sábado, 27 de outubro de 2012

Formula 1 em Cartoons - A sombra de Alonso (GP Toons)

Fernando Alonso já começa a ver o seu fantasma, quer queira, quer não. Até no seu lugar favorito, o espelho... 

Mais um belo cartoon do Hector Garcia, dos GP Toons.

Youtube GT Crash: O acidente na partida em Paul Ricard


O campeonato francês de GT terá a sua jornada de encerramento este fim de semana no Circuito de Paul Ricard, e parece que a primeira corrida deste fim de semana teve uma partida no mínimo... atribulada. O Ferrari de Ludovic Bailey, no meio do pelotão, sofreu um toque por trás e foi direito ao muro, causando confusão que levou a outros dois pilotos, o Porsche de Philippe Gache e o Audi de Gulivert Gregory, a baterem. O carro de Gregory sofreu um principio de incêndio  devidamente combatido, enquanto que os pilotos nada sofreram.

O Safety Car entrou em pista para que desse tempo para tirar os carros, e quando a prova prosseguiu, consagrou a dupla Anthony Beltoise (filho de Jean-Pierre Beltoise e sobrinho de Francois Cevért) e Henry Hassid, que foram campeões no seu Porsche. No segundo lugar ficou o Ferrari 458 de Morgan Moullin Trafford e Fabian Barthez (sim, o Barthez que foi guarda-redes da seleção francesa, na sua segunda carreira como "gentleman driver") e no lugar mais baixo do pódio, o McLaren MP4-12C guiado por Vannelet Gilles e... Sebastian Löeb.

Vi este video no blog do Paulo Abreu, o Volta Rápida.

As caricaturas nos McLaren Toons

Quem viu o último episódio dos "McLaren Toons", reparou na cena em que Nick De Vryes, piloto holandês da Formula Renault 2.0, está a admirar os quadros dos pilotos que passaram pela equipa. Confesso que não consegui identificar o primeiro piloto retratado, mas soube hoje que era o Martin Brundle, que andou na equipa em 1994 e agora é comentador na Sky Sports. Mas das caricaturas dos outros, pode ver algumas coisas interessantes. Quer no filme, quer agora, com esta foto que encontrei agora destes oito pilotos.

Aqui, pode-se ver a reverência que existe por Bruce McLaren, a frieza nórdica de Mika Hakkinen, numa atitude de desafio, em contraste com o "quadrado" David Coulthard, o "narigudo" Alain Prost e as suiças de um sorridente Emerson Fittipaldi. Em contraste, os ares mais benévolos de Ayrton Senna, Martin Brundle e Niki Lauda revelam a admiração por esses pilotos. E a mesma coisa se vê em relação a James Hunt, que se pode ver no filme. E claro, Jenson Button e Lewis Hamilton. 

E se forem ver atentamente no mesmo filme, já se prepara o retrato de Sérgio Perez... e francamente, queria ver os retratos de Nigel Mansell e de Keke Rosberg, munidos dos seus bigodes. Teria a sua piada...

Menosprezo, frustração ou ciúme, Fernando Alonso?

Com a qualificação do GP da India a revelar, mais do que uma "pole-position" de Sebastian Vettel e o receio de amanhã ser um "passeio no parque" por parte do piloto alemão, que o poderá colocar no caminho de um terceiro título mundial, o seu maior rival nessa luta, Fernando Alonso, parece não ter munições para o parar nesta escalada quase imparável, agora que faltam "três corridas e meia" para o final da temporada. E já manifesta esta frustração às câmaras.

Logo a seguir à qualificação indiana, onde irá partir da quinta posição da grelha de partida,  Alonso afirmou em declarações à televisão espanhola Antena 3, que luta não contra o piloto, mas sim contra o carro: "Neste momento, não lutamos contra Vettel, contra ele lutávamos quando todos tínhamos mais ou menos os carros idênticos durante todo o campeonato. Até aí, liderávamos o campeonato. Agora, lutamos contra o Adrian Newey e neste momento não podemos fazer nada contra ele", assumiu o piloto da Ferrari.

