terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Opinião: estas pessoas não podem ser esquecidas

Achei por bem escrever um tributo a Teddy Mayer na coluna de opinião do site Pitstop. Quando no Domingo, Ron Dennis disse que muito do sucesso inicial de McLaren se deve a ele, não estava a ser hipócrita, apenas reconhecia o seu trabalho à frente da equipa entre o periodo em que suecedeu inesperadamente ao fundador Bruce, em 1970, quando este morreu num acidente de Can-Am, até à chegada de Ron Dennis, dez anos depois.

Hoje em dia, acho que se deve enfatizar que o sucesso dos pilotos e das equipas nas pistas não se deve apenas aos pilotos, mas também às pessoas que estão por detrás, a começar pelos directores. Nem sempre tomam as decisões acertadas, ou têm uma visão maior do futuro (uma delas foi não ter visto o potêncial de Gilles Villeneuve depois de o ter contratado como terceiro piloto no GP de Inglaterra de 1977), mas no cômputo geral, ele deu à McLaren os seus primeiros títulos mundiais de pilotos e construtores. E temos que dar o devido valor a Ron Dennis por ter preservado o nome, mesmo depois da saída do último dos fundadores, algo que, se calhar, com outras pessoas, não se passaria assim.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Noticias: Quase, quase...

A Mercedes esteve quase para abandonar a categoria este ano. Quem o afirma é a revista alemã Focus, na sua edição desta semana. Segundo a publicação, Dieter Zentsche, o CEO da Mercedes, consultou a Comissão de directores da marca para saber se desejariam a continuidade da parceria com a McLaren, algo que existe desde 1995, e estes decidiram, por 3 votos a favor e dois contra, a continuidade da marca na Formula 1.


Mas a revista alemã afirma que pode haver mais abandonos a curto prazo. A BMW pode estar a considerar arrumar as malas no final de 2009, caso obtenham o título mundial de construtores e de pilotos. Segundo o site brasileiro Pitstop, Bernie Ecclestone está a tentar pressionar os construtores para que fiquem na categoria por um prazo mais prolongado, algo que eles, para já, recusam. São mais sinais da crise que veio para ficar.

Mais algumas novidades da Blogosfera

Estes dias tem surgido algumas novidades interessantes que, ora vou descobrindo, ora sou avisado da sua existência. Para este post em particular, vou colocar três novidades, um para cada país.

A primeira é o brasileiro Motorizado, do Ylan Marcel, que trata das novidades da Formula 1, bem acompanhados de videos do Youtube, referentes ao passado e o presente da Formula 1 e de outras competições. Da maneira como está escrito e estruturado, vale a pena uma visita.


A segunda grande novidade é portuguesa, e tem a ver essencialmente com a Le Mans Series. A Le Mans Portugal é o esforço de dois irmãos, Hugo Ribeiro e Vitor Ribeiro, loucos por este desporto, e tenta ser o mais completo possivel não só em termos de noticias e rumores, bem como biografias e entrevistas sobre os pilotos que correm ou já correram por lá. É algo que vale muito a pena visitar, para quem é fã, e não só!


Para finalizar, temos o Bonaira Blog Motor, de Málaga, no sul de Espanha. Para os fãs de Fernando Alonso em particular, ou dos pilotos espanhois em geral, até é um sitio bem interessante de se ver. Com objectividade e algum humor, falam sobre a actualidade da Formula 1. Vão lá e façam as vossas apresentações!

GP Memória - Brasilia 1974

É raro, mas acontece eu falar sobre uma corrida extra-campeonato. E este é diferente, pois é o caso em que o regime militar brasileiro se aproveitou da Formula 1 para propagandear as virtudes, construindo um Autódromo na capital do país, e convidando os pilotos de Formula 1 para inaugurá-la.



Desde o início das competições automobilísticas, no final do século XIX, as competições automóveis ou as equipas automobilísticas foram vistas como “montras” da engenharia e do poder das nações. Os “Grand Prix” nacionais só teriam sentido se fossem ganhas por uma máquina nacional, e ver um adversário era mau sinal, péssimo se fosse o “inimigo” a ganhar. Quando a Mercedes ganhou os “Grand Prix” de França de 1908 e 1914, os vencedores foram recebidos no mais gelado silêncio, pois as máquinas nacionais, as favoritas, tinham sido copiosamente batidas por aquilo que anos mais tarde a Audi cunhou na sua frase de marca “Vosprung Durch Technik” (A Perfeição Através da Técnica).


Vinte anos depois, quando o regime nazi subiu ao poder, Adolf Hitler, um amante do automobilismo, usou subsídios federais de 500 mil “reichmarks” à Mercedes e à Auto Union para desenvolverem máquinas capazes de demonstrar que a “superioridade ariana” também significava a superioridade das máquinas alemãs face à concorrência italiana. As vitórias eram tão óbvias que, no GP da Alemanha, os organizadores só tinham um disco com o hino alemão. Quando Tazio Nuvolari teve a sua vitória mais mítica, na edição de 1935, a sorte dos organizadores era que Nuvolari tinha sempre consigo um disco com o hino italiano…


Serve todos estes exemplos para explicar a história que se segue. Em 1974, o Brasil vivia os "anos de chumbo" da Ditadura Militar, chefiada pelo general Emilio Medici, mas vivia também o seu período áureo. O crescimento do pais, no ano anterior, tinha sido de 11,3 por cento, mas essa face alegre escondia um regime brutal de repressão, censura férrea (estava em vigor o Acto Institucional Numero 5, que quando foi instalado, em 1968, fechou o Congresso, cassou os mandatos dos deputados da oposição, permitiu ao Presidente da República governar por decreto, e suspendeu o “habeas corpus” em processos políticos, entre outros), torturas e assassinatos extrajudiciais, um preludio ao que aconteceria depois no Chile (nesta altura, já estava a acontecer) e na Argentina, embora nesses países, as coisas tenham sido ainda mais brutais.


