terça-feira, 31 de março de 2015

A foto do dia (II)

O sueco Conny Andersson, no BRM 207, nos treinos para o GP de França de 1977, em Dijon-Prenois. Aquele carro e aquela temporada foram "o canto do cisne" de uma equipa que andava na Formula 1 desde os seus primórdios, em 1950.

O carro, vagamente inspirado no Ferrari 312T, teve a sua estreia no GP do Brasil, com o australiano Larry Perkins ao volante, mas poderiam ter aparecido na corria anterior, na Argentina. E porque tal não aconteceu? Digamos que foi um problema de... tamanho.

No dia em que o carro seguiu para Londres, no sentido de ser levado de avião para a Argentina, descobriu-se que o contentor que levava o 207 era... demasiado grande para caber dentro do avião. As medidas tinham sido mal calculadas e ele apareceu no aeroporto com um contentor demasiado grande. Resultado final: o carro ficou em terra, e parece que foi levado noutro avião para a corrida seguinte, no Brasil.

No final, este episódio bizarro pode ser considerado como o exemplo de uma organização em desmoronamento, que em tempos não muito distantes, era considerado como uma montra tecnológica que a Grã-Bretanha podia mostrar ao mundo.

A foto do dia

Um edifício do complexo de Silverstone, esta terça-feira, após uma tempestade de vento que aconteceu no Reino Unido. A foto veio hoje no sitio do Joe Saward e demonstra que é mais um problema que a organização que gere o circuito vai ter de lidar, agora que faltam três meses para o GP britânico, e menos de duas semanas para a ronda inaugural do Mundial de Endurance.

Aparentemente, os estragos, apesar de serem grandes, deverão ser cobertos pelo seguro, logo, não provocará um rombo muito grande nos bolsos do British Drivers Raging Club (BRDC), os proprietários do circuito. Mas é sempre um susto ver algo assim a um circuito tão icónico como este.

Formula 1 em Cartoons - Malásia (Riko Cartoon)

A corrida da Malásia teve um herói desconhecido, que foi Kimi Raikkonen, que dos azares inicias fez forças, acabando no quarto lugar, apenas atrás de Sebastian Vettel, Lewis Hamilton e Nico Rosberg

E por causa disso o "Riko" decidiu fazer este desenho onde Kimi "agradece a São Safety Car" pela sua miraculosa recuperação...

Como dizer que não gosto de alguém sem passar por machista?

Esta é uma foto interessante. Foi tirada em Barcelona em 2012, durante a etapa inaugural da temporada de GP3 desse ano, e demonstra algo raro: três mulheres juntas numa categoria de acesso à Formula 1. E da esquerda para a direita, estão a italiana Victoria (Vicky) Piria, a britânica Alice Powell e a espanhola Cermen Jordá

Poderei dizer que estas três mulheres são consideradas um exemplo de algo que está em falta, que é ver uma mulher na Formula 1. Algo que não existe de 1992, quando Giovana Amati tentou qualificar-se por três vezes numa Brabham no seu estretor final, sem sucesso. Contudo, quando três anos mais tarde vejo os resultados das três, posso dizer que Piria está num "reality show" tentando a sua sorte nas 24 Horas de Le Mans, e Powell estava no final do ano passado a comemorar a vitória na Asian Formula Renault Series, depois de vencer quatro corridas. E Carmen Jordá? Bem, ela agora é "piloto de desenvolvimento" da Lotus na Formula 1. 

Quando soube da noticia da piloto espanhola, não deixei de manifestar por aqui o meu descontentamento sobre a escolha. Das três presentes, era a que tinha piores resultados. Na realidade, em três temporadas de GP3, com passagens pela Ocean Racing, Bamboo Engeneering e Koiranen Bros, Jordá conseguiu como melhor resultado três... 17º lugares. Em contraste, Powell têm um oitavo lugar - logo, ela já pontuou uma vez - e Piria tem um 12º posto, na sua passagem pela Trident Racing. 

Aliás, a última passagem de Jordá na GP3 é representativa do seu... "talento". Depois de uma temporada onde esteve presente no final do pelotão, foi substituída após a ronda italiana pelo britânico Dean Stoneman, que veio a Manor Racing, que tinha encerrado as suas atividades. O britânico - que recuperou de um cancro nos testículos detectado em 2011 - aproveitou as duas ultimas jornadas duplas para aparecer no pódio por três vezes. Em duas delas, no lugar mais alto. Isso é para ver como que o problema da velocidade de determinado carro tinha a ver com aquela peça entre o volante e o chassis.

Ver Jordá a passear no "paddock" é uma injustiça, e não deixo de expressar a minha opinião sobre isso. Mas parece que alguns me acusam de machismo só porque ela é mulher. Não sou machista, bem pelo contrário: acredito que as mulheres têm de ter uma oportunidade no automobilismo, mas não através de um saco de dinheiro à porta das equipas. Não sou hipócrita e não me comporto como os pinguins do Madagascar, que quando vêm perigo, acenam e sorriem de forma amarela.

Contudo, os meus desabafos por mostrar o desagrado perante determinada situação podem ser interpretados por outras pessoas como algo politicamente incorreto, e poderemos ser mal interpretados se não justificarmos detalhadamente as razões porque aponto defeitos a alguém que pertença a algo e não é homem, branco e europeu. Assim sendo, acho que um pouco de diplomacia não faz mal algum, logo, vamos explicar as coisas: 

Primeiro que tudo, eu quero acreditar na igualdade de oportunidades no automobilismo, que as mulheres terão o seu espaço, não só como pilotos, mas também como engenheiras e mecânicas, indo para além dos habituais papeis de "grid girls", que nada mais servem de "mobiliário" para abrilhantar as corridas. Mas também acredito na meritocracia, que elas devem conquistar por mérito e não porque é a mulher de um co-proprietário de uma equipa, como é a Susie Wolff, ou porque têm um saco cheio de dinheiro, como é a Jordá, na minha opinião.

Porque depois, há certas verdades inconvenientes que não posso deixar passar em claro: porque a Jordá teve uma chance e a Powell, bem mais talentosa, não? Porque a primeira menina é bonita e a segunda não é. E nestes tempos, temos de vender a imagem. E neste mundo muito machista que é o automobilismo (desculpem-me de novo o meu politicamente incorreto) ter a Jordá na capa de uma revista, de bikini (ou pior) é bem mais interessante, afirmando que é "piloto de automóveis".

É por isso que não gosto da Jordá. E não tem nada a ver com a ideia de que "mulher é na cozinha". Porque não tem resultados que sustentem isso. Prefiro mil vezes a Simona de Silvestro ou até a Danica Patrick e critico por vezes as bocas do anãozinho tenebroso, quando certo dia comparou Patrick a um eletrodoméstico, ou agora recentemente, quando teve a ideia de uma "Formula 1 feminina". Vê-la ali não ajuda à causa feminina no automobilismo, bem pelo contrário. Para mim, uma mulher tem de mostrar que é piloto, e num mundo onde a diferença é olhada com desconfiança, elas têm de ser duas, três ou mais vezes melhores para ganhar o respeito dos seus pares. Foi assim que a Michele Mouton chegou onde chegou no mundo dos ralis, nos anos 80. Correu contra os melhores do mundo e venceu-os, em máquinas monstruosas como as do Grupo B. E quase foi campeã do mundo por causa disso.

