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domingo, 21 de outubro de 2018

Última Hora: Magnussen e Ocon desclassificados em Austin

Os comissários de pista do GP dos Estados Unidos desclassificaram o Haas de Kevin Magnussen e o Force India de Esteban Ocon devido a irregularidades no fluxo de combustível na primeira volta do GP americano, em Austin.

Aparentemente, ambos os pilotos infringiram o artigo 30.5 dos regulamentos, onde não podem ultrapassar os 105 quilos de combustível durante a corrida.

No caso de Ocon foi por causa do problema acima, já no caso de Magnussen teve a ver com o ter levado mais combustível que os 105 kg permitidos, acabando por os ultrapassar.

A desqualificação de Magnussen faz com que Brendon Hartley suba ao nono lugar da geral, o seu melhor resultado da sua carreira. E também dá um ponto para o Sauber de Marcus Ericsson.

Ainda não se sabe se a Haas e a Force India irão recorrer desta decisão. Mas por agora, as classificações foram mudadas.

domingo, 19 de agosto de 2018

A imagem do dia


No final... acabou por ser treta. Os Toyota comemoram uma vitória nas Seis Horas de Silverstone, com Kazuki Nakajima, Sebastien Buemi e Fernando Alonso no lugar mais alto do pódio, mas no final, acabaram por falhar nas verificações técnicas pós-corrida e foram ambos desclassificados, dando a vitória ao terceiro classificado, o carro da Rebellion.

A razão pelo qual os carros foram desqualificados tem a ver com os patins - ou os assoalhos - de ambos os carros. Algo do qual os comissários confirmaram que no carro numero 7, "a parte dianteira estava 9 milimetros abaixo da carga especificada de 2500 Newton em ambos os lados do bloco de derrapagem", enquanto o carro numero 8, o do vencedor da corrida, "desviava 6 milimetros". lado direito e oito milimetros do lado esquerdo, sob a carga especificada de 200 Newton na frente do bloco de deslizamento".

Assim sendo, ambos os carros foram desclassificados, dando a vitória ao carro da Rebellion numero 3, que acabou a corrida... a quatro voltas do vencedor. O Rebellion numero 1 e o SMP numero 17 acompanham-no ao pódio. 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Formula E: Audi decidiu não recorrer da decisão

A Audi decidiu não recorrer da decisão da desclassificação de Daniel Abt na segunda corrida de Hong Kong. Apesar de tudo, a marca alemã reitera que não ganhou vantagem com o erro e que todas as peças estavam de acordo com o regulamento. 

No comunicado para a imprensa, a equipa afirmou que voltou atrás com a decisão, baseando-se nos regulamentos: "Nós tiramos um tempo para rever cuidadosamente todos os documentos e processos”, começou por dizer Allan McNish, o chefe da equipa. “Nós não ganhamos nenhuma vantagem como resultado do erro administrativo e todas as peças cumpriam totalmente a homologação e o regulamento técnico vigente”, continuou.

Ainda assim, aceitamos a decisão da FIA e apoiamos totalmente os regulamentos do passaporte técnico. A nossa equipa cometeu um pequeno erro com grandes consequências e isso, infelizmente, privou Daniel de sua muito merecida vitória, pelo que só podemos nos desculpar. Tenho certeza de que o veremos no pódio outra vez em breve”, concluiu.

Recorde-se que o carro de Abt foi desclassificado depois de a inspeção técnica feita após a prova ter apontado que o Audi do piloto alemão estava com um código de barras inválido no inversor e no motor de recuperação de energia - ou seja, o material que estava no carro do piloto alemão não correspondia ao que foi apresentado na inspeção da FIA. Por causa disso, Abt foi desclassificado, tendo a vitória sido atribuída ao sueco Felix Rosenqvist, da Mahindra. 

domingo, 30 de julho de 2017

ÚLTIMA HORA: Buemi desclassificado em Montreal

É oficial: Sebastien Buemi foi desclassificado do ePrix de Montreal, penúltima prova do campeonato do mundo de Formula E O piloto suíço da e.dams foi desclassificado pelos comissários desportivos depois de verificarem que o carro está abaixo do peso mínimo.

Assim sendo, Buemi, que luta pelo título mundial com Lucas di Grassi, perdeu os doze pontos do quarto lugar e vê aumentar a distância entre ele e o piloto brasileiro da Abt em 18 pontos, praticamente dando o título ao piloto brasileiro.

