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sábado, 21 de julho de 2018

ERC: Lukyanuk domina em Roma, Magalhães sexto

O russo Alexey Lukyanuk lidera o Rally di Roma Capitale com um avanço de 15,8 segundos segundos sobre o italiano Giandomenico Basso. Quanto a Bruno Magalhães, o atual líder do campeonato europeu é sexto, com um atraso superior a um minuto, numa prova de trás para a frente. 

Depois da classificativa de abertura, onde Nikolay Gryazin foi o melhor, na frente do seu compatriota Alexey Lukyanuk, e Magalhães foi o nono melhor, o rali começou com Gryazin ao ataque, batendo Lukyanuk por 1,4 segundos e o russo a assumir a liderança do rali. Nikolay Gryazin fez o terceiro tempo, a 6,6 segundos de Simone Campedelli, segundo na especial, e desceu a segundo na geral, tendo agora uma desvantagem de 4,7 segundos. Quanto a Magalhães, ele aqui não conseguiu melhor do que o 13º tempo, descendo ao 11º posto da geral. O piloto português gastou mais 26,8 segundos do que Campedelli e estava a 27,1 segundos da liderança do rali.

Lukyanuk foi o mais veloz na especial seguinte, a primeira passagem por Roccasecca-Colle San Magno, e aumentou a sua vantagem para 7,8 segundos sobre Nikolay Gryazin, segundo na especial. Já Magalhães teve uma especial mais positiva para o seu lado, fazendo o sexto melhor tempo e subindo a nono na geral.

No final da manhã, na primeira passagem por Santopadre-Arpino, Lukyanuk ficou ainda mais confortável quando venceu a especial - empatado com Campedelli - ao mesmo tempo que Gryazin perdeu muito tempo devido a problemas no seu Skoda. Magalhães voltou a fazer o sexto tempo e subiu mais uma posição, sendo oitavo neste momento, a 45,5 segundos do comando.

Na parte da tarde, na segunda passagem pelas classificativas da manhã, Lukyanuk foi melhor que Gryazin em 2,5 segundos e via a sua vantagem aumentar para os 32,4 segundos de vantagem para Giandomenico Basso. Magalhães fez o sétimo melhor tempo e subiu a igual posto à geral. Ele foi melhor no sexto troço, sendo o segundo melhor, perdendo apenas para Basso por 0,7 segundos, e subindo para o sexto posto da geral, enquanto Lukyanuk era 3,7 segundos mais lento e fizera o sexto melhor tempo. E claro, na geral, o russo da Ford via Basso a aproximar-se.

No final do dia, Basso venceu na penúltima especial do dia, com Magalhães a ter problemas de motor, com este a desligar-se e a ter de o ligar de novo, perdendo 26,5 segundos, mas a manter o sexto posto. Lukyanuk foi apenas décimo, e viu de novo a sua vantagem reduzir-se para 17,7 segundos para Basso. Na super-especial que terminou o dia, Andrea Crungola foi o melhor, com Magalhães a ser terceiro.

Com os dois primeiros separados por 15,8 segundos, o alemão Fabian Kreim é o terceiro, a 40,4 segundos, mas tem Gregorz Grzyb logo atrás, a 41,8. Paolo Andreucci é o quinto, a 48 segundos, já distante de Bruno Magalhães. Contudo, o seu perseguidor mais direto, o finlandês Juuso Nordgren, está a um minuto e 25 segundos, na frente de Chris Ingram, enquanto a fechar o "top ten"estavam o local António Rusce e o sueco Frederik Ahlin. 

Amanhã termina o Rally di Roma Capitale, com a realização das últimas sete especiais.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

CNR: Hyundai convida Basso no Vinho da Madeira

A Hyundai Portugal anunciou que o italiano Giandomenico Basso irá correr num dos seus carros no Rali Vinho da Madeira, em substituição de Carlos Vieira, acidentado no Rali Vidreiro e ainda em recuperação no Hospital Universitário de Coimbra. Basso vai ser um dos dois estrangeiros que participará no Rali madeirense, a bordo de um Hyundai i20 R5.

