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quinta-feira, 15 de maio de 2025

Noticias: Rali de Portugal fica no calendário até 2028


O ACP, Automóvel Clube de Portugal, confirmou nesta quinta-feira que o Rali de Portugal continuará no calendário até à edição de 2028, alargando em mais duas temporadas o contrato atualmente dirigido com a FIA. Se antes, tudo estava garantido até 2026, agora são mais duas temporadas, numa altura em que o WRC terá novas regras e está a alargar o calendário para outros continentes, como a América, por exemplo.

Carlos Barbosa, o seu presidente, afirma que o novo contrato é um grande feito para o prestigio do rali. “É uma honra para nós [organizadores] e também para o país. O prolongar desta ligação até 2028 comprova, mais uma vez, a confiança e satisfação que o promotor do WRC tem nesta organização e no trabalho que temos vindo a desenvolver”, afirmou. 

O ano passado, por esta altura, confirmou-se as edições de 2025 e 2026, agora, alargou-se para 2027 e 2028. Quanto ao rali deste ano, arranca no final da tarde com a super-especial na Figueira da Foz. 

quinta-feira, 16 de maio de 2024

WRC: Rali de Portugal continua no calendário até 2026


O Automóvel Clube de Portugal (ACP) e o WRC Promoter anunciaram após o rali de Portugal que a prova se manterá no calendário nas próximas duas edições, até 2026. Numa altura em que o WRC ganha mais candidatos a receber uma prova no seu calendário - em Portugal, por exemplo, estiveram representantes do Chile e do Paraguai, no sentido de conversarem para receber uma prova do Mundial de ralis - o facto de ambos os lados terem assinado um acordo para o seu prolongamento é uma boa noticia.   

Do lado do ACP, Carlos Barbosa, o seu presidente, afirmou-se satisfeito com a assinatura do contrato e realçou a enorme operação que é levado a cabo para colocar o rali de pé, com a ajuda das câmaras municipais.

É um grande orgulho assinarmos o contrato para 2025 e 2026″, afirmou Carlos Barbosa. “É o reconhecimento de toda a qualidade organizativa do Rally de Portugal. Convém não esquecer que há 1.200 pessoas envolvidas na organização do rali, mais 600 agentes de segurança. É uma operação enorme e temos, consecutivamente, um dos melhores do rali do mundo. É importante agora termos um contrato a dois anos, até porque as Câmaras são parceiros importantíssimos do evento e agora podem prever os seus orçamentos para o rali, pelo menos até 2026”, destacou. 

Do lado do WRC, Jona Siebel, Diretor Geral do WRC Promoter, falou da importância de ter o rali no seu calendário.

Estivemos aqui na comemoração dos 50 anos do WRC, em 2022, e foi um sucesso. Este ano, tivemos aqui o fórum Beyond Rally e voltou a ser um sucesso. A vertente desportiva é sempre de alto nível e, além disso, temos uma grande abertura para estes eventos paralelos. Isso é muito importante para o desporto. E basta ver que temos um milhão de pessoas ao longo dos quatro dias do rali. É incrível. Estamos muito contentes com este acordo”, declarou.

Mais tarde explicou, numa entrevista à Autosport portuguesa, a importância de ter conseguido um acordo com o ACP para manter o Rali de Portugal no calendário: 

O Rali de Portugal coloca muita coisa na mesa, dá-nos valor adicional ao WRC, é incrível a quantidade de espetadores que temos na estrada”, começou por dizer.

Depois, explicou melhor as razões: “A prova devolve muito sucesso em termos de fatores e critérios, muitos adeptos, que são o mais forte ingrediente para ter ralis muito fortes, na nossa opinião são os adeptos na estrada, e aqui em Portugal é inacreditável, como era a Argentina nos seus melhores tempos, é também muito importante a cobertura mediática, aqui em Portugal é muito grande, a imprensa local empenha-se muito e com isso gera muitas ‘eyeballs’ com muito alcance nesta região da Europa, e por causa do fantástico conceito desportivo, que é enorme, e não é só Fafe, é muito mais do que isso, o interesse no mundo é muito grande e eu sempre disse que trabalhar com o ACP aqui em Portugal é um enorme prazer para nós, Promotor.", continuou.

"Tanta gente aqui, as pessoas trabalham com alegria, são tão profissionais e tão cometidos nas suas funções, precisamos desse cometimento e temos 100% do ACP e apreciamos mesmo muito isso”.

