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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

MotoGP: Valentino Rossi abandona no final da temporada


É oficial: depois de 22 anos, Valentino Rossi anuncia esta quinta-feira em Zeltweg que se retira da MotoGP. Aos 42 anos de idade, o piloto italiano, vencedor de sete campeonatos, disse que 2021 será o último ano a andar na garupa de uma moto. 

Olá a todos, é um bocadinho embaraçoso estar aqui… como disse, a meio da época iria anunciar a minha decisão para o ano, e eu decidi parar no final da época! Infelizmente isto será a minha última metade da época como piloto de MotoGP!”, começou por dizer na conferência de imprensa antes do GP da Styria, que vai acontecer neste final de semana.

É difícil, é um momento muito triste… é difícil de dizer e é difícil pensar que para o ano não estarei a correr com uma moto!

Acho que estou a correr há cerca de mais ou menos 30 anos, mas, de qualquer modo, foi muito bom! Diverti-me nesta longa jornada, foi muito, muito divertido, estive 25 ou 26 anos no Mundial, que algumas pessoas dizem que já foi demais, mas foi bom, tive alguns momentos inesquecíveis com as minhas equipas e com todos que trabalharam para mim!”, concluiu.

Filho de Graziano Rossi, terceiro classificado do Mundial de 1979 de 250cc com uma Morbidelli, Valentino começou muito cedo no motociclismo. Venceu o Mundial de 125cc em 1997, um ano depois da sua estreia, e dois anos depois, em 1999, fez o mesmo nas 250cc, a bordos de uma Aprillia. Chegado aos 500cc no ano 2000, foi campeão no ano seguinte, conseguindo o primeiro dos seus sete títulos mundiais, conquistando cinco de modo consecutivo, até 2005. Os três primeiros pela Honda, os restantes pela Yamaha. Para além disso, teve uma passagem pela Ducati, em 2011 e 2012.

Chamado por "Il Dottore" pelos fãs, a sua presença carismática marcou toda uma geração de pessoas que cersceram a vê-lo ser o maior motociclista da sua geração, ficando a par de outros gigantes como Giacomo Agostini. Correu contra gente como Dani Pedrosa, Sete Gibernau, Casey Stoner, Jorge Lorenzo, as suas lutas dentro e fora da pista com Max Biaggi são coisas signas de lenda, e ultimamente, foi um dos maiores rivais de Marc Marquez. A sua última vitória aconteceu em 2017, em Assen, e o seu último pódio no ano passado, em Jerez, mostrando até que ponto a sua longevidade mostrou que não perdeu a sua competitividade.

Agora com as últimas provas em vista, resta saber se terá uma despedida condigna da sua lenda, e ele já afirmou que pretende experimentar as quatro rodas, ele que já tentou algumas coisas nos ralis, como o Rali de Monza, onde venceu por sete vezes, entre 2006 e 2018. 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Rossi tem dupla fratura e já foi operado

Confirmaram-se os piores receios: Valentino Rossi sofreu um acidente a fazer enduro e fraturou a tíbia e o peróneo direitos, acabando por ser operado esta noite para reduzir as fraturas. Segundo os médicos, Rossi poderá estar de fora por cerca de 40 dias, podendo ainda regressar às competição no final desta temporada.

Depois de um acidente em um treino de enduro nesta quinta-feira, 31 de agosto, a estrela do Movistar Yamaha MotoGP Valentino Rossi foi diagnosticada com fraturas deslocadas na tíbia e na fíbula de sua perna direita”, afirmou o comunicado oficial, lançado ontem à noite. “O piloto italiano de 38 anos vai passar por cirurgia assim que possível”, continua.

Segundo conta o site ‘Corse di Moto’, Rossi estava treinando em Perchiule, perto de Urbino, e caiu após a perna direita ficar presa numa pedra. Ainda de acordo com a publicação, o piloto está acompanhado da mãe, Stefania Palma, e do meio irmão, Luca Marini, também piloto no Mundial de Moto2.

Já não é a primeira vez este ano que teve uma queda fora das pistas. Sofreu outra em maio, mas as lesões foram menos graves e não perdeu qualquer prova do campeonato. Nesta altura, o piloto de 38 anos é quarto classificado do campeonato, a 26 pontos do atual líder, Andrea Dovidizioso, a duas semanas do GP de San Marino, em Misano. Caso a recuperação corra bem, é provável que esteja presente a tempo do GP da Austrália, a 22 de outubro, em Phillip Island.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

ULTIMA HORA: Valentino Rossi sofre queda e é operado

Valentino Rossi sofreu nova queda esta noite e está internado no Hospital de Urbino, para ser operado a uma possível fratura a uma fíbula, a mesma do qual sofreu uma queda em Mugello, há sete anos. Para além disso, também sofreu uma fratura na tíbia.

A queda aconteceu esta tarde durante uma prova de enduro que estava a fazer com alguns dos seus amigos.

O piloto de 38 anos já tinha sofrido uma queda em maio, durante uma prova de motocross, mas nessa altura não sofreu lesões de maior, e pode correr na prova seguinte. Desta vez, as coisas poderão vir a ser mais complicadas. 

