quarta-feira, 25 de março de 2009

Speeder Questiona... Ciro Nery (F1 Trulli)

Na última entrevista que publicarei antes da temporada de Formula 1 de 2009, apresento-vos um blogueiro especial, pois é um pouco estranho ver alguém, vindo de um país como o Brasil, ser fã de um piloto italiano. Especialmente Jarno Trulli. Mas para Ciro Nery, um jovem de 20 anos que vive em Salvador, na Bahia, estudante de Engenharia Mecatrônica, e não gosta de… futebol, mas é um apaixonado pelo squash.


Contudo, Ciro é um apaixonado pela Formula 1. Primeiro torcia por Jean Alesi, mas depois começou a sua paixão por Jarno Trulli, especialmente desde o início do século, altura em que o piloto italiano corria na Jordan. “Minha torcida por Trulli veio na época da Jordan, justamente por gostar desse estilo dele de pilotar, alem de sempre ser campeão nas fechadas, Trulli era mais ousado do que é hoje, ia pra cima sem perder tempo, mesmo que acabasse batendo.”, disse-me ele.


Apesar da sua peixão pela velocidade, a sua grande frustação é a de “nunca ter assistindo uma corrida ao vivo.” Espero que ainda vás a tempo, Ciro!



1 – Olá, é um prazer ter-te aqui, neste humilde blog, a responder às minhas perguntas. Queres explicar, em poucas linhas, como surgiu a idéia do teu blogue?

Já tinha um fotolog onde comentava as corridas e tal. Só que um dia fui procurar um blog, ou um fórum ou mesmo uma comunidade sobre Trulli... e nada! Aí resolvi criar eu mesmo um blog (pelo menos vai existir um blog de Trulli no mundo).


2 – O nome que ele tem, foi planejado ou saiu, pura e simplesmente, da tua cabeça?

Copiei da Toyota. Que é “Toyota F1” e coloquei F1 Trulli.


3 – Antes de começares este blog, já tinhas tido alguma participação em outros blogues ou sites?

Um Fórum, porem desisti (fiquei traumatizado) porque uma vez escrevi um tópico falando justamente do português Tiago Monteiro (meu Deus)... tive que trocar de e-mail, porque minha caixa postal lotava diariamente de portugueses me xingando (não sei de onde saia tantos portugueses). Sem falar no meu fotolog (até meu fotolog acharam) que tinha uma média de 10 comentários por foto, ultrapassou os 150 e 200 comentários de portugueses me xingando (isso tudo por um simples tópico).


4 – Em que dia é que começaste, e quantas visitas é que já teve até agora?

Comecei no dia 04 de janeiro de 2008. Mas agora que coloquei um contador de visitas.


5 – De todos os posts que já escreveste, lembras-te de algum que te orgulhe… ou não?

Sim. O “34 anos de história” (http://f1trulli.blogspot.com/2008/07/34-anos-de-histria.html). Onde falei de toda a carreira de Trulli no automobilismo e no final ainda postei um vídeo (autoria própria) contando essa trajetória através de fotos e trechos de momentos de Trulli na F1.


6 – Em que é que tu, escrevendo sobre um piloto em questão, consegues ser diferente dos outros blogs?

Acho que o diferencial principal do meu blog é por se tratar de Trulli. É normal ver alguém falando sobre Alonso ou Raikkonen (campeões mundiais), mas não sobre Trulli... (o único blog no mundo de Trulli é o meu rsr).


7 – Daqueles blogues que conheces sobre automobilismo, qual(is) dele(s) é que tu nunca dispensas uma visita diária?

Tem vários que sempre visito, inclusive o seu (risos) mesmo que não comente. Mas apontando só um, é o GP Séries (do Marcos), o autor não gira muito bem (muito engraçado).


8 – Falamos agora de Formula 1. Ainda te lembras da primeira corrida que assististe?

A 1ª corrida não tem como lembrar, eu acompanho F1 desde pequeno (uns 5 anos) assistindo com meu pai. Mas o GP dos EUA em 2001 é uma corrida que me lembro até hoje. Os 2 pilotos que eu gostava (Trulli e Alesi) correndo juntos na Jordan e foi um GP que eles foram super bem (acho q foram 4º e 5º).


9 – E qual foi aquela que mais te marcou?

Mônaco 2004, SEM DÚVIDA! A primeira vitória de Trulli na F1, nem tava acreditando que Trulli tinha vencido. Fora a quantidade de gente que me ligou no dia (ou e-mails que recebia). Na segunda-feira no colégio (eu era 2º grau), parecia que tinha sido eu o vencedor da corrida. Do porteiro aos professores, falando comigo sobre a vitória de Trulli (eu passava em algum corredor e alguém gritava: “Eh Truulli”). Até gente que eu nunca havia falado antes veio falar comigo...


10 – Fittipaldi, Piquet e Senna. Qual dos três é aquele que mais agrada, e porquê?

Senna, não só pelo estilo arrojado de pilotar (Fittipaldi e Piquet tb tiveram) mas também pelo carisma único. Sem falar que foi o único do meu tempo (risos).


11 – E achas que algum dia, Felipe Massa vai fazer parte deste trio de campeões?

Campeão... só se tiver um carro superior mesmo e de ajuda, Nelsinho como parceiro. Porque como piloto não passa nem perto (bota longe nisso) desse trio.


12 – Comparando-o aos três pilotos acima referidos, Massa é mais parecido com quem, e porquê?

Com ninguém. Porque estamos falando de 3 craques do automobilismo e não da para comparar com Massa... irregular, tem pista que antes mesmo do GP começar, você já sabe que ele vai péssimo e se chover então, misericórdia.


13 – Achas que o título de 2008 foi bem entregue?

Super bem entregues. Lewis Hamilton fez por merecer e esse sim me lembra ao trio anterior.


14 – Tirando os brasileiros (e o teu piloto favorito, claro), qual é para ti o piloto mais marcante da história da Formula 1, e por quê?

Difícil. Porque Alain Prost, Niki Lauda e etc não foram do meu tempo. Então só sobra Michael Schumacher mesmo (mais para mim ele ficou marcado como o piloto mais sortudo da história)!


15 – Para além de Formula 1, que outras modalidades de automobilismo que tu mais gostas de ver?

Só F1 mesmo. Truck (de caju em caju vejo uma corrida), F-Mundial não tenho saco pra assistir corrida oval. Só a GP2 que assisto, mesmo assim não é sempre (esse ano vou tentar acompanhar toda temporada).


16 – E achas que vale a pena falar sobre ele no teu blogue?

Não.


17 – E miniaturas de carrinhos, tens algum?

Tinha uma enorme coleção de miniaturas... mais dei a maioria (risos)


18 – Passando para a actualidade: de repente, a Honda anuncia a sua retirada da Formula 1. Como sentiste isso?

Com tristeza, não pela Honda (ninguém tem culpa do mau gerenciamento) e sim para um alerta para F1 começar a mudar (em vários aspectos). Pra mim esse ano quem perdeu foi o público por terem diminuído para 9 equipes, onde se falava em aumentar para 12.


19 - Max Mosley anunciou agora que fez um acordo com a Cosworth para fornecer motores ás equipas, a dez milhões de euros por ano. A FOTA (Formula One Teams Association) concordou em reduzir os custos. Achas que é este o caminho, uma Formula 1 com custos controlados?