Questionado sobre se gostaria de estender a outros ralis o que tem aqui em Portugal, Siebel respondeu positivamente.

Exatamente! As coisas passo a passo, agora temos uma adição de dois anos, para já ninguém saber muito bem exatamente o que o futuro nos traz, estamos otimistas, precisamos de mais carros, mais pilotos de topo, precisamos de competição na categoria principal, todos sabemos isso, e estamos a trabalhar com a FIA e otimistas num futuro brilhante, e espero que com o Rali de Portugal.”, concluiu.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

WRC: Apresentado o Rali de Portugal


O rali de Portugal 2023 foi apresentado nesta terça-feira ao público, com a grande novidade a ser, não só a super-especial da Figueira da Foz, como também a noticias de que o rali irá ser renovado por mais duas temporadas, até 2025.

Na apresentação, Carlos Barbosa, presidente do ACP, falou sobre a renovação até 2025, um contrato que está prestes a ser assinado: 

Irá haver só oito provas europeias porque há muitos países que querem entrar, mas nós continuamos com o Rali de Portugal no Campeonato do Mundo e não há como Portugal, temos as melhores especiais do mundo em termos de competição, em termos de condução, em velocidade, dificuldade, e depois temos algo que é apaixonante que é o público. Nós e a Finlândia devemos somos os ralis que têm mais espectadores. Hoje em dia é quase impossível fazer um Campeonato do Mundo em que nas provas europeias o Rali de Portugal não esteja incluído, e essa é a razão pela qual vamos assinar muito brevemente mais dois anos”, afirmou.


Para além disso, outra grande novidade será a inclusão de uma classificativa em Paredes, com 15 quilómetros de extensão, que acontecerá no domingo, a primeira do dia, antes de acabar na Power Stage de Fafe, com 11,18 quilómetros.

Ao todo, serão 19 classificativas e um percurso com 329,06 quilómetros cronometrados, por entre um total de 1636,25 quilómetros no centro e norte do país, com passagens duplas por Lousã (12,03 km), Góis (19,33 km) e Arganil (18,72 km), e uma passagem por Mortágua (18,15 km), antes da estreia da super-especial da Figueira da Foz, tudo na sexta-feira. No sábado, os pilotos farão passagens duplas pelas classificativas de Vieira do Minho (26,61 km), Amarante (37,24 km) e Felgueiras (8,91 km), antes da popular super-especial de Lousada. E no domingo, para além de Fafe e Paredes, passarão também por Cabeceiras de Basto (22,23 km).


Na apresentação, a organização divulgou os números do rali em 2022: mais de um milhão de espectadores assistiu ao evento ao longo dos três dias de duração. E desses,  mais de 273 mil eram oriundos de países como Espanha, França, Reino Unido, Finlândia, Itália, Suécia, Irlanda, Alemanha, Polónia ou Estónia, entre outros. E esses estrangeiros, 86 por cento mostraram vontade de regressar ao país no verão e 63 por cento no inverno.

Quanto ao impacto económico, este foi de 153,7 milhões de euros em 2022, um acréscimo de 12,5 milhões (8,9 por cento) relativamente à edição de 2019, a edição que antecedeu o espoletar da pandemia.

E em relação à receita fiscal sobre o consumo gerado no WRC Vodafone Rally de Portugal, este superou os 18,2 milhões de euros, só entre IVA e ISP, permitindo ao Estado resgatar 24 por cento do impacto económico direto da prova.

Ali foi também divulgado um estudo feito pela Universidade do Algarve, que acompanha o WRC Vodafone Rally de Portugal desde o seu regresso, em 2007, onde conclui que o total acumulado foi registado em 1.563,9 milhões de euros de retorno económico para o país, numa perspetiva agregada.