Em suma, ela é aquilo que Ecclestone sempre quis ter, o seu eletrodomestico. E isso, para vos ser honesto, não gosto. E não estou a ser machista, nunca fui. Apenas digo uma verdade inconveniente.    

Formula 1 em Cartoons - Malásia (Thomsonstudio)

Para o canadiano Bruce Thomson, o momento da corrida foi o abandono do Sauber de Marcus Ericsson, que saiu de pista num momento considerado como "infantil", pois estava a ouvir as suas comunicações de rádio...

segunda-feira, 30 de março de 2015

A imagem do dia (II)

Este 30 de março é memorável pelos acontecimentos de há 35 anos, em Long Beach. Da esquerda para a direita temos Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Riccardo Patrese, os pilotos que chegaram ao pódio na corrida americana.

Foi uma corrida de atrito, do qual só os mais experimentados é que resistiram. Piquet, na sua segunda temporada completa, dominou o fim de semana naquele lugar da California, enquanto que Fittipaldi conseguiu qualificar-se à justa, na 24ª posição para fazer uma corrida sólida rumo ao pódio. Quando a prova acabou, foi ter com Piquet na carrinha Hilux que os transportaria e o abraçou, como se fosse uma transmissão simbólica de testemunho entre os piloto-construtor, em decadência, para um jovem em ascensão e do qual todos afirmavam ter todas as qualidades para ser bem sucedido. No final, acabou por ser o último pódio de Emerson e da Fittipaldi na Formula 1.

Long Beach foi também a primeira vitória do chassis BT49, desenhado depois da Brabham ter-se livrado do pesadelo que foi o motor Alfa Romeo. Gordon Murray afirmou que tinha desenhado o carro como se fosse um projeto de férias, e este veio a ser um dos mais bem sucedidos da equipa agora comandada por Bernie Ecclestone, que iria durar até 1982.

Mas outra das pessoas desse dia está ausente dessa foto. Provavelmente eles ainda não sabiam do acidente que Clay Regazzoni sofreu com o seu Ensign, na volta 50, quando seguia no quarto posto, atrás de Fittipaldi. O carro falhou a travagem na Shoreland Drive porque o acelerador se abriu, e saiu pela escapatória, onde estava o Brabham de Ricardo Zunino, e o atingiu em cheio. Levado para o hospital, as suas lesões na coluna vertebral fizeram com que ficasse paralisado da cintura para baixo.

Tudo isto aconteceu faz hoje 35 anos.

Post-Scriptum: A seu devido tempo, escrevi sobre essa corrida no site Motordrome. O resultado pode ser lido aqui.

A imagem do dia

Dois mecânicos da Ferrari sorriem ao ver Fernando Alonso a passear diante da sua boxe, durante o fim de semana malaio. A imagem está no blog do José Inácio e pode-se ter diversas interpretações. Pode ser os mecânicos a gozarem com as desgraças do piloto espanhol na McLaren, mas algo que não se vê bem nessa foto é que Alonso também está a devolver o sorriso.

Eu não acredito que eles estejam a sorrir por troça, apenas estão a ser simpáticos e recordar os tempos em que ele esteve ao serviço das cores de Maranello, mas a reputação de Alonso como uma pessoa dificil de conviver é grande e os tempos dificeis que ele está a passar em Woking com um carro que não consegue passar da última fila, neste inicio de temporada, podem estar a ser aproveitados pelos seus detratores como uma espécie de "mau karma" que está a cair em cima dele.

De qualquer forma, os resultados de Alonso e da Ferrari no fim de semana malaio não poderiam ser tão contrastantes, sejamos honestos.  

M***** que o Bernie diz e que a imprensa adora colocar

Sempre que Bernie Ecclestone abre a boca, tenho sempre a sensação de que vai dizer asneira. Normalmente não dou qualquer importância ao que ele fala e do qual os papagaios escrevem, mas hoje dou uma excepção pelo facto de ele ter defendido uma espécie de Formula 1 feminina, que deveria fazer corridas antes da corrida principal, à semelhança que há com a GP3 ou a GP2. 

Numa entrevista ao jornal britânico The Guardian, afirmou: "Eu pensei que seria uma boa idéia para dar-lhes uma montra. Por alguma razão, as mulheres não estão a aparecer - e não porque não queremos que elas venham. Elas podem atrair muita atenção e publicidade e, provavelmente, um monte de patrocinadores."começou por afirmar.

"Nós temos que começar por algum lado então eu sugeri para as equipes que temos um campeonato separado e talvez dessa forma, seremos capazes de trazer algo interessante para a Formula 1. Eles poderiam correr antes do evento principal, ou talvez no sábado da qualificação de modo que eles tenham o seu próprio interesse.

"É apenas uma ideia neste momento, mas eu acho que seria ótimo para a Formula 1 e para todo o fim de semana de grande prémio.", concluiu.

Susie Wolff, a piloto de reserva da Williams, já disse que essa não é uma boa ideia:

"Não é definitivamente o caminho certo a seguir", começou por afirmar. "Primeiro de tudo, eu não sei de onde você conseguiria encontrar uma grelha completa de pilotos do sexo feminino suficiente bons", continuou.

"Em segundo lugar, eu corri toda a minha carreira no automobilismo como uma concorrente normal. Por que eu iria estar numa corrida onde só competiria com mulheres? Eu posso dizer que não me interessaria nada ganhar tal corrida. Eu preferia não estar nessa corrida, porque o que eu estou ganhando? Uma corrida onde eles apenas foram buscar mulheres para encher a grelha", concluiu.

O que mais me chateia no meio disto tudo nem é a ideia da Formula 1 feminina e a estupidez que é esta ideia, para além de as relegar a um gueto que não ajuda na promoção das mulheres do automobilismo. E o facto de as pessoas ouvirem ainda as ideias de um anãozinho de 84 anos, que há mais de quarenta anda no paddock da Formula 1 a contar os milhões que já conseguiu neste negócio. Toda a gente com dois dedos de testa entende que essas ideias não são inteligentes, não são úteis, mas ouvem-no na mesma. 

Deixem-me fazer uma pergunta: quantas dessas ideias dele foram para a frente nos últimos dez anos? Nenhum, pois não? Mas todos falamos delas e exprimimos o nosso desagrado. E quantos é que pensaram realmente no objetivo de todos estes disparates? É para nos distrairmos dos problemas reais que atravessam a Formula 1. O avô Bernie é perito em colunas de fumo, do qual só caem quem quer. Só tenho pena dos papagaios que pegam nisto e colocam nos seus sites e jornais. Há muito que sei que tudo o que diz é propaganda, mas pronto, se acham que é divertido falar naquilo que diz, ótimo. Só cai quem quer.

E sobre a história das mulheres no automobilismo, só digo isto: acredito nelas mas acredito na meritocracia. E elas têm de fazer dez ou cinquenta vezes mais e melhor para alcançarem o respeito dos seus pares. E ver por exemplo, uma Carmen Jordá no "paddock", como vi na Austrália e na Malásia, faz mais mal do que bem.