Sou da opinião que a padronização dos motores diminui sim o status de categoria Top. Mas, acho que no final das contas isso vai ser bom para a F1. Um motor igual para aquelas equipes que o quiserem e para as equipes de montadoras, poderão continuar a construir seus motores (só não podem ser prejudicadas por isso).


20 – O que achas das novidades tecnológicas para 2009? Achas que serão os suficientes para proporcionar maior espectáculo em pista?

Acho que vai equilibrar mais. Se olhar para os carro percebe-se que retrocederam uns 12 anos, essa nova Toyota é a cópia da Benetton de 1997. Logo acredito que a competitividade será similar.


21 - “Correr é importante para as pessoas que o fazem bem, porque… é vida. Tudo que fazes antes ou depois, é somente uma longa espera.” Esta frase é dita pelo actor americano Steve McQueen, no filme “Le Mans”. Concordas com o seu significado? Sentes isso na tua pele, quando vês uma corrida, como espectador?

Concordo, mas a frase é óbvia, se aplica a qualquer coisa. Os talentosos (mesmo que não tenham sido campeões), serão inesquecíveis...


22 – Já agora, tens alguma experiência automobilística, como karting? Se sim, ficaste a compreender melhor a razão pelo qual eles pegam num carro e andam às voltas num circuito?

Já corri de Karting, inclusive contra um campeão baiano, me achando (risos) é muito bom. Da pra imaginar um pouquinho como deve ser a incrível sensação de estar na F1.

23 - Tens algum período da história da Formula 1 que gostarias de ter assistido ao vivo?

De 1987 a 1993. Gostaria de ter visto essas 6 temporadas da fase de Senna.


24 - Já alguma vez viste a briga entre o René Arnoux e o Gilles Villeneuve, no GP de França de 1979? Para ti, aquelas voltas finais significam o quê?

Claro, o youtube está aí pra isso (risos). Absolutamente perfeita a briga dos dois. Muito bom o tempo onde podia tocar roda com roda, o piloto tinha liberdade pra ser ousado na pista (liberdade para pilotar). Agora mesmo os carros sejam competitivos a esse ponto, o piloto é punido, fica meia hora nos boxes, é tirado da corrida (piloto tem medo de fazer uma graça)...


25 – Jeremy Clarkson, o mítico apresentador do programa de TV britânico “Top Gear”, disse que Gilles Villeneuve foi “o melhor piloto que alguma vez sentou o rabo num carro de Formula 1”. Concordas ou nem por isso?

Difícil, porque bons momentos, ou manobras espetaculares, tem vários pilotos que tem para contar. Mas pelos vídeos que já assisti, Senna era imbatível.


26 - Costumas jogar em algum simulador de corridas, como o “Gran Turismo”, o “Formula 1”, ou jogos “online”, como o BATRacer ou o “Grand Prix Legends”?

Sim. Jogo o F1 do playstation (ou até mesmo o F1 2002 do game cube)


27 – Eu sei que começaste há algum tempo, mas… que é que tu alcançaste, em termos de prémios, convites, referências, desde que iniciaste o teu percurso na Blogosfera?

Não. Também não estou interessado em prêmios ou fazer um blog de propaganda. É apenas uma homenagem a um piloto que admiro e não tem seu taleto devidamente reconhecido e também uma forma de falar do que eu gosto.


28 – E se fosses o Max Mosley, o que preferias ter na Formula 1? Uma grelha só de montadoras ou de “garagistas”?

Não tem como ter um grid só de garagistas (de montadoras seria possível), porem se eu fosse Max Mosley, faria isso mesmo do que está sendo feito: tentar medidas para privilegiar também os “menores”.


29 – Vamos falar do futuro próximo: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Nelson Piquet Jr. Um já está lá, os outros dois querem lá chegar. Achas que algum dos três tem estofo de campeão? Se sim, qual?

Di Grassi não conheço direito, o Bruno pelo que eu já vi só tem sobrenome. Chance de ser campeão... bom, talvez Nelsinho tenha e não digo isso pelo piloto que ele (NÃO MESMO), mas porque toda vez que Nelsão (o pai) mexeu no bolso, Nelsinho acabou sendo campeão, é impressionante. Isso vem desde o Karting, podem observar: um ano ele estréia, no outro o pai investe e ele é campão, porque na F1 não seria diferente?

PS. Só não foi em 2006 graças a Hamilton
(Piquet é o único piloto que paga para correr).


30 – Tens algum plano para o blogue, no futuro próximo? Novas secções, meteres-te num podcast ou videocast?

Não. Só sugestões ou novas colunas (talvez um colaborador). Mas como falei o blog pra mim é um passatempo e uma oportunidade de falar de mais de Trulli.


Já agora, se quiserem ver as entrevistas anteriores, carreguem nos respectivos links:


19 de Novembro 2008 - Priscilla Bar (Blog Guard Rail)
22 de Novembro 2008 - Marcos Antônio Filho (GP Series)
26 de Novembro 2008 - Vick, Ludy, Tati e Lu (Octeto Racing Team)
29 de Novembro 2008 - Hugo Becker (Motor Home)
3 de Dezembro 2008 - Fabio Andrade (De Olho na Formula 1)
6 de Dezembro 2008 - Rianov Albinov (F1 Nostalgia)
10 de Dezembro 2008 - Jorge Pezzolo (jpezzolo.com)
13 de Dezembro 2008 - Ron Groo (Blog do Groo)
17 de Dezembro 2008 - João Carlos Viana (jcspeedway)
20 de Dezembro 2008 - Felipão (Blogspot Brasil)
3 de Janeiro de 2009 - José António (4 Rodinhas)
7 de Janeiro de 2009 - Germano Caldeira (Blog 4x4)
10 de Janeiro de 2009 - Felipe Maciel (Blog F-1)
14 de Janeiro de 2009 - Daniel Médici (Cadernos do Automobilismo)
17 de Janeiro de 2009 - Thiago Raposo (Café com Formula 1)
21 de Janeiro de 2009 - Orroe (N U R B U R G R I N G)
24 de Janeiro de 2009 - Sávio Machado (SAVIOMACHADO)
28 de Janeiro de 2009 - Javi G. (Zone F1)
31 de Janeiro de 2009 - Gabriel Lima (Speed N'Thrash)
4 de Fevereiro de 2009 - Bruno Mantovani (Mantovani.zip.net)
7 de Fevereiro de 2009 - Marcel Marchesi (Marchesi Design)
4 de Março de 2009 - Kimi Cris (Galáxia F-1)
7 de Março de 2009 - Maria Quiroga (F1 by Mai)
11 de Março de 2009 - Wellington Lucas (Formula One Addict)
14 de Março de 2009 - Ylan Marcel (Motorizado)
18 de Março de 2009 - Tony Costa (Laser Car Design)
21 de Março de 2009 - Becken Lima (F1 Around)

terça-feira, 24 de março de 2009

PTCC 2009 - A antevisão

No mesmo fim de semana em que começa o Mundial de Formula 1, começa também em Portugal, mais concretamente no Autódromo do Estoril, o campeonato nacional de Turismos, vulgo o PTCC. Numa temporada onde se verá uma grelha que rondará os vinte elementos, a grande novidade é o aparecimento de mais uma categoria, a 4, onde estarão presentes os carros de Grupo N, de tracção integral.