Tal permite concluir que, no conjunto dos impactos, o WRC Vodafone Rally de Portugal 2022 não só retoma como faz crescer as dinâmicas económicas existentes nas edições pré-pandemia COVID-19. Esta perspetiva agregada do contributo do WRC Vodafone Rally de Portugal para a economia do turismo nacional é de todo assinalável e acredita-se que inigualável por nenhum outro evento desportivo e/ou turístico regularmente organizado em território nacional”, conclui esse estudo.

sábado, 26 de novembro de 2022

WRC: Organização satisfeita com confirmação do Rali de Portugal no calendário


O Automóvel Clube de Portugal (ACP) está feliz pelo facto do Vodafone Rally de Portugal ter sido confirmado no calendário do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) de 2023, disputando-se entre os dias 11 e 14 de maio. A prova do ACP acontecerá entre os dias 11 e 14 de maio, será a quinta etapa de um calendário composto por 13 ralis e com novidades no calendário, com os regressos do México e do Chile, e a estreia de um rali na Europa Central.

Carlos Barbosa, presidente do ACP, está feliz com esta confirmação, referindo também sobre o impacto económico que a prova tem no país. 

É um orgulho enorme termos o Vodafone Rally de Portugal novamente confirmado no calendário do WRC 2023. Acima de tudo, é o reconhecimento da qualidade da nossa organização e da paixão dos portugueses pelo desporto automóvel e pelos ralis em Portugal, que este ano se traduziu num impacto de 153 milhões de euros para a economia nacional. Mais ainda quando este calendário reforça o destaque de Portugal nos ralis disputados na Europa”, sublinhou.

O rali acontecerá pela 15ª vez de forma consecutiva, e à partida, continuará a ter o seu centro nevrálgico em Coimbra, para as classificativas em Arganil, para além dos de Cerveira, Fafe e Viana, entre outros.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A imagem do dia

Na primeira foto, da esquerda para a direita, está uma escultura a homenagear Ayrton Senna, o embaixador do Brasil em Portugal, Luiz Alberto Machado, e Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP). Ontem, ao final da tarde, o piloto brasileiro foi homenageado com essa escultura e com a apresentação do livro “Senna – um herói moldado de alma, coração e aço!”, que relembra a trajetória de Ayrton Senna e os seus principais feitos, nomeadamente a primeira vitória na Fórmula 1, obtida em 1985, no circuito do Estoril.

Tive o prazer de assistir a esta corrida e até cheguei a ver o Senna antes a correr no Estoril no Karting. Senna sempre teve una relação muito forte com Portugal, sempre teve grandes amigos por cá. Era um homem extraordinariamente concentrado, mas também um homem muito bom. Todos conhecemos o trabalho diário de apoio social no Brasil levado a cabo pelo Instituto Ayrton Senna. Era piloto imbatível na chuva e fez em Portugal um início de carreira magnífico. É claro que o ACP acolheu de imediato esta iniciativa de trazer uma estátua de Senna para Portugal”. disse Carlos Barbosa, o presidente do ACP.

Para o Embaixador do Brasil, Luiz Alberto Machado, “Senna é um dos grandes heróis do povo brasileiro e é um símbolo de seriedade, de empenho, sendo um enorme exemplo para as gerações mais novas. Ao rever as imagens da vitória de Senna impressionou-me a maneira como os portugueses a celebraram, como se de um português se tratasse. Sem dúvida que Portugal era a segunda casa de Ayrton Senna e o ACP é o sítio certo para ter esta estátua exposta”.

A escultura é interessante. Tem como base uma foto do Harald Schlegelmich, onde ele está sentado no asfalto, com o seu carro, o Lotus 97T, parado devido a um problema mecânico, durante os treinos do mesmo GP de Portugal onde ele iria ser consagrado como vencedor, numa primeira vitória épica para toda uma geração. De uma certa maneira, parecia ser um sinal do que estava para vir. Não só naquele fim de semana, como na sua carreira. 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sobre o regresso do Rali de Portugal a norte

O grande assunto por estes dias é a noticia do regresso do rali de Portugal ao norte do país a partir de 2015. Já se anunciava há pelo menos dois anos que o presidente do ACP, Carlos Barbosa, queria o regresso do rali ao sitio onde há mais público e mais adeptos (os 120 mil espectadores que vão a Fafe para ver o Rally Sprint são um exemplo), mas parece que este ano conseguiu o que queria, com as autarquias - doze ao todo - a conseguirem juntos cerca de meio milhão de euros para pagar as despesas.

Na conferência de imprensa desta quarta-feira, Carlos Barbosa justificou a decisão: "O Norte tem uma capacidade de receber com especiais excepcionais. Vamos ao encontro dos requisitos que a FIA gostaria que tivessemos, vamos ao encontro dos fãs do automobilismo que no fundo, estão no Norte do país, e vamos de encontro de poder menter o mesmo nivel que temos mantido até agora com o rali de Portugal, ou seja, continuar a ser o melhor rali do mundo dentro da esfera dos ralis do Campeonato do Mundo", afirmou. 