"Obviamente que tentaremos ficar à frente do Vettel, seria esse o objetivo. Mas, têm um carro que tem feito primeiro e segundo nas últimas três ou quatro corridas de forma consecutiva, pelo que é impossível lutar contra algo assim. Mas não estou preocupado, porque as coisas podem mudar rapidamente e é preciso conter a alegria dos sábados porque nos domingos pode mudar", acrescentou.

As declarações de Fernando Alonso deram algum brado na Twitterlândia, após a qualificação, onde por um lado os alonsistas deram razão ao seu ídolo, afirmando que Vettel tem uma "vantagem injusta" porque tem um projetista que faz grandes carros, mas por outro lado, muita gente classificou as suas declarações como mais uma manifestação do seu mau perder, especialmente quando a equipa já não lhe dá o carro que deseja ter, mesmo que toda a sua equipa já se orbita à sua volta, qual Sol à volta dos planetas.

Uma coisa é certa: Alonso deseja menosprezar Vettel, diminuindo a sua importância nas vitórias que tem alcançado até agora, e que o vêm batendo recordes. Provavelmente a ideia era o de fazer nervoso, mas Vettel não reagiu a mais este "soundbyte" do "Principe das Asturias". Mas mesmo assim, as declarações de Alonso cairam mal, porque dizer que foi o projetista que deu os recordes, as poles, as vitorias e os títulos, em vez de ser o piloto, é revelador de um ciúme por Sebastian Vettel, que em menos de cem Grandes Prémios, conseguiu mais do que ele. 

É certo que Adrian Newey é o melhor projetista dos úlimos vinte anos, e que as suas criações na Williams, McLaren e agora Red Bull, deram títulos a Nigel Mansell, Alain Prost, Damon Hill, Jacques Villeneuve, Mika Hakkinen e agora, Sebastian Vettel. E até Ayrton Senna disse certo dia que estaria disposto a correr de graça - ironicamente, acabou por morrer. Mas se Alonso diz que  todos os pilotos que guiam carros desenhados por ele, inevitavelmente acabam por ser campeões, então... o que dizer de Mark Webber, que está na Red Bull desde 2007 e não ganhou qualquer título? 

Por outro lado, as declarações de Alonso podem ser lidas como um recado à Ferrari, que não tem carro para o apanhar os Red Bull. É que nos últimos dias, tem surgido noticias de que existem queixas sobre o facto de os mais recentes pacotes aerodinâmicos não satisfazerem Alonso e de haver queixas e criticas dentro de Maranello sobre coisas como o túnel de vento, que aparentemente terá de ser... recalibrado.

Em suma, o mau chassis que foi desenhado no inicio do ano e que Alonso tentou menorizá-lo, vencendo corridas a meio da época em condições extremas, voltou a aparecer. Poderiam ter contratado James Key, o projetista que esteve na Sauber no inicio do ano e projetou o excelente carro que eles têm nesta temporada, mas deixaram escapar para Faenza, sede da Toro Rosso, no lugar de Giorgio Ascanelli. Provavelmente no ano que vêm, Fernando Alonso poderá ter ao seu lado, numa grelha de partida qualquer, a companhia de Daniel Ricciardo ou de Jean-Eric Vergne...

Claro, mesmo com essas contrariedades, Alonso não perde a esperança: "Temos que fazer uma boa partida, tentar passar algum dos McLaren na largada ou na primeira reta e pressionar os Red Bull. Se tiverem uma corrida fácil e ninguém os pressionar, certamente que terão uma prova fácil, por isso há que atacar durante toda a corrida como se fosse uma qualificação para levar ao limite a mecânica dos seus carros ou qualquer coisa que possa acontecer".

Mas toda a gente já tem na cabeça a ideia de que Sebastian Vettel irá ser o tricampeão mais jovem de sempre da Formula 1. E provavelmente conquistará esse titulo em Austin, no próximo dia 18 de novembro, mesmo que Fernando Alonso não queira que isso aconteça. Vai ser um sapo dificil de engolir por parte dele, mas pode ser que até lá cresça o suficiente para ser homenzinho e aceitar a derrota.

