sábado, 19 de setembro de 2026

As imagens do dia




Há 40 anos, o Mundial de Formula 1 de 1986 chegava ao Autódromo do Estoril, para o GP de Portugal. Faltavam três corridas para o final da temporada e havia quatro candidatos ao título, algo raro: Nelson Piquet e Nigel Mansell, ambos pilotos da Williams; Alain Prost, o campeão do mundo em título, pela McLaren, e o brasileiro Ayrton Senna, que levou o seu Lotus-Renault até aquele momento, embora as suas chances eram menores. 

Mas a McLaren mostrava algo diferente na pintura, e isso se via no carro numero dois de Keke Rosberg, e somente ele, porque no carro de Alain Prost, continuava com a pintura normal de vermelho e branco. Um "one-off" uma geração antes disso ser normal, e por motivos de "marketing". 

A ideia era de promover a marca Marlboro Lights, que tinha maços dourados, em vez dos vermelhos, que eram para os cigarros "normais". Colocar um carro pintado a dourado poderia ser algo muito bom, especialmente na televisão, logo, a ideia foi adiante. 

Mas... o tom específico escolhido acabou por não ficcar bem na câmara, e o resultado final que as pessoas viam na TV dava a impressão de que o carro tinha estado exposto ao sol durante demasiado tempo. Foi assim ao longo de todo o fim de semana - e aparentemente, Ron Dennis não ficou muito feliz com a ideia da Marlboro - e quando Keke Rosberg desistiu na volta 41, devido a problemas elétricos, aquela pintura não regressou mais. Acabou por ser uma curiosidade, e o interessante, esse é um antepassado dos "one-off" que vemos frequentemente nos fins de semana de Grande Prémio. 

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