Mais noticias sobre a condição física de Rossi mais tarde.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O final da Moto GP em Cartoons


Se acham que isto escaparia da pena dos cartoonistas, esqueçam. Eles adoram situações como estas. E aqui vos coloco os cartoons de Marc Ostermann e de "Riko" sobre a decisão da Moto GP a favor de Jorge Lorenzo contra Valentino Rossi.

domingo, 8 de novembro de 2015

A imagem do dia (II)

Aquilo que aconteceu esta tarde em Valência era o esperado. Não adianta falara muito ou opinar muito sobre o que aconteceu, mas Jorge Lorenzo teve o que queria. E se ele se queixa que não o respeitaram quando o vaiaram no pódio (um pódio todo espanhol, diga-se), deveria era engolir e pensar no velho adágio que quem semeia ventos, colhe tempestades.

Alguém me dizia hoje que "há os campeões do mundo e há os que vencem campeonatos". O que vi hoje foi o seguinte: Valentino Rossi fez o seu melhor e no final foi aplaudido por todos como o "campeão moral" do qual os "rossistas" se agarrarão a isto e o defenderão para o resto da eternidade, enquanto que Marc Marquez andou atrás de Jorge Lorenzo e não o atacou. No final, Lorenzo queixou-se à imprensa, dizendo "Faltou respeito". Ele deveria saber que a resposta dos rossistas a essa frase vai ser um "tem o que merece". E claro, eles nunca mais o vão perdoar, essencialmente quando Rossi chamou a Marquez de "guarda-costas de Lorenzo"... 

Tudo muito bem, todos tiveram as suas táticas e terão as suas consequências. Frank Underwood teria adorado ver esta corrida, digo eu. É para os rossistas, é provável que o Inferno (não de Dante) terá um bom lugar para estes dois pilotos espanhóis, e das reputações no capitulo da infâmia dificilmente se apagarão. E do lado dos espanhóis, claro, vão dizer que este campeonato foi vencido com justiça e ele teve de pagar por uma falta que cometeu. E também dirão que o seu tempo passou.

Acho que já todos entenderam que isto não vai acabar por aqui. Hoje acabou um episódio que vai ser falado durante anos e anos, como hoje em dia falamos sobre as duas corridas de Suzuka, em 1989 e 1990, entre Ayrton Senna e Alain Prost. Muitos falarão que foi uma conspiração da Dorna e da FIM para darem um título a um espanhol, "correndo" com Valentino Rossi por ele já ser "velho", mas francamente, nem quero acreditar nisso. Se quisessem correr com o italiano, bastaria o suspenderem e veria a corrida em casa, "pronto".

Mas também digo o seguinte: a Yamaha de 2016 é a McLaren de 1989, com dois pilotos que não falam um com o outro. Um ambiente de cortar a faca, e provavelmente com mais chances de incidentes, e um duelo fratricida onde os limites serão testados. Restará saber se todos terão a cabeça no lugar, não é? Contudo, fizeram uma coisa: suscitaram o meu interesse, eu que nem ligo muito ao motociclismo... nada como uma polémica.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A imagem do dia

Faltam três dias para aquela que deve ser a prova da década, especialmente depois dos eventos da corrida anterior, em Sepang. Sempre se pode dizer que "nada como uma boa polémica para encher um autódromo", e é verdade: os bilhetes estão esgotados há muito no circuito Ricardo Tormo, em Valencia.

Esta tarde, o Tribunal de Apelo decidiu que não iria dar provimento ao recurso de Valentino Rossi em relação ao adiamento da penalização de três pontos e a ser obrigado a largar da última fila da grelha de partida. Rossi, de uma certa maneira, aceitou o pedido e afirmou que a única coisa que se arrepende foi ter reagido à provocação de Marc Marquez.

"No final (...) apenas me arrependo de não ter seguido a minha linha normal - mas aparte isso, é melhor falamos sobre este fim de semana", começou por dizer já em Valência. "Infelizmente, partir do final da grelha torna tudo muito difícil, já seria difícil de qualquer maneira, mas a partir do último posto faz com que as coisas na corrida se tornem muito mais difíceis em muitos pontos de vista."

"Mas eu estou aqui, e nós temos que estar concentrados e tentar o máximo, para fazer um bom trabalho durante o fim de semana e chegar competitivo o mais rápido quanto possível para domingo. E após o início, [vamos] ver o que acontece."

Bem vistas as coisas, parece que a Moto GP é uma coutada espanhola. A Dorna, organizadora da competição, é espanhola, há quatro corridas em solo espanhol, e boa parte dos patrocinadores e pilotos, a começar por Dani Pedrosa e Jorge Lorenzo, são espanhóis. E com tanta coisa em jogo, eles tem de fazer com que no final, ganhe um espanhol, ou tenham monopólios espanhois no pódio. Valentino Rossi é o "intruso" no meio disto tudo.

