sábado, 13 de dezembro de 2025

FIA: Ben Sulayem reeleito, novo Acordo da Concórdia divulgado


A FIA foi a Tashkent, no Uzbequistão, para a sua Gala, mas também para confirmar Mohammed Ben Sulayem como seu presidente para mais quatro anos. A eleição, do qual concorreu sem qualquer oposição significativa, como sempre quis - a concorrência simplesmente desistiu depois dos obstáculos que ele colocou ao longo deste ano nos seus estatutos - e Ben Sulayem inicia agora o seu segundo mandato de quatro anos, afirmando que durante o mandato que agora acabou, conseguiu melhorar a posição da FIA como o organismo regulador mundial do desporto motorizado e a autoridade líder em mobilidade segura, sustentável e acessível.

No seu discurso de aceitação, Ben Sulayem afirmou:

Obrigado a todos os nossos Membros da FIA por votarem em números tão notáveis e por confiarem em mim mais uma vez. Superámos muitos obstáculos mas, aqui hoje, juntos, estamos mais fortes do que nunca."

É verdadeiramente uma honra ser Presidente da FIA e estou empenhado em continuar a entregar resultados para a FIA, para o desporto motorizado, para a mobilidade e para os nossos Clubes Membros em todas as regiões do mundo.

"A eleição foi conduzida em conformidade com os estatutos da FIA, através de um processo de votação robusto e transparente, refletindo os alicerces democráticos da federação e a voz coletiva dos seus membros a nível global.", concluiu.


Sob a sua liderança, a FIA conseguiu equilibrar as suas finanças, passando de um prejuízo de 24 milhões de euros para um "superavit" de 4,7 milhões de euros em 2024, o melhor resultado financeiro da federação em quase uma década. E para além destas reformas, Ben Sulayem e a FIA conseguiram criar ao longo do mandato uma função comercial, reforçando também a sua identidade institucional global tanto no desporto motorizado como na mobilidade, expandindo a atividade de desenvolvimento regional, apoiando a participação de base e aprofundando o envolvimento com parceiros internacionais em matéria de segurança, mobilidade sustentável e o futuro dos transportes.

Enquanto a sua eleição era confirmada, FIA e Liberty Media anunciaram o novo Acordo da Concórdia, onde, depois de meses de negociação, ambas as partes chegaram a um acordo, que vigorará até ao final da temporada de 2030.

Embora muitos pormenores se tenham mantido confidenciais, tornou-se claro que o novo acordo irá aumenta a contribuição financeira da Fórmula 1 para a FIA, um ponto que Ben Sulayem vinha defendendo como essencial numa altura em que o campeonato cresce em receitas e complexidade operacional. E essa nova injeção de dinheiro servirá para, por exemplo, profissionalizar e estabilizar áreas como a direção de corrida e o corpo de comissários. 


No comunicado oficial, o reeleito Ben Sulayem afirmou:

Este acordo permite-nos continuar a modernizar as nossas capacidades regulatórias, tecnológicas e operacionais, incluindo o apoio aos nossos diretores de corrida, oficiais e aos milhares de voluntários cuja competência sustenta cada corrida”, afirmou.

E reforçou a sua ambição de fundo. “Estamos a garantir que a Fórmula 1 permanece na vanguarda da inovação tecnológica, estabelecendo novos padrões no desporto global.”, concluiu.

Do lado da Liberty Media, Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, destacou o efeito estabilizador do entendimento numa fase em que o desporto prepara uma nova era regulamentar a partir de 2026. “Este acordo garante que a Fórmula 1 está na melhor posição possível para continuar a crescer em todo o mundo”, afirmou.

Em resumo, a FIA passa a ter mais meios para fazer melhor o trabalho que, nos últimos anos, tem estado sob escrutínio constante, precisamente quando o campeonato se torna mais rentável, mais complexo e mais dependente de decisões rápidas, consistentes e tecnicamente sustentadas. Precisamente na altura em que Ben Sulayem ganha mais um mandato à frente do organismo máximo do automobilismo.

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