terça-feira, 14 de abril de 2009

Suzuka reinaugura o seu circuito

Neste Domingo de Páscoa, para além do A1GP no Algarve e do Moto GP no chuvoso Qatar, aocnteceu outro evento importante: a reinauguração do Circuito de Suzuka, depois de extensas obras no seu circuito por mais de um ano. Tal como acontece na Alemanha, o Japão vai alternar o seu circuito sede entre Suzuka (anos impares) e Fuji (anos pares).




A noticia pode ser vista no Blog do Capelli, e as fotos foram tirados por um "nissei", Jonas Tahara, orgulhosamente creditado como "correspondente do Blog do Capelli no Japão". E pelas fotos, até achei que as mudanças (novas boxes, novas arquibancadas,incluindo uma torre de controlo e bancada de imprensa) foram para melhor!

Historieta da Formula 1: a tradição do banho de champanhe

Hoje em dia, damos como adquirida a ideia de que os pilotos, quando sobem ao pódio para receber os prémios, borrifam-se com uma garrafa de champanhe de tamanho gigante a todos os que estão à frente. Na realidade, apesar do champanhe estar associado à Formula 1, desde os seus primórdios, o banho é uma coisa muito mais recente. Quem conta isso é o Gustavo Coelho, do Blog F1 Grand Prix.


Tudo começa em 1950, ano inaugural da Formula 1. Quando o pelotão vai correr em Reims o GP de França, Paul-Chandon Moët e Fréderic Chandon de Briailles, os herdeiros da marca Möet et Chandon, oferecem ao vencedor do Grande Prémio uma enorme garrafa de champanhe, pois o circuito ficava situado na provincia que lhe deu o nome. O vencedor dessa corrida, o argentino Juan Manuel Fangio, aceitou sem hesitar. Desde essa altura que, sempre que a Formula 1 ia a França, independentemente do circuito, oferecia-se ao vencedor uma garrafa de champanhe da mesma marca.

Mas o banho começa 16 anos mais tarde, também em França, mas não foi numa prova de Formula 1: foram nas famosas 24 Horas de Le Mans, e não foi com um dos três primeiros. Foi com o... quarto classificado. O suiço Jo Siffert (1936-71), que fazia dupla com o inglês Colin Davies, tinha ganho a categoria de 2 litros, com o Porsche. Eufórico com o triunfo, e num dia de calor sufocante, abraçou a garrafa de champanhe que, com a agitação, fez saltar a rolha e jorrou o precioso liquido. Os restantes pilotos que tinham ido ao pódio, incluindo os vencedores, os neozelandeses Bruce McLaren e Chris Amon, aproveitaram a deixa e jorraram o champanhe para a multidão.

Desde então a tradição do champagne no pódio só foi quebrada algumas vezes, nos anos 70 e 80. E tudo por causa de um patrocinador... árabe. Entre 1979 e 1984 cada vez que Clay Regazzoni, Alan Jones, Carlos Reutemann ou Keke Rosberg conquistavam vitórias para a equipa Williams, comemoravam a vitória... com uma garrafa de água. O motivo era simples: a equipa inglesa era patrocinada pela Saudia Airlines, que, pelas leis islâmicas, não permitia que seus patrocinados bebessem álcool. E isso incluia cerimónias de champanhe!

Mais de vinte anos depois, quando a Formula 1 chegou a um pais árabe, o Bahrein, solução semelhante teve de ser necessária. Resolveu-se que os pilotos iriam estoirar uma tradicional bebida bahrenita, que, consta-se, não ganhou a admiração de muita gente...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O que têm em comum e o que os separa

Estas fotos foram tirados no mesmo local, com meros quatro anos de diferença. Vê-se Jochen Rindt e Jackie Stewart a abordarem a Curva Parabólica, no circuito de Monza. A foto do austriaco foi tirada em 1966, ainda ele estava na Cooper, e a do escocês foi em 1970, com o March 701, sem as asas dianteiras e traseiras, no intuito de ganhar velocidade de ponta. Ironicamente, foi assim que o seu amigo e companheiro de cima, Jochen Rindt, encontrou a morte, nesse fim de semana...