Contudo, o piloto suíço andou o fim de semana todo a acusar a pressão. Primeiro, o embate na segunda sessão de treinos livres, que fez com que os mecânicos fizessem horas extraordinárias para montar o carro a tempo da corrida, e depois as dificuldades em passar os pilotos que estavam à sua frente, e para melhorar isso tudo, o "braking test" que fez a Daniel Abt na saída das boxes, depois do piloto alemão, companheiro de equipa de Di Grassi.

Amanhã é a última corrida do campeonato.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Audi ganhou... mas não contou

Parecia que ontem, a Audi tinha voltado às vitórias na Endurance, depois de um ano onde a Porsche conseguiu bater a sua "irmã" quer no campeonato, quer nas 24 Horas de Le Mans. A vitória nas Seis Horas de Silverstone do carro numero 7, pilotado por Marcel Fässler, Benoit Tréluyer e André Lotterer, foi sol de pouca dura, pois pouco depois, os comissários de pista decidiram desclassificar o carro, alegando que este tinha um desgaste acima do esperado na placa de madeira que existe no fundo plano.

A Audi já decidiu que irá recorrer da decisão.

Assim sendo, o Porsche 919 Hybrid numero 2, guiado por Romain Dumas, Neel Jani e Marc Lieb é declarado vencedor, seguido pelo Toyota numero 6 de Mike Conway, Stephane Sarrazin e Kamui Kobayashi, e pelo Rebellion numero 13 de Dominik Kranheimer, Alexander Imperatori e Matteo Tuscher

Já o Ligier da Morand Racing, guiado por Ricardo Gonzalez, Bruno Senna e Filipe Albuquerque, subiu para o quinto posto, mas nada ficou alterado em relação ao seu estatuto, pois é o vencedor na categoria LMP2.

domingo, 13 de março de 2016

Sobre a nova desclassificação de Lucas di Grassi

Lucas di Grassi arrisca-se a passar para a história não só como um dos mais ganhadores da Formula E, como o mais desclassificado. Na temporada passada, retiraram-lhe a sua vitória em Berlim porque a sua asa de frente estava anti-regulamentar, e não só perdeu os 25 pontos da corrida, como o campeonato, que acabou por ser ganho por Nelson Piquet Jr... por um ponto. Agora, esta domingo, acordamos com a noticia de que o piloto brasileiro da Abt foi desclassificado porque se descobriu que o seu carro estava 1,7 quilos mais leve do que o regulamentado, retirando-lhe os 25 pontos da vitória. Justamente agora que ele... tinha chegado à liderança do campeonato.

Claro, o grande vencedor tornou-se o belga Jerome D'Ambrosio, da Dragon, e Sebastien Buemi, da e-dams, o segundo classificado, e com os 18 pontos que alcançou, consolidou a sua liderança no campeonato - 22 pontos sobre o segundo classificado - quando ainda cumprimos cinco das onze provas da segunda temporada da Formula E. Tecnicamente, Buemi pode ser campeão na primeira das duas corridas que acontecerão em Londres, no inicio de julho. Ou ainda antes delas, caso o piloto da Abt escorregue nas provas a seguir...

E tudo indica que Di Grassi pode passar à história como o piloto que poderia ter dois títulos na Formula E... e acabar com nenhum. A ver, vamos.

domingo, 1 de novembro de 2015

Ultima Hora: Tiago Monteiro desclassificado na Tailândia

Algumas horas após a segunda corrida do WTCC na Tailândia, a FIA anunciou que decidiu desclassificar Tiago Monteiro devido ao facto do seu Honda não ter passado por uma verificação técnica. Aparentemente, a altura do seu carro não estava conforme os regulamentos técnicos, dado que o lado esquerdo do seu carro estava 60 milímetros abaixo do regulamentado.

Assim sendo, a vitória foi dada ao francês Sebastien Loeb, e o piloto português caiu para o sexto lugar da geral, em troca com Norbert Mischelisz.

sábado, 23 de maio de 2015

Ultima Hora: Di Grassi desclassificado, vitória dada a Jerome D'Ambrosio

A organização da Formula E desclassificou no final da tarde o carro de Lucas di Grassi e declarou vencedor o belga Jerome D'Ambrosio, da Dragon Racing, devido a irregularidades na asa dianteira do ABT do piloto brasileiro. Por causa disso, não só perdeu a vitória como também perdeu o campeonato, a favor do seu compatriota Nelson Piquet Jr.