O regime, instalado em Brasília, decidiu aproveitar a “onda” automobilística causada pela conquista do Mundial por Emerson Fittipaldi, como tinha feito dois anos antes com o tri-campeonato conquistado pelo Brasil, e construiu um autódromo em Brasília, ufanamente baptizado de “Autódromo Emilio Médici”, e criou um "I Grande Prémio Presidente Médici", prova extra-campeonato, como ponto alto das celebrações da inauguração do autódromo.


A 2 de Fevereiro de 1974, 85 mil pessoas assistiram à corrida de Formula 1, onde Emerson Fittipaldi convenceu apenas 12 pilotos para participar nessa corrida. Ferrari e Lótus não compareceram, e Wilson Fittipaldi alugou um Surtees para poder participar na sua única prova do ano, pois ele nesta altura já se encontrava a preparar a aventura da Copersucar. Para além dos manos Fittipaldi, participaram os March de James Hunt, Hans Stuck e Jochen Mass, o Tyrrell de Jody Scheckter, o Brabham de Carlos Reutmann, os Iso-Marlboro de Arturo Merzário e Howden Ganley, os BRM de Jean-Pierre Beltoise e Henri Pescarolo, e o Surtees de José Carlos Pace.


Foi uma corrida pequena (40 voltas) e sem história: Emerson, vindo de uma vitória em Interlagos, venceu-a de novo, sem problemas, pois o seu maior rival, Reutmann, quebrou cedo depois de largar do primeiro lugar da grelha. Scheckter foi segundo e Merzário foi terceiro. Wilson Fittipaldi terminou a corrida na quinta posição, a uma volta do seu irmão.


Contudo, essa corrida marcou a estreia de um jovem rapaz de 21 anos, nas lides da Formula 1. Entrando como “clandestino” nas boxes do circuito, fez um “bico na equipa Brabham, limpando o capacete de Reutmann, e segurando o guarda-sol, só para estar em contacto com aquelas máquinas. Consta-se que Reutmann nunca gostou muito do serviço do garoto, que já corria, mas com o apelido da mãe, para que os pais não soubessem.


Sete anos depois, Nelson Piquet, esse garoto que entrara clandestino nas boxes de Brasília, tornara-se campeão do Mundo pela Brabham, batendo Carlos Reutmann. Consta-se que ele entregou o seu capacete às mãos do argentino, afirmando: “Talvez não sirva para limpar o teu capacete, mas talvez possas limpar o meu”. Se é verdadeira ou não, desconheço…


No final da corrida, os três pilotos subiram à tribuna para receber as suas taças das mãos de Emilio Médici, o ditador da altura, que curiosamente estava nos últimos dias de seu mandato. A 15 de Março desse ano, era substituído por outro militar, Ernesto Geisel. Este decidiu encetar um processo de abertura politica, que só ficou concluído dez anos depois, com a eleição de um civil, Tancredo Neves.


Quanto à pista, ninguém gostou. Muitos afirmaram que fazia lembrar um kartódromo, e nunca mais foi corrida por carros de Formula 1. Hoje em dia correm-se várias provas internas, e o Autódromo é um dos dois no Brasil que foram baptizados de “Nelson Piquet”…


P.S: Quero agradecer, mais uma vez, ao Rianov Albinov por ter sido o meu "bombeiro de serviço" em relação às fotos e a algumas imprecisões que havia em relação aos participantes nesta corrida extra-campeonato, politicamente aproveitada pelo regime de então...

Historieta da Formula 1: Gunther Schmidt e a asa que não gostava

Provavelmente, Gunther Schmid deve ter sido dos poucos (senão o unico) que fundou duas equipas de Formula 1: a ATS e a Rial, nos anos 70 e 80. Alemão de nascimento, fez fortuna com as jantes de automóveis, especialmente as de cinco pontas se tornaram populares, nos anos 70. Em 1977, quando Roger Penske decidiu vender a sua operação na Europa, quem a comprou foi Schmid, que decidiu baptizá-la com o nome da companhia: a ATS, que iria durar até à temporada de 1984. por aí passaram pilotos mais como Keke Rosberg, Hans-Joachim Stuck, Jan Lammers, Jean-Pierre Jarier, Eliseo Salazar, Manfred Winkelhock, Marc Surer e Gerhard Berger.