Ambas as fotos são uma excelente oportunidade de comprar dois carros e verificar que apesar de ambos serem parecidos na fotografia, escondem grandes diferenças, especialmente no caso do March. Nessa altura, apesar das asas e do ingresso em força do aerodinamismo, tirando essa paerte, continua a ser o mesmo tipo de carro. Só o Lotus 72 é que quebrará esse padrão, quando Colin Chapman tem a brilhante ideia de tirar o radiador frontal para o colocar nas laterais, para arrefercer melhor o motor. Curiosamente, é um carro que foi estreado em 1970, ou seja, no momento em que Stewart faz a Parabólica, tinha como rival o modelo que iria definir a formula 1 não só naquela década, como nas seguintes...


Apreciem-nas e digam de vossa justiça.

A capa do Autosport desta semana

Esta semana, o Autosport traz em destaque na sua capa mais um assunto "para encher chouriços", como se costuma dizer por aqui. E ainda mais, quando este é explorado por tabloides britânicos da pior espécie, alimentado por uma boca mandada pelo senil do Bernie Ecclestone. É estúpido, estéril, e só serve para que os pacóvios comprem a revista e deixa os amantes e os especialistas indignados... e com razão!




Bom, o assunto da capa, em vez de ser o fim de semana português da A1GP, ou então da decisão do Tribunal de Apelo de Paris, que acontecerá amanhã, e do qual tudo pode acontecer, a Autosport decide colocar uma foto sobre a possivel exclusão da McLaren e da troca de Rubens Barrichello por Lewis Hamilton na Brawn GP: "FIA não perdoa mentira do GP da Austrália, McLaren arrisca exclusão". Ora, isso foi, curiosamente, assunto de uma das noticias de 1º de Abril. Será que os tabloides ingleses levaram-na a sério? e ainda por cima, é uma decisão que será tomada... a 28 de Abril, ou seja, dentro de duas semanas e meia.


Num quadrado mais pequeno, estão os assuntos de verdadeiro interesse: o excelente fim de semana de Filipe Albuquerque no Autódromo de Portimão, onde pela equipa nacional da A1GP conseguiu dois pódios e continua a ser um forte candidato ao título da A1GP, tendo como adversários o irlandês Adam Carrol e o suiço Neel Jani. "Portugal perto do Primeiro Lugar", é o título. E ainda um resquício do Rali de Portugal, um test-drive feito ao Citroen C4 WRC híbrido, deixando no ar uma pergunta: "Será que o novo carro de Löeb vai ser híbrido?"


Eis os títulos da revista desta semana, uma edição que vale a pena somente pelas letras pequenas...

Formula Renault: Felix da Costa vence segunda corrida

Impressionante! Numa corrida imprópria para cardíacos, e partindo do sétimo lugar da grelha, António Felix da Costa, mais conhecido por "Formiga", venceu esta manhã a segunda corrida do fim de semana holandês da Formula Renault NEC (North European Competition), e beneficiando do atraso do seu rival Adrian Quaife-Hobbs, é agora o novo lider da competição, com dez pontos de vantagem sobre o seu companheiro, o dinamarquês Kevin Magnussen.

Felix da Costa impressionou na largada, ao ultrapassar dois concorrentes, para depois partir ao ataque rumo à liderança. "O arranque correu bem e depois, nas primeiras voltas ataquei ao máximo mas sem correr riscos, até que, a cinco voltas do final, assumi a liderança da corrida. Nas últimas voltas tinha alguma vantagem e controlei o andamento dos meus adversários", afirmou. Magnussen foi segundo e o seu compatriota Marco Sorensen foi terceiro.


O vice-campeão em título não podia ter desejado um fim-de-semana mais positivo, coroado com duas idas ao pódio e a afirmação de que é um dos valores mais seguros do presente campeonato. "Fiquei muito satisfeito com o resultado que consegui aqui em Zandvoort. A equipa esteve muito bem e abrir o campeonato com um segundo lugar e uma vitória é muito importante para ajudar a cumprir os objectivos da época. Saio da Holanda na liderança do Campeonato Norte Europeu numa altura muito importante, pois já no fim-de-semana que vem, em Barcelona, terei o primeiro confronto do Eurocup de Fórmula Renault, o que me deixa com mais confiança e ainda mais motivado para lutar pela vitória", referiu o piloto de 17 anos, em declarações captadas pela Autosport portuguesa.


