quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Última Hora: Sergio Perez em dúvida para o GP da India

O piloto mexicano Sergio Perez está adoentado e poderá ser substiuido pelo seu compatriota Esteban Gutierrez no GP da India, segundo afirma a cadeia de televisão Sky. O piloto de 22 anos esteve ausente da conferência de imprensa que dá a antevisão do GP da India e a equipa colocou Gutierrez de prevenção, esperando até amanhã de manhã para tomar uma decisão.

Caso ele não recupere a tempo, será a estreia de Gutierrez, de 21 anos, na categoria máxima do automobilismo, depois de duas temporadas na GP2, onde terminou no terceiro lugar nesta temporada. E em 2010 foi o primeiro campeão da GP3, ao serviço da ART.

As primeiras imagens dos motores de 2014

No meio de todas estas noticias e de todo o trabalho que tenho tido, deixei escapar uma relativa aos motores que a Formula 1 irá ter em 2014, os 1.6 Turbo. Na segunda-feira, enquanto surgiu o rumor de que a McLaren estaria a falar com a Honda para reavivar uma parceria que durou entre 1988 e 1992, a revista online Racecar Engeneering mostrou imagens do motor Renault Turbo que a equipa espera usar dentro de dois anos.

“O projeto foi inicialmente pensado para 2013 e assim começamos a trabalhar inicialmente e formalmente o caminho de volta aos turbos em setembro de 2010″, começa por explicar Rob White, o Diretor Executivo Renault Sport F1.  “Nós já desenvolvemos várias partes desse motor nos últimos meses, primeiro de tudo o que tínhamos era um único cilindro em execução para teste”, continuou.

“Nós também tivemos um motor multi-cilindro de outra arquitectura que estava sendo testado recentemente. Temos agora executar um V6 e o programa é mais ou menos alinhado com o nosso planeamento  Temos uma nova aprendizagem para fazer. Aprender tudo sobre injeção direta, tudo sobre o "turbocharger" nestas novas condições e mais ainda sobre recuperação de energia cinética nesse novo modelo que é muito maior que o atualmente usado”, concluiu.

O site brasileiro Ultrapassagem, que mostra algumas das imagens do motor a 3D e de modo real, fala que apesar de não haver muitos pormenores, refere que devido ao facto de eles terem começado cedo a desenvolver este motor - lembrem-se que estes motores deveriam estar prontos em 2013 - poderá fazer com que eles já estejam em vantagem, pelo menos nos primeiros tempos. E para Red Bull, Lotus, Williams e Caterham, que têm os motores Renault, isso pode significar algo de importante nas suas performances.

5ª Coluna: O atraso no Acordo da Concórdia

No meio de todas as noticias sobre a "dança das cadeiras" para a temporada de 2013, e sobre os problemas que Vijay Mallya passa para pagar o que deve a funcionários e pilotos da Kingfisher Airlines, e do qual já ameaçaram perturbar o GP da India, marcado para este domingo, passou algo despercebido - pelo menos, não com a "pompa e circunstância" de outras noticias - a noticia de que as equipas iriam reunir-se com a FIA na sua sede, em Paris, para tratar sobre o novo Acordo de Concórdia, do qual deverá entrar em vigor a partir de 2013.

A reunião aconteceu esta segunda-feira à tarde, e apesar de nada de específico ter transpirado, todos usavam expressões como "espirito construtivo" e demonstravam optimismo em chegar depressa a um acordo. Para quem quiser entender isto de outra forma, isto quer dizer que não é agora que assinam o papel para fazer nova distribuição das receitas até 2020.

Isto ainda não é preocupante, mas quem anda a ler estas noticias, sabe que se fala desde março que  a assinatura do Acordo de Concórdia está "iminente" ou que "já há acordo, so faltam pormenores". Dessa, ouviu-se da boca de Bernie Ecclestone, e vindo dele, tal coisa só pode significar mais uma forma de pressão do que vem "à letra".

Se a meio do ano, o grande problema era a Mercedes, agora para o final, o grande problema chama-se Red Bull, e o assunto em si tem a ver com o limite de custos. As equipas querem establecer um teto orçamentário para controlar custos e evitar uma espécie de "corrida ao armamento" do qual o primeiro a rebentar, ganha. Aparentemente, a Red Bull anda a gastar cerca de 230 milhões de euros para ser campeão de pilotos e construtores, enquanto que Ferrari e McLaren andam a gastar um pouco menos, entre 150 a 180 milhões de euros.

As equipas já não negoceiam em bloco - a FOTA acabada ou moribunda - e cada um está a querer "puxar a brasa à sua sardinha". Parece que a maior parte das equipas já chegou a um consenso, mas a Red Bull parece que quer reduzir gastos de outra forma, como por exemplo, o preço que se cobra pelos motores. É que se a Ferrari e Mercedes constroem os seus, a McLaren andou durante muito tempo com um acordo mais favorável com a Mercedes, que terminará no próximo ano. E a Red Bull e um mero cliente da Renault, sem privilégios de monta.

