Tudo isto... se aquilo que o simulador mostrou for realidade.
E para piorar ainda mais a situação, nesta parte do circuito, os carros estarão bloqueados no modo de curva – o que significa o máximo arrasto, reduzindo ainda mais a velocidade dos carros à medida que consomem energia mais rapidamente. O limite de recarga foi reduzido de 7,5 MJ [megajoules] para 6,5 MJ na classificação, com 8 MJ no sprint e no Grande Prémio.
As primeiras voltas no simulador deixaram os pilotos a prever o pior.
"Penso que este será o fim de semana mais imprevisível em termos de distribuição de potência", disse Lewis Hamilton, nas vésperas do fim de semana. "Todos nós, pilotos, temos falado no chat sobre o quão fraca será a potência nesta pista. A bateria acaba, e só há algumas curvas para recarregar o motor, pelo que o MGU-K vai estar desligado durante grande parte da volta."
Fernando Alonso alinha pelo mesmo diapasão, afirmando que a curva Becketts vai-se tornar "uma estação de carregamento" para os carros.
"Acho que este ano vai ser muito diferente e não será divertido pilotar", afirmou. "Os carros, olhando para a volta no simulador e coisas do género, vão ser bastante dececionantes, penso que para os pilotos, mas também para os espectadores, e vice-versa.", concluiu.
Franco Colapinto, piloto da Alpine, por sua vez, tem a esperança de que os carros na vida real sejam melhores do que no simulador.
"Espero que seja melhor do que no simulador", começou por afirmar. "Foi difícil. Acho que, no geral, é uma pista que se adora sempre conduzir e que leva os carros de F1 ao limite. Antes do início do ano, já sabíamos que Silverstone, Austrália e Japão/Suzuka seriam pistas difíceis em termos energéticos, com retas muito longas e praticamente sem travões. Ficas a fundo durante uns dois quilómetros. Vai ser difícil. Acho que estas curvas vão passar a ser menos curvas. Vamos ver amanhã.", concluiu.
Resta saber como será no fim de semana, mas os pilotos não tem ilusões: será uma corrida difícil.

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