sexta-feira, 15 de abril de 2016

Quem é o melhor de sempre? Um estudo... cientifico

Há muito tempo que sei que a frase "Quem é o melhor piloto de todos os tempos?" é algo parecido com a discussão sobre o sexo dos anjos. Cada um tem a sua lista e todos discutirão sobre qual é o lugar ideal do seu piloto, e na minha opinião pessoal, creio que é uma discussão estéril e inutil e arrisca a desfazer amizades e dar cabo da saúde das pessoas. Sendo assim, evito esse tipo de discussões.

Contudo, esta quinta-feira, houve quem fosse mais longe. O professor Andrew Bell, da Universidade de Sheffield, decidiu publicar um estudo para saber quem foi o melhor piloto de todos os tempos. É como elevar esta discussão a niveis cientificos. Credo! Parece que o Dr. Bell decidiu candidatar-se ao IgNobel, mas enfim...

Segundo ele, o melhor de todos os tempos foi Juan Manuel Fangio, seguido por Alain Prost, Michael Schumacher (antes do seu regresso em 2010, depois cai para nono), Jim Clark e Ayrton Senna. Fernando Alonso é o sexto, mas o estranho é ver Chrsitian Fittipaldi no 11º posto, na frente de... Lewis Hamilton. Ou seja, um quarto posto a bordo de um Minardi tem mais impacto do que dois títulos mundiais a bordo da Mercedes, por exemplo.

"À pergunta 'quem é o maior piloto de Formula 1 de todos os tempos' é de difícil resposta, porque não sabemos até que ponto os pilotos fazem-no bem por causa do seu talento ou porque eles estão a guiar um bom carro. A questão tem fascinado os fãs por anos e tenho certeza que vai continuar a fazê-lo no futuro", começou por afirmar o Prof. Bell.

"Nosso modelo estatístico nos permite encontrar um ranking e avaliar a importância relativa dos efeitos da equipa e do piloto, e há alguns resultados surpreendentes. Por exemplo, o relativamente desconhecido Christian Fittipaldi está no top 20, enquanto que o tricampeão Niki Lauda não alcança o top 100. Se esses pilotos tivessem corrido em equipas diferentes, seus legados poderia ter sido bem diferentes".

O Prof. Bell acrescentou: "Um modelo semelhante poderia ser usado para responder a uma variedade de questões na sociedade - para coisas como, quanto é que os indivíduos, equipas e empresas afetam a produtividade do trabalhador ou quanto as classes, as escolas e os bairros afetam níveis de escolaridade", concluiu.

O modelo até pode ser interessante, mas na realidade, faz mais em adensar a discussão do que a resolvê-la, especialmente entre aqueles que consideram mais "fanáticos" a um ou outro piloto. Pode ser interessantes para modelos sociais, mas para isto, não resolve coisa alguma. Apenas é mais uma acha para uma fogueira que não vai extinguir nunca.  

2 comentários:

Sandro Varela disse...

Nenhuma discussão, seja científica ou de botequim será consensual. O meu melhor piloto de todos os tempos nunca será o mesmo que o seu, e seria insano estabelecer que fulano é o melhor de todos, ou beltrano... abs

Paulo Alexandre Teixeira disse...

Isso sei eu, caro Sandro. Dai dizer que este estudo seria mais candidato ao IgNobel...