Quando era criança, a minha avó fartava-se de contar o dia em que foi ao Largo da Portagem, em Coimbra, para receber os jogadores que tinham ganho a primeira edição da Taça de Portugal, em junho de 1939. A minha avó tinha na altura 20 anos e já tinha conhecido a pessoa que viria a ser mais tarde o meu avô, um policia que fazia as suas rondas e certamente nessa tarde deveria estar de serviço para conter a multidão que tinha saído para receber os seus heróis.domingo, 20 de maio de 2012
Extra-Campeonato: a Taça da Académica
Quando era criança, a minha avó fartava-se de contar o dia em que foi ao Largo da Portagem, em Coimbra, para receber os jogadores que tinham ganho a primeira edição da Taça de Portugal, em junho de 1939. A minha avó tinha na altura 20 anos e já tinha conhecido a pessoa que viria a ser mais tarde o meu avô, um policia que fazia as suas rondas e certamente nessa tarde deveria estar de serviço para conter a multidão que tinha saído para receber os seus heróis.quarta-feira, 14 de março de 2012
Extra-Campeonato: O alargamento da Liga
O problema é que aquilo que eles queriam era subverter a maneira como este campeonato se iria decidir. Mudar as regras a meio do ano, fazendo com que este seja um campeonato onde ninguém desce, à boa maneira americana, e onde até o último classificado tinha garantido mais uma temporada na I Divisão, logo, recebendo "os três grandes", não se vê nas principais ligas europeias. E este alargamento contraria tudo o que se escreveu e se mostrou, em vários estudos feitos por instituições como a Delloitte: o alargamento é mais um prejuízo do que um lucro, e que idealmente, a I Liga portuguesa seria lucrativa se tivesse 12 equipas, no máximo, jogando a três voltas, como acontece na Escócia, por exemplo.P.S: No momento em que escrevo isto, a Federação Portuguesa de Futebol, na pele do seu presidente (e ex-presidente da Liga), Fernando Gomes, já afirmou que irá vetar esta decisão do alargamento, alegando que há um protocolo que foi assinado pelas anteriores direções da Federação e da Liga, válido até 2013. Um veto que os clubes grandes aprovam, mas que os mais pequenos já responderam, ameaçando parar o campeonato. De fato, esta história não acabará por aqui nos próximos dias, mas sinceramente, não acredito nas ameaças urradas, por exemplo, por um "analfabruto" como o António Fiúza, o presidente do Gil Vicente.
sábado, 3 de março de 2012
Extra-Campeonato: Futebol e uma estupidez chamada clubite
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
The End: José Torres (1938-2010)
O Destino gosta de pregar estas partidas: no dia em que a Selecção joga o seu primeiro jogo de qualificação para o Europeu de 2012 é o mesmo em que José Torres, o "Bom Gigante" decidiu sair da vida para passar à história, aos 71 anos e depois de estar a sofrer da Doença de Alzheimer há quase dez anos.Dizer que foi um dos melhores da sua geração é ser um pouco redutor. Dizer que venceu nove campeonatos nacionais e ter emparelhado com Eusébio na que foi, talvez, a melhor dupla atacante de sempre do futebol português, é talvez ser modesto. Mas se acrescentarmos três finais europeias e um terceiro lugar no Mundial de 1966, em catorze anos de passagem pelo Benfica, talvez as gerações mais novas fiquem com uma boa ideia da importância que foi este jogador, que tinha 1,91 metros num país de "baixinhos" como foi o nosso.
Nunca o apanhei como jogador, apesar de saber que jogou até aos 42 anos em clubes como o Vitória de Setubal e o Estoril, mas apanhei-o mais tarde, como seleccionador nacional. Achei um pouco estranho ver alguém sem grande experiência de banco em algo tão importante como a equipa nacional. Mas apanhei. E ouvi-lo a dizer "deixem-me sonhar", nas vésperas de um jogo impossível como era o que iam jogar contra a Alemanha Ocidental, que não perdia em casa desde 1950, era mesmo um sonho. Até aquele remate impossível de Carlos Manuel e o consequente carimbo para o Mundial de 1986, no México. Fez o impossível... para depois estragarem tudo.Mas agora não é hora de recriminações. É hora de recordar o seu talento e as suas contribuições para o futebol português. Ars lunga, vita brevis.
domingo, 9 de maio de 2010
Extra-Campeonato: E vão 32!