Este é um exemplo de muitos. Há outros em cima da mesa, como o calendário ou a distribuição de dinheiros. Mas numa altura em que o tempo está a contar, e vendo que nada se resolver, apesar dos "sinais encorajadores", causa-me mais preocupação do que alivio.

Aliás, se formos ver bem, qualquer um destes Acordos da Concórdia sempre foram dos mais opacos e mais secretos que conheço. As clausulas que estabelecem a distribuição dos lucros nunca foram mostrados ao público, do qual o facto da empresa "Formula 1" nunca ter estado cotada em bolsa ajuda nesse campo. Para saber dos salários de dados pilotos ou os orçamentos de determinadas equipas, temos de ver os relatórios de contas de equipas como a McLaren, Ferrari, Red Bull, Williams, etc... algumas delas cotadas em bolsas como a de Londres ou de Frankfurt. Mas para ver o panorama geral, preciso ter uma alma e paciência de contabilista para chegar a essas conclusões. E nem toda a gente tem esse espírito.

E depois temos outro factor importante: Bernie Ecclestone. No próximo dia 30 ele fará 82 anos, e este poderá ser o último Acordo que será feito durante o seu período de vida. A sensação de que ele é a "cola" que une tudo isto na Formula 1 é cada vez maior, e a ideia de que ele poderá morrer entretanto - não digo agora, mas nos próximos anos - sem um plano de sucessão a médio prazo e sem um grande plano para a Formula 1 delineado e aprovado por todos, é uma grande sombra que paira sobre todos. É certo que Jean Todt poderá querer ficar com o seu poder e recuperar aquele que tinha sido dado por Max Mosley, seu antecessor, durante o seu tempo na FIA, mas há alguns sinais de que muitos não gramam o "Napoleão". E combinando isso com a natural divergência das equipas em relação ao interesse geral da Formula 1, as coisas a médio prazo serão muito agitadas.

Daí que digo que se deve fazer um novo Acordo o mais depressa possível  E depois disso se trate de coisas como a entrada da Formula 1 em Bolsa e arranjar um novo promotor a médio prazo, que seja consensual e saiba ser um digno sucessor de Bernie Ecclestone. É isso que a Formula 1 precisa, se quer continuar a ser a força que é agora.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fibra de Carbono - Episódio 21

No 21º episódio do podcast Fibra de Carbono, estivemos a falar sobre o fim de semana perfeito de António Félix da Costa em Barcelona, ao volante de um carro da World Series by Renault, e a consequente chamada para o "rookie test" em Abu Dhabi, bem como uma chamada de atenção sobre a alguma ignorância que os canais de televisão nacionais estão a fazer em relação aos feitos do piloto de Cascais.

Também falamos sobre o adiamento do GP de New Jersey, sobre o GP da India, sobre os sarilhos onde anda Vijay Mallya e o seu grupo Kingfisher, e também se falou sobre as negociações para o novo Acordo da Concórdia e o facto de estes ainda não terem sido concluidos, pois falta menos de três meses para poder estar em vigor.

Tentem não perder este episódio, porque eu faço umas imitações mal feitas do Marcelo Rebelo de Sousa pelo meio...

Tudo isto e muito mais pode ouvir a partir deste link: http://www.fibracarbono.net/podcast/episodio-21-o-professor.html

A entrevista de Felix da Costa à GP Update

O site GP Update publica esta tarde uma extensa entrevista com António Félix da Costa, onde o intitula de "Red Bull's Rising Star", ou seja "A Grande Esperança da Red Bull". Ali, o piloto de Cascais fala sobre o final de temporada da World Series by Renault, onde venceu quatro das últimas cinco corridas da categoria, que o catapultaram para o quarto lugar final. Ele, que tinha entrado na categoria apenas na quinta corrida da temporada...

Em relação o final da temporada da World Series by Renault, onde venceu as duas últimas corridas, em Barcelona, o piloto de 21 anos refere: "Foi uma maneira fabulosa para terminar a temporada. Vencendo ambas as corridas, num campeonato tão competitivo faz-me ficar contente comigo mesmo e pela a equipa. Mostrei a toda a gente aquilo que consigo fazer. Mas não posso deixar de realçar que foi um trabalho de conjunto e estes resultados são a consequência de um trabalho muito duro".

A entrevista é publicada dois dias depois de a Red Bull o ter confirmado no "Rookie Test" de Abu Dhabi, que vai acontecer no inicio de novembro. Sobre os testes que irá fazer, o piloto de Cascais está ansioso, mas ao mesmo tempo confiante: "Estou ansioso" - começou por dizer - "É o carro do campeão do mundo, e isto revela a confiança que a Red Bull está a colocar em mim. Dois dias [a guiar um carro de] F1 é sempre fantástico, mas a Red Bull é um sonho concretizado." começou por dizer. 

"Por outro lado, estou aqui a trabalhar num programa especifico e não temos intenções de fazer voltas-canhão. Temos um plano e o meu trabalho é de dar "feedback" e melhorar o mais rapidamente possivel. Tenho de trabalhar duro e fazer um bom trabalho, não só para a minha carreira como para ajudar a Red Bull nestas corridas finais. Este teste pode ser importante para alcançar os títulos de Pilotos e Construtores.", concluiu.

