domingo, 14 de junho de 2015

Le Mans: Porsche regressa ao lugar mais alto do pódio

Dezassete anos depois, e um ano depois de estrear o projeto 919, a Porsche volta a vencer em Le Mans, com uma tripla totalmente virgem: o alemão Nico Hulkenberg, o neozelandês Earl Bamber e o britânico Nick Tandy levaram o carro numero 19 ao lugar mais alto do pódio, na frente de outro Porsche, o numero 17, guiado pelo australiano Mark Webber, o neozelandês Brandon Hartley e pelo alemão Timo Bernhard. O Audi numero 7, de André Lotterer, Bernard Treulyer e Marcel Fassler ficou com o lugar mais baixo do pódio, enquanto que o carro numero 9, guiado por Filipe Albuequerque, Marco Bonanomi e René Rast teve problemas no seu sistema híbrido e acabou no sétimo lugar final, a oito voltas do vencedor.

E para Nico Hulkenberg, o piloto alemão entra na pequena lista de pilotos de formula 1 no ativo a vencerem as 24 horas de Le Mans. O piloto de 27 anos tornou-se no primeiro piloto a conseguir desde 1991, quando Johnny Herbert e Bertrand Gachot conseguiram com o seu Mazda 787, mas se consideramos a temporada completa, o recorde é mais distante: vem desde 1978, quando Didier Pironi venceu com o Alpine-Renault 442 Turbo.

Foi uma corrida épica entre Porsche e Audi, com o recorde da pista a cair por duas vezes, a primeira no final da tarde, quando Filipe Albuquerque estabeleceu um tempo de 3:17,647 e depois, na manhã desde domingo, quando Andre Lotterer melhorou com 3:17,475.

As grandes desilusões, em ternos de LMP1 foram os Toyota, que nunca estiveram na discussão da vitória - rodaram sempre entre o sétimo e o oitavo posto - e sobretudo, os Nissan, que estiveram na cauda do pelotão e com o carro numero 21 a desistir no inicio da madrugada, quando perderam uma roda. O melhor deles, o numero 22, guiado por Michael Krumm, Harry Ticknell e Alex Buncombe... não se classificou, fazendo apenas 242 voltas ao circuito de La Sarthe. Ficou até atrás do Kolles de Tiago Monteiro, Pierre Kaffer e Simon Trummer, que fizeram 260 voltas... e também não se classificaram.

Na LMP2, o carro da KCMG, de Hong Kong, foi o melhor, com Nicolas Lapierre, Richard Bradley e Matthew Hownson a guiarem o Oreca 05 até ao lugar mais alto do pódio, conseguindo bater o carro da Jota Motorsport de Simon Dolan, Mitch Evans e Oliver Turvey, enquanto que na GTE-Pro, o melhor foi o Corvette de Simon Taylor, Oliver Gavin e Tommy Milner.

Na GTE-Am, parecia que o Aston Martin de Paul Della Lana, Pedro Lamy e Mathias Lauda ia a caminho da vitória, mas o canadiano despistou-se e ficaram apenas com o quarto lugar final. O grande vencedor foi o Ferrari 458 da russa SMP Racing, com Andrea Montermini e os russos Viktor Sahitar e Alexey Basov a subirem ao lugar mais alto do pódio.

No final, foi uma prova bem disputada, e foi a segunda corrida mais longa da história das 24 Horas, pois as entradas do Safety Car, apesar de terem sido poucas, estragaram a média. Mas esta é uma edição que entra na história por causa da queda do recorde de pista e do feito da marca de Estugarda.

As próximas 24 Horas serão a 18 e 19 de junho de 2016, enquanto que o Mundial de Resistência regressa à ação no final de agosto - mais concretamente a 30 desse mês - com as Seis Horas de Nurburgring.  

1 comentário:

Augusto Lange disse...

Excelente texto. Pena que não consegui ver a prova pelo eurosport com narração em português. Consegui assistir os treinos livres 1 com a narração da terrinha e fiquei entusiasmado com o número de informações dos narradores, aliás tem um que se parece com o Reginaldo Leme, é o Reginaldo Leme português. Abraços !!!