Para já, nessa categoria, estará apenas um carro, o de José Monroy, que correrá num Mitsubishi Lancer Evo IX. Monroy explicou o projecto na semana passada, quando foi apresentada à imprensa:

"Depois de um ano de 2008 pleno de dificuldades a nível orçamental, a razão da minha aposta este ano para disputar o PTCC 2009 na Categoria 4, nasceu do contacto feito a meio do ano passado pela Mitsubishi Portugal com a FPAK, sobre a hipótese de se colocarem os Mitsubishi EVO IX a correr no PTCC em condições muito especiais. Daí nasceu a regulamentação nacional da nova Categoria 4 (carros de tracção integral com homologação do Grupo N), que está já também a ser analisada pela FIA como eventual alternativa válida em relação ao WTCC, para 2010 ou 2011. Quando soube desta possibilidade, fiquei logo entusiasmado. E no final do ano passado houve um contacto da Peres Competições onde me mostraram motivação e interesse em que eu fosse um dos seus pilotos para a velocidade.E dado que já participei nas Categorias 1, 2 e 3 do CNV/PTCC, onde obtive 2 vice-campeonatos (Cat. 1 e 3) e o título na Categoria 2 (2008), decidi este ano optar por esta novidade na velocidade.", explicou.

Numa ronda onde vão estar inscritos 13 carros, mas que poder-se-ão juntar, brevemente, os Honda Accord Euro-R que eram da N.Technology, e que correram no WTCC de 2008, o actual campeão, César Campaniço, não vai estar presente em todas as rondas do campeonato, mas este fim de semana, no Estoril, estará inscrito, no seu BMW 320i, da categoria 1, para dar o seu melhor nesta ronda dupla, ou seja, vencer. Outros dois carros de categoria 1 estarão inscritos, um BMW 320i para José Pedro Fontes, e um Peugeot 407 S2000 para João Figueiredo.

No caso de Fontes, será um regresso às pistas, pois foi bi-campeão nacional de Formula Ford (1995 e 97) e de Velocidade (1999), e com o BMW 320i, preparado pela Sports & You, onde será um natural candidato ao título: "Espero um Campeonato muito competitivo, com corridas bastante difíceis. Eu vou ter uma fase inicial de adaptação, para além de que a maioria dos meus adversários conta com bastante experiência, mas isso não altera em nada o meu objectivo, que é o de lutar para ser Campeão".


Na categoria 2, composta somente por um modelo, o Seat Leon Supercopa, estão inscritos quatro carros. Gonçalo Manahu, Joffrey Didier, Patrick Cunha e Duarte Felix da Costa, este como um "onde-off", estarão presentes nesta ronda do Estoril.

A categoria 3 é a que tem mais inscritos: cinco. Nesta ronda do Estoiril estarão dois Renault Clio preparados pela Fabela Sport, para Fábio Mota e Pedro Silva, um Alfa Romeo 147, para Martine Pereira, um Honda Civic Type R para Filipe Monteiro, e por fim um Hyundai Coupé V6 para Nuno Batista.

No caso deste último piloto, é um regresso à categoria, depois de dois anos a competir em Espanha: "Sempre tive vontade de regressar, e, em boa verdade, nunca quis fazer corridas fora de ‘portas’. Só o fiz porque os custos/competitividade que existiam por cá não eram apetecíveis. Agora que o PTCC permite que o meu carro possa alinhar, esta é uma opção que faço de bom grado", disse Batista, que acrescentou mais sobre a competição em si: "Considero que o CPC é o expoente máximo da velocidade nacional, tem tido uma boa adesão nos últimos, bem como uma boa promoção. Como exemplo fica o facto de ter transmissões televisivas em directo, o que é sempre bom para a modalidade e também para os patrocinadores", concluiu.

Para outro dos pilotos desta categoria, Martine Pereira, o piloto que guiará o Alfa Romeo 147 preparado pela Miranda Competições, tem a vitória na categoria como a sua maior ambição: "O PTCC é o expoente máximo da velocidade nacional, aqui estão certamente os melhores pilotos da especialidade. Espero estar à altura de poder lutar pela vitória em todas as provas, só assim será possível poder chegar ao título. Contudo, tenho consciência que a tarefa não será fácil, tendo em conta os adversários muito experientes e com os mesmos objectivos, com carros muito equilibrados e com andamentos muito iguais, por isso, errar será preponderante em cada corrida. Confio nas minhas potencialidades e nas excelentes performances do Alfa Romeo 147", disse.

Para finalizar, pode-se dizer que a temporada de 2009 do PTCC contempla seis jornadas duplas pontuáveis para o Campeonato e duas pontuáveis para a Taça de Portugal. Realizarão-se duas jornadas no Circuito do Estoril, outras duas no Algarve e ainda outras duas em Braga. As restantes serão em Vila Real e no Circuito da Boavista, esta última aquando da realização do WTCC.

Calendário de Provas:

28 e 29 de Março - Estoril
25 e 26 de Abril - Braga
16 e 17 de Maio - Portimão
13 e 14 de Junho - Estoril
4 e 5 de Julho - Boavista (Taça de Portugal e WTCC)
25 e 26 de Julho - Vila Real (Taça de Portugal)
12 e 13 de Setembro - Braga
7 e 8 de Novembro - Portimão

Mais polémica a caminho!

Para além das polémicas de bastidores, temos mais outra polémica técnica, referente aos difusores. Boa parte das equipas do pelotão não gostou dos difusores apresentados pela Brawn Grand Prix e prepara-se para apresentar um protesto aos comissários de pista australianos, alegando que estão ilegais.




Como a FIA decidiu "lavar as mãos" acerca do assunto, pelo menos nestas primeiras provas, algumas equipas ameaçaram protestar, mas a Red Bull vai mesmo fazer, pelo menos formalmente. Helmut Marko, um dos responsáveis da marca, disse de sua justiça: "Está ilegal". O carro da Brawn, tal como os restantes do pelotão, vai ser escrutinado na quinta-feira perante comissários escolhidos pela FIA, mas a equipa austriaca justifica o protesto: "O difusor [da Brawn] garante uma vantagem de meio segundo por volta, e sete das equipas tem a certeza que [este difusor] é ilegal", concluiu Marko ao jornal italiano Gazzetta dello Sport.


De facto, as performences desta equipa incomodaram muita gente... mas a média é de um segundo por volta, esse meio segundo poderá manter os carros de Barrichello e Button na frente, não acham?

O assunto do dia

A guerra FOTA-FIA esteve hoje perto de pegar fogo em Melbourne, tal como os incêndios que assolaram o mês passado essa zona da Austrália. Isto porque Bernie Ecclestone, Flavio Briatore e Ron Dennis andaram pegados e a ameaça de boicote de McLaren e Renault foi real. Quem conta tudo isto é o próprio Bernie à edição de hoje do jornal inglês "The Times".

A ameaça teve a ver com as reclamações de ambas as equipas relacionadas com a revisão da percentagem das receitas comerciais, que as equipas reclamam há muito de uma percentagem maior. Só que a reunião esquentou, e Briatore ameaçou interromper a logística de enviar os seus carros para a Austrália: "O Flavio disse que não deixava colocar os carros no avião e foi apoiado pelo Ron", referiu Ecclestone, que não deixou o seu crédito por mão alheia:


"Até parece que não me conhecem! Se entram aqui de 'arma' em punho e a apontam à minha cabeça, é bom que disparem, e que tenham a certeza que há balas, porque se assim não for é bom que se pirem bem depressa...", referiu Ecclestone: "Quando me ameaçaram, peguei no telefone e disse que ia cancelar os aviões", o que virou de imediato o rumo da conversa.