Cheguei agora a casa, depois de ver as celebrações nas ruas da minha cidade. E quando falo da minha cidade, falo de todas as cidades deste Portugal: de facto, ver o Benfica campeão nacional, depois de cinco anos de ausência, é um feito. Foi o culminar de um ano em que ganhou o melhor clube, o que jogou melhor futebol. E ainda por cima, numa temporada onde apareceu um outsider chamado Sporting de Braga, que lutou pelo título até à última jornada, o que é fantástico.
Em qualquer praça central deste país existiram nesta noite, hordas de pessoas a comemorar este título. Não só o comemoram porque é o clube do seu coração, mas também porque foi o que praticou melhor futebol, que atraiu os portugueses e não só. A tática usada pelo seu treinador, Jorge Jesus, fez-me lembrar, em certos momentos, o "futebol total" á boa maneira holandesa. E isso resultou não só em vitórias, como em goleadas. Os 5-0 dados aos ingleses do Everton foram um bom exemplo para a Europa e o Mundo, para não falar de em termos de campeonato nacional, uns fantásticos 8-1 dados ao Vitória de Setubal, todos em casa.No momento em que escrevo estas linhas, estão dezenas de milhares de pessoas na Praça Marquês de Pombal, no centro de Lisboa, esperando pela chegada do autocarro com os jogadores, treinadores, dirigentes e a mascote, a águia Vitória. Talvez o Sporting rivalize neste tipo de multidão, mas creio que nem mesmo o Futebol Clube do Porto, no seu local emblemático que é a Avenida dos Aliados, consegue colocar tanta gente durante tanto tempo como fez esta noite o Benfica. E não digo isso como adepto, mas mais como observador privilegiado, que já viu dezenas de festas como esta. É simplesmente uma demonstração da força e a mistica deste clube. São factos e não alucinações colectivas.
Aos vencedores, dou os parabéns, pois mereceram. Aos vencidos, espero que sejam dignos e pensem que para o ano volta tudo à estaca zero: dezasseis clubes aspirando ao título nacional, ano após ano. terça-feira, 27 de outubro de 2009
Extra-Campeonato: O imparável Sport Lisboa e Benfica
Não me meto com o futebol, porque sei perfeitamente que o "desporto de massas" é constituido por dois tipos de adeptos: os que gostam do seu clube e os que odeiam os outros. Raros são os verdadeiros adeptos de futebol, e que sabem as regras devidamente. Já houve alturas que detestei, e já jurei que nunca falaria de clubes, especialmente do meu, porque neste meu país provoca os festejos de muitos e a azia de muitos mais. E depois, este é um blog de automobilismo, e neste país, 85 por cento dos blogs desportivos tem a ver com futebol ou do clube que mais gostam.A unica excepção tem a ver com a Selecção Nacional, mas esta de momento está num processo dificil de apuramento, onde conseguiu com dificuldade e graças à ajuda de outros, a qualificação para o "playoff" contra a Bósnia-Herzegovina. Só lá para o meio de Novembro é que vai tentar resolver a sua situação, espero que favorável para as nossas cores, e que consigamos o passaporte para a Africa do Sul.