A próxima prova do Campeonato Norte Europeu de Fórmula Renault 2.0 realiza-se nos dias 24 a 26 de Abril, no circuito alemão de Hockenheim, mas uma semana antes, a 18 e 19 de Abril, estará em Barcelona para a primeira ronda do Formula Renault Eurocup, onde também tem aspirações ao título. Até lá, António Félix da Costa vai gozar a liderança da classificação com 54 pontos, mais 10 que Magnussen.

Contado, ninguém acredita...

O meu amigo Gabriel Lima disse ontem que "este ano, o mundo anda de cabeça para baixo". Depois de ver um "underdog" a ganhar as duas primeiras corridas do ano, e de ver que Max Mosley e Bernie Ecclestone sofrem de uma forma tardia de esquizofernia, ontem à noite vi o impossivel: uma prova no deserto cancelada... pela chuva.


Eu , que não ligo muito às motos, estava ontem a noite a ver a transmissão na Eurosport, e não acreditava no que via. Chover forte no deserto arábico? É mais fácil ver tempestades de neve na Argélia... Resultado: a corrida da Moto GP foi adiada para hoje, e a corrida dos 250 cc foi encurada para 40 por cento do total, e foi ganha pelo espanhol Hector Barberá.

A corrida foi adiada para o dia seguinte, com o acordo dos pilotos e organizadores, para a mesma hora da de Domingo. Esperemos que não chova...

domingo, 12 de abril de 2009

A1GP: Irlanda penalizada, Portugal é segundo

Confirmado: os comissários de pista em Portimão penalizaram o carro de Adam Carrol em 30 segundos, por ter desobedecido ao segundo "drive through" imposto à equipa irlandesa, por este ter feito uma ultrapassagem quando o Safety Car ainda estava em pista. Com essa penalização, a Irlanda caiu da segunda para a sexta posição final, fazendo com que a liderança no campeonato passasse para a Suiça, e que Filipe Albuquerque herdasse a segunda posição, subindo o malaio Fairuz Fauzy para a terceira posição.

Com isso, os três primeiros classificados estão separados apenas por seis pontos, com a Suiça a liderar (88 pontos) dois pontos a mais do que a Irlanda (86 pontos), que tem Portugal a quarto (82 pontos), mas a equipa portuguesa é a que tem menos vitórias, que poderá ser penalizador em caso de empate (uma vitória portuguesa contra três irlandesas e quatro suiças)

Entretanto, Albuquerque era um homem feliz com o fim de semana algarvio, pois esteve no pódio nas duas corridas, o melhor resultado de conjunto desta temporada, descontando a vitória em Chengdou. "Foi um fim-de-semana espectacular. Correr em casa é simplesmente único. Estive presente nas lutas mais interessantes das corridas, penso que dei um bom espectáculo ao público e estou muito contente com este desfecho: duas corridas, dois pódios. A pista é simplesmente óptima, não se encontram muitas semelhantes e é propícia para corridas disputadas como as deste fim-de-semana. Acho que depois dos resultados das qualificações teria sido impossível fazer melhor", afirmou na conferência de imprensa após a segunda corrida.

Quanto ao resto do Campeonato, Albuquerque diz que está tudo em aberto e promete luta: "Faltam quatro corridas e tudo pode acontecer. Estou muito confiante e desejoso que chegue rapidamente o próximo fim-de-semana de corrida. Vou lutar pelo título até ao final", concluiu. A próxima jornada dupla acontecerá a 3 de Maio, em Brands Hatch.

A1GP - Ronda 6, Portimão (Corridas)

Por fim, chegou o dia das corridas em Portimão. Neste Domingo de Páscoa na ponta ocidental do Algarve (mais conhecido localmente por Barlavento), máquinas e pilotos de 22 países estiveram no novo Autódromo de Portimão para correr na jornada dupla da A1GP, três anos depois da sua passagem pelo Autódromo do Estoril.



