No seu discurso de aceitação, Ben Sulayem afirmou:
“Obrigado a todos os nossos Membros da FIA por votarem em números tão notáveis e por confiarem em mim mais uma vez. Superámos muitos obstáculos mas, aqui hoje, juntos, estamos mais fortes do que nunca."
“É verdadeiramente uma honra ser Presidente da FIA e estou empenhado em continuar a entregar resultados para a FIA, para o desporto motorizado, para a mobilidade e para os nossos Clubes Membros em todas as regiões do mundo.”
"A eleição foi conduzida em conformidade com os estatutos da FIA, através de um processo de votação robusto e transparente, refletindo os alicerces democráticos da federação e a voz coletiva dos seus membros a nível global.", concluiu.
Enquanto a sua eleição era confirmada, FIA e Liberty Media anunciaram o novo Acordo da Concórdia, onde, depois de meses de negociação, ambas as partes chegaram a um acordo, que vigorará até ao final da temporada de 2030.
Embora muitos pormenores se tenham mantido confidenciais, tornou-se claro que o novo acordo irá aumenta a contribuição financeira da Fórmula 1 para a FIA, um ponto que Ben Sulayem vinha defendendo como essencial numa altura em que o campeonato cresce em receitas e complexidade operacional. E essa nova injeção de dinheiro servirá para, por exemplo, profissionalizar e estabilizar áreas como a direção de corrida e o corpo de comissários.
Do lado da Liberty Media, Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, destacou o efeito estabilizador do entendimento numa fase em que o desporto prepara uma nova era regulamentar a partir de 2026. “Este acordo garante que a Fórmula 1 está na melhor posição possível para continuar a crescer em todo o mundo”, afirmou.
Em resumo, a FIA passa a ter mais meios para fazer melhor o trabalho que, nos últimos anos, tem estado sob escrutínio constante, precisamente quando o campeonato se torna mais rentável, mais complexo e mais dependente de decisões rápidas, consistentes e tecnicamente sustentadas. Precisamente na altura em que Ben Sulayem ganha mais um mandato à frente do organismo máximo do automobilismo.



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