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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

A imagem do dia



Alguém sabe quem foram os rivais da Andretti para o lugar da 11ª equipa? Se não sabem, falo de um candidato: a Hitech. A equipa, fundada em 2003, está bem implantada na Formula 2 e na Formula 3, entrará em 2025 da F1 Academy, a competição para mulheres, e todos afirmam que é uma das melhores e mais bem organizadas. Quando eles não foram escolhidos, eles disseram que iriam recorrer da decisão, mas até agora não surgiu nenhuma decisão, nem a favor, nem contra. 

Contudo, aconteceu um novo desenvolvimento nestas semanas que poderá determinar o futuro da equipa, até nas suas aspirações para a categoria máxima do automobilismo: foram comprados pela Toyota. 

A marca japonesa, desde há umas semanas a esta parte, começou a envolver-se mais na competição, década e meia depois de terem saído da Formula 1. Primeiro, um acordo de parceria técnica com a Haas para ajudar no desenvolvimento da equipa, e agora, com a compra da Hitech, poderão ter três direções: envolver-se com a Haas, envolver-se com a Alpine, ou então... a sua própria equipa. A partir de 2028, sem apressar as coisas. 

Há alguns dias, Mohammed Ben Sulayem mostrou-se aberto para a inclusão de uma 12ª equipa, elevando o pelotão para 24 carros. Não se sabe qual é a reação das equipas para a ideia de ver os seus lucros vindos da FOM, logo, da Liberty Media, serem ainda mais divididos, mas com a ideia de mais um construtor na competição, isso seria compensado com mais entradas de dinheiro, logo, mais lucros. 

E a Toyota, nos últimos anos, está a investir forte no automobilismo, sempre para ganhar. Endurance - querem construir um protótipo em hidrogénio para começar a competir em 2028 - os ralis, o WRX, ou seja, rallycross, e há rumores que poderá ter os seus olhos na IndyCar, querendo fazer companhia à Honda e Chevrolet. 

A Hitech tem como sócio maioritário o britânico Oliver Oakes, que agora é um dos diretores da... Alpine, e que lucrou bastante com a venda da Hitech pelos japoneses. E tê-los por ali, nas categorias de promoção sem pensar na maior de todas, pode passar por um erro, a não ser que queriam alimentar a sua equipa na Endurance. E ao longo dos anos, não precisaram de ter equipas para ter bons pilotos para preencher os seus Hypercars. Portanto, poucos creem que isto tenha acontecido só porque a Toyota tem dinheiro a queimar nos seus bolsos. Há algo mais.   

terça-feira, 11 de abril de 2023

As suspeitas sobre o projeto da Hitech


É sabido que a Formula 1 poderá ter novas equipas em 2026. Sabe-se da Andretti, mas também existe a Formula Equal, o projeto de Craig Pollock que terá dinheiro da Arábia Saudita, e cujo objetivo é ter uma equipa 50 por cento constituída por mulheres, mas também se fala muito da Hitech, uma equipa que está bem estabelecida nas Formulas de ascensão, nomeadamente na Formula 3, e também na Endurance.

Contudo, gente do meio fala que a equipa irá tentar seriamente uma entrada na Formula 1, ao ponto de já ter um chassis em túnel de vento, o H26, na sede da Mercedes Applied Science, tendo ainda iniciado testes de intrusão e de colisão do chassis de acordo com o regulamento atual, que não será o usado a partir de 2026.

Mas a equipa liderada por Oliver Oakes está a arriscar muito, porque se todos os projetos forem tidos em conta, falamos de três equipas para dois lugares. E essa nem é a razão mais importante. Há outra, a do dinheiro. E nem é se tem ou não, é a sua proveniência. O Dubai nem é razão para algum alerta vermelho, mas as pessoas que estão à volta, sim.

Durante algum tempo, um dos acionistas da Hitech foi Dimytri Mazepin, pai do Nikita Mazepin, antigo piloto da Haas. Dimytri é um oligarca russo, um dos "reis na área petroquimica, a Uralchem, e tem ligações muito fortes a Vladimir Putin. Os Mazepin foram sancionados pela comunidade internacional depois da invasão ucraniana, em fevereiro do ano passado, mas antes disso, injetou muito dinheiro na Haas, para comprar o lugar ao seu filho. É sabido que ele poderá estar no Dubai, e esse lugar se tornou num porto de abrigo a todos os oligarcas para tentar escapar das sanções ocidentais. Logo, o facto do financiamento ser daí não é uma garantia total.

O projeto está a avançar, esperando que seja um dos aprovados. Contudo, os alertas vermelhos já lançados poderão colocar o projeto em perigo, a não ser que mostrem que está tudo em ordem.