Quando perguntado sobre a possibilidade de poder correr algumas sextas-feiras em 2013, Felix da Costa é modesto: "O meu trabalho é o de dar o melhor no campeonato em que a Red Bull achar melhor eu ficar colocado. Se me colocarem num treino livre de sexta-feira, devo fazer o meu trabalho, mas neste momento, estou a pensar em dar o meu melhor em Abu Dhabi e depois, no GP de Macau de Formula 3", terminou.

GP Memória - Japão 1977

Duas semanas depois de terem corrido no Canadá, máquinas e pilotos rumavam ao Japão, mais concretamente ao circuito de Mont Fuji, para disputarem a última prova do campeonato do mundo de 1977. Com tudo decidido, alguns pilotos e equipas resolveram deixar essa corrida de lado para poderem preparar convenientemente para a temporada que aí vinha. Assim sendo, a Williams, Hesketh, Renault e Fittipaldi não apareceram na corrida, enquanto que a March só alinhou com um carro, quando o seu segundo piloto, o sul-africano Ian Scheckter, foi barrado à entrada do aeroporto de Narita, devido a problemas com o seu visto.

Se alguns primavam-se pela ausência, outros apareciam para correr. A Ligier decidiu inscrever um segundo carro, para o francês Jean-Pierre Jarier, enquanto que apareciam três pilotos locais para disputar a corrida: os Kojima de Noritake Takahara e de Kazuyoshi Hoshino - este inscrito pela Heroes Racing - e um Tyrrell privado que seria guiado por Kunimitsu Takahashi. Ao todo, estavam inscritos 22 carros.

A qualificação resultou na pole-position por parte de Mário Andretti, no seu Lotus, que conseguiu bater o McLaren de James Hunt. A Brabham-Alfa Romeo monopolizava a segunda linha, com John Watson na frente de Hans-Joachim Stuck, enquanto que Jacques Laffite era o quinto, no seu Ligier-Matra, na frente do Wolf de Jody Scheckter. Carlos Reutemann era o sétimo, no seu Ferrari, seguido pelo segundo McLaren de Jochen Mass. A fechar o "top ten", ficaram o Surtees de Vittorio Brambilla e o Ensign de Clay Regazzoni.

A corrida começou com confusão. Hunt largou bem, mas Andretti largou mal, caindo para o sétimo posto, atrás de Stuck. Começou a fazer uma corrida de recuperação, mas esta acabou no inicio da segunda volta, quando este bateu na traseira do Ligier de Laffite. O americano desistiu na hora, com uma roda do seu Lotus a soltar-se no impacto e parar no meio da pista, onde encontrou os carros de Hans Binder e de Noritake Takahara, fazendo-os abandonar a corrida.

Mais confusão houve na sexta volta seguintes, quando o Ferrari de Gilles Villeneuve, com problemas de travões, não conseguiu travar a tempo e atingiu em cheio o Tyrrell de Ronnie Peterson, catapultando-se e indo para fora de pista. Os destroços atingiram duas pessoas que estavam em zona proibida  um comissário de pista e um fotógrafo, matando-os. Apesar de tudo, a corrida não foi interrompida.

Nas voltas seguintes, o ponto de interesse foi a luta pelo segundo posto, entre Watson e Mass. As coisas rolaram assim até na volta 28, quando o motor de Mass explode. Na volta seguinte, a caixa de velocidades do carro de Watson cede também, deixando Scheckter no segundo lugar. Contudo, o sul-africano estava a ser assediado por Regazzoni, que o passou pouco depois. Mas na volta 43, o motor do piloto suiço rebenta, deixando Reutemann (que entretanto tinha passado Scheckter) no segundo posto. Mas o Ferrari do argentino dura pouco tempo nesse lugar, porque é ultrapassado por Laffite.

Na parte final da corrida, Scheckter atrasa-se e fica de fora dos pontos, enquanto que Laffite parecia ir a caminho de um segundo lugar, mas na penultima volta fica sem gasolina. Valeu ter percorrido distância suficiente para ficar com o quinto lugar final.

Na frente, imperturbável, estava James Hunt, que cruzou a meta como vencedor. Carlos Reutemann foi o segundo, na frente de Patrick Depailler, no seu Tyrrell. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Shadow de Alan Jones, o Ligier de Jacques Laffite e o segundo Shadow de Riccardo Patrese, a primeira vez que conseguia pontuar na sua carreira. Mas no pódio, apenas Depailler é que apareceu, pois os outros dois pilotos, Hunt e Reutemann, estavam com pressa para chegar a Tóquio a tempo de apanhar o avião para fora dali. Como resultado, ambos foram multados pela FIA.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Uma conversa de Formula 1

Este domingo estava a ler, por acaso, uma comentário que me deixaram no blog e decidi pesquisar de onde aquilo vinha. Acabei por descobrir um blog que tinha começado precisamente naquele dia, onde falava de Fernando Alonso e Sebastian Vettel, de uma maneira algo melhor do que a minha. Gostei do que li e mandei-lhe uma mensagem a dizer isso e a incentivar para continuar.