Claro, desta conversa ainda não se ouviu o outro lado, mas provavelmente acho que não deve variar muito da conversa deste velho gagá... e prova que as coisas dentro da Formula 1 andam muito voláteis. Muito voláteis mesmo!

Acreditem, se quiserem, mas...

Hoje, abro o meu e-mail, e recebo isto:

Hi, Paulo Teixeira (Speeder76).

Bernie Ecclestone (ecclestone_fom) is now following your updates on Twitter.

Check out Bernie Ecclestone's profile here: http://twitter.com/ecclestone_fom You may follow Bernie Ecclestone as well by clicking on the "follow" button.

Best,

Twitter

O Tio Bernie entenderá português? Tenho as minhas dúvidas. Mas como hoje em dia os perfis do Twitter são tudo, menos "fakes", se calhar vai ser engraçado seguir as ultimas deste lunático. Se é que ele vai ligar a isto, não é? Bom, agora só falta o Twitter do Tio Max!

segunda-feira, 23 de março de 2009

A capa do Autosport desta semana

Esta é a semana em que por fim, a Formula 1 irá começar, em paragens australianas. E quando sabemos que com novas regras e novos carros, não existirá vencedores claros nem o favorito ao título mundial (até pode haver surpresas...), a capa da revista coloca as caras de Massa, Hamilton e Raikonnen e diz: "Mundial de Formula 1 vai ser uma lotaria". É bem capaz, mas veremos...
Ainda há referências ao Todo-o-Terreno e ao Rali de Portugal, que acontecerá dentro de duas semanas em paragens algarvias, pois terá, ao que parece, um mini-guia. Tenho que ver essa...

Alguns avisos à navegação...

Por fim, depois de quase cinco meses de defeso, especulações, testes até ao limite e um travo de polémica por parte dos manda-chuvas da Formula 1, a competição vai voltar em paragens australianas. Assim sendo, esta é a altura ideial para dar agumas novidades neste estaminé.




Primeiro que tudo: certos eventos vão voltar, como a Revista da Blogosfera, que vai ser publicada todas as Segundas-feiras após o Grande Prémio, bem como o Troféu Blgueiros, que vai agora para o seu segundo ano, e esse será publicado todas as terças-feiras após cada Grande Prémio. Esses dois dias serão mais do que suficientes para dissecar o que aconteceu na corrida, não acham?


Isso significa que certos eventos poderão ser descontinuados, ou modificados. As entrevistas acontecerão agora uma vez por semana, e serão às quartas-feiras, e na passada quinta-feira estreei uma nova rubrica, que é a "Quinta Coluna". É verdade... vou colocar uma coluna de opinião no meu próprio blog. Um pouco estranho, não é verdade? Mas a ideia é de a abrir essa coluna, pelo menos uma vez por mês, a convidados.


O resto continua: as "historietas" vão ser transferidas para terça-feira, e sempre que for a altura, as biografias dos pilotos, carros e corridas, estarão por aqui. Primavera, nova temporada, uns ajustes no blog, e tentando manter a mesma qualidade de sempre!

Historieta da Formula 1 - Villeneuve, temerário até em passeio

Certamente que todos já ouviram as "estórias" de Gilles Villeneuve ao volante de carros de passeio, guiando como se fosse um prolongamento das pistas. Peter Windsor conta certo dia, em 1979, que o passeio mais sossegado que teve com o canadiano foi quando... Jody Scheckter estava ao volante do carro, entre Mónaco e Modena, feito numas respeitáveis seis horas, pois no caso de canadiano, seria feito em metade desse tempo...

A "estória" que se segue aconteceu em finais dos anos 70, ainda a Formula 1 se disputava em São Paulo, e envolveu Gilles e o Dr. Sid Watkins. O último conta isso no seu livro "Viver nos Limites", e isto estava no já extinto site Pitstop, do SRZD. O relato da experiência fala por si...

"Tive o azar de encontrar-me com Gilles na entrada do hotel. A Madame Villeneuve estava com ele e, quando entramos no carro, eu fui sentar-me no banco de trás. Entretanto, a Madame insistiu que eu me sentasse à frente. Gilles, num carro de estrada, era assustador e quando me virei para falar com a sua mulher, ela tinha sumido, deitada no chão. Ela falou que isso era normal e eu logo descobri as razões.

Villeneuve acreditava na 'teoria do hiato' - ou seja, que existia sempre um espaço no qual ele podia enfiar-se quando se deparava com uma colisão em alta velocidade. Ele ignorava todos os sinais vermelhos, gentilmente batia em carros estacionados ou postos de iluminação, falando o tempo inteiro.

Quando chegamos no circuito, ele ainda me perguntou se eu gostaria de uma boleia para o regresso. No domingo à noite deste fim de semana, ele me pediu para eu levar o seu carro alugado até ao aeroporto e lá deixar o veículo. Entrei nos destroços amassados, descobri que o carro estava sem embraiagem e deixei as chaves na recepção e apanhei um taxi."

Ainda segundo Watkins, o comportamento de Villeneuve ao pilotar helicópteros era semelhante. Com frequência, o canadiano levantava-se com o ponteiro do combustível no zero e voava sempre com espantosa frieza. Um estilo de um homem que sempre viveu a vida no limite, que pode ter capturado a imaginação de milhões de adeptos, mas que permitiu viver apenas 32 anos...

domingo, 22 de março de 2009

WTCC - Ronda 2, Puebla (Corridas)

Apesar da grande altitude da cidade mexicana (mais de dois mil metros), os Seat não tiveram muitos problemas em ganhar as suas corridas, embora tivessem de contar com a oposição dos BMW.


Depois de nos treinos, a armada espanhola ter perdido a “pole-position” a favor do brasileiro Augusto Farfus, a primeira corrida começou com o sueco Rykard Rydell a passar Farfus nos primeiros metros… e mais não saiu dali. A corrida foi um duelo entre a marca espanhola e a alemã, com Rydell a aguentar os ataques de Farfus e depois do inglês Andy Prilaux. Gabriele Tarquini e Yvan Muller também tentaram imiscuir-se na luta pela liderança, mas não foram muito felizes. O italiano foi quinto, depois de um toque e do desgaste dos pneus no final da corrida, no asfalto abrasivo da pista mexicana. O francês, que compartilhava a liderança com Tarquini, acabou na quarta posição.


Pior sorte teve Tiago Monteiro. O piloto português, sexto na grelha, depois de lutar pelos lugares da frente com Prilaux, um toque na quarta volta o fez entrar em despiste e cair para a última posição, fazendo depois uma corrida de recuperação até ao 11º lugar final, ultrapassando vários pilotos, e dois dos três Chevrolet Cruze oficiais, que sofrem por esta altura os típicos problemas de juventude do carro. Mas Nicola Larini conseguiu acabar esta primeira corrida na oitava posição, o que permitiu partir da pole-position na segunda corrida.


Nessa segunda corrida, ocorrida algumas horas depois, nova vitória Seat. Yvan Muller foi o vencedor, depois de suster durante grande parte da corrida as investidas do BMW de Andy Prilaux. A fechar o pódio ficou Rydell, que conseguiu terminar bem o seu fim de semana, depois da vitória na primeira corrida. Augusto Farfus foi quarto no seu BMW, enquanto que o melhor Chevrolet foi o de Nicola Larini, que acabou na décima posição.


