Há 40 anos, enquanto o mundo inteiro vibrava com os jogadores no Mundial de futebol no México, um pouco mais acima, na América do Norte, a Formula 1 andava por paragens canadianas, e depois, americanas, nomeadamente em Detroit. E se na Lola-Haas, Eddie Cheever substituía temporariamente Patrick Tambay depois deste ter sofrido um acidente no "warm up" do GP canadiano, na Arrows, o problema era mais sério: Marc Surer estava gravemente ferido depois de sofrer um acidente no Rally Hessen, quando guiava o seu Ford RS200 de Grupo B, e precisavam rapidamente de um substituto.
A Arrows, que tinha motores BMW Turbo cliente, rapidamente arranjou o seu piloto, mas não apareceu imediatamente porque ele estava... noutra equipa. Mas para ele, aos 28 anos de idade, e na sua primeira temporada na categoria máxima do automobilismo, era uma boa chance para fazer algo.
Nascido a 4 de abril de 1958, em Munique, na Baviera, Christian Danner vinha de um meio automobilístico. O seu pai, Max, testava carros para publicações especializadas, e começou a competir em monolugares em 1981, três anos depois de ter começado a participar no Renault 5 Cup. E foi logo na Formula 2, correndo na equipa oficial da March, que tinha motores BMW. Os seus resultados foram inicialmente modestos, mas com o passar do tempo - ficou quatro temporadas na antecâmara da Formula 1 - acabou com sete pódios, sem ganhar qualquer corrida.
Em 1985, a Formula 2 vira Formula 3000 e Danner aterra na BS Fabrications, uma equipa com vasta experiência na Formula 2 e na Formula 1, na década anterior - com chassis McLaren, dando em meados de 1978 uma chance a um piloto chamado Nelson Piquet - e depois de um inicio algo titubeante, acabará com quatro vitórias e 51 pontos, com o título de campeão.
Quase ao mesmo tempo, Danner terá a sua primeira chance na Formula 1 ao participar nos GP's da Bélgica e da Europa ao volante do Zakspeed onde, qualificando-se no fundo do pelotão, não chegou ao fim devido a problemas no Turbo.
A temporada de 1986 deu a Danner uma chance de continuar na competição, desta vez na Osella, que tinha motores Alfa Romeo Turbo. Das seis participações, Danner não chegou ao fim em cinco, enquanto no fim de semana do GP do Mónaco... nem sequer se qualificou!
Contudo, no final de maio, Surer sofre o seu forte acidente no rali Hessen, na Alemanha, e a BMW precisa rapidamente de um substituto. Danner, que tinha competido debaixo das cores alemãs - afinal de contas, eram da mesma cidade... - e escolhido para correr o resto da temporada no lugar de Surer. Mas isso não aconteceu a tempo do GP do Canadá, e ainda teve de correr para eles. Cenas entre mecânicos da Osella e da Arrows, que participaram num animado "tug of war", deram uma boa oportunidade para os fotógrafos para ilustrar as revistas especializadas...
Poucos dias depois, a Osella arranjou um substituto na figura do canadiano Alan Berg, e Danner, por fim, iria fazer o resto da temporada na sua terceira equipa em menos de um ano. E como se comportaria?





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