A noticia foi dada primeiro no Twitter oficial da categoria, sem dar razões aparentementes, mas depois foi dito que a equipa tinha colocado uma estrutura de metal para reforçar a asa dianteira, que aparentemente não está de acordo com os regulamentos. A ABT decidiu não recorrer da decisão.

Pouco depois, Di Grassi reagiu no Twitter, mostrando-se ácido em relação à decisão: "Estão a tentar fazer com que ganhe o campeonato do modo mais dificil. Não se preocupem, darei no coiro do Piquet e no Buemi na pista", escreveu.

Com isto, todos os pilotos subirão uma posição, com Loic Duval a ser o terceiro e Nicolas Prost a ficar com o último lugar pontuável, na frente de António Felix da Costa. Quando ao campeonato, tem agora Nelson Piquet Jr. como lider, com 103 pontos, seguido de Sebastien Buemi, com 101. Di Grassi tem agora 93 pontos, quando faltam duas provas para o final da temporada. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Noticias: Duran desclassificado em Buenos Aires, Piquet e Trulli penalizados

Isto não acaba até que a entidade sancione os resultados. E é por isso que só hoje é que soubemos pelo sitio oficial que o mexicano Salvador Duran, que acabou a corrida de ontem no oitavo posto, foi desclassificado pela organização por ter excedido o máximo de potência do seu carro. Deve ter a ver com o "boost". Assim sendo, todos os que estavam atrás dele subirão um lugar, com o francês Stephane Sarrazin a entrar no lote de pilotos pontuáveis.

Para além disso, Nelson Piquet recebeu uma penalização de cinco lugares por ter andado em excesso de velocidade numa zona de bandeiras amarelas. E para Jarno Trulli, o piloto-construtor da sua própria equipa, será penalizado em dez lugares por ter trocado a caixa de velocidades. Ambas as penalizações serão aplicadas na próxima corrida, em Miami, dentro de dois meses.

Recorde-se que a corrida de ontem foi vencida pelo português António Félix da Costa, enquanto que Nelson Piquet Jr. foi o terceiro classificado. Já Jarno Trulli não acabou a corrida.

sábado, 22 de novembro de 2014

Formula 1: Red Bull excluida da qualificação por irregularidades na asa dianteira

A Red Bull deu asas... mas para a FIA, estão fora do regulamento. Assim sendo, a entidade que gere a Formula 1 decidiu retirar os tempos a Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo, e colocá-los no fundo da grelha de partida. A razão? a demasiada flexibilidade da asa dianteira, que fez com que fosse escrutinado pelos comissários técnicos, que depois de os examinar, determinaram que infringiam o refgulamento.

A equipa reagiu num comunicado oficial, afirmando que "estava desapontado com o facto de ter sido chamado à atenção devido à defleção na asa da frente enquanto é claro que outras equipas estão a interpretar as regras de forma semelhante a nós"

"Contudo, a equipa aceitará a decisão e começará a corrida do fundo da grelha", concluiu. 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Formula 1 em Cartoons: O apelo da Red Bull

Esta vi no Facebook do Taki Inoue. Abaixo, alguém escreveu em complemento: "Não se preocupe, estamos apenas a entrevistar o Ross Brawn e o Martin Withmarsh só pela experiência..."

Noticias: FIA confirma desclassificação de Daniel Ricciardo

A FIA confirmou hoje que irá manter a desclassificação de Daniel Ricciardo no GP da Austrália devido às ilegalidades cometidas no fluxómetro do combustível, que acusou valores superiores aos cem por cento durante o GP da Austrália, em Melbourne. O juri do Tribunal de Apelo da FIA, que analisou o recurso da Red Bull por seis horas, chegou à conclusão de que o apelo não têm provimento.

O Tribunal, ouvidas as partes e analisados os seus comentários, decidiu manter a decisão do Colégio de Comissários Desportivos, que decidiram excluir o carro #3 da Infiniti Red Bull Racing dos resultados do 2014 Australian Grand Prix.”, lê-se no comunicado oficial da FIA.

Assim sendo, mantêm-se o pódio da primeira corrida do ano, vencida por Nico Rosberg, da Mercedes, e que foi acompanhado pelos McLaren-Mercedes de Kevin Magnussen - no seu primeiro pódio da sua carreira - e de Jenson Button.

domingo, 16 de março de 2014

Noticias: Ricciardo desclassificado, Button sobre ao pódio

Mal acabou a corrida, o Grande Prémio da Austrália está a ser marcado pela polémica: o australiano Daniel Ricciardo foi desclassificado devido a irregularidades no limite permitido para o fluxo de combustível. Segundo as novas regras, o fluxo não pode exceder o limite dos cem quilos, algo que o carro do piloto australiano excedeu por várias vezes. E como a FIA têm uma politica de "tolerância zero" nestes casos, decidiu desclassificar Ricciardo.

