terça-feira, 3 de março de 2015

O que realmente aconteceu em Barcelona, Fernando Alonso e McLaren?

Sobre as teorias da conspiração, lembro sempre de uma frase dita por alguém - que se varreu da minha memória - sobre as pessoas que que não acreditam que Lee Harvey Oswald matou John Kennedy, há 51 anos, em Dallas: "Ninguém quer acreditar que um homem genial foi abatido por um merdas com muita sorte". As pessoas não querem acreditar na versão oficial porque um dia, no passado, esses oficiais já mentiram. E com essa falha na mente, a confiança já foi há muito para o caixote do lixo da História e parte sempre do principio de que eles mentem, mesmo nas vezes em que dizem a verdade.

Dito isto, quero dizer uma coisa, que já disse ao longo do tempo: a Formula 1 é dos desportos mais opacos que podem imaginar. Os acordos não são divulgados, as contas são raramente divulgadas, excepto aqueles que têm as suas participações na Bolsa, e sempre que se encontra algo do qual é descortinado pelos especialistas financeiros, há sempre a chance de que a complexidade destas instituições fazem com que haja algo que escape às autoridades tributárias, apenas poe simples ganância das pessoas envolvidas, por exemplo. Para não falar das espionagens industriais, outra razão óbvia por o segredo ser constante na área.

Dito isto, vamos ao assunto que interessa: o que aconteceu a Fernando Alonso a 22 de fevereiro em Barcelona? Recebeu um choque elétrico antes de bater no muro de proteção do circuito de Montemeló ou o choque em si causou-lhe um impacto forte na sua cabeça - de cerca de 30 G's - que o deixou contundido e o fez ficar por dois dias no hospital? A McLaren e Alonso disse que foi a batida na cabeça, mas ninguém quer acreditar nisso. Muitos juram a pés juntos que o acidente tem todos os elementos de um choque causado por uma das novas unidades elétricas instaladas no MP4-30, o MPG-U.

Se hoje, quando a McLaren anunciou que Alonso não irá a Melbourne porque os médicos não deixam que ele corra tão cedo para recuperar da pancada da cabeça, a Sky Tv italiana afirma - também hoje - que na realidade, ele sofreu um choque nas costas antes de sofrer o acidente e bater no muro. E disse isso a pessoas próximas dele. Eu francamente, gostaria de acreditar na versão oficial, mas todas as pessoas com quem tenho andado a falar não acreditam em uma unica palavra vinda de Woking. Porquê?

A minha impressão - e não pretendo ser muito especulativo - é que no meio de tanta experimentação, deixaram negligenciar a segurança, neste caso, da tal MPG-U, que não sendo o KERS (Sistema de Recuperação de Energia Cinetica, em português) é um sistema eletrico e como tal, não foram feitas as devidas proteções. Provavelmente por negligência. Uma coisa é certa: o tal sistema foi retirado do carro para o resto dos testes, por precaução. E sim, sofreu um choque antes de bater no muro. Ou seja, a McLaren escondeu a verdadeira razão do acidente.

Claro, isso não invalida uma contusão cerebral. O impacto de um carro contra o muro, mesmo a baixa velocidade, pode causar danos físicos. Falou-se que o choque de Alonso com o muto teve um impacto de 30 G's, e o facto de não se lembrar nada da batida, sofrido uma amnésia e falar em italiano, pensando que ainda estava na Ferrari, poderá significar alguma coisa. Portanto, os que pensam que a contusão é uma desculpa, pode ser verdadeira. E não precisa de andar a 300 km/hora para ter lesões, especialmente num impacto lateral...

Mas qual é a ideia de esconder e não ser transparente? Talvez seja para não dizer que estão a ir longe demais na experimentação de novas tecnologias no MP4-30. Ou então até pode ser por pura politica da empresa, que num mundo da Formula 1 onde todos se escondem de todos e odeiam ser escrutinados, temos situações como estas. E a partir de agora, haverá uma enorme desconfiança - já havia antes, diga-se - em tudo o que se diga sobre situações como esta, quer na McLaren, quer nas outras equipas, ou até na FIA e entre os dirigentes da CVC Capital Partners, os que recebem o dinheiro que Bernie Ecclestone saca da Formula 1 um pouco por todo o mundo.

2 comentários:

Ron Groo disse...

Suas impressões são factíveis.
O que me espanta nisto tudo foi a demora em admitir uma coisa que o mundo inteiro já sabia: a concussão.

John Victor Cavalcanti de Andrade disse...

Ainda não entendo essa cocunsão de alonso, quando muitos juraram que não viram um arranhão em seu capacete,