Depois de um desempenho algo modesto nos treinos (5º na Sprint race e 7º na Feature Race), cabia a Filipe Albuquerque tentar recuperar alguma dessa desvantagem e conseguir ultrapassar os seus adversários mais directos: a Irlanda, com Adam Carrol ao volante, e a Suiça, de Neel Jani. Mas também tinha que estar atento à Holanda, com Robert Doornbos, e à Itália, agora reforçada com a presença de Vitantonio Liuzzi. E ver o desempenho de alguns pilotos, como Nicolas Prost, pela França, e Felipe Guimarães, pelo Brasil.

A Sprint Race começa com Doornbos na frente, e Albuquerque a saltar para o quarto lugar, passando o libanês Daniel Morad. A ordem das coisas não se alterou muito até à paragem obrigatória nas boxes, com Albuquerque a seguir de perto o trio da frente: Doornbos, Liuzzi e Carrol. Entretanto, mais atrás, Earl Bamber, da Nova Zelândia, perdia o controlo do seu carro, e terminava permaturamente a sua corrida.

Quando chegou a vez da obrigatória paragem nas boxes, o carro italiano foi mais lento do que os seus directos adversários, e foi ultrapassado por Carrol e Albuquerque. O piloto português, agora terceiro, foi em perseguição dos dois primeiros, mas estes estavam tão rápidos como ele, e a ordem não se alterou. Quanto a Liuzzi, teve de se defender de Clivio Piccione, do Mónaco, para conseguir garantir a quarta posição, o melhor resultado do ano para as cores transalpinas.

Contudo, a corrida terminaria antecipadamente na 11ª volta devido a um toque entre Felipe Guimarães e o carro sul-africano, guiado por Adrian Zaugg. Ambos os carros ficaram atravessados na pista, e as bandeiras vermelhas foram mostradas. Apesar de tudo, Guimarães ficou com o sétimo posto final, um claro sinal de progresso do piloto brasileiro.

Quase três horas mais tarde, veio a corrida mais longa, a Feature Race. Na partida, há menos um carro, o do Brasil, pois não conseguiram recupera-lo a tempo da corrida. Albuquerque larga mal e é superado pelo americano Marco Andretti. Mas mais atrás, outro dos candidatos ao título, Robert Doornbos, desistia, vítima de um problema de motor. Mas pouco depois, os comissários de pista descobrem que Adam Carrol saiu antes de tempo, logo, era peanlizado por um "drive through", ou seja uma passagem pela boxe. Entretanto, Albuquerque passava Andretti e estava atrás de Adrian Zaugg, no quarto lugar. Na primeira paragem nas boxes, Albuquerque não conseguiu ultrapassar o sul-africano, e foi até ultrapassado pelo neto de Mario Andretti.

Após o primeiro ciclo de paragens, e depois de passar Andretti, Albuquerque era quarto, estando atrás de Africa do Sul e Nova Zelândia (Adrian Zaugg e Earl Bamber, respectivamente), com Neel Jani a aproveitar a penalização de Carrol para garantir a liderança. E pouco depois, a luta acabava mal, na Curva 3: um excesso de Bamber na travagem, batendo na traseira do carro sul-africano, e dando de bandeja a segunda posição ao piloto de Coimbra.

O acidente teve consequências: O Safety Car entrava em pista a 26 voltas do fim, e tudo ficava na primeira forma. Jani tinha agora Albuquerque às suas costas, com Liuzzi e Andretti logo a seguir. E com isso, havia possibilidades reais: para Jani, o de recuperar a liderança, para Albuquerque, era o de chegar à liderança e conseguir uma vitória inédita em casa.

E no recomeço, Albuquerque arrisca passar Jani... e consegue. Mas é de pouca dura. Logo atrás, Andretti passa Liuzzi, mas o piloto americano exagera e ambos tocam-se, e Liuzzi ainda bate no carro de Clivio Piccione, fazendo com que o Safety Car entre de novo. Com isso tudo, Adam Carrol era oitavo, ou seja, uma situação negativa ao inicio estava a transformar-se numa situação positiva...