Mas Schmid tinha uma personalidade instável, e as suas explosões de fúria eram lendárias. Uma das mais insólitas ocorreu em 1981, durante os treinos do GP da Argentina. Schmidt julgava que era muito melhor do que os engenheiros que contratava, e as discussões eram muito frequentes. Uma das vítimas foi Hervé Guilpin, o então engenheiro da equipa, que decidiu usar uma nova asa da frente no carro de Jan Lammers. Este aceitou, e os resultados foram positivos. Só que este teste foi feito às escondidas de Schmid, e este detestou. E demonstrou isso à frente de toda a gente, quando... se colocou em cima da asa e saltou repetidas vezes até a partir. Tão bom como a "guerra de cartazes" nesse fim de semana na Williams...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ron Dennis presta tributo a Meyer

O patrão da McLaren, Ron Dennis, prestou hoje homenagem a Teddy Meyer, seu antecessor na McLaren, e que morreu esta sexta-feira em Inglaterra, aos 73 anos. Em declarações à Autosport inglesa, o homem que tomou conta da equipa em 1982, após a sua saída de cena, afirmou que Meyer "foi um dos ultimos grandes homens que o automobilismo teve".


"Em relação à história da McLaren, ele tem particular importancia, pois ele fez parte de um pequeno grupo de homens, entusiastas pelo automobilismo que, em 1963, ajudaram a fundar a Bruce McLaren Motor Racing Ltd, ao lado de Bruce. Quando entrei na equipa, em 1980, Teddy tinha consolidado as fundações lançadas por Bruce e Tyler Alexander, e tinha conquistado muito - dois campeonatos do Mundo com Emerson Fittipaldi e James Hunt, bem como um enorme êxito nos Estados Unidos. Em 1982, Teddy vendeu sua parte, e estou feliz por poder dizer que continuamos a ter sucesso e a vencer campeonatos desde então. Mas a origem das nossas vitórias remonta ao período de Bruce e Teddy.", afirmou Dennis.


Mesmo sabendo que Dennis deva muito do seu sucesso á equipa, sabe tirar o chapéu aos seus antecessores. E o melhor exemplo desse respeito pelo passado foi que manteve o nome original, algo que hoje em dia seria impensável. Long live Teddy and Bruce!

A capa do Autosport desta semana

Esta é a última capa do Autosport enquanto jornal, pois no próximo dia 10 de Fevereiro, vai-se transformar em revista. E nesta última capa neste formato, o devido destaque é para a bertura do campeonato mundial de Ralies, o WRC, na Irlanda. Se a abertura é diferente do habitual, o vencedor, esse, é o mesmo: Sebastien Löeb, no seu "cavalo", o Citroen C4 WRC. O título da capa diz tudo: "Nem a crise trava Löeb".



Para além disso, um outro assunto é trazido á capa do jornal, que é a entrevista de Carlos Barbosa à TSF e ao Diário de Noticias, com o seguinte ultimato ao Governo: ou pagam o que devem, ou não há Rali de Portugal. "ACP lança ultimato ao Governo".

Outro assunto que também aparece na capa do jornal é uma declaração de Flavio Briatore: "F1 Deita Dinheiro à Rua". Nada que ainda não tenhamos sabido, Flávio...

O Rali de Portugal está em perigo?

Hoje li atentamente a entrevista do Carlos Barbosa, o presidente do Automóvel Clube de Portugal, fez a dois orgãos de comunicação social, o Diário de Noticias e a TSF. Entre vários assuntos, falou-se do Rali de Portugal e o Grande Prémio de Formula 1, onde se referiu que hávia o perigo de o rali não se realizar em Março, porque o Estado ainda não pagou a sua parte na organização do rali em 2008. E essa parte é somente 1,5 milhões de euros.

"Se não tiver garantias, desta vez escritas, de que esse dinheiro vem, não faço Rali de Portugal em 2009, porque não me posso arriscar. O Automóvel Clube de Portugal é uma entidade de utilidade pública sem fins lucrativos. Eu não quero ganhar dinheiro - não posso é perder", disse Barbosa.



Para 2009, Carlos Barbosa peterende que o Estado contribua com 2,5 milhões de Euros, a mesma verba do que nos anos anteriores. Essa verba vem dividida, segundo ele, da seguinte forma: "Um milhão vem do Turismo de Portugal, e 1,5 milhões através do Instituto do Desporto [de Portugal]. Mas até agora ainda não recebi qualquer espécie de verba do Instituto do Desporto relativa a 2008. (...) O Turismo de Portugal já me pagou tudo, até ao último centavo, e o Instituto do Desporto, por razões que estamos neste momento a averiguar, não tinha nada contabilizado", afirmou.

A ameaça está feita, e até agora o Secretário de Estado do Fute... ops! do Desporto não reagiu à entrevista. Será que o Sr. Laurentino Dias estará interessado em deixar de entrar nos cofres do estado português algo que em 2007 gerou no turismo local lucros de 75 milhões de euros em somente quatro dias?



Adiante. Noutra parte da entrevista, Carlos Barbosa fala sobre a possibilidade do regresso do Grande Prémio de Portugal, agora que existe um Autódromo "de cinco estrelas" em Portimão. Mas depois disse o preço que seria necessário para trazer: "Mas a verdade é que só para termos a Fórmula 1 em Portugal, custa-nos 15 milhões. Possível é. Se o Estado me der dinheiro eu trago a Fórmula 1 para Portugal, não tenho problema nenhum", garantiu.


O problema, neste país, é que pagar 15 milhões por ano, dos cofres do Estado (uma gota de água no Orçamento) com lucros garantidos, seguramente, este valor é visto como "um escândalo, uma roubalheira" para o Zé Povinho, que pouco entende (e duvido que alguma vez entenderá...) sobre os preços a pagar para ter determinado evento, e o prestígio (e riqueza) que traz ao nosso país, provavelmente, muito maiores do que o futebol. E ainda por cima, gastar tal dinheiro em ano de eleições seria, infelizmente, ainda mais mal visto...