Dailymotion Motoring Presentation: o circuito do Top Gear France



O Top Gear France já arrancou há umas semanas, mas hoje seria interessante mostrar o circuito que eles inventaram para o programa. Situado numa base aérea inativada, decidiram fazer ali algumas curvas interessantes, incluindo uma um 180 graus que o batizaram de... Clarkson. Não é irónico?

Sobre o banimento dos GT3 no Nordschleife

Casa arrombada, trancas na porta. A Associação alemã DMSB decidiu banir temporariamente os carros de GT3 menos de 24 horas após o acidente sofrido por Jann Mardenborough na Flugplatz, que causou a morte de um espectador e ferimentos noutros quatro, numa prova do campeonato VLN.

"Não podemos e não vamos voltar ao 'business as usual' depois de um acidente deste tipo", começou por afirmar o secretário-geral DMSB, Christian Schacht. "Estamos ainda profundamente chocados com o sucedido e nossos pensamentos estão com a família da vítima. A segurança dos participantes e, especialmente, os espectadores, devem ser uma prioridade", concluiu.

Sobre este assunto - do qual falo no Motordrome - posso afirmar que a policia apreendeu o que resta do Nissan de Mardenborough, e que a marca irá colaborar com a policia alemã nesta investigação.

O banimento vai afetar as 24 Horas de Nurburgring, o ponto alto desta competição, pois é frequente que esses carros alinhem nessa corrida, das poucas que acontecem à volta do velho traçado de 23 quilómetros, e que nunca deixou de ser perigoso, apesar dos carros continuarem a ser cada vez mais fortes e seguros.

O traçado da Formula E no Mónaco

Já se conhecia há algum tempo, mas neste sábado a Formula E mostrou o traçado oficial da ronda monegasca, que vai acontecer a 9 de maio. Como eu refiro na matéria do Motordrome, o traçado é diferente do da Formula 1 porque eles não sobem até ao Casino, descem a Mirabeau, fazem a curva Loews e entram no túnel. Mas o resto está lá: a Chicane do Porto, La Rascasse e a passagem por Ste. Devote.

Não é tudo, e confesso que gostaria de ver estes carros no mesmo traçado dos da Formula 1. Mas quero acreditar que um dia isso acontecerá. E cá estaremos para ver isso.

O orgulho italiano

Esta é a primeira página do jornal "Gazzetta dello Sport" que a Itália lerá nesta segunda-feira. Os resultados que aconteceram neste domingo encheram de orgulho "il bello paese" através de dois dos seus elementos mais amados deste momento, Valentino Rossi e a Ferrari, na figura de Sebastian Vettel. E ainda por cima, "Il Dottore", no alto dos seus 36 anos e sete campeonatos do mundo, contrariou os anos menos bons com uma excelente vitória no Qatar.

Ver isto num país onde "il calcio" é rei, pode parecer anormal, nas não é tão anormal assim, quando a Ferrari vence e os motociclistas italianos sobem ao lugar mais alto do pódio na categoria principal. Ainda por cima, sejamos honestos, quando eles não eram os favoritos. Logo, ouvir no pódio o "Fratelli d'Itália" tem outro sabor. E como disse anteriormente, ver Maurizio Arrivabene a cantá-lo em plenos pulmões quase nos faz sentir italianos.

domingo, 29 de março de 2015

A foto do dia


Sebastian Vettel e Maurizio Arrivabene celebrando uma das vitórias mais inesperadas da Ferrari nos últimos anos. Bom, se calhar não era uma vitória tão inesperada assim, mas para os recém-convertidos de pelotão, posso afirmar que os feitos do jovem de Heppenheim eram sobejamente conhecidos desde 2008, tempos em que guiava no carro de uma equipa sediada em Faenza, e que em tempos se chamava Minardi. E venceu em Monza, à chuva, perante todo um pelotão espantado com os seus feitos.

Foi emocionante ver Arrivabene a cantar o "Fratelli D'Itália" a plenos pulmões junto dos seus, mas a vitória do Cavalino não é só fruto da competência de Vettel. Essa vitória deve ser partilhada com James Allison, que desenhou o carro deste ano, que o tornou mais suave no desgaste dos pneus, pelo menos na Malásia. O SF15-T é um carro bem nascido - melhor nascido do que Williams, Red Bull ou McLaren - e é capaz de lutar pela vitória em piso seco e condições tropicais. Mas ainda não está ao nivel dos Mercedes, que continuam a ter um carro melhor do que a concorrência.

E há outro herói não cantado nesta corrida malaia: Kimi Raikkonen. Teve azar na qualificação, ficando apenas no 11º posto da grelha, e na segunda volta, teve de a fazer com um furo, vitima de um toque do Sauber de Felipe Nasr. O azar virou sorte quando entrou o Safety Car e juntou todo o pelotão, e ele teve de se esforçar para ultrapassar todos os que podia para terminar no quarto lugar. Poderemos imaginar o que teria feito se tivesse tido o um fim de semana normal, sem azares. Não digo que Maranello teria comemorado uma dobradinha, mas poderiamos dizer que Raikkonen estava ressuscitado, reanimado com a chegada do seu amigo e de sangue novo e motivador na Scuderia.

Maurizio Arrivabene disse que faria cem quilómetros a pé se ganhassem quatro corridas nesta temporada. Já faltam três e ainda estamos na segunda corrida do campeonato...

Formula 1 em Cartoons - Malásia (Pilotoons)

A corrida malaia significou o "ressuscitamento" de Sebastian Vettel, dando a primeira vitória da Ferrari em quase dois anos. E o Bruno Mantovani decidiu celebrar como se fosse o regresso de um super-herói se tratasse.

Pilotos da Mercedes, tremai!

Formula 1 2015 - Ronda 2, Malásia (Corrida)

Depois do que vimos no dia de ontem na qualificação, parecia que as expectativas eram duas: se a Mercedes iria dominar a seu bel-prazer, sem se esforçar muito, como fez Lewis Hamilton em Melbourne, ou se a chuva iria dar um ar da sua graça e baralharia as coisas a favor dos outros? Era que, de acordo com as previsões, havia a chance da chuva poderia fazer uma aparição durante a corrida, naquelas paragens tropicais.

Contudo, o resultado final da competição demonstrou uma terceira opção, do qual poucos esperavam e alguns sonhavam, nas não tão cedo. Mas foi o resultado de um carro equilibrado e o excesso de confiança da equipa dominadora. No final, Sebastian Vettel ganhou de forma inesperada - mas merecida - e deu à Ferrari a sua primeira vitória desde o GP de Espanha de 2013. E deu duas coisas: esperança aos que já se aborreciam com o dominio dos flechas de Prata, e justiça aos que defendiam e reconheciam o talento do piloto de Heppenheim desde os tempos da Toro Rosso, mas que tiveram de aguentar as criticas dos seus detratores no tempo em que era "o dono da Formula 1", na Red Bull.

