sábado, 3 de outubro de 2026

CPR 2026 - Rali Casinos do Algarve (Final)


No final, apenas 2,2 segundos separaram primeiro de segundo no rali Casinos do Algarve. E ambos guiavam um Toyota GR Yaris Rally2. Pedro Almeida foi o melhor, batendo o carro de Rafael Rêgo. O veterano Armindo Araújo foi o terceiro, a uns "distantes" 19,5 segundos, batendo José Pedro Fontes, quarto, a 45.1 segundos, no seu Lancia Ypsilon Rally2HF Intergrale.

Tudo isto num rali onde Ruben Rodrigues, o líder do campeonato, não chegou ao fim, vítima de capotamento, na quarta especial.

“Conseguimos impor um bom ritmo logo desde o início do rali e fomos construindo uma vantagem“ começou por dizer Almeida à AutoSport portuguesa, no final da prova. “Hoje conseguimos entrar bem e, mesmo a abrir a estrada, fomos ganhando mais tempo para os outros concorrentes. Na parte da tarde tivemos azar: furámos e perdemos muito tempo na primeira classificativa de 24 quilómetros. Depois tivemos de tentar fazer o melhor com aquilo que tínhamos até ao final, para trazer o carro até ao fim e tentar manter a vitória. O facto de o Armindo também ter furado ajudou-nos a manter a liderança. O Rafa é um piloto rapidíssimo, como está provado. Fazemos parte da mesma equipa e sabíamos o que tínhamos de fazer. Chegámos ao fim e conseguimos a vitória.”, concluiu.

Com seis especiais pela frente neste sábado, passagens duplas por Messines, Santana da Serra e São Marcos da Serra, o dia começou com Ruben Rodrigues a triunfar, 0,6 segundos na frente de Pedro Almeida, 10,4 sobre Armindo Araújo, 10,5 sobre Rafael Rêgo e 21,8 sobre Ernesto Cunha.


Pedro Almeida triunfou na quarta especial, 3,8 segundos sobre Armindo Araújo, 12,5 sobre Rafael Rêgo, 16,2 sobre José Pedro Fontes e Gonçalo Henriques. Rúben Rodrigues capotou e acabaria por abandonar.

Guilherme Meireles foi o melhor no quinto troço, a primeira passagem por São Marcos da Serra, com 1,9 segundos de vantagem sobre Pedro Almeida e Ricardo Sousa, 2,8 sobre Hugo Lopes e três segundos exatos sobre Pedro Meireles. No final desta manhã, a diferença entre o primeiro Almeida, para o segundo. Armindo Araújo, era agora de 17,9 segundos. 

“Bem, desde o início do dia não sabíamos bem com o que contar. De facto, ir abrir a estrada, sabíamos se ia ser um fator muito penalizador. Demos logo o nosso melhor desde o início da primeira classificativa, chegámos ao final com um bom tempo e percebemos que, se calhar, o facto de ir à frente podia não fazer assim tanta diferença.", começou por afirmar.

De facto, o piso está escorregadio e não há linhas, mas fizemos o possível. Com o azar que teve o Rúben, que são coisas que acontecem nas corridas, ficámos numa posição ligeiramente mais confortável, porque ele estava a andar muito bem, como é costume.

E agora temos o Armindo atrás de nós. Não é uma diferença muito grande, não é algo que me deixe agora confortável para a tarde. Vamos continuar a andar bem, concentrados, e ver como é que chegamos ao fim.”, concluiu.


“Não temos tido assim grandes problemas, mas o ritmo da frente está alto e, efetivamente, falta-nos alguma coisa. Mas há que dar os parabéns a quem está a andar melhor. Não temos muito de que nos queixar, temos é de fazer melhor. Apanhámos um pouco de pó no primeiro troço, mas também não é isso que agora vamos estar a lamentar. Estamos a fazer o nosso rali.", afirmou Armindo Araújo.

"Em condições normais, acho que não haverá muito mais a fazer. Contudo, vamos manter a pressão até ao fim. Muita pedra solta, agora segundas passagens, furos, etc., tudo pode acontecer. Mas devíamos ter feito aqui um bocadinho melhor. A concorrência está forte, os Toyota estão, de uma forma muito geral, muito rápidos. Notamos que a Toyota está forte e vamos tentar melhorar alguma coisa.”, concluiu.

A parte da tarde, que constava a segunda passagem pelas especiais da manhã, começou com Rafael Rêgo a ganhar, 13,1 segundos na frente de José Pedro Fontes, 15,5 sobre Luis Cidade e 18 segundos sobre Gonçalo Henriques. Rêgo voltou a ganhar, na segunda passagem por Santana da Serra, 4,9 segundos sobre Pedro Almeida, 10,1 sobre Armindo Araújo e 10,5 sobre Gonçalo Henriques. Tudo numa especial que parou depois do acidente de Ricardo Filipe, no seu Skoda Fabia R5.

Por essa altura, Rafael Rêgo passara Armindo Araújo, e era o líder da prova, mas com 0,2 segundos entre eles, tudo iria ser decidido na última especial do dia, a Powerstage de São Marcos da Serra. 

Ali, o melhor foi José Pedro Fontes, no seu Lancia, 4,4 segundos na frente de Pedro Almeida, 5,8 sobre Hugo Lopes, 6,1 sobre Gonçalo Henriques e 6,5 sobre Ricardo Teodósio.

Armindo Araújo, que foi sétimo na Power Stage, não escondeu a sua desilusão pelo resultado:

“Bom, o balanço nem é muito negativo, nem é muito positivo” disse Armindo em declarações ao AutoSport, no final da prova. “Vínhamos claramente em busca da vitória. Tentámos fazer isso desde o início, mas percebemos que a concorrência está muito forte, principalmente os Toyota, que estão a um nível bastante forte. Percebemos isso e sabemos que temos de trabalhar nesse campo.", continuou.

"A manhã decorreu sem problemas, mas perdemos algum tempo, tudo dentro de uma margem que ainda poderia permitir atacar. Encarámos a tarde dessa forma. No primeiro troço da tarde colocámos um ritmo forte e já vínhamos a ganhar tempo importante nos parciais, até que, no fesh-fesh, a admissão bloqueou e o carro perdeu potência. Arrastámo-nos até ao fim. Depois, no segundo troço, furámos a quatro quilómetros do final. Vimos os outros passarem e o rali ficou, nessa altura, praticamente decidido. Terminámos no pódio, o que é sempre positivo, mas não é bem o resultado que queríamos."

"Já tínhamos dito que iríamos encarar o campeonato prova a prova, até ao fim. Isto poderia ter permitido um resultado completamente diferente, mas saímos com um pódio e contentes, embora conscientes de que não era bem este o resultado que procurávamos.”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Gonçalo Henriques, no seu Hyundai i20 Rally2, a 1.09,7, seguido pelo carro de Ricardo Teodósio, um Citroen C3 Rally2, a 1.14,4. Sétimo é Luis Cidade, a 1.25,3, no seu Toyota GR Yaris Rally2, seguido pelo Skoda Fabia Rs Rally2 de Ernesto Cunha, a 1.49,0. Nono acabou por ser Luis Miguel Rego, a 2.01,1, na frente de Hugo Lopes, a 2.01,8. 

O CPR terminará o campeonato em novembro, com a realização do rali Vidreiro, na Marinha Grande.

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