segunda-feira, 18 de maio de 2026

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Este ano, a Formula 1 meteu o Mónaco para junho e no seu lugar, para incomodar as 500 Milhas de Indianápolis, colocaram o GP do Canadá, só para dizer ao mundo que não gostam de concorrência, mesmo que seja uma das corridas mais importantes do calendário do automobilismo. 

Contudo, se receber a Formula 1 são bons dias para as cidades que as acolhem, seja ela Monaco, Las Vegas ou Montreal, na segunda maior cidade do Canadá, depois de Toronto. Mas no fim de semana do GP canadiano, uma noticia veio abalar os alicerces da cidade: as "strippers" vão fazer greve!

Explica-se: no Canadá, apesar de, em termos federais, os clientes não podem comprar sexo a quem solicita, as coisas são um pouco diferentes em relação às strippers, que são dançarinas. E as que estão afiliadas na Sex Work Autonomous Committee (SWAC), decidiram fazer grave no próximo sábado, em pleno fim de semana do Grande Prémio, porque é o dia do ano onde os clubes tem mais receita.

E o que querem, as "strippers"? Modificar o seu estatuto como trabalhadoras independentes, isentá-las do "bar fee", que pode ir dos 15 aos cem dólares canadianos por noite, e sobretudo, a descriminalização do trabalho sexual - leia-se, prostituição - uma luta que já tem algumas décadas. 

A organização alega que, apesar do aumento dos lucros que as gerências dos "stripclubs", as condições de trabalho pioram significativamente. “Pode haver mais clientes, mas não há mais clientes por stripper. Portanto, não é tão rentável para nós, mas é para os empregadores”, disse Adore Goldman, uma das líderes do SWAC à CBC canadiana. Assim sendo, ela e todas as trabalhadoras afiliadas decidiram marcar-se como "indisponíveis" no fim de semana de Grande Prémio, que atraiu no ano passado 352 mil espectadores. 

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