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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
domingo, 8 de novembro de 2015
A imagem do dia (II)
Aquilo que aconteceu esta tarde em Valência era o esperado. Não adianta falara muito ou opinar muito sobre o que aconteceu, mas Jorge Lorenzo teve o que queria. E se ele se queixa que não o respeitaram quando o vaiaram no pódio (um pódio todo espanhol, diga-se), deveria era engolir e pensar no velho adágio que quem semeia ventos, colhe tempestades.
Alguém me dizia hoje que "há os campeões do mundo e há os que vencem campeonatos". O que vi hoje foi o seguinte: Valentino Rossi fez o seu melhor e no final foi aplaudido por todos como o "campeão moral" do qual os "rossistas" se agarrarão a isto e o defenderão para o resto da eternidade, enquanto que Marc Marquez andou atrás de Jorge Lorenzo e não o atacou. No final, Lorenzo queixou-se à imprensa, dizendo "Faltou respeito". Ele deveria saber que a resposta dos rossistas a essa frase vai ser um "tem o que merece". E claro, eles nunca mais o vão perdoar, essencialmente quando Rossi chamou a Marquez de "guarda-costas de Lorenzo"...
Tudo muito bem, todos tiveram as suas táticas e terão as suas consequências. Frank Underwood teria adorado ver esta corrida, digo eu. É para os rossistas, é provável que o Inferno (não de Dante) terá um bom lugar para estes dois pilotos espanhóis, e das reputações no capitulo da infâmia dificilmente se apagarão. E do lado dos espanhóis, claro, vão dizer que este campeonato foi vencido com justiça e ele teve de pagar por uma falta que cometeu. E também dirão que o seu tempo passou.
Acho que já todos entenderam que isto não vai acabar por aqui. Hoje acabou um episódio que vai ser falado durante anos e anos, como hoje em dia falamos sobre as duas corridas de Suzuka, em 1989 e 1990, entre Ayrton Senna e Alain Prost. Muitos falarão que foi uma conspiração da Dorna e da FIM para darem um título a um espanhol, "correndo" com Valentino Rossi por ele já ser "velho", mas francamente, nem quero acreditar nisso. Se quisessem correr com o italiano, bastaria o suspenderem e veria a corrida em casa, "pronto".
Mas também digo o seguinte: a Yamaha de 2016 é a McLaren de 1989, com dois pilotos que não falam um com o outro. Um ambiente de cortar a faca, e provavelmente com mais chances de incidentes, e um duelo fratricida onde os limites serão testados. Restará saber se todos terão a cabeça no lugar, não é? Contudo, fizeram uma coisa: suscitaram o meu interesse, eu que nem ligo muito ao motociclismo... nada como uma polémica.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
A imagem do dia
Faltam três dias para aquela que deve ser a prova da década, especialmente depois dos eventos da corrida anterior, em Sepang. Sempre se pode dizer que "nada como uma boa polémica para encher um autódromo", e é verdade: os bilhetes estão esgotados há muito no circuito Ricardo Tormo, em Valencia.
Esta tarde, o Tribunal de Apelo decidiu que não iria dar provimento ao recurso de Valentino Rossi em relação ao adiamento da penalização de três pontos e a ser obrigado a largar da última fila da grelha de partida. Rossi, de uma certa maneira, aceitou o pedido e afirmou que a única coisa que se arrepende foi ter reagido à provocação de Marc Marquez.
"No final (...) apenas me arrependo de não ter seguido a minha linha normal - mas aparte isso, é melhor falamos sobre este fim de semana", começou por dizer já em Valência. "Infelizmente, partir do final da grelha torna tudo muito difícil, já seria difícil de qualquer maneira, mas a partir do último posto faz com que as coisas na corrida se tornem muito mais difíceis em muitos pontos de vista."
"Mas eu estou aqui, e nós temos que estar concentrados e tentar o máximo, para fazer um bom trabalho durante o fim de semana e chegar competitivo o mais rápido quanto possível para domingo. E após o início, [vamos] ver o que acontece."
Bem vistas as coisas, parece que a Moto GP é uma coutada espanhola. A Dorna, organizadora da competição, é espanhola, há quatro corridas em solo espanhol, e boa parte dos patrocinadores e pilotos, a começar por Dani Pedrosa e Jorge Lorenzo, são espanhóis. E com tanta coisa em jogo, eles tem de fazer com que no final, ganhe um espanhol, ou tenham monopólios espanhois no pódio. Valentino Rossi é o "intruso" no meio disto tudo.
Não digo que Rossi é o culpado (de uma certa forma, é) ou o Marquez andou a provocar o tempo todo (as imagens comprovam isso). Mais para além disso, parece que voltei 26 anos no tempo, quando Alain Prost e Ayrton Senna zangaram-se a sério e lutaram sem dó nem piedade por um campeonato que acabou em polémica, em Suzuka, com um presidente politico, que decidiu usar as regras a seu favor (A minha decisão é a melhor decisão) e "deu" o campeonato para Prost. Se a Dorna "deu o campeonato" para Jorge Lorenzo porque acha bem ter um piloto espanhol no seu palmarés, isso é problema deles, e que arquem com as consequências.
Mas há muita gente que deseja que o pelotão abra alas a Rossi e que tudo corra mal para os espanhois, que é para ver como engolirão uma pilula bem dolorida de ver Rossi campeão na sua coutada. Seria a vingança perfeita. Mas sei também que independentemente do resultado, será uma bomba atómica esta corrida de domingo!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Youtube Moto GP Classic: Rossi vs Lorenzo, Motegi 2010
Confesso a minha indiferença em relação às corridas de Moto GP, apesar de saber quem são aqueles pilotos todos, as categorias e coisas que tais. Mas quando comecei a ouvir sobre o que aconteceu este Domingo de madrugada no circuito convencional de Motegi, no Japão (diferente da oval, diga-se...) fiquei curioso e decidi ver as imagens que já corriam no Youtube. E fiquei surpreendido, confesso.
Primeiro, um duelo, algo que já é raro na Formula 1. Segundo, um duelo... entre companheiros de equipa, Valentino Rossi e Jorge Lorenzo algo ainda mais raro. E terceiro, um duelo não pela vitória, mas pelo terceiro posto. Foi um duelo fenomenal, está-se mesmo a ver. Ao milimetro, a cada curva, com direito a toques de rodas e tudo. Já não é a primeira vez que anbos duelam entre si, mas... é fantástico.
Numa era em que vemos a Formula 1 demasiado artificializada em termos de corridas, onde a aerodinâmica é rei e as ultrapassagens são mais raras do que o tigre branco da Sibéria, para não falar das ordens de equipa, é bom ver que existe uma categoria onde tudo aquilo que gostarias de ver na Formula 1... acontece.
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