Quanto a Tiago Monteiro... o azar continuou a perseguir. E desta vez, nem passou da primeira curva. Partindo do 11º posto, e na ânsia de alcançar os lugares da frente, bateu com o BMW privado de Stefano D'Aste, e ficou-se por aí. Quatro corridas... zero pontos.


O WTCC faz agora uma pausa de cinco semanas, até correr numa nova pista: Marrakesh, no sul de Marrocos, vai ser o palco da terceira jornada dupla do campeonato, e vai ser a estreia da competição por paragens africanas.

Recordando Peter Revson

Este fim de semana coincidiram duas coisas no calendário: as 12 Horas de Sebring, uma das provas mais importantes do calendário de resistência americano, e o 35º aniversário da morte de Peter Revson, um dos melhores pilotos americanos da sua geração, que correram na Europa a par de Mark Donohue, Richie Ginther ou de Dan Gurney, este um pouco mais velho.


Fiz recordar esta conjugação devido a um episódio ocorrido na edição de 1970 da clássica americana: Peter Revson, herdeiro da industria de cosméticos Revlon, corria num Porsche 908, da classe de 3 Litros, com o actor norte-americano Steve McQueen, já consagrado em Hollywood em filmes como "A Grande Fuga" e "Bullit", e um declarado apaixonado pelas corridas. Duas semanas antes da corrida, porém, McQueen teve um acidente e partiu o pé esquerdo. Contudo, mesmo com o gesso na perna, foi correr na mesma, e na corrida, McQueen não se portou mal, e acabou a corrida na segunda posição, a uns meros 23 segundos da tripla constituida por Ignazio Giunti, Nino Vacarella e Mario Andretti, que conduzia um Ferrari 512S. Nuna um segundo classificado tinha tido tanta publiciade que o vencedor.


Revson era um piloto que gozou a vida fazendo aquilo que mais gostava: correr. Sempre o fez por gosto, e nunca pela necessidade do dinheiro. Teve uma carreira curta, mas brilhante, correndo em três temporadas completas de Formula 1, duas das quais pela McLaren, onde alcançou as suas duas unicas vitórias na categoria, em duas das corridas mais confusas da História da Formula 1. No final de 1973, apesar da amizade com Teddy Mayer, saiu da McLaren e foi para a Shadow, onde a 22 de Março de 1974, durante testes preliminares ao GP da Africa do Sul, um braço da suspensão quebrou quando abordava a Curva Crawthorne, matando-o de imediato, aos 35 anos.
Já agora, podem ler uma biografia feita por mim há dois anos atrás, nos primórdios deste blog, bem como outro post referente ao seu acidente fatal.

12 Horas de Sebring (Corrida)

No primeiro duelo do ano, a Audi levou a melhor, na estreia do seu modelo R15 em pista. Num duelo sem tréguas durante 12 horas com o Peugeot 908 HDi, o carro numero 2 conduzido por Alan McNish, Rinaldo Capello e Tom Kristensen levou a melhor sobre o Peugeot numero 8 tripluado por Stephane Sarrazin, Frank Montagny e Sebastien Bourdais.


Desde o inicio da prova que as duas marcas estavam num duelo implacável. A Peugeot, com o 908 HDi, passou para a frente, com o carro numero 7, conduzido por Pedro Lamy, Christian Klien e Nicolas Minassian e liderou as operações nas três primeiras horas da corrida, com os Audi logo a seguir. Mas a partir da quarta hora, a maré mudou: os carros da Audi tem problemas, mas aproveita uma situação de bandeiras amarelas para ir às boxes e fazer algumas reparações, não perdendo muito tempo. E quanto o Peugeot numero 7 tem problemas de climatização na quinta hora, perdendo nove voltas na boxe para resolver os problemas, a Audi tinha a vitória quase garantida, pois tinha dois carros a lutar por ela, contra o Peugeot numero 8 da tripla Bourdais, Sarrazin e Montagny.


Entretanto, mais atrás, os Acura ARX-02a a gasolina, que tinham feito a pole-position no dia anterior, sofreram de problemas de juventude e não aguentaram muito tempo em pista. Ao fim de dez horas, os dois carros tinham já desistido, vítimas de problemas de direcção e suspensão, no caso do carro de Gil de Ferran, Simon Pagenaud e Scott Dixon, e de transmissão, no caso do carro de David Brabham, Scott Sharp e Dario Franchitti.


Mais para o fim, a emoção foi a palavra de ordem na corrida. Com o carro numero 8 de Lamy, Klien e Minassian a desistir, devido a problemas de caixa de velocidades, terminando no quinto posto, o Peugeot numero 7 estava na frente com 20 segundos de vantagem sobre o Audi numero 2, quando ambos param para a boxe para um último reabastecimento. Primeiro o Peugeot, e depois o Audi, e quando o carro alemão parou para fazer o seu reabastecimento final, já tinha um minuto de vantagem sobre o carro francês, e assim dava ao modelo R15 a sua primeira vitória da carreira.

sábado, 21 de março de 2009

Mosley sacode a água do capote, Ecclestone não sabe perder

Depois da FOTA ter mostrado a Max Mosley, presidente da FIA, que a sua regra de atribuição dos pontos ia contra as próprias regras da entidade máxima do automobilismo, não tinha outro remédio senão anunciar o seu próprio recuo, pois caso persistisse no erro, faria com que a própria FIA se descredibilizasse aos olhos de todos, incluindo os mais leigos na matéria, e a posição da FOTA ficaria ainda mais reforçada.

Mas o mais ridículo, na minha opinião, é ler hoje a entrevista de Mosley ao jornal inglês "Daily Telegraph". No periódico, o presidente da FIA faz-se de "virgem ingénua" ao dizer que tinha a garantia da aprovação da medida por parte dos construtores, uma palavra dada por... Bernie Ecclestone. "Bernie me disse que tinha falado com os times e que todos estavam satisfeitos [com a mudança]. Eu fui levado a acreditar que todos tinham concordado. O Conselho Mundial tinha a impressão de que todos estavam de acordo", afirmou Mosley, em declarações captadas pelo site brasileiro Grande Prémio.

Quanto a Ecclestone... bem, pelas declarações de hoje, demonstra que tem um péssimo perder. Ontem á noite, o F1 Supremo de 78 anos disse de sua justiça: "Toda vez que nós fazemos uma mudança, aparece um monte de pessoas dizendo: 'Ah, esqueça, isso não vai acontecer'. Quando criamos a regra de dois motores por corrida, todos falaram que não podíamos fazer porque as equipas não terminariam as provas. As equipas sempre dizem para esquecermos tudo o que nós propomos", afirmou. Misturar alhos com bugalhos é má politica, Bernie...

Uma coisa é certa: destes dois e da sua ideia louca das medalhas, ainda teremos noticias, pois ambos "já juraram vingança". O ano promete ser quente. Muito quente!

21 de Março de 1960. São Paulo, Brasil

Para todos foi um dos melhores. Para muitos foi o melhor. Eu fui um dos milhares que viam a Formula 1 na TV, aos domingos à tarde, só para torcer por ele e vê-lo no lugar mais alto do pódio. Vê-lo a correr ao vivo, ao longo de dez anos, foi um previlégio que tive, e uma das razões para aprender a gostar de Formula 1. De uma certa maneira, Ayrton Senna foi a pessoa que me mostrou o que é a Formula 1, e o que significa competir, ganhar.

