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sábado, 16 de julho de 2016

WRC: Sordo não vai participar na Finlândia

A Hyundai confirmou esta sexta-feira de que Dani Sordo não vai participar no Rali da Finlândia. O holandês Kevin Abbring será o seu substituto. A decisão foi comunicada pelo diretor desportivo da Hyundai, Michel Nandan, com o objetivo de preparar o piloto espanhol para o rali da Alemanha, prova do qual ele costuma ter bons resultados.

"Dani está a recuperar bem da sua lesão e está fazendo bons progressos", disse Nandan em declarações à Autosport britânica.

"No entanto, é importante que ele se recupere totalmente, e assim sendo tomamos mutuamente a decisão que ele esteja ausente neste Rali da Finlândia. Isso vai permitir que recupere totalmente para Rali da Alemanha, em meados de agosto.

"Kevin irá assumir o carro numero 20 para este evento e irá juntar-se aos nossos testes na próxima semana, ao lado de Thierry [Neuville] e Hayden [Paddon]", concluiu.

Para Abbring, vai ser a segunda vez que correrá em substituição de Sordo. A primeira vez aconteceu no ano passado, quando uma queda causou fraturas em quatro costelas, que o impedoiu de participar no Rali da Suécia. 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

WRC: Hyundai apresenta nova versão para 2016

A Hyundai apresentou hoje, na sua sede europeia, em Alzenau, os seus carros para a temporada de 2016. E falo "seus carros" porque não foi só a versão WRC, mas também foi apresentada a versão para os R5, e ambos com... cinco portas. Tudo para impulsionar as vendas do modelo i20 na Europa. Para além dos carros, a marca coreana confirmou que Hayden Paddon, Thierry Neuville e Dani Sordo estarão no campeonato de 2016, com Kevin Abbring a participar em algumas provas.

"Estamos a entrar numa fase emocionante na nossa jovem equipa, e eu acho que vai reforçar o nosso compromisso e ambição numa WRC competitiva", começou por dizer Michel Nandan, o chefe da equipa no WRC.

"Percorremos um longo caminho desde o nosso ano de fundação, e o nosso desempenho no campeonato passado deu-nos um renovado otimismo para o futuro. O i20 WRC Nova Geração é o produto de um ano cheio de desenvolvimento e com uma equipa mais experiente, que agora deve elevar nossos objetivos e lutarmos para estar na frente", continuou.

Sobre as duplas durante os ralis do campeonato de 2016, Nandan afirma que com estes três carros em cada rali, não haverá limitações em termos de prioridades, dando uma chance a todos eles. "Nós não nos vamos limitar-nos, através de um alinhamento especifico em cada rali, em vez de montar a melhor dupla para cada evento no sentido de maximizar nossas chances para o campeonato", concluiu.

Um dos seus pilotos, o belga Thierry Neuville, espera que com o carro novo, melhore a sua confiança dentro da equipa, ele que teve uma temporada de 2015 bastante dificil. "Tenho muita confiança no carro novo, é tudo novo em comparação com a versão atual e tenho a certeza que vamos estar mais perto dos nossos principais rivais" começou por afirmar.

"Será como um novo começo para mim. 2015 foi um ano difícil para mim onde tive algum azar e cometi alguns erros. Eu saí dela mais forte e mais motivado do que nunca", concluiu.

Já Kevin Abbring vai estar a cargo do desenvolvimento da versão R5, agradece a confiança que lhe foi dada e espera que aborde os ralis com maior confiança do que tem sido até agora: "O desenvolvimento do R5 vai significar uma melhor condução e eu posso usar a minha experiência recente para fazer um carro melhor", começou por dizer o piloto holandês.

"Aprendi muito nos ralis até agora, mas por outro lado tem sido difícil para mostrar o meu potencial quando apenas contesto alguns dos ralis da temporada. Contudo, estou muito satisfeito pela confiança que a equipa tem em mim, e eu estou realmente ansioso para o que vêm aí", concluiu.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

As expectativas da Hyundai na Suécia

Nas vésperas do Rali da Suécia, a Hyundai decidiu falar sobre as suas expectativas em relação à prova nórdica, já que vai alinhar com três carros, para o belga Thierry Neuville, o neozelandês Hayden Paddon e o holandês Kevin Abbring, para compensar a ausência de Dani Sordo, que sofreu um acidente de bicicleta na semana passada e fraturou duas costelas, ficando em casa a recuperar.