Formula 1 2012 - Ronda 17, India (Qualificação)

Ao chegar a este dia de qualificação em paragens indianas, as apostas iam todas para o carro azul, com um touro vermelho pintado nos flancos e guiado por um jovem alemão de tenra idade, que em menos de cem corridas, está lançado no caminho da imortalidade automobilística. Poucos parecem conseguir contrariar nesta altura do campeonato, porque o carro desenhado por Adrian Newey parece ser de outra galáxia neste tipo de circuitos.

Apesar de muitos de nós sabermos como isto vai acabar, vemos a qualificação na mesma, pois queremos acreditar no inesperado. "Esperar o inesperado", é um lema que muitos de nós queremos agarrar, quando as coisas ou estão más ou estão a correr bem que queremos que não acabe nunca.

Assim sendo, a qualificação começou com calor, algum nevoeiro e pó na pista, que poderia causar alguns despistes. Depois de ver na Q1 os Ferrari e os Williams a mostrarem-se, Sebastian Vettel foi para a pista e marcou o seu tempo. No final, os que ficaram de fora foram, para além dos seis do costume, o Toro Rosso de Jean-Eric Vergne. E os esforços de alguns pilotos acabaram na gravilha, como aconteceu a Heikki Kovalainen, no seu Caterham...

Na Q2, os Red Bull fizeram a sua parte, adivinhando como isto iria acabar, enquanto que atrás, o resto fazia pela vida. Felipe Massa tinha dificuldades, mas passou para o Q3 "in extremis", tal como Sergio Perez. Mas Romain Grosjean, Michael Schumacher, Kamui Kobayashi, os Force India, Bruno Senna (saiu demasiadamente cedo para marcar o seu tempo) estes iriam ver a parte final da qualificação das boxes.

Com a Q3 em vista, provavelmente só Jenson Button, Fernando Alonso ou até Pastor Maldonado é que poderiam estragar o possivel monopólio. Se Sebastian Vettel teve um erro pouco habitual, que o fez abortar a sua primeira volta lançada, Mark Webber faz um tempo meio segundo mais veloz do que Fernando Alonso e faz a sua parte. Mas depois, Sebastian Vettel volta à pista e faz o seu tempo, conseguindo a pole-position e o terceiro monopólio consecutivo por parte dos energéticos.

E o mais interessante foram as três primeiras filas deste GP da India, um sinal da hierarquia atual: Red Bull na primeira, McLaren na segunda, Ferrari na terceira. E de um inicio louco de temporada, passamos agora para o dominio dos energéticos, um regresso à temporada anterior, e muito provavelmente, se nada acontecer a ele, como aconteceu a Fernando Alonso, o tri será de Sebastian Vettel, e muito provavelmente o comemorará a 18 de novembro, na nova pista de Austin.

Amanhã é dia de corrida. E não se esqueçam de atrasar os relógios para o horário de inverno.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Os últimos rumores da IndyCar Racing

Esta sexta-feira, a IndyCar esteve na berra com uma quantidade de rumores. Esta noite, surgiu o rumor do despedimento de Randy Bernard, o CEO da categoria (por agora desmentido), mas poucas horas antes, outro representante da categoria teve de desmentir, em declarações à Autosport, de que estava prestes a acontecer a assinatura de um contrato onde iriam receber, a partir de 2013, uma corrida em Itália.

“Enquanto estivemos em negociações com os promotores, que querem uma corrida, todas as conversas têm sido preliminares, e não há planos de realizarmos uma corrida da Indy na Itália”, declarou esse representante à publicação britânica. Isto veio contrariar as declarações de uma das representantes, Paola Manetti, que tinha dito que a assinatura de um acordo estava iminente, e que só faltava escolher um circuito para correr, entre Monza, Mugello e Imola.

Pode até acontecer que haja o desejo de trazer a IndyCar para a Europa, mais concretamente para Itália, mas não no próximo ano.