Ele foi o ponto de partida para conhecer mais tarde o resto da Formula 1. As equipas, os piltotos, o passado, o presente, o futuro. As máquinas que fizeram história, para o bem e para o mal, e para mim, que tinha recentemente vindo do Brasil, uma forma de contacto com uma realidade que tinha deixado para trás. E numa altura de hiperinflação, corrupção nas mais altas esferas (estavamos na era Collor), e a selecção de futebol estava nas ruas da amargura (o tetra ainda era um sonho nas mentes das pessoas...) Senna (e Nelson Piquet) eram as unicas razões para se falar bem do Brasil, para além do Carnaval, das praias e das novelas. E ser brasileiro nessa altura era uma tarefa difícil.


O Destino encarregou-se de abreviar a carreira. Mas dez anos foram mais do que suficientes para marcar de forma indelével na história da Formula 1, do Desporto e do Brasil no século XX. Certamente teria uma ideia daquilo que tinha feito em pista, mas ver elevado à condição de mito era algo que provavelmente não teria imaginado, nem ele nem ninguém. E agora, o nome poderá estar de volta à formula 1 dentro de um ou dois anos, com o surgimento do seu sobrinho Bruno. Que tem as genes do tio, isso tem. Agora se é talentoso como ele é algo que ainda tem de provar. Mas não acho que seja justo se o comparar com Ayrton. Ele é um, Bruno é outro. Só espero que seja tão vitorioso como ele, à sua maneira.


Creio que com este post, tentei dar a melhor explicação sociológica possivel para justificar o facto de Ayrton Senna ainda seja idolatrado por imensa gente, agora que este ano se vai comemorar os 15º aniversário da sua morte. Espero que a esta distância se comece a ver de uma forma mais racional o tipo de pessoa que foi, e verificar como é que de um simples piloto, muito talentoso na pista, se transforma numa das poucas referências positivas do seu país, numa era que muitos a vêm como negativa, que é a dos anos difíceis do pós-restauração da Democracia, em 1985. Uma coisa é certa: para uma geração, este homem ficou para todo o sempre na história dessa grande Nação que é o Brasil, muito para além do herói desportivo que ele é na realidade.

Speeder Questiona... Becken Lima (F1 Around)

Becken Lima, a pessoa por detrás do excelente blog F1 Around, foi alguém que redescobri nestes últimos meses, pois sabia da sua existência desde os tempos em que o seu blog fazia parte do Universo Blogger, antes de se transferir para o Wordpress. O que não fazia ideia era que o seu blog seria algo que fosse para além do mero bloco de opiniões noticiosas sobre a Formula 1. Vai para além disso, analisando os assuntos do momento e forma séria e analítica. Foi através dele que conheci excelentes blogs, principalmente em língua inglesa. Dois desses bons exemplos foram os blogs dos ingleses Clive Allen e do James Allen (ex-jornalista da ITV, que acompanhava os Grandes Prémios), excelentes sítios onde se pode analisar do ponto de vista do “insider”, no último caso, a actualidade na Formula 1 e o impacto que os assuntos do dia têm em todos nós. A uma semana do começo do Mundial de Formula 1, em Melbourne, e passada que está a polémica da semana, acerca do “sistema berniano de pontuação”, é a vez de falar com a pessoa que está por detrás deste blog.


1 – Olá, é um prazer ter-te aqui, neste humilde blog, a responder às minhas perguntas. Queres explicar, em poucas linhas, como surgiu a ideia do teu blogue?

Olá, Paulo! O blog surgiu de duas necessidades. A primeira para aplacar um pouco a minha compulsão por escrever, sou uma espécie de grafomaníaco. A segunda, de unir essa vontade natural pela escrita ao gosto pela F1. Eu poderia estar escrevendo sobre cinema, outra paixão, por exemplo...


2 – O nome que ele tem, foi planejado ou saiu, pura e simplesmente, da tua cabeça?

O nome foi planejado, sim. A intenção inicial do título era sugerir que o blog fizesse analogias e comparações que usualmente não se encontram em outros blogs (daí o “Around,” estar em torno da F1!), mas a demanda dos leitores que lentamente estão surgindo está pouco a pouco mudando o conceito sobre o qual ele foi inicialmente baptizado.


3 – Antes de começares este blog, já tinhas tido alguma participação em outros blogues ou sites?

Sim, eu era um participante activo no blog do Livio Oricchio, mas as discussões por lá estendiam-se por outros temas além do post inicialmente escrito pelo Livio. Lentamente eu fui deixando de comentar no blog do Livio e passando a escrever apenas no meu próprio.


4 – Em que dia é que começaste, e quantas visitas é que já teve até agora?

Eu não sei o dia exacto, mas foi no fim de 2007. Eu o iniciei sob a plataforma BLOGGER, daí mudei para o WORDPRESS, que tem um óptimo medidor estatístico. No momento está em torno de 68.000 visitas, variando de 1.000 a 1.200 por dia, com um crescimento firme à medida que a primeira prova na Austrália aproxima-se.


5 – De todos os posts que já escreveste, lembras-te de algum que te orgulhe… ou não?

Eu gosto sempre dos últimos. Eu lembro que o post sobre Alan Donelly e outro sobre o julgamento do resultado em Spa, foram interessantes, principalmente por que foram desenvolvidos no calor do momento. Outro memorável talvez seja a resenhas de duas biografias do Senna, que ficou bem escrita, acho. O último sobre o status de Felipe Massa foi elogiado pelos comentaristas do blog e, apesar de escrito na correria, também ficou razoável.


6 – Em que é que tu, escrevendo sobre Formula 1, consegues ser diferente dos outros blogs?

Eu tento, pelo menos. Eu procuro aprofundar temas e abordar outros que dificilmente são encontrados em outros blogs — além de tentar estimular a criatividade do leitor. Fujo da repetição constante das notícias que pipocam em portais, a não ser que seja inevitável como registro histórico, pois os frequentadores fatalmente abordarão o tema. Se vou publicar algo que percebo que terá repercussão, procuro verificar se tal nota não já foi dada antes em outros lugares e só aí publico.

As notícias acabam sendo na verdade um suporte para os artigos que escrevo. Outro ponto é que o blog é extremamente “friendly” ou amigável com os comentaristas, que são na verdade preciosos colaboradores, muito bem informados e articulados. Por isso procuro constantemente interagir e estimular o debate — o que na verdade é a essência da mídia blog.


7 – Daqueles blogues que conheces sobre automobilismo, qual(is) dele(s) é que tu nunca dispensas uma visita diária?

O F1fanatic. Keith Collantine é terrivelmente criativo e inteligente e os seus leitores tanto quanto ele. É passagem obrigatória para todo fã de F1.


8 – Falamos agora de Formula 1. Ainda te lembras da primeira corrida que assististe?

Não, infelizmente. A F1 é algo tão intrínseco à minha vida que parece ter estado sempre lá, sem um ponto inicial marcante.


9 – E qual foi aquela que mais te marcou?

Japão 88, o primeiro título do Senna.


10 – Fittipaldi, Piquet e Senna. Qual dos três é aquele que mais agrada, e porquê?

Senna, pelos clichês que todos adoram citar, mas principalmente por que Senna foi o grande “show man” na história da F1. O status de Senna como um dos grandes não foi determinado pela quantidade de títulos ou recordes quebrados, mas pela maneira como ele trouxe emoção e senso de entretenimento à F1. Essa talvez seja a grande semelhança entre ele e Lewis Hamilton.


