A história da Melkus e do seu carro - foram feitos 101 unidades - é o mais recente video do canal do Youtube "The Transport Chronicles".
domingo, 11 de janeiro de 2026
Youtube Automotive Video: Melkus, o superdesportivo... da RDA
segunda-feira, 4 de março de 2024
Youtube Automotive Vídeo: A limousine de Erich Hoenecker (e mais)
A RDA acabou há 35 anos, com a queda do Muro de Berlim e a demissão de Erich Hoenecker, o seu líder, que tentou evitar a "perestroika" até ao limite, mesmo quando centenas de milhares de alemães fugiam pelo buraco que os húngaros e os checos abriram na Cortina de Ferro, no verão de 1989.
Mas se achavam que os líderes andavam em carros russos... treta. Eles andavam em carros ocidentais, nomeadamente, um Citroen CX. E antes disso, iam em Volvos suecos. E alguns deles foram preservados, mesmo depois da unificação, em 1990.
E claro, como já falei aqui no passado, todos os líderes do Leste gostavam de viver com todos os luxos, e isso inclui o Dacia 2000 (um Renault 20) de Nicolae Ceausescu, o ditador da Roménia.
Para além disso, mostra-se um Volvo 760 GLE, que foi usado pelos membros do Volkskammer der DDR, ou seja a Assembleia do Povo da RDA.
Mas agora, mostro aqui o vídeo do carro de uma elite comunista... que gostava de coisas ocidentais.
sábado, 11 de abril de 2020
Youtube Motorsport Video: 1989 Schleizer Dreieck
domingo, 5 de abril de 2020
Youtube Motorsport Video: 1986 Schleizer Dreieck
sábado, 11 de julho de 2015
Quando o motociclismo ia além da Cortina de Ferro (Parte 1)
Eram seis as classes que estavam presentes: 50cc, 125cc, 250cc, 350cc, 500cc e 500cc em sidecar. E nessa altura, já dominavam as lendas do motociclismo, como Giacomo Agostini, nos 500, e o espanhol Angel Nieto, nos 50 e 125cc.
Na classe 250cc dominava um alemão, Dieter Braun. Então com 27 anos de idade (nascera a 2 de fevereiro de 1943), tinha começado a correr em 1968 com... MZ, motos vindas do outro lado do muro. Tinha começado na classe 125cc, mas saltava para as 250, também conseguindo bons resultados. Em 1970 fez isso com uma Suzuki e ganhou as quatro primeiras corridas dessa temporada, acabando como campeão do mundo de 125cc, ao mesmo tempo que corria também com motos de 250 e 350cc.
Por essa altura, as autoridades alemãs orientais usavam as corridas motociclisticas como um espelho do seu país perante o mundo, um dos poucos que este tinha. Era das poucas coisas desportivas do qual o Ocidente poderia vir e competir de igual para igual com os pilotos do Leste europeu, e a politica, como seria óbvio, não fazia parte. Mas naquele dia, as coisas ficaram fora de mão: é que até então, nenhum alemão ocidental tinha vencido por ali. Aliás, era normal os alemães ocidentais evitarem ir ao lado oriental, para evitar embaraços.
Mas naquele dia, não havia como evitar. Quando tocou o hino alemão, o público levantou-se e cantou-o em unissono, quase como que uma manifestação de rebeldia contra as autoridades vigentes, e de uma certa forma, um desejo de uma futura reunificação. Estes ficaram envergonhados e decidiram, que a partir dali, só poderiam aceder por convite. Em 1973, a FIM retirou a corrida alemã oriental do calendário e as motos só voltariam ao Sachenring em 1998, após a reunificação.
Quanto a Braun, ele ainda viria a vencer mais um título, em 1973, de 250cc, pela Yamaha, e correria até 1977, quando sofreu um grave acidente durante o GP da Austria, no Salzburgring.
(continua amanhã)
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Extra-Campeonato: o Elvis Vermelho
No dia em que se fazem 30 anos sobre a morte de Elvis Presley, o "rei do Rock and Roll", descobri um artigo do "Diário de Noticias" que fala sobre Dan Reed, um anónimo cantor na América que se tornou num ídolo de milhões no Outro Lado da Cortina de Ferro, e que foi viver na Alemanha do Leste, morrendo em circunstâncias misteriosas em 1986. A razão do rescuscitar deste nome obscuro? Um documentário alemão que retrata a vida do "Elvis Vermelho".
A incrível história deste baladeiro folk/country americano que se transformou num instrumento de propaganda comunista e anti-EUA, que defendeu a construção do Muro de Berlim e a invasão soviética do Afeganistão e participou na campanha eleitoral de Salvador Allende, mas nunca renunciou à cidadania americana e todos os anos entregava a declaração de impostos no país natal, é contada no documentário "Der Rote Elvis" (O Elvis Vermelho), de Leopold Grün, estreado na Alemanha.