A segunda ronda da Formula 1 em Sepang começou com dezanove carros na grelha - apenas Roberto Merhi foi autorizado a guiar - e a corrida arrancou como seria de esperar, com Hamilton na frente de Vettel, enquanto que a meio, Pastor Maldonado sofre um furo e "coxeava" para as boxes. Atrás, a mesma coisa aconteceia a Kimi Raikkonen, que falhava a passagem pelas boxes no inicio da segunda volta após sofrer um toque vindo do Sauber de Felipe Nasr. As coisas estavam animadas na volta 3, até que Marcus Ericsson sofreu um despiste na curva 5, quanto este tentava passar o Force India de Nico Hulkenberg, cuja posição estava em perigo. O carro estava em posição perigosa, e isso fez entrar o Safety Car logo na terceira volta.

Isso fez com que alguns carros fossem às boxes trocar de pneus, tirando os médios para colocar os mais duros. Os Mercedes foram às boxes, mas Vettel não, o que colocava o alemão da Ferrari na liderança, seguido por Hulkenberg, Grosjean e Sainz Jr. Quando o Safety Car voltou às boxes, na volta 7, Vettel ficou na frente, enquanto que Hamilton e Rosberg tinham dificuldades para passar os carros na sua frente. E isso era benéfico para o alemão da Ferrari.

Hamilton só conseguiu passar o Toro Rosso de Carlos Sainz Jr. na volta dez, mas logo a seguir passou Romanin Grosjean, para ser terceiro no inicio da 11ª volta. Atrás, Nico Rosberg tinha muito mais dificuldade para passar, pois estava atrás de Daniel Ricciardo, no sétimo posto. Na volta 12, Hamilton era já segundo, passando Hulkenberg, mas nessa altura, tinha um atraso de dez segundos. E Rosberg só era sétimo... subindo dois lugares nas duas voltas seguintes.

Vettel vai as boxes na 17ª volta e cede o comando a Hamilton, voltando à pista no terceiro lugar, atrás dos Mercedes. Com o novo jogo de pneus, o alemão da Ferrari conseguiu aproximar-se do seu compatriota de Estugarda em pouco mais de três voltas, mas na volta 21, já estava na sua traseira. E na volta seguinte, Vettel era segundo, ao mesmo tempo que Fernando Alonso... parava de vez, quando era nono na classificação, não muito longe de Jenson Button.

Depois de Rosberg, Vettel apanhou fortemente Hamilton e no final da volta 25, o alemão passa o inglês, e ele reagiu imediatamente passando para as boxes, demonstrando que ele tinha um excelente carro, e provavelmente... a Mercedes tinha excesso de confiança. Três voltas depois, Rosberg parou nas boxes para novo jogo de pneus, na mesma altura em que Daniil Kvyat e Nico Hulkenberg tocaram-se, mas sem consequências para eles.

Outro incidente aconteceu na volta 31, quando Sergio Perez tocou no carro de Romain Grosjean, obrigando-o a tocá-lo e o francês fez um pião, seguindo em frente. Enquanto tudo isto acontecia, Hamilton aproximava-se de Vettel, mas ele não reduzia tempo suficiente para o poder apanhar com mais facilidade. Parecia que a Mercedes tinha concorrência a sério. Na volta 35, a diferença era de 14,7 segundos, a favor do piloto alemão e duas voltas depois, Raikkonen e Vettel foram às boxes, com o alemão a perder o comando para o inglês.

Regressado à pista, Vettel conseguiu ficar na frente de Rosberg, e Hamilton reagiu, parando na volta seguinte. Parecia que ambos iriam começar uma competição paralela para ver quem seria o melhor, mas parece que o inglês iria ter imensas dificuldades para apanhar o piloto alemão. Na volta 42, Rosberg ia às boxes, ao mesmo tempo em que Jenson Button parava de vez, deixando os McLaren sem ninguém na pista.

Na parte final da corrida, a Mercedes não conseguia fazer as aproximações que pretendia fazer, e parecia que aquilo que muitos não queriam acreditar - depois do dominio evidente dos carros de Estugarda em Melbourne - iria acontecer: uma Ferrari iria voltar ao lugar mais alto do pódio, pela primeira vez desde 2013. Mesmo quando a partir da volta 49, o céu escureceu e ameaçou chuva, o ritmo manteve-se.

No final, Sebastian Vettel levou a melhor e deu a Maranello a sua primeira vitória em quase dois anos, e a primeira de um piloto alemão desde o GP da China de 2006, quando Michael Schumacher foi o melhor, então. E foi uma vitória comemorada emocionalmente. Muitas lágrimas correram nas boxes entre mecânicos e engenheiros, e o melhor símbolo disso tudo foi ver um Maurizio Arrivabene a cantar a plenos pulmões o "Fratelli d'Itália", o hino nacional.

Atrás do pódio, outras coisas aconteciam. Kimi Raikkonen era quarto, numa estratégia feliz, depois de ter perdido uma volta com um furo e o Safety Car em pista. E após os Williams de Valtteri Bottas e Felipe Massa, estavam os Toro Rosso de Max Verstappen e Carlos Sainz Jr, conseguindo aqui os seus primeiros pontos das suas carreiras. no caso do filho de "Jos, the Boss", era o mais novo de sempre na história da Formula 1. E ambos conseguiam pontuar na frente de - imagine-se - dos Red Bull de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat.

E Sepang acabou por ser emocionante, mesmo sem chuva. Quem diria!

sábado, 28 de março de 2015

Youtube Motorsport Report: Damon Hill, FF2000, 1984

Este video é bem interessante, pois não é todos os dias que vemos uma matéria feita a um piloto no inicio da sua carreira. Mas a pessoa em questão não era um qualquer: era Damon Hill, filho de Graham Hill, num video feito em meados de 1984, quando ele começou a ter uma carreira na Formula Ford 1600 e Formula Ford 2000.

No video, feito pela BBC, para além de Hill e do que fez para conseguir alcançar os patrocínios que conseguiu para ter uma temporada confortável na competição, fala nas esperanças e ambições do filho de Graham Hill, apesar das reticências... da mãe.

Agora, sabemos do resto: todas as esperanças e ambições foram alcançados e em 1996, doze anos após esta reportagem, Damon Hill tornou-se no primeiro filho de campeão a ser campeão do mundo por direito próprio.

Formula 1 2015 - Ronda 2, Malásia (Qualificação)

Duas semanas depois de Melbourne, estamos de volta à Formula 1, numa altura em que parece que a excepcionalidade da corrida australiana poderá ter de se prolongar em terras malaias. Claro que essa parte não passa por Fernando Alonso, que foi dado como apto e regressou ao cockpit do seu McLaren, depois de um mês de descanso devido ao seu acidente nos testes de Barcelona, que o impediu de correr em terras australianas, mas mais devido ao estado atual do seu carro, que aparentemente é dois segundos mais lento do que os bólidos da Mercedes.

Claro que seria um candidato natural à última fila da grelha de partida, se não fosse a Manor, que depois de receber o software dos motores Ferrari, por fim andou com os carros de Will Stevens e Roberto Merhi em pista, mas os tempos que conseguiram são em média, cinco segundos mais lentos do que os mais velozes, e isso poderá fazer perigar a sua entrada nos 107 por cento, nesta qualificação.