Mas a excepção de hoje tem a ver com o clube do qual sou adepto desde os meus nove anos: Sport Lisboa e Benfica. Desde que venceu o título de 1994, o clube mergulhou numa crise que demorou imenso a sair dela. Desde então, só conseguiu um título de campeão nacional, duas Taças de Portugal, uma Taça da Liga e uma Supertaça. O máximo que conseguiu em termos europeus foi uns quartos de final da Liga dos Campeões em 2006, onde caiu aos pés do Barcelona, que foi em frente para vencer o título daquele ano.Desde há muito tempo que não conserva um treinador por mais do que um ano, um ano e meio. E já deu gigantescos tiros nos pés, como quando no final de 2000, correu com um jovem José Mourinho, poucos dias depois de um monumental vitória de 3-1 sobre o Sporting. E quem aproveitou isso tudo? Futebol Clube do Porto. Entre 1995 e 2009 só não ganhou em quatro ocasiões: dois para o Sporting (2000 e 2002) Boavista (2001) e o Benfica, em 2005.
Nesse periodo, o clube do Porto chegou ao pinaculo da Europa, vencendo consecutivamente a Taça UEFA (2003) e a Liga dos Campeões (2004) tudo graças ao dedo genial de José Mourinho. Em contraste, o Benfica arrastou-se por lugares mais ou menos secundários, chegou a nem participar nas competições europeias, esteve à beira do abismo graças às acções de um presidente, João Vale e Azevedo, um homem que se provou mais tarde ser um notório burlão. Neste momento está em Inglaterra, tentando evitar a todo o custo ser extraditado para Portugal onde iria cumprir várias sentenças, essencialmente por fraude e burla.
Mas aos poucos, parece que a maré mudou. O actual presidente, Luis Filipe Vieira, chegou ao poder em 2003, e o actual director desportivo, Rui Costa, uma velha glória do clube e que aprendeu muito a maneira como se gere em Itália (passagens por Fiorentina e AC Milan), gere o departamento desde que pendurou as botas em 2008. Esta época, depois de uma aposta mal sucedida em Quique Flores (irónicamente, namora com a modelo húngara Orsi Fehér, irmã do malogrado Miklos Fehér) decidiu fazer aquilo que é uma tendência nacional: apostar na "prata da casa". Foram buscar ao Sporting de Braga um treinador de 55 anos chamado Jorge Jesus, com muita experiência na primeira e segunda divisão nacional, nem sempre com experiências bem sucedidas, mas que com os "Guerreiros do Minho", levou a equipa ao quarto lugar do campeonato, bem como a alguns feitos na Taça UEFA, chegando aos oitavos de final no ano anterior. Pegou em alguns dos jogadores, e apesar de ter deixado escapar o colombiano Falcao para o F.C. Porto, conseguiu dois bons jogadores ao Real Madrid: o espanhol Javi Garcia e o argentino Javier Saviola, que conjuntamente com o paraguaio Oscar Cardozo e o argentino Pablo Aimar, foram um tridente ofensivo potencialmente bom. Saviola e Aimar voltavam-se a juntar, após dez anos de ausência no River Plate.
Tinha as naturais expectativas de um inicio da época, e quando vi as vitórias nos jogos de pré-época e as taças conquistadas nos "Torneios de Verão", sorri, mas não dei muita importância. Dei mais importância quando os vi a passarem imensas dificuldades contra o Maritimo, do qual somente uma cabeçada salvadora do Weldon (seu velho conhecido no Belenenses) impediu o Benfica de arrancar o campeonato com uma derrota. Ganhou a seguir em Guimarães, mas apenas nos descontos, graças a uma cabeçada de Ramires.
Mas não tinha reparado atentamente no resultado do jogo com o Vorskla Poltava, para a nova Liga Europa, onde deram 4-0 e fizeram uma exibição de gala. E só voltei a reparar nas táticas de pressão, dos homens no segundo poste, na circulação de bola, nos cinco jogadores que partem para o ataque, e onde quase qualquer boa oportunidade resulta em golo, quando vi o 8-1 dados ao Vitória de Setubal, o 5-0 que deram ao Leixões, o 4-0 que deram ao Belenenses... mas pensei que seria com equipas mais modestas. Julgava que isso não aconteceria fora de Portugal, ou contra equipas mais fortes.