WRC - Rali da Irlanda (Final)

Como seria de esperar, Sebastien Löeb e o seu Citroen C4 WRC foram os vencedores incontestados do primeiro rali do ano, e parte como favorito para a conquista do sexto campeonato consecutivo de pilotos. Atrás de si, na segunda posição, terminou o catalão Dani Sordo, que voltou a provar que mesmo no asfalto molhado, como foi o caso desta prova irlandesa, o trinómio Loeb/Sordo/Citroen C4 WRC não tem adversários à altura.

Contudo, o piloto francês não deixou de dizer que isto foi uma jornada difícil: "Foi um rali muito difícil, pelo que estou muito contente com o facto de alcançar os dez pontos! É importante para mim vencer no asfalto, ainda mais numa rali destes, com muitas zonas traiçoeiras.", afirmou em declarações captadas pelo jornal português Autosport.

Quanto ao finlandês Mikko Hirvonnen, que foi um distante terceiro classificado, no seu Ford Focus, também não deixou de realçar as dificuldades que sentiu no rali irlandês: "Tivemos alguns problemas e também escolhas erradas de pneus, pelo que estou feliz com os seis pontos. Esperava lutar com o Sordo, mas a Noruega será certamente um história muito diferente. Agora vamos começar verdadeiramente a lutar pelo título.", afirmou.

O último dia ficou marcado pelo duelo entre Henning Solberg e Chris Atkinson. Como no inicio do dia, ambos estavam separados por 4,7 segundos, o australiano ex-Subaru aproveitou para atacar o piloto da Ford Stobart, conseguiu momentâneamente ficar no quarto lugar, mas um problema de travões na penúltima especial, que o levou a sair de estrada, o fez relegar para o quinto lugar, a mais de um minuto de Atkinson: "Cometi um erro perto do final, mas de qualquer forma com os pneus escolhidos não me parece que fosse possível suster o ataque do Solberg. É a vida, e acho que temos de estar contentes com a quinta posição", concluiu o piloto australiano. A próxima etapa do campeonato será nas paragens frias da Noruega.

The End: Teddy Mayer (1935-2009)

O norte-americano Teddy Mayer, o homem que tomou conta da McLaren após a morte do seu fundador, Bruce McLaren, nos anos 70, e que deu os primeiros dois títulos mundiais à marca, para além de passagens pela Can-Am e CART, morreu esta sexta-feira, aos 73 anos.

Nascido em Scranton, New Jersey, a 8 de Setembro de 1935, e filho de um ás da I Guerra Mundial, Edward Mayer, e de Mary Guggenheim, sobrevivente do Titanic, Teddy Mayer envolveu-se no automobilismo graças ao seu irmão mais novo, Timmy Mayer (1938-64), que tinha entrado em contacto enquanto cumpria o seu serviço militar na Europa. Graduou-se em Direito na Universidade de Cornell, onde por essa altura conheceu e fez amizade com outro apaixonado pelos automóveis: Peter Revson (1939-74).

Quando os três foram para a Europa, foram para a Cooper, ajudando um jovem piloto neozelandês que estava a dar os seus primeiros passaos como construtor, chamado Bruce McLaren. Revson, McLaren e Timmy Mayer eram os pilotos, enquanto que Teddy cuidava da parte administrativa. Mesmo após a morte do seu irmão, em Longford, numa prova da Tasman Series, no inicio de 1964, Mayer continuou a ajudar a equipa.

Foi ele que cuidava da equipa nos Estados Unidos, principalmente na Can-Am, com McLaren e Dennis Hulme, outro neozelandês, campeão do Mundo em 1967 e que se juntou à equipa no ano seguinte, e mais tarde, o seu amigo Revson. Também fizeram uma "perninha" na USAC Series (a antepassada da CART), principalmente com o americano Mark Donahue. Na Can-Am, a McLaren arrasou em 1969, com aquilo que se viria a chamar de "Bruce and Denny Show", ou seja, vencendo em todas as provas do campeonato. Mas quando McLaren morreu a 2 de Junho de 1970, em Goodwood, testando um carro da Can-Am, Hulme pediu a Mayer que também cuidasse da equipa de Formula 1, algo que o fez nos onze anos seguintes.

Na Can-Am, as vitórias continuavam, agora com Peter Revson ao volante. E depois, quando a equipa se retirou da competição, em 1972, Revson foi para a Formula 1, correndo ao lado de Hulme, conseguindo uma carreira curta, mas brilhante, a bordo do modelo M23, que daria o primeiro título mundial de pilotos e de marcas em 1974, através do brasileiro Emerson Fittipaldi. Um ano de sentimentos ambivalentes, pois o seu amigo Revson tinha morrido no inicio do ano, numa sessão de testes no circuito sul-africano de Kyalami.

Dois anos depois, com Fittipaldi a tentar a sua sorte com a sua própria equipa, contrata o inglês James Hunt, e numa temporada bem disputada com o Ferrari do austriaco Niki Lauda, vence o título por apenas um ponto de diferençam quando o austriaco, depois de ter ficado gravemente ferido num acidente em Nurburgring, ter recusado a correr na corrida molhada de Fuji. Mas nesse mesmo ano, a McLaren tinha conquistado a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, através de Johnny Rutheford, quatro anos depois da primeira vitória, através de Mark Donahue.