Basso, de 44 anos e detentor de um vasto palmarés - campeão do IRC em 2006, campeão europeu em 2006 e 2009, campeão italiano em 2007 e 2016 - é um nome que vai prestigiar a prova, pois é, juntamente com Andrea Aghini, o piloto que venceu mais vezes na "Pérola do Atlântico". Ambos têm quatro vitórias, e claro, ele lutará pelo triunfo contra uma forte concorrência nacional.

Para Sérgio Ribeiro, o CEO da Hyundai Portugal, foi uma escolha fácil, ainda mais quando o piloto italiano aceitou o convite. “A ligação afetiva que a Hyundai Portugal tem com a sua equipa de pilotos fez com que, neste caso, tomasse esta decisão em conjunto com o Carlos Vieira, sendo muito fácil chegar a um imediato consenso sobre o nome do Giandomenico Basso”, explicou. 

Carlos Vieira conta também como foi fácil o processo: “Sou admirador de Giandomenico Basso, um piloto de ralis muito rápido, particularmente em superfície de asfalto. Foi por isso uma excelente solução que encontrámos para correr no meu lugar no Rali Vinho Madeira, até pelo seu palmarés na prova”. 

O Vinho da Madeira, sétima prova do Nacional de Ralis, vai na 59ª edição e acontecerá entre os dias 3 a 5 de agosto, todo em asfalto.

sábado, 5 de agosto de 2017

CNR 2017 - Rali Vinho da Madeira

Na Madeira, mandam os madeirenses. Alexandre Camacho foi o grande vencedor do Rali da Madeira, depois de outro madeirense, Miguel Nunes, liderou por parte dela até ter tido problemas no seu carro, obrigando a desistir. Camacho bateu o italiano Giandomenico Basso e no lugar mais baixo do pódio ficou João Silva, na frente do melhor continental, Miguel Campos, que ficou a mais de... dois minutos e 48 segundos do vencedor.

Eis o filme desta prova, que teve alguns estrangeiros a embelezar o campeonato, mas no final os locais triunfaram

DIA 1

A lista de inscritos - 61 carros à partida neste rali da Madeira - tinha alguns nomes sonantes. Desde o francês Stephane Lefebvre, que iria guiar no Citroen DS3 R5 que era de José Pedro Fontes, ainda a recuperar do seu acidente no Rali de Portugal até Giandomenico Basso e o romeno Simone Tempestini, bem com alguns "continentais" como Miguel Campos, Carlos Vieira e Miguel Barbosa, e tudo isso poderia fazer dessa prova uma de grande qualidade.

As coisas começaram logo na quinta-feira à noite com a especial da Avenida do Mar, onde Basso foi o melhor, 0,6 segundos de vantagem sobre Miguel Barbosa e 1,8 segundos sobre João Barros. 

O rali arranca no dia seguinte com a primeira passagem pelo Campo de Golfe, onde Alexandre Camacho entrava a matar, no seu Peugeot, conseguindo 9,8 segundos de vantagem sobre Miguel Barbosa e 11,8 segundos sobre Stephane Lefebvre. Basso reagiu vencendo na primeira passagem por Palheiro Ferreiro, com Miguel Nunes 2,5 segundos atrás dele e Miguel Campos (Hyundai) a 6,8 segundos. Basso era agora o líder, 3,3 segundos na frente de Camacho e 16,1 sobre Lefebvre.

Camacho venceu na segunda passagem pelo Campo de Golfe, e Basso na segunda passagem por Palheiro Ferreiro, numa altura em que Lefebvre já tinha desistido com um problema de transmissão no seu DS3 R5. Outro dos estrangeiros, Chewon Lim, no seu Hyundai, perdeu uma roda e teve de abandonar.

