Os organizadores do Rali da Estória, que acontecerá entre os dias 17 e 19 de julho, querem ver se o conseguem fazer em menos de 50 horas. Pelo menos é esse o plano de Urmo Aava, o seu diretor. A ideia é compactá-lo entre a sexta-feira à tarde até Domingo após o almoço.
“Temos de analisar as necessidades dos nossos parceiros”, disse Aava ao site dirtfish.com. “Entendemos que as equipas precisam de poupar nos custos de mão-de-obra e temos de ajudar nisso. Da nossa parte, o impacto económico virá do público que virá assistir ao evento, e isso vai manter-se – a quinta-feira tornar-se-á mais um dia de promoção. O objetivo de todos era reduzir custos, mas obter um resultado maior. Penso que esta foi uma proposta inteligente; somos um rali compacto e podemos fazê-lo.", continuou.
“Simplificamos para os concorrentes”, acrescentou. “Se ainda quiserem vir ao reconhecimento na terça e quarta-feira, podem fazê-lo – mas também temos a opção de chegar mais tarde e fazer o reconhecimento na quarta-feira e parte da quinta-feira. A decisão é do concorrente. Em termos de percurso, será muito semelhante aos anos anteriores”, concluiu.
Caso dê certo, poderá abrir caminho para futuras opções, poupando um dia de custos de recursos humanos para as equipas.
Para além disso, Aava quer fazer o salto mais comprido do WRC, onde os carros possam saltar até cem metros de comprimento. Os planos estão a caminho, espera tê-los prontos a tempo.
“Este ainda é o plano”, disse, “mas precisamos de fazer algumas alterações em alguns troços para que isso aconteça. Neste momento, temos um contrato [com a WRC Promoter] de apenas um ano, válido apenas para este ano. Se formos fazer alterações no percurso, precisamos de um contrato de longo prazo. Estamos ansiosos por discutir isso.", começou por afirmar.
“Convenci pessoas suficientes no nosso comité organizador e agora estamos a trabalhar com cientistas para calcular tudo com precisão – o plano não é fazer nenhum salto louco, mas encontrámos na natureza um local bastante rápido onde a estrada desce abruptamente, o que proporcionará uma aterragem suave. Se isso pudesse acontecer e, finalmente, se os carros pudessem saltar realmente 100 metros, seria algo icónico – algo que os fãs de ralis passariam a visitar não só durante o Rali da Estónia, mas também durante o resto do ano. O interesse dos fãs é realmente grande.”, concluiu.
O rali da Estónia será em gravilha, e terá 18 especiais de classificação.

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