Enquanto isso, em Indianápolis, as coisas se agitaram quando a edição de hoje do "Indianápolis Business Journal" afirmou que Randy Bernard está a negociar a sua saída da Indycar e que o seu anuncio será feito dentro de duas semanas. Uma fonte da organização já desmentiu a noticia, mas o  jornalista brasileiro Victor Martins afirma no seu blog que a saída de Bernard, a acontecer, poderá ter a ver com a oferta de Tony George, seu antecessor, de comprar a marca.

Essas noticias têm vindo a lume desde há algum tempo, mas até agora não tem resultado ainda em nada. Mas a saída de Bernard seria bem vista em algumas equipas, como a Andretti. Em suma, apesar de hoje as pessoas terem desmentido a pés juntos, o que é verdade hoje, amanhã poderá ser  uma mentira completa. 

Entretanto, duas equipas estão a negociar a sua fusão. HVM e KV Racing estão em negociações para formar uma parceria na próxima temporada, visando uma fusão para mais tarde. Assim sendo, Tony Kanaan e Simona De Silvestro podem ser companheiros de equipa no próximo campeonato. 

O dono da HVM, o britânico Keith Wiggins, confirmou as negociações, nesta sexta-feira (26), mas não deu muitos detalhes. “Não é segredo que há algumas conversas sobre colaboração, vamos colocar dessa maneira. Há muito mais equipes trabalhando juntas agora. Isso [o anúncio] vai acontecer no momento certo”, disse o dirigente à Autosport britânica.

Caso isso aconteça, isso vai fazer com que a HVM, que usou os lentos motores Lotus, pelos mais velozes Chevrolet, e a suiça De Silverstro tenha mais chances de boas classificações.

Gutierrez gostou da experiência

Substituindo um adoentado Sergio Perez, Esteban Gutierrez correu no Sauber nesta sexta-feira, nos treinos livres do GP da India, e o jovem mexicano de 21 anos - nasceu a 5 de agosto de 1991, três semanas antes da estreia de Michael Schumacher na Formula 1 - qualificou de "grande experiência" estas suas voltas no circuito de Buddh ao volante do carro do seu compatriota.

"Foi uma grande experiência substituir a Sergio [Sergio Perez] esta manhã. Hoje disfrutei desde o cockpit aquilo que vi até agora das boxes", começou por dizer Gutierrez. "Foi interessante participar pela primeria vez num evento oficial, ao volante do C31. Obviamente, é muito diferente do que fazer testes de pista, e foi um grande desafio permanecer concentrado o tempo todo", concluiu.

Gutierrez não conseguiu mais do que o 20º tempo na sua primeira sessão de treinos livres, atrás do Caterham de Gierdo van der Garde, antes de dar o carro para Perez, que curado, fez o 12º tempo nos segundos treinos livres do dia, a pouco menos de dois segundos de Sebastian Vettel, que liderou a tabela de tempos.


O regresso do GP de França?

De quando em quando aparecem à superfície noticias sobre um possivel regresso do GP de França. Se o assunto "morreu" com a chegada do atual presidente, Francois Hollande, ao poder, quando afirmou que não estava disposto a conceder ajudas estatais para receber a Formula 1 no seu país, fosse o circuito Paul Ricard ou Magny Cours, agora com o adiamento do "Grande Prémio da America", para 2014, que iria acontecer em New Jersey.

Contudo, com o cancelamento deste Grande Prémio, o calendário terá 19 corridas, o que implica outras revisões de contratos, e isso Bernie Ecclestone não quer. Assim sendo, procura um substituto, que pode muito bem ser a Turquia, que iria regressar na base de um "one-off". Contudo, existem problemas de logistica inerentes, e agora volta a surgir a hipótese do regresso do GP de França, que não existe desde 2008, como se sabe.

O jornalista Joe Saward fala hoje no seu blog que surgiu esta semana na imprensa local uma declaração de Stéphane Clair, diretor do circuito de Paul Ricard, afirmando que existe uma hipótese de 90 por cento do regresso da Formula 1 a paragens francesas. A ser verdade, seria de saudar este regresso, mas muito provavelmente seriam os patrocinadores locais e privados que trariam de volta a corrida ao circuito que fica entre Marselha e Toulon, já que o governo afirmou que não estava disposto a investir o seu dinheiro neste evento.