Não digo que Rossi é o culpado (de uma certa forma, é) ou o Marquez andou a provocar o tempo todo (as imagens comprovam isso). Mais para além disso, parece que voltei 26 anos no tempo, quando Alain Prost e Ayrton Senna zangaram-se a sério e lutaram sem dó nem piedade por um campeonato que acabou em polémica, em Suzuka, com um presidente politico, que decidiu usar as regras a seu favor (A minha decisão é a melhor decisão) e "deu" o campeonato para Prost. Se a Dorna "deu o campeonato" para Jorge Lorenzo porque acha bem ter um piloto espanhol no seu palmarés, isso é problema deles, e que arquem com as consequências.

Mas há muita gente que deseja que o pelotão abra alas a Rossi e que tudo corra mal para os espanhois, que é para ver como engolirão uma pilula bem dolorida de ver Rossi campeão na sua coutada. Seria a vingança perfeita. Mas sei também que independentemente do resultado, será uma bomba atómica esta corrida de domingo!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Moto GP em Cartoons - Rossi vs Marquez (Riko)

E o "Riko" por vezes desenha umas coisas sobre a Moto GP. Desta vez sobre o assunto do momento. 

domingo, 25 de outubro de 2015

Youtube Racing Crash: A patada de Rossi sobre Marquez


Avisaram logo de manhãzinha que não estavam a falar de outra coisa senão isto. E quando tive a oportunidade de ver, confesso que fiquei espantado. Nunca pensei ver esta atitude de um veterano como Valentino Rossi. E um veterano carismático como ele. Deve ter as suas explicações, mas a Dorna e a FIM não tiveram dúvidas: culpado, menos três pontos na sua super-licença e partirá de último em Valencia, a última prova do ano.

Aproveitem o video - que vi no site do jornal espanhol El Pais - antes que a Dorna o tire do ar.

P.S: Também sei que o Miguel Oliveira ganhou de novo na Moto3, e adiou a decisão do título para Valência. Também será algo bem interessante.

segunda-feira, 30 de março de 2015

O orgulho italiano

Esta é a primeira página do jornal "Gazzetta dello Sport" que a Itália lerá nesta segunda-feira. Os resultados que aconteceram neste domingo encheram de orgulho "il bello paese" através de dois dos seus elementos mais amados deste momento, Valentino Rossi e a Ferrari, na figura de Sebastian Vettel. E ainda por cima, "Il Dottore", no alto dos seus 36 anos e sete campeonatos do mundo, contrariou os anos menos bons com uma excelente vitória no Qatar.

Ver isto num país onde "il calcio" é rei, pode parecer anormal, nas não é tão anormal assim, quando a Ferrari vence e os motociclistas italianos sobem ao lugar mais alto do pódio na categoria principal. Ainda por cima, sejamos honestos, quando eles não eram os favoritos. Logo, ouvir no pódio o "Fratelli d'Itália" tem outro sabor. E como disse anteriormente, ver Maurizio Arrivabene a cantá-lo em plenos pulmões quase nos faz sentir italianos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Os desportistas da "SwissLeaks"

As exigências de transparência, que a cada ano que passa, são cada vez mais audíveis. E ao ver que, com a crise de 2008 e as exigências de que os países compram planos de austeridade, as pessoas querem que todos cumpram a lei. E quando se diz para cumprir a lei, significa que têm de pagar os seus impostos, por exemplo.

Só que estes tempos estão a demonstrar que os mais ricos fazem de tudo para não pagar, sejam empresas, sejam indivíduos. No final do ano passado, falou-se do "LuxLeaks", onde se descobriu que o governo luxemburguês deu incentivos às empresas para fugirem aos impostos, fazendo com que pagassem um minimo fiscal, arrecadando milhares de milhões de euros de receitas. E a pessoa que fez isso foi o atual presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Apesar da tentativa de moção de censura, em Bruxelas, ele ficou no poder.

Contudo, agora, a denuncia é outra. E este vêm da Suiça, outro paraíso fiscal, mas que ultimamente está a ser pressionado por vários estados para acabar com a sacralidade do sigilo bancário. Especialmente dos Estados Unidos, que ameaçou vetar a atividade dos seus bancos (Credit Suisse, UBS, entre outros) no seu país. Só que se há denuncias de estados, outras vezes são funcionários de bancos que denunciam essas más práticas às autoridades tributárias de outros países. E o mais recente caso - já chamado de "SwissLeaks" - têm a ver com um balcão do banco HSBC (Hong Kong and Shanghai Bank) em Genebra, que ajudou a desviar para outros paraísos fiscais centenas de milhares dos seus clientes, vindos dos quatro cantos do mundo, através de lavagens de dinheiro.

Estes dados dizem respeito apenas ao horizonte temporal entre Novembro de 2006 e Março de 2007, e foram fornecidos por um informático, Hervé Falciani, então trabalhador do banco em Genebra, ao Governo francês em 2008, que deu início a uma investigação. O jornal francês "Le Monde" teve acesso a parte da documentação e partilhou-a com o ICIJ e com jornalistas de mais de 40 países. 