Mas não. Depois de darem 6-0 ao Monsanto, da II Divisão B, na Taça de Portugal, deram 5 ao Everton na Liga Europa (marcando três golos em pouco mais de cinco minutos!), e hoje à noite, deram mais seis golos (e anularam mais dois!) ao Nacional da Madeira, que impõe respeito a clubes europeus na mesma Liga Europa. Olho para aquele plantel, aqueles onze jogadores, aquele ataque de loucos, e eu, adepto benfiquista, pela primeira vez em muito tempo, começo a pensar: este é o plantel que arrisca-se a ganhar tudo? Mas MESMO tudo?
Essa é, obviamente, uma pergunta do qual só teremos resposta no final da época. Nos últimos três jogos, este clube marcou 17 golos, sofrendo apenas um. Jorge Jesus é um entendido de futebol, apesar de não ter um curso superior, como tem Mourinho. Aprendeu nos campos de futebol, como toda a gente. Mas é um apaixonado das táticas, ouviu todos os que lhe treinaram, e percebe da coisa como pouca gente. Não sabe falar bem, como Mourinho, mas não é arrogante e não se proclama como "O Especial". Perfere mostrar resultados, e aos 55 anos, deram-lhe aquilo que sempre desejou: treinar um grande. E este ano, o resto de Portugal, e a Europa em geral estão a descobrir Jesus e a ver o regresso à Europa de um gigante adormecido. Onde isto acabará? Desconheço. No próximo fim de semana vai jogar con tra o Sporting de Braga, que este fim de semana perdeu os seus primeiros pontos na deslocação ao Rio Ave, e agora está igualado com a equipa da Luz, mas que é superado graças aos golos benfiquistas. O Braga, agora treinado por Domingos Paciência, antigo avançado do F.C. Porto, é a sensação do campeonato, mas não tanto, pois desde há algum tempo faz o papel de "quarto grande" e é o trampolim de treinadores para os Três Grandes. Antes de Jesus, Jesualdo Ferreira treinou o clube por dois anos, antes de uma curta paragem por Boavista e ingresso no Porto, onde ganhou três campeonatos.
O Braga já visitou e recebeu Porto e Sporting, e ganhou em ambos os casos. Desta vez, vai receber em sua casa o clube da Luz, num jogo onde os ingressos já esgotaram há muito, sinal do entusiasmo que este jogo está a causar. Se o Benfica superar o Braga, consolida o seu primeiro lugar e provavelmente afastarámais um pouco. Mas ainda não jogou com Sporting e mais importante, F.C do Porto. Esses serão dois embates decisivos. Se os superar, então, começo a acreditar que não só poderá ser campeão, como também, caso tenha tempo, continue a ter sorte e pontaria, arrisca-se a abrir um capítulo e ficar na história deste clube centenário. E espantar a Europa do futebol, mostrando que em Portugal há mais Mourinhos. Mas este tem nome divino.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Extra-Campeonato: Adiós, Camacho!
Pela segunda vez em menos de sete dias, estou a quebrar o juramento que fiz a mim mesmo, de que nunca iria falar sobre futebol nacional neste blog, a não ser que fosse a Selecção Nacional. Mas o assunto é grave: a saída de José António Camacho do comando técnico do Benfica, a oito jornadas do final de um campeonato com um vencedor antecipado desde Novembro: o F.C. Porto.Como benfiquista, estou triste e desiludido por esta temporada. E a minha descrença pelo futebol português, já de si grande, piorou ainda mais com isto. A última vez que vi três treinadores a comandar este clube foi em 2000/01, e acabamos em sexto lugar, fora da Taça UEFA, e sem títulos. Este ano, temo que isso se repita...
