ronda dupla de Portimão do Campeonato Nacional de Velocidade - e do TCR Ibérico - é natural ouvir as ambições e expectativas dos pilotos participantes do campeonato. Nesta primeira parte, coloca-se aqui as declarações de Rafael Lobato e Patrick Cunha (Audi RS3 TCR), bem como Edgar Florindo e Nuno Batista (Seat Leon TCR).

No caso dos pilotos da Veloso Motorsport, depois de terem tido sortes diferentes no fim de semana do Estoril, eles esperam ter melhor sorte em Portimão, segunda ronda do TCR Iberico e do Campeonato Nacional de Velocidade e Turismos (CNVT). A bordo do seu Audi RS3 TCR, ambos os pilotos da Veloso Motorsport esperam que desta vez, as coisas corram bem melhor, apesar da forte concorrência que têm pela frente.

“Como é evidente, depois de uma vitória na primeira prova estou muito motivado para esta segunda jornada, onde espero que seja possível repetir o resultado que consegui no Estoril. Tenho consciência de que não será fácil, a concorrência é muito forte, mas também sei que temos à nossa disposição um carro muito competitivo e que nos pode dar muitas alegrias. O meu colega de equipa já testou o carro e as indicações foram muito boas, teremos certamente de melhorar o acerto do carro, mas a base está lá e é excelente”, disse Rafael Lobato.

O seu companheiro de equipa, Patrick Cunha, afirma esperar ter melhor sorte na prova de Portimão do que no Estoril, onde acabou por desistir na sua vez de guiar o Audi RS3 TCR.

“Para esta prova já estarei mais adaptado ao Audi e com um ritmo competitivo melhor. Nos testes que fizemos no Algarve já deu para ver que temos um bom carro para esta pista e se tudo correr bem estaremos em condições de lutar pelos pódios. Espero ter melhor sorte nesta prova, e materializar o bom andamento que já consegui no Estoril, com um bom resultado nesta pista. A experiência da equipa vai ser também um factor determinante para nos ajudar a atingir os nossos objectivos”, referiu Cunha.


Já no caso de Batista e Florindo, também esperam melhorar as suas prestações em relação ao que conseguiram no Estoril. “Estamos motivados para esta prova, que tenho a certeza vai correr melhor do que a primeira. Temos já um melhor ritmo e temos também o carro mais adaptado aquilo que queremos. O trabalho que temos vindo a desenvolver é muito positivo e estou certo que se vai reflectir nos resultados que vamos obter daqui para a frente. Quero fazer uma boa qualificação e depois uma boa corrida num circuito de que gosto muito e onde me sinto muito à vontade, penso que podemos almejar um lugar no pódio, sendo esse um dos objectivos para Portimão” disse Nuno Batista.

“Para mim esta será mais uma prova de aprendizagem, mas sem descurar as nossas possibilidades em termos de resultados. Apesar de ser a minha estreia nesta pista, quero lutar pelas primeiras posições e andar no grupo da frente, mesmo sabendo que a competitividade é enorme e que todos rodam em tempos muito próximos. Penso que vamos estar melhor em relação à primeira prova, conseguimos já uma boa afinação e se tudo se conjugar pela positiva, será possível atingir os objectivos” referiu Edgar Florindo. o outro piloto do Seat numero 13.

Quando ao programa das corridas de Portimão, este está dividido entre sábado, dia 10, quando se realizam os treinos livres (entre as 16:00 e as 16:30 e entre as 18:00 e as 18:45), sendo que no domingo está concentrado todo o programa de treinos oficiais (entre as 10:10 e as 10:45) e corridas (entre as 13:10 e as 13:45, e entre as 15:30 e as 15:55).

Eles vão voltar!

Já se sabia que, depois da primeira temporada no canal de subscrição Amazon Prime, que iria haver uma segunda temporada do The Grand Tour, o programa que reune os ex-apresentadores do Top Gear da BBC, Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May. Pois bem, eles anunciaram no Drivetribe que a segunda temporada irá acontecer algures em outubro.

Ao ser questionado no programa "The One Show" da BBC (que ironia!) sobre o orçamento para a segunda temporada, James May parecia não querer contar um número quantificável, mas afirmou: "O menor possível. Não, foi mais ou menos o mesmo, eu diria. É um programa bastante caro para se fazer".

"Há muita viagem envolvida. Há muita equipa envolvida. Há muita tecnologia envolvida, filmando em 4K. Mas isso é a parte aborrecida. Ele vai parecer em grande parte o mesmo, mas se formos um pouco em detalhes, ainda não posso falar sobre ele, porque você é o inimigo e isto é um segredo!", exclamou.

Nada se sabre sobre se voltarão algumas das partes que foram criticadas pelos espectadores, como por exemplo "O Americano", que muitos consideraram idiota, ou então o "Celebrity Braincrash", onde gozaram com a proibição de não poder convidar celebridades, imposta pela BBC, "matando os convidados" em situações inusitadas, mas que muitos acham que já perdeu a sua graça.