Porque é que falo disso? É que entre as centenas de milhares desses clientes endinheirados, há dezenas de desportistas, e alguns do automobilismo. Michael Schumacher, Fernando Alonso, Heiki Kovalainen, o motociclista Valentino Rossi e o dirigente Flávio Briatore são alguns dos visados no esquema. Claro, abrir uma conta num paraíso fiscal não é crime - e sejamos honestos, qualquer um que tivesse uma fortuna nas suas mãos, faria o mesmo - mas temos de ver que muitas dessas fortunas são obtidas de modo ilícito. Sejam políticos que recebem dinheiro vindo de fundos duvidosos, ditadores que saqueiam os tesouros públicos para seu próprio proveito, traficantes de armas e drogas, são muitos desses exemplos.

Apesar de tudo, a própria investigação ressalva: “Não é nossa intenção sugerir ou indicar que quaisquer pessoas, companhias ou outras entidades incluídas neste aplicativo interativo quebraram a lei ou agiram de maneira imprópria”. Basicamente, o que querem afirmar é que a HSBC agiu de forma anti-ética.

Indo para os casos em particular, pode-se dizer que algumas situações já vinham do passado. Por exemplo, Valentino Rossi teve problemas com o governo italiano em 2008, quando morava em terras inglesas, e as autoridades tributárias reclamavam uma divida de 19 milhões de euros. Posteriormente, chegaram a acordo. Já Alonso, que na altura vivia em terras suíças, agora voltou a Oviedo e paga os impostos como cidadão espanhol. "Estou feliz por pagar o dinheiro. Não estou pobre, só menos rico”, falou.

Já Briatore tinha as suas empresas em domicilio fiscal suíço, tendo em 2008 sendo o titular ou tendo ligações a 38 contas ao todo, com o montante combinado de 73 milhões de dólares. O seu advogado já disse que todas elas são legitimas, vindas de negócios legítimos, e que não deve nada às autoridades fiscais do seu país. No caso de Schumacher, os valores não são referidos, e ele é residente em terras suíças há mais de 15 anos.

Sobre isto, a filial suíça do banco britânico garantiu, nesta segunda-feira, que promoveu uma "transformação radical" das práticas da instituição, após os "incumprimentos verificados em 2007", para evitar casos de fraude fiscal e de branqueamento de capitais. "O HSBC (Suíça) levou a cabo uma transformação radical em 2008 para evitar que os seus serviços sejam utilizados para defraudar o fisco ou para lavagem de dinheiro", disse o director-geral da filial, Franco Morra, num comunicado enviado à AFP.

Essas revelações relativas a práticas do passado, devem lembrar que o velho modelo de negócios do banco privado suíço já não é aceitável”, adiantou. O HSBC Suíça “não está interessado em estabelecer relações comerciais com clientes ou potenciais clientes que não respeitam as nossas exigências em relação à criminalidade financeira”, concluiu.

Contudo, alguns países exigem mais informações sobre a atividade dos seus concidadãos nesse banco. Um deles, a Bélgica, já pondera emitir mandatos de detenção aos seus diretores, pela demora em fornecer informações pedidas há cerca de três meses, e dos quais ainda não obtiveram resposta.

Em suma, não se pode dizer que estes desportistas fizeram algo ilegal, apesar de haver casos nebulosos. Mas vê-los no meio de familiares de ditadores africanos, traficantes de armas ou construtores civis que sobrefaturaram as obras não é lá uma grande companhia. E de uma certa forma, a fama de sigilo nas contas vinda das terras helvéticas começa a esboroar-se. Quer seja através de ações de outras nações, quer seja através de pessoas que "colocam a boca no trombone". A evasão fiscal é um assunto sério.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Youtube Moto GP: A ultrapassagem de Marc Marquez a Valentino Rossi no Saca-Rolhas

A manobra desta noite em Laguna Seca, na Curva do Saca-Rolhas, de Marc Marquez sobre o veterano Valentino Rossi, na corrida de Moto GP, é simplesmente genial. Lembra a mesma manobra que Rossi fez a Casey Stoner cinco anos antes, na mesma curva, e lembra mais o que Alex Zanardi fez em 1996 na corrida da CART que aconteceu, quando o piloto italiano fez ao americano Bryan Herta, e que hoje em dia todos consideram uma das mais corajosas e arrojadas da história do automobilismo.

Encontrei este video com a explicação de Marquez sobre a manobra que fez a as sensações que teve ao fazê-la. Não serve de compensação com o que aconteceu em Moscovo esta tarde, mas é um claro contraste...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Youtube Video Ride: Alexander Rossi, Lotus 49, Circuito das Américas


Este domingo, passarão 45 anos sobre o acidente mortal de Jim Clark, considerado como o melhor piloto dos anos 60 e um dos melhores da história do automobilismo, pela sua versatilidade. E como o piloto escocês foi sempre fiel à Lotus, ele teve a oportunidade de competir no modelo 49, que lhe deu a sua última vitória na competição, em janeiro de 1968, no circuito sul-africano de Kyalami.

Este mês, a revista americana Road & Track decidiu convidar o piloto Alexander Rossi, da Caterham, provavelmente a melhor esperança dos americanos volarem a ter um dos seus na Formula 1, para dar algumas voltas a bordo do modelo 49 na pista de Austin, no Circuito das Américas. O video, colocado no capacete do piloto, mostra como é guiar naquele carro que, entre outros, foi pilotado por nomes como Jo Siffert, Jochen Rindt, Graham Hill e em 1970, Emerson Fittipaldi

Vi isto graças ao Humberto Corradi, do F1 Corradi. Apreciem a viagem. 

quinta-feira, 17 de março de 2011

5ª Coluna: Quem gostariam de ver correr em Las Vegas?