Dentro do pelotão, o dominio dos Mercedes faz enervar a concorrência. A Red Bull, que nunca engoliu bem o facto de ter sido suplantada, depois de quatro anos de reinado "vetteliano", anda agora de candeias às avessas com a Renault por causa do seu motor. E claro, começa a ameaçar tudo e todos. Que irão cortar o financiamento. Que irão vender as equipas e sair da Formula 1. Que montarão os seus próprios motores. Que venderão a Toro Rosso. Mas mais grave é ver que a Renault diga que Adrian Newey anda a mentir sobre o carro, como disse Cyril Abitebdoul, o chefe da Renault. Mas é o que acontece quando as comadres se zangam: as verdades vêm ao de cima.

Mas em Sepang, a politica colocava-se de lado para assistirmos ao que se passava na pista. Já se tinha uma ideia de que um Mercedes iria estar na pole-position, ou até poderiam monopolizar a primeira fila. Mas o interesse era ver como é que as outras equipas se comportariam. A Ferrari continuaria a aproximar e a intrometer-se com os carros de motor Mercedes? A Williams sairia melhor? E a McLaren, conseguiria sair da penúltima fila?

A Q1 decorreu normalmente, com pista seca, mas com nuvens a perfilarem-se negras no horizonte. Will Stevens ficou parado nas boxes, com problemas no seu carro que não conseguiram resolvê-las a tempo. Roberto Merhi anou na pista, mas apesar de algumas saídas, conseguiu fazê-lo, algo abaixo da marca dos 107 por cento, que levantaria questões sobre se poderiam alinhar.

Entretanto, outra equipa andava aflita com a chance de marcar um tempo para sair da Q2. Os McLaren davam o seu melhor, mas apesar de Jenson Button se queixar da aderência dos seus pneus, ele não conseguiu marcar um tempo suficiente para passar, tal como Fernando Alonso, fazendo com que o seu inferno se prolongasse por mais algum tempo. Mas quem também não conseguiu marcar um tempo para ir à Q2 foi o Sauber de Felipe Nasr, que foi superado pelos Force India de nico Hulkenberg e Sergio Perez, o que foi surpreendente, depois do que fez na corrida anterior...

Quando máquinas e pilotos se alinharam para a Q2, o céu já estava ainda mais carregado, e parecia que tinham tempo apenas para uma volta lançada, antes que o céu desabasse por cima das suas cabeças. E nesse tempo que tiveram, alguns conseguiram, e outros não. Entre os que conseguiram marcar um tempo foram Nico Rosberg, Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo, Max Verstappen ou Daniil Kvyat. Mas entre os que não conseguiram, estavam os Force India, o Toro Rosso de Carlos Sainz Jr. e o Ferrari de Kimi Rakkonen. Todos os que entraram no Q3 - incluindo outro piloto surpreendente, o Sauber de Marcus Ericsson - conseguiram porque marcaram um tempo antes da chuva. Quem tinha sido apanhado a meio da volta, não teve chance.

Assim sendo, durante meia hora, esperou-se que a chuva passasse e a pista começasse a secar. E enquanto se esperava, e o Safety Car entrava constantemente na pista para ver as condições do asfalto, os mecânicos afadigavam-se para colocar os carros da melhor maneira possivel, enquanto que os engenheiros tentavam adivinhar com que pneus iriam calçar quando as coisas voltassem ao normal.

No final, quando passavam 15 minutos depois da hora esperada, os carros voltavam à pista com pneus para chuva. Se Bottas ou Massa andavam de azul (chuva total), Vettel, os Mercedes, Verstappen ou Ericsson andavam com pneus verdes, ou seja, intermédios.

E cedo se viu que eram os verdes que faziam a diferença, e quem os calçasse, era feliz. Lewis Hamilton tentou o seu melhor e conseguiu, apesar das tentativas de Nico Rosberg de o atrapalhar. Mas o mais surpreendente foi que Sebastien Vettel, com o seu Ferrari vermelho, conseguiu intrometer-se entre eles e conseguiu o segundo lugar, quebrando um monopólio de primeira fila que já tinha... dez corridas! Portanto, se Lewis Hamilton na pole (a 40ª da sua carreira) já começa a ser habitual, ver Sebastian Vettel a colocar o seu carro na primeira fila com o carro de Maranello foi um feito comemorado por toda a gente.

Mas houve outros feitos. Um deles era Max Verstappen, que aos 17 anos de idade, era sexto classificado com o seu Toro Rosso, atrás dos Red Bull de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat, o que é um feito e tanto. Resta saber é se, caso suba ao pódio, poderá beber o champanhe...

Prevê-se que amanhã haja mais possibilidades de chuva durante a corrida, o que poderá baralhar as coisas. E se em tempo seco, toda a gente já terá a ideia de que os Mercedes vão ganhar isto, com a aparição da chuva, todos ficam nivelados, e é a habilidade dos pilotos que conta. E até os grandes pilotos falham...

A foto do dia

Este é o estado do carro de Jann Mardenborough, piloto da Nismo e um dos que vão correr com o LMP1 da marca nas 24 Horas de Le Mans deste ano, hoje, na prova VLN em Nurburgring. O carro ficou assim depois de ter passado pelo temido Flugplatz, despistando-se e indo para bem adiante, na área dos espectadores.

Se Mardenborough nada sofreu, infelizmente houve espectadores atingidos, um deles acabou por morrer.

Se ontem mostrava um vídeo do Nordschleife, dos seus desafios e perigos, hoje pode-se ver o que acontece quando se comete um erro numa pista que têm mais de 23 quilómetros de extensão, e é tremendamente curta. E é por isso que se diz, sempre que se pode, que o automobilismo é perigoso.

Post-Scriptum: Entretanto, surgiu o video do acidente. No minimo, arrepiante. 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Formula 1 em Cartoons - Malásia 1999 (Pilotoons)

O Bruno Mantovani desenha hoje, no seu Pilotoon histórico, o primeiro GP da Malásia da sua história, que aconteceu em 1999. E essa foi a corrida que marcou o regresso de Michael Schumacher ao ativo, e onde os Ferrari conseguiram o 1-2, com Eddie Irvine a ser o vencedor, e o piloto alemão no segundo posto. 

E essa... foi uma vitória cedida. Porquê? Com o acidente de Schumacher, em Silverstone, o piloto alemão ficou de fora por três meses, falhando quase metade do campeonato, e a Scuderia decidiu que Eddie Irvine seria o seu substituto, para tentar conseguir o título mundial que já lhes escapava desde 1979. Quando voltou, ele era convenientemente o segundo piloto da equipa, logo, tinha de ceder o lugar, caso estivesse na frente, e foi o que fez.

No final, o gesto não serviu de nada: na última corrida do ano, no Japão, Irvine não resistiu à pressão de ser campeão e o título ficou entregue a Mika Hakkinen, que venceu pela segunda vez. 

Youtube Motorsport (II): A demonstração do Renault RS01


Esta vi no sitio do Humberto Corradi: o video de apresentação do novo Renault Sport RS01, um carro de GT's que a marca francesa construiu no ano passado e que poderá significar a ideia de se envolver dentro desse mundo competitivo, cheio de marcas automobilisticas.

No video, filmado no final do ano passado no Circuito de Jerez, durante a última rodada dupla da World Series by Renault da temporada de 2014, o carro é guiado por Alain Prost, que dá as suas impressões de uma máquina poderosa, mas domada pela parte aerodinâmica. no final, os curiosos vêm em magotes para admirarem a nova máquina.