Outras entidades já aplaudiram a decisão, como o presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Manuel Mello Bryner, que afirma que esta mudança é positiva: “A mudança é sempre positiva porque estamos a levar os automóveis ao público e aos grandes fãs da prova. Não gosto de dividir o norte e o sul mas não há dúvida que a grande afficion está no norte e é preciso ver que ao fazermos um rali no sul esta grande massa populacional tinha custos muito elevados para acompanhar a prova, entre combustível para a deslocação e os hóteis onde tinha que ficar pois não ia e regressava no mesmo dia. Além disso, no norte o rali poderá contar com os espectadores da Galiza, o que também é importante”, comentou.

O rali terá a sua concentração no parque da Exponor, no Porto, antes de percorrer os doze concelhos nortenhos que irão acolher este rali, cujo traçado só será apresentado em agosto, por alturas do Rali da Alemanha. É que o regresso do rali de Portugal ao norte vai implicar uma revolução no calendário, pois a ACP pediu à FIA que o rali passasse de abril para junho, trocando de data com o Rali da Sardenha, no sentido de ter as melhores condições para os pisos de terra que o rali vai ter.

E claro, o rali no Norte têm outro grande problema: a segurança. E ele não deixou de fazer um apelo nesse sentido: “Há mais problemas com a segurança no norte devido ao maior número de espectadores, mas espero que não aconteça nada, pois podemos perder o Rali de vez. Peço à Comunicação Social que faça um bom apelo junto do público, pois se correr mal por causa dos espectadores a questão deixa de ter a ver com a mudança para o Norte ou para o Centro, e nós saímos do Campeonato do Mundo...

Sobre o mesmo assunto falou Mello Bryner: “Resta saber se o sucesso que se espera não será prejudicial pelo comportamento desta mesmo público a quem é dado este voto de confiança. O público tem que perceber que não podemos perder o rali. Melhor que ter muitos agentes da autoridade a controlar o público é o público ser polícia de si próprio e ter plena consciência que da sua atitude é que é que depende a manutenção da prova no Campeonato do Mundo”, concluiu.

quinta-feira, 29 de março de 2012

A entrevista de Carlos Barbosa ao jornal "A Bola"

No mesmo dia em que o Rali de Portugal sai para a estrada, o jornal português "A Bola" decidiu publicar um especial de oito páginas sobre a quarta prova do campeonato do mundo do WRC, e uma das clássicas do automobilismo internacional, a par de Monte Carlo, Finlândia ou País de Gales. E uma das entrevistas que é feita - para além das feitas a Michele Mouton, a representante da FIA para a categoria, a Pedro Almeida, o diretor de prova e a Armindo Araujo - também foi feita uma entrevista a Carlos Barbosa, o presidente do ACP, o Automóvel Clube de Portugal, a entidade que tutela a prova, sobre esta prova, as novidades deste ano, com a reintrodução das classificativas noturnas, e o futuro do rali.

Quem o entrevistou foi a jornalista Edite Dias.

«O ARMINDO FAZ MILAGES COM O CARRO QUE TEM!»

O sucesso passa pelo caminho da inovação e da surpresa. Esta parece ser a fórmula do presidente do ACP para garantir a paixão dos pilotos, da FIA e dos adeptos pelo Rali de Portugal. O melhor rali do mundo, defende Carlos Barbosa, orgulhoso das provas noturnas e lamentando apenas a falta de competitividade do unico português no WRC.

- Como foi a experiência do regresso do rali a norte, nomeadamente a Fafe e ao reencontro com estes adeptos?

- Extraordinária, o público acorreu em massa, os números da GNR dizem que foram mais de cem mil pessoas. Realmente, é no norte é que estão os fãs. A 'afficion' do norte é outro rali. Não só o público, como as classificativas... É outro rali.

- É possivel pensar num regresso ao norte do rali? Para o ano?