Cinco milhões de dólares é um valor que dá a volta a qualquer um, é mais do que certo. É mais do que Indianápolis oferece neste momento, e é talvez seja meia temporada de um dos pilotos mais bem pagos na Formula 1, e certamente vale mais do que uma temporada no WRC. Mas é isso que a Indy Car Series está a dar para a sua prova de encerramento da temporada, que se realizará no próximo dia 16 de Outubro.

Contudo, esse prémio não é para qualquer piloto. É para os "wild cards" que consigam bater o pelotão local, aqueles que pensam que são melhores do que um Scott Dixon, um Helio Castro Neves, uma Danica Patrick ou um Marco Andretti. A ideia é atrair outras categorias, como a NASCAR, a American Le Mans Series ou até outras categorias. Até poderá fazer sair da retirada algumas das lendas do automobilismo. A ideia é essa, e a organização vai escolher cinco pilotos vindos de outras categorias, fornecerá os chassis e dará uma hipótese na oval do estado do Nevada.

Então, esta semana decidi fazer este belo exercício sobre quem é que gostaria de ver entregues esses cinco "wild card" que a organização irá dar aos "outsiders" que baterem o pelotão da Indy Car Series. Entre reformados e pilotos de outras categorias, eis os pilotos que gostaria de ver correr:

1 - Jacques Villeneuve

Poderia ter metido aqui outros reformados como Nigel Mansell ou Mário Andretti. Aliás, o velho Andretti, mesmo do alto dos seus 71 anos, já se mostrou disponivel para correr na oval americana, pois ainda se sente com vontade de correr. Pudera, isso vindo de alguém cuja última temporada competitiva na CART foi em 1994, quando tinha 54 anos e ainda teve um susto em 2003 num teste em Indianápolis com o carro da equipa do seu filho...

Mas ver o errático Jacques numa prova destas, dezasseis anos depois da sua última temporada completa na Indy, onde venceu o campeonato e as 500 Milhas de Indianápolis, não seria mau de todo. O nome, quem sabe, poderia trazer o que resta de fãs do canadiano e quem sabe, poderia dar um impulso à sua carreira que, após a sua saída da Formula 1, é tudo menos gloriosa. Estou certo que os organizadores irão endereçar um convite ao filho de Gilles Villeneuve...

2 - Sebastien Bourdais

Depois da passagem discreta pela Formula 1, ao serviço da Toro Rosso, onde foi copiosamente batido por Sebastien Vettel, Bourdais anda a correr de vez em quando pela equipa oficial da Peugeot na Le Mans Series. Mas sabe-se que o piloto francês, o último campeão da CART - venceu quatro vezes - está interessado num regresso à América, ao volante de um carro da IndyCar Series. Contudo, desconhece-se se tal coisa vai por adiante Se for, é carta fora do baralho.

Mas caso se mantenha pelos Sport-Protótipos em 2011, seria um excelente piloto a ser considerado nesta corrida dos cinco milhões e mostrar aos americanos que, aos 31 anos, continua vivo e rápido. Mas isso irá depender como é que se definirá a temporada. Caso corra em algumas provas da IndyCar, não creio que seja contemplado com os cinco milhões, em caso de vitória...

3 - Michael Schumacher

À partida, isto seria um grande desafio para o piloto alemão. É o tipo dos recordes na Formula 1, o piloto que muitos dizer ser "perfeito" e que aos 41 anos foi atraído pela Mercedes para sair da sua reforma e correr de novo na Formula 1, onde muitos achavam que iria manter a estrelinha de campeão e bater os pilotos mais novos. Contudo, a temporada de 2010 foi uma decepção e a incógnita para 2011 é grande, não só sobre si como pelo carro, o Mercedes W02, projetado por Ross Brawn.

Confesso que adoraria ver Schumacher em Las Vegas, a tentar a sua sorte nesta corrida dos cinco milhões. Se estivesse retirado, teria sido interessante o ver nestas circunstâncias. Mas existem três razões para que não aconteça: não está retirado, não o vi a correr noutra categoria automobilística no período em que esteve de fora - só correu em motos - e a corrida de Las Vegas acontece no mesmo dia que o GP da Coreia do Sul.

4 - Valentino Rossi

Porquê um tipo das motas num carro às voltas numa oval? Bom, ele há muito que experimenta carros... de quando em quando o vemos a correr num rali ou a fazer testes com a Ferrari. Portanto, creio que cinco milhões das verdes na "capital do pecado" seriam os suficientes para ver Valentino Rossi a bordo de algo com quatro rodas e um volante. Aos trinta anos, ver Rossi a dsembarcar nas Américas e a tentar a sua sorte num carro seria um belo chamariz para os seus fãs. E certamente seria um espectáculo dentro de outro espectáculo, graças ao carisma acumulado ao longo dos anos...