Na segunda passagem pela boxe, Albuquerque demorou demasiado tempo, e Jani regressou à liderança, e tinha o seu outro rival, Adam Carrol, mesmo atrás. O piloto irlandês pressionou o português até que... os comissários de pista dizerem que Carrol tinha feito uma ultrapassagem com o Safety Car em pista, logo... novo "drive through". Mas Albuquerque ainda tinha outras preocupações, com Narain Kahtikayean, da India, e Fairuz Fauzy, da Malásia, colados a ele. E Neel Jani era o lider confortável.

Contudo, o final é controverso. A Irlanda decidiu ignorar a penalização e ir até ao fim, acabando na segunda posição, atrás de Jani. Albuquerque acabava de novo no terceiro posto, o que era um bom resultado para o fim de semana. Karthikayean despista-se e Fauzy herda o quarto posto para a Malásia. Mas esta corrida iria ainda ter um prolongamento na secretaria... A próxima jornada dupla do campeonato aconterá a 3 de Maio no circuito inglês de Brands Hatch.

Extra-Campeonato: o meu mais recente projecto

Parece que não, mas nas últimas semanas estive embrenhado num projecto jornalistico novo ao qual abracei com ambas as mãos. E esta Sexta-feira, esse projecto viu a luz do dia. Chama-se Desportotal (é assim, tudo pegado) e vai sair duas vezes por semana, às terças e sextas-feiras, com o objectivo delcarado de fazer a cobertura de todos os desportos da Zona Centro. Para começar, a nossa área de influência vai ser da Figueira da Foz a Coimbra, a Norte, até Peniche e Caldas da Rainha, a sul.


Nesta edição zero, o jornal terá 40 páginas. Foi engraçado fazer isto, apesar das dores de cabeça, do "stress", das noites mal dormidas e dos erros de palmatória. Nesta primeira edição tenho três reportagens: duas de futebol (uma delas tem como título "Selecção Cilindra Leiria" (deram 7-0 aos leirienses) e uma de... tumbling. É uma disciplina não olimpica da ginástica, que difere dos trampolins pelo facto de efectuar os exercícios ao longo de um tapete com 25 metros de comprimento. Cada série têm uma duração de 4 e 5 segundos, com os ginastas a realizarem alguns elementos técnicos, como mortais e piruetas a 4 e 5 metros de altura. Apesar da escassa duração e da sua espectacularidade, são manobras que requerem muita concentração e muitos anos de treino, para que sejam bem sucedidas.


Claro, nem tudo saiu perfeito, mas isso resolve-se com o tempo, e com maior profissionalismo. Confesso que fazer matérias, e ainda por cima a cuidar da agenda dos próximos dias, não foi fácil... e ainda por cima, esta sexta-feira não tinha Net no escritório, o que foi frustrante.




E então, perguntam-me vocês, não fizeste nada de automobilismo? Pois, eu fui contratado para cuidar dessa área. Mas nem sempre foi assim, fiz muitas crónicas de futebol nos meus tempos de estudante universitário. E neste jornal temos dois jornalistas nessa área. E o outro é um velho colega meu de Liceu, o Adélio Amaro, outro maluco por carros, como eu. E ele tem melhores contactos a nivel local, algo que não tenho tanto assim. Eu é mais nacional... e internacional. Assim sendo, para ser útil, faço futebol, entre outras coisas, como o tumbling...


Mas pronto. É o começo de algo novo. E consegui o que queria. Agora, é arregaçar as mangas e trabalhar, torcendo pelo melhor neste jornal, vestindo orgulhosamente a sua camisola, pois o potencial de sucesso, ele existe!

Parabéns aos três!

Quando os filhos seguem os pais, ficamos admirados por isso. E orgulhosos. Ainda mais se partilharem a mesma paixão de pai... e mãe! Apesar de ainda não ser pai (mas ainda vou muito a tempo disso), não posso deixar de ficar indiferente ao ver o orgulho que o Luiz Alberto Pandini, e a sua mulher, Alessandra Alves, por ver o seu filho Gabriel, de nove anos, partilhar as suas duas paixões: o jornalismo e os automóveis.