Como seria de esperar, a Red Bull contestou a decisão. Christian Horner disse que o fluxómetro não funcionou devidamente no carro do piloto australiano.

"Estes sensores de fluxo de combustível, que são fornecidos pela FIA para medir combustível, têm-se revelado problemáticos desde a sua introdução nos testes de pré-época", começou por dizer Horner.

"Eles têm sido pouco confiáveis - na verdade alguns carros podem muito bem ter executado sem elas ligas na própria corrida. Tivemos um sensor de fluxo de combustível que foi montado no carro que acreditávamos que era defeituoso. Baseado nos nossos cálculos sobre o combustível que os injectores estão fornecendo ao motor, que é uma peça de equipamento calibrado e é consistentemente padrão em todo o pitlane, não há qualquer variação.", concluiu. 

Com isto, todos os que ficaram atrás do piloto australiano subiram uma posição. Kevin Magnussen ficou com o segundo posto, e Jenson Button subiu ao pódio, enquanto que Sergio Perez terá o seu primeiro ponto na temporada. A Red Bull já fez saber que vai recorrer da decisão, alegando que o fluxómetro não funcionou como deveria, algo que a FIA não aceitou. E até lá, a classificação do GP da Austrália está suspensa.

sábado, 2 de novembro de 2013

Última Hora: Kimi excluído da qualificação de Abu Dhabi!

A FIA ouviu as explicações da Lotus sobre a falha no teste da rigidez do assoalho, mas decidiu que os seus argumentos não eram válidos e decidiu excluir Kimi Raikkonen da qualificação, tirando-lhe o tempo que lhe deu o quinto lugar na grelha de partida e o relegar para o último posto na corrida de amanhã.

Contudo, isso pode querer significar uma boa prestação, pois a unica vez que o piloto finlandês largou da 22ª posição na sua carreira foi em 2006, no Bahrein, ao serviço da Ferrari. Terminou a corrida na terceira posição. Pode ser uma inspiração, se ele não se armar esta noite em James Hunt...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

1976: O ano do verdadeiro "Rush" (parte V)

(continuação do capitulo anterior)

8. UM MIRACULOSO REGRESSO

Quando máquinas e pilotos estão juntos em Zeltweg, a 15 de agosto, já Niki Lauda estava a recuperar dos seus ferimentos. Mas na grelha de partida havia uma ausência notavel: a Ferrari. Sem conseguir arranjar um piloto, Enzo Ferrari decidiu retirar os seus carros da pista, depois de ter tantado cancelar a corrida e ameaçando não aparecer mais no resto da temporada. Apesar da vantagem, a McLaren não aproveitou a ocasião, pois o vencedor foi o irlandês John Watson, que a bordo da americana Penske, conseguia aquela que viria a ser a sua primeira vitória da carreira. E para comemorar o feito... cortou a sua grande barba!

Depois, Watson telefonou a Lauda, que ainda estava internado na clinica, para lhe desejar as melhoras. O austriaco reagiu da seguinte forma: "Fico feliz que vocês conseguiram derrotar aquele sacana do Hunt!" A sua determinação e o seu humor continuavam intactos.

Duas semanas depois, a Ferrari, graças aos esforços de persuasão ao "Il Commendatore" de Luca di Montezemolo e de Daniele Audetto, voltou a correr, desta vez em Zandvoort, palco do GP da Holanda. Por esta altura, já todos sabiam que o austríaco estava a salvo, e a convalescer em casa, mas também todos pensavam que ele estaria fora de combate para o resto da temporada. Clay Regazzoni era o único piloto presente, embora a Scuderia já estava a contratar o argentino Carlos Reutemann, vindo da Brabham, para correr a partir de Monza e tentar reter o mais possível os ataques de Hunt.

Por essa altura, tinha acontecido a apresentação do recurso no Royal Automobile Club (RAC) sobre os eventos no GP da Grã-Bretanha, e a RAC tinha chegado à mesma conclusão dos comissários da Formula 1, dando a vitória para Hunt. Inconformada, a Scuderia apelou para a FIA, que marcou a audiência para o dia 25 de setembro, na sua sede, em Paris.