Contudo, não sei se a Ducati o deixaria arriscar nesta experimentação de retorno duvidoso. E mesmo que o deixasse, o calendário não deixa: é no mesmo dia do GP da Austrália. Portanto, ver Rossi por ali é, tal como muitos outros, mais um exercício de fantasia, do qual a pura realidade se encarrega de desmistificar.

5 - Sebastien Löeb

O heptacampeão do mundo de ralis já experimentou as pistas com algum sucesso. Já subiu ao pódio em Le Mans e já testou por várias vezes num Formula 1 e num carro da GP2, com alguns resultados interessantes. Ver o francês numa pista americana seria uma novidade, mas não sei se lhe apeteceria correr numa oval, do qual ele não sabe quase nada. E também tem outro "handicap": a sua falta de experiência num carro da InyCar Series. Provavelmente teria mais chances se a corrida fosse num circuito de rua...

Contudo, Löeb tem 37 anos e vontade de mudar e ares. Já disse que considera a temporada de 2011 como a sua última no campeonato do mundo. Certamente quererá sair com o octacampeonato na mão e sair também como "o campeão imbatido". Mas vejo-o mais num carro de Endurance, a tentar alcançar a vitória em Le Mans do que propriamente numa carreira na IndyCar, a tentar sobreviver às traiçoeiras ovais. Mas certamente que deverá ser um convite tentador para o piloto da Alsácia...

Como já puderam ler, eram estes os pilotos que adoraria ver em Las Vegas. Mas ao longo do artigo, também leram os vários obstáculos existentes para que a corrida dos cinco milhões fique longe daquilo que os organizadores e os fãs de automobilismo sonhem. Creio mais na vinda de Bourdais e Villeneuve, que não têm neste momento grandes agendas em 2011, e o francês tem aqueles condicionalismos do qual falei. Michael Schumacher estará nessa altura a correr em mais um tilkódromo chato na Coreia do Sul, enquanto que "Il Dottore" Valentino Rossi estará em Philipp Island, tentando dar uma vitória à Ducati. Quanto a Sebastien Löeb, vai ser apertado, pois dali a dois dias teria de estar na Catalunha, para participar no rali. Como é piloto oficial da Peugeot, duvidaria que eles o largassem para esse fim de semana. Mas Kimi Raikonnen e Petter Solberg estão disponíveis e este último já se mostrou interessado em correr na capital do jogo.

Em suma, é como digo no inicio do artigo: cinco milhões de notas verdes dão a volta à cabeça de qualquer um.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana coloca em destaque mais um carro de Formula 1, especificamente o Mercedes de Michael Schumacher, onde afirma - provavelmente - que está melhor do que pensa. E o título escolhido é para chamar a atenção: "Schumi está de volta".

Com um antetítulo onde se lê "Mercedes surpreende nos últimos testes", os subtitulos referem cenários mais realistas após os testes de Barcelona: "RB7 confirma ser o carro mais eficiente do plantel"; "Ferrari é quem mais se aproxima da performance da Red Bull" e "McLaren sem hipóteses de lutar pela vitória nas primairas provas".

Na parte de cima, referem-se três provas que irão arrancar este fim de semana: o WTCC, no circuito brasileiro de Curitiba, onde está o "Monteiro à caça de novos sucessos", com o piloto português a correr mais uma temporada ao serviço da Seat. O segundo é a International Le Mans Cup, onde Pedro Lamy será um dos pilotos da Peugeot que correrá em Sebring para a primeira prova do ano. E claro, o título é puxar a brasa pela sardinha: "Lamy vai lutar pela vitória nas 12 horas de Sebring".

Por fim, o Moto GP, onde "Valentino Rossi estreia com a Ducati no Qatar".

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os numeros também fazem parte da competição

Creio que li sobre isso ontem ou anteontem, não me recordo. Mas ao ler hoje o último post do Blog do Ico, não só refresquei a memória, como me fez refletir sobre o assunto.

Primeiro que tudo, a noticia: a algo obscura Auto GP, que anteriormente se chamou de Formula 3000 Euroseries, decidiu este ano, à excepção do numero um, dar liberdade de escolha às equipas e respectivos pilotos para terem os seus números perferidos, tal como acontece actualmente com a Moto GP e a Indy Car Series. Ou seja, eles viram que ver o 46 do Valentino Rossi na TV é um chamariz tão grande como a categoria em si. Se a ideia resulta, provavelmente é outra história, mas podemos dizer que a ideia é boa.

A Formula 1 nunca teve isso dos numeros personalizados. Até 1973 os numeros eram dados pela organização dos Grandes Prémios, e era por isso frequente ver os campeões do mundo com outros numeros que não o numero um. Isso só foi regulado pela FIA em 1974, dando uma hierarquia que não foi grandemente modificada até 1996. Foi daí que vimos durante muito tempo a Tyrrell com os numeros 3 e 4, os Williams, primeiro com os 27 e 28, e depois com os 5 e 6, que anteriormente tinham pertencido à Brabham e à Lotus. E os 11 e 12, primeiro da Ferrari e depois cairam nas mãos da Lotus, para não falar dos numeros 27 e 28, que durante toda a década de 80 e e até meados de 90 pertenceram à Scuderia Ferrari, e que foram mais associados a eles do que aos proprietários anteriores.