Contudo, a partir dali, as vitórias foram raras, tendo a última sido conquistada em 1977, no circuito de Watkins Glen, através de Hunt. A McLaren afundava-se no meio do pelotão, mesmo tendo pilotos talentosos como John Watson e um estreante chamado Alain Prost. E foi nesse mesmo ano que surge um inglês que tem uma equipa na Formula 2 chamada Project Four. Ron Dennis, o chefe dessa equipa, queria estar na Formula 1, e queria a McLaren como porta de entrada. Reza a história que foi a Marlboro, a patrocinadora da época, que convenceu os dois a fundirem-se (daí que os carros da equipa desde 1981 tenham a sigla MP4 - McLaren/Project Four).

Meyer ficou com uma posição menor na equipa, e abandonou-a definitivamente em 1982, para voltar aos Estados Unidos, construindo o seu próprio projecto, a Mayer Motor Racing. Carl Haas resgatou-o três anos depois, para o seu projecto da Formula 1, que tinha motores Ford Turbo e chassis construido pela Lola, guiado por dois veteranos: Alan Jones e Patrick Tambay. Mas o projecto fracassou e no ano seguinte, saiu definitivamente de cena, pelo menos na Formula 1. Mais tarde voltou à CART, ajudando Roger Penske na sua equipa, sendo o vice-presidente da empresa até á sua reforma.

E agora, é mais um homem notável que passa a fazer parte da História da Formula 1. Ars Lunga, Vita Brevis.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Noticias: Sistema KERS preocupa os comissários de pista

O sistema de recuperação de energia cinética, ou o KERS, está a levantar preocupações em relação à sua segurança, e o mais recente caso surgiu com os comissários de pista, que manifestaram preocupações sobre o manuseamento dos monolugares após situações de avaria ou acidente, pois caso ainda estejam activos, as suas vidas vão estar em risco.




Segundo o site inglês GPUpdate.com, vários comissários, dos diversos circuitos que farão parte do Mundial de Formula 1, manifestaram a sua preocupação, pois por exemplo, a FIA ainda não forneceu equipamento suficiente aos comissários para poderem manusear os carros, e temem não efectuar o seu trabalho da melhor forma possivel. Um comissário de Silverstone, que perferiu não ser identificado, explicou a situação desta forma: "Somos cerca de 350 pessoas no GP de Silverstone e esperamos ter estas luvas 'mágicas' para todos? Pessoalmente, não acredito nisso. Talvez venhamos a ter um par de luvas por posto, o que significa que apenas precisamos de 26 pares o que é um problema quando existem 6 a 10 comissários por posto", apontou esse comissário.

O KERS ainda não se estreou em corrida, e as preocupações aumentam...

WRC - Rali da Irlanda (Dia 2)

Sebastien Löeb continua a dominar a bel prazer nas chuvosas (e estreitas) estradas irlandesas. O segundo dia de rali foi marcado por vitórias do piloto francês nas duas últimas classificativas do dia, aumentando a vantagem sobre o seu companheiro, Daniel Sordo, para a casa do 1 minuto de 19 segundos, garantindo praticamente a vitória no primeiro rali do ano, salvo qualquer azar de última hora.

Contudo, não foi um dia isento de erros para o pentacampeão do mundo, pois na 12ª especial, sofreu uma ligeira saída de pista, que o fez perder alguns segundos para Daniel Sordo, e fez com que Mikko Hirvonen vencesse essa especial, uma das poucas que não foram ganhas pelo Citroen C4 do piloto francês.


Assim, Hirvonen mantém-se num isolado terceiro posto, a 2 minutos e meio de Löeb, encontrando-se, também, já bastante distante do quarto classificado, que é o norueguês Henning Solberg, com este a 3 minutos e meio de distância do primeiro piloto da Ford, quase seis minutos sobre o piloto francês.

O quinto é agora Chris Atkinson, que está a adaptar-se bem ao C4, estando agora bastante próximo de Solberg, (4,7 segundos separam os dois), e se nada acontecer amanhã, pode ser que o australiano consiga os seus intentos. O francês Sebastien Oiger é agora o sexto na geral. As últimas classificativas deste rali serão corridas amanhã.

Speeder Questiona... Gabriel Lima (Speed N'Thrash)

Eis uma entrevista a alguém que faz uma combinação invulgar (ou nem tanto): automobilismo e “Rock N' Roll”. Gabriel Lima, algures na casa dos 20 anos, combina no seu blog Speed N’ Thrash, ambas as coisas (embora a parte da musica seja mais “heavy metal”…) de forma despretensiosa, mas do qual vale a pena a visita. Afinal de contas, as coisas no sítio em que vive (reclama a sua habitabilidade nas ilhas de Heard e McDonald…) dão para isso. Na última entrevista deste mês de Janeiro, é a vez dele.


1 – Olá, é um prazer ter-te aqui, neste humilde blog, a responder às minhas perguntas. Queres explicar, em poucas linhas, como surgiu a ideia do teu blogue?

Eu já lia alguns blogs e me interessei nisso. Enfim, sempre gostei de Formula 1 desde criança, e já há uns 4 ou 5 anos atrás surgiu minha paixão por música, resolvi juntar as duas e ver no que dava.


2 – O nome que ele tem, foi planejado ou saiu, pura e simplesmente, da tua cabeça?