Pensava que isto acabaria por ali, mas depois escreveu mais dois posts, um deles sobre Luigi Chinetti, o italo-americano (mais antigo que Mário Andretti!) que venceu três edições das 24 Horas de Le Mans, um deles a bordo de uma Ferrari e depois se tornou no importador da marca nos Estados Unidos e funadador da North American Racing Team (NART).

Depois disso, aconselhei-o a continuar e a espalhar-se pelas redes sociais, como o Twitter e o Facebook, criando uma conta em ambos. Ele assim o fez, e depois disso, o mínimo que posso fazê-lo é apresentá-lo ao mundo.

Ele chama-se João Claudio, estuda biologia em Campinas e decidiu fazer um blog chamado "Conversa de Formula 1". Vai ser interessante segui-lo, quer no seu blogue, quer na sua página do Facebook, quer no seu Twitter. Tem futuro, espero que saiba o que fazer dele.

Youtube Onboard: Uma volta em Austin


A Formula 1 vai agora para a Índia  mas há muitas expectativas em relação à corrida do dia 18 de novembro, no Circuit of the Americas (COTA), nos arredores de Austin, no Texas, cenário daquilo que vai ser o primeiro Grande Prémio dos Estados Unidos num circuito desde 1980, quando foi da última vez que correram em Watkins Glen.

Hermann Tilke parece ter caprichado no desenho do COTA, pois pelo onboard que Mário Andretti fez ao circuito, esta segunda-feira, a bordo do seu Lotus 79 que lhe deu o seu título mundial, no já muito distante ano de 1978, parece ser um circuito desafiador e muito interessante de se ver.

E ele próprio confirma: "É tudo o que eu esperava e muito mais, uma pista fenomenal. Possui todas as características que um piloto poderia querer, com oportunidades de ultrapassagem na hora de negociar curvas lentas. Fica claro que o projeto foi muito bem pensado”, elogiou a lenda italo-americana de 72 anos.

Eis o video de uma lenda, a bordo de uma lenda do automobilismo.

GP Memória - Japão 1992

Um mês depois de terem corrido em paragens portuguesas, máquinas e pilotos estavam do outro lado do mundo, mais concretamente no circuito de Suzuka, para correr o GP do Japão, penúltima prova de uma temporada dominada pela Williams. Nos dias que tinham antecipado a corrida japonesa, havia muitas jogadas de bastidores, com os rumores a correrem fluidos pelo "paddock".

Primeiro que tudo, o britânico Nigel Mansell, que tinha dito que iria para os Estados Unidos, estava em negociações avançadas para correr na principal equipa da categoria, a Newman-Haas, ao lado do seu ex-companheiro de equipa nos tempos da Lotus, Mário Andretti. Na McLaren, com a Honda a anunciar que iria embora de vez da Formula 1, Ron Dennis queria assegurar os motores da Renault, ficando com o contrato da Ligier, enquanto que negociava com o americano Michael Andretti, filho de Mário, e com o finlandês Mika Hakkinen, da Lotus. Isto porque... Ayrton Senna pensava em fazer o mesmo que Alain Prost: um ano sabático.

Mas no meio dos rumores, as certezas: a Ferrari tinha dispensado Ivan Capelli das duas últimas corridas do ano, subsituindo-o pelo seu compatriota Nicola Larini, piloto de testes da marca, ao mesmo tempo que anunciava ter voltado a contratar Gerhard Berger, depois de uma primeira passagem entre 1987 e 1989. Na Benetton, Riccardo Patrese iria ficar ao lado de Michael Schumacher na temporada seguinte, indo para o lugar de Martin Brundle.

Na March, a falta de dinheiro fez com que decidiram dispensar mais cedo o austriaco Karl Wendlinger (que já tinha assinado para o novo projeto da Sauber) e no seu lugar contrataram o veterano holandês Jan Lammers, que regressava à Formula 1 batendo um recorde: era o piloto que tinha ficado mais tempo ausente entre corridas, dez anos ao todo.

A qualificação foi decidida na primeira sessão, porque na segunda, que decorreu no sábado, aconteceu debaixo de chuva torrencial. E assim sendo, o melhor foi Nigel Mansell, que foi melhor do que Riccardo Patrese. A segunda fila tinha os McLaren de Ayrton Senna e Gerhard Berger, enquanto que na terceira estavam o Benetton de Michael Schumacher e o Lotus de Johnny Herbert, que conseguira ficar na frente do seu companheiro, Mika Hakkinen. Eric Comas era o oitavo, no seu Ligier-Renault, enquanto que a fechar o "top ten" estavam o Tyrrell-Ilmor de Andrea de Cesaris e o segundo Ligier-Renault de Thierry Boutsen.

Os Ferrari tinham batido em baixo: Nicola Larini era 11º, usando um carro com suspensão ativa, enquanto que Jean Alesi não tinha passado do 15º posto na grelha.

A corrida começou com Mansell a afastar-se velozmente do resto do pelotão. Tão velozmente que no final da primeira volta tinha um avanço de três segundos sobre Patrese. Senna era o terceiro, mas no inicio da terceira volta, o seu motor Honda explode e a sua corrida termina muito mais cedo do que previa. Berger herda o terceiro lugar, mas pouco depois, vai às boxes, acabando por voltar à pista atrás de Schumacher e dos dois pilotos da Lotus. Contudo, foi por pouco tempo, porque Berger viu Schumacher (na volta 13) e Herbert (na 15ª volta) a abandonarem devido a problemas na caixa de velocidades.