Em 1996, Bernie Ecclestone e Max Mosley decidiram que os números seria mudados a cada ano, cujo critério seria a classificação dos construtores. Ou seja, o 1 e 2 iriam para o campeão, o 3 e 4 para o segundo, o 5 e 6 para o terceiro, e assim por diante. Isso fez com que os candidatos ao titulo ficassem com os números mais baixos, mas aumentou ainda mais a impessoalidade dos números e das equipas. Quase ao mesmo tempo, estes desapareceram dos chassis, hoje em dia é muito difícil encontrá-las, pois devido aos bicos elevados ou à sua pequenez, estes são relegados a um canto cada vez mais pequeno.

Esta história fez despertar-me para a importância que os números têm para a "psique" geral. Na Moto GP, toda a gente sabe que estes pertencem ao piloto e que vão com ele, independentemente de vencer títulos ou não. É como no futebol, onde o jogador tal fica identificado com o numero tal, algo que vem desde os tempos em que Pelé se imortalizou com a camisola dez. E depois Diego Armando Maradona ajudou a solificar a lenda. Toda a gente sabe que até ao final da sua carreira motociclistica, Valentino Rossi irá ser para sempre o homem do 46, "Il Dottore". E que Casey Stoner será sempre o rapaz com o numero 69. E até Ken Block está a trazer isso para os ralis, quando toma posse do seu numero da sorte, o 43, no Monster Team. E isso ajuda a trazer mais adeptos e a identificar mais facilmente a modalidade, tal como se faz nos Estados Unidos, na NASCAR ou Indy Car Series.

Em suma, há certas coisas em que a Formula 1 pode ser boa, mas poderia ser muito melhor se estivesse atenta aos pormenores. E os números são uma parcela importante na equação. Dar às equipas ou aos pilotos a liberdade de os escolher não seria uma má ideia e até renderia mais dinheiro.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Já lhe passou a vontade

Está a ser um ano dificil para Valentino Rossi. O "Doutor" teve de ir para a mesa de operações depois de uma queda aparatosa em Mugello e as suas chances de título este ano ficaram por ali. Agora que o final da época se aproxima, Rossi começa de novo a ser falado sobre uma possivel transferência para a Formula 1. Mas ele já tem 29 anos e a sua pouca experiência já o leva a descartar a ideia, especialmente depois de ele ter conseguido uma transferência para a Ducati. "Agora, eu realmente acho que isso não irá acontecer", afirmou.

A entrevista que deu serviu também para dar uma bicada na FIA e na FOM, especificamente no caso do GP da Malásia, que nesse dia coincidia com o arranque do GP do Japão de Formula 1: "Nós sempre nos dobramos a superpotência da Formula 1", reclamou, em declarações captadas pelo sitio brasileiro Tazio.

Pois é. Os testes que a Ferrari lhe fazia e os "flirts" que Luca de Montezemolo fez no sentido de o atrair para a categoria máxima do automobilismo, só porque queria os seus fãs, aparentemente não o convenceram muito. Com novos desafios pela frente, acho mesmo que a passar para os automóveis, vai ser é para os ralis. A fazer companhia a Ken Block e Kimi Raikonnen, seria engraçado...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Youtube Moto GP Classic: Rossi vs Lorenzo, Motegi 2010



Confesso a minha indiferença em relação às corridas de Moto GP, apesar de saber quem são aqueles pilotos todos, as categorias e coisas que tais. Mas quando comecei a ouvir sobre o que aconteceu este Domingo de madrugada no circuito convencional de Motegi, no Japão (diferente da oval, diga-se...) fiquei curioso e decidi ver as imagens que já corriam no Youtube. E fiquei surpreendido, confesso.

Primeiro, um duelo, algo que já é raro na Formula 1. Segundo, um duelo... entre companheiros de equipa, Valentino Rossi e Jorge Lorenzo algo ainda mais raro. E terceiro, um duelo não pela vitória, mas pelo terceiro posto. Foi um duelo fenomenal, está-se mesmo a ver. Ao milimetro, a cada curva, com direito a toques de rodas e tudo. Já não é a primeira vez que anbos duelam entre si, mas... é fantástico.

Numa era em que vemos a Formula 1 demasiado artificializada em termos de corridas, onde a aerodinâmica é rei e as ultrapassagens são mais raras do que o tigre branco da Sibéria, para não falar das ordens de equipa, é bom ver que existe uma categoria onde tudo aquilo que gostarias de ver na Formula 1... acontece.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O regresso de Valentino Rossi

Quando Valentino Rossi caiu desamparado na pista de Mugello, naquela qualificação para o GP de Itália de Moto GP, as fraturas que sofrera na sua tíbia direita faziam com que provavelmente, as suas chances de vencer o título em 2010 estivessem fortemente reduzidas, senão mesmo anuladas. Chegou-se a dizer que a temporada dele estava acabada, que estaria de fora durante cino, seis ou mais provas, e que seria um paesseio para o Jorge Lorenzo.