Resta saber o que vai fazer a marca do losango com este novo brinquedo. 

Youtube Motorsport: A sensação de andar no Nordschleife

Daqui a 50 dias, ou seja, a 16 de maio, o WTCC vai andar no Inferno Verde. Eis um video feito pela organização, onde falam com Rob Huff e Tom Coronel sobre as suas impressões acerca do Nurburgring Nordschleife. E claro, eles não deixam de estar um pouco receosos com o que vão encontrar por lá.

A foto do dia

Vindo do Twitter da Manor, eis o momento em que, no primeiro treino livre, o carro de Will Stevens saia das boxes para dar as suas primeiras voltas de 2015. Depois de não terem podido correr em Melbourne porque não tinham com eles o software dos motores Ferrari, agora na Malásia, eles conseguiram esse software e colocaram logo na quinta-feira os motores a funcionar, para que tudo ficasse pronto para dar as suas primeiras voltas, marcar tempos e depois, tentar a sua sorte na grelha de partida.

O carro está despido de publicidade, e provavelmente tão cedo não deverão ter. O que coloca a pergunta sobre se existe alguém que queira investir nesta equipa. Em muitos aspectos, parece que não vão aguentar por muito tempo, talvez aproveitem o suficiente para receber o dinheiro por serem - eventualmente - a décima classificada do Mundial de Formula 1, pois em 2016, a Haas aparecerá e tentará ficar entre os dez primeiros.

Estes são tempos únicos e algo desafiadores para uma equipa que vive uma segunda vida, depois de terem pedido proteção contra credores, no final do ano passado. Com essa parte resolvida, e com novo financiador e diretor, têm agora outro grande desafio: colocar o carro dentro do limite dos sete segundos, para poderem participar condignamente na corrida. Amanhã saberemos se conseguiram. 

Formula E: China Racing andará com propulsores da NEXTEV

Com a primeira temporada da Formula E ainda a meio, já se prepara há muito para a segunda, e isso vê-se com o anuncio hoje feito de que a NEXTEV irá fornecer as unidades motrizes de potência aos carros da China Racing, que este ano estão a ser guiados maioritariamente por Nelson Piquet Jr., Ho-Pin Tung. e outros como o francês Charles Pic, que andou no carro vermelho e dourado em Miami.

O assunto - do qual eu escrevo sobre ele no Motordrome Brasil - mostra que os chineses irão construir um sistema que irá usar dois motores elétricos com dois controladores e uma configuração de caixa de velocidades que maximiza a eficiência e a regeneração de energia. E eles esperam que esse sistema esteja pronto a tempo dos primeiros testes da companhia, a 10 de agosto, em Donington Park.

A NEXTEV é uma das oito companhias que farão chassis e sistemas de energia na próxima temporada, numa tentativa de fazer com que as equipas concorram e construam os seus próprios sistemas, no sentido de estimular a concorrência e transferi-la para os automóveis do dia-a-dia. Ainda faltam as baterias, mas sobre isso, Alejandro Agag espera que as equipas possam fazer em 2016, para que num espaço de cinco anos, o seu alcance seja o suficiente para que durem uma corrida inteira. 

Youtube Top Gear Tribute: O agradecimento da Toyota a Clarkson

O despedimento de Jeremy Clarkson da BBC marcou o final de uma era, e por causa disso, estão a aparecer vários tributos por aí, e um deles parece ser surpreendente: a Toyota britânica decidiu agradecer o Clarkson pelas vezes que testou os carros deles e deu a sua opinião franca e honesta. Especialmente quando tentou destruir um Toyota Hilux e não conseguiu!

Contudo, este agradecimento tem um "catch": lembram-se da expedição que ele e o May fizeram o Polo Norte? Pois bem, eles pediram à toyota que lhes emprestasse dois dos seus carros para irem até lá, ele e o James May. E o troco foi um pouco de publicidade de graça às virtudes do seu modelo... Hilux. Que como viram, foi ao Polo Norte e voltou... pelos seus próprios meios.

quinta-feira, 26 de março de 2015

A foto do dia (II)


Esta semana, a Autosport portuguesa dedicou-se a escrever sobre bizarrias na Formula 1, por causa dos eventos na Austrália. Um desses episódios lá explicados aconteceu há quase 40 anos, em Watkins Glen, e envolveu Frank Williams e um casal de pilotos: Jacques Laffite e Lella Lombardi (na foto, tirada por Robert Murphy).


Naquela altura, Frank Williams alugava os seus carros a quem tinha dinheiro. E se o primeiro lugar era de Jacques Laffite durante toda a temporada - e lhe deu o seu primeiro resultado relevante, um segundo lugar no GP da Alemanha desse ano - o segundo lugar era de quem lhe desse um maço de notas para correr no seu FW04. Assim sendo, ao longo dessa temporada tivemos pilotos como Tony Brise, Arturo Merzário, Francois Migault, Ian Scheckter ou Renzo Zorzi.

Lombardi tinha corrido toda a temporada num March oficial, onde conseguiu o sexto posto no infame GP de Espanha, em Montjuich. Mas a March não correu em Watkins Glen, e ela saltou para a vaga, para tentar a sua sorte.

Ambos qualificaram-se no fundo da grelha, Laffite em 21º e Lombardi no 24º e último posto. Mas é aqui que as coisas ficam ainda mais bizarras. Algumas horas antes da corrida, Laffite decide colocar colirio nos olhos, mas pegou na embalagem errada (na realidade, era liquido... para limpar a viseira do capacete) e ficou com os olhos a arder. Não recuperou a tempo da corrida, e Lombardi foi a única a partir sozinha para defender as cores do tio Frank.

Mas quando ela meteu o carro na grelha, a ignição não funcionou e ela, desesperada, foi para o carro de Laffite, a ver se alinhava a tempo. Qual foi o espanto dela quando viu que ela... não cabia no carro? Parece fição, mas foi real! E foi com estas bizarrias que Frank Williams viu a corrida das bancadas, com os seus pilotos.

Para terminar, hoje seria o aniversário de Lella Lombardi. Se estivesse viva, teria feito 74 anos.

A foto do dia

A partir de hoje começou a temporada na Endurance, com as sessões coletivas de testes no circuito de Paul Ricard, aquilo que a FIA e o ACO chamam de "Prólogo". Ali, todos, excepto os Nissan e os Rebellion apresentaram os seus carros para se virem perante a concorrência, em algo esperado por todos os adeptos da Endurance.

E o que mais teve impacto hoje foram os Porsche. Não tanto os seus carros - já sabíamos isso desde o inicio do ano - mas sim as suas cores para as 24 Horas de Le Mans. Na clássica de La Sarthe, cada um dos carros vai andar com cores diferentes: um branco, um negro e um vermelho. 

Deste último lembrei-me imediatamente do 917 de 1970, da Salzburg Racing Team, inscrita pela Porsche austriaca, cuja proprietária era uma das filhas de Ferdinand Porsche, e pilotado por Richard Attwood e Hans Hermann. Essa corrida, que foi imortalizada em filme graças a Steve McQueen, acabou com esse carro a vencer, e ambos os pilotos a declararem de imediato a sua retirada da competição. Hermann tinha as suas razões: já tinha 42 anos e sobrevivera a quinze temporadas a correr pela Mercedes e Porsche, na Endurance e na Formula 1.