Na volta 22, Mauricio Gugelmin bateu forte com o seu Jordan-Yamaha perto da zona das boxes e Mansell passou por cima dos destroços, correndo o risco de furo. Parou imediatamente nas boxes e isso foi seguido por mais alguns dos pilotos da frente, beneficiando Berger e o Benetton de Martin Brundle, que tinham ido mais cedo às boxes e ficaram na pista. Mas isso não afetou os que iam na frente, pois Mansell e Patrese já tinham um avanço considerável.

Mas na volta 36, Mansell começa a ter problemas com o funcionamento do seu carro. Primeiro veio lentamente, e Patrese aproveitou para ficar com o primeiro lugar. O carro de Mansell voltou a funcionar e tentou apanhar o piloto italiano, mas na volta 42, o motor foi-se de vez e Patrese ficou mais confortável na liderança.

No final, Patrese conseguia por fim a sua primeira vitória da temporada, na frente de Berger e de Martin Brundle. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Tyrrell de Andrea de Cesaris, o Ferrari de Jean Alesi e o Minardi de Christian Fittipaldi, que conseguia assim o seu primeiro ponto da sua carreira.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um milionário em sarilhos

Ler noticias sobre a situação periclitante do milionário indiano Vijay Mallya já se tornou demasiado habitual por estes dias, especialmente desde que em setembro, a autoridade indiana de aviação decidiu "pousar no solo" - leia-se, proibi los de voar - os aviões da sua companhia aérea de baixo custo, a Kingfisher Airlines.

Há cerca de dez dias, falei do caso das autoridades judiciais de Hyderabad terem emitido um mandato de captura contra Mallya devido a pagamentos sem cobertura de alguns cheques emitidos para o pagamento de taxas aeroportuárias. O caso ficou resolvido com o pagamento em dinheiro do valor em dívida e consequentemente, o cancelamento desse mandato de captura. Mas há mais casos, e alguns com contornos de drama: a maior parte dos funcionários tem sete meses de salários em atraso, e já se começam a ouvir, aqui e ali, casos de suicidio.

O Joe Saward diz hoje no seu blogue que neste fim de semana do GP da India, um grupo de funcionários irá atrás de Mallya para ver se ele paga o que deve. E isso, na India, tem um nome: dharna. Em poucas palavras, isso significa que um grupo de pessoas irá fazer greve de fome à porta do devedor, e este jejum só acabará no momento em que este salde as suas dívidas. E a ideia, claro é de chamar a atenção da Formula 1 sobre os problemas que passam. E como Mallya gosta muito de passear ao pé das câmaras de televisão...

Uma hospedeira disse o que pensava, em declarações ao jornal Hindustan Times: “Que opção é que nos deixam? Estamos todos com sérios problemas, enquanto que a familia (Mallya e o seu filho Siddharth) passeiam por aí, sem serem perturbados. Na realidade, com o estuilo de vida que eles exibem, estão a gozar com a nossa situação miserável".

Parece que vai ser mais uma situação perturbadora na Formula 1...

Noticias: Red Bull confirma Felix da Costa em Abu Dhabi

A noticia já era esperada desde há algumas semanas, mas esta manhã foi confirmado: a Red Bull irá levar António Felix da Costa ao Rookie Test de Abu Dhabi, que vai acontecer entre os dias 6 e 8 de novembro, tendo a seu lado o vencedor da WSR em 2012, o holandês Robin Frijns.

Segundo se conta na noticia, o piloto português andará dois dias com o RB8, pilotado habitualmente por Sebastian Vettel e Mark Webber, antes de entregar o carro para Frijns, que também irá testar pela Sauber durante dois dias, nesse mesmo teste.

O teste com a Red Bull será, naturalmente, uma recompensa pelo facto das suas vitórias nesta temporada, quer na GP3, quer na World Series by Renault, onde conseguiu cinco vitórias, duas pole-positions e sete pódios nos últimos quatro fins de semana duplos da temporada de 2012 desta competição no qual chegou a meio e teve tempo de terminar no quarto lugar da classificação geral.

O próximo Cristiano Ronaldo e a ignorância da televisão portuguesa

O grande fim de semana que António Félix da Costa teve em Barcelona, na ronda final da World Series by Renault, foi comemorado por todos os que seguem a carreira do piloto de Cascais, atualmente com 21 anos. E nos jornais e restantes sítios especializados, foi devidamente comemorado, fazendo com que as pessoas que seguem a sua carreira estejam cada vez mais convictos que ele irá chegar, graças ao apoio da Red Bull, à categoria máxima do automobilismo, e se calhar já em 2013.