Não se sabe se Magny Cours está na corrida, pois houve a hipótese de um regresso, quando o governo de Nicolas Sarkozy estava a negociar o regresso do GP francês, alternando com o GP belga, como chegou a estar em cima da mesa, mas o que se fala é que, a acontecer o regresso de França, esta aconteceria duas semanas depois do Canadá, a 23 de junho e poderia fazer com que a corrida britânica recuasse uma semana, da atual data, 30 de junho, para 7 de julho. Mas esse é o mesmo dia da final do torneio de ténis de Wimbledon, e essa hipótese pode estar descartada.

Veremos se essa hipótese se concretizará. E a acontecer, seria um "one-off" ou um contrato mais prolongado? 

Youtube Rally Jump: Sardenha 2012


É raro acontecer isto, mas aconteceu. Recebi no inicio da semana, na minha "caixa do correio" do blog, um video no Youtube sobre o Rali da Sardenha, montado e feito pelo próprio autor do video. É de um lugar chamado "Miki's Jump", onde os carros dão os habituais pulos após uma lomba, e por vezes, eles dão espectáculo.

São mais de seis minutos de saltos, porque eles fizeram duas passagens pela mesma classificativa, e se pode ver aqui a quantidade de pilotos e carros que andaram por ali. Vale a pena ver os saltos e agradeço ao autor do video, o Giani Piereddu, por ter mandado o link.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Vimeo Motorsport Classic: Racing in Slow Motion, edição de outubro




O Mattzel89 colocou hoje na sua conta no Vimeo mais um dos seus "Racing In Slow Motion", relativo a este mês. Ali estão imagens em câmara lenta de corridas na NASCAR, os V8 australianos, a formula 1 e a Moto GP. São imagens bonitas, e gostei em particular do "bailado" em Surfers Paradise, com os V8 australianos.

Para ver... e rever, as vezes que forem precisas. 

Noticias: Dono da Prodrive interessado na Cosworth

Sabe-se desde a semana passada que a Cosworth está à venda, e compradores não faltam, sendo que uma delas poderá ser a Rolls Royce, mais concretamente a sua divisão aeronautica. Mas a edição de hoje do jornal britânico Daily Mail fala que David Richards pode estar a considerar uma proposta para comprar a empresa, apesar de considerar que o preço que os atuais proprietários pedem atualmente ser "demasiado alto". 

Dono da Prodrive e da Aston Martin, Richards deverá achar que incluir a Cosworth no seu portfólio para ter mais "armas" quer para as supas operações nos Ralis e na Endurance, mas não se sabe se a sua oferta inclui toda a empresa ou se só a divisão de preparação, já que a empresa está divivida em dois, com a outra a tratar de sistemas eletrónicos de defesa, com contratos no exército britânico, entre outros.

Fundada em 1958 pelos engenheiros Mike Costin e Keith Duckworth, preparou motores para a a competição automobilistica, especialmente a partir de 1967, quando construiu, com a ajuda da Ford, o DFV (Double Four Valve) de 3 litros que dominou a Formula 1 até à chegada dos motores Turbo. Depois de ter sido comprada pela Ford, em 1999, e de ter sido vendida em 2004 a Gerry Forsythe e Kevin Kalkhoven, estes agora pretendem vender depois de terem cancelado os seus planos para o colocarem em Bolsa, após resultados decepcionantes nas contas.

Atualmente a Cosworth fornece motores à Marussia e à HRT, mas pode ser que isso termine em 2014, quando entrarem em vigor os regulamentos dos novos motores 1.6 turbo, do qual a Cosworth não tem um plano concreto para o seu desenvolvimento.