Na pista holandesa, Regazzoni tinha como objetivo acabar na frente de Hunt, para-lhe tirar pontos. Mas o inglês tinha feito o segundo melhor tempo, apenas superado pelo March de Ronnie Peterson, enquanto que o suiço tinha alcançado apenas o quinto melhor tempo. Na partida, Hunt perde um lugar para Watson, mas sobre para o segundo posto na 14ª volta. Imediatamente ataca Peterson e chega à liderança na volta seguinte. A partir dali, começa a ser pressionado, primeiro por Watson, e a partir da volta 53, por Regazzoni. Tal como no ano anterior, com Lauda, Hunt resistiu até ao fim aos ataques do suiço e na volta 75, quando foi mostrada a bandeira de xadrez, Hunt tinha vencido pela quinta vez na temporada e mais importante ainda: tinha reduzido a diferença para Lauda a meros... dois pontos.

Mas nos dias seguntes, começou-se a ouvir um rumor: de que Lauda iria regressar ao ativo já em Monza! A principio, poucos acreditavam nisso, mas a 10 de setembro de 1976, em Monza, dia dos primeiros treinos do GP de Itália, o mundo inteiro via espantado um Niki Lauda diferente. Mal conseguiam acreditar que 40 dias antes, aquele homem tinha estado a lutar pela vida, do qual poucos acreditavam que sobreviveria, e viam o que as consequências físicas que o acidente de Nurburgring tinha causado em si: parte da sua cara estava queimada, tinha perdido as sobrancelhas e parte do cabelo, a sua orelha direita estava mutilada, tendo perdido a sua cartilagem exterior. No final daquele fim de semana, todos aplaudiam a coragem de um homem que tinha ido ao Inferno e voltara e tiravam o chapéu a tal gesto, pois iria haver luta até ao fim pelo título mundial daquele ano. E ainda por cima, a sua determinação e o seu humor continuavam intactos.

Mas a adaptação de Lauda ao carro foi tudo, menos fácil. Apesar de ter um capacete especialmente preparado para o efeito, quando o retirou, após uma das suas passagens pela pista, os pensos estavam em sangue e as feridas em carne viva. E o próprio piloto confessou que teve um ataque de pânico no primeiro dia, depois de andar uma volta no carro. Mas ele adaptou-se, e após uma sessão à chuva na sexta-feira, conseguiu o quinto melhor tempo no sábado, na frente de Hunt, que era apenas o nono na grelha.

Mas no final da sessão de sábado, mais controvérsia: os comissários de pista descobrem que os McLaren de Jochen Mass e James Hunt, bem como o Penske de John Watson, tinham corrido com gasolina com mais de 101 octanas, que era ilegal. Os seus tempos foram imediatamente anulados e criaram desde logo "frisson" porque corriam o risco de não se qualificarem para essa corrida, dado que os tempos de sexta-feira tinham sido feitos em piso molhado. Para Hunt, isto tudo só poderia ter acontecido por uma razão: era a Ferrari, que queria eliminar a concorrência mais direta.

"As autoridades italianas simplesmente fizeram batota, de acordo com as regras, poderemos usar gasolina de 101 octanas, com uma margem de erro de de uma octana. Anunciaram que a nossa gasolina era de 101,7 octanas, bem dentro da margem de erro, de acordo com as regras. Apelamos, é claro, mas os organizadores sabiam que o apelo só seria respondido após a corrida, e eles sabiam disso". E de facto foi verdade: no apelo, a McLaren foi-lhe dada razão, mas este aconteceu depois da corrida, e o mal estava feito.

Desesperados, McLaren e Penske tentaram convencer três pilotos para que retirassem os seus carros antes da corrida e lá conseguiram: Guy Edwards fez isso, enquanto que os Wolf-Williams de Arturo Merzário e o Tyrrell privado de Otto Stupacher já tinham abandonado a pista de Monza, convencidos que não tinham conseguido se qualificar.

Na largada, Hunt tentou fazer uma corrida de trás para a frente, mas acabou na 11ª volta quando deu um toque no Shadow de Tom Pryce na segunda chicane. Para Lauda, a corrida acabou no quarto posto, numa corrida vencida por Ronnie Peterson, mas mais importante, tinha conseguindo três preciosos pontos na luta pelo campeonato.  No final, ainda com os pensos em sangue, foi levado em ombros pelos "tiffosi".