Para Michel Nandan, o diretor desportivo da marca coreana, este é um rali dificil de se fazer, dada a superfície nevada e com gelo, a altura do ano e o "handicap" da pouca experiência que os pilotos têm, em contraste com os pilotos locais. “Estamos muito contentes por contar com três Hyundai i20 WRC apesar da alteração no alinhamento de pilotos devido ao acidente do Dani Sordo. Ele vai saltar esta prova para que possa recuperar a tempo do Rali do México, e em nome de toda a equipa e dos pilotos, quero desejar-lhe as rápidas melhoras”, começou por afirmar.

O Rali da Suécia foi um dos testes mais difíceis para a nossa jovem equipa, no ano passado. Aprendemos bastante durante o decorrer do evento e iremos colocar essa experiência em prática este anoNa parte técnica, tivemos que preparar o Hyundai i20 WRC para competir em condições de frio extremo. Fizemos um teste de preparação em dezembro (ndr. de quatro dias) e dois dias na semana passada”, continuou.

Quanto ao rali em si, está ansioso pelo seu inicio: “Desde os ‘infames’ bancos de neve, às temperaturas negativas e paisagens fantásticas como a de Colin Crest, que foi claramente um dos nossos destaques do ano passado, o Rali da Suécia é verdadeiramente único e estamos ansiosos pelo seu início”, concluiu.

Quanto a Neuville, que está a competir pela quarta vez na Suécia, ele assume que este “é provavelmente o piso em que tenho menos experiência. Já participei no Rali da Suécia três vezes e apesar de ter achado difícil, aprendi sempre algo mais em cada participação”, começou por afirmar. 

Neste que é “o primeiro e único evento de neve da temporada, o que o torna num desafio especial", ele afirma estar muito confiante que a experiência adquirida o irá beneficiar na edição deste ano: Já assinei alguns tempos interessantes e no ano passado, na nossa primeira participação com o i20 WRC, obtivemos alguns segundos e terceiros tempos mais rápidos em troços, por isso espero melhorar e ser mais competitivo”, finalizou.

Já Hayden Paddon vai experimentar pela segunda vez na sua carreira as exigências do Rali sueco, e têm plena consciência de que vai ser um evento de aprendizagem. 

Só participei uma vez no rali da Suécia, há três anos, pelo que é um evento praticamente novo para nós. Na verdade não tenho corrido muito em neve, pelo que esta prova promete ser uma boa experiência de aprendizagem. É seguramente um rali rápido, o que me agrada, mas os níveis de aderência podem ser muito inconstantes, dependendo de ter ou não nevado antes do rali, por isso, veremos como corre. Estou definitivamente ansioso pelo rali e por fazer parte da equipa Hyundai Motorsport mais uma vez”, contou.

Para Kevin Abbring, vai ser praticamente uma dupla estreia, já que não só nunca correu em paragens nórdicas, como vai ser a primeira vez que corre com um carro WRC. Estou contente por ter a oportunidade de competir no Rali da Suécia com a Hyundai Motorsport. Vai ser uma ocasião especial, pois vai ser a primeira vez que corro com um carro WRC”, começou por afirmar o piloto holandês. 

Obviamente estas não são as circunstâncias ideais e, como toda a gente, desejo ao Dani uma rápida recuperação. Há muito trabalho de preparação a fazer, mas tanto o Seb [o navegador] como eu vamos usar esta prova como uma experiência de aprendizagem e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar a equipa. Será um pouco como saltar em profundidade, mas eu gosto deste tipo de desafios. Independentemente do que venha a acontecer será um privilégio representar a Hyundai Motorsport e a Hyundai Mobis World Rally Team no WRC", finalizou.

O rali da Suécia começará amanhã, com o "shakedown".

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Noticias: Kevin Abbring vai andar com a Hyundai em quatro ralis

A Hyundai decidiu estabelecer uma "equipa B", a Hyundai Mobis, e convidou para os seus carros o holandês Kevin Abbring para participar em quatro provas do campeonato, ao lado do neozelandês Haydon Paddon, que fará toda a temporada, a começar pelo Rali da Suécia. Estes dois pilotos farão companhia a Dani Sordo e Thierry Neuville na equipa principal da marca coreana, e ambas as formações estarão sob a mesma tutela.

 “A segunda equipa permitirá que algumas das estrelas em ascensão mostrem o seu talento nos troços, algo que, como construtores envolvidos no WRC, levamos muito a sério”, afirmou Michel Nandan, o máximo responsável da Hyundai Motorsport nos ralis.