Contudo, fora do panorama mais especifico, poucas linhas foram dadas a ele nos jornais, e na televisão, a ignorância é total. Nem uma palavra, nem uma referência, nem numa nota de rodapé nas televisões nacionais, e isso fez com que um amigo meu, o João Pedro Quesado, decidisse escrever um e-mail, dirigido às televisões nacionais, demonstrando a sua indignação pelo facto destes ignorarem "olimpicamente" o feito de Felix da Costa. Perguntei a ele se podia colocar a mensagem aqui e ele disse que sim. Eis a mensagem na íntegra.

"A minha crítica incide num tema sobre o qual ninguém parece querer expressar. A falta de cobertura da RTP, da SIC e da TVI à carreira muito bem-sucedida de António Félix da Costa continua a ser uma falha, na minha opinião, flagrante.

Félix da Costa já obteve esta temporada sete vitórias: três no campeonato GP3 Series e quatro no campeonato Fórmula Renault 3.5, das World Series by Renault. No entanto, nenhuma delas foi notícia.

E eu pergunto porquê? Há alguma coisa de menos importante nestas vitórias ou que vos impeça de dar estas notícias tão positivas!? Um piloto que, apesar do seu enorme talento, mal é conhecido no seu país de origem. Um piloto que está a trilhar com passos de gigante o seu caminho para a Fórmula 1, e que conta com o apoio de apenas a vigésima parte do seu país, pois o resto não sabe.

A responsabilidade desta ignorância é da comunicação social. São vocês que são responsáveis por informar a população do nosso país e, no entanto, escolhem ignorar ou nem sequer se dão ao trabalho de querer saber. O que é que o futebol tem mais que o desporto motorizado? O que é que tem mais que todos os outros desportos? Já não chega de futebol? Eu sei que é o que vos dá audiências. Mas se vocês continuarem a agir assim, estão a formar uma geração que está completamente formatada para o futebol. A comunicação social devia ser a plataforma para que as pessoas possam escolher aquilo que gostam e apoiam, e não um sitio que escolhe informações sempre sobre as mesmas coisas. O que vocês fazem é como dizer às pessoas que as outras coisas não existem.

Volto a dizer: António Félix da Costa é um talento português a caminho da F1. Ele é um português que tem grande sucesso neste momento. UM PORTUGUÊS! Num tempo em que nem a nossa Selecção Nacional consegue dar alegrias ao povo português, que tal informar Portugal da carreira deste piloto para que o país possa assistir à sua chegada à Fórmula Um!? Ele é um piloto que é elogiado internacionalmente. O seu estilo de condução e o seu talento têm-lhe valido vários sucessos e agora, com o apoio da Red Bull, ele está em alta! E é uma vergonha que tão pouca gente em Portugal o conheça. 

Espero que não ignorem isto, pois se não vir efeitos, vou continuar a insistir. A próxima corrida de Félix da Costa é o GP de Macau, de 15 a 18 de Novembro. Espero que cubram o evento. Para que possam informar verdadeiramente o povo."

O meu conhecimento de jornalismo, bem como as suas manhas, permitem-me dizer em resposta é que "good news is no news", e que neste país, o "desporto" é futebol, e mesmo aí de divide em quatro categorias: Benfica, Porto, Sporting e Cristiano Ronaldo.

E o melhor exemplo disso tem a ver com os atletas que representam Portugal nos Jogos Olímpicos  Ignorados durante três anos e onze meses, lembram-se durante os dezesseis dias que duram o evento, pedindo coisas que em muitos aspectos são absolutamente irrealizáveis, como o de ganhar medalhas. Quando as coisas não correm bem, há uma discussão e um debate público sobre o que se deve fazer para melhorar as performances, mas é uma discussão que desaparece ao fim de dez dias, para depois reaparecer quatro anos mais tarde.

Em segundo lugar, com um país em crise, onde se pensa mais com a carteira do que com aquilo que é realmente noticia, só começarão a falar dele quando chegar à Formula 1. E só será noticia quando ele vencer na categoria máxima do automobilismo.

Também tenho uma teoria mais pessoal: tudo que não aparece no "Correio da Manhã" (CM), o jornal mais lido deste país, não merece nas televisões. Portanto, para que Felix da Costa comece a ser visto, o CM tem de fazer uma manchete numa segunda-feira de manhã, em vez do "crime de faca na liga" em Alguidares de Baixo. Ou então, que a Rita Pereira ou alguma atriz dos Morangos com Açucar apareça em festas como sendo a namorada dele. E que eu saiba, o "coração" de Felix da Costa já tem dono...

Mas passando para coisas sérias, o jornalismo dos dias de hoje é um de gabinete. E não falo só das TV's, falo das rádios e dos jornais. Quando leio meia dúzia de linhas sobre os bons resultados de Felix da Costa na GP3 ou na World Series by Renault num jornal desportivo como "A Bola", por exemplo, vejo que o mal não vêm só das televisões, mas é geral. Tirando a excepção das entrevistas e das publicações especializadas, que nos "salvam o dia", nunca vi um seguimento sério dos feitos de Felix da Costa por parte da imprensa "mainstream" portuguesa. É o jornalismo que temos, que fazem com que os entendidos ou os que querem seguir a carreira do "Formiga" por curiosidade e admiração tenham de recorrer ao Facebook ou a sitios mais "marginais", como este, para saber alguma novidade sobre ele.

