O GP do Mónaco de 2026 teve o seu momento - para o bem e para o mal - quando a oito voltas do fim, a corrida foi interrompida, primeiro, por causa dos acidentes que aconteceram com Lance Stroll, e depois, com Charles Leclerc, numa mesma curva do circuito de Monte Carlo, a última antes da meta. Também se descobriu que o asfalto estava a descolar-se ali, levando a aque a corrida começasse mais tarde que o esperado. E ao ver o local, fiquei curioso sobre o nome: Antony Noghés. Decerto que era alguém importante, então, quem era ele?
Afinal de contas, descobri que muitas das coisas que vemos hoje em dia nas corridas deve-se a ele. Não foi só o organizador do primeiro GP do Mónaco, como também ajudou a desenvolver o Rali de Monte Carlo, e também foi ele a popularizar a bandeira de xadrez como aquele que assinala o final da corrida.
Nascido a 13 de setembro de 1890, em Monte Carlo, entrou no ambiente automobilistico graças ao seu pai, Alexandre Noghés, que em 1909 funda a Association Sport Velocipedique et Automobile de Monaco. Ele entra na organização e em 1911, aos 21 anos, ajuda organizar a primeira corrida sob os auspícios da nova organização: o rali de Monte Carlo, primeiro, uma prova onde os concorrentes, partindo de diversos lugares, chegariam à capital do Principado, cumpridas diversas etapas. O rali torna-se um sucesso, e aos poucos torna-se numa prova do qual muitos começam a se inscrever e participar.
Por esta altura, Noghés envolve-se na organização, ajudando o pai, e em 1925, a associação muda de nome, transformando-se no Automobile Club de Monaco (ACM), com o seu pai ainda como presidente. Ele tinha como profissão principal ser o encarregado da administração e distribuição de tabaco, de fósforos e isqueiros no Principado.
Mudado o nome, Noghés tenta inscrevê-lo na AIACR, "Association Internationale des Automobiles Clubs Reconnus", a organização que é agora a FIA, mas a sua inscrição é recusada em 1928, justificando essa recusa com o facto de não organizarem uma prova debaixo da sua alçada. O rali de Monte Carlo não poderia ser usado, pois usava as estradas de muitos outros países, a começar por França.




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