Pensei em um nome que juntasse minhas duas paixões, Heavy Metal e Formula 1, depois de pensar um pouquinho, saiu “Speed N’ Thrash”, gostei e está ai!


3 – Antes de começares este blog, já tinhas tido alguma participação em outros blogues ou sites?

Não, porém de vez enquando discutia alguns tópicos na comunidade F1 Brasil do Orkut, era divertido mas o pessoal não dava muita atenção, pois lógicamente muita gente utiliza aquele espaço. Está ai outro motivo pelo qual o blog nasceu.


4 – Em que dia é que começaste, e quantas visitas é que já teve até agora?

Comecei no final de Julho de 2008. Coloquei um contador de visitas no meio de Novembro, ele estava pra lá de 2600 visitas, quando deu pau... (sobrecarregou e parou) já estou providênciando outro.


5 – De todos os posts que já escreveste, lembras-te de algum que te orgulhe… ou não?

Bom... eu gosto das resenhas que faço, acho que consigo traduzir tudo que vem a minha cabeça ouvindo os CDs.


6 – Em que é que tu, escrevendo sobre Formula 1, consegus ser diferente dos outros blogs?

Não sei, opinião minha, tenho um olhar desencanado (aberto) sobre a coisa toda, porém sem deixar de ser embasado em bons argumentos. Quem julga isso são vocês não eu... (risos)


7 – Daqueles blogues que conheces sobre automobilismo, qual(is) dele(s) é que tu nunca dispensas uma visita diária?

O teu (sem puxar saco!), do Capelli, Fábio Seixas, Flavio Gomes, F1 Nostalgia (tomara que o Rianov volte logo!) GP Series, e o do Téo José.


8 – Falamos agora de Formula 1. Ainda te lembras da primeira corrida que assististe?

Bem... lembro-me do “looping” do Christian Fittipaldi em Monza 1993, lembro-me também de estar assistindo ao GP de San Marino de 1994, porém a primeira inteira de que me lembro com certeza de estar vendo foi o GP da Espanha de 1995.


9 – E qual foi aquela que mais te marcou?

Bem não tenho aquela... tenho aquelas (risos). Tomei a liberdade de fazer uma lista (fora de ordem) com 10, espero que não brigue comigo haha. Lá vai:

- GP da Alemanha 2000
- GP do Canadá 1997
- GP do Brasil 2003/2007/2008
- GP da Europa 1999
- GP da Bélgica 1998/2004
- GP de Mônaco 1996
- GP do Japão 2000



10 – Fittipaldi, Piquet e Senna. Qual dos três é aquele que mais agrada, e porquê?

Senna, acho que quem era criança, como eu era, na época que o Senna morreu sempre o idealizou mais que os outros dois, pela tragédia e claro que também pelas façanhas na pista. Porém, também admiro Fittipaldi e Piquet.


11 – E achas que algum dia, Felipe Massa vai fazer parte deste trio de campeões?


Tenho um palpite que sim. Massa provou que todos nós estavamos errados a seu respeito nessa última temporada, depois do começo de ano ruim. Se continuar assim em 2009, tem tudo para se sagrar campeão, já que favorito já é, e um dos destacados.


12 – Comparando-o aos três pilotos acima referidos, Massa é mais parecido com quem, e porquê?

Bem, apenas parecido, colocaria mais com o Piquet pela boa regularidade e poder de recuperação em momentos chave.


13 – Achas que o título de 2008 foi bem entregue?

Com certeza! Lewis Hamilton já fez e fará mais história na F1, e de certo modo acho que ele merecia esse título mais que Massa pelo arrojo que mostrou tanto em 2007 quanto em 2008. Seu arrojo tem sido para mim sempre um dos pontos altos das corridas desses últimos anos.


14 – Tirando os brasileiros, qual é para ti o piloto mais marcante da história da Formula 1, e por quê?

Michael Schumacher, claro. Não poderia ser outro, pela sua história e pelas suas conquistas. O Homem que detêm todos os recordes relevantes da F1, e eu até outro dia acordava de manhã para vê-lo correr, não há outro que tenha me marcado tanto quanto ele.


15 – Para além de Formula 1, que outras modalidades de automobilismo que tu mais gostas de ver?

Assisto Indy também, Fórmula Truck quando dá e Stock Car idem. Infelizmente não tenho TV a cabo aqui em casa e não consigo ver MotoGP e GP2, duas categorias que gostaria de ver.


16 – E achas que vale a pena falar sobre ele no teu blogue?

Acho que sim, tudo que possa enriquecer o espaço é bem-vindo. Porém como disse algumas dessas categorias não consigo ver sempre.


17 – E miniaturas de carrinhos, tens algum?

Tinha algumas, porém a maioria quebraram (argh!). Sobraram duas que ainda estão inteirinhas, A Ferrari F2003-GA do Schumacher que ele ganhou o GP dos EUA de 2003 e o R25 do Alonso 2005. Ambas da Hot Wheels.


18 – Passando para a actualidade: de repente, a Honda anuncia a sua retirada da Formula 1. Como sentiste isso?

Vi isso com grande desgosto. Quer dizer, a Honda não fazia a menor questão de ficar na F1, estava lá só pela grana e a vitrine, não fez força alguma para sobreviver a crise. Nota 0 esportivamente para o time japonês, que ainda antes de falir testou sem propósito algum Lucas Di Grassi e Bruno Senna.