Contudo, já esperava esta atitude de Camacho. Já tinha feito duas vezes, no Real Madrid, quando ele viu que havia demasiadas interferências na maneira como gerir o futebol profissional. E num plantel que tinha Galácticos como Luis Figo, Zinedine Zidane, David Beckham... Este ano, pensava que ele iria aguentar a época, e lutar para conquistar alguma coisa, mas no final fartou-se, viu o desalento nas caras dos jogadores, e viu que não estava ali a fazer nada. E aquele 2-2 contra o último classificado (que ironia, o clube da minha terra!) deve ter sido a gota de água para ele.
Agora, o Fernando Chalana vai aguentar o barco até ao final da época. É um homem da casa, logo, conhece bem os jogadores, pode ser que consiga jutar alguns dos cacos e salvar a época. Agora, tem que planear a próxima época, o que significa começar do zero, em muitos aspectos. Doi exemplos desse "zero": um substituto para Rui Costa, e um lateral direito de jeito, já que Luis Filipe e Nelson não servem...
Mas claro, José António Camacho não é o unico responsável pelo descalabro benfiquista. Luis Filipe Vieira, o nosso presidente, tem culpas no cartório, pois despediu Fernando Santos depois de um empate fora, na primeira jornada, com o Leixões, julgando que Camacho seria a panaceia para todos os problemas. No final, mais valia não ter mexido em nada. E agora, com Rui Costa a director desportivo, como vai ser? Vieira sabe que este é a ultima cartada que pode jogar, pois caso contrário, tudo de bom que fez desde 2003 (o saneamento financeiro, os novos sécios, o novo estádio...), pode ir tudo abaixo por causa do mesmo motivo: os resultados. sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Extra-Campeonato: 21:25 da noite, 25 de Janeiro de 2004
O tempo voa, e quando damos por ela, já passaram quatro anos. Naquele Domingo à noite, não assisti ao jogo, por ser transmitido num canal codificado. Ouvi o relato na rádio, mas desliguei-o antes do golo do Benfica. Nem me recordava que aos 60 minutos, o treinador Jose Antonio Camacho metia Miklos Fehér no campo, em substituição de João Pereira, hoje a jogar no Sp. Braga. E que perto do fim, ajudou Fernando Aguiar marcou o golo da vitória.
Voltei a ligar o rádio, e a ouvir o desespero que tu entendias entre linhas, dos comentadores de serviço, que viram-no a cair. Eles e os 17 mil que lá estavam no estádio, desafiando a chuva e o frio, naquele 25 de Janeiro de 2004, no Estádio D. Afono Henriques, em Guimarães. Depois, as TV's que decidiram colocar, repetidamente até quase à nausea, os momentos entre a amostragem do cartão amarelo e ele a cair no chão, inanimado e provavelmente já morto.
Eu vi um país em pranto. Vi filas de gente no Estádio da Luz, e coroas de flores a tapar o chão, onde estava o caixão. Vi jogadores unidos em pranto. Vi TV's a acompanharem o carro funerário que o levava de Guimarães para Lisboa. E os jogadores a chorar em unissono à volta do caixão. José Mourinho e Reinaldo Teles no Estádio da Luz a depositar uma coroa de flores. Uma loucura, no ano em que iriamos receber as selecções europeias...
Hoje passam-se quatro anos. Até aquele dia, o 25 de Janeiro era a data de aniversário de Eusébio da Silva Ferreira, o maior futebolista português de todos os tempos. Agora... o Benfica retirou para sempre a camisola 29, continuamos a falar de Fehér, mas não é Miklos, é Orsi, uma modelo famosa. Por uma incrível coincidência, amanhã joga-se um Guimarães-Benfica. O homem que queria Fehér no Marítimo, Manuel Cajuda, treina o Guimarães. O treinador do Benfica, que disse ao jornal Marca que aquele tinha sido um dos momentos mais tristes e impotentes da sua vida, está de volta: José António Camacho. Outra coincidência: O F.C. Porto prepara-se, tal como há quatro anos, para ganhar o título com grande avanço. segunda-feira, 28 de maio de 2007
Extra-Campeonato: A Taça de Portugal

segunda-feira, 21 de maio de 2007
Extra-Campeonato: O título do F.C.Porto
Depois de 90 minutos jogados, eis o resultado final. Digamos que era o vencedor esperado, pois temos um campeonato em que temos 16 equipas e o tipo que ganha o caneco é sempre o mesmo. Ganharam o seu 22º título em 100 anos de história. Sim, não estou enganado, pois essa é a data real da sua fundação: 1906, e não 1893, como alguns dizem. Até na data da fundação, o Jorge Nuno aldrabou...Não é só por ter um bom plantel, tão bom que qualquer treinador obscuro tem a garantia de ser campeão. Sim, os dois últimos treinadores que passaram por aquela casa, penaram durante anos para conseguir aquilo que tanto almejavam: ser campeão nacional. Quanto é que apostam que depois de do Jesualdo sair do Porto vai ganhar mais algum campeonato? Ninguém...