Em suma, davam-lhe, no minimo, dois meses de recuperação. Passaram-se seis semanas desde a sua queda em Mugello... e ele vai voltar à competição. Os médicos deram-lhe o "OK" e ele irá voltar para a sua Yamaha em Sachenring, palco do GP da Alemanha, no próximo fim de semana.

"Estou muito contente pelos médicos acharem que poderei pilotar este fim de semana. Amanhã serei observado pelo delegado médico e tomaremos a decisão final. Senti-me bem na R1 mas sei que a minha M1 na pista é uma coisa diferente e será duro. Mas eu sinto falta da minha moto e da minha equipa e quero tentar", afirmou o piloto italiano, que chegou a desabafar: "Estava cansado de estar em casa! O Wataru (Yoshikawa, piloto de testes da Yamaha) vai estar lá, portanto se algo correr mal ele voltará a correr com a minha moto", concluiu.

Os desportistas, sendo pessoas cujo corpo está sujeito a todo o tipo de pressões que o levam até ao limte, quando se lesionam, tem tendência para recuperarem mais rapidamente de quasquer lesões. É o que acontece aos futebolistas quando torcem o joelho, o tornozelo, quando tem uma pubalgia ou roturas parciais de ligamentos. As tecnicas cirugicas, que já avançaram muito nos últimos trinta anos, bem como a fisioterapia subsequente, fazem com que eles recuperem em relativamente pouco tempo. Contudo, ver rossi em cima de uma mota em 40 dias é algo digno de um super-homem. E provavelmente será mais um capitulo a acrescentar à lenda de Valentino.

sábado, 5 de junho de 2010

Noticias: queda aparatosa lesiona Rossi

Provavelmente, a grande noticia do fim de semana é o aparatoso acidente de Valentino Rossi nos treinos para o GP de Itália de Moto GP, onde teve uma queda grave e como consequência, sofreu uma fratura da tíbia de do perónio. O piloto de 29 anos está agora no Hospital Central de Florença onde os médicos o operam para reduzir as fraturas, e prevêm uma ausência das pistas a rondar os dois meses.

O acidente ocorreu na Curva 13 (que coincidência...) do circuito, quando Rossi tentava fazer uma volta rápida na sessão de qualificação para a prova de Domingo. A queda até nem foi muito violenta, mas os resultados foram mais graves do que se suponha.

"Valentino Rossi sofreu uma fratura exposta e deslocamento de sua tíbia direita depois de bater no treino do GP da Itália, em Mugello nesta manhã", afirmou um comunicado da Yamaha. A equipa confirmou também que Rossi estará fora da prova. Aos 29 anos, e após mais de dez de carreira, Rossi fica de fora de uma corrida por lesão, e caso as previsões iniciais se confirmem, ele ficará de fora por mais cinco provas, provavelmente comprometendo a sua temporada competitiva.

Resta desejar as melhoras e que "Il Dottore" volte o mais rápido possivel.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dando umas voltinhas

Hoje e amanhã, Valentino Rossi dará mais algumas voltas ao volante de um F2007 no circuito de Montmeló, em Barcelona, no que aparentemente é uma recompensa pelo facto de ter vencido mais um campeonato de mundo de Moto GP. Há anos que Rossi faz isto, e faz despertar as especulações, de quando em quando, que o piloto italiano quer dar o salto das duas para as quatro rodas, nomeadamente a Formula 1.

Vá lá, estas voltinhas não são pagas do seu próprio bolso, porque ainda não consegui ver qual é a sua utilidade de ver este tipo de testes por parte de "Il Dottore". Fazem-me lembrar duas coisas: os turistas espaciais que vão para fora da atmosfera, a troco de vinte milhões de dólares, numa nave Soyuz, ou de um modo mais terreno, aquelas relações amorosas que de amor não tem nada, mas de sexo tem tudo. E não são pagas. Transas ou quecas, podemos chamar assim.

Também é certo que Rossi tem uma paixão pelas quatro rodas. Corre em ralies, testa num Formula 1 e já teve convites para correr em Le Mans. Mas a Yamaha não lhe deixa esticar muito a corda porque precisam dele para ganhar corridas e bater recordes. Afinal de contas, ainda existem recordes de Giacomo Agostini que estão no alcance de Rossi, que ainda não tem 30 anos e é o herói motociclistico dos nossos dias.

Estes testes são um luxo para Rossi, é certo. Provavelmente vai fazer mais alguns até perto dos 40 anos, mas é certo que não irá fazer a transição para a Formula 1, por muito que Bernie Ecclestone quisesse, para publicitar ainda mais a "sua" categoria. Como dono do "circo", decerto que quererá ter o maior numero de atracções, mas este ano, apesar de ter Michael Schumacher de volta, vê Kimi Raikonnen a desbravar classificativas ao lado de Sebastien Loeb e Mikko Hirvonen.

Portanto, por muito que goste de Valentino Rossi, não vejo outra coisa mais nestes testes do que um mero capricho de campeão. A nadar de duas rodas, perfiro vê-lo ao lado de Raikonnen, Ken Block ou Loeb. Isso sim, os ralis precisam de mediatismo.