11 – E achas que algum dia, Felipe Massa vai fazer parte deste trio de campeões?

Impossível afirmar isso. Alguns acham que os mais perto que o Felipe chegará de um título foram aquelas duas últimas voltas em Interlagos. Mas o azar do Massa é que ele é alguém extremamente esforçado, com um talento médio e que talvez tenha surgido em uma das melhores safras de pilotos na F1. Alonso está acima dele e têm mais ou menos a mesma experiência, enquanto Vettel, Kubica e principalmente Hamilton, o melhor entre os novos, estão nesse momento crescendo e tornando-se pilotos mais completos e cada vez melhores.


12 – Comparando-o aos três pilotos acima referidos, Massa é mais parecido com quem, e porquê?

Acho que com nenhum. Há algo próprio e único no Massa.


13 – Achas que o título de 2008 foi bem entregue?

Sim, muito bem entregue, é indiscutível o título vencido por Lewis.


14 – Tirando os brasileiros, qual é para ti o piloto mais marcante da história da Formula 1, e por quê?

Alain Prost. Ele foi o reflexo pelo qual Senna olhou para si mesmo e para os seus limites, a sua perfeita antítese. Sem Prost, Senna não seria grande, e vice versa.


15 – Para além de Formula 1, que outras modalidades de automobilismo que tu mais gostas de ver?

Eu gosto da GP2 pela semelhança com a F1 e pelo fato de estar assistindo pilotos que potencialmente estarão explodindo na F1.


16 – E achas que vale a pena falar sobre ele no teu blogue?

Faço uma referência ou outra à GP2, mas o F1 Around cobre exclusivamente a F1.


17 – E miniaturas de carrinhos, tens algum?

Sim, algumas Lotus, Ferrari e McLarens. Tenho um carinho especial pelo MP4/22, presente que dei ao meu filho. Esse McLaren de 2007 foi o único carro da equipe pilotado pelo Alonso e o primeiro do Hamilton na McLaren. Ele é muito especial.


18 – Passando para a actualidade: de repente, a Honda anuncia a retirada da Formula 1. Como sentiste isso?

É sempre triste quando uma equipa se retira da Formula 1, pois não significa apenas menos dois carros na grelha, mas todo um staff de profissionais de alto nível que ficam desempregados. No caso da Honda, mesmo que alguns membros da família amassem o automobilismo (Senna tinha uma relação muito intensa com Soichiro Honda!), a companhia jamais se comprometeu com este desporto. Ele sempre foi uma plataforma para a Honda treinar engenheiros ou para desenvolver tecnologia. Objectivo alcançado, eles pulavam fora, e assim aconteceu uma vez mais em 2009. Foi má publicidade para a Formula 1, mas foi bom não termos mais uma companhia que não se comprometa com este desporto a longo termo.


19 – Ficaste satisfeito com a solução arranjada pela Honda, de uma Brawn Grand Prix, e pela escolha de Rubens Barrichello em detrimento de Bruno Senna?

Foi perfeito. Ross Brawn é um vencedor, um homem que domina toda a cadeia de processo da Formula 1. Ele já projectou carros, já planeou toda a logística, já foi estrategista em pista. É um dos homens mais preparados para a tarefa de lidar com a equipa.

Sobre o Bruno, a verdade é que nós, blogueiros, seria um facto novo a ser explorado. Seria interessante serguir o começo da carreira do Bruno pilotando um foguete como é o BPG 001, talvez gerasse mais pageviews, mas temos de ser tão realistas quanto foi Ross Brawn, e é o pragmatismo do novo dono de equipa que pôs o Bruno no banco de reservas, espero que temporariamente, eu acho que o Bruno tem um talento mais latente que Nelson Piquet Jr., por exemplo.


20 - Max Mosley anunciou agora que fez um acordo com a Cosworth para fornecer motores ás equipas, a dez milhões de euros por ano. A FOTA (Formula One Teams Association) concordou em reduzir os custos. Achas que é este o caminho, uma Formula 1 com custos controlados?

Sim, claro, não há muito como discordar disso. Custos menores significam, teoricamente, certa paridade de recursos entre as equipes. O problema sempre é o que cada uma é capaz de fazer com tal quantia. McLaren e Ferrari não têm apenas os melhores engenheiros e estrutura física, mas também os melhores financistas e administradores de recursos da F1, capazes de optimizar o orçamento que estiver à mão e transformá-lo em mais alguns décimos de segundos. Portanto, não espere que uma redução de custos equilibre a categoria ou estimule o surgimento de outra super força como as próprias McLaren ou Ferrari. Estas duas equipes continuarão, com algum intervalo aqui ou ali, ainda a dominar por muito tempo a F1.


21 – E o sistema de medalhas, proposto pelo Bernie Ecclestone? Achas uma boa ideia ou apenas um disparate proveniente de um homem já senil?

Bernie não é senil, muito pelo contrário. Ele é muitíssimo esperto e tentou simplificar o sistema de pontuação para público médio (o alvo da FOM que) e ao mesmo tempo estimular o entretenimento com um número maior de ultrapassagens. O problema é que Bernie não é o homem mais preparado para pensar e mudar a estrutura regulamentar do esporte. A FOTA ignorou sua proposta como haveria de ser.


22 - O que achou até agora dos novos carros de 2009?

Houve certo estranhamento natural, mas pouco a pouco estou me acostumando com eles. Acho que a McLaren conseguir produzir um carro bonito apesar da mudança radical. O MP4/24 é o ideal do carro bonito em 2009 para mim.


23 – Que ideia é que ficaste dos testes de pré-época? Esperas uma temporada de 2009 equilibrada ou imprevisível?

A Brawn encheu os olhos nestes testes, não? E uma história maravilhosa, cheia de drama, em torno da sobrevivência da equipa, e claro, do Rubens Barrichello. Eu adoro ser do “contra” e ponho a Brawn como a minha favorita, ao menos em Melbourne, apesar do cepticismo de outros blogueiros (é muito mais fácil ser céptico, né?)

O resto eu acho que se pode dividir em grupos: [Um primeiro grupo com] Ferrari, BMW, Toyota, depois outro grupo: Renault, Red Bull, Williams, McLaren, e por ultimo, Toro Rosso e Force India.


24 – Com isto tudo, quem é o teu favorito ao título mundial? Ou essa pergunta ainda não tem resposta clara?

Não, não tem resposta. Ainda numa temporada cheia de restrições como esta. Se fosse uma mera questão de arriscar na sorte, eu apontaria uma boa briga entre Raikonnen, Kubica, Massa e Alonso. Mas com o BGP 001 voando que nem um foguete e com a McLaren trabalhando duro para resolver os seus problemas, não descarto Lewis Hamilton nem Rubens Barrichello ou Jenson Button.


25 - Que impressão é que ficas do novo projecto de Ken Anderson e Peter Windsor, a USGPE? Achas que deve ser levado a sério?

Questão interessante por que eu sou um grande entusiasta do projecto. Primeiro por que a F1 necessita adentrar ao mercado americano: pelas marcas que o dão suporte e pelo público americano que merece ter acesso ao que de mais moderno há em termos de automobilismo.

Segundo por que é muito fácil utilizar-se de clichês para apontar que o projeto tem falhas, que não terá sucesso por conta da distinta cultura automobilística do povo americano. Isso é clichê, é idéia pronta e já ouvimos aqui e acolá inúmeras vezes. Vamos ser mais criativos e sugerir soluções para os problemas ao invés de apontar o óbvio. Peter Windsor e Ken Anderson têm idéias novas, novos conceitos, que ao menos merecem ser vistos com carinho. Dêem uma chance aos dois.