O Gabriel Pandini, provavelmente o blogueiro mais novo de automobilismo da América Latina (nove anos de idade e o autor do blog Saco de Batatas), fez uma matéria sobre o Stock Car (uma categoria de Turismos no Brasil) pilotado pelo ex-piloto de Formula 1 Chico Serra. O carro, um Peugeot 407, tem as cores da Hot Wheels, e é provavelmente o carro mais falado da temporada que começou há algumas semanas atrás, em Interlagos. A entrevista foi publicada na semana passada, mas podem ver, clicando em cima da foto.


Para o Pai (e Mãe Coruja), dou-lhes os meus parabéns, do Outro Lado do Atlântico. Este caso só concretiza o velho adágio popular "Quem sai aos seus não degenera". Boa Páscoa a todos!

sábado, 11 de abril de 2009

Formula Renault: Felix da Costa foi segundo em Zandvoort

António Felix da Costa, mais conhecido como "Formiga", começou bem a sua segunda temporada nos monolugares, ao ser segundo classificado na primeira corrida da ronda holandesa da Formula Renault NEC 2.0, disputada no circuito de Zandvoort. Depois de nos treinos ter sido o segundo classificado, sendo batido apenas pelo britânico Adam Quaife-Hobbs, o piloto português tentou superá-lo na corrida, mas apesar das tentativas, não conseguiu levar por diante os seus inetntos.

Sabia que tinha um carro bastante competitivo e assim boas hipóteses de vencer. Arranquei bem, tentei atacar de imediato a primeira posição, mas o Adrian Quaife-Hobbs estava por dentro para a primeira curva e conseguiu manter a posição." afirmou. Apesar de andar colado durante boa parte da corrida, não conseguiu aproximar-se do piloto britânico porque “senti que os pneus perderam alguma eficácia e o [Kevin] Magnussen, que rodava no terceiro lugar, conseguiu aproximar-se, permitindo que o Quaife-Hobbs assumisse uma ligeira vantagem na frente da corrida”, afirmou.

Magnussen tentou a ultrapassagem, mas não conseguiu, tendo até tocado no carro do português, fazendo um pião, algo que felizmente, não comprometeu a corida do "Formiga": “Felizmente, consegui segurar o carro e cortar a meta no segundo posto. Este Campeonato é muito longo, com muitas provas e, todos os pontos são importantes“, concluiu o jovem piloto de apenas 17 anos, em declarações captadas pelo blog 16 Valvulas.


Para a segunda corrida, que devido à Páscoa só será disputada na segunda-feira, Félix da Costa irá largar do sétimo posto, fruto da inversão da grelha, com os oito primeiros a inverterem as suas posições.

A1GP - Ronda 6, Portimão (Qualificação)

A qualificação desta tarde para as corridas de amanhã da A1GP, em Portimão, deu a Robert Doornbos e Vittantonio Liuzzi as pole-postitions das corridas Sprint e Feature, respectivamente. Quanto a Filipe Albuquerque, vai partir amanhã da quinta e sétima posição, respectivamente, e atrás dos seus maiores adversários: Adam Carrol, da Irlanda, e Neel Jani, da Suiça.


Na primeira sessão, para a Sprint Race, Liuzzi conseguiu usar o botão "push to pass" para conseguir algo inédito na curta história do A1GP: ser o primeiro piloto a conquistar a "pole-position" na sua corrida de estreia. Para além disso, e a estreia da Itália nestas lides. Ao lado de Liuzzi ficou o holandês Robert Doornbos, a 0.471 segundos do italiano. A segunda fila ficou a cargo de Mónaco (Clivio Piccione) e de Líbano (Daniel Morad), e só logo a seguir aparece Filipe Albuquerque, que ficou a 0.902 segundos de Liuzzi. O piloto de Coimbra vai ter vantagem em relação a outro adversário na luta pelo título, a Suiça, já que Neel Jani não marcou tempo e vai partir da última posição da grelha. Felipe Guimarães, do Brasil, vai partir da 14ª posição.


