sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

IndyCar procura alternativas e o circo de horrores de Brasilia

Vinte e quatro horas após a noticia do cancelamento da Brasilia Indy 300, a IndyCar procura um "plano B" para preencher a vaga que abriu inesperadamente no calendário. E se alguns pensam que ela poderá ser encontrada ainda no Brasil, outros referem que a alternativa poderá ser num local onde acolhe... a Formula 1.

Segundo conta hoje a Racer americana, a organização da IndyCar está a falar com o pessoal do Circuit of the Americas (COTA) no sentido de saber da sua disponibilidade de acolher a ronda inicial da competição, marcado para o dia 8 de março.

"Quando soubemos das noticias vindas do Brasil, nós imediatamente começamos a falar com outras entidades para saber das vagas existentes", começou por dizer o presidente da IndyCar, Derrick Walker. "Estamos a trabalhar para termos respostas sobre o que vamos fazer e comunicar com nossas equipes e parceiros que o nosso objetivo é ter as nossas opções no lugar início da próxima semana. Se nada aparecer em concreto, nós prosseguiremos como planeado com a próxima corrida no calendário, em St. Pete.", concluiu.

Entretanto, em paragens brasileiras, começam a surgir a possível razão do cancelamento da corrida de Brasilia. O ministério Público do Distrito Federal investiga a possibilidade de fraude no contrato entre o Grupo Bandeirantes e a TerraCap, a entidade imobiliária que gere as obras no Distrito Federal. Segundo o próprio Ministério Público, cita vinte e três (!) motivos pelos quais o contrato era extraordinariamente lesivo aos cofres públicos. Dois meses antes, o Tribunal de Contas tinha revogado a licença de construção das obras do Autódromo Nelson Piquet, mas mesmo assim, as obras continuaram sem parar até à ordem de ontem.

Para piorar as coisas, o governo do Distrito Federal está falido. Administrado por Agnelo Queiroz até ao final do ano passado, deixou dividas superiores a 6,5 mil milhões de reais, que fez com que haja salários em atraso para funcionários públicos, enfermeiros e médicos da zona que alberga a capital do país. O novo governador, Rodrigo Rollemberg, está a auditar as contas e começou a ver os contratos assinados pelo governo anterior, incluindo este da corrida. E reparou que este contrato, para dizer o minimo, estava mal feito. Um "Circo de Horrores", como chama o Flávio Gomes

Basicamente, não era um contrato formal, mas algo chamado de "Termo de Compromisso" entre TerraCap e Rede Bandeirantes. Um contrato promessa, mas sem grande valor juridico, pois não houve testemunhas, não foi publicado em Diario do Governo... enfim, todas as burocracias e formalidades. Dai as suspeitas de corrupção, pela fragilidade do contrato.

Claro, a Rede Baneirantes poderá sair enormemente prejudicada, pois segundo o contrato, em caso de cancelamento, teria de arcar com uma multa de 80 milhões de reais, cerca de 26 milhões de euros. É muito dinheiro, mesmo para uma rede de televisão.

A corrida poderá ter sido cancelada, mas o assunto não acaba aqui. Aliás, poderá ter começado um novo capitulo.  

1 comentário:

Jefferson Mary disse...

Ae pessoal da fórmula Indy do Brazil!
Vamos TROLLAR estes caras do Grupo Bandeirantes e da TerraCap! Pesquisem na net e encham eles de e-mails de indignação e de falta de competência e de responsabilidade! Os responsáveis por estes grupos NÃO MERECEM SER BRASILEIROS!!!!
Eles são os verdadeiros e únicos MERCENÁRIOS culpados pela Indy NÃO SE REALIZAR neste país!
Até quando seremos coniventes com esta corja ???