Os desenhos dos 919 Hybrid já conquistaram a atenção dos adeptos. E o carro vermelho vai ser o bólide que Mark Webber, Brendan Hartley e Timo Bernhard irão guiar em La Sarthe, enquanto que no negro, o carro será de Romain Dumas, Marc Lieb e Neel Jani. E por fim, no branco, com o número 19, pertencerá a Nico Hulkenberg, Nick Tandy e Earl Bamber, três jovens pilotos com sangue na guelra, mas que só alinharão em Spa e Le Mans. Ou seja, o terceiro carro. E o ideal para Hulkenberg, que têm os seus compromissos com a Force India na Formula 1...

Mesmo sem a Nissan, a Endurance - principalmente a classe LMP1 - vai ser algo bem excitante de seguir. Quatro marcas, quatro ideias, quatro soluções diferentes. Veremos quem levará a melhor. Mas no campo da beleza, pelo menos, Estugarda têm vantagem.

GP Memória - Brasil 2000

Quinze dias após a primeira corrida do ano, em Melbourne, máquinas e pilotos deslocavam-se a São Paulo para a segunda corrida do ano, o GP do Brasil. Apesar das coias terem sido favoráveis à Ferrari, a McLaren esperava que na corrida seguinte, as coisas se recomporiam do seu lado e venceriam a sua primeira corrida do ano com Mika Hakkinen. Contudo, a qualificação foi complicada por causa de placards de publicidade que caiam na pista, pois tinham sido mal montadas. Numa das vezes, quase atingiu o Prost de Jean Alesi

Com as reparações devidamente feitas, no final da qualificação, o melhor foi Mika Hakkinen, que consegue uma vantagem de 174 centésimos sobre David Coulthard, fazendo assim um monopólio da McLaren-Mercedes. Michael Schumacher contentou-se com a terceira posição, a 397 centésimos, batendo por muito pouco o outro Ferrari de Rubens Barrichello. Giancarlo Fisichella foi o quinto, no Benetton, seguido pelo Jaguar de Eddie Irvine, enquanto que Heinz-Harld Frentzen partia do sétimo posto, na frente do BAR-Honda de Ricardo Zonta. A fechar o "top ten" estavam o Williams-BMW de Jenson Button e o segundo BAR-Honda de Jacques Villeneuve.

Houve polémica nos treinos quando os Sauber de Pedro Diniz e Mika Salo tiveram problemas com as asas dos seus carros, que se soltaram a alta velocidade durante as suas voltas de qualificação. Depois de terem ponderado os prós e contras, a equipa decidiu tirar ambos os carros da corrida.

Com vinte carros à partida, esta começou com Hakkkinen na frente, enquanto que Coulthard teve uma má largada e foi superado por Schumacher. O alemão pressionou Hakkinen no final da segunda volta e conseguiu passá-lo nos S de Senna. Atrás, Barrichello fez a mesma coisa a David Coulthard e ficou com o terceiro posto, e com o passar das voltas, via-se que os Ferrari estavam muito fortes e mais leves, com o alemão a distanciar-se à razão de um segundo por volta.

Na volta 15, Barrichello passa Hakkinen e era segundo, e quando Schumacher para pela primeira vez, para o primeiro dos seus dois reabastecimentos, já tinha uma vantagem de vinte segundos sobre o segundo classificado. Duas voltas depois, o brasileiro parava para o seu primeiro reabastecimento, mas na volta 27, o brasileiro perdeu pressão hidráulica e acabou por se retirar, para desgosto dos espectadores locais.

Contudo, duas voltas depois, Hakkinen também parava de vez, devido a perda de pressão no óleo, deixando Schumacher solitário na liderança, seguido por David Coulthard, numa distância estável e confortável para o piloto alemão. Atrás, havia luta pelos pontos finais entre os Williams de Ralf Schumacher e Jenson Button, e o Arrows de Jos Verstappen, com o alemão a levar a melhor na luta pelo sexto posto. Button lutou com Verstappen até à volta 57, quando o conseguiu passar, mas já era tarde para ir buscar o irmão mais novo de Michael Schumacher.

No final, Michael Schumacher levou a melhor sobre David Coulthard, por quatro segundos. Giancarlo Fisichella ficou com o lugar mais baixo do pódio, seguido pelos Jordan de Hainz-Herald Frentzen e de Jarno Trulli, e Ralf Schumacher a fechar os pontos.

Contudo, poucas horas depois, surgiam noticias de que todos os carros que tinham acabado nos seus primeiros lugares tinham problemas com os degraus de madeira por baixo dos carros, que apresentavam um desgaste anormal do que os regulamentos permitiam. A unica excepção era o carro de Giancarlo Fisichella, mas após o apelo das equipas, viu-se que apenas o McLaren de David Coulthard tinham um desgaste de sete milimetros, que estava fora das normas. Logo, foi desclassificado, e todos os que ficaram atrás dele subiram um lugar, ficando o ponto final a Jenson Button, que aos 20 anos e dois meses, batia o recorde de Ricardo Rodriguez e era o piloto mais novo de sempre a pontuar num Grande Prémio.

Adrian Sutil é o novo piloto de reserva da Williams

Na véspera do fim de semana malaio, a Williams anunciou que contratou um novo piloto na figura de Adrian Sutil, ex-Sauber e Force India. O piloto alemão vai andar no simulador para se adaptar ao FW37 e será o bombeiro de serviço, caso Valtteri Bottas ou Felipe Massa tenham algum problema fisico, como conta a Suelen Vieira no site Motordrome Brasil.

Aos 32 anos, e sem lugar desde o final do ano passado, quando correu na Sauber, diz-se feliz e orgulhoso por fazer parte da equipa do Tio Frank: “Eu estou muito orgulhoso de fazer parte desta grande equipe. Trabalhar com Frank Williams e a sua equipa significa muito pra mim”, declarou.

A contratação de Sutil resolveu um problema que surgiu inesperadamente em Melbourne, com os problemas fisicos de Bottas: quem seria o substituto em caso de lesão de um dos titulares? É que a equipa apenas tinha Susie Wolff e Alex Lynn no quadro, e a mulher de Toto Wolff têm apenas o estatuto de piloto de testes, enquanto que Lynn é demasiado jovem e é apenas "piloto de desenvolvimento".

Para além disso, outros problemas se levantarão no futuro, com a história da Super-Licença, essencial para quem quer guiar na Formula 1. E Sutil está dentro do critério, pois correu no ano passado, algo que nem Wolff, nem Lynn têm, e provavelmente poderão nunca ter, com os novos critérios de atribuição da Super-Licença.

Preparem-se: chuva na Malásia!

Vi ontem à noite o boletim meteorológico para Kuala Lumpur, na Malásia, e parece que vai ser um fim de semana bem chuvoso por lá. E quando falo de "fim de semana", falo de sexta, sábado e domingo, pelo que este gráfico mostra.