Na Feature Race, Doornbos vingou-se de Liuzzi e conseguiu a "pole-position", ficando à frente de Adam Carrol, da Irlanda, e de Neel Jani, da Suiça, todos adversários de Albuquerque no campeonato. O piloto português foi sétimo, depois de ter sido terceiro durante boa parte da qualificação. Felipe Guimarães cometeu a proeza de conseguir a quinta posição na grelha, igualando o resultado de Kyalami.

A1GP: É só elogios a Portimão!

Com a chegada a A1GP ao circuito português, neste fim de semana, e feitas as primeiras voltas ao circuito, os pilotos disseram de sua justiça sobre o novo Autódromo de Portimão. E adoraram!


"Parece uma montanha russa. Há muitas descidas e subidas mas gosto muito; existem muitas curvas cegas e isso torna-o difícil. É um dos melhores circuitos em que já competimos no A1GP. É como uma daquelas pistas antigas quando eram um pouco perigosas. Não do ponto de vista de que seja perigoso, mas sabem, parece-se assim porque tem muitas curvas desafiadoras", afirmou o neozelandês Earl Bamber ao site oficial da A1GP.

Outro piloto, o monegasco Clivio Piccione, confessou que "adoro a pista. Estava à espera disto pelo que vi no simulador e é verdade. Tem algumas curvas rápidas interessantes. Quando se sai da curva 8 e descemos, é como uma viagem, e sentimos que vamos levantar voo. É fantástico e fizeram um trabalho impressionante ao fazer a pista", acrescentou.

O bicampeão do mundo e duplo vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, Emerson Fittipaldi, resumiu o seu agrado pela pista algarvia numa só frase: "É um dos novos destinos do automobilismo internacional". Isto só demonstra que a cada evento que passa, os pilotos rendem-se cada vez mais aos encantos da pista, e a cada dia que passa, mais se aproxima do sonho de vltar a ter Formula 1 em Portugal...

O desabafo de Nelson Piquet Jr.

Nelson Piquet Jr. decidiu desabafar à imprensa, e não foi meigo. Falando esta semana à revista F1 Racing, o piloto brasileiro queixou-se pelo facto de a equipa só ter olhos para Fernando Alonso, deixando os restos para o filho de Nelson Piquet:


"Tenho um companheiro de equipa muito forte e a equipa só tem olhos para ele. Gostava que a equipa olhasse um pouco para mim também. O Fernando quis testar mais tempo e a equipa concordava pois são de opinião que ele pode evoluir o carro mais depressa. Para além disso, não tenho tido muita sorte, como por exemplo em Singapura o ano passado, quando a equipa chamou o Fernando no momento certo. Toda a merda se passa comigo e ele tem sorte. Como nos testes este ano.", referiu.


Piquet compara-se mesmo ao irlandês Eddie Irvine, que antigo companheiro de equipa de Michael Schumacher na Ferrari no final dos anos 90, e que foi sempre preterido a favor do piloto alemão, já que a sua equipa se concentrava somente nele, tal como acontece agora na Renault. Mas há um problema no meio disto tudo, como a maior parte dos meus amigos brasileiros referem: Piquet sempre teve material do bom e do melhor (cortesia do seu pai) e somente teve um título, que foi a da Formula 3 inglesa, em 2004. Um título prestigiado (Piquet Sr. e Senna já o ganharam, bem como Alvaro Parente), mas que já teve o seu tempo...


Por outro lado, como já repararam, Piquet decidiu fazer-se de "Barrichello II", ou seja queixa-se da sua sorte madrasta de ser segundo piloto de alguém. Alguém pode dizer a ele que o Rubinho faz isso há anos e não deu em nada? Em suma, pode ter toda a razão em desabafar, mas que é um momento infeliz, é. E se calhar, os seus dias na Renault podem estar contados...

GP Memória - Brasil 1999

Um mês depois da Austrália, a Formula 1 voltava à competição no Autódromo de Interlagos, no Brasil. A McLaren tinha demonstrado na Austrália que não só estava em forma, como era falível. E para isso, tinha que demonstrar toda essa superioridade, para não deixar ninguém em dúvida. E foi para isso que partiram para paragens sul-americanas, desta vez sem um prolongamento até à Argentina.


