Contudo, Clarkson, de 66 anos, revelou nesta quarta-feira que lhe detectaram um tumor na próstata no final do ano passado, do qual foi operado - tirou dez por cento da sua própria próstata - e esteve em tratamento durante as gravações da mais recente temporada de "Clarskson's Farm", porque esse tumor era agressivo. E a certa altura, ele receou que as suas perspectivas de sobrevivência não eram boas. E tudo isto aconteceu menos de um ano depois de ter sido operado ao coração, para desbloquear uma das aortas.
“Normalmente, tentamos manter a série bucólica, encantadora e alegre. Mas os dois últimos episódios, que estreiam esta noite, não são nada disso – serão difíceis de ver.” escreveu ontem na sua conta no Twitter.
E o episódio final daquela que é a temporada cinco do "Clarskon's Farm", apanha-o na cama de hospital a falar das perspectivas de tratamento.
"Então, começámos a quinta temporada numa cama de hospital [por causa da operação ao coração] e aqui estamos nós, no final da quinta temporada, de volta a uma cama de hospital. Alguns dos tratamentos não resultaram, digamos assim. Provavelmente, vou ficar aqui por uns tempos. O que eu queria dizer era: se tudo correr bem, vemo-nos na sexta temporada. E se não correr, não nos veremos. Cuidem-se, pessoal.", disse, ao despedir-se dos seus telespectadores.
A coisa boa é que foi apanhado na fase inicial, logo as chances de cura são relativamente grandes. Mas ele disse que esta é uma forma agressiva de cancro.
A noticia resultou numa série de reações bem fortes no próprio Reino Unido. A Prostate Cancer UK, a principal organização de alerta, agradeceu a partilha do seu diagnóstico e afirmou esperar que isso faça outros a procurar tratamento médico, já que 28 por cento dos diagnósticos no país são de cancro da próstata, do qual morrem cerca de dez mil homens por ano.
“Felizmente, ele descobriu a doença numa fase inicial, mas infelizmente esta ainda não é a experiência de muitos homens no Reino Unido.", começou por afirmar Chiara De Biase, diretora de angariação de fundos e estratégia de saúde da instituição.
"Mais de dez mil pais, irmãos, filhos e amigos são diagnosticados demasiado tarde para uma cura todos os anos, e hoje a responsabilidade de saber se corre maior risco e agir em conformidade recai inteiramente sobre os ombros dos homens. Isso precisa de mudar. Qualquer homem preocupado com a história de Jeremy deve fazer o nosso teste de risco online de 30 segundos ou falar com o seu médico sobre um exame de sangue rápido e simples para verificar quaisquer sinais.”, concluiu.
E nas redes sociais, apareceram milhares de mensagens a desejar-lhe as melhoras, rezando e torcendo para que as tratamentos corram bem para o "orangotango", jornalista e apresentador do "Top Gear" durante cerca de 25 anos, até 2014, ao lado de James May e Richard Hammond, antes de ser despedido da BBC por causa de uma agressão a um membro da equipa de filmagens do "Top Gear". Depois disso, passou para a Amazon Prime, onde fez cinco temporadas do "The Grand Tour", antes de fazer "Clarkson's Farm".
Politicamente incorreto, com uma verve venenosa acerca de tudo e todos, ganhou a admiração de uma geração de ingleses e atualmente, com as atribulações da sua quinta, chamou à atenção de um sector que ultimamente anda um pouco negligente, dadas as dificuldades normais de um lugar que está dependente dos caprichos da natureza para o sucesso do seu negócio.
Para quem não sabe, o cancro da próstata afeta homens a partir dos 50 anos, altura em que se recomenda que se façam exames de despistagem, e em caso de historial na família, ou seja de origem africana, onde este tipo de cancro é mais forte, os exames de despistagem comecem aos 45 anos.
E honestamente, desejo-lhe que o tratamento corra bem e ande por aqui por mais uns anos bem largos.

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