9. UMA DECISÃO EXTRAORDINÁRIA

Mas mais estava para vir: a 25 de setembro, a FIA ouviu o apelo da Ferrari em relação ao resultado do GP da Grã-Bretanha, dois meses antes, e esta deu razão á Scuderia, que afirmou que Hunt recebeu "assistência externa" do seu McLaren, o que era contra os regulamentos. Resultado: Hunt foi desqualificado e os nove pontos cairam no colo de Lauda, e a diferença passou para 17 pontos. A sentença foi anunciada na terça-feira anterior ao GP do Canadá, marcado para o circuito de Mosport, nos arredores de Toronto.

A sentença fora recebida em choque pelos lados da McLaren: "Nenhum de nós tinha levado o protesto da Ferrari muito a sério, e por causa disso, Teddy Mayer, o patrão da McLaren, não tinha preparado uma defesa convincente. Foi um grande choque para mim", disse Hunt.

Para a equipa, era um sinal de que tudo estava perdido. Caldwell, que para além de cuidar dos carros, tinha de estar "de olho" a Hunt, para controlar o seu já famoso comportamento, decidiu admitir a derrota e dar os pontos à Ferrari... e deixar Hunt a gozar a vida: "Havia uma banda no bar do hotel onde estávamos, com uma linda cantora, e James estava de olho. A cada intervalo, ele levava-a para o seu quarto e depois a trazia de volta, para que assim pudesse fazer o seu espectáculo até à próxima pausa, altura em que James a levava para o quarto. Isto foi assim até à meia-noite, bebendo cada vez mais, entretanto. Nessa altura, eu disse 'vou para a cama'.Aparentemente, Hunt continuou assim por toda a noite. 

Mas isso teve um efeito contrário ao pensado, pois o britânico fez a pole-position e venceu a corrida, com Lauda a ser apenas o oitavo, vítima de problemas com a sua coluna de direção, que tornou a sua condução dificil. E com o mesmo comportamento, na semana seguinte, no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen, Hunt conseguiu tudo: pole-position, volta mais rápida e a vitória na corrida, horas depois de Lauda ter aparecido no quarto de Hunt de fato completo, subido para cima da cama e anunciando perante o piloto inglês: "Hoje, vou ganhar o campeonato do mundo!". Acabou na terceira posição.

A uma corrida do fim, o esforço final de Hunt tinha reduzido a diferença entre os dois para meros três pontos. Lauda tinha 68 pontos e Hunt 65. E tudo iria decidir-se num pais e num circuito totalmente novo para a Formula 1: o circuito de Mont Fuji, no Japão, a 24 de outubro.

(continua amanhã) 

sábado, 28 de setembro de 2013

WSR: Magnussen desclassificado, Félix da Costa vencedor

Surpresa! Os comissários anunciaram no final da tarde que o carro do dinamarquês Kevin Magnussen apresentava irregularidades no seu DRS e foi desclassificado, dando a vitória ao português António Félix da Costa. Assim sendo, esta é a terceira vitória do ano para o piloto de Cascais.

Acabo de saber desta noticia que me deixa contente, mas obviamente a vitória moral é do Kevin. De qualquer maneira noutras situações já perdi corridas de forma ingrata, as corridas são mesmo assim e regras são regras. Encaro esta vitória como um bónus e mais um factor motivante para amanhã entrarmos em pista focados no objectivo de ganhar a corrida”, reagiu o piloto.

Com isto, Magnussen continua na frente, mas agora têm 199 pontos, contra os 181 do belga Stoffel Vandoorne e os 145 de Félix da Costa.

Amanhã é a segunda corrida do fim de semana francês.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Noticias: Citroen desiste do apelo da desclassificação de Hirvonen

Dois dias depois do Citroen de Mikko Hirvonen ter sido desclassificado do Rali de Portugal devido a iregularidades com o seu Turbo, e da equipa ter anunciado a decisão de apelar essa desclassificação ao Tribunal de Apelo da FIA, a marca francesa decidiu voltar com a palavra atrás, afirmando que não tinha bases para se opôr à decisão dos Comissários Técnicos. 

"Relativamente à embraiagem, o nosso fornecedor já nos remeteu uma carta de desculpas, reconhecendo a existência dum conjunto de peças diferentes das constantes na ficha de homologação. Esta carta confirma que nunca foi nossa intenção fazer batota. Ao mesmo tempo, esta situação força-nos a rever os nossos procedimentos, uma vez que estas peças não foram verificadas por nós." começou por dizer Yves Matton, o diretor da Citroen Racing. 