- Vamos pensar, ver como é que podemos e se podemos fazer o rali no norte, mas não para o ano. Há um determinado numero de cadernos de encargos que temos de respeitar, em relação à FIA. Só para se ter esta ideia, no Algarve estão 900 quartos alugados para o rali, É preciso ponderar, é precisa toda esta logística, não podemos colocar as marcas longe dos troços... Tem de se montar um rali de A a Z. Não sei se os troços estão em condições de poder fazer isso, aquilo que me apetece é ir para o norte por causa da 'afficion'. mas não sei se a logistica me permite ir para o norte.

- Ir para o norte significa deixar o rali no sul do país, ou significa estender o rali de norte a sul?

- Não, isso não. Os construtores não aceitarão isso, porque o rali neste formato é o mais barato do Mundial. Os construtores não aceitarão fazer um rali como antigamente, que saía de Lisboa e acabava na Póvia de Varzim. Isso já não é possivel hoje em dia, nem comparável com as despesas. Os carros de assistência do rali ficam ali no parque, no estádio. Andar com aqueles carros gigantescos atrás não é possivel. Tinhamos de montar um centro no Porto, em Braga, noutro sítio...

- Admite estudar a hipótese?

- Sim, mas é complicado. É outro rali, é outro ambiente, os pilotos que estiveram ali em Fafe, a 'nata da nata', adoraram, disseram que ali é que era. O Petter Solberg, que já fez aquilo nos tempos do Rali de Portugal, estava emocionadíssimo com o regresso. Não prometo nada. Um dos principais patrocinadores é o Turismo de Portugal e também não sei se está mais interessado em promover o Algarve ou o norte. Não podemos decidir isto sozinhos.

- Este ano será um rali mais desafogado financeiramente?

- Não, porque com as etapas noturnas temos condições de segurança muito mais apertadas e vamos ter gastos totalmente diferentes. Os helicópteros não voam à noite, temos de ter mais ambulâncias, mais comissários com menos distância entre eles, que é para se houver algum acidente agiur imediatamente.

- Lisboa foi uma aposta ganha?

- Sim, sim. Os Jerónimos são uma imagem de Portugal, transmitida para todo o mundo e este anos vamos ter ainda mais plataformas de transmissão e mais audiência. Teremos mais uma bancada, no topo dos Jerónimos, para não prejudicar a imagem do Mosteiro. Está tudo preparado para que seja um grande espectáculo, mesmo com chuva. Quem gosta de automóveis vai querer ir, porque tem os carros 'à mão'.

- E em termos competitivos, espera um rali dos mais interessantes dos últimos tempos?

- Muito! Sobretudo, com esta troca de pilotos. Em Fafe, o Petter Solberg ganhou por duas décimas ao Löeb! E ainda o Nasser [Al-Attiyah], rapidíssimo e que deu um grande show. Não dou como adquirida a vitória do Löeb, apesar de ser considerado um extra-terrestre. Todos os pilotos adoram Portugal, os troços do Algarve, o público, a segurança e acho que este ano haverá mais competição.

- E o Armindo Araujo, é uma excelente bandeira deste rali?

- O Armindo ajuda imenso e só é pena não ter no carro as evoluções que têm os carros da Prodrive. É uma pena que a Prodrive não lhe dê as mesmas capacidades que dá a um Daniel Sordo. Se o Armindo tivesse um carro exactamente igual ao do Sordo, dava cartas aqui e podia ficar nos cinco primeiros tranquilamente. Com um carro inferior e sem as evoluções da Prodrive é muito difícil. O Armindo já faz milagres copm o carro que têm!...

- E porquê essa desvantagem?

- Há uma guerra entre a BMW, a Prodrive e a Motorsport Itália. Uma relação estranha e é pena que a Prodrive não cumpra o que prometeu ao Armindo, de lhe dar as especificações que deu ao Sordo. O Armindo pagou uma fortuna pelo carro e as especificações todas, que não vieram. Imagine ele, que guia maravilhosamente bem, com um carro de topo! O Armindo com um carro igual ao do Sordo, era ótimo para o rali, para o público e podia apostar no 'top 5'!

- E surpresas para o ano?

- Já sei o que será, mas não posso dizer. Prometo continuar a inovar! Mais dia menos dia só vaºo realizar-se seis ralis na Europa. Não posso correr o risco de perder o rali para Espanha ou França. Tenho de ser o melhor. Como os outros são sempre iguais, o rali de Portugal é muito apetecível para a FIA, para os construtores e para as televisões.