19 – Se Nick Fry e Ross Brawn encontrarem comprador nos próximos tempos, achas que Jenson Button, e especialmente Rubens Barrichello, conseguem manter os seus lugares?

Button certamente tem lugar garantido. Barrichello tenho lá minha dúvidas pois a garotada está ai e o pessoal lá parece não fazer muita questão que ele fique, uma pena pois fez um bom 2008 pelas limitações da Honda, e foi infinitamente melhor que Button.


20 - Max Mosley anunciou agora que fez um acordo com a Cosworth para fornecer motores ás equipas, a dez milhões de euros por ano. A FOTA (Formula One Teams Association) concordou em reduzir os custos. Achas que é este o caminho, uma Formula 1 com custos controlados?

É sim, nem todas vão usar, é verdade, mas cada um é dono de seu nariz. Essa crise veio em momento ruim, a F1 estava muito bem, é realmente uma pena.


21 - “Correr é importante para as pessoas que o fazem bem, porque… é vida. Tudo que fazes antes ou depois, é somente uma longa espera.” Esta frase é dita pelo actor americano Steve McQueen, no filme “Le Mans”. Concordas com o seu significado? Sentes isso na tua pele, quando vês uma corrida, como espectador?

Bem poética essa frase (risos). Concordo com o sentido dela, já que constato vendo entrevistas de pilotos e ex-pilotos que todos eles querem vencer acima de tudo. Desistir é algo que a “religião” deles não permite.


22 – Já agora, tens alguma experiência automobilística, como karting? Se sim, ficaste a compreender melhor a razão pelo qual eles pegam num carro e andam às voltas num circuito?

Bem… andei algumas vezes em indoor quando era pequeno e tinha o sonho de ser piloto de F1 (risos), mas nada sério não. Porém, sei bem o que é querer vencer acima de tudo, jogo video-game com meus amigos (gargalhada)


23 - Tens algum período da história da Formula 1 que gostarias de ter assistido ao vivo?

Gostaria de ter visto tudo, pois realmente gosto muito da Formula 1!! Mas daria destaque aos anos 70 e 80.


24 - Já alguma vez viste a briga entre o René Arnoux e o Gilles Villeneuve, no GP de França de 1979? Para ti, aquelas voltas finais significam o quê?

Se vi? É um documento obrigatório para qualquer um que goste de Formula 1. Significa a vontade de ser melhor que o outro, aquele papo que eu falei de “religião” do piloto de nunca se dar por vencido e isso é o que faz a Formula 1 ser bonita de se ver, o arrojo e a vontade de vencer, realmente uma disputa G.Ê.N.I.A.L., colírio para olhos.


25 – Jeremy Clarkson, o mítico apresentador do programa de TV britânico “Top Gear”, disse que Gilles Villeneuve foi “o melhor piloto que alguma vez sentou o rabo num carro de Formula 1”. Concordas ou nem por isso?

Não diria melhor, pois os números não dizem isso. Mas Gilles é um daqueles campeões morais da Formula 1, seu arrojo e sua vontade de vencer (vide Dijon 1979, mesmo sendo pelo 2° lugar) são miticos. É um piloto para se admirar, um dos grandes, merece ser lembrado, mesmo sem ter conquistado um título mundial. Mas falar por exemplo que ele é melhor que Prost, acho demais...


26 - Costumas jogar em algum simulador de corridas, como o “Gran Turismo”, o “Formula 1”, ou jogos “online”, como o BATRacer ou o “Grand Prix Legends”?

Já joguei bastante Gran Turismo F1 e Nascar, porém meu PS2 quebrou e desde esse dia não tenho jogado muito video-game, só em casa de amigos meus. Tenho o GP4, porém ele está emprestado pra um amigo que não mora aqui em São Paulo, dai faz um tempinho que não jogo, mas também já joguei bastante.


27 – Eu sei que começaste há algum tempo, mas… que é que tu alcançaste, em termos de prémios, convites, referências, desde que iniciaste o teu percurso na Blogosfera?

Nada ainda, só essa entrevista (risos) e alguns amigos no meio, como Marcos Antônio, Leandrus, você e outros com quem discuti F1.


28 – E se fosses o Max Mosley, o que preferias ter na Formula 1? Uma grelha só de montadoras ou de “garagistas”?

Nem somente um nem somente outro. Garagistas tem paixão pelo esporte, porém isso não é tudo em um mundo capitalista, para que o esporte evolua é preciso de montadoras investidoras. Porém, só montadora é ruim, pois acabam enxergando a F1 apenas como um negócio. É só vermos o caso da Honda, jamais houve paixão da matriz, já que ao sinal da crise rápidamente pularam fora do barco. Mas claro, sou muito mais garagistas... como meu ídolo Eddie Jordan, que além de chefe de equipa sempre gostou de Rock!


29 – Vamos falar do futuro próximo: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Nelson Piquet Jr. Um já está lá, os outros dois querem lá chegar. Achas que algum dos três tem estofo de campeão? Se sim, qual?

Nelsinho não, teve um carro médio/bom em 2008 e não fez nada de mais, além de cometer vários erros. Sinceramente ainda não sei bem o potêncial de Bruno e Di Grassi. A única coisa que os testes da Honda mostraram foi que Bruno se saiu bem sob pressão e Di Grassi nem tanto pois ficou bem atrás de Bruno. Mas não que isso diga alguma coisa são só minhas primeiras impressões sobre eles.