"Relativamente ao segundo ponto referido, o fornecedor único de turbos, aprovado pela FIA, confirmou que existe uma expansão do plástico da roda da turbina, e análises posteriores, certamente confirmarão que tudo se deveu a desgaste do material. Aceitamos a pesada penalização, mas aprendemos a lição, e garantimos que seremos ainda melhor no futuro. Continuamos a liderar ambos os campeonatos embora as margens tenham diminuído.”, concluiu. 

Mikko Hirvonen já reagiu, afirmando aceitar a decisão, apesar de confessar a sua desilusão pelo acontecido: “Obviamente estou desapontado, mas é tudo, porque estas coisas acontecem. Há que aceitar, aprender as lições e seguir em frente. Vamos continuar unidos como equipa, pois ganhamos juntos e perdemos juntos. Este incidente vai tornar-me ainda mais determinado e já estou ansioso por começar a próxima prova.”, referiu.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Última Hora: Mikko Hirvonen desclassificado do Rali de Portugal

Todos pensavam que depois de concluido o Rali de Portugal, as coisas continuariam a sua vida. Mas não: poucas horas após se ter visto o Mikko Hirvonen no pódio, como vencedor, os comissários da FIA anunciaram a sua desclassficação. A razão? Turbo e embraeagem não homologados pela entidade máxima do automobilismo.

Eis o comunicado oficial dos comissários, emitido no inicio da noite: 

"Os comissários após a sua reunião decidiram: 

1. Que a embraiagem montada no carro nº 2 não está em conformidade com a Ficha de Homologação A5733 e por isso excluem o carro nº 2 [Mikko Hirvonen] da classificação do evento. 

2. Que o turbo (turbina) montado no carro nº 2 parece não estar em conformidade. No entanto, os Comissários suspendem a decisão nesta matéria e pedem ao Delegado Técnico da FIA para proceder a um exame mais detalhado, ficando a aguardar esse relatório para uma futura decisão. 

Recorda-se que o concorrente tem direito a apelo."

Aparentemente, é isso que vão fazer ainda esta noite, segundo as últimas noticias vindas do Algarve. Caso se confirme, significa que a classificação do Rali de Portugal está suspensa, não dando ainda o troféu de vencedor ao norueguês Mads Ostberg.

segunda-feira, 26 de março de 2012

GP Memória - Brasil 1982


"Quando máquinas e pilotos chegaram ao circuito de Jacarépaguá, no Brasil, já tinham passado quase dois meses desde Kyalami, e pelo meio, os organizadores do GP da Argentina tinham decidido cancelar o seu grande Prémio por razões económicas, devido à elevada taxa de inflação no seu país. Mas as tensões politicas entre a Argentina e a Grã-Bretanha, devido às ilhas Falkland (Malvinas para os argentinos) também tinham ajudado para que esse cancelamento fosse uma realidade.

Se não havia alterações ao nível de pilotos, a grande novidade foi que a Brabham decidiu voltar a usar motores Cosworth em vez dos BMW Turbo, algo que tinha sido mal visto pela construtora alemã. A maior parte dos construtores que não tinham apresentado os seus novos chassis em Kyalami, como a Lotus, Alfa Romeo, Williams ou a Ensign, apresentavam-nos na prova brasileira. (...)"

(...) "No dia da corrida, o tempo apresentava-se seco e quente. Muito quente, naquele verão austral. No momento da partida, Villeneuve largou melhor do que Prost, com Arnoux em terceiro, seguido de Rosberg, Patrese, Pironi e Piquet. Pouco depois, o italiano da Brabham passa o finlandês da Williams, e depois o Renault de Prost, que já tinha sido passado por Arnoux. Na volta nove, era a vez de Piquet – que já tinha passado Rosberg - ficar com o terceiro posto, passando Patrese. Depois, aproxima-se de Arnoux até à volta 17, altura em que passa o francês para o segundo posto, ao mesmo tempo que atrás, Rosberg passa Patrese.

A partir daqui, Piquet vai em encalço de Villeneuve, enquanto que Rosberg e Patrese lutavam pelo terceiro posto. Na volta 21, Lauda envolve-se numa colisão com o Williams de Reutemann, enquanto que atrás, Arnoux e o Lotus de Elio de Angelis ficam também de fora. Isso tudo não incomoda Piquet, que continua a ganhar segundos ao canadiano da Ferrari, e na volta 29, já está atrás do canadiano, tentando passá-lo. Antes de chegar à Reta Oposta, Piquet tenta uma manobra de ultrapassagem que faz despistar o canadiano, herdando assim a liderança. (...)"