Não havia grandes alterações no pelotão, excepto na Minardi. Luca Badoer tinha-se lesionado numa mão em testes e não tinha recuperado a tempo, sendo substituído pelo piloto de testes da Prost, o francês Stephane Sarrazin. O francês iria ter aquela que viria a ser a sua única experiência na Formula 1.


Nos treinos de sexta-feira, um acidente marca o dia: o BAR de Ricardo Zonta bate forte, danificando bastante o chassis, e causando ferimentos no pé direito. Operado nesse dia, estava de fora do Grande Prémio. No dia seguinte, nos treinos de qualificação, a McLaren monopolizou a primeira linha, com Mika Hakkinen à frente de David Coulthard. Na segunda fila, Rubens Barrichello levava a Stewart ao terceiro posto e a multidão ao delírio, batendo o Ferrari de Michael Schumacher. Giancarlo Fisichella era quinto, no seu Benetton, e tinha a seu lado o vencedor de Melbourne, Eddie Irvine. A quarta fila era toda da Jordan, com Damon Hill a bater Heinz-Harald Frentzen, e a fechar o “top ten” ficava o segundo Benetton, de Alexander Wurz, e o segundo Stewart de Johnny Herbert.


Alex Zanardi continuava a desiludir, ao ser 16º na grelha, enquanto que Stephane Sarrazin ficava logo a seguir, na 17ª posição. O último era Jacques Villeneuve, que não tivera tempo para marcar um “crono” na grelha, demonstrando mais problemas no carro.


No dia da corrida, 11 de Abril de 1999, sob um céu limpo e muito calor, preparava-se para o começo do Grande Prémio do Brasil. Na partida, Coulthard deixa morrer o motor, que é aproveitado por Mika Hakkinen para disparar na liderança, seguido por Barrichello e Schumacher. As coisas são assim nas três primeiras voltas, quando no inicio da quarta volta, a caixa de velocidades falha quando tenta engrenar a quinta velocidade, e o finlandês não tem outro remédio senão deixar passar o brasileiro da Stewart e o alemão da Ferrari. A torcida delira, pois pela primeira vez em cinco anos, viam um brasileiro a liderar o Grande Prémio.


Nas 22 voltas seguintes, Rubens Barrichello aguenta Michael Schumacher, e coloca o carro de Jackie Stewart no topo da corrida, algo inédito na Formula 1. Mais atrás, outros incidentes de corrida acontecem: na volta 12, Damon Hill batem na Curva 1, e o inglês da Jordan abandona, e o Prost de Olivier Panis sofre uma paragem de 10 segundos por stop & go. Enquanto isso, o veterano Jean Alesi, no seu Sauber, depois de um mau arranque, faz uma recuperação sensacional e é quinto à entrada da volta 21.


Na volta 27, Barrichello entra nas boxes e sai na quarta posição, com o comando a cair nas mãos de Schumacher. O brasileiro tenta voltar aos lugares do pódio, ganhando segundos a Eddie Irvine. E na volta 32, o Minardi de Stephane Sarrazin perde o controlo na entrada da recta da meta, rodando sobre si mais de dez vezes…


Pouco depois, Barrichello volta à terceira posição, em troca com Irvine, e na volta 38, é a vez de Schumacher parar para o seu único reabastecimento, cedendo o comando a Hakkinen. Barrichello aproxima-se dos dois, mas na volta 42, o motor Ford cede, para desilusão dos espectadores presentes. Até ao final, da corrida não houve nada de relevante, e Hakkinen ganha a sua primeira prova do ano, seguindo por Schumacher e pelo Jordan de Heinz-Harald Frentzen. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Williams de Ralf Schumacher, o Ferrari de Eddie Irvine e o Prost de Olivier Panis.


Fontes:

Santos, Francisco – Formula 1 99/00 – 50 Anos de Formula 1, Ed. Talento, Lisboa/São Paulo, 1999.


http://en.wikipedia.org/wiki/1999_Brazilian_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr632.html