Continuando... também temos o sistema, que alegadamente por meios obscuros, conseguem que a mesma equipa regional chegue ao final de cada Liga com o caneco na mão. Porque será? E depois, temos a figura seu presidente, o Jorge Nuno, que é o que é há 25 anos, e que conhece toda a gente por dentro e por fora, que sabe exactamente o que fazer para alcançar os títulos. Nâo é verdade? E depois têm o desplante de dizer que "este mandato será o meu último". Pelo amor de Deus, quem é
que acredita nisso? Toda a gente sabe, de uma forma ou de outra, que aquele homem só sairá daquela cadeira num pijama de madeira...O aquilo que tem mais piada são os seus adeptos. Tu topas, que da arraia-míuda dos três grandes, os portistas são os menos instruidos. Reparem: quem é o fã modelo? O Benfica têm o Barbas, e é dono de um restaurante. O Sporting têm o Dias Ferreira ou Jorge Gabriel, mas um é advogado e outro é apresentador. E depois temos o Porto, com o Emplastro, E o que é? Um pobre coitadito, cujo passatempo é aparecer atrás dos jornalistas quando estão em directo...
Enfim... Parece que têm todos ar de drogados ou algo parecido. E depois, quando ganham, mandam todos a mesma boca: "SLB, SLB, filhos da p***, SLB". Ou seja, não interessa se estão contentes ou tristes. O que importa é mandar o Benfica para o car****. E depois chamam aos lisboetas de "marroquinos" ou "mouros". Querem saber como se chamavam antes do Pedroto ter inventado aquela dos "dragões"? Andrades...
Ao fim e ao cabo, eles podem ser os melhores, mas em termos de adeptos, são uma minoria. De Coimbra para baixo, são poucos os que foram para a rua comemorar o título. Garanto-vos eu!
Em jeito de conclusão, pode-se dizer o seguinte: tenta-se fazer com que este campeonato seja parecido com o inglês, ou com o italiano, mas na realidade, as coisas acabam sempre a lembrar os campeonatos dos antigos países do Bloco do Leste, em que os campeões eram combinados à ultima jornada, onde o clube do Exército tinha que ganahr, em deterimento do clube da Policia...
E pronto... ano que vêm há mais! Ah, e preparem-se que amanhã leremos as postas de pescada do Miguela Sousa Tavres sobre o título... Vamos a ver se é para rir ou para vomitar para cima do seu artigo!
domingo, 20 de maio de 2007
Extra-campeonato: Hoje decide-se tudo!
Pois é. Hoje é a última jornada da Liga Portuguesa, e temos três candidatos ao título, separados por dois pontos. Melhor final não se podia desejar, mas para a minha equipa ser campeã, só se acontecesse uma catástrofe de dimensões bíblicas nas hostes portistas e sportinguistas...terça-feira, 15 de maio de 2007
Extra-campeonato: A decisão do título nacional
Nunca vi nada parecido na minha vida. à entrada da uyltima jornada da Liga Portuguesa, temos três candidatos ao título nacional. E todos tem hipóteses de ganhar!