Uma coisa é certa: vai ser ali que iremos saber os detalhes do acidente de moto que Richard Hammond sofreu em março quando estavam em filmagens no norte de Moçambique. 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Paulo Pinheiro: Formula 1 no Algarve "é uma não noticia"

Vinte e quatro horas depois depois da imprensa especializada falar do rumor de um possível regresso da Formula 1 a Portugal, Paulo Pinheiro, o CEO da Parkalgar SA, a empresa proprietária da infraestrutura, tenta arrefecer os ânimos. Apesar de confirmar que houve "contactos preliminares com a Formula 1, como há com uma série de outros campeonatos", afirmou que esta "é uma notícia que aparece sem que se saiba muito bem porquê".

Falando ao site algarvio Sul Informação, Pinheiro explicou que a possivel chegada da Formula 1 a aquelas paragens "não depende de nós" e considera que esta questão "é um não assunto, mas ficou toda a gente excitada com isto".

E ele falou sobre o que andaram a fazer até agora: "Tivemos a re-homologação da pista para Fórmula 1 em Abril deste ano, tivemos dois testes de Formula 1 no circuito, e isso sim é fundamental. Vamos ter as Superbikes, em Setembro, e as Le Mans Series, em Outubro, duas grandes provas, e é nelas que estamos focados", contou.

Contudo, admitiu que houve conversas neste sentido, mas tudo numa fase preliminar. "Haver contactos com a Fórmula 1 e com uma série de campeonatos faz parte do nosso negócio. Constantemente, estamos a avaliar possibilidades das outras corridas para o nosso circuito, que achamos serem importantes e que tragam uma mais valia. Como é óbvio, a Fórmula 1 é o pináculo, mas tudo o que eu possa dizer além disto não corresponde à verdade", concluiu.

Isilda Gomes, a presidente da câmara de Portimão (onde está o autódromo) não pretende comentar sobre o assunto: "Seria fundamental para o Algarve, mas não tenho nenhuma informação do Governo", acrescentou.

Kubica: "Foi um dia muito importante do ponto de vista emocional"

Um dia depois do regresso de Robert Kubica ao volante de um Formula 1, em Valência, o piloto de 32 anos revelou que está agradecido à Renault por proporcionar um teste como este, ao volante do Lotus E20 de 2012, pintado com as cores da Renault. Satisfeito com o resultado alcançado, revelou o que se sentiu depois de ter feito 115 voltas ao circuito espanhol. 

“Em primeiro lugar gostava de agradecer a todos os que tornaram possível este teste. Espero que tenha sido um bom dia para todos os envolvidos e que tenham visto algo do Kubica de 2010. Para mim, foi um dia muito importante do ponto de vista emocional", começou por dizer o piloto polaco à mortorsport.com.

“Estava há muito tempo afastado dos paddocks da Formula 1. Passei por momentos difíceis, continuei a trabalhar forte e há uns anos pensava que isto seria impossível. Por tudo isso os sentimentos são distintos, e por um lado estou orgulhoso do que conseguiu agora, mas por outro fiquei a saber o que perdi. Não sei o que o futuro me trará, mas depois de ter trabalhado um ano para isto, rodei com um bom ritmo, fui consistente e em condições difíceis. não é fácil, após seis anos, mas sabia que conseguiria e estou satisfeito”, concluiu Kubica.

Para Alan Permane, Diretor desportivo da Renault, o regresso de Kubica ao volante de um Formula 1 é um feito, e elogiou o desempenho que teve ao longo do dia.

“Foi bom voltar a ver o Robert Kubica num Fórmula 1. Tentámos condensar num dia o programa de um fim-de-semana de Grande Prémio, o que foi interessante para o Robert Kubica. Ele mudou um pouco, está agora mais maduro e não tentou sempre rodar nos limites e tentou perceber cada pormenor da afinação do monolugar. Voltar aos comandos de um Fórmula 1 após seis anos, é algo muito complicado e o seu desempenho foi notável. Foi um evento de um dia para o Robert, depois da sua ligação à Renault ter sido interrompida de forma abrupta, quando todos lhe augurávamos um futuro brilhante”, afirmou.

Afastado de forma abrupta após o seu acidente em fevereiro de 2011, no rali Ronda di Andora, em Itália, Kubica andou cerca de ano e meio em reabilitação, até voltar a sentar-se num carro, primeiro nos ralis, onde andou durante três temporadas no WRC, até ao inicio de 2016, e depois, ao fazer uma série de testes em monolugares, primeiro num GP3, depois num Formula E e pelo meio, uma série de testes no LMP1 da byKolles, onde chegou a alinhar numa temporada na Endurance, antes de abandonar o projeto a poucos dias da sua estreia, em Silverstone.