26 - “Correr é importante para as pessoas que o fazem bem, porque… é vida. Tudo que fazes antes ou depois, é somente uma longa espera.” Esta frase é dita pelo actor americano Steve McQueen, no filme “Le Mans”. Concordas com o seu significado? Sentes isso na tua pele, quando vês uma corrida, como espectador?

Eu vi o filme, mas não me lembrava da frase. É interessante! Há algo de poeticamente beatnik, nela, talvez pela década de sessenta, quando da produção do filme. No meu caso, não! Não vejo a F1 como algo minimamente poético, mas como algo Darwiniano, com pilotos e equipes competindo por recursos finitos em um ambiente extremamente desafiador. Equipes que não se adaptam a novos desafios que surgem, são extintas, pilotos envelhecem e dão lugar aos mais novos e mais hábeis. Isso é a seleção natural de Charles Darwin em estado puro acontecendo à frente de nossos olhos e isso é o que mais me fascina.


27 – Já agora, tens alguma experiência automobilística, como karting? Se sim, ficaste a compreender melhor a razão pelo qual eles pegam num carro e andam às voltas num circuito?

Sim, pouquíssima em Kart, mas ao menos o suficiente para ajudar entender conceitos mínimos de pilotagem como understeer ou oversteer.


28 - Tens algum período da história da Formula 1 que gostarias de ter assistido ao vivo?

Na verdade eu gostaria de reviver toda a temporada de 1988 com a idade e bagagem que eu tenho hoje.


29 - Já alguma vez viste a briga entre o René Arnoux e o Gilles Villeneuve, no GP de França de 1979? Para ti, aquelas voltas finais significam o quê?

Sim, sim. Eu acho que é o ideal de F1 que nós, e acho que FOTA/FIA/FOM procuram. Uma batalha por posição sendo travada de forma natural e não estimulada por artificialismos. Não sei se em 2008 veremos brigas semelhantes, afinal também não temos mais gente como Villeneuve.


30 – Jeremy Clarkson, o mítico apresentador do programa de TV britânico “Top Gear”, disse que Gilles Villeneuve foi “o melhor piloto que alguma vez sentou o rabo num carro de Formula 1”. Concordas ou nem por isso?

Não, acho que não. Senna, eu acho, foi o melhor piloto que a F1 já viu. Senna tinha tanta habilidade quanto Gilles. Pilotava com tanta intensidade, (ou até mais) que o canadense. Tinha, como eu disse acima, um senso raro de entretenimento, algo que Gilles também tinha. Mas a grande diferença é que soube condensar e transformar essas qualidades em vitórias antes de morrer, algo que Gilles, infelizmente, não conseguiu.


31 - Costumas jogar em algum simulador de corridas, como o “Gran Turismo”, o “Formula 1”, ou jogos “online”, como o BATRacer ou o “Grand Prix Legends”?

Eu sou apaixonado pelo Grand Prix 4 do Geoff Cramond, mas aguardo com grande expectativa o novo game da Codemaster.


32 – Eu sei que começaste há algum tempo, mas… que é que tu alcançaste, em termos de prémios, convites, referências, desde que iniciaste o teu percurso na Blogosfera?

Essa é a primeira entrevista que dou, mas eu já escrevi a convite para o blog espanhol QUIERO-BRIATORE, o mais importante blog de F1 não “main stream” da Espanha e fui recentemente convidado por um blogueiro muito famoso para participar de um projecto que ele implantará em 2009. Ainda estou estudando a viabilidade de minha participação.


33 – E se fosses o Max Mosley, o que preferias ter na Formula 1? Uma grelha só de montadoras ou de “garagistas”?

Eu gostaria que fosse meio a meio. A Formula 1 não beneficiou apenas dos recursos financeiros das montadoras, mas também do know-how em promoção e marketing que essas empresas trouxeram para a categoria. Há também o meio-termo, como a McLaren, por exemplo, que tem parte de suas ações em poder da Mercedes-Benz, mas desenvolve um interessante modelo de negócio sustentável.


34 – Já agora, que impressão é que ficaste do novo Autódromo de Portimão?

É maravilhoso. Eu ouvi dizer que a estrutura para a imprensa é bem acanhada e simples, mas a pista é incrível. Mas não é a pista que me fascina, mas o seu diretor e designer, Paulo Pinheiro, sobre quem eu escrevi um pequeno post. O homem não tinha qualquer “know-how” e experiência anterior (que eu saiba!) como designer de circuitos e conseguiu, com muita imaginação e criatividade, criar um circuito mais desafiador que todos projectados pelo Hermann Tilke.


35 – Vamos falar do futuro próximo: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Nelson Piquet Jr. Um já está lá, os outros dois querem lá chegar. Achas que algum dos três tem estofo de campeão? Se sim, qual?

Não, não acho que nenhum deles chegará a ser campeão, infelizmente.

36 – Tens algum plano para o blogue, no futuro próximo? Novas secções, meteres-te num podcast ou videocast?

O primeiro plano é mudar a aparência do blog. Ele ainda permanecerá simples durante algum tempo, mas dependendo do seu crescimento, exigirá um redesign que invoque mais identidade. A base do blog continuará na palavra escrita, minha paixão.


Já agora, se quiserem ver as entrevistas anteriores, carreguem nos respectivos links:

19 de Novembro 2008 - Priscilla Bar (Blog Guard Rail)
22 de Novembro 2008 - Marcos Antônio Filho (GP Series)
29 de Novembro 2008 - Hugo Becker (Motor Home)
6 de Dezembro 2008 - Rianov Albinov (F1 Nostalgia)
10 de Dezembro 2008 - Jorge Pezzolo (jpezzolo.com)
13 de Dezembro 2008 - Ron Groo (Blog do Groo)
17 de Dezembro 2008 - João Carlos Viana (jcspeedway)
20 de Dezembro 2008 - Felipão (Blogspot Brasil)
3 de Janeiro de 2009 - José António (4 Rodinhas)
7 de Janeiro de 2009 - Germano Caldeira (Blog 4x4)
10 de Janeiro de 2009 - Felipe Maciel (Blog F-1)
17 de Janeiro de 2009 - Thiago Raposo (Café com Formula 1)
21 de Janeiro de 2009 - Orroe (N U R B U R G R I N G)
24 de Janeiro de 2009 - Sávio Machado (SAVIOMACHADO)
28 de Janeiro de 2009 - Javi G. (Zone F1)
31 de Janeiro de 2009 - Gabriel Lima (Speed N'Thrash)
4 de Fevereiro de 2009 - Bruno Mantovani (Mantovani.zip.net)
14 de Fevereiro de 2009 - Luiz Alberto Pandini (Pandini GP)
18 de Fevereiro de 2009 - Gonçalo Sousa Cabral (16 Valvulas)
28 de Fevereiro de 2009 - Babi Fanzin (Velocidade.org)
4 de Março de 2009 - Kimi Cris (Galáxia F-1)
7 de Março de 2009 - Maria Quiroga (F1 by Mai)
11 de Março de 2009 - Wellington Lucas (Formula One Addict)
14 de Março de 2009 - Ylan Marcel (Motorizado)
18 de Março de 2009 - Tony Costa (Laser Car Design)