Mais para o final do dia, Miguel Nunes entrou a ganhar na primeira passagem por Cidade de Santana, e foi assim nas duas especiais seguintes, terminando a oitava especial na liderança, conseguindo passar Giandomenico Basso. Ambos os pilotos estavam com uma diferença de 0,6 segundos, e Camacho não estava longe, a 6,5 segundos.

Alexandre Camacho venceu na nova especial, a segunda passagem por Ribeiro Frio, empatado com Miguel Nunes, e cada vez mais era um "affaire" a três entre Camacho, Basso e Nunes. João Silva acompanhava-os, mas apenas a 28,4 segundos, e os quatro já tinham por esta altura um minuto e 12 segundos sobre Miguel Campos, o melhor dos Skodas neste rali.

Pela noite, nas passagens por Serragem (Nunes venceu) e Terreiro da Luta (vitória de Basso), o rali acabava o dia com Nunes na frente, com 12,4 segundos sobre Camacho, e Basso era o terceiro, a 21,5 segundos.

DIA 2

O segundo dia começa com a primeira passagem por Camara de Lobos, onde Basso foi o melhor, tirando 0,6 segundos a Alexandre Camacho e três segundos a Miguel Nunes. Camacho respondeu ganhando na Ponta do Sol, 0,1 segundos na frente de Miguel Nunes, controlando a aproximação de Camacho. Mas na 14ª especial, na primeira passagem por Ponta do Pargo, o golpe de teatro, quando Nunes viu o seu Hyundai parar por causa de um disco de travão partido. 

No final, o piloto estava inconsolável: “De repente sentimos um estouro dentro do carro, não sabia muito bem o que tinha acontecido, pensávamos inicialmente que seria um furo, porque o pneu também acabou por rebentar, mas não era, foi o cubo da roda que se desintegrou e o disco do travão, por consequência disso tudo, acabou por partir e não havia nada a fazer”, começou por contar.

“É difícil digerir tudo isto, é um murro enorme no estômago sentirmos que tivemos uma grande oportunidade e que alguma coisa nos impediu de chegar lá”, concluiu.

Com isto, Camacho foi ao ataque, vencendo na primeira passagem por Rosário, ganhando 5,8 segundos sobre Basso, e parecia que conseguiria levar a mó de cima nas ultimas especiais. Mas o italiano entrou a matar na segunda passagem por Câmara de Lobos, mas Camacho aguentava-se. Tanto que, quando reagiu na 17ª especial, foi mesmo para resolver tudo, vencendo as últimas três especiais.

No final, o piloto madeirense terminou em beleza ao vencer o rali, terminando com uma vantagem de 15,6 segundos sobre Basso, enquanto que João Silva terminou em terceiro a prova, ficando dois madeirenses no pódio, tal como acontecera no ano passado. Miguel Campos foi quarto e Simone Tempestini conseguiu subir a quinto, passando Miguel Barbosa.

Agora, o Nacional de Ralis volta em setembro, para o rali de Mortágua.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Rumor do dia: Proton no WRC em 2013?

A Proton esteve este ano no Rali de Monte Carlo de forma oficial na classe SWRC, mas parece que a sua presença poderá ser mais do que uma participação para conseguir bons resultados nessa classe. Pode ser até um desbravar de caminho para que na próxima temporada poderem estar na classe principal, fazendo companhia à Citroen, Ford, Mini e Volkswagen. 

"A Proton é um fabricante jovem e ambicioso mas de momento estamos focados na defesa do título Ásia Pacífico e no SWRC, sem perder de vista o futuro. Nada está decidido, mas temos estado em contacto com a fábrica para a construção de um carro novo.", referiu Chris Mellors, o responsável máximo da marca à Autosport britânica. 

A construtora malaia, que corre com o modelo Satria Neo, colocou dois carros para este rali, corridos pelo italiano Giandomenico Basso, pelo sueco Per-Gunnar Andersson, e ambos não chegaram ao fim, apesar do bom desempenho do piloto sueco nas classificativas monegascas. 

No próximo rali, em terras suecas, terão o escocês Alistair McRae e o austrialiano Chris Atkinson a guiar estes modelos.