A FIA anunciou esta terça-feira que o WRC terá um novo promotor até ao inicio do próximo mês, ou seja, dentro de três semanas, no máximo. Em Le Mans, onde assistiu à corrida de 24 Horas, Mohammed Ben Sulayem afirmou que está a negociar pessoalmente com esse novo promotor e que o contrato será de longa duração, mais do que sete anos.
"Nos próximos dias, vou concluir questões relacionadas com uma das áreas que mais me apaixona, nomeadamente os ralis. O futuro do WRC ficará definido dentro de três semanas. Podem escrever isso. Se não acontecer, a responsabilidade será exclusivamente minha", começou por afirmar Ben Sulayem à publicação francesa Auto Hebdo.
Em relação à duração, o presidente da FIA falou sobre isso, e porque deseja que dure mais do que os sete anos inicialmente previstos. Nos bastidores, fala-se que o favorito terá o poio da Red Bull e será liderado por Eric Bouiller, ex-diretor desportivo da Renault, Lotus GP e McLaren. E que o WRC seja uma competição acessível e económica.
"Um novo carro custará cerca de 350 mil euros e o orçamento de uma equipa oficial com três carros deverá situar-se entre os 25 e os 30 milhões de euros por época. Já não estamos a falar de orçamentos anuais de 70 milhões de euros, o que torna o Campeonato do Mundo de Ralis mais acessível aos construtores", começou por falar. "Também custa menos organizar os ralis. A FIA está a investir dinheiro nos ralis e o formato do Campeonato do Mundo está a mudar. Estamos a trabalhar em estreita colaboração com o novo promotor para desenvolver as transmissões televisivas e as soluções de comunicação.", continuou.
"Neste momento, vários construtores já manifestaram interesse em entrar no Campeonato do Mundo, mas assim que a questão do promotor estiver resolvida, o processo deverá acelerar. Esperamos atrair pelo menos cinco marcas para o campeonato num futuro próximo", concluiu o homem que lidera os destinos da FIA.

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