Aos 26 anos de idade (nascido a 20 de janeiro de 1989), o piloto vai ter a sua oportunidade de se mostrar ao mundo, depois de em 2012 ter-se mostrado ao volante de um Skoda Fabia ao serviço da Volkswagen Motorsport. Até agora, nunca pontuou num rali a contar para o Mundial, apesar de ter um 11º posto no Rali da Polónia de 2009, onde venceu na categoria Junior. 

No ano passado, esteve a competir no Europeu de Ralis, a bordo do Peugeot 208 Ti16, onde conseguiu dois pódios e o sexto lugar na classificação geral.


sábado, 27 de dezembro de 2014

Rumor do dia: Toyota contratou pilotos para 2017

A temporada de 2017 do WRC ainda poderá parecer extraordinariamente longínqua, mas a Toyota já está a planear para esse ano. De acordo com a Autosport portuguesa, a marca japonesa poderá ter contratado o holandês Kevin Abbring e o francês Eric Camilli, que em 2014 esteve na academia de jovens pilotos do WRC. Já Abbring, era nesta temporada o piloto oficial da Peugeot no Europeu de Ralis.

O anuncio poderá ser feito em meados do mês que vêm, provavelmente por alturas do Rali de Monte Carlo, e implica que eles andem em alguns carros da concorrência na temporada de 2015 (Camilli, por exemplo, vai correr em Monte Carlo num Ford Fiesta R5) antes de se aplicarem a fundo em 2016, no novo modelo que a marca irá desenvolver para atacar o Mundial WRC. 

sábado, 17 de maio de 2014

ERC 2014 - Rali dos Açores (Final)

Foi duro e disputado, mas acabou. O último dia do SATA Rali dos Açores foi uma batalha a dois entre Kevin Abbring e Bernardo Sousa, mas no final, tudo se decidiu no último troço, com o piloto da Madeira a levar a melhor, por 6,2 segundos, e a ser o sucessor de Bruno Magalhães em termos de português vitorioso neste rali, em 2010.

O último dia do Rali dos Açores começava com o piloto do Ford Fiesta RRC com uma vantagem de 16,3 segundos sobre Kevin Abbring, no seu Peugeot 208 Ti16 oficial. E este prometia atacar, assim que os seus problemas de direção assistida fossem resolvidos. E assim foi: Abbring reduziu a diferença no primeiro troço do dia, apesar de Sousa se queixar de problemas na potência do motor, que o fizeram perder 5,6 segundos. E no final, manifestava a sua apreensão: “Senti falta de potência no motor, por isso o carro não está a 100%. É difícil penso que com o tempo que o Abring fez, talvez tenhamos que controlar a segunda posição e pensar a chegar ao fim! Vamos ver!

Este mesmo troço foi fatidico para outro português, Bruno Magalhães, que parou devido a problemas de motor no seu Peugeot 207 S2000. O abandono era inevitável, para desgosto dele: "O carro começou a aquecer demasiado e a água saltou toda para fora. Foi muito frustrante, a constatação que não iriamos poder continuar. Estávamos muito confiantes, até àquele momento tudo corria de forma excepcional", começou por dizer.

"Fomos mais rápidos do que seria de esperar com o nosso carro. Rodámos no limite. Demos um bom espectáculo para o público. Foi até ao abandono, um grande rali para nós. Infelizmente, não conseguimos premiar os nossos patrocinadores com um resultado de topo, mas fica a satisfação pela excelente exibição.", concluiu.

Nos troços seguintes, o holandês puxava pelo seu carro, indo aos limites... e quase ultrapassando-os. Mas mesmo assim, tinha ganho 9,8 segundos ao piloto português, que se queixava do comportamento do carro: “O carro está demasiado macio e não sei se tivemos um furo ou um problema num amortecedor”, afirmava. E na especial de Graminhais 2, Abbring voltava a ser o melhor, ganhando 4,2 segundos, apesar do holandês quase ter saído de estrada numa berma. 

À entrada do troço final, a diferença entre os dois era apenas de 5,1 segundos, com vantagem para Bernardo Sousa, que teria que gerir nesse último troço face aos ataques de Abbring. Contudo, no final, o piloto da Madeira deu o seu melhor e ainda conseguiu ganhar mais 1,1 segundos sobre o holandês, conseguindo aquele que deverá ser a vitória mais importante da sua carreira até agora. Uma vitória que até o levou às lágrimas, um dia depois de ter comemorado o seu 27º aniversário.

É um sonho tornado realidade. O ano passado falhei a vitória devido a um erro e este ano conseguimos vencer. Não tinha ordem de partida ideal e troço a troço fomos subindo de forma até conseguirmos estar em posição de vencer!”, comentou, eufórico.