Última Hora: Sergio Perez em dúvida para o GP da India

O piloto mexicano Sergio Perez está adoentado e poderá ser substiuido pelo seu compatriota Esteban Gutierrez no GP da India, segundo afirma a cadeia de televisão Sky. O piloto de 22 anos esteve ausente da conferência de imprensa que dá a antevisão do GP da India e a equipa colocou Gutierrez de prevenção, esperando até amanhã de manhã para tomar uma decisão.

Caso ele não recupere a tempo, será a estreia de Gutierrez, de 21 anos, na categoria máxima do automobilismo, depois de duas temporadas na GP2, onde terminou no terceiro lugar nesta temporada. E em 2010 foi o primeiro campeão da GP3, ao serviço da ART.

As primeiras imagens dos motores de 2014

No meio de todas estas noticias e de todo o trabalho que tenho tido, deixei escapar uma relativa aos motores que a Formula 1 irá ter em 2014, os 1.6 Turbo. Na segunda-feira, enquanto surgiu o rumor de que a McLaren estaria a falar com a Honda para reavivar uma parceria que durou entre 1988 e 1992, a revista online Racecar Engeneering mostrou imagens do motor Renault Turbo que a equipa espera usar dentro de dois anos.

“O projeto foi inicialmente pensado para 2013 e assim começamos a trabalhar inicialmente e formalmente o caminho de volta aos turbos em setembro de 2010″, começa por explicar Rob White, o Diretor Executivo Renault Sport F1.  “Nós já desenvolvemos várias partes desse motor nos últimos meses, primeiro de tudo o que tínhamos era um único cilindro em execução para teste”, continuou.

“Nós também tivemos um motor multi-cilindro de outra arquitectura que estava sendo testado recentemente. Temos agora executar um V6 e o programa é mais ou menos alinhado com o nosso planeamento  Temos uma nova aprendizagem para fazer. Aprender tudo sobre injeção direta, tudo sobre o "turbocharger" nestas novas condições e mais ainda sobre recuperação de energia cinética nesse novo modelo que é muito maior que o atualmente usado”, concluiu.

O site brasileiro Ultrapassagem, que mostra algumas das imagens do motor a 3D e de modo real, fala que apesar de não haver muitos pormenores, refere que devido ao facto de eles terem começado cedo a desenvolver este motor - lembrem-se que estes motores deveriam estar prontos em 2013 - poderá fazer com que eles já estejam em vantagem, pelo menos nos primeiros tempos. E para Red Bull, Lotus, Williams e Caterham, que têm os motores Renault, isso pode significar algo de importante nas suas performances.

5ª Coluna: O atraso no Acordo da Concórdia

No meio de todas as noticias sobre a "dança das cadeiras" para a temporada de 2013, e sobre os problemas que Vijay Mallya passa para pagar o que deve a funcionários e pilotos da Kingfisher Airlines, e do qual já ameaçaram perturbar o GP da India, marcado para este domingo, passou algo despercebido - pelo menos, não com a "pompa e circunstância" de outras noticias - a noticia de que as equipas iriam reunir-se com a FIA na sua sede, em Paris, para tratar sobre o novo Acordo de Concórdia, do qual deverá entrar em vigor a partir de 2013.

A reunião aconteceu esta segunda-feira à tarde, e apesar de nada de específico ter transpirado, todos usavam expressões como "espirito construtivo" e demonstravam optimismo em chegar depressa a um acordo. Para quem quiser entender isto de outra forma, isto quer dizer que não é agora que assinam o papel para fazer nova distribuição das receitas até 2020.

Isto ainda não é preocupante, mas quem anda a ler estas noticias, sabe que se fala desde março que  a assinatura do Acordo de Concórdia está "iminente" ou que "já há acordo, so faltam pormenores". Dessa, ouviu-se da boca de Bernie Ecclestone, e vindo dele, tal coisa só pode significar mais uma forma de pressão do que vem "à letra".

Se a meio do ano, o grande problema era a Mercedes, agora para o final, o grande problema chama-se Red Bull, e o assunto em si tem a ver com o limite de custos. As equipas querem establecer um teto orçamentário para controlar custos e evitar uma espécie de "corrida ao armamento" do qual o primeiro a rebentar, ganha. Aparentemente, a Red Bull anda a gastar cerca de 230 milhões de euros para ser campeão de pilotos e construtores, enquanto que Ferrari e McLaren andam a gastar um pouco menos, entre 150 a 180 milhões de euros.

