Primeiro que tudo, surgiu hoje a entrevista que o jornal britânico "The Guardian" fez ao campeão do mundo, Lando Norris. Até aqui tudo bem. O próprio jornalista, Donald McRae, elogiou o comportamento do seu entrevistado: honesto, sincero e limpo. Isto... até chegar a assessoria de imprensa, que o colocou numa "trela".
Eis os três primeiros parágrafos dessa entrevista:
"O mais recente campeão mundial de F1 fala com profunda franqueza sobre como superou as suas inseguranças, mas perguntas sobre Max Verstappen e regulamentos? Proibido.
Há sempre complicações e dificuldades na Fórmula 1, como na vida e até nesta entrevista. Numa bela noite num luxuoso clube de golfe em Surrey, Lando Norris e eu estamos numa sala discreta, mas bem iluminada, acompanhada de uma equipa de televisão e representantes da sua equipa de gestão e da Laureus, a organização global movida pela crença de que “o desporto tem o poder de mudar o mundo”.
A princípio, Norris fala de forma ponderada e honesta sobre as suas dificuldades contra a profunda insegurança antes de se tornar campeão mundial no ano passado. Mas chegámos a um ponto baixo quando um jovem da sua empresa de gestão se sente suficientemente à vontade para responder às perguntas em nome do piloto de 26 anos, como forma de controlar a nossa entrevista."
Bem sei que essa gente toda, o que quer evitar é polémica, mas quando estes terceiros intervêm numa situação como esta, a polémica aparece. Mas é triste ver gente que ganha milhões por temporada, mas tem de ter uma mordaça para muitos assuntos. Parece que são todos cãezinhos amestrados, ou pior: pássaros amarrados em gaiolas (muito) douradas.
E se é para uma coisa como estas, agora imaginem o que poderá estar para vir. E vem de Milão, em Itália. Aparentemente, o Il Fatto Quottidiano, jornal de Milão, fala que a justiça local caiu em cima de uma rede de prostituição de luxo, do qual apanharam não só as meninas, como os seus proxnetas, e dinheiro, na ordem dos 1,2 milhões de euros. Alguns jornalistas já tiveram acesso a escutas e ouviram muita gente ligada ao desporto, entre jogadores de futebol, de hóquei no gelo... e pelo menos, um piloto de Formula 1. Que não só queria uma menina para passar a noite, como também... uma botija de gás hilariante.
Eis um excerto da reportagem:
"Um amigo meu, piloto de Fórmula 1, vem a Milão esta noite. Quer uma acompanhante." Mais pormenores surgem de escutas telefónicas sobre o caso de acompanhantes de luxo (uma delas chegou a engravidar), que levou à detenção de quatro pessoas — um marido, uma mulher e dois associados, todos em prisão domiciliária — e à apreensão preventiva de 1,2 milhões de euros. O caso está no centro de uma investigação do Ministério Público de Milão sobre a cumplicidade e exploração da prostituição nos bairros boémios de Milão, envolvendo "jogadores de futebol e hóquei de renome internacional", como explicam os procuradores na acusação. Milão, mas não só: a empresa MA.DE. A MILANO operava também em Mykonos, na Grécia.
Os detidos são Deborah Ronchi, Emanuele Buttini, Alessio Salamone e Luz Luan Amilton Fraga. Os quatro homens em causa são acusados de cumplicidade e exploração da prostituição, bem como de branqueamento de capitais provenientes de atividades ilegais. O modus operandi da agência sediada em Cinisello Balsamo — onde as raparigas em questão estavam hospedadas, entre outros locais — era claro e consistente.
(...)
No caso concreto do piloto de Fórmula 1, a conversa data de 18 de fevereiro de 2026. Matteo Grassi falou com Praga Luz e explicou: "Há um amigo meu, piloto de Fórmula 1 (...) que vem a Milão esta noite, quer uma rapariga para fazer sexo por dinheiro (...), consegues encontrar uma?", ao que Praga Luz respondeu: "Vou mandar-lhe a brasileira." Nesta altura, Grassi concluiu: "Ok, então... se precisa de ganhar alguma coisa, combina com a brasileira." Segundo consta no processo, "de outras conversas, é claro que as acompanhantes recebiam dinheiro por serviços sexuais", mas emerge que não eram pagas diretamente pelo cliente, mas sim pelos suspeitos, com base no valor total pago pelo cliente à agência. De seguida, as raparigas receberam envelopes com dinheiro em numerário, de acordo com os serviços prestados e o valor recebido, com uma compensação que variava entre os 70 e os 100 euros por noite, consoante a rapariga utilizava ou não o alojamento em Cinisello [bairro de Milão].
Quem será o piloto? Há um pequeno problema, se o serviço aconteceu nessa noite: é que ao mesmo tempo que essa conversa era interceptada, aconteciam os testes de pré-temporada no Bahrein. Quem apanharia um avião para largar esse piloto na Europa, mesmo sendo privado? Bem sei que é preciso ter pedalada para uma coisa destas, não é?
Mas também, pode não ser alguém da atual grelha de partida. Um piloto de reserva, por exemplo.
E poderemos ter ainda mais: há noticias de evasão fiscal, também vindas de Itália. O que é um pouco estranho, porque a grande maioria dos pilotos tem como residência fiscal o Mónaco ou a suíça, que são estados... pouco ou nada fiscais para gente como esta.
Tudo isto numa altura em que a FOM e as equipas andaram a falar no sentido de mexerem nos regulamentos - que tem sido um fracasso, pois as queixas dos pilotos tem sido em catadupa, e os fãs odeiam estes carros - e na Formula E, o novo carro, o Gen4, aparenta ser tudo aquilo que os fãs da Formula 1 gostariam de ver nos seus carros, mas não tem.



Sem comentários:
Enviar um comentário