Foi uma grande corrida com um final polémico. O GP do Brasil de 1982 acabou com Nelson Piquet a vencer os carros com motor Turbo, depois da equipa ter decidido trocar os motores BMW Turbo pelos convencionais Cosworth, deixando a marca alemã um pouco chateada com a decicão de Bernie Ecclestone. E para piorar as coisas, as outras equipas suspeitavam que o carro de Piquet estava ilegal. 

Quando os comissários da FISA foram verificar o carro, viram que de facto... estava abaixo do peso mínimo, graças a uma artimanha inventada um ano antes por Colin Chapman, os "travões a água", que toda a gente usava para tentar acompanhar os carros com motor Turbo. Os Williams, Lotus e McLaren também tinham carros abaixo do peso normal, mas apenas os dois primeiros foram desclassificados, favorecendo Alain Prost, que tinha acabado no terceiro lugar, logo, sido declarado vencedor. A polémica estava lançada.

Tudo isto e muito mais, podem ler hoje no Portalf1.com 

domingo, 27 de março de 2011

Formula 1 2011 - Ronda 1, Austrália (Corrida)

Com algumas semanas de atraso, começou o campeonato do mundo de Formula 1. Em paragens australianas, todos os temores e esperanças acumulados ao longo da pré-temporada iriam ter algumas respostas, pois este era o primeiro de dezanove ambientes reais que iriam acontecer ao longo do ano de 2011. Mas muitos pensavam que pelo menos em Melbourne, as coisas iriam ser agitadas. E foi assim que aconteceu, dentro e fora da pista.

Na partida, Sebastien Vettel não foi incomodado de forma alguma, enquanto que atrás, havia as habituais tentativas de passar uns pelos outros. Com alguns incidentes: Rubens Barrichello sai da pista e cai para último, enquanto que Michael Schumacher era tocado pelo Toro Rosso de Jaime Alguersuari, e iam às boxes para trocar partes dos seus carros. Neste último aspeto, os extremos tinham se tocado...

Felipe Massa e Jenson Button, entretanto, lutavam pelo quarto posto, já que o brasileiro tinha feito uma boa partida e era passado o britânico da McLaren. Em contraste, Fernando Alonso tinha caido algumas posições na largada - era nono - e estava a tentar recuperar esses lugares, passando primeiro Kobayashi, e depois, Nico Rosberg. E logo na volta dez... aquilo que se temia: os pneus começaram a desgastar-se. Webber foi o primeiro dos da frente a parar na volta 12, colocando um composto mais duro.

Logo depois, Button passa Massa. Mas a ultrapassgem tinha sido feita em "corta-mato" e os organizadores penalizaram o britânico pouco depois, com um "drive through". Mais atrás, Barichello fazia uma extraordinária corrida de recuperação, mas quando disputava o sétimo lugar com Nico Rosberg, ambos tocaram-se e abandonaram.

Na frente, tudo tranquilo. Vettel estava na frente, sem ser incomodado, e mostrando que o seu Red Bull - alegadamente sem KERS - é uma verdadeira máquina a bater em 2011. Hamilton tentava segurar o seu segundo lugar, enquanto que os Ferrari tinha sortes diferentes: Alonso subia para o quarto posto, trocando com Webber, e Massa sofria com uma paragem tardia, descendo para décimo. Uma prova cinza para o brasileiro.

E com a bandeira de xadrez mostrada, a realidade era esta: os Red Bull, principalmente Sebastien Vettel, são a equipa a bater, os McLaren melhoraram muito - ou então esconderam o jogo - dando o segundo lugar a Lewis Hamilton, e um surpreendente Vitaly Petrov dava o terceiro lugar à Renault, conseguindo o primeiro pódio de sempre a um russo.

No final, os Saubers também ficaram bem, com o sétimo lugar de Kamui Kobayashi e o oitavo lugar de Sergio Perez, que daria ao México os seus primeiros pontos desde 1981. E digo "daria", porque pouco depois, os comissários da FIA decidiram desqualificar ambos os carros devido a alegadas irregularidades com os dois monolugares em relação às dimensões da carroçaria. Assim, todos os que ficaram atrás deles subiram dois lugares, incluindo os dois Force India, que subiram para nono e décimo na classificação. Mas os suiços já responderam que iriam apelar, e a classificação do GP australiano encontra-se agora suspensa.

E assim foi Melbourne. Uma primeira amostra para o que vem a seguir nesta temporada.