É óbvio que com o elemento chuva a entrar nas contas, isto significará mais emoção, mas como a corrida acontece num lugar tropical - quase equatorial, diga-se de passagem - vem à memória os acontecimentos de 2009, quando uma carga de água repentina fez interromper - e depois, terminar prematuramente - a corrida, com Jenson Button a ser declarado vencedor.

Veremos como é que vai ser o fim de semana. Creio que a polémica não andará longe...

quarta-feira, 25 de março de 2015

As fotos do dia



Isto é um acidente milionário. E para apreciadores de automóveis antigos, pode ser doloroso. É que falamos de um Lister-Jaguar de 1957 e um Mercedes 300 de 1954, em Goodwood, no fim de semana passado. O detalhe é que no carro da marca alemã ia o ex-piloto de Formula 1 e da Endurance, Jochen Mass.

O acidente tem semelhanças com o que aconteceu em 1955 em Le Mans, quando Pierre Levegh se despistou para evitar bater na traseira do Jaguar de Mike Hawthorn, causando um despiste, cujos destroços cairam sobre os espectadores, matando 80 deles.

Aqui, ninguém ficou ferido, mas os estragos são consideráveis. E milionários...

Youtube Motoring: A reação de James May ao despedimento de Jeremy Clarkson

A reação de James May ao despedimento de Jeremy Clarkson é ambigua, mas na realidade ele está solidário com ele. Afirma que é um "tragédia" e apesar de o chamar de "knob" (calão para idiota) ele afirma que gosta de trabalhar com ele.

Mas eu quero dizer que tudo isto ainda é cedo. As ondas de choque ainda estão a acontecer e só nos próximos dias é que veremos as reações que os outros dois apresentadores terão com isto tudo. A minha opinião? Provavelmente os três vão embora da BBC e farão o seu próprio programa. 

O fim do Top Gear como o conhecemos

As noticias já circulavam desde ontem à noite na imprensa britânica, mas hoje apareceu o comunicado oficial: a BBC decidiu não renovar o contrato com Jeremy Clarkson do programa Top Gear. Não se sabe se terá efeito imediato, ou se deixará que ele faça os programas que faltam fazer, juntamente com James May e Richard Hammond.

O diretor da BBC, Tony Hall, afirmou hoje em comunicado oficial que "foi com grande pena que comuniquei a Jeremy Clarkson que a BBC não irá renovar o seu contrato. Foi uma decisão que não tomei de ânimo leve, tomei-a após uma ciudadosa consideração dos factos e após ter-me reunido pessoalmente com Clarkson e Tymon [Oisin Tymon, o produtor irlandês agredido em Newcastle]", começa por dizer. 

"Obviamente que nenhum de nós queria estar nesta posição. esta decisão não poderá, de maneira alguma, subtrair a extraordinária contribuição que Jeremy Clarkson fez à BBC. Sempre fui um admirador pessoal do seu trabalho e do Top Gear. Jeremy têm um grande talento. Apesar de sair da BBC, tenho a certeza que irá entreter as audiências televisivas nos próximos anos", continuou.

"A BBC terá de renovar o Top Gear para 2016. Será um grande desafio e não pretendo dizer o contrário. Pedi [ao produtor] Ken Shilinglaw para arranjar a melhor maneira de colocarmos isto nos próximos meses. Também pedi a ele como é que iremos resolver os episódios que ainda faltam para terminar esta temporada", concluiu.

À partida, podemos dizer que a BBC aguentou a pressão. Aguentou a pressão de um apresentador popular, mas irascível. Aguentou a pressão de um milhão de pessoas, um pouco por toda a Grã-Bretanha e do resto do mundo, através de uma petição, entregue com grande aparato, à sede da cadeia de televisão britânica para o recolocar no seu lugar, e colocou em risco cerca de 200 milhões de libras anuais, que são as receitas brutas que a marca faz graças aos seus licenciamentos, aos seus programas ao vivo, e às revistas que são publicadas não só no Reino Unido, mas noutros países.

Posso ser mauzinho e dizer que cederam ao politicamente correto, mas creio que esta é uma ação censurável por parte desse orangotango. E estava debaixo de fogo por causa do que fez no passado, as provocações e o seu politicamente incorreto, onde aproveitava todas as chances de insultar quem quer que seja, chegando a roçar o racismo. Mas mesmo o próprio Clarkson sabia onde ficavam as linhas vermelhas, tinha consciência disso.

O problema é que agora, abriu-se uma caixa de Pandora. Desde 2003 que o programa é apresentado pelo trio de jornalistas que conhecemos, e foram eles, com a sua química e carisma, que fizeram o programa tal como o conhecemos agora. Nos dias que se seguiram a esta polémica, soube-se que os três estavam a negociar a renovação do seu contrato com a BBC. E soube-se também que houve a hipótese de eles acabarem esta temporada sem Clarkson, algo que May e Hammond recusaram, em solidariedade com aquele gorila. Assim sendo, a hipótese de que os outros dois apresentadores seguirem Clarkson e não renovarem contrato, é bem real.

E caso isso aconteça, é a alma do programa que se vai. Claro que o Top Gear não morrerá, ele existe desde 1977. E não vou ao ponto de dizer que mataram "a galinha dos ovos de ouro", porque ele vai continuar com outros apresentadores. Mas os três arrastam mais gente, desde produtores e cameraman (apesar de Clarkson ser uma pessoa intratável por trás das câmaras), e os canais privados - e não só - estão dispostos a ter este senhor, pelo seu carisma, popularidade e politicamente incorreto, por muito que os seus detratores o odeiem. E todos sabem que os novos programas que ele fará - sozinho ou acompanhado - terá à partida uma legião de seguidores fiéis.

Hoje abriu-se uma nova era, resta saber se o Top Gear sobreviverá a isto. Quero acreditar que sim, mas o - ou os novos apresentadores - vão ter de caminhar no politicamente correto. E vão aguentar tudo, especialmente aqueles que dirão que o programa não é nada sem eles. Não quero estar na pele deles.  

terça-feira, 24 de março de 2015

Quando a realidade se confunde com o cinema

Todos os "petrolheads" sabem agora que o ator hispano-alemão Daniel Bruhl é o Niki Lauda do filme "Rush". Contudo, apesar de ele já ter feito mais filmes, ainda não o esquecem pela interpretação do tricampeão austríaco que quase morreu no Nordschleife, a 1 de agosto de 1976. E isso aconteceu há uns tempos no Chile, quando filmava com Emma Watson o filme "Colonia".

Esta vi no site brasileiro Grande Prêmio: numa entrevista recente à revista 'The New Review', Brühl contou que quando saiu de um aeroporto na Argentina e entrou no táxi, viu um taxista assustado a olhar para ele. A partir daqui, um diálogo surreal se instalou entre eles.

- O sr. é o Niki Lauda? - perguntou o motorista.
- Bem, não, mas eu o interpretei num filme - respondeu Brühl
- Você pode guiar o meu carro, por favor?
- Por favor, não faça isso comigo", implorou Brühl, mas não adiantou. 

O ator completou dizendo que "o tráfego era louco - sem semáforos, cinco pistas. Anarquia! Era um carro de merda, mas eu fiz. Guiei até meu destino", concluiu.

É uma bela historieta, para verem até que ponto dá fazer de forma bem realista uma personagem real. Às vezes, dá para isto...