As equipas já não negoceiam em bloco - a FOTA acabada ou moribunda - e cada um está a querer "puxar a brasa à sua sardinha". Parece que a maior parte das equipas já chegou a um consenso, mas a Red Bull parece que quer reduzir gastos de outra forma, como por exemplo, o preço que se cobra pelos motores. É que se a Ferrari e Mercedes constroem os seus, a McLaren andou durante muito tempo com um acordo mais favorável com a Mercedes, que terminará no próximo ano. E a Red Bull e um mero cliente da Renault, sem privilégios de monta.

Este é um exemplo de muitos. Há outros em cima da mesa, como o calendário ou a distribuição de dinheiros. Mas numa altura em que o tempo está a contar, e vendo que nada se resolver, apesar dos "sinais encorajadores", causa-me mais preocupação do que alivio.

Aliás, se formos ver bem, qualquer um destes Acordos da Concórdia sempre foram dos mais opacos e mais secretos que conheço. As clausulas que estabelecem a distribuição dos lucros nunca foram mostrados ao público, do qual o facto da empresa "Formula 1" nunca ter estado cotada em bolsa ajuda nesse campo. Para saber dos salários de dados pilotos ou os orçamentos de determinadas equipas, temos de ver os relatórios de contas de equipas como a McLaren, Ferrari, Red Bull, Williams, etc... algumas delas cotadas em bolsas como a de Londres ou de Frankfurt. Mas para ver o panorama geral, preciso ter uma alma e paciência de contabilista para chegar a essas conclusões. E nem toda a gente tem esse espírito.

E depois temos outro factor importante: Bernie Ecclestone. No próximo dia 30 ele fará 82 anos, e este poderá ser o último Acordo que será feito durante o seu período de vida. A sensação de que ele é a "cola" que une tudo isto na Formula 1 é cada vez maior, e a ideia de que ele poderá morrer entretanto - não digo agora, mas nos próximos anos - sem um plano de sucessão a médio prazo e sem um grande plano para a Formula 1 delineado e aprovado por todos, é uma grande sombra que paira sobre todos. É certo que Jean Todt poderá querer ficar com o seu poder e recuperar aquele que tinha sido dado por Max Mosley, seu antecessor, durante o seu tempo na FIA, mas há alguns sinais de que muitos não gramam o "Napoleão". E combinando isso com a natural divergência das equipas em relação ao interesse geral da Formula 1, as coisas a médio prazo serão muito agitadas.

Daí que digo que se deve fazer um novo Acordo o mais depressa possível  E depois disso se trate de coisas como a entrada da Formula 1 em Bolsa e arranjar um novo promotor a médio prazo, que seja consensual e saiba ser um digno sucessor de Bernie Ecclestone. É isso que a Formula 1 precisa, se quer continuar a ser a força que é agora.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fibra de Carbono - Episódio 21

No 21º episódio do podcast Fibra de Carbono, estivemos a falar sobre o fim de semana perfeito de António Félix da Costa em Barcelona, ao volante de um carro da World Series by Renault, e a consequente chamada para o "rookie test" em Abu Dhabi, bem como uma chamada de atenção sobre a alguma ignorância que os canais de televisão nacionais estão a fazer em relação aos feitos do piloto de Cascais.

Também falamos sobre o adiamento do GP de New Jersey, sobre o GP da India, sobre os sarilhos onde anda Vijay Mallya e o seu grupo Kingfisher, e também se falou sobre as negociações para o novo Acordo da Concórdia e o facto de estes ainda não terem sido concluidos, pois falta menos de três meses para poder estar em vigor.

Tentem não perder este episódio, porque eu faço umas imitações mal feitas do Marcelo Rebelo de Sousa pelo meio...

Tudo isto e muito mais pode ouvir a partir deste link: http://www.fibracarbono.net/podcast/episodio-21-o-professor.html