--- XXX ---

ORÇAMENTO: O orçamento deste ano é de quatro milhões. O Governo contribuiu com um milhão e meio, um milhão do turismo e 500 mil do desporto. O resto é dos patrocinadores e das inscrições.

NOTURNAS: As noturnas vão voltar ao velho Rali de Portugal, estão nas memórias de todos. Vão dificultar o andamento dos pilotos, é certo, mas eles são profissionais, de dia ou de noite.

INOVAÇÕES: Foi o rali de Portugal que fez a 'especial' da capital, criou zonas de espetáculo e etapas noturnas. Monte Carlo tem uma, mas não interessa nada. Inovamos sempre e é por isso que é o melhor rali do mundo.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Querem saber onde anda o Tio Max?

Não, não está na Malásia. Max Mosley está este fim de semana em Portugal a acompanhar o Rali de Portugal, a quarta prova do Mundial WRC, a convite do presidente do ACP (Automóvel Clube de Portugal), Carlos Barbosa. E esta manhã, ambos foram ao Palácio de Belém, para serem recebidos em audiência pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

Certamente, a conversa deve ter rondado acerca dos Ralies e da Formula 1, mas não me ocorre a ideia de que o presidente seja um afficionado pelos automóveis. Pode ter feito "lobby" para o regresso da Formula 1 ao nosso país, quem sabe... e na saída, deverá perguntar ao presidente do ACP uma lista com todos os clubes de strip, BDSM ou swinger de Lisboa e arredores... querem ver que precisamos desse critério para manter o rali de Portugal e fazer regressar a Formula 1 a Portimão?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Rali de Portugal está em perigo?

Hoje li atentamente a entrevista do Carlos Barbosa, o presidente do Automóvel Clube de Portugal, fez a dois orgãos de comunicação social, o Diário de Noticias e a TSF. Entre vários assuntos, falou-se do Rali de Portugal e o Grande Prémio de Formula 1, onde se referiu que hávia o perigo de o rali não se realizar em Março, porque o Estado ainda não pagou a sua parte na organização do rali em 2008. E essa parte é somente 1,5 milhões de euros.

"Se não tiver garantias, desta vez escritas, de que esse dinheiro vem, não faço Rali de Portugal em 2009, porque não me posso arriscar. O Automóvel Clube de Portugal é uma entidade de utilidade pública sem fins lucrativos. Eu não quero ganhar dinheiro - não posso é perder", disse Barbosa.



Para 2009, Carlos Barbosa peterende que o Estado contribua com 2,5 milhões de Euros, a mesma verba do que nos anos anteriores. Essa verba vem dividida, segundo ele, da seguinte forma: "Um milhão vem do Turismo de Portugal, e 1,5 milhões através do Instituto do Desporto [de Portugal]. Mas até agora ainda não recebi qualquer espécie de verba do Instituto do Desporto relativa a 2008. (...) O Turismo de Portugal já me pagou tudo, até ao último centavo, e o Instituto do Desporto, por razões que estamos neste momento a averiguar, não tinha nada contabilizado", afirmou.

A ameaça está feita, e até agora o Secretário de Estado do Fute... ops! do Desporto não reagiu à entrevista. Será que o Sr. Laurentino Dias estará interessado em deixar de entrar nos cofres do estado português algo que em 2007 gerou no turismo local lucros de 75 milhões de euros em somente quatro dias?



Adiante. Noutra parte da entrevista, Carlos Barbosa fala sobre a possibilidade do regresso do Grande Prémio de Portugal, agora que existe um Autódromo "de cinco estrelas" em Portimão. Mas depois disse o preço que seria necessário para trazer: "Mas a verdade é que só para termos a Fórmula 1 em Portugal, custa-nos 15 milhões. Possível é. Se o Estado me der dinheiro eu trago a Fórmula 1 para Portugal, não tenho problema nenhum", garantiu.


O problema, neste país, é que pagar 15 milhões por ano, dos cofres do Estado (uma gota de água no Orçamento) com lucros garantidos, seguramente, este valor é visto como "um escândalo, uma roubalheira" para o Zé Povinho, que pouco entende (e duvido que alguma vez entenderá...) sobre os preços a pagar para ter determinado evento, e o prestígio (e riqueza) que traz ao nosso país, provavelmente, muito maiores do que o futebol. E ainda por cima, gastar tal dinheiro em ano de eleições seria, infelizmente, ainda mais mal visto...