30 – Tens algum plano para o blogue, no futuro próximo? Novas secções, meteres-te num podcast ou videocast?

Novas Seções! Estou tentando bolar outras e tenho já duas idéias na espera, é só esperar que vem coisa nova lá no blog. Quanto a Pod e videocast, ainda não. Sabe, ainda não me dou muito bem com máquinas...


Já agora, se quiserem ver as entrevistas anteriores, carreguem nos respectivos links:

19 de Novembro 2008 - Priscilla Bar (Blog Guard Rail)
22 de Novembro 2008 - Marcos Antônio Filho (GP Series)
26 de Novembro 2008 - Vick, Ludy, Tati e Lu (Octeto Racing Team)
29 de Novembro 2008 - Hugo Becker (Motor Home)
3 de Dezembro 2008 - Fabio Andrade (De Olho na Formula 1)
6 de Dezembro 2008 - Rianov Albinov (F1 Nostalgia)
10 de Dezembro 2008 - Jorge Pezzolo (jpezzolo.com)
13 de Dezembro 2008 - Ron Groo (Blog do Groo)
17 de Dezembro 2008 - João Carlos Viana (jcspeedway)
20 de Dezembro 2008 - Felipão (Blogspot Brasil)
3 de Janeiro de 2009 - José António (4 Rodinhas)
7 de Janeiro de 2009 - Germano Caldeira (Blog 4x4)
10 de Janeiro de 2009 - Felipe Maciel (Blog F-1)
14 de Janeiro de 2009 - Daniel Médici (Cadernos do Automobilismo)
17 de Janeiro de 2009 - Thiago Raposo (Café com Formula 1)
21 de Janeiro de 2009 - Orroe (N U R B U R G R I N G)
24 de Janeiro de 2009 - Sávio Machado (SAVIOMACHADO)
28 de Janeiro de 2009 - Javi G. (Zone F1)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Opinião: Novas caras na FIA, precisam-se

Dentro de alguns meses, vai haver uma nova eleição na presidência da FIA. E se não houver oposição à séria, Max Mosley será eleito para um novo mandato, fazendo prolongar a sua presidência na FIA para além dos 18 anos que detêm actualmente.

Na minha mais recente coluna de opinião que escrevi hoje no site Pitstop, defendo a uma ideia que deve estar a geminar na cabeça de muitos de vocês: caras novas na cupula directiva da Formula 1. Em tempo de crise, reforço a ideia, defendida há algum tempo, de caras novas para o lugar de Max Mosley e Bernie Ecclestone. Com velhos e novos nomes, esta competição precisa de novos Obamas. Não no sentido da cor, mas sim em novas ideias que arejem o actual ambiente da Formula 1.

Noticias: Honda desmente ajuda governamental

A Honda desmentiu na noite de ontem que tenha pedido ajuda do governo britânico para conseguir parte do pacote de estímulo à industria automobilistica britânica, no valor total de 2,3 mil milhões de libras. Um porta-voz da equipa de Brackley afirmou que tais noticias não são verdadeiras: "Nás nos encontramos com o BERR diversas vezes para discutir como as coisas estão progredindo, além das chances da escuderia e de seus 700 empregados. Contudo, não discutimos uma ajuda governamental, e nenhuma discussão foi iniciada sobre um financiamento". afirmou, em declarações captadas pelo Blog F-1, do Felipe Maciel.





Contudo, até gostei da frase de resposta do Maciel sobre este tema: "Reunião para dar bom dia e dizer que a vida anda dura? Pelo visto a Honda é lenta até para pedir esmola.", Bem mandado, Felipe!

Entretanto, Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, falou que nesta altura, é muito difícil alguém adquirir a equipa para disputar o campeonato de 2009. Em entrevista à Sporttv brasileira, Senna está pouco optimista quanto ao desfecho desta situação: "Eles estão negociando para a equipa continuar correndo e sabem que vão precisar trocar o motor porque a Honda não vai fornecer mais. A realidade é que eu acho difícil alguém comprar agora. Não só porque está muito em cima do início do campeonato, mas também porque quem compra quer resultado e vai ser difícil andar bem logo [à primeira]. Talvez mais para o meio do ano. Agora, porém, acho complicado alguém adquirir [a equipa]", disse Bruno, em declarações captadas pelo sitio Pitstop.



Contudo, o sobrinho do tri-campeão do Mundo Ayrton Senna afirmou que ainda é possível a Honda dispute a temporada 2009 com novo dono e novo nome. "Tem tempo sim, com certeza, mas será uma correria porque há poucos testes. O carro já está pronto, só que vai ser preciso colocar outro motor e vão precisar fazer algumas mudanças. Estão entre Ferrari e Mercedes. Qualquer que seja, será bem melhor do que o motor que a Honda usou no ano passado. O sistema de câmbio [caixa de velocidades] não vai mudar porque já é muito bom", concluiu.

Depois disto tudo, pode-se dizer que todas as cartas estão jogadas em cima da mesa, e que há uma boa chance de termos uma grelha de 20 carros em Melbourne. Mas a cada dia que passa, como sabem, a janela de oportunidade fecha-se, e tem de sair "fumo branco" em Tóquio o mais depressa possivel, sob pensa de ver entrar nas estatísticas mais 700 desempregados altamente qualificados...