E quando digo que é um "jornalismo de gabinete", o melhor exemplo disso é a ausência de coisas como uma "Grande Reportagem", onde as pessoas partem à aventura para contar histórias vindas de lugares distantes. Mas isso é outra história que merece outro post. Mas mesmo aqui pode-se encontrar algo que se pode aplicar no caso de Felix da Costa: que eu saiba, não vi qualquer enviado especial de rádio, TV ou jornal em Barcelona, para o acompanhar neste fim de semana. E Barcelona fica do outro lado... da Peninsula Ibérica.

Em suma: uma combinação de ignorância, comodismo e desinteresse resultam nisto que estão a ver. Mas não é só aqui em Portugal que tal coisa se passa. Acontece em todos os páises, em qualquer sociedade onde os "mass media", principalmente os grandes grupos económicos, pensam mais no dinheiro do que dar noticias feitas por eles mesmos porque "fazem gastar dinheiro". E depois não se admirem que, aos poucos e poucos, este jornalismo se erode porque as novas gerações vão à procura de novas fontes, aquelas que dão aquilo que procuram.

Um dia, iremos ver Felix da Costa a fazer abertura de Telejornais na TV portuguesa, isso é certo. Mas temo que isso aconteça quando não tem mais qualquer hipótese de o ignorar, como será quando chegar à Formula 1, ou algo mais. E provavelmente, depois de verem a manchete do "Correio da Manhã"...

GP Memória - México 1967

O campeonato do mundo de 1967 era um assunto que tinha de ser resolvido entre dois candidatos ao título, ambos curiosamente da mesma equipa: a Brabham. Dennis Hulme era o lider, com cinco pontos de avanço sobre Jack Brabham, o segundo classificado. Apesar de patrão e empregado estarem em luta direta, não havia hierarquias, era apenas "que vencesse o melhor piloto". 

O neozelandês, com 47 pontos, estava na melhor situação, bastando apenas ser quarto classificado para comemorar o campeonato. Para o australiano, com 42 pontos, a situação não estava boa, e para piorar as coisas, caso pontuasse, teria de deixar cair dois pontos, pois tinha alcançado o limite de corridas onde poderia pontuar. Assim sendo, Brabham só seria campeão se vencesse e Hulme abandonasse a corrida.

A grande novidade neste Grande Prémio era que a Ferarri iria colocar um segundo carro, para o britânico Jonathan Williams. Na Cooper, Jochen Rindt decidiu abandonar a equipa antecipadamente, ele que já se tinha decidido juntar à Brabham, no lugar de... Hulme. É que este tinha decidido aceitar o convite do seu compatriota Bruce McLaren para correr na sua equipa, não só na Formula 1, como na Can-Am e nas corridas americanas, nomeadamente as 500 Milhas de Indianápolis. 

Mas se a Cooper tinha perdido Rindt, em compensação, via regressar Pedro Rodriguez, já recuperado de um acidente que tinha sofrido a meio do ano em Enna-Pergusa, numa corrida de Formula 2.

A qualificação resultou na pole-position para Jim Clark, no seu Lotus-Cosworth, seguido pelo Ferrari de Chris Amon. Dan Gurney era o terceiro, no seu Eagle, seguido pelo segundo Lotus de Graham Hill. Jack Brabham e Dennis Hulme eram respectivamente quinto e sexto classificados, comn John Surtees a ser o sétimo na grelha. Bruce McLaren era o oitavo, e a fechar o "top ten" estavam o Lotus de Moisés Solana e o Cooper-Maserati de Jo Siffert, inscrito pela Rob Walker Racing.

A corrida começou com Amon e Hill na frente, aproveitando a lenta partida de Clark. Isso foi o suficiente para que Gurney tocasse nele. Ambos os carros prosseguiram, mas o americano tinha um buraco no radiador, que o fez abandonar à quarta volta. O escocês cedo apanhou o ritmo e aproximou-se de Amon, para o passar. Pouco tempo depois, foi a vez de Hill ser apanhado por Clark e o ultrapassar, ficando na liderança. Hill acabaria por desistir na volta 18, vítima de uma avaria na transmissão do seu carro.

Atrás, Brabham tinha chegado ao terceiro lugar, mas Hulme ficava atrás dele, em marcação ao seu patrão. À medida que as voltas passavam, tornava-se evidente que nem Brabham se aproximava de Amon e Clark, nem Hulme se afastava dele. Logo, o campeonato se desenhava cada vez mais a favor do neozelandês.

Perto do final, Amon começou a ter problemas com o seu motor, que começava a funcionar mal. Tinha pouca gasolina no seu carro e acabou por ser passado pelos Brabham antes de Clark cortar a meta. Por essa altura, com quase com um minuto e meio de vantagem, o escocês vencia pela segunda vez consecutiva, igualando o recorde de Juan Manuel Fangio, de 24 corridas. Brabham e Hulme ocuparam o pódio, com o neozelandês a conseguir 51 pontos e a dar à Nova Zelândia o seu primeiro título de campeão. 

Amon tinha cortado a meta no quinto lugar, mas os comissários não contabilizaram a sua última volta, que o consideraram demasiado lenta, e caiu para o nono lugar da geral. Assim, nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Honda de John Surtees, o BRM de Mike Spence e o Cooper de Perdo Rodriguez.  

domingo, 21 de outubro de 2012

WRC - Rali da Sardenha (Final)

Por fim, foi a vez de Mikko Hirvonen estar no lugar mais alto do pódio nesta temporada. Depois de um ano sempre atrás de Löeb e da "falsa vitória" em Portugal, onde foi desclassificado por motivos técnicos, depois de ter sido o primeiro nas classificativas. Aproveitando os abandonos dos seus principais rivais, Sebastien Löeb, Jari-Matti Latvala e em menor instância, Petter Solberg, logo no primeiro dia de rali, Hirvonen controlou o andamento perante Evgueny Novikov, para chegar à meta no primeiro lugar, sem truques no carro.

No segundo lugar ficou Evgueny Novikov, conseguindo aqui o seu segundo pódio do ano, e o segundo da sua carreira. O jovem piloto de 22 anos parece ter aprendido a andar mais dentro da estrada, moderando os seus excessos e os resultados começam a aparecer. No terceiro posto ficou o estáonio Ott Tanak, conseguindo aqui o seu primeiro pódio, e em consequência, o seu melhor resultado da sua carreira nos ralis.

Com o quarto lugar nas mãos de Mads Ostberg, o quinto posto foi uma luta entre Sebastien Ogier e Chris Atkinson. O piloto do Skoda Fabia S2000, inscrito pela Volkswagen, levou a melhor sobre o australiano da Mini, embora a diferença não tenha sido por muito: quase 55 segundos.

Anders Mikkelsen foi o sétimo, na frente de Martin Prokop, Petter Solberg e do local Luca Pedersoli.

O WRC prossegue para a Catalunha, onde entre 8 a 11 de novembro, se encerrará o Mundial de 2012.

WSR: Felix da Costa domina em corrida marcada pela polémica

A temporada de 2012 da World Series by Renault terminou este domingo com o português António Felix da Costa a dominar as duas corridas do fim de semana catalão, numa prova marcada pela controvérsia  na luta pelo título. O holandês Robin Frijns colocou de fora o seu maior rival, Jules Bianchi, numa ultrapassagem arriscava na quarta curva do circuito de Barcelona, depois deste o ter ultrapassado na curva anterior.

Numa corrida onde o piloto português dominou do principio até ao fim, acabando a cortar a meta com quase 30 segundos de vantagem sobre o russo Mikhail Aleshin, as atenções viraram-se para a luta entre Frijns e Bianchi, que lutavam no meio do pelotão para ver quem ficaria na frente do outro. Em marcação cerrada, ambos pararam nas boxes na mesma volta, sem que se descolassem um do outro, com Sam Bird a observar as manobras esperando que se beneficiasse de algo.

O momento da corrida foi na parte final, quando Frijns atacou Bianchi na travagem para a Curva 4, como reação à ultrapassagem do francês três curvas antes. Forçando a manobra, colocou-o na gravilha, não saindo mais dali. O holandês prosseguiu, acabando a corrida no sétimo lugar, com a manobra a ser investigada pelos comissários, mas mesmo em caso de desclassificação, nada altera em termos de campeonato, que fica nas mãos do piloto holandês. Aaro Vaino fechou o pódio, depois de ter andado à luta com Aleshin, o seu companheiro de equipa. Frijns foi sétimo, na frente de Bird, o oitavo.  

No final, aos microfones da Eurosport, o piloto português foi sucinto: “Não há muito a dizer, parti bem, o carro estava bom, depressa comecei a ganhar vantagem e depois não vi mais ninguém...”. Para o piloto de Cascais, esta foi a sua quinta vitória na WSR, e foi também o primeiro piloto a vencer nas duas corridas do fim de semana, nesta temporada. Um feito que tinha repetido na GP3, no fim de semana húngaro, no final de julho.


Mais tarde, na sua conta no Facebook, resumiu a sua corrida: “Larguei de 3º, mas logo no arranque passei para a frente da corrida, depois foi atacar nas primeiras voltas até ganhar alguma distância. Se ontem tinha ganho com algum conforto, hoje o domínio foi total, vencendo com mais de 27 segundos de vantagem para o 2º classificado. Reafirmo o excelente trabalho da equipa, tanto na paragem de box, como no acerto de set up do meu carro. Gostaria de dedicar esta vitória à Red Bull, que me possibilita estar a este nível e cada vez me sinto mais dentro da família Red Bull Racing. Uma palavra final para a minha equipa de management em Portugal, que sempre acreditou em mim e tem grande responsabilidade na forma como a minha carreira tem evoluído”, referiu.

No campeonato, Frijns é campeão, com 195 pontos, mais dez do que Jules Bianchi e mais 18 do que o britanico Sam Bird. Félix da Costa, que chegou à competição a meio do ano, acabou a competição no quarto posto, com 166 pontos, apenas menos 29 do que o campeão. Um enorme feito, diga-se.

A World Series by Renault regressará em 2013. Quanto a Felix da Costa, a sua temporada ainda não acabou, pois no final de novembro vai correr o GP de Macau de Formula 3.