Isso poderá agravar uma situação existente, que é o seguinte: o mercado das seguradoras está a tratar a região como zona de risco elevado, especialmente a zona do Mar Vermelho que banha a costa saudita. Ali, os prémios de "risco de guera" para os portos mais a norte, como Jeddah, o mais importante, a subir de cerca de 0,25 para um por cento do valor do navio em apenas 24 horas. Segundo conta o site rally74r, há grupos de seguradoras que estão a cancelar especificamente a cobertura em águas do Mar Vermelho, junto à costa saudita.
Por causa disso, e segundo o mesmo site, a FIA pediu aos organizadores do Rally Itália Sardegna para alargarem o prazo de inscrições para poderem albergar os concorrentes da categoria WRC2, que tinham selecionado inicialmente a Arábia Saudita, não perdendo assim a possibilidade de pontuar neste campeonato.
Ou seja, o cancelamento do rali saudita poderá ser inevitável. Contudo, poderá haver alguns problemas nesse sentido. Os organizadores do Rali da Arábia Saudita são dos que mais pagam para fazer parte do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), e promotor da prova saudita garantir a todo o custo que o percurso é seguro. contudo, a voz das seguradoras poderão falar mais alto, porque podem achar arriscado colocar centenas de pessoas e milhões de euros de equipamento naquele território.
E caso o cancelamento vá em frente, outras provas poderão também estar em perigo, como os ePrix de Jeddah, em dezembro, e o Rally Dakar, em janeiro.
Qualquer decisão nesse sentido por parte da FIA e do WRC terá de acontecer nesta semana. Caso o cancelamento irá adiante, as duas chances em cima da mesa serão o do encerramento na Sardenha e o Mundial fica reduzido em um rali, ou então a prova final